O Prémio Sakharov recompensa personalidades excepcionais que lutam contra a intolerância, o fanatismo e a opressão. A exemplo de Andrei Sakharov, os laureados com o Prémio Sakharov testemunham a coragem que é necessária para defender os direitos do Homem e a liberdade de expressão.
O "Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento" é atribuído todos os anos pelo Parlamento Europeu. Criado em 1988, recompensa personalidades ou entidades que se esforçam por defender os direitos humanos e as liberdades fundamentais.
Por volta do dia 10 de Dezembro, o Parlamento Europeu entrega o seu "Prémio para a defesa dos direitos do Homem" (50 000€), numa sessão solene em Estrasburgo. A data corresponde ao dia da assinatura da Declaração Universal dos Direitos do Homem das Nações Unidas, em 1948.
Os grupos políticos ou, no mínimo, 40 Deputados nomeiam os candidatos. As comissões parlamentares Assuntos Externos e Desenvolvimento votam, criando uma lista restrita de três finalistas com base nas nomeações e, por fim, a Conferência de Presidentes escolhe o laureado.
Prémio Nobel da Paz em 1975, o físico russo Andrei Dmitrievitch Sakharov (1921-1989) foi, antes de mais, o inventor da bomba de hidrogénio.
Preocupado com as consequências dos seus trabalhos para o futuro da humanidade, procura fazer despertar a consciência do perigo da corrida ao armamento nuclear. Obtém um êxito parcial com a assinatura do Tratado contra os Ensaios Nucleares em 1963.
Considerado na URSS como um dissidente com ideias subversivas, cria, nos anos setenta, um Comité para a defesa dos direitos do Homem e para a defesa das vítimas políticas. Os seus esforços são coroados pelo Prémio Nobel da Paz em 1975.
Apresenta-se abaixo a lista completa dos premiados com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento: