Eleições europeias 2009

 

Os resultados deste inquérito sobre as eleições deverão ser inseridos no contexto da situação internacional da altura. Com efeito, o trabalho de campo (Janeiro/Fevereiro) coincide com uma situação internacional muito intensa: tomada de posse de Barack Obama, apresentação do seu primeiro plano de relançamento, situação em Gaza, etc.

Algumas tendências a reter:

  • Temas de campanha: o desemprego é, de longe, o tema de campanha que os Europeus desejam ver abordado prioritariamente durante o debate eleitoral europeu. Este resultado confirma a forte preocupação dos Europeus face à situação presente e futura, em especial no que diz respeito à sua situação pessoal.
  • Nível de sensibilização para as eleições: confirma-se o aumento do conhecimento da data, comparativamente aos dois últimos inquéritos. Em contrapartida, o interesse pelas eleições não progrediu e a probabilidade de ir ou não votar mantém-se estável.
    As razões que motivam a intenção de voto do eleitor (experiência dos candidatos, a nível tanto europeu como nacional, programa eleitoral, etc.), bem como as que o levam a abster-se de votar, são praticamente as mesmas que foram analisadas no EB/PE 69 (Primavera de 2008).
  • O papel do PE: a opinião vai-se polarizando à medida que se aproxima o escrutínio. Praticamente metade dos Europeus pretendem que desempenhe um papel mais importante, enquanto 1/6 declara o contrário. As respostas "Não sei" estão a diminuir.
  • Recordação mediática do PE: está a diminuir, devido ao contexto internacional atrás referido.

O PE face às expectativas dos cidadãos europeus:

  • Os pedidos de uma protecção reforçada do consumidor e da saúde pública, bem como de uma melhor coordenação das políticas económica, orçamental e fiscal, estão à cabeça das políticas que os cidadãos desejam que o PE promova prioritariamente.
    Uma vez que o desemprego surge à cabeça dos temas de campanha, é muito claro que os domínios em evidência são os relativos à vida quotidiana e pessoal dos Europeus. Daqui resulta um pedido de protecção reforçada à escala da UE, face a uma crise que ninguém sabe, hoje em dia, quando vai terminar.
    Paralelamente, constata-se nestes resultados que o papel internacional da União Europeia é sentido como menos essencial aos olhos dos cidadãos europeus. É agora mais elevada a percentagem daqueles que desejam que a União se preocupe prioritariamente com os seus problemas quotidianos.
  • A nível dos valores, a protecção dos direitos humanos no mundo continua a ocupar o primeiro lugar, com um salto de 4 pontos percentuais. O contexto internacional, marcado por uma intensificação de alguns conflitos e por uma repressão acrescida em diversas regiões do mundo, contribui certamente muito para isso.
    E é essa também a razão pela qual a defesa da liberdade de expressão, avaliada pela primeira vez, se encontra na 4.ª posição (30%) dos valores a defender prioritariamente pelo Parlamento.
 
 
 
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Sondagens de opinião do Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu encomenda periodicamente estudos de opinião pública nos Estados-Membros.

Ao proceder desta forma, o Parlamento Europeu esforça-se por melhor captar a percepção e as expectativas dos cidadãos sobre as suas actividades e as da União Europeia no seu conjunto, o que constitui uma ajuda preciosa para preparar, determinar e avaliar o seu trabalho.

O leitor dispõe de informações sobre as atitudes dos Europeus perante as alterações climáticas ou a actual situação económica, mas também sobre o modo como os cidadãos encaram e aquilo que esperam das eleições europeias, do Parlamento Europeu e da integração europeia em geral.