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Português e europeu 

Soares, Mário  

Lisboa: Círculo de Leitores

2001

Infelizmente, a versão integral deste título não se encontra disponível por razões de direitos de autor.
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Biography 

Mário Soares (português, nascido 7 dezembro 1924), foi um resistente à ditadura de Salazar, preso várias vezes e deportado em 1968, exilou-se em França onde lecionou (1970). Advogado defensor de presos políticos, co-fundador (1973) do Partido Socialista (PS) e Secretário-geral (1973 a 1986). Regressou a Portugal em 1974, após a Revolução. Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros (1974-1975) e um dos impulsionadores da independência das colónias portuguesas, Primeiro-Ministro em 3 governos (1976-1985), Presidente da República (1986-1996) e Deputado ao Parlamento Europeu (1999-2004). Ativou o processo de adesão de Portugal à CEE e assinou o Tratado de Adesão em 1985. Homem de Estado, europeu convicto, publicou vários livros de natureza política.

Summary 

Este livro reúne uma série de textos originais e de artigos publicados na imprensa nacional e estrangeira entre 1999 e 2000. O autor analisa, crítica e detalhadamente, a situação do Portugal de hoje na Europa de amanhã. Propõe-se efetuar o balanço entre o passado, o presente e o projeto em construção, mas que tarda em se concretizar. Nesta obra, sobressai o seu pensamento pró Europa Comunitária, de que Portugal depende e do qual não se pode alhear, apresentando as vantagens e pertinência da existência desta Comunidade que terá de assentar numa “consciência comum” da Europa.

Mário Soares expressa-se igualmente sobre temas que considera decisivos para Portugal e para a Europa, tais como: a globalização, a "nova economia", a necessidade de “represtigiar” a ONU, o acesso à água como direito humano, o ecumenismo como um dos caminhos para a paz, a União Europeia na encruzilhada, breve reflexão no começo do século XXI, "ser português, hoje".

O autor sustenta igualmente que o "difuso mal-estar", "pessimismo" e "descrença" instalados na sociedade portuguesa, não se devem "exclusivamente a um fenómeno psicológico", ou a algo ditado por razões exteriores, mas sim a razões estruturais que renascem quando as conjunturas são menos favoráveis.