Processo : 2018/0106(COD)
Ciclo de vida em sessão
Ciclo relativo ao documento : A8-0398/2018

Textos apresentados :

A8-0398/2018

Debates :

PV 15/04/2019 - 14
CRE 15/04/2019 - 14

Votação :

PV 16/04/2019 - 8.8
Declarações de voto

Textos aprovados :

P8_TA(2019)0366

RELATÓRIO     ***I
PDF 3468kWORD 611k
26.11.2018
PE 623.965v02-00 A8-0398/2018

sobre a proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União

(COM(2018)0218 – C8-0159/2018 – 2018/0106(COD))

Comissão dos Assuntos Jurídicos

Relatora: Virginie Rozière

Relatores de parecer (*):

Miguel Viegas, Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários

Maite Pagazaurtundúa Ruiz, Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos

      (*)  Comissões associadas – Artigo 54.º do seu Regimento

ERRATAS/ADENDAS
ALTERAÇÕES
PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU
 EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
 (*) PARECER da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários
 (*) PARECER da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos
 PARECER da Comissão do Controlo Orçamental
 PARECER da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais
 PARECER da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar
 PARECER da Comissão da Cultura e da Educação
 PARECER da Comissão dos Assuntos Constitucionais
 PROCESSO DA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO
 VOTAÇÃO NOMINAL FINALNA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU

sobre a proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União

(COM(2018)0218 – C8-0159/2018 – 2018/0106(COD))

(Processo legislativo ordinário: primeira leitura)

O Parlamento Europeu,

–  Tendo em conta a proposta da Comissão ao Parlamento e ao Conselho (COM(2018)0218),

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 2, os artigos 16.º, 33.º, 43.º e 50.º, o artigo 53.º, n.º 1, os artigos 62.º, 91.º, 100.º, 103.º, 109.º, 114.º, 168.º, 169.º, 192.º e 207.º, e o artigo 325.º, n.º 4, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, e o artigo 31.º do Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, nos termos dos quais a proposta lhe foi apresentada pela Comissão (C8-0159/2018),

–  Tendo em conta o parecer da Comissão dos Assuntos Jurídicos sobre a base jurídica proposta,

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 3, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

–  Tendo em conta o parecer fundamentado apresentado pelo Parlamento sueco, no âmbito do Protocolo n.º 2 relativo à aplicação dos princípios da subsidiariedade e da proporcionalidade, segundo o qual o projeto de ato legislativo não respeita o princípio da subsidiariedade,

–  Tendo em conta o parecer do Tribunal de Contas de 26 de setembro de 2018(1),

–  Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu de 18 de outubro de 2018(2),

–  Após consulta ao Comité das Regiões,

–  Tendo em conta os artigos 59.º e 39.º do seu Regimento,

–  Tendo em conta o relatório da Comissão dos Assuntos Jurídicos e os pareceres da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários, da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos, da Comissão do Controlo Orçamental, da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais, da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar, da Comissão da Cultura e da Educação e da Comissão dos Assuntos Constitucionais (A8-0398/2018),

1.  Aprova a posição em primeira leitura que se segue;

2.  Requer à Comissão que lhe submeta de novo a sua proposta, se a substituir, se a alterar substancialmente ou se pretender alterá-la substancialmente;

3.  Encarrega o seu Presidente de transmitir a posição do Parlamento ao Conselho e à Comissão, bem como aos parlamentos nacionais.

Alteração    1

Proposta de diretiva

Citação 1

Texto da Comissão

Alteração

Tendo conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente os artigos 16.º, 33.º, 43.º, 50.º, 53.º, n.º 1, 62.º, 91.º, 100.º, 103.º, 109.º, 114.º, 168.º, 169.º, 192.º, 207.º e 325.º, n.º 4, e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, nomeadamente, o artigo 31.º,

Tendo conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente os artigos 16.º, 33.º, 43.º, 50.º, 53.º, n.º 1, 62.º, 91.º, 100.º, 103.º, 109.º, 114.º, 153.º, n.º 1, alíneas a), b) e e), 157.º, n.º 3, 168.º, 169.º, 192.º, 207.º e 325.º, n.º 4, e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, nomeadamente, o artigo 31.º,

Alteração    2

Proposta de diretiva

Considerando 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  As pessoas que trabalham numa organização ou que com ela estão em contacto no contexto de atividades profissionais são frequentemente as primeiras a ter conhecimento de ameaças ou situações lesivas do interesse público que surjam nesse contexto. A denúncia é um ato essencial para se exporem e prevenirem infrações da lei e para se salvaguardar o bem-estar da sociedade. Todavia, os potenciais denunciantes são frequentemente desencorajados de comunicar as suas preocupações ou suspeitas, por medo de retaliação.

(1)  As pessoas que trabalham numa organização pública ou privada ou que com ela estão em contacto no contexto de atividades profissionais são frequentemente as primeiras a ter conhecimento de ameaças ou situações lesivas do interesse público que surjam nesse contexto. A denúncia é um ato essencial para se exporem e prevenirem infrações da lei lesivas do interesse público, bem como para se salvaguardar o bem-estar da sociedade. Todavia, os potenciais denunciantes são frequentemente desencorajados de comunicar as suas preocupações ou suspeitas, por medo de retaliação. Neste contexto, a importância de assegurar um nível equilibrado e eficaz de proteção dos denunciantes é cada vez mais reconhecida, tanto ao nível europeu como ao nível internacional. Por conseguinte, a presente diretiva tem como objetivo criar um clima de confiança que permita que os denunciantes comuniquem suspeitas ou constatações de violações da legislação e ameaças ao interesse público, bem como reforçar o exercício da liberdade de expressão e dos meios de comunicação social consagrada no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Importa salientar que essas liberdades são a pedra angular do jornalismo de investigação e o princípio da confidencialidade das fontes de informação.

Alteração    3

Proposta de diretiva

Considerando 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  Ao nível da União, as comunicações dos denunciantes constituem uma componente a montante da aplicação coerciva do direito da União, uma vez que alimentam os sistemas de aplicação coerciva dos direitos nacionais e da União com informações conducentes à deteção, à investigação e à ação penal eficazes por infrações ao direito da União.

(2)  Ao nível da União, as comunicações e as divulgações públicas dos denunciantes e dos jornalistas de investigação constituem uma componente a montante da aplicação coerciva do direito e das políticas da União, uma vez que alimentam os sistemas de aplicação coerciva dos direitos nacionais e da União com informações muitas vezes conducentes à deteção, à investigação e à ação penal eficazes por infrações ao direito da União, aumentando deste modo a transparência e a responsabilização.

Alteração    4

Proposta de diretiva

Considerando 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(2-A)  Todos os grandes escândalos revelados à opinião pública desde 2014, tais como o «LuxLeaks» e os «Documentos do Panamá», vieram a lume graças às ações dos denunciantes.

Alteração    5

Proposta de diretiva

Considerando 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Em certos domínios de intervenção, as infrações ao direito da União podem lesar gravemente o interesse público, na medida em que criam riscos significativos para o bem-estar da sociedade. Sempre que se detetem deficiências na aplicação da legislação nesses domínios e os denunciantes se encontrem em posição privilegiada para as divulgar, é necessário reforçá-la assegurando uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação e estabelecendo canais de comunicação igualmente eficazes.

(3)  As infrações ao direito da União podem lesar o interesse público, na medida em que criam riscos significativos para o bem-estar da sociedade e comprometem a confiança dos cidadãos na ação da União. Uma vez que os denunciantes se encontram normalmente em posição privilegiada para divulgar tais infrações e têm coragem para comunicar ou divulgar informação em defesa do interesse público, não obstante os eventuais riscos pessoais ou profissionais, é necessário reforçar o direito da União, assegurando uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação e estabelecendo canais de comunicação eficazes, independentes, confidenciais e seguros.

Alteração    6

Proposta de diretiva

Considerando 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  A proteção dispensada atualmente aos denunciantes na União Europeia está fragmentada pelos Estados-Membros e difere consoante o domínio de intervenção. As consequências das infrações ao direito da União que assumem dimensão transfronteiriça e não são denunciadas demonstram que a insuficiência da proteção num Estado-Membro não só afeta este como, indiretamente, também outros Estados-Membros e a União como um todo.

(4)  A proteção dispensada atualmente aos denunciantes na União Europeia está fragmentada pelos Estados-Membros e pelas instituições, organismos, serviços e agências da União e também difere consoante o domínio de intervenção. As consequências das infrações ao direito da União que assumem dimensão transfronteiriça e não são denunciadas demonstram que a insuficiência da proteção num Estado-Membro não só afeta este como, indiretamente, também outros Estados-Membros e a União como um todo.

Alteração    7

Proposta de diretiva

Considerando 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-A)  O artigo 33.º da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção – de que a União e os seus Estados‑Membros são partes – estabelece claramente a necessidade de medidas jurídicas adequadas para proporcionar proteção contra qualquer forma de tratamento injustificada de qualquer pessoa que, de boa-fé e por motivos razoáveis, comunique às autoridades competentes quaisquer factos relacionados com infrações constatadas em conformidade com a referida Convenção.

Alteração    8

Proposta de diretiva

Considerando 4-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-B)   Para facilitar a divulgação pública de informações e criar uma cultura aberta de comunicação de informações, as condições de divulgação pública devem estar em consonância com a Recomendação CM/Rec (2014)7 do Conselho da Europa sobre a proteção dos denunciantes. Os meios de comunicação social não devem, de modo algum, ser impedidos de expor qualquer tipo de infração e de desempenhar, assim, o seu papel democrático.

Alteração    9

Proposta de diretiva

Considerando 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  Por conseguinte, a esses atos e domínios de intervenção devem aplicar se normas mínimas comuns que assegurem uma proteção eficaz dos denunciantes se: i) for necessário reforçar a aplicação coerciva da lei; ii) o reduzido número de denúncias for um fator decisivo que afete a aplicação coerciva da lei; iii) as infrações ao direito da União puderem lesar gravemente o interesse público.

(5)  Por conseguinte, a todos os atos e domínios de intervenção nacionais e da União devem aplicar-se normas legais mínimas comuns que assegurem uma proteção eficaz dos denunciantes, mediante uma abordagem geral e abrangente se: i) for necessário reforçar a aplicação coerciva da lei; ii) o reduzido número de denúncias for um fator decisivo que afete a aplicação coerciva da lei; iii) as infrações ao direito nacional ou da União puderem lesar gravemente o interesse público.

Alteração    10

Proposta de diretiva

Considerando 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(5-A)  É necessário fazer aplicar a proteção dos denunciantes a fim de promover um ambiente conducente à liberdade de informação e dos meios de comunicação social; tal exige que, em primeiro lugar, os jornalistas e as suas fontes, incluindo os denunciantes, beneficiem de uma proteção eficaz contra qualquer violação da sua segurança e integridade física e mental, e que seja impedida qualquer tentativa de os intimidar ou de comprometer a sua independência.

Alteração    11

Proposta de diretiva

Considerando 6

Texto da Comissão

Alteração

(6)  A proteção dos denunciantes é necessária para reforçar a aplicação coerciva do direito da União em matéria de contratos públicos. Além de prevenir e detetar fraudes e corrupção no quadro da execução do orçamento da UE, incluindo a adjudicação de contratos públicos, é necessário obviar à insuficiente aplicação coerciva das normas em matéria de adjudicação de contratos públicos pelas autoridades públicas nacionais e por certos prestadores de serviços de utilidade pública na aquisição de bens, obras e serviços. As infrações a essas normas criam distorções da concorrência, aumentam os custos da atividade empresarial, prejudicam os interesses dos investidores e dos acionistas e, de um modo geral, reduzem a capacidade de atrair investimentos e criam condições de concorrência desiguais para todas as empresas na Europa, afetando, assim, o bom funcionamento do mercado interno.

(6)  A proteção dos denunciantes é necessária para reforçar a aplicação coerciva do direito da União em matéria de contratos públicos. Além de prevenir e detetar fraudes e corrupção no quadro da execução do orçamento da UE, incluindo a adjudicação de contratos públicos, é necessário obviar à insuficiente aplicação coerciva das normas em matéria de adjudicação de contratos públicos pelas autoridades públicas nacionais e por certos prestadores de serviços de utilidade pública na aquisição de bens, obras e serviços. As infrações a essas normas criam distorções da concorrência, aumentam os custos da atividade empresarial, prejudicam os interesses dos investidores e dos acionistas e, de um modo geral, reduzem a capacidade de atrair investimentos e criam condições de concorrência desiguais para todas as empresas na Europa, afetando, assim, o bom funcionamento do mercado interno. Na maioria dos casos, essas infrações comprometem gravemente a confiança dos cidadãos nas instituições públicas, pondo em risco o bom funcionamento da democracia. Importa envidar todos os esforços para proteger as pessoas que denunciam utilizações abusivas ou má conduta no que respeita ao orçamento da União e às instituições da UE.

Alteração    12

Proposta de diretiva

Considerando 6-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(6-A)  Um regime de proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União não invalida a necessidade de reforçar os meios de supervisão de cada Estado-Membro e das suas estruturas públicas, que devem ser cada vez mais capazes de lutar contra a fraude fiscal e o branqueamento de capitais, nem a necessidade de participação na cooperação internacional nessas áreas.

Alteração    13

Proposta de diretiva

Considerando 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  No domínio dos serviços financeiros, o valor acrescentado da proteção dos denunciantes foi já reconhecido pelo legislador da União. No rescaldo da crise financeira, que expôs graves deficiências na aplicação coerciva das normas, foram incluídas medidas de proteção dos denunciantes num número significativo de instrumentos legislativos neste domínio34. No âmbito do quadro prudencial aplicável às instituições de crédito e empresas de investimento, em particular, a Diretiva 2013/36/UE35prevê a proteção dos denunciantes, tal como o Regulamento (UE)n.º 575/2013, relativo aos requisitos prudenciais para as instituições de crédito e para as empresas de investimento.

(7)  No domínio dos serviços financeiros, o valor acrescentado da proteção dos denunciantes setoriais foi já reconhecido pelo legislador da União. No rescaldo da crise financeira, que expôs graves deficiências na aplicação coerciva das normas, foram incluídas medidas de proteção dos denunciantes num número significativo de instrumentos legislativos neste domínio34. No âmbito do quadro prudencial aplicável às instituições de crédito e empresas de investimento, em particular, a Diretiva 2013/36/UE35prevê a proteção dos denunciantes, tal como o Regulamento (UE)n.º 575/2013, relativo aos requisitos prudenciais para as instituições de crédito e para as empresas de investimento. No entanto, um conjunto de casos mediáticos envolvendo instituições financeiras europeias demonstrou que a proteção dos denunciantes nessas instituições financeiras permanece num nível insatisfatório e que os receios de represálias pelos empregadores e pelas autoridades ainda impede os denunciantes de comunicarem informações sobre infrações à lei.

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34 Comunicação de 8.12.2010 intitulada «Reforçar o regime de sanções no setor dos serviços financeiros».

34 Comunicação de 8.12.2010 intitulada «Reforçar o regime de sanções no setor dos serviços financeiros».

35 Diretiva 2013/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa ao acesso à atividade das instituições de crédito e à supervisão prudencial das instituições de crédito e empresas de investimento, que altera a Diretiva 2002/87/CE e revoga as Diretivas 2006/48/CE e 2006/49/CE (JO L 176 de 27.6.2013, p. 338).

35 Diretiva 2013/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa ao acesso à atividade das instituições de crédito e à supervisão prudencial das instituições de crédito e empresas de investimento, que altera a Diretiva 2002/87/CE e revoga as Diretivas 2006/48/CE e 2006/49/CE (JO L 176 de 27.6.2013, p. 338).

Alteração    14

Proposta de diretiva

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  A importância da proteção dos denunciantes em termos de prevenção e dissuasão de infrações às normas da União em matéria de segurança dos transportes, suscetíveis de porem em perigo vidas humanas, foi já reconhecida nos instrumentos setoriais da União relativos à segurança da aviação38 e à segurança do transporte marítimo39, que estabelecem medidas adaptadas de proteção dos denunciantes, assim como canais próprios para denúncias. Estes instrumentos incluem também a proteção dos trabalhadores contra atos de retaliação por comunicarem erros por si cometidos de boa-fé («cultura justa»). É necessário complementar os atuais elementos de proteção dos denunciantes nestes dois setores, bem como prever essa proteção noutros modos de transporte, nomeadamente rodoviário e o ferroviário, a fim de reforçar a aplicação coerciva das normas de segurança nesses sectores.

(9)  A importância da proteção dos denunciantes em termos de prevenção e dissuasão de infrações às normas da União em matéria de segurança dos transportes, suscetíveis de porem em perigo vidas humanas, foi já reconhecida nos instrumentos setoriais da União relativos à segurança da aviação38 e à segurança do transporte marítimo39, que estabelecem medidas adaptadas de proteção dos denunciantes, assim como canais próprios para denúncias. Estes instrumentos incluem também a proteção dos trabalhadores contra atos de retaliação por comunicarem erros por si cometidos de boa-fé («cultura justa»). É necessário, entre outros aspetos, complementar e expandir os atuais elementos de proteção dos denunciantes nestes dois setores, bem como prever essa proteção noutros modos de transporte, nomeadamente rodoviário e o ferroviário, a fim de reforçar de imediato a aplicação coerciva das normas de segurança, nomeadamente nos transportes especiais, nos transportes por vias navegáveis interiores e nos transportes rodoviários e ferroviários.

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38 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil (JO L 122 de 24.4.2014, p. 18).

38 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil (JO L 122 de 24.4.2014, p. 18).

39 Diretiva 2013/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativa a certas responsabilidades do Estado de bandeira no cumprimento e aplicação da Convenção do Trabalho Marítimo, de 2006 (JO L 329 de 10.12.2013, p. 1); Diretiva 2009/16/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à inspeção de navios pelo Estado do porto (JO L 131 de 28.5.2009, p. 57).

39 Diretiva 2013/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativa a certas responsabilidades do Estado de bandeira no cumprimento e aplicação da Convenção do Trabalho Marítimo, de 2006 (JO L 329 de 10.12.2013, p. 1); Diretiva 2009/16/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à inspeção de navios pelo Estado do porto (JO L 131 de 28.5.2009, p. 57).

Alteração    15

Proposta de diretiva

Considerando 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  A recolha de elementos de prova, a deteção e o combate aos crimes e aos comportamentos ilícitos contra o ambiente e a proteção deste continuam a constituir um desafio e carecem de reforço, como reconhecido na Comunicação da Comissão «Ações da UE para melhorar a conformidade e a governação em matéria de ambiente», de 18 de janeiro de 201840. Embora atualmente apenas um instrumento setorial de proteção do ambiente41 inclua normas de proteção dos denunciantes, a introdução dessa proteção afigura-se necessária para assegurar a efetiva aplicação do acervo ambiental da União, porquanto as infrações neste domínio podem lesar gravemente o interesse público e, eventualmente, ter efeitos indiretos para além das fronteiras nacionais. Essa proteção é igualmente relevante nos casos em que produtos não seguros podem causar danos ambientais.

(10)  A recolha de elementos de prova, a prevenção, a deteção e o combate aos crimes e aos comportamentos ilícitos ou omissões, bem como eventuais violações em matéria de proteção do ambiente, continuam, lamentavelmente, a constituir um desafio e carecem de reforço, como reconhecido na Comunicação da Comissão «Ações da UE para melhorar a conformidade e a governação em matéria de ambiente», de 18 de janeiro de 201840. Embora atualmente apenas um instrumento setorial de proteção do ambiente inclua normas de proteção dos denunciantes, a introdução dessa proteção é necessária para assegurar a efetiva aplicação do acervo ambiental da União, porquanto as infrações neste domínio podem lesar o interesse público e, eventualmente, ter efeitos indiretos para além das fronteiras nacionais. Essa proteção é igualmente relevante nos casos em que produtos não seguros podem causar danos ambientais.

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40 COM(2018) 10 final.

40 COM(2018) 0010.

41 Diretiva 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás (JO L 178 de 28.6.2013, p. 66).

41 Diretiva 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás e que altera a Diretiva 2004/35/CE (JO L 178 de 28.6.2013, p. 66).

Alteração    16

Proposta de diretiva

Considerando 11

Texto da Comissão

Alteração

(11)  Considerações análogas justificam que a introdução da proteção dos denunciantes se baseie nas disposições vigentes e previna infrações às normas da UE no domínio da cadeia de abastecimento alimentar e, em particular, no da segurança dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, bem como no da saúde e do bem-estar animal. As diferentes normas da União elaboradas nestes domínios estão estreitamente interligadas. O Regulamento (CE) n.º 178/200242 estabelece os princípios e normas gerais em que assentam todas as medidas da União e nacionais a géneros alimentícios e alimentos para animais, com particular destaque para a segurança alimentar, a fim de se assegurar um nível elevado de proteção da saúde humana e dos interesses do consumidor relativamente aos alimentos, bem como o bom funcionamento do mercado interno. Este regulamento estabelece, entre outras disposições, a proibição de os operadores das empresas dos setores alimentar e dos alimentos para animais dissuadirem os seus empregados e outras pessoas de cooperarem com as autoridades competentes sempre que tal possa impedir, reduzir ou eliminar um risco decorrente de um género alimentício. O legislador da União adotou uma abordagem semelhante na «Lei da Saúde Animal», o Regulamento (UE) 2016/429, que estabelece normas para prevenção e controlo das doenças animais transmissíveis a animais ou a humanos43.

(11)  Considerações análogas justificam que a introdução da proteção dos denunciantes se baseie nas disposições vigentes e previna infrações às normas da UE no domínio da cadeia de abastecimento alimentar e, em particular, no da segurança dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, bem como no da saúde, da proteção e do bem-estar animal. As diferentes normas da União elaboradas nestes domínios estão estreitamente interligadas. O Regulamento (CE) n.º 178/200242 estabelece os princípios e normas gerais em que assentam todas as medidas da União e nacionais a géneros alimentícios e alimentos para animais, com particular destaque para a segurança alimentar, a fim de se assegurar um nível elevado de proteção da saúde humana e dos interesses do consumidor relativamente aos alimentos, bem como o bom funcionamento do mercado interno. Este regulamento estabelece, entre outras disposições, a proibição de os operadores das empresas dos setores alimentar e dos alimentos para animais dissuadirem os seus empregados e outras pessoas de cooperarem com as autoridades competentes sempre que tal possa impedir, reduzir ou eliminar um risco decorrente de um género alimentício. O legislador da União adotou uma abordagem semelhante na «Lei da Saúde Animal», o Regulamento (UE) 2016/429, que estabelece normas para prevenção e controlo das doenças animais transmissíveis a animais ou a humanos43. A Diretiva 98/58/CE43a do Conselho e a Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu e do Conselho43b, assim como os Regulamentos do Conselho (CE) n.º 1/200543c e (CE) n.º 1099/200943d que determinam as regras respeitantes à proteção e bem-estar dos animais nas explorações pecuárias, durante o transporte, no momento da occisão e quando são utilizados para fins de experimentação animal.

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42 Regulamento (CE) n.º 178/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de janeiro de 2002, que determina os princípios e normas gerais da legislação alimentar, cria a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e estabelece procedimentos em matéria de segurança dos géneros alimentícios (JO L 31 de 1.2.2002, p.1).

42 Regulamento (CE) n.º 178/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de janeiro de 2002, que determina os princípios e normas gerais da legislação alimentar, cria a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos e estabelece procedimentos em matéria de segurança dos géneros alimentícios (JO L 31 de 1.2.2002, p.1).

43 JO L 84, p. 1

43 JO L 84, p. 1

 

43a Diretiva 98/58/CE do Conselho, de 20 de julho de 1998, relativa à proteção dos animais nas explorações pecuárias (JO L 221 de 8.8.1998, p. 23);

 

43b Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de setembro de 2010, relativa à proteção dos animais utilizados para fins científicos (JO L 276 de 20.10.2010, p. 33).

 

43c Regulamento (CE) n.º 1/2005 do Conselho, de 22 de dezembro de 2004, relativo à proteção dos animais durante o transporte e operações afins e que altera as Diretivas 64/432/CEE e 93/119/CE e o Regulamento (CE) n.º 1255/97 (JO L 3 de 5.1.2005, p. 1).

 

43d Regulamento (CE) n.º 1099/2009 do Conselho, de 24 de setembro de 2009, relativo à proteção dos animais no momento da occisão (JO L 303 de 18.11.2009, p. 1).

Alteração    17

Proposta de diretiva

Considerando 12

Texto da Comissão

Alteração

(12)  O reforço da proteção dos denunciantes também favorecerá a prevenção e a dissuasão de infrações a normas da Euratom em matéria de segurança nuclear, proteção contra radiações e gestão responsável e segura do combustível irradiado e dos resíduos radioativos, e reforçará a aplicação coerciva das disposições da Diretiva «Segurança Nuclear»44 (revista ) referentes à verdadeira cultura de segurança nuclear, em particular, o artigo 8.º-B, n.º 2, alínea a), que impõe, inter alia, o estabelecimento, pela autoridade reguladora competente, de sistemas de gestão da segurança que deem a devida prioridade à segurança nuclear e promovam, a todos os níveis do pessoal e dos quadros de gestão, a capacidade para questionar a aplicação efetiva dos princípios e das práticas de segurança pertinentes, e para comunicar eventuais problemas de segurança em devido tempo.

(12)  (Não se aplica à versão portuguesa).

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44 Diretiva 2014/87/Euratom do Conselho, de 8 de julho de 2014, que altera a Diretiva 2009/71/Euratom que estabelece um quadro comunitário para a segurança nuclear das instalações nucleares (JO L 219 de 25.7.2014, p. 42).

44 Diretiva 2014/87/Euratom do Conselho, de 8 de julho de 2014, que altera a Diretiva 2009/71/Euratom que estabelece um quadro comunitário para a segurança nuclear das instalações nucleares (JO L 219 de 25.7.2014, p. 42).

Alteração    18

Proposta de diretiva

Considerando 13

Texto da Comissão

Alteração

(13)  Na mesma ordem de ideias, as denúncias podem ser essenciais para detetar e prevenir, reduzir ou eliminar os riscos para a saúde pública e a defesa do consumidor decorrentes de infrações a normas da União, as quais, de outra forma, poderiam permanecer ocultas. Em particular, a defesa do consumidor está também fortemente ligada a casos em que produtos não seguros podem causar danos consideráveis aos consumidores. Por conseguinte, deve estabelecer-se a proteção dos denunciantes em relação às pertinentes normas da União, adotadas nos termos dos artigos 114.º, 168.º e 169.º do TFUE.

(13)  Na mesma ordem de ideias, as denúncias podem ser essenciais para detetar e prevenir, reduzir ou eliminar os riscos para a saúde pública e a defesa do consumidor decorrentes de infrações a normas da União, as quais, de outra forma, poderiam permanecer ocultas. Em particular, a defesa do consumidor está também fortemente ligada a casos em que produtos não seguros podem causar danos aos consumidores. Por conseguinte, deve estabelecer-se a proteção dos denunciantes em relação às pertinentes normas da União, adotadas nos termos dos artigos 114.º, 168.º e 169.º do TFUE.

Alteração    19

Proposta de diretiva

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  A proteção da privacidade e dos dados pessoais constitui outro domínio em que os denunciantes se encontram em posição privilegiada para divulgar infrações ao direito da União que podem lesar gravemente o interesse público. São aplicáveis considerações similares a infrações à Diretiva relativa à segurança das redes e da informação45, que introduz a notificação de incidentes (incluindo os que não comprometam dados pessoais) e requisitos de segurança para as entidades que prestem serviços essenciais em muitos setores (designadamente, energia, saúde, transportes, serviços bancários, etc.) e para os prestadores de serviços digitais essenciais (por exemplo, serviços de computação em nuvem). As comunicações dos denunciantes neste domínio são particularmente úteis para prevenir incidentes de segurança que afetariam atividades económicas e sociais essenciais e serviços digitais amplamente utilizados. As denúncias contribuem para a continuidade de serviços essenciais para o funcionamento do mercado interno e o bem-estar da sociedade.

(14)  A proteção da privacidade e dos dados pessoais, consagrada nos artigos 7.º e 8.º da Carta dos Direitos Fundamentais e no artigo 8.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem (CEDH), constitui outro domínio em que os denunciantes podem ajudar a divulgar infrações ao direito da União que podem lesar o interesse público. São aplicáveis considerações similares a infrações à Diretiva relativa à segurança das redes e da informação45, que introduz a notificação de incidentes (incluindo os que não comprometam dados pessoais) e requisitos de segurança para as entidades que prestem serviços essenciais em muitos setores (designadamente, energia, turismo, saúde, transportes, serviços bancários, construção, etc.) e para os prestadores de serviços digitais essenciais (por exemplo, serviços de computação em nuvem), bem como para os prestadores de serviços básicos (nomeadamente, água, eletricidade e gás). As comunicações dos denunciantes neste domínio são particularmente úteis para prevenir incidentes de segurança que afetariam atividades económicas e sociais essenciais e serviços digitais amplamente utilizados, bem como para prevenir violações da legislação da União em matéria de proteção de dados. As denúncias contribuem para a continuidade de serviços essenciais para a sociedade.

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45 Diretiva (UE) 2016/1148 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de julho de 2016, relativa a medidas destinadas a garantir um elevado nível comum de segurança das redes e da informação em toda a União.

45 Diretiva (UE) 2016/1148 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de julho de 2016, relativa a medidas destinadas a garantir um elevado nível comum de segurança das redes e da informação em toda a União (JO L 194 de 19.7.2016, p. 1).

Alteração    20

Proposta de diretiva

Considerando 16

Texto da Comissão

Alteração

(16)  A proteção dos interesses financeiros da União, que está relacionada com o combate à fraude, à corrupção e a outras atividades ilícitas que afetam as despesas da União, à recolha de fundos ou receitas da União ou dos seus ativos, é um domínio essencial em que a aplicação do direito da União tem de ser reforçada. O reforço da proteção dos interesses financeiros da União abrange também a execução do orçamento da União no que se refere a despesas efetuadas com base no Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica. A falta de uma efetiva aplicação da legislação no domínio dos interesses financeiros da União, incluindo a fraude e a corrupção ao nível nacional, resulta numa diminuição das receitas da União e numa má utilização dos fundos da UE, que podem falsear o investimento público e o crescimento, e minar a confiança dos cidadãos na ação da UE. A proteção dos denunciantes é necessária para facilitar a deteção, a prevenção e a dissuasão de fraudes e atividades ilícitas relevantes.

(16)  A proteção dos interesses financeiros da União, que está relacionada com o combate à fraude, à corrupção, à violação de obrigações legais, ao abuso de poder e a outras atividades ilícitas que afetam as despesas da União, à recolha de fundos ou receitas da União ou dos seus ativos, é um domínio essencial em que a aplicação do direito da União tem de ser reforçada. O reforço da proteção dos interesses financeiros da União abrange também a execução do orçamento da União no que se refere a despesas efetuadas com base no Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica. A falta de uma efetiva aplicação da legislação no domínio dos interesses financeiros da União, incluindo a fraude e a corrupção ao nível nacional, resulta numa diminuição das receitas da União e numa má utilização dos fundos da UE, que podem falsear o investimento público e o crescimento, e minar a confiança dos cidadãos na ação da UE. Os jornalistas de investigação também desempenham um papel crucial na denúncia de irregularidades relacionadas com todos esses domínios. Esses jornalistas representam um grupo de profissionais particularmente expostos, que, muitas vezes, devido às denúncias de esquemas de irregularidades e corrupção em larga escala, perdem os seus empregos, a sua liberdade ou mesmo a vida. Por conseguinte, devem ser incluídas medidas especiais de proteção dos jornalistas de investigação numa proposta legislativa horizontal para a proteção dos denunciantes. O jornalismo de investigação e a proteção dos denunciantes são necessários para facilitar a deteção, a prevenção e a dissuasão de fraudes e atividades ilícitas relevantes.

Alteração    21

Proposta de diretiva

Considerando 18

Texto da Comissão

Alteração

(18)  Determinados atos da União, em particular no domínio dos serviços financeiros, designadamente o Regulamento (UE) n.º 596/2014, relativo ao abuso de mercado49, e a Diretiva de Execução 2015/2392 da Comissão, adotada com base no citado regulamento50, estabelecem já normas de execução em matéria de proteção dos denunciantes. A legislação da União em vigor, incluindo a lista da parte II do anexo, deve ser complementada pela presente diretiva, para que esses instrumentos sejam plenamente harmonizados com suas normas mínimas, mantendo simultaneamente as especificidades que estabelecem para os respetivos setores. Esta medida assume especial importância para determinar as entidades jurídicas no domínio dos serviços financeiros, da prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo que atualmente estão obrigadas a criar canais para denúncias internas.

(18)  Determinados atos da União, em particular no domínio dos serviços financeiros, designadamente o Regulamento (UE) n.º 596/2014, relativo ao abuso de mercado49, e a Diretiva de Execução 2015/2392 da Comissão, adotada com base no citado regulamento50, estabelecem já normas de execução em matéria de proteção dos denunciantes. A legislação da União em vigor, incluindo a lista da parte II do anexo, deve ser complementada pela presente diretiva, para que esses instrumentos sejam plenamente harmonizados com suas normas mínimas, mantendo simultaneamente as especificidades que estabelecem para os respetivos setores. Esta medida assume especial importância para determinar as entidades jurídicas no domínio dos serviços financeiros, da prevenção e da luta contra o branqueamento de capitais, da correta aplicação da Diretiva 2011/7/UE do Parlamento Europeu e do Conselho50a, do financiamento do terrorismo e da cibercriminalidade, que atualmente estão obrigadas a criar canais para denúncias internas. Dado que tais casos envolvem amiúde sistemas empresariais e financeiros internacionais de elevada complexidade, e que é provável que venham a ser da competência de diferentes jurisdições, devem ser adotadas disposições que prevejam um ponto de contacto único para os denunciantes.

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49 JO L 173, p. 1

49 JO L 173, p. 1

50 Diretiva de Execução (UE) 2015/2392 da Comissão, de 17 de dezembro de 2015, relativa ao Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere à comunicação, às autoridades competentes, de informações sobre infrações efetivas ou potenciais a esse regulamento (JO L 332, p. 126).

50 Diretiva de Execução (UE) 2015/2392 da Comissão, de 17 de dezembro de 2015, relativa ao Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere à comunicação, às autoridades competentes, de informações sobre infrações efetivas ou potenciais a esse regulamento (JO L 332, p. 126).

 

50a Diretiva 2011/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de fevereiro de 2011, relativa a certos aspetos da mediação em matéria civil e comercial, JO L 48 de 23.2.2011, p. 1.

Alteração    22

Proposta de diretiva

Considerando 18-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(18-A)  A União assenta numa comunidade de valores e princípios. A União garante o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (doravante designada «Carta»). Por serem os direitos e princípios que estão na base da União, a sua proteção é de importância primordial e as pessoas que revelam violações destes direitos e princípios deverão beneficiar da proteção prevista pela presente diretiva.

Alteração    23

Proposta de diretiva

Considerando 19

Texto da Comissão

Alteração

(19)  Sempre que é adotado um novo ato da União para o qual a proteção dos denunciantes seja pertinente e para cuja aplicação eficaz possa contribuir, deve ser ponderada a alteração do anexo da presente diretiva, a fim de o incluir no seu âmbito de aplicação.

(19)  A fim de ter em conta qualquer novo ato da União para o qual a proteção dos denunciantes seja pertinente e que seja suscetível de ter impacto em termos de aplicação mais eficaz da legislação, o poder de adotar atos em conformidade com o artigo 290.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia deve ser delegado na Comissão, para alterar a presente diretiva atualizando o anexo cada vez que um novo ato da União seja adotado, a fim de o incluir no âmbito de aplicação da presente diretiva. É particularmente importante que a Comissão proceda às consultas adequadas durante os trabalhos preparatórios, inclusive a nível de peritos, e que essas consultas sejam conduzidas de acordo com os princípios estabelecidos no Acordo Interinstitucional, de 13 de abril de 2016, sobre legislar melhor1a. Em particular, a fim de assegurar a igualdade de participação na preparação dos atos delegados, o Parlamento Europeu e o Conselho recebem todos os documentos ao mesmo tempo que os peritos dos Estados-Membros e os respetivos peritos têm sistematicamente acesso às reuniões dos grupos de peritos da Comissão que tratem da preparação dos atos delegados.

 

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1a JO L 123 de 12.5.2016, p. 1.»

Alteração    24

Proposta de diretiva

Considerando 19-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(19-A)  Em determinadas situações, as infrações ao direito da União em matéria de proteção dos trabalhadores, de emprego e condições de trabalho, bem como de direitos sociais, individuais e coletivos dos trabalhadores podem ser objeto de recursos individuais efetivos. Pelo contrário, quando são sistemáticas, estas infrações lesam o interesse público e impõe-se, por conseguinte, prever uma proteção das pessoas que denunciam este tipo de infrações. Em certos domínios, foram constatadas dificuldades de aplicação da legislação da União, como, por exemplo, no caso da necessidade de recorrer, de forma inaceitável, ao trabalho precário. A aplicação efetiva do direito da União é igualmente necessária e a melhoria da proteção dos autores de denúncias no domínio do direito laboral melhoraria, por conseguinte, a aplicação da lei e asseguraria um elevado nível de proteção dos trabalhadores no mercado interno, assegurando simultaneamente uma concorrência leal entre os operadores económicos.

Alteração    25

Proposta de diretiva

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  A presente diretiva deve aplicar-se sem prejuízo da proteção concedida aos trabalhadores quando denunciam infrações do direito do trabalho da União. Por força do artigo 11.º da Diretiva-Quadro 89/391/CEE, os Estados-Membros estão já obrigados a garantir que os trabalhadores ou os seus representantes, em particular, no domínio da saúde e segurança no trabalho, não sejam prejudicados por pedirem ou proporem ao empregador que adote medidas adequadas para minimizar riscos ou eliminar fontes de perigo. Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito de colocar questões às autoridades nacionais competentes, se considerarem que as medidas tomadas e os meios fornecidos pela entidade patronal não são adequados para garantir a segurança e a saúde.

(20)  A presente diretiva deve complementar a proteção concedida aos trabalhadores quando denunciam infrações do direito do trabalho da União. Por força do artigo 11.º da Diretiva-Quadro 89/391/CEE, os Estados-Membros estão já obrigados a garantir que os trabalhadores ou os seus representantes, em particular, no domínio da saúde e segurança no trabalho, não sejam prejudicados por pedirem ou proporem ao empregador que adote medidas adequadas para minimizar riscos ou eliminar fontes de perigo. Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito de colocar questões às autoridades nacionais ou da União competentes, se considerarem que as medidas tomadas e os meios fornecidos pela entidade patronal não são adequados para garantir a segurança e a saúde.

Alteração    26

Proposta de diretiva

Considerando 21

Texto da Comissão

Alteração

(21)  A presente diretiva não deve prejudicar a proteção da segurança nacional e de outras informações classificadas que o direito da União ou as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas em vigor no Estado-Membro em causa obriguem, por razões de segurança, a proteger contra um acesso não autorizado. Além disso, e em particular, as disposições da presente diretiva não devem afetar as obrigações decorrentes da Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE, nem da Decisão do Conselho de 23 de setembro de 2013 relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE.

(21)  A presente diretiva não deve prejudicar a proteção da segurança nacional e de outras informações classificadas que o direito da União ou as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas em vigor no Estado-Membro em causa obriguem, por razões de segurança, a proteger contra um acesso não autorizado. Além disso, as disposições da presente diretiva não devem afetar as obrigações decorrentes da Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE, nem da Decisão do Conselho de 23 de setembro de 2013 relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE.

Alteração    27

Proposta de diretiva

Considerando 22

Texto da Comissão

Alteração

(22)  As pessoas que comuniquem informações sobre ameaças ou situações lesivas do interesse público, obtidas no âmbito das suas atividades profissionais, exercem o seu direito à liberdade de expressão. O direito à liberdade de expressão, consagrado no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia («Carta») e no artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH), engloba a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação social.

(22)  As pessoas que comuniquem informações sobre ameaças ou situações lesivas do interesse público atuam por força do direito à liberdade de informação e expressão, consagrado no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia («Carta») e no artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH), que engloba o direito de receber e transmitir informações e a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação social.

Alteração    28

Proposta de diretiva

Considerando 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  A proteção deve, em primeiro lugar, aplicar-se às pessoas que tenham o estatuto de «trabalhadores», na aceção do artigo 45.º do TFUE, na interpretação que lhe dá o Tribunal de Justiça da União Europeia52, ou seja, pessoas que, durante certo tempo, efetuam prestações em benefício de outras e sob a direção destas, em contrapartida das quais recebem uma remuneração. Assim, a proteção deve ser concedida igualmente aos trabalhadores em relações de trabalho atípicas, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e os trabalhadores contratados a termo, bem como a pessoas com um contrato de trabalho ou uma relação de trabalho com uma agência de trabalho temporário, que são tipos de relação em que as normas de proteção contra um tratamento injusto são frequentemente difíceis de aplicar.

(26)  A proteção deve, em primeiro lugar, aplicar-se às pessoas que tenham o estatuto de «trabalhadores», na aceção do artigo 45.º do TFUE, na interpretação que lhe dá o Tribunal de Justiça da União Europeia52, ou seja, pessoas que, durante certo tempo, efetuam prestações em benefício de outras e sob a direção destas, em contrapartida das quais recebem uma remuneração. Em conformidade com a jurisprudência do Tribunal, o termo «trabalhador» deve ser interpretado em sentido lato, incluindo, por exemplo, os funcionários e agentes públicos. Assim, a proteção deve ser concedida igualmente aos trabalhadores em relações de trabalho diferentes, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e os trabalhadores contratados a termo, os estagiários, remunerados ou não remunerados, bem como a pessoas com um contrato de trabalho ou uma relação de trabalho com uma agência de trabalho temporário, aos trabalhadores com relações laborais precárias, bem como aos trabalhadores transfronteiriços, que são tipos de relação em que as normas de proteção contra um tratamento injusto são frequentemente difíceis de aplicar. Por último, também deve ser concedida proteção às pessoas cujo contrato de trabalho tenha cessado.

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52 Acórdãos de 3 de julho de 1986, Lawrie-Blum, processo 66/85; de 14 de outubro de 2010, Union syndicale Solidaires Isère, processo C-428/09; de 9 de julho de 2015, Balkaya, processo C-229/14; de 4 de dezembro de 2014, FNV Kunsten, processo C-413/13; de 17 de novembro de 2016, Ruhrlandklinik, processo C-216/15.

52 Acórdão do Tribunal de Justiça de 3 de julho de 1986, Lawrie-Blum v Land Baden-Württemberg, C-66/85, ECLI:EU:C:1986:284; acórdão do Tribunal de Justiça, de 14 de outubro de 2010, Union syndicale Solidaires Isère, C-428/09, ECLI:EU:C:2010:612; acórdão do Tribunal de Justiça de 9 de julho de 2015, Balkaya, C-229/14, ECLI:EU:C:2015:455; acórdão do Tribunal de Justiça de 4 de dezembro de 2014, FNV Kunsten Informatie en Media, C-413/13, ECLI:EU:C:2014:2411; acórdão do Tribunal de Justiça de 17 de novembro de 2016, Betriebsrat der Ruhrlandklinik, C-216/15, ECLI:EU:C:2016:883.

Alteração    29

Proposta de diretiva

Considerando 27

Texto da Comissão

Alteração

(27)  Essa proteção deve ser alargada a outras categorias de pessoas singulares ou coletivas que, apesar de não serem «trabalhadores» na aceção do artigo 45.º do TFUE, podem desempenhar um papel essencial na exposição de violações da lei e podem ver-se em situação de vulnerabilidade económica no contexto das suas atividades profissionais. Por exemplo, em domínios como o da segurança dos produtos, os fornecedores estão muito mais próximos da fonte de eventuais práticas desleais e ilícitas de fabrico, importação ou distribuição de produtos não seguros; na aplicação dos fundos da União, os consultores que prestam serviços estão numa posição privilegiada para chamar a atenção para as infrações que testemunham. Estas categorias de pessoas, incluindo os não assalariados que prestam serviços, os trabalhadores independentes, os contratantes, os subcontratantes e os fornecedores, são normalmente alvo de retaliação sob a forma de rescisão antecipada ou de resolução do contrato de prestação de serviços, revogação de licença ou autorização, perda de negócios, perda de rendimento, coerção, intimidação ou assédio, listas negras/boicote comercial ou danos à sua reputação. Os acionistas e os membros dos órgãos dirigentes podem igualmente ser alvo de retaliação, designadamente em termos financeiros ou sob a forma de intimidação ou assédio, inscrição em listas negras ou danos à sua reputação. Deve também ser concedida proteção aos candidatos a emprego ou à prestação de serviços a uma organização, que tenham obtido as informações sobre as infrações à lei durante o processo de recrutamento ou noutras fases, de negociação pré-contratual, e possam vir a ser alvo de retaliação, por exemplo, sob a forma de referências profissionais negativas ou de listas negras/boicote comercial.

(27)  Essa proteção deve ser alargada a outras categorias de pessoas singulares ou coletivas que, apesar de não serem «trabalhadores» na aceção do direito nacional ou em conformidade com o artigo 45.º do TFUE, podem desempenhar um papel essencial na exposição de violações da lei e podem ver-se em situação de vulnerabilidade económica no contexto das suas atividades profissionais. Por exemplo, em domínios como o da segurança dos produtos, os fornecedores estão muito mais próximos da fonte de eventuais práticas desleais e ilícitas de fabrico, importação ou distribuição de produtos não seguros; na aplicação dos fundos da União, os consultores que prestam serviços estão numa posição privilegiada para chamar a atenção para as infrações que testemunham. Estas categorias de pessoas, incluindo os não assalariados que prestam serviços, os trabalhadores independentes, os contratantes, os subcontratantes e os fornecedores, são normalmente alvo de retaliação que pode, por exemplo, assumir a forma de rescisão antecipada ou de resolução do contrato de prestação de serviços, revogação de licença ou autorização, perda de negócios, perda de rendimento, coerção, intimidação ou assédio, listas negras/boicote comercial ou danos à sua reputação. Os acionistas e os membros dos órgãos dirigentes podem igualmente ser alvo de retaliação, designadamente em termos financeiros ou sob a forma de intimidação ou assédio, inscrição em listas negras ou danos à sua reputação. Deve também ser concedida proteção aos candidatos a emprego ou à prestação de serviços a uma organização, que tenham obtido as informações sobre as infrações à lei durante o processo de recrutamento ou noutras fases, de negociação pré-contratual, e possam vir a ser alvo de retaliação, por exemplo, sob a forma de referências profissionais negativas ou de listas negras/boicote comercial.

Justificação

A diretiva deve respeitar que a definição do conceito de trabalhador é uma matéria de competência nacional para alguns Estados-Membros.

Alteração    30

Proposta de diretiva

Considerando 27-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(27-A)  Em conformidade com os artigos 22.º-A, 22.º-B e 22.º-C do Estatuto dos Funcionários da União Europeia e o artigo 11.º do Regime Aplicável aos Outros Agentes da União Europeia, estabelecidos no Regulamento (CEE, Euratom, CECA) n.º 259/68 do Conselho 1a, todas as instituições da União são obrigadas a adotar e a aplicar regras internas de proteção de denunciantes.

 

_______________

 

1a JO L 56 de 4.3.1968, p. 1."

Alteração    31

Proposta de diretiva

Considerando 28

Texto da Comissão

Alteração

(28)  Uma proteção eficaz dos denunciantes implica também a proteção de outras categorias de pessoas que, embora não dependam economicamente das suas atividades profissionais, podem, no entanto, ser alvo de retaliação por exporem infrações. Os atos de retaliação contra voluntários e estagiários não remunerados podem assumir a forma de dispensa dos seus serviços, de referências negativas para empregos futuros ou de danos à sua reputação.

(28)  Uma proteção eficaz dos denunciantes implica também a proteção de outras categorias de pessoas que, embora não dependam economicamente das suas atividades profissionais, podem, no entanto, ser alvo de retaliação por exporem infrações ou apoiarem direta ou indiretamente as comunicações de denunciantes. Os atos de retaliação contra voluntários e estagiários remunerados ou não remunerados podem assumir a forma de dispensa dos seus serviços, de referências negativas para empregos futuros ou de danos à sua reputação ou às suas perspetivas de carreira.

Alteração    32

Proposta de diretiva

Considerando 28-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(28-A)  Na mesma ordem de ideias, é importante garantir proteção às pessoas, como colegas de trabalho, que ajudam os denunciantes no local de trabalho, por exemplo, aconselhando-os sobre os passos a dar, os canais de comunicação adequados, as proteções disponíveis ou a formulação da denúncia. Estas pessoas poderão ter de tomar conhecimento das informações reveladas e podem, por conseguinte, ser igualmente vítimas de retaliação. Deverão, por isso, beneficiar da proteção prevista na presente diretiva. Os jornalistas de investigação também desempenham um papel crucial na denúncia de violações do direito da União e podem ser vítimas de medidas de retaliação, tais como ações judiciais estratégicas relativas, por exemplo, a calúnia ou difamação. Devem, por conseguinte, ter igualmente o direito de beneficiar das medidas de proteção previstas na presente diretiva, a fim de salvaguardar a liberdade de expressão, na medida em que a legislação nacional não preveja uma proteção mais alargada.

Alteração    33

Proposta de diretiva

Considerando 28-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(28-B)  A proteção eficaz dos denunciantes deve também incluir a proteção de qualquer pessoa que disponha de provas de tais atos, no setor público ou privado, sem ser necessário que tenha assistido aos mesmos em primeira mão.

Alteração    34

Proposta de diretiva

Considerando 28-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(28-C)  A proteção efetiva implica uma formação adequada e um centro de informação disponível para informar os denunciantes sobre os seus direitos, as opções de divulgação e as limitações em termos de proteção, de modo a que conheçam os seus direitos e responsabilidades. Tal não deverá considerado um substituto do acesso a aconselhamento jurídico independente, que também deve estar disponível.

Alteração    35

Proposta de diretiva

Considerando 29

Texto da Comissão

Alteração

(29)  A deteção e a prevenção eficazes de prejuízos graves para o interesse público implicam que a informação comunicada elegível para efeitos de proteção abranja não apenas as atividades ilícitas, mas também os abusos de direito, nomeadamente atos ou omissões que não são ilícitos em termos formais, mas que contrariam o objetivo ou a finalidade da lei.

(29)  A deteção e a prevenção eficazes de prejuízos graves para o interesse público implicam que a informação comunicada elegível para efeitos de proteção abranja não apenas as atividades ilícitas, mas também os abusos de direito, nomeadamente atos ou omissões que não são ilícitos em termos formais, mas que contrariam o objetivo ou a finalidade da lei ou representam um perigo ou uma potencial ameaça para o interesse público.

Alteração    36

Proposta de diretiva

Considerando 30

Texto da Comissão

Alteração

(30)  A prevenção eficaz das infrações ao direito da União requer a concessão de proteção igualmente a pessoas que comuniquem informações sobre potenciais infrações, que ainda não se concretizaram, mas cuja concretização é provável. Pelas mesmas razões, também se justifica a proteção de pessoas que, não tendo comunicado elementos de prova corroborativos, levantam preocupações ou suspeitas razoáveis. Porém, a proteção não deve aplicar-se à comunicação de informações que já são do domínio público, nem a rumores e boatos não fundamentados.

(30)  A prevenção eficaz das infrações ao direito da União requer a concessão de proteção igualmente a pessoas que comuniquem informações sobre infrações cuja concretização é muito provável. Pelas mesmas razões, também se justifica a proteção de pessoas que, não tendo comunicado elementos de prova corroborativos, levantam preocupações ou suspeitas bem fundamentadas e razoáveis, assim como de pessoas que fornecem informações complementares relativas a questões que já são do domínio público. Porém, a proteção não deve aplicar-se à comunicação de rumores e boatos não fundamentados.

Alteração    37

Proposta de diretiva

Considerando 30-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(30-A)  No entanto, a fim de evitar danos injustificados à reputação, também deve ser feita uma clara distinção entre falsas acusações deliberadas, destinadas a prejudicar a pessoa ou entidade em causa, e a comunicação de informações para as quais o denunciante tinha motivos razoáveis para acreditar na sua veracidade. A presente diretiva não deve prejudicar as leis nacionais aplicáveis no caso de falsas acusações, como a difamação.

Alteração    38

Proposta de diretiva

Considerando 31

Texto da Comissão

Alteração

(31)  A retaliação traduz a estreita relação (de causa e efeito) entre a comunicação e o tratamento desfavorável sofrido, direta ou indiretamente, pelo seu autor; essa relação tem de existir para que este possa beneficiar de proteção jurídica. A proteção eficaz dos denunciantes como forma de reforçar a aplicação coerciva do direito da União exige uma ampla definição de retaliação, que englobe qualquer ato ou omissão que ocorra no contexto profissional e os prejudique.

(31)  A retaliação traduz a relação (de causa e efeito) entre a comunicação e o tratamento desfavorável sofrido, direta ou indiretamente, pelo seu autor, ou pelas pessoas que ponderam efetuar uma denúncia ou por pessoas que assistam o autor da denúncia a efetuá-la; essa relação tem de existir para que essas pessoas possam beneficiar de proteção jurídica. Uma vez que as formas de retaliação apenas são limitadas pela imaginação dos autores de tais atos, a proteção eficaz dos denunciantes, ou das pessoas que ponderam efetuar uma denúncia ou das pessoas que assistam o autor da denúncia a efetuá-la, como forma de reforçar a aplicação coerciva do direito da União exige uma ampla definição de retaliação, que englobe qualquer ato ou omissão que ocorra no contexto profissional e os prejudique.

Alteração    39

Proposta de diretiva

Considerando 33

Texto da Comissão

Alteração

(33)  Os denunciantes constituem fontes importantes, em particular para os jornalistas de investigação. Uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação aumenta a segurança jurídica dos (potenciais) denunciantes e, deste modo, encoraja e facilita a comunicação de irregularidades também aos meios de comunicação social. Neste contexto, a proteção dos denunciantes enquanto fontes jornalísticas é crucial para salvaguardar o papel de «vigilante» do jornalismo de investigação nas sociedades democráticas.

(33)  Os denunciantes constituem fontes importantes, em particular para os jornalistas de investigação. Uma proteção eficaz dos denunciantes, bem como dos jornalistas de investigação, contra atos de retaliação e qualquer forma de assédio aumenta a segurança jurídica dos (potenciais) denunciantes e, deste modo, encoraja e facilita a comunicação de irregularidades também aos meios de comunicação social, quando tal se justifique. Neste contexto, a proteção dos denunciantes enquanto fontes jornalísticas é crucial para salvaguardar o papel de «vigilante» do jornalismo de investigação nas sociedades democráticas. Neste contexto, os jornalistas de investigação que recorram a fontes de denúncias deverão beneficiar da mesma proteção que as suas fontes. Por outro lado, os denunciantes e os jornalistas são frequentemente objeto de ações judiciais infundadas lançadas contra os mesmos por gabinetes de advogados que se dedicam à difamação e extorsão com o objetivo de intimidar denunciantes e de os forçar a recorrerem a meios jurídicos de defesa dispendiosos. Este tipo de prática deve ser condenado de forma firme, pelo que deve ser coberto pela presente diretiva.

Alteração    40

Proposta de diretiva

Considerando 34

Texto da Comissão

Alteração

(34)  Cabe aos Estados-Membros identificar as autoridades competentes para receber e dar o devido seguimento às denúncias de infrações abrangidas pelo âmbito de aplicação da presente diretiva. Essas autoridades podem ser organismos reguladores ou de supervisão nos domínios em causa, autoridades com poderes coercivos, organismos de luta contra a corrupção e provedores de justiça. As autoridades competentes designadas devem dispor das capacidades e dos poderes necessários para apreciarem a exatidão das alegações constantes da denúncia e para tratarem as infrações comunicadas, inclusivamente através da instauração de um inquérito, de ação penal, de uma medida de recuperação de fundos ou de outras medidas corretivas adequadas, em conformidade com o seu mandato.

(34)  Cabe aos Estados-Membros identificar as autoridades que sejam competentes para receber e dar o devido seguimento às denúncias de infrações abrangidas pelo âmbito de aplicação da presente diretiva e que garantem o máximo nível de independência e imparcialidade. Essas autoridades podem ser autoridades judiciais, organismos reguladores ou de supervisão nos domínios em causa, autoridades com poderes coercivos, organismos de luta contra a corrupção e provedores de justiça. As autoridades competentes designadas devem ser independentes e dispor das capacidades e dos poderes necessários para apreciarem com imparcialidade e objetividade a exatidão das alegações constantes da denúncia e para tratarem as infrações comunicadas, inclusivamente através da instauração ou da requisição de um inquérito, de ação penal, de uma medida de recuperação de fundos ou de outras medidas corretivas adequadas, em conformidade com o seu mandato. O pessoal de tais agências deve ser especializado e ter recebido formação adequada.

Alteração    41

Proposta de diretiva

Considerando 35

Texto da Comissão

Alteração

(35)  Em certos domínios específicos, como o abuso de mercado53, a aviação civil54 ou a segurança das operações offshore de petróleo e gás55, o direito da União já prevê o estabelecimento de canais de comunicação interna e externa. A obrigação de criar esses canais, estabelecida na presente diretiva, deve, tanto quanto possível, basear-se nos canais existentes, previstos nos atos específicos da União.

(35)  Em certos domínios específicos, como o abuso de mercado53, a aviação civil54 ou a segurança das operações offshore de petróleo e gás55, o direito da União já prevê o estabelecimento de canais de comunicação interna e externa. A obrigação de criar esses canais, estabelecida na presente diretiva, deve, tanto quanto possível, basear-se nos canais existentes, previstos nos atos específicos da União. Na ausência de tais disposições e se as regras estabelecidas na presente diretiva garantirem uma maior proteção, são estas regras que deverão ser aplicadas.

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53 Citado anteriormente.

53 Citado anteriormente.

54 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil, JO L 122, p. 18.

54 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil, que altera o Regulamento (UE) n.º 996/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho e revoga a Diretiva 2003/42/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, e os Regulamentos (CE) n.º 1321/2007 e (CE) n.º 1330/2007 da Comissão (JO L 122 de 24.4.2014, p.  18).

55 Diretiva 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás e que altera a Diretiva 2004/35/CE.

55 Diretiva 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás e que altera a Diretiva 2004/35/CE (JO L 178, 28.6.2013, p. 66).

Alteração    42

Proposta de diretiva

Considerando 35-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(35-A)  Nos casos de corrupção ao mais alto nível, são necessárias salvaguardas adicionais para garantir que os denunciantes não são impedidos de receber proteção pelas pessoas que serão incriminadas pelas informações que detêm.

Alteração    43

Proposta de diretiva

Considerando 35-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(35-B)  Os denunciantes que detêm informações sobre atos de corrupção ao mais alto nível devem poder recorrer a um órgão judicial independente dos outros ramos da administração pública com competência para conceder aos denunciantes proteção eficaz e dar resposta às infrações que estes expõem.

Alteração    44

Proposta de diretiva

Considerando 37

Texto da Comissão

Alteração

(37)  Para assegurar a eficácia da deteção e da prevenção de infrações ao direito da União, é vital que as pertinentes informações cheguem rapidamente àqueles que estão mais próximos da fonte do problema, que têm maior capacidade para inquirir e que dispõem de poderes para o resolver, sempre que possível. Para tal, as entidades jurídicas dos setores público e privado terão de estabelecer procedimentos internos adequados para receber e dar seguimento às denúncias.

(37)  Para assegurar a eficácia da deteção e da prevenção de infrações ao direito da União, é vital que as pertinentes informações cheguem rapidamente àqueles que estão mais próximos da fonte do problema, que têm maior capacidade para inquirir e que dispõem de poderes para o resolver, sempre que possível. Para tal, as entidades jurídicas dos setores público e privado terão de estabelecer procedimentos internos adequados e proporcionais, regidos pelos princípios da independência e da imparcialidade, para receber, analisar e dar seguimento às denúncias. Na atividade desenvolvida no âmbito desses procedimentos internos, são oferecidas as devidas garantias de respeito pela confidencialidade, pela proteção de dados e pelo sigilo.

Alteração    45

Proposta de diretiva

Considerando 38

Texto da Comissão

Alteração

(38)  Para as entidades jurídicas do setor privado, a obrigação de estabelecer canais internos é proporcional à sua dimensão e ao nível de risco que as suas atividades representam para o interesse público. A obrigação deve aplicar-se a todas as médias e grandes entidades, independentemente da natureza das suas atividades, com base na sua obrigação de cobrar o IVA. Regra geral, as pequenas e microempresas, tal como definidas no artigo 2.º do anexo da Recomendação da Comissão de 6 de maio de 2003, na redação em vigor56, deverão estar isentas da obrigação de criar canais internos. Contudo, após uma análise de risco adequada, os Estados-Membros podem impor o estabelecimento de canais de denúncia interna a pequenas empresas, em casos específicos (por exemplo, devido aos riscos significativos que possam resultar das suas atividades).

(38)  Para as entidades jurídicas do setor privado, a obrigação de estabelecer canais internos é proporcional à sua dimensão e ao nível de risco que as suas atividades representam para o interesse público. A obrigação deve aplicar-se a todas as médias e grandes entidades, independentemente da natureza das suas atividades, com base na sua obrigação de cobrar o IVA. Todavia, a título de derrogação, os Estados-Membros devem ter a possibilidade de isentar dessa obrigação as entidades de dimensão média, tal como definidas no artigo 2.º do anexo da Recomendação da Comissão de 6 de maio de 2003, na redação em vigor56. Regra geral, as pequenas e microempresas, tal como definidas no artigo 2.º do anexo da Recomendação da Comissão de 6 de maio de 2003, na redação em vigor, deverão estar isentas da obrigação de criar canais internos. Contudo, após uma análise de risco adequada, os Estados-Membros podem impor o estabelecimento de canais de denúncia interna a pequenas empresas, em casos específicos (por exemplo, devido aos riscos significativos que possam resultar das suas atividades).

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56 Recomendação 2003/361/CE da Comissão, de 6 de maio de 2003, relativa à definição de micro, pequenas e médias empresas (JO L 124 de 20.5.2003, p. 36).

56 Recomendação 2003/361/CE da Comissão, de 6 de maio de 2003, relativa à definição de micro, pequenas e médias empresas (JO L 124 de 20.5.2003, p. 36).

Alteração    46

Proposta de diretiva

Considerando 39

Texto da Comissão

Alteração

(39)  A isenção das pequenas e microempresas da obrigação de estabelecer canais de denúncia interna não deve aplicar-se às empresas privadas que operam no domínio dos serviços financeiros. Essas empresas devem continuar obrigadas a estabelecer canais de denúncia interna, em conformidade com as atuais obrigações estabelecidas pelo acervo da União em matéria de serviços financeiros.

(39)  A isenção das pequenas e microempresas da obrigação de estabelecer canais de denúncia interna não deve aplicar-se às empresas privadas que operam no domínio dos serviços financeiros ou estão estreitamente ligadas a este setor. Essas empresas devem continuar obrigadas a estabelecer canais de denúncia interna, em conformidade com as atuais obrigações estabelecidas pelo acervo da União em matéria de serviços financeiros.

Alteração    47

Proposta de diretiva

Considerando 44-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(44-A)  Embora a intenção da presente diretiva não seja regulamentar os mecanismos em matéria de denúncia anónima ou divulgação pública anónima, podem ocorrer estes tipos de denúncias. As denúncias anónimas recebidas através dos canais internos devem, por conseguinte, ser objeto de seguimento diligente. No que diz respeito às denúncias anónimas através de canais externos, as autoridades competentes devem ser autorizadas a não ter em conta essas denúncias, em conformidade com o direito nacional. Além disso, nos casos em que seja eventualmente revelada a identidade dos denunciantes, essas pessoas devem ser elegíveis para proteção ao abrigo da presente diretiva.

Alteração    48

Proposta de diretiva

Considerando 44-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(44-B)  Está demonstrado que o respeito pela confidencialidade da identidade do autor de uma denúncia é um elemento essencial para evitar a sua retração e autocensura. Por este motivo, é conveniente prever que o dever de confidencialidade só possa ser derrogado em circunstâncias excecionais, em que a divulgação de informações relativas a dados pessoais relativos ao autor de uma denúncia ou de uma divulgação seja uma obrigação necessária e proporcionada, imposta pelo direito da União ou pelo direito nacional no contexto de inquéritos ou processos judiciais subsequentes, ou para salvaguardar as liberdades de outrem, incluindo o direito de defesa da pessoa visada, e sempre sob reserva das garantias adequadas consagradas nas referidas legislações. Em caso de violação do dever de confidencialidade relativo à identidade do autor de uma denúncia, deverão ser previstas sanções adequadas.

Alteração    49

Proposta de diretiva

Considerando 44-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(44-C)  Afigura-se crucial que a confidencialidade da identidade do denunciante e de todos os envolvidos seja assegurada para que o processo de denúncia ocorra nas melhores condições, sem impedimentos e sem autocensura. Com efeito, a importância de que se reveste a proteção dos dados pessoais está consagrada no direito da UE, bem como no direito nacional, devendo esses dados ser ainda mais respeitados em caso de denúncia.

Alteração    50

Proposta de diretiva

Considerando 45

Texto da Comissão

Alteração

(45)  As pessoas ou departamentos de uma entidade jurídica privada mais indicados para serem designados competentes para receber e dar seguimento às denúncias variam em função da estrutura da entidade; em todo o caso, o desempenho da função dever implicar independência e ausência de conflitos de interesses. Nas pequenas entidades, esta função poderá corresponder a uma segunda função de um empregado da empresa, bem posicionado para comunicar diretamente com o dirigente da organização, como o chefe do gabinete de conformidade ou o responsável pelos recursos humanos, o responsável por questões jurídicas ou de privacidade, o diretor financeiro, o auditor-chefe ou um membro do conselho de administração.

(45)  As pessoas ou departamentos de uma entidade jurídica privada mais indicados para serem designados competentes para receber e dar seguimento às denúncias variam em função da estrutura da entidade; em todo o caso, o desempenho da função dever implicar independência, saber-fazer adequado e ausência de conflitos de interesses. Nas pequenas entidades, esta função poderá corresponder a uma segunda função de um empregado da empresa, bem posicionado para comunicar diretamente com o dirigente da organização, como o chefe do gabinete de conformidade ou o responsável pelos recursos humanos, o responsável por questões jurídicas ou de privacidade, o diretor financeiro, o auditor-chefe ou um membro do conselho de administração.

Alteração    51

Proposta de diretiva

Considerando 46

Texto da Comissão

Alteração

(46)  No contexto da comunicação interna, a qualidade e a transparência da informação prestada sobre o procedimento aplicável ao seguimento das denúncias são essenciais para criar confiança na eficácia do conjunto do sistema de proteção dos denunciantes, e reduzem a probabilidade de novas denúncias ou divulgações públicas desnecessárias. O denunciante deve ser informado, num prazo razoável, sobre as medidas previstas ou tomadas para dar seguimento à denúncia (por exemplo, arquivamento por insuficiência de elementos de prova ou por outros motivos, instauração de um inquérito interno e, eventualmente, as conclusões deste e/ou as medidas tomadas para resolver o problema identificado, encaminhamento para uma autoridade competente, para investigação aprofundada), na medida em que essas informações não prejudiquem o inquérito ou a investigação nem afetem os direitos da pessoa visada. Um prazo razoável não deve exceder, no total, três meses. Se o seguimento adequado ainda estiver a ser determinado, o denunciante deve ser notificado desse facto, bem como de outras informações que possa esperar receber.

(46)  No contexto da comunicação interna, a qualidade e a transparência da informação prestada sobre o procedimento aplicável ao seguimento das denúncias são essenciais para criar confiança na eficácia do conjunto do sistema de proteção dos denunciantes, e reduzem a probabilidade de novas denúncias ou divulgações públicas desnecessárias. O denunciante deve ser informado, num prazo razoável, sobre as medidas previstas ou tomadas para dar seguimento à denúncia (por exemplo, arquivamento por insuficiência de elementos de prova ou por outros motivos, instauração de um inquérito interno e, eventualmente, as conclusões deste e/ou as medidas tomadas para resolver o problema identificado, encaminhamento para uma autoridade competente, para investigação aprofundada), na medida em que essas informações não prejudiquem o inquérito ou a investigação nem afetem os direitos da pessoa visada. Um prazo razoável não deve exceder, no total, quatro meses. Se o seguimento adequado ainda estiver a ser determinado, o denunciante deve ser notificado desse facto, bem como de outras informações que possa esperar receber. Em qualquer dos casos, a pessoa que comunica irregularidades deve ainda ser informada da evolução e dos resultados do inquérito. Essa pessoa deve ter a oportunidade de ser consultada e de apresentar observações no decurso do inquérito, embora sem obrigação de o fazer. Tais observações devem ser tidas em conta sempre que tal seja considerado pertinente pela pessoa ou serviço competente para dar seguimento às denúncias.

Alteração    52

Proposta de diretiva

Considerando 47-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(47-A)  As entidades encarregadas da receção de informações no local de trabalho devem incluir, nomeadamente, responsáveis diretos, superiores hierárquicos ou representantes da organização, funcionários dos departamentos de recursos humanos, responsáveis por questões de ética, conselhos de empresa ou outros organismos responsáveis pela mediação de conflitos laborais, nomeadamente conflitos de interesses, organismos internos de supervisão financeira na organização e organismos disciplinares na organização.

Alteração    53

Proposta de diretiva

Considerando 49

Texto da Comissão

Alteração

(49)  A falta de confiança na utilidade da denúncia de irregularidades constitui um dos principais fatores desencorajantes dos potenciais denunciantes. Assim, justifica-se a imposição às autoridades competentes da obrigação clara de dar um seguimento diligente às denúncias recebidas e de comunicar uma resposta aos denunciantes num prazo razoável, acerca das medidas previstas ou tomadas a título de seguimento (por exemplo, arquivamento por insuficiência de elementos de prova ou por outros motivos, abertura de um inquérito interno e, eventualmente, das conclusões deste e/ou as medidas tomadas para resolver o problema identificado; encaminhamento para outra autoridade competente para lhe dar seguimento), na medida em que essas informações não prejudiquem o inquérito nem os direitos das pessoas visadas.

(49)  A par do receio perfeitamente real e razoável de retaliação, a falta de confiança na eficácia da denúncia de irregularidades constitui um dos principais fatores desencorajantes dos potenciais denunciantes. Assim, justifica-se a imposição às autoridades competentes da obrigação clara de dar um seguimento diligente às denúncias recebidas e de comunicar uma resposta aos denunciantes num prazo razoável, acerca das medidas previstas ou tomadas a título de seguimento (por exemplo, arquivamento por insuficiência de elementos de prova ou por outros motivos, abertura de um inquérito interno e, eventualmente, das conclusões deste e/ou as medidas tomadas para resolver o problema identificado; encaminhamento para outra autoridade competente para lhe dar seguimento, na medida em que essas informações não prejudiquem o inquérito nem os direitos das pessoas visadas.

Alteração    54

Proposta de diretiva

Considerando 50

Texto da Comissão

Alteração

(50)  O seguimento e a resposta devem ser dados num prazo razoável, devido à necessidade de se resolver rapidamente o problema que pode estar na origem da denúncia, bem como de evitar divulgações públicas desnecessárias. Esse prazo não deve ser superior a três meses, mas pode ser alargado para seis meses, sempre que necessário, devido às circunstâncias específicas do caso, nomeadamente, à natureza e à complexidade do objeto da comunicação, que podem exigir uma investigação demorada.

(50)  O seguimento e a resposta devem ser dados num prazo razoável, devido à necessidade de se resolver rapidamente o problema que pode estar na origem da denúncia, bem como de evitar divulgações públicas desnecessárias. Esse prazo não deve ser superior a dois meses, mas pode ser alargado para quatro meses, sempre que necessário, devido às circunstâncias específicas do caso, nomeadamente, à natureza e à complexidade do objeto da comunicação, que podem exigir uma investigação demorada.

Alteração    55

Proposta de diretiva

Considerando 52

Texto da Comissão

Alteração

(52)  A fim de permitir uma comunicação eficaz com o seu pessoal em dedicação exclusiva ao tratamento das denúncias, as autoridades competentes devem possuir e utilizar canais específicos, independentes dos seus sistemas habituais de denúncias públicas, que sejam acessíveis e permitam a denúncia de irregularidades por escrito e oralmente, bem como em suporte eletrónico e não eletrónico.

(52)  A fim de permitir uma comunicação eficaz com o seu pessoal em dedicação exclusiva ao tratamento das denúncias, as autoridades competentes devem possuir e utilizar canais específicos, independentes dos seus sistemas habituais de denúncias públicas, que sejam acessíveis e confidenciais e permitam a denúncia de irregularidades por escrito e oralmente, bem como em suporte eletrónico e não eletrónico.

Alteração    56

Proposta de diretiva

Considerando 53

Texto da Comissão

Alteração

(53)  As autoridades competentes devem ter pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento das denúncias e ao contacto com os seus autores, bem como ao seguimento devido dessas denúncias, que tenha formação profissional, nomeadamente sobre as normas aplicáveis em matéria de proteção de dados.

(53)  As autoridades competentes devem ter pessoal dedicado exclusivamente à receção e ao tratamento das denúncias e ao contacto com os seus autores, ao seguimento devido dessas denúncias, bem como à prestação de informações e aconselhamento a qualquer pessoa interessada, devendo esse pessoal seguir ações de formação profissional com regularidade, nomeadamente sobre as normas aplicáveis em matéria de proteção de dados.

Alteração    57

Proposta de diretiva

Considerando 54

Texto da Comissão

Alteração

(54)  As pessoas que pretendem denunciar irregularidades devem poder tomar uma decisão esclarecida sobre se, como e quando o devem fazer. Por conseguinte, as autoridades competentes devem divulgar publicamente e tornar facilmente acessíveis informações sobre os canais disponíveis para denúncias às autoridades competentes, os procedimentos aplicáveis e o seu pessoal a isso dedicado exclusivamente. Todas as informações relativas à denúncia de irregularidades devem ser transparentes, facilmente compreensíveis e fiáveis, a fim de promover a denúncia, e não dissuadi-la.

(54)  As pessoas que pretendem denunciar irregularidades devem poder tomar uma decisão esclarecida sobre se, como e quando o devem fazer. Por conseguinte, as autoridades competentes devem divulgar publicamente e tornar facilmente acessíveis informações sobre os canais disponíveis, nos casos em que a denúncia externa seja possível, para denúncias às autoridades competentes, os procedimentos aplicáveis e o seu pessoal a isso dedicado exclusivamente. Todas as informações relativas à denúncia de irregularidades devem ser transparentes, facilmente compreensíveis e fiáveis, a fim de promover a denúncia, e não dissuadi-la.

Alteração    58

Proposta de diretiva

Considerando 57

Texto da Comissão

Alteração

(57)  Os Estados-Membros devem assegurar a conservação adequada de registos de todas as informações recebidas sobre infrações, bem como a recuperabilidade de todas essas informações junto da autoridade competente, e que as informações recebidas através de denúncias possam ser utilizadas como elementos de prova para aplicação de medidas coercivas, se necessário.

(57)  Os Estados-Membros devem assegurar a conservação adequada de registos de todas as informações recebidas sobre infrações, bem como a recuperabilidade de todas essas informações junto da autoridade competente, e que as informações recebidas através de denúncias possam ser utilizadas como elementos de prova para aplicação de medidas coercivas, se necessário, protegendo a identidade e a privacidade dos denunciantes sempre que possível, e, se for caso disso, disponibilizadas aos outros Estados-Membros ou às autoridades da União, respeitando, sempre que possível, a confidencialidade da identidade dos denunciantes. É da responsabilidade das autoridades que transmitem e recebem as informações garantir a plena proteção da identidade dos denunciantes e assegurar, sempre que possível, a sua privacidade.

Alteração    59

Proposta de diretiva

Considerando 58

Texto da Comissão

Alteração

(58)  A proteção dos dados pessoais do denunciante e da pessoa visada é fundamental para evitar injustiça no tratamento injusto danos à reputação resultantes da divulgação de dados pessoais, em particular de dados reveladores da identidade de uma pessoa visada. Por conseguinte, em conformidade com o disposto no Regulamento (UE) 2016/679, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, a seguir também designado por «RGPD»), as autoridades competentes devem instituir procedimentos adequados de proteção de dados, especificamente orientados para a proteção do denunciante, da pessoa visada e de terceiros referidos na comunicação, que devem incluir um sistema seguro, dentro da autoridade competente, com direitos de acesso restrito ao pessoal autorizado.

(58)  A proteção dos dados pessoais do denunciante e da pessoa visada, assim como da confidencialidade da informação, é fundamental para evitar um tratamento injusto, qualquer tipo de assédio ou intimidação, ou danos à reputação resultantes da divulgação de dados pessoais, em particular de dados reveladores da identidade de uma pessoa visada. Por conseguinte, em conformidade com o disposto no Regulamento (UE) 2016/679, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados (Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados, a seguir também designado por «RGPD»), as autoridades competentes devem instituir procedimentos adequados de proteção de dados, especificamente orientados para a proteção do denunciante, da pessoa visada e de terceiros referidos na comunicação, que devem incluir um sistema seguro, dentro da autoridade competente, com direitos de acesso restrito ao pessoal autorizado.

Alteração    60

Proposta de diretiva

Considerando 60

Texto da Comissão

Alteração

(60)  Para beneficiarem de proteção, os denunciantes devem ter motivos razoáveis para considerar, atendendo às circunstâncias e às informações de que dispõem no momento da denúncia, que os factos por si revelados são verdadeiros. Até prova em contrário, presume-se a existência de convicção razoável. Trata-se de uma salvaguarda essencial contra denúncias malévolas, levianas ou abusivas, que garante que as pessoas que, deliberadamente e com conhecimento de causa, transmitam informações erradas ou enganosas não gozem de proteção. Por outro lado, garante que a proteção não desaparece se o denunciante transmitiu informações imprecisas de boa fé. Na mesma ordem de ideias, os denunciantes devem ter direito a proteção ao abrigo da presente diretiva se tiverem motivos razoáveis para crer que as informações comunicadas são abrangidas pelo seu âmbito de aplicação.

(60)  Os denunciantes devem beneficiar da proteção da presente diretiva, independentemente do facto de utilizarem canais de comunicação internos ou externos ou ambos, sem condições especiais ou ordem de preferência. Os denunciantes que exerçam o seu direito à divulgação pública devem beneficiar da mesma proteção prevista na presente diretiva. Essa proteção deve aplicar-se ao longo de todo o procedimento de denúncia, incluindo após a sua conclusão, salvo se for possível demonstrar que não há qualquer risco de retaliação. Para beneficiarem de proteção, os denunciantes devem agir de boa-fé, ou seja, devem ter motivos razoáveis para considerar, atendendo às circunstâncias e às informações de que dispõem no momento da denúncia, que os factos por si revelados são verdadeiros. Até prova em contrário, presume-se a existência de convicção razoável. Trata-se de uma salvaguarda essencial contra denúncias malévolas, levianas ou abusivas, que garante que as pessoas que, deliberadamente e com conhecimento de causa, transmitam informações erradas ou enganosas não gozem de proteção e possam ser consideradas responsáveis ao abrigo da legislação nacional dos Estados-Membros. Por outro lado, garante que a proteção não desaparece se o denunciante transmitiu informações imprecisas de boa fé. Na mesma ordem de ideias, os denunciantes devem ter direito a proteção ao abrigo da presente diretiva se tiverem motivos razoáveis para crer que as informações comunicadas são abrangidas pelo seu âmbito de aplicação.

Alteração    61

Proposta de diretiva

Considerando 61

Texto da Comissão

Alteração

(61)  Em regra, o requisito da utilização hierarquizada dos canais para denúncias impõem-se para garantir que a informação chegue às pessoas que podem contribuir para a eliminação rápida e eficaz dos riscos para o interesse público, bem como para impedir que de divulgações públicas resultem danos injustificados à reputação. Por outro lado ainda, impõem-se o estabelecimento de algumas exceções à sua aplicação, que permitam que o denunciante escolha o canal mais adequado, em função das circunstâncias específicas do caso. Além disso, é necessário proteger as divulgações públicas tendo em conta princípios democráticos, como a transparência e a responsabilização, e direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a liberdade dos meios de comunicação social, procurando simultaneamente assegurar o equilíbrio entre, por um lado, o interesse dos empregadores em gerir as suas organizações e em proteger os seus interesses, e, por outro, o interesse do público em ser protegido contra danos, em conformidade com os critérios fixados pela jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos57.

(61)  É necessário assegurar que todos os canais para denúncias, internos e externos, sejam abertos ao denunciante e que o denunciante seja livre de escolher o canal mais adequado em função das circunstâncias específicas do caso, a fim de garantir que a informação chegue às pessoas ou entidades que podem contribuir para a eliminação rápida e eficaz dos riscos para o interesse público. Além disso, é necessário proteger as divulgações públicas tendo em conta princípios democráticos, como a transparência e a responsabilização, e direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, a liberdade dos meios de comunicação social e o direito à informação, procurando simultaneamente assegurar o equilíbrio legítimo entre, por um lado, o interesse dos empregadores em gerir as suas organizações e em proteger a sua reputação e os seus interesses, e, por outro, o interesse do público em ser protegido contra danos, em conformidade com os critérios fixados pela jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos57.

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57 Um dos critérios para determinar se a retaliação contra os denunciantes que divulgam informações publicamente interfere com a liberdade de expressão de um modo que não é justificável numa sociedade democrática se prende com o facto de o autor da divulgação ter ou não à sua disposição canais alternativos para o fazer; cf., por exemplo, Guja contra Moldávia [GC], n.º 14277/04, TEDH 2008.

57 Um dos critérios para determinar se a retaliação contra os denunciantes que divulgam informações publicamente interfere com a liberdade de expressão de um modo que não é justificável numa sociedade democrática se prende com o facto de o autor da divulgação ter ou não à sua disposição canais alternativos para o fazer; cf., por exemplo, Guja contra Moldávia [GC], n.º 14277/04, TEDH 2008.

Alteração    62

Proposta de diretiva

Considerando 62

Texto da Comissão

Alteração

(62)  Em regra, denunciantes devem utilizar primeiro os canais internos à sua disposição e comunicar as irregularidades ao empregador. Contudo, pode dar-se o caso de não existirem canais internos (quando as entidades não estão sujeitas à obrigação de os criar, imposta pela presente diretiva ou pela legislação nacional aplicável), de a sua utilização não ser obrigatória (nomeadamente, quando as pessoas não têm um vínculo laboral), ou de terem sido utilizados, mas não funcionarem adequadamente (por exemplo, a comunicação não foi tratada com diligência ou num prazo razoável, ou não foram tomadas medidas para tratar a infração à lei, apesar dos resultados corroborativos do inquérito).

(62)  Em regra, denunciantes devem utilizar primeiro os canais internos ou externos à sua disposição e comunicar as irregularidades ao empregador ou à autoridade competente. Além disso, deve ser assegurada proteção também nos casos em que a legislação da União autorize o denunciante a comunicar diretamente com os órgãos ou organismos da União, por exemplo, num contexto de fraude em relação ao orçamento da União, de prevenção e deteção do branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, ou no domínio dos serviços financeiros.

Alteração    63

Proposta de diretiva

Considerando 63

Texto da Comissão

Alteração

(63)  Noutros casos, não será razoável esperar que os canais internos funcionem corretamente, por exemplo, quando o denunciante tem motivos válidos para crer que será alvo de atos de retaliação relacionados com a denúncia; que a sua confidencialidade não será protegida; que a pessoa sobre a qual recai a responsabilidade última no contexto profissional está implicada na infração; que a infração pode ser ocultada; que os elementos de prova podem ser ocultados ou destruídos; que a eficácia das ações de investigação das autoridades competentes pode ser comprometida, ou que é necessária uma medida urgente (por exemplo, devido ao risco iminente de uma ameaça concreta e específica para a vida, a saúde e a segurança de pessoas, ou para o ambiente. Em todos estes casos, as pessoas que comunicam irregularidades externamente às autoridades competentes e, se for caso disso, a órgãos ou organismos da União devem ser protegidas. Além disso, deve ser assegurada proteção também nos casos em que a legislação da União autorize o denunciante a comunicar diretamente com as autoridades nacionais competentes ou com os órgãos ou organismos da União, por exemplo, num contexto de fraude lesiva do orçamento da União, de prevenção e deteção do branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, ou no domínio dos serviços financeiros.

Suprimido

Alteração    64

Proposta de diretiva

Considerando 64

Texto da Comissão

Alteração

(64)  Também as pessoas que divulguem publicamente informações devem beneficiar de proteção, nos casos em que a infracção continue por tratar (por não ter sido devidamente apreciada ou investigada, ou por não terem sido tomadas medidas corretivas, por exemplo), apesar de ter sido denunciada interna e/ou externamente, no respeito da hierarquia dos canais disponíveis; nos casos em que os denunciantes têm razões válidas para crerem que existe conluio entre o autor da infração e a autoridade competente, que os elementos de prova podem ser ocultados ou destruídos ou que a eficácia das ações de investigação pelas autoridades competentes pode ser comprometida; em casos de perigo iminente ou manifesto para o interesse público, ou em que exista o risco de um dano irreversível, inclusivamente da integridade física.

(64)  Também as pessoas que divulguem publicamente informações devem beneficiar de proteção, nos casos em que a infração continue por tratar (por não ter sido devidamente apreciada ou investigada, ou por não terem sido tomadas medidas corretivas, por exemplo), apesar de ter sido denunciada interna ou externamente ou de ambas as formas; nos casos em que os denunciantes têm motivos razoáveis para crerem que existe conluio entre o autor da infração e a autoridade competente, ou que as autoridades externas pertinentes participaram direta ou indiretamente na alegada má conduta, que os elementos de prova podem ser ocultados ou destruídos ou que a eficácia das ações de investigação pelas autoridades competentes pode ser comprometida; em casos de perigo iminente ou manifesto ou de dano para o interesse público, em que exista o risco de um dano irreversível, inclusivamente da integridade física, ou em que exista uma situação de emergência.

Alteração    65

Proposta de diretiva

Considerando 64-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(64-A)  A proteção dos denunciantes permite prevenir e reparar atos danosos do interesse público. Se bem que seja importante definir um sistema sólido e coerente para a denúncia das infrações previstas na presente diretiva, o cerne do sistema deverá assentar na pertinência e no interesse da informação levada ao conhecimento da organização em causa, das autoridades competentes ou do público. Assim, é indispensável garantir que a proteção proporcionada pela presente diretiva seja concedida a todas as pessoas que efetuam uma denúncia ou uma divulgação pública, tal como definidas na presente diretiva, sem que possa ser utilizado qualquer argumento para lhes recusar essa proteção.

Alteração    66

Proposta de diretiva

Considerando 65

Texto da Comissão

Alteração

(65)  Os denunciantes devem ser protegidos contra todas as formas de retaliação, quer diretas quer indiretas, levadas a cabo pelo empregador, pelo cliente/destinatário de serviços ou por pessoas que trabalhem em seu nome ou para ele, incluindo colegas e gestores da mesma organização ou de outras organizações com as quais os denunciantes estejam em contacto no âmbito das suas atividades profissionais, sempre que a retaliação seja recomendada ou tolerada pela pessoa visada. Deve ser garantida proteção contra medidas de retaliação impostas ao denunciante, mas também à entidade jurídica que representa, como recusa de prestação de serviços, inclusão em listas negras ou boicote comercial. Existe ainda a possibilidade de retaliação indireta, sob a forma de ações contra os familiares do denunciante que tenham uma relação profissional com o mesmo empregador ou cliente/destinatário de serviços, e contra os representantes dos trabalhadores que tenham prestado apoio ao denunciante.

(65)  Os denunciantes devem ser protegidos contra todas as formas de retaliação, quer diretas quer indiretas, levadas a cabo pelo empregador, pelo cliente/destinatário de serviços ou por pessoas que trabalhem em seu nome ou para ele, incluindo colegas e gestores da mesma organização ou de outras organizações com as quais os denunciantes estejam em contacto no âmbito das suas atividades profissionais, sempre que a retaliação seja recomendada ou tolerada pela pessoa visada. Deve ser garantida proteção contra medidas de retaliação impostas ao denunciante, mas também à entidade jurídica que representa, como recusa de prestação de serviços, inclusão em listas negras ou boicote comercial. Existe ainda a possibilidade de retaliação indireta, sob a forma de ações contra os facilitadores ou os familiares do denunciante que tenham uma relação profissional com o mesmo empregador ou cliente/destinatário de serviços, e contra os representantes dos trabalhadores que tenham prestado apoio ao denunciante.

Alteração    67

Proposta de diretiva

Considerando 66

Texto da Comissão

Alteração

(66)  A não-dissuasão e a impunidade dos atos de retaliação desencorajam potenciais denunciantes. Uma proibição legal clara da retaliação tem um importante efeito dissuasor, que poderá ser reforçado com a adoção de disposições em matéria de responsabilidade pessoal e a aplicação de sanções aos autores desses atos.

(66)  A não-dissuasão e a impunidade dos atos de retaliação desencorajam potenciais denunciantes. Uma proibição legal clara da retaliação tem um importante efeito dissuasor, que deverá ser reforçado com a adoção de disposições em matéria de responsabilidade pessoal e a aplicação de sanções aos autores desses atos, bem como às pessoas que ocupam cargos de gestão e que facilitam ou ignoram os atos de retaliação.

Alteração    68

Proposta de diretiva

Considerando 67

Texto da Comissão

Alteração

(67)  Os potenciais denunciantes que não sabem exatamente como denunciar irregularidades ou se, no final, serão protegidos podem ser desencorajados de o fazer. Os Estados-Membros devem garantir que as informações pertinentes possam ser comunicadas de forma simples e que sejam facilmente acessíveis ao público em geral. Deve estar disponível gratuitamente aconselhamento individual, imparcial e confidencial sobre, por exemplo, a cobertura da informação em causa pelas normas aplicáveis à proteção dos denunciantes, o canal de comunicação mais adequado e os procedimentos alternativos disponíveis caso a informação não seja abrangida pelas normas aplicáveis («sinalização»). O acesso a esse aconselhamento pode ajudar a garantir que as denúncias sejam feitas através dos canais adequados, responsavelmente, e que as infrações e irregularidades sejam detetadas atempadamente ou mesmo impedidas.

(67)  Os potenciais denunciantes que não sabem exatamente como denunciar irregularidades ou se, no final, serão protegidos podem ser desencorajados de o fazer. Os Estados-Membros devem garantir que as informações pertinentes possam ser comunicadas de forma facilmente compreensível e acessível ao público em geral. Deve estar disponível gratuitamente aconselhamento individual, imparcial e confidencial sobre, por exemplo, a cobertura da informação em causa pelas normas aplicáveis à proteção dos denunciantes, o canal de comunicação mais adequado e os procedimentos alternativos disponíveis caso a informação não seja abrangida pelas normas aplicáveis («sinalização»). O acesso a esse aconselhamento, em particular através das autoridades competentes, pode ajudar a garantir que as denúncias sejam feitas através dos canais adequados, responsavelmente, e que as infrações e irregularidades sejam detetadas atempadamente ou mesmo impedidas.

Alteração    69

Proposta de diretiva

Considerando 67-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(67-A)  Nos Estados-Membros que preveem uma proteção mais ampla dos denunciantes, existe uma série de mecanismos de acompanhamento e de apoio aos denunciantes. Com base nas melhores práticas e nas diferentes situações existentes nos Estados-Membros, uma autoridade independente única e claramente identificada ou um centro de informação criado pelo Estado-Membro deve poder prestar aconselhamento individual e informações exatas, desde que sejam fornecidas garantias suficientes. O aconselhamento ou as informações devem ser prestados a qualquer pessoa que os solicite. As informações ou o aconselhamento podem dizer respeito a questões como as medidas de proteção, a adequação dos canais de comunicação ou o âmbito de aplicação da diretiva.

Alteração    70

Proposta de diretiva

Considerando 69

Texto da Comissão

Alteração

(69)  Não deve ser possível renunciar por via contratual aos direitos e obrigações estabelecidos na presente diretiva. As obrigações legais ou contratuais dos indivíduos, como as cláusulas contratuais de lealdade ou os acordos de não divulgação/de confidencialidade, não podem ser invocadas para impedir que os trabalhadores denunciem irregularidades, para lhes negar proteção ou para os penalizar por o terem feito. Simultaneamente, a presente diretiva não deve afetar a proteção da confidencialidade das comunicações entre advogados e clientes nem outros sigilos profissionais previstos pela lei nacional.

(69)  Não deve ser possível renunciar por via contratual aos direitos e obrigações estabelecidos na presente diretiva. As obrigações legais ou contratuais dos indivíduos, como as cláusulas contratuais de lealdade ou os acordos de não divulgação/de confidencialidade, não podem ser invocadas para impedir que os trabalhadores denunciem irregularidades, para lhes negar proteção ou para os penalizar por o terem feito. Simultaneamente, a presente diretiva não deve afetar a proteção da confidencialidade nem outros sigilos profissionais previstos pela legislação nacional, como o sigilo médico e a confidencialidade das comunicações entre advogados e clientes, nem a confidencialidade necessária para a proteção da segurança nacional, quando tal for previsto pela legislação nacional.

Alteração    71

Proposta de diretiva

Considerando 70

Texto da Comissão

Alteração

(70)  É provável que, para justificar a medida de retaliação, seja apresentado um motivo alheio à denúncia, podendo ser muito difícil ao denunciante provar que existe um nexo entre os dois, tendo, possivelmente, os autores das retaliações mais poderes e recursos para documentar as medidas tomadas e a sua fundamentação. Por conseguinte, assim que o denunciante demonstre prima facie que comunicou ou divulgou irregularidades em conformidade a presente diretiva e que sofreu um prejuízo, o ónus da prova recai na pessoa que praticou a ação prejudicial, à qual cabe demonstrar que a sua ação não estava, de modo algum, associada à denúncia ou à divulgação de informações.

(70)  É provável que, para justificar a medida de retaliação, seja apresentado um motivo alheio à denúncia ou à divulgação pública, podendo ser muito difícil ao denunciante provar que existe um nexo entre os dois, tendo, possivelmente, os autores das retaliações mais poderes e recursos para documentar as medidas tomadas e a sua fundamentação. Por conseguinte, assim que o denunciante demonstre prima facie que comunicou ou divulgou irregularidades em conformidade a presente diretiva e que sofreu um prejuízo, o ónus da prova recai na pessoa que praticou a ação prejudicial, à qual cabe demonstrar que a sua ação não estava, de modo algum, associada à denúncia ou à divulgação de informações.

Alteração    72

Proposta de diretiva

Considerando 71

Texto da Comissão

Alteração

(71)  Além da proibição expressa de retaliação imposta por lei, é essencial que os denunciantes que sejam vítimas de retaliação tenham acesso a vias de recurso. O recurso adequado para cada caso será determinado em função do tipo de retaliação sofrida. Pode assumir a forma de ação de reintegração (por exemplo, em caso de despedimento, transferência ou despromoção, bem como de recusa de formação ou de promoção) ou de reativação de uma autorização, de uma licença, ou de um contrato; de compensação por perdas financeiras atuais e futuras (perda de salários vencidos, mas também perda futura de rendimentos, custos associados a uma mudança de emprego); de compensação por outros prejuízos económicos, como despesas de contencioso, custos de assistência médica, bem como danos morais (dor e sofrimento).

(71)  Além da proibição expressa de retaliação imposta por lei, é essencial que os denunciantes que sejam vítimas de retaliação tenham acesso a vias de recurso e a uma compensação. O recurso adequado para cada caso será determinado em função do tipo de retaliação sofrida e a compensação pelo prejuízo deverá ser integral. Pode assumir a forma de ação de reintegração (por exemplo, em caso de despedimento, transferência ou despromoção, bem como de recusa de formação ou de promoção) ou de reativação de uma autorização, de uma licença, ou de um contrato; de compensação por perdas financeiras atuais e futuras (perda de salários vencidos, mas também perda futura de rendimentos, custos associados a uma mudança de emprego); de compensação por outros prejuízos económicos, como despesas de contencioso, custos de assistência médica e psicológica, bem como danos morais (dor e sofrimento).

Alteração    73

Proposta de diretiva

Considerando 72

Texto da Comissão

Alteração

(72)  Os tipos de ação judicial podem variar de acordo com os sistemas jurídicos, mas devem garantir uma compensação tão plena e eficaz quanto possível. As vias de recurso não devem desencorajar os potenciais denunciantes; não devem, por exemplo, permitir a indemnização como alternativa à reintegração em caso de despedimento, o que pode tornar-se uma prática sistemática, em particular nas organizações de maior dimensão, tendo, deste modo, um efeito dissuasor sobre os denunciantes.

(72)  Os tipos de ação judicial podem variar de acordo com os sistemas jurídicos, mas devem garantir uma compensação integral pelos danos sofridos.

Alteração    74

Proposta de diretiva

Considerando 73

Texto da Comissão

Alteração

(73)  As medidas provisórias aplicadas na pendência da resolução de processos judiciais, que podem ser prolongados, revestem-se de especial importância para os denunciantes. As medidas provisórias podem ser necessárias, em particular, para pôr termo a ameaças, tentativas ou atos continuados de retaliação, como assédio no local de trabalho, ou para evitar formas de retaliação como o despedimento, que poderão ser difíceis de reverter após um longo períodos, e que podem arruinar financeiramente o trabalhador – uma perspetiva suscetível de desencorajar seriamente potenciais denunciantes.

(73)  As medidas provisórias aplicadas na pendência da resolução de processos judiciais, que podem ser prolongados, revestem-se de especial importância para os denunciantes. As medidas provisórias podem ser necessárias, em particular, para pôr termo a ameaças, tentativas ou atos continuados de retaliação, como assédio no local de trabalho e fora dele, ou para evitar formas de retaliação como ofensas verbais, violência física ou o despedimento, que poderão ser difíceis de reverter após um longo período, e que podem arruinar financeiramente o trabalhador – uma perspetiva suscetível de desencorajar seriamente potenciais denunciantes.

Alteração    75

Proposta de diretiva

Considerando 74

Texto da Comissão

Alteração

(74)  As medidas tomadas contra as pessoas que denunciam irregularidades fora do contexto profissional, através da instauração de processos por difamação, por infração de direitos de autor, por violação de segredos comerciais, de confidencialidade ou de proteção dos dados pessoais, por exemplo, também podem constituir um sério meio de dissuasão da denúncia. A Diretiva (UE) 2016/943 do Parlamento Europeu e do Conselho58 isenta as pessoas que comunicam irregularidades das medidas, dos procedimentos e das vias de recurso nela previstos se a alegada aquisição, utilização ou divulgação do segredo comercial for efetuada para revelar má conduta, irregularidade ou atividade ilícita, desde que o requerido tenha agido para proteger o interesse público geral. Noutros processos, os denunciantes também devem poder invocar, como meio de defesa, o facto de terem comunicado ou divulgado as irregularidades de acordo com a presente diretiva. Nesses casos, recai sobre a pessoa que instaurou o processo o ónus de provar que o denunciante tinha a intenção de violar a lei.

(74)  As medidas tomadas contra as pessoas que denunciam irregularidades fora do contexto profissional, através da instauração de processos por difamação, por infração de direitos de autor, por violação de segredos comerciais, de confidencialidade ou de proteção dos dados pessoais, por exemplo, também podem constituir um sério meio de dissuasão da denúncia. A Diretiva (UE) 2016/943 do Parlamento Europeu e do Conselho58 isenta as pessoas que comunicam irregularidades das medidas, dos procedimentos e das vias de recurso nela previstos se a alegada aquisição, utilização ou divulgação do segredo comercial for efetuada para revelar má conduta, irregularidade ou atividade ilícita, desde que o requerido tenha agido para proteger o interesse público geral. A presente diretiva deve, por conseguinte, aplicar-se sem prejuízo do disposto na Diretiva (UE) 2016/943 do Parlamento Europeu e do Conselho, devendo os dois atos ser considerados complementares. Por conseguinte, a proteção, os procedimentos e as condições previstos na presente diretiva devem ser aplicáveis aos casos abrangidos pelo seu âmbito de aplicação material, mesmo que as informações transmitidas possam ser classificadas como segredo comercial. A Diretiva (UE) 2016/943 deve aplicar-se noutros casos. Noutros processos, os denunciantes também devem poder invocar, como meio de defesa, o facto de terem comunicado ou divulgado as irregularidades de acordo com a presente diretiva. Nesses casos, recai sobre a pessoa que instaurou o processo o ónus de provar que o denunciante tinha a intenção de violar a lei.

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58 Diretiva (UE) 2016/943 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de junho de 2016, relativa à proteção de know-how e de informações comerciais confidenciais (segredos comerciais) contra a sua aquisição, utilização e divulgação ilegais (JO L 157 de 15.6.2016, p. 1).

58 Diretiva (UE) 2016/943 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de junho de 2016, relativa à proteção de know-how e de informações comerciais confidenciais (segredos comerciais) contra a sua aquisição, utilização e divulgação ilegais (JO L 157 de 15.6.2016, p. 1).

Alteração    76

Proposta de diretiva

Considerando 75

Texto da Comissão

Alteração

(75)  As custas judiciais podem constituir uma despesa significativa para os denunciantes que contestem, por via judicial, as medidas de retaliação de que são alvo. Embora possam recuperar essas custas no final do processo, podem não ter a capacidade de as cobrir antecipadamente, especialmente se estiverem desempregadas e incluídas numa lista negra. Em certos casos, a assistência jurídica no âmbito de processos penais, em particular, de acordo com as disposições da Diretiva (UE) 2016/1919 do Parlamento Europeu e do Conselho59, e, de um modo mais geral, o apoio às pessoas em situação de grave carência económica poderão ser essenciais para o exercício efetivo dos seus direitos à proteção.

(75)  As custas judiciais podem constituir uma despesa significativa para os denunciantes que contestem, por via judicial, as medidas de retaliação de que são alvo. Embora possam recuperar essas custas no final do processo, podem não ter a capacidade de as cobrir antecipadamente, especialmente se estiverem desempregadas e incluídas numa lista negra. A assistência jurídica no âmbito de processos penais, em particular, de acordo com as disposições da Diretiva (UE) 2016/1919 do Parlamento Europeu e do Conselho59, e, de um modo mais geral, o apoio às pessoas em situação de grave carência económica são essenciais para o exercício efetivo dos seus direitos à proteção. Os denunciantes devem igualmente poder reclamar uma compensação por qualquer ato de assédio sofrido ou perda de meios de subsistência, atuais ou futuros, caso se verifiquem danos resultantes de retaliação.

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59 Diretiva (UE) 2016/1919 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, relativa ao apoio judiciário para suspeitos e arguidos em processo penal e para as pessoas procuradas em processos de execução de mandados de detenção europeus (JO L 297 de 4.11.2016, p. 1).

59 Diretiva (UE) 2016/1919 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2016, relativa ao apoio judiciário para suspeitos e arguidos em processo penal e para as pessoas procuradas em processos de execução de mandados de detenção europeus (JO L 297 de 4.11.2016, p. 1).

Alteração    77

Proposta de diretiva

Considerando 76

Texto da Comissão

Alteração

(76)  Os direitos da pessoa visada devem ser protegidos, a fim de evitar danos à reputação ou outras consequências negativas. Acresce que os direitos de defesa da pessoa visada e o seu acesso a vias de recurso devem ser plenamente respeitados em todas as fases do processo decorrente da denúncia, em conformidade com os artigos 47.º e 48.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Os Estados-Membros devem assegurar o direito de defesa da pessoa visada, incluindo o direito de acesso ao processo, o direito de ser ouvida e o direito de recorrer de uma decisão que lhe diga respeito, através dos procedimentos aplicáveis previstos pela lei nacional no contexto de inquéritos ou processos judiciais subsequentes.

(76)  Os direitos da pessoa visada devem ser protegidos, a fim de evitar danos à reputação ou outras consequências negativas. Acresce que os direitos de defesa da pessoa visada e o seu acesso a vias de recurso devem ser plenamente respeitados em todas as fases do processo decorrente da denúncia, em conformidade com os artigos 47.º e 48.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Os Estados-Membros devem proteger a confidencialidade da identidade da pessoa visada e garantir os seus direitos de defesa, incluindo o direito de acesso ao processo, o direito de ser ouvida e o direito de recorrer de uma decisão que lhe diga respeito, através dos procedimentos aplicáveis previstos pela lei nacional no contexto de inquéritos ou processos judiciais subsequentes. Para o efeito, devem ser tomadas medidas adequadas para sensibilizar os cidadãos e a sociedade civil para esses direitos.

Alteração    78

Proposta de diretiva

Considerando 77

Texto da Comissão

Alteração

(77)  Qualquer pessoa que sofra um prejuízo, direta ou indiretamente, em consequência de denúncia ou de divulgação de informações imprecisas ou enganosas deve conservar a proteção e as vias de recurso de que dispõe ao abrigo das normas de direito comum. Se a denúncia ou a divulgação imprecisa ou enganosa tiver sido feita deliberadamente e com conhecimento de causa, as pessoas visadas devem ter direito a uma compensação de acordo com a lei nacional.

(77)  Qualquer pessoa que sofra um prejuízo, direta ou indiretamente, em consequência de denúncia ou de divulgação de informações imprecisas ou enganosas deve conservar a proteção e as vias de recurso de que dispõe ao abrigo das normas de direito comum. Se a denúncia ou a divulgação imprecisa ou enganosa tiver sido feita deliberadamente e com conhecimento de causa, os denunciantes não devem ter o direito de beneficiar de proteção e as pessoas visadas devem ter direito a uma compensação de acordo com a lei nacional.

Alteração    79

Proposta de diretiva

Considerando 78

Texto da Comissão

Alteração

(78)  As sanções são necessárias para assegurar a eficácia das normas em matéria de proteção dos denunciantes. A imposição de sanções a pessoas que pratiquem atos de retaliação ou outros atos prejudiciais contra denunciantes pode desencorajar esses atos. A imposição de sanções a pessoas que, comprovadamente, tenham denunciado um facto ou divulgado informações que sabiam ser falsos é necessária para dissuadir futuras comunicações malévolas e salvaguardar a credibilidade do sistema. A proporcionalidade das sanções deve garantir que não tenham um efeito dissuasor nos potenciais denunciantes.

(78)  As sanções são necessárias para assegurar a eficácia das normas em matéria de proteção dos denunciantes. A imposição de sanções a pessoas que pratiquem atos de retaliação ou outros atos prejudiciais contra denunciantes pode desencorajar esses atos. A imposição de sanções a pessoas que, comprovadamente, tenham denunciado um facto ou divulgado informações que sabiam ser falsos é igualmente necessária para dissuadir futuras comunicações malévolas e salvaguardar a credibilidade do sistema. Sempre que os Estados-Membros prevejam sanções em caso de difamação ou divulgação de informações falsas, essas sanções podem também aplicar-se a denúncias ou divulgações comprovadamente falsas. A proporcionalidade das sanções deve garantir que não tenham um efeito dissuasor nos potenciais denunciantes.

Alteração    80

Proposta de diretiva

Considerando 80

Texto da Comissão

Alteração

(80)  A presente diretiva introduz normas mínimas, devendo os Estados-Membros ter poderes para introduzir ou manter disposições mais favoráveis para os denunciantes, desde que essas disposições não colidam com as medidas de proteção das pessoas visadas.

(80)  A presente diretiva introduz normas mínimas, devendo os Estados-Membros ter poderes para introduzir ou manter disposições mais favoráveis para os denunciantes e devem ser encorajados a fazê-lo. A transposição da presente diretiva não pode, em circunstância alguma, servir de fundamento para reduzir o nível geral de proteção já proporcionado aos denunciantes nos termos do direito nacional nas áreas a que se aplica.

Alteração    81

Proposta de diretiva

Considerando 82

Texto da Comissão

Alteração

(82)  O âmbito de aplicação material da presente diretiva baseia-se na identificação de domínios em que o estabelecimento de proteção para os denunciantes se afigura justificado e necessário, atendendo às informações disponíveis atualmente. Este âmbito pode ser alargado a outros domínios ou atos da União, se tal se revelar necessário, como meio de reforçar a sua aplicação coerciva, à luz de elementos novos, ou com base na avaliação do modo de funcionamento da presente diretiva.

(82)  O âmbito de aplicação material da presente diretiva baseia-se na identificação de domínios em que o estabelecimento de proteção para os denunciantes se afigura justificado e necessário, atendendo às informações disponíveis atualmente. Este âmbito pode ser alargado a outros domínios ou atos da União, se tal se revelar necessário, como meio de reforçar a sua aplicação coerciva, à luz de elementos de prova que a Comissão deverá continuar a recolher e que poderão surgir no futuro, ou com base na avaliação do modo de funcionamento da presente diretiva.

Alteração    82

Proposta de diretiva

Considerando 84

Texto da Comissão

Alteração

(84)  O objetivo da presente diretiva, a saber, o reforço da aplicação coerciva da legislação em certos domínios e de atos em que a infração ao direito da União pode lesar gravemente o interesse público, através de sistemas eficazes de proteção dos denunciantes, não pode ser devidamente alcançado pelos Estados-Membros agindo individual ou descoordenadamente, mas pode ser mais bem alcançado ao nível da União, mediante normas mínimas de harmonização em matéria de proteção dos denunciantes. Além disso, só uma ação ao nível da União pode assegurar coerência e harmonizar as atuais normas europeias nesta matéria. Assim, a União pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade, consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade, consagrado no mesmo artigo, a presente diretiva não excede o necessário para se alcançar aquele objetivo.

(84)  O objetivo da presente diretiva, a saber, o reforço da aplicação coerciva da legislação em certos domínios e de atos em que a infração ao direito da União pode lesar o interesse público, através de sistemas eficazes de proteção dos denunciantes, não pode ser devidamente alcançado pelos Estados-Membros agindo individual ou descoordenadamente, mas pode ser mais bem alcançado ao nível da União, mediante normas mínimas de harmonização em matéria de proteção dos denunciantes. Além disso, só uma ação ao nível da União pode assegurar coerência e harmonizar as atuais normas europeias nesta matéria. Assim, a União pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade, consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade, consagrado no mesmo artigo, a presente diretiva não excede o necessário para se alcançar aquele objetivo.

Alteração    83

Proposta de diretiva

Considerando 85

Texto da Comissão

Alteração

(85)  A presente diretiva respeita os direitos fundamentais e observa os princípios reconhecidos, em particular, na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, devendo, pois, ser aplicada de acordo com esses direitos e princípios. Em particular, a presente diretiva procura assegurar o pleno respeito da liberdade de expressão e de informação, o direito à proteção dos dados pessoais, a liberdade de empresa, o direito a um elevado nível de proteção do consumidor, o direito de recurso efetivo e os direitos de defesa.

(85)  A presente diretiva respeita os direitos fundamentais e observa os princípios reconhecidos, em particular, na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, nomeadamente no seu artigo 11.º. Deve, pois, ser aplicada de acordo com esses direitos e princípios garantindo o pleno respeito, nomeadamente, da liberdade de expressão e de informação, o direito à proteção dos dados pessoais, a liberdade de empresa, o direito a um elevado nível de proteção do consumidor, o direito a condições de trabalho justas e equitativas, o direito a um elevado nível de proteção da saúde humana, o direito a um elevado nível de proteção ambiental, o direito à boa administração, o direito de recurso efetivo e os direitos de defesa. É igualmente necessário ter particularmente em conta a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, nomeadamente o seu artigo 10.º.

Alteração    84

Proposta de diretiva

Considerando 85-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(85-A)  A presente diretiva deve aplicar-se sem prejuízo da liberdade dos Estados-Membros de introduzirem normas iguais ou semelhantes em caso de violação do direito nacional, proporcionando assim um quadro coerente e abrangente para a proteção das pessoas que denunciam infrações.

Alteração    85

Proposta de diretiva

Considerando 85-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(85-B)   Deve ser dada particular atenção à resolução do Parlamento Europeu, de 14 de fevereiro de 2017, sobre o papel dos autores de denúncias na proteção dos interesses financeiros da União Europeia, e à resolução do Parlamento Europeu, de 24 de outubro de 2017, sobre as medidas legítimas para proteger os denunciantes que agem no interesse público ao divulgarem informações confidenciais de empresas e organismos públicos.

Alteração    86

Proposta de diretiva

Artigo -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo -1.º

 

Objetivo

 

A presente diretiva tem por objetivo reforçar a proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União e a aplicação deste último, a fim salvaguardar o interesse geral, estabelecendo normas mínimas comuns para a proteção das pessoas que denunciam atividades ilícitas ou abusos de direito nos domínios especificados no artigo 1.º.

Alteração    87

Proposta de diretiva

Artigo 1

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 1.º

Artigo 1.º

Âmbito de aplicação material

Âmbito de aplicação material

1.  Com vista a reforçar a aplicação do direito e das políticas da União em domínios específicos, a presente diretiva estabelece normas mínimas comuns para a proteção dos denunciantes das atividades ilícitas ou os abusos de direito seguintes:

1.  A presente diretiva estabelece normas mínimas comuns para a proteção dos denunciantes das atividades ilícitas ou dos abusos de direito seguintes:

a)  Infrações no âmbito de aplicação dos atos da União indicados no anexo (partes I e II), nos seguintes domínios:

a)  Infrações a atos da União, nomeadamente os atos indicados no anexo (partes I e II) e os atos que lhes dão execução, relativos aos seguintes domínios:

i)  Contratos públicos,

i)  Contratos públicos,

ii)  Serviços financeiros, prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo,

ii)  Serviços financeiros, evasão fiscal, fraude fiscal, elisão fiscal e prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, 1

iii)  Segurança dos produtos,

iii)  Segurança dos produtos,

iv)  Segurança dos transportes,

iv)  Segurança dos produtos,

v)  Proteção do ambiente,

v)  Proteção do ambiente,

vi)  Segurança nuclear,

vi)  Segurança nuclear,

vii)  Segurança dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal,

vii)  Segurança dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal,

viii)  Saúde pública,

viii)  Saúde pública,

ix)  Defesa do consumidor,

ix)  Defesa do consumidor,

x)  Proteção da privacidade e dos dados pessoais, e segurança da rede e dos sistemas de informação;

x)  Proteção da privacidade e dos dados pessoais, e segurança da rede e dos sistemas de informação, e

 

x-A)  Emprego, condições de trabalho, direitos dos trabalhadores e princípio da igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres no trabalho;

b)  Infrações do disposto nos artigos 101.º, 102.º, 106.º, 107.º e 108.º do Tratado, e no âmbito dos Regulamentos (CE) n.º 1/2003 e (UE) 2015/1589 do Conselho;

b)  Infrações do disposto nos artigos 101.º, 102.º, 106.º, 107.º e 108.º do Tratado, e no âmbito dos Regulamentos (CE) n.º 1/2003 e (UE) 2015/1589 do Conselho;

c)  Infrações lesivas dos interesses financeiros da União, definidas no artigo 325.º do Tratado e especificadas, em particular, na Diretiva (UE) 2017/1371 e no Regulamento (UE, Euratom) n.º 883/2013;

c)  Infrações lesivas dos interesses financeiros da União, definidas no artigo 325.º do Tratado e especificadas, em particular, na Diretiva (UE) 2017/1371 e no Regulamento (UE, Euratom) n.º 883/2013;

d)  Infrações relacionadas com o mercado interno, a que se refere o artigo 26.º, n.º 2, do TFUE, respeitantes às normas que regem o imposto sobre as sociedades, ou expedientes cujo objetivo seja a obtenção de vantagens fiscais que contrariem o objetivo ou a finalidade da legislação aplicável em matéria de imposto sobre as sociedades.

d)  Infrações relacionadas com o mercado interno, a que se refere o artigo 26.º, n.º 2, do TFUE, respeitantes às normas que regem o imposto sobre as sociedades, ou expedientes cujo objetivo seja a obtenção de vantagens fiscais que contrariem o objetivo ou a finalidade da legislação aplicável em matéria de imposto sobre as sociedades.

2.  À denúncia de infrações aplicam-se as normas específicas estabelecidas por atos setoriais da União enumerados na parte 2 do anexo. A todas as questões relativas à proteção dos denunciantes de irregularidades não reguladas por atos setoriais da União, aplicam-se as disposições da presente diretiva.

2.  À denúncia de infrações aplicam-se as normas específicas estabelecidas por atos setoriais da União enumerados na parte 2 do anexo. A todas as questões relativas à proteção dos denunciantes de irregularidades não reguladas por atos setoriais da União, aplicam-se as disposições da presente diretiva.

________________

______________

1 Competência exclusiva das Comissões ECON e LIBE.

1 Competência exclusiva das Comissões ECON e LIBE.

Alteração    88

Proposta de diretiva

Artigo 2

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 2.º

Artigo 2.º

Âmbito pessoal

Âmbito pessoal

1.  A presente diretiva aplica-se aos denunciantes que, trabalhando nos sectores público e privado, tenham obtido informações sobre infrações em contexto profissional, designada mas não taxativamente as seguintes:

1.  A presente diretiva aplica-se aos denunciantes e facilitadores que, agindo de boa-fé nos sectores público e privado, tenham obtido informações sobre infrações em contexto profissional, designada mas não taxativamente os seguintes:

a)  Trabalhadores, na aceção do artigo 45.º do TFUE;

a)  Trabalhadores, na aceção do direito nacional e das práticas nacionais ou na aceção do artigo 45.º do TFUE, incluindo funcionários públicos;

b)  Não assalariados, na aceção do artigo 49.º do TFUE;

b)  Não assalariados, na aceção do artigo 49.º do TFUE;

c)  Acionistas e pessoas pertencentes a órgãos de direção de empresas, incluindo membros não executivos, assim como voluntários e estagiários não remunerados;

c)  Acionistas e pessoas pertencentes a órgãos de direção de empresas, incluindo membros não executivos, assim como voluntários e estagiários remunerados e não remunerados;

d)  Quaisquer pessoas que trabalhem sob a supervisão e a direção de contratantes, subcontratantes e fornecedores.

d)  Quaisquer pessoas que trabalhem sob a supervisão e a direção de contratantes, subcontratantes, prestadores de serviços e fornecedores.

2.  A presente diretiva aplica-se igualmente a denunciantes de irregularidades cuja relação laboral se não tenha ainda iniciado, que tenham obtido as correspondentes informações durante o processo de recrutamento ou noutra fase, nomeadamente de negociação pré-contratual.

2.  A presente diretiva aplica-se igualmente a denunciantes de irregularidades que ajam de boa-fé, cuja relação laboral não se tenha ainda iniciado, que tenham obtido as correspondentes informações durante o processo de recrutamento ou noutra fase, nomeadamente de negociação pré-contratual, bem como a denunciantes cuja relação de trabalho tenha cessado.

 

 

Alteração    89

Proposta de diretiva

Artigo 3

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 3.º

Artigo 3.º

Definições

Definições

Para efeitos da presente diretiva, entende-se por:

Para efeitos da presente diretiva, entende-se por:

(1)  «Infrações», atividades ilícitas ou abusos de direito, reais ou potenciais, nos âmbitos de aplicação dos atos da União, do artigo 1.º e do anexo II;

(1)  «Infrações», atividades ilícitas ou abusos de direito, reais ou potenciais, nos âmbitos de aplicação dos atos da União, do artigo 1.º e do anexo II;

(2)  «Atividades ilícitas», atos ou omissões contrários ao direito da União;

(2)  «Atividades ilícitas», atos ou omissões contrários ao direito da União;

(3)  «Abuso de direito», atos ou omissões que caiam no âmbito de aplicação do direito da União, que não sejam ilícitos em termos formais, mas contrariem o objetivo ou a finalidade prosseguidos pelas normas aplicáveis;

(3)  «Abuso de direito», atos ou omissões que caiam no âmbito de aplicação do direito da União, que não sejam ilícitos em termos formais, mas contrariem o objetivo ou a finalidade prosseguidos pelas normas aplicáveis;

(4)  «Informações sobre infrações», elementos de prova sobre infrações reais, assim como suspeitas razoáveis de potenciais infrações, que se não tenham ainda materializado;

(4)  «Informações sobre infrações», elementos de prova sobre infrações reais, assim como suspeitas razoáveis de potenciais infrações, que se não tenham ainda materializado;

(5)  «Denúncia», comunicação de informações relativas a uma infração que tenha ocorrido, ou cuja ocorrência seja provável, na organização em que o denunciante trabalha ou tenha trabalhado, ou noutra organização com a qual está ou tenha estado em contacto por via da sua atividade profissional;

(5)  «Denúncia», comunicação de informações relativas a uma infração que tenha ocorrido, ou cuja ocorrência seja provável, na organização em que o denunciante trabalha ou tenha trabalhado, ou noutra organização com a qual está ou tenha estado em contacto por via da sua atividade profissional;

(6)  «Denúncia interna», comunicação de informações sobre infrações no interior de uma entidade jurídica pública ou privada;

(6)  «Denúncia interna», comunicação de informações sobre infrações no interior de uma entidade jurídica pública ou privada;

(7)  «Denúncia externa», comunicação de informações sobre infrações às autoridades competentes;

(7)  «Denúncia externa», comunicação de informações sobre infrações às autoridades competentes;

(8)  «Divulgação», disponibilização, no domínio público, de informações sobre infrações, obtidas em contexto profissional;

(8)  «Divulgação», disponibilização, no domínio público, de informações sobre infrações, obtidas em contexto profissional;

(9)  «Denunciante», pessoa singular ou coletiva que comunique ou divulgue informações sobre infrações, obtidas no âmbito das suas atividades profissionais;

(9)  «Denunciante», pessoa singular ou coletiva que comunique ou divulgue informações sobre infrações, obtidas no âmbito das suas atividades profissionais;

 

(9-A)  «Facilitador», pessoa singular que assiste ou ajuda o denunciante no processo de denúncia num contexto profissional;

(10)  «Contexto profissional», atividades profissionais atuais ou passadas, exercidas no setor público ou privado, independentemente da sua natureza, através das quais as pessoas possam obter informações sobre infrações e em cujo âmbito essas pessoas possam sofrer atos de retaliação se as denunciarem;

(10)  «Contexto profissional», atividades profissionais atuais ou passadas, exercidas no setor público ou privado, independentemente da sua natureza, através das quais as pessoas possam obter informações sobre infrações e em cujo âmbito essas pessoas possam sofrer atos de retaliação se as denunciarem;

(11)  «Pessoa visada», pessoa singular ou coletiva referida na denúncia ou na divulgação como autora da infração ou a esta seja associada;

(11)  «Pessoa visada», pessoa singular ou coletiva referida na denúncia ou na divulgação como autora da infração ou a esta seja associada;

(12)  «Retaliação», qualquer ameaça, ato ou omissão, proferidas ou praticado em consequência da denúncia interna ou externa, que ocorra em contexto profissional e cause ou possa causar prejuízos injustificados ao denunciante;

(12)  «Retaliação», qualquer ato ou omissão, real ou potencial, direto ou indireto, desencadeado por uma denúncia interna ou externa ou por uma divulgação pública, que ocorra em contexto profissional e cause ou possa causar prejuízos injustificados ao denunciante;

(13)  «Seguimento», qualquer medida tomada por quem recebe a denúncia interna ou externa, para aferir da exatidão das alegações constantes da denúncia e, se for caso disso, tratar a infração denunciada, incluindo inquéritos internos, investigações, ação penal, medidas de recuperação de fundos e encerramento;

(13)  «Seguimento», qualquer medida tomada por quem recebe a denúncia interna ou externa, para aferir da exatidão das alegações constantes da denúncia e, se for caso disso, tratar a infração denunciada, incluindo inquéritos internos, investigações, ação penal, medidas de recuperação de fundos e encerramento;

(14)  «Autoridade competente», qualquer autoridade nacional habilitada a receber denúncias, nos termos do capítulo III, e designada para desempenhar as funções previstas na presente diretiva, em particular as referentes ao seguimento das denúncias.

(14)  «Autoridade competente», qualquer autoridade nacional habilitada a receber denúncias, nos termos do capítulo III, e designada para desempenhar as funções previstas na presente diretiva, em particular as referentes ao seguimento das denúncias;

 

(14-A)  «Boa-fé», a convicção razoável de um denunciante, à luz das circunstâncias e das informações de que dispõe no momento da denúncia, de que as informações que transmite são verdadeiras e abrangidas pelo âmbito de aplicação da presente diretiva.

Alteração    90

Proposta de diretiva

Artigo 4

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 4.º

Artigo 4.º

Obrigação de estabelecer canais e procedimentos internos para denúncias e seu seguimento

Obrigação de estabelecer canais e procedimentos internos para denúncias e seu seguimento

1.  Os Estados-Membros devem assegurar que, após consultas aos parceiros sociais, se for caso disso, as entidades jurídicas dos setores público e privado estabeleçam canais e procedimentos internos para as denúncias e o seguimento a dar-lhes.

1.  Os Estados-Membros devem assegurar que, após consulta dos parceiros sociais e em concertação com estes, os empregadores e outras entidades jurídicas dos setores público e privado estabeleçam canais e procedimentos internos para as denúncias e o seguimento a dar-lhes, de acordo com as práticas nacionais.

2.  Esses canais e procedimentos devem permitir a denúncia de irregularidades pelos empregados da entidade. Podem permitir também a denúncia por pessoas que estejam em contacto com a entidade no contexto das atividades profissionais a que se refere o artigo 2.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), mas a utilização de canais internos para as denúncias não é obrigatória para esta categoria de pessoas.

2.  Esses canais e procedimentos devem permitir a denúncia de irregularidades pelos empregados da entidade. Devem permitir também a denúncia por pessoas que estejam em contacto com a entidade no contexto das atividades profissionais a que se refere o artigo 2.º, n.º 1, alíneas b), c) e d). Esses canais de denúncia devem ser claramente definidos pela entidade e de fácil acesso, tanto interna como externamente.

3.  As entidades jurídicas do setor privado a que se refere o n.º 1 são as seguintes:

3.  As entidades jurídicas do setor privado a que se refere o n.º 1 são as seguintes:

a)  Entidades jurídicas privadas com 50 ou mais empregados;

a)  Entidades jurídicas privadas com 50 ou mais empregados;

b)  Entidades jurídicas privadas com um volume de negócios anual ou um balanço anual total de 10 milhões de euros ou superior;

b)  Entidades jurídicas privadas com um volume de negócios anual ou um balanço anual total de 10 milhões de euros ou superior;

c)  Entidades jurídicas privadas de qualquer dimensão que operem no domínio dos serviços financeiros ou sejam vulneráveis ao branqueamento de capitais ou ao financiamento do terrorismo, nos termos dos atos da União referidos no anexo.

c)  Entidades jurídicas privadas de qualquer dimensão que operem no domínio dos serviços financeiros ou sejam vulneráveis ao branqueamento de capitais ou ao financiamento do terrorismo, nos termos dos atos da União referidos no anexo.

 

3-A.  Em derrogação do n.º 3, alíneas a) e b), os Estados-Membros podem excluir das entidades jurídicas do setor privado a que se refere o n.º 1 as seguintes entidades jurídicas privadas:

 

a)  Entidades jurídicas privadas com menos de 250 empregados;

 

b)  Entidades jurídicas privadas com um volume de negócios anual não superior a 50 milhões de euros e/ou um balanço total anual não superior a 43 milhões de euros.

4.  Após uma avaliação de riscos adequada, que tenha em conta a natureza das atividades das entidades e o subsequente nível de risco, os Estados-Membros podem determinar que as pequenas entidades jurídicas privadas, na aceção da Recomendação da Comissão de 6 de maio de 200362, distintas das referidas no n.º 3, alínea c), estabeleçam canais e procedimentos de comunicação interna.

4.  Após uma avaliação de riscos adequada, que tenha em conta a natureza das atividades das entidades e o subsequente nível de risco, em particular para o ambiente e a saúde pública, os Estados-Membros podem determinar que as pequenas entidades jurídicas privadas, na aceção da Recomendação da Comissão de 6 de maio de 200362, distintas das referidas no n.º 3, alínea c), estabeleçam canais e procedimentos de comunicação interna.

5.  As decisões tomadas pelos Estados-Membros nos termos do n.º 4 devem ser notificadas à Comissão, juntamente com uma justificação e a lista dos critérios utilizados na avaliação do risco. A Comissão deve comunicar a decisão aos outros Estados-Membros.

5.  As decisões tomadas pelos Estados-Membros nos termos do n.º 4 devem ser notificadas à Comissão, juntamente com uma justificação e a lista dos critérios utilizados na avaliação do risco. A Comissão deve comunicar a decisão aos outros Estados-Membros.

6.  As entidades jurídicas do setor público a que se refere o n.º 1 são as seguintes:

6.  As entidades jurídicas do setor público a que se refere o n.º 1 são as seguintes:

a)  Administração pública;

a)  Administração pública;

b)  Administração e serviços regionais;

b)  Administração e serviços regionais;

c)  Municípios com mais de 10 000 habitantes;

c)  Municípios com mais de 10 000 habitantes;

d)  Outras entidades de direito público.

d)  Outras entidades de direito público.

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_______________

62 Recomendação 2003/362/CE da Comissão, de 6 de maio de 2003, relativa à definição de micro, pequenas e médias empresas, JO L 124 de 20.5.2003, p. 36.

62 Recomendação 2003/362/CE da Comissão, de 6 de maio de 2003, relativa à definição de micro, pequenas e médias empresas, JO L 124 de 20.5.2003, p. 36.

Justificação

Para os Estados-Membros que dispõem de disposições rigorosas na sua legislação nacional, as disposições pormenorizadas sobre os canais de comunicação interna devem continuar a ser da competência nacional.

Alteração    91

Proposta de diretiva

Artigo 5

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 5.º

Artigo 5.º

Procedimentos e seguimento de denúncias internas

Procedimentos e seguimento de denúncias internas

1.  Nos procedimentos e no seguimento de denúncias a que se refere o artigo 4.º incluem-se:

1.  Nos procedimentos e no seguimento de denúncias a que se refere o artigo 4.º incluem-se:

a)  Canais para receção de denúncias, concebidos, instalados e operados de forma a assegurar a confidencialidade da identidade dos denunciantes e impedir o acesso de pessoal não autorizado;

a)  Canais para receção de denúncias, concebidos, instalados e operados de forma segura a fim de garantir a confidencialidade da identidade dos denunciantes e dos facilitadores, bem como das pessoas visadas, e impedir o acesso de pessoal não autorizado;

 

a-A)  Um aviso confidencial de receção da denúncia ao seu autor num prazo de sete dias a contar da receção;

b)  Designação de uma pessoa ou serviço competente para dar seguimento às denúncias;

b)  Designação de uma pessoa imparcial ou de um serviço competente independente para dar seguimento às denúncias;

c)  Seguimento diligente da denúncia pela pessoa ou serviço designado;

c)  Seguimento diligente da denúncia pela pessoa ou serviço designado e, se necessário, adoção de medidas adequadas e atempadas;

 

c-A)  Seguimento diligente das denúncias anónimas;

d)  Prazo razoável, não superior a três meses a contar da data da denúncia, para informar o denunciante sobre o seguimento dado;

d)  Prazo razoável, não superior a dois meses a contar da data do aviso de receção da denúncia, para informar o denunciante sobre o seguimento dado. Esse prazo pode ser prolongado para quatro meses, se necessário, devido às circunstâncias específicas do caso, nomeadamente quando a natureza e a complexidade da denúncia possam exigir uma investigação morosa;

 

d-A)  A possibilidade de o denunciante ser consultado e apresentar observações durante o inquérito, bem como a possibilidade de essas observações serem tidas em conta quando tal for considerado pertinente pela pessoa ou pelo serviço a que se refere a alínea b); e

e)  Informações claras e facilmente acessíveis sobre os procedimentos e sobre os modos e condições para efetuar denúncias externas às autoridades competentes, nos termos do artigo 13.º, n.º 2, e, se pertinente, aos órgãos ou organismos da União.

e)  Informações claras e facilmente acessíveis sobre os procedimentos e sobre os modos e condições para efetuar denúncias externas às autoridades competentes, nos termos do artigo 13.º, n.º 2, e, se pertinente, aos órgãos ou organismos da União.

2.  Os canais previstos no n.º 1, alínea a), devem permitir a denúncia por qualquer das seguintes vias:

2.  Os canais previstos no n.º 1, alínea a), devem permitir a denúncia por qualquer das seguintes vias:

a)  Comunicação escrita, em formato eletrónico ou em papel, e/ou oral através de linhas telefónicas, com ou sem gravação;

a)  Comunicação escrita, em formato eletrónico ou em papel, e/ou oral através de linhas telefónicas ou de outros sistemas de mensagem vocal, gravada com a autorização prévia do denunciante ou não gravada;

b)  Reuniões presenciais com a pessoa ou o serviço designado para receber denúncias.

b)  Reuniões presenciais com a pessoa ou o serviço designado para receber denúncias.

Os canais de comunicação podem ser operados internamente por pessoa ou serviço designado para o efeito, ou providenciados externamente, por terceiros, no respeito das garantias e dos requisitos a que se refere o n.º 1, alínea a).

 

3.  A pessoa ou o serviço a que se refere o n.º 1, alínea b), pode ser a pessoa ou o serviço competente para receber as denúncias. Podem ser designadas «pessoas de confiança» outras pessoas, a quem os denunciantes ou pessoas que ponderam efetuar uma denúncia podem pedir aconselhamento confidencial.

3.  A pessoa ou o serviço a que se refere o n.º 1, alínea b), pode ser a pessoa ou o serviço competente para receber as denúncias, desde que sejam respeitadas as garantias de confidencialidade e imparcialidade referidas no n.º 1, alíneas a) e b). Podem ser designadas «pessoas de confiança» outras pessoas, a quem os denunciantes ou pessoas que ponderam efetuar uma denúncia podem pedir aconselhamento confidencial.

 

3-A.  Os procedimentos de denúncia e de acompanhamento de denúncias a que se refere o artigo 4.º devem assegurar que o denunciante ou qualquer pessoa que pretenda apresentar uma denúncia tenha o direito de ser acompanhado por um representante dos trabalhadores em todas as fases do processo, incluindo durante as reuniões presenciais previstas no presente artigo.

Alteração    92

Proposta de diretiva

Artigo 6

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 6.º

Artigo 6.º

Obrigação de estabelecer canais para denúncias externas e de lhes dar seguimento

Obrigação de estabelecer canais para denúncias externas e de lhes dar seguimento

1.  Os Estados-Membros devem designar as autoridades competentes para receber e tratar as denúncias.

1.  Os Estados-Membros devem designar as autoridades competentes para receber e tratar as denúncias.

2.  Os Estados-Membros devem assegurar-se de que as autoridades competentes:

2.  Os Estados-Membros devem assegurar-se de que as autoridades competentes:

a)  Estabeleçam canais de denúncia externa independentes e autónomos, que sejam seguros e garantam confidencialidade, para receber e tratar as informações comunicadas pelo denunciante;

a)  Estabeleçam canais de denúncia externa independentes e autónomos, que sejam seguros e garantam confidencialidade, para receber e tratar as informações comunicadas pelo denunciante;

b)  Informem o denunciante, num prazo razoável, não superior a três meses, ou a seis meses, em casos devidamente justificados, do seguimento dado à denúncia;

Suprimido

c)  Transmitam as informações contidas na denúncia aos órgãos ou organismos competentes da União, conforme for adequado, para aprofundamento do inquérito, sempre que tal esteja previsto no direito nacional ou da União.

c)  Transmitam as informações contidas na denúncia aos órgãos ou organismos competentes da União, conforme for adequado, para aprofundamento do inquérito, sempre que tal esteja previsto no direito nacional ou da União.

3.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes deem seguimento às denúncias, tomando as medidas necessárias, e que investiguem, na devida medida, o seu conteúdo. As autoridades competentes devem informar o denunciante sobre o resultado final dos inquéritos.

3.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes deem seguimento às denúncias, tomando as medidas necessárias, investiguem, na devida medida, o seu conteúdo e tenham o direito de tomar medidas adequadas, se necessário. As autoridades competentes devem informar o denunciante sobre o resultado final dos inquéritos.

4.  Os Estados-Membros devem garantir que qualquer autoridade que receba uma denúncia, mas não tenha competência para tratar da infração denunciada, a transmite à autoridade competente e que o denunciante seja informado deste facto.

4.  Os Estados-Membros devem garantir que qualquer autoridade que receba uma denúncia, mas não tenha competência para tratar da infração denunciada, a transmite à autoridade competente num prazo razoável, de forma segura e tendo em devida conta a legislação e as normas pertinentes em matéria de proteção de dados e confidencialidade. O denunciante deve ser informado sem demora da transmissão da denúncia.

Alteração    93

Proposta de diretiva

Artigo 7

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 7.º

Artigo 7.º

Conceção dos canais para denúncias externas

Conceção dos canais para denúncias externas

1.  Consideram-se independentes e autónomos os canais próprios para denúncias externas que satisfaçam os seguintes critérios, cumulativamente:

1.  Consideram-se independentes e autónomos os canais próprios para denúncias externas que satisfaçam os seguintes critérios, cumulativamente:

a)  Serem distintos dos canais de comunicação gerais da autoridade competente, inclusivamente daqueles pelos quais esta comunica internamente e com terceiros no exercício da sua atividade normal;

a)  Serem distintos dos canais de comunicação gerais da autoridade competente, inclusivamente daqueles pelos quais esta comunica internamente e com terceiros no exercício da sua atividade normal;

b)  Serem concebidos, instalados e operados de forma a assegurar a exaustividade, a integridade e a confidencialidade das informações, e a impedir o acesso de pessoal da autoridade competente não autorizado;

b)  Serem concebidos, instalados e operados de forma a assegurar a exaustividade, a integridade e a confidencialidade das informações, incluindo a identidade do denunciante e da pessoa visada, e a impedir o acesso de pessoal da autoridade competente não autorizado;

c)  Permitirem o armazenamento de informações duradouras, nos termos do artigo 11.º, para efeitos de inquéritos futuros.

c)  Permitirem o armazenamento de informações duradouras, nos termos do artigo 11.º, para efeitos de inquéritos futuros.

2.  Os canais próprios para denúncia externa devem permitir a denúncia por qualquer das seguintes vias, no mínimo:

2.  Os canais próprios para denúncia externa devem permitir a denúncia por qualquer das seguintes vias, no mínimo:

a)  Comunicação escrita, em formato eletrónico ou em papel;

a)  Comunicação escrita, em formato eletrónico ou em papel;

b)  Comunicação oral através de linhas telefónicas, com ou sem gravação;

b)  Comunicação oral através de linhas telefónicas, com ou sem gravação;

c)  Reuniões presenciais com pessoal da autoridade competente, em dedicação exclusiva.

c)  Reuniões presenciais com pessoal da autoridade competente, em dedicação exclusiva, com a presença, se o denunciante assim o desejar, de um representante dos trabalhadores.

3.  As autoridades competentes devem assegurar que as denúncias recebidas por outra via que não os canais próprios para denúncias a que se referem os n.ºs 1 e 2 sejam imediatamente encaminhadas, sem qualquer modificação, através dos canais de comunicação próprios, para o seu pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias.

3.  As autoridades competentes devem assegurar que as denúncias recebidas por outra via que não os canais próprios para denúncias a que se referem os n.ºs 1 e 2 sejam imediatamente encaminhadas, sem qualquer modificação, através dos canais de comunicação próprios, para o seu pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias.

4.  Os Estados-Membros devem estabelecer procedimentos para assegurarem que, se uma denúncia for endereçada inicialmente a uma pessoa que não tenha sido designada responsável pelo tratamento de denúncias, essa pessoa se abstenha de divulgar qualquer informação suscetível de identificar o denunciante ou a pessoa visada.

4.  Os Estados-Membros devem estabelecer procedimentos para assegurarem que, se uma denúncia for endereçada inicialmente a uma pessoa que não tenha sido designada responsável pelo tratamento de denúncias, essa pessoa se abstenha de divulgar qualquer informação suscetível de identificar o denunciante ou a pessoa visada.

Alteração    94

Proposta de diretiva

Artigo 8

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 8.º

Artigo 8.º

Pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias

Pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias

1.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes disponham de pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias. O pessoal dedicado exclusivamente a esta função deve receber formação específica para o efeito.

1.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes disponham de pessoal competente suficiente dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias. O pessoal dedicado exclusivamente a esta função deve receber formação específica para o efeito e cumprir os requisitos de confidencialidade previstos na presente diretiva.

2.  O pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias deve exercer as seguintes funções:

2.  O pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias deve exercer as seguintes funções:

a)  Prestar a todas as pessoas interessadas informações sobre os procedimentos de denúncia;

a)  Prestar a todas as pessoas interessadas informações sobre os procedimentos de denúncia;

b)  Receber e dar seguimento às denúncias;

b)  Receber e dar seguimento às denúncias; determinar se as denúncias se enquadram no âmbito de aplicação da presente diretiva;

c)  Manter contacto com o denunciante, para o informar dos progressos e do resultado do inquérito.

c)  Manter contacto com o denunciante, para o informar dos progressos e do resultado do inquérito.

Alteração    95

Proposta de diretiva

Artigo 9

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 9.º

Artigo 9.º

Procedimentos aplicáveis às denúncias externas

Procedimentos aplicáveis às denúncias externas

1.  Os procedimentos aplicáveis às denúncias externas devem ter por objeto:

1.  Os procedimentos aplicáveis às denúncias externas devem ter por objeto:

a)  Os termos em que a autoridade competente pode pedir ao denunciante que clarifique as informações comunicadas ou que preste outras informações de que disponha;

a)  Os termos em que a autoridade competente pode pedir ao denunciante que clarifique as informações comunicadas ou que preste outras informações de que disponha;

 

a-A)  Um aviso confidencial de receção da denúncia ao seu autor num prazo de sete dias a contar da data da receção;

b)  O prazo, que deve ser razoável, não superior a três meses, ou a seis meses, em casos devidamente justificados, para informar o denunciante sobre o seguimento dado à denúncia, assim como o tipo e o conteúdo dessa informação;

b)  O prazo, que deve ser razoável, não superior a dois meses a contar da data do aviso de receção da denúncia, para dar um seguimento diligente da denúncia, incluindo, se necessário, a adoção de medidas adequadas e a realização de inquéritos sobre o objeto da denúncia, e para informar o denunciante sobre o seguimento dado à denúncia, assim como o tipo e o conteúdo dessa informação. Esse prazo pode ser prolongado para quatro meses, em casos devidamente justificados;

 

b-A)  O seguimento a dar às denúncias anónimas, em conformidade com as disposições previstas para o efeito na legislação nacional;

c)  O regime de confidencialidade aplicável às denúncias, incluindo uma descrição pormenorizada das circunstâncias em que os dados confidenciais do denunciante podem ser divulgados.

c)  O regime de confidencialidade aplicável às denúncias, incluindo uma descrição pormenorizada das circunstâncias em que os dados confidenciais do denunciante e de uma pessoa visada podem ser divulgados;

 

c-A)  A possibilidade de o denunciante ser consultado e apresentar observações durante o inquérito, bem como a possibilidade de essas observações serem tidas em conta quando tal for considerado pertinente pela autoridade competente.

2.  A descrição pormenorizada a que se refere a alínea c) deve incluir os casos excecionais em que a confidencialidade dos dados pessoais não pode ser assegurada, entre outros se, por força do direito da União ou do direito nacional, a divulgação desses dados no contexto de inquéritos ou de processos judiciais subsequentes, ou para salvaguardar as liberdades de outrem, incluindo o direito de defesa da pessoa visada, e sempre sob reserva das garantias adequadas consagradas por aqueles direitos, constituir um imperativo necessário e proporcionado.

2.  A descrição pormenorizada a que se refere a alínea c) deve incluir os casos excecionais em que a confidencialidade dos dados pessoais não pode ser assegurada, entre outros se, por força do direito da União ou do direito nacional, a divulgação desses dados no contexto de inquéritos ou de processos judiciais subsequentes, ou para salvaguardar as liberdades de outrem, incluindo o direito de defesa da pessoa visada, e sempre sob reserva das garantias adequadas consagradas por aqueles direitos, constituir um imperativo necessário e proporcionado.

3.  A descrição pormenorizada a que se refere a alínea c) deve ser redigida em linguagem clara e compreensível e ser facilmente acessível ao denunciante.

3.  A descrição pormenorizada a que se refere a alínea c) deve ser redigida em linguagem clara e compreensível e ser facilmente acessível ao denunciante.

Alteração    96

Proposta de diretiva

Artigo 10

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 10.º

Artigo 10.º

Informações sobre a receção das denúncias e o seu seguimento

Informações sobre a receção das denúncias e o seu seguimento

Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades competentes publiquem, em secção separada, facilmente identificável e acessível dos respetivos sítios web, pelo menos, as seguintes informações:

Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades competentes publiquem, em secção separada, facilmente identificável e acessível dos respetivos sítios web, pelo menos, as seguintes informações:

a)  Condições em que os denunciantes podem beneficiar de proteção ao abrigo da presente diretiva;

a)  Condições em que os denunciantes podem beneficiar de proteção ao abrigo da presente diretiva;

b)  Canais de comunicação para receção e seguimento das denúncias:

b)  Canais de comunicação para receção e seguimento das denúncias:

i)  números de telefone, com indicação de que as comunicações através dessas linhas telefónicas são ou não são gravadas,

i)  números de telefone, com indicação de que as comunicações através dessas linhas telefónicas são ou não são gravadas,

ii)  endereços eletrónicos e postais próprios, seguros e que garantam confidencialidade, para contacto com o pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias;

ii)  endereços eletrónicos e postais próprios, seguros e que garantam confidencialidade, para contacto com o pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias;

c)  Procedimentos aplicáveis à denúncia de infrações, a que se refere o artigo 9.º;

c)  Procedimentos aplicáveis à denúncia de infrações, a que se refere o artigo 9.º;

d)  Regime de confidencialidade aplicável às denúncias, em particular informações sobre o tratamento de dados pessoais, em conformidade com o artigo 13.º do Regulamento (UE) 2016/679, o artigo 13.º da Diretiva (UE) 2016/680 e o artigo 11.º do Regulamento (CE) n.º 45/2001, consoante o caso;

d)  Regime de confidencialidade aplicável às denúncias, em particular informações sobre o tratamento de dados pessoais, em conformidade com os artigos 5.º e 13.º do Regulamento (UE) 2016/679, o artigo 13.º da Diretiva (UE) 2016/680 e o artigo 11.º do Regulamento (CE) n.º 45/2001, consoante o caso;

e)  Natureza do seguimento a dar às denúncias;

e)  Natureza do seguimento a dar às denúncias;

f)  Vias de recurso e procedimentos disponíveis contra retaliações, assim como possibilidades de aconselhamento confidencial às pessoas que ponderam efetuar uma denúncia;

f)  Vias de recurso e procedimentos disponíveis contra retaliações, assim como possibilidades de aconselhamento confidencial às pessoas que ponderam efetuar uma denúncia;

g)  Declaração em que se explique claramente que não se considera que as pessoas que disponibilizam informações à autoridade competente em conformidade com a presente diretiva estejam a infringir qualquer restrição à divulgação de informações imposta por contrato ou por qualquer disposição legislativa, regulamentar ou administrativa, e que não lhes será imputada responsabilidade de qualquer tipo por essa divulgação.

g)  Declaração em que se explique claramente que não se considera que as pessoas que disponibilizam informações às autoridades competentes em conformidade com a presente diretiva estejam a infringir qualquer restrição à divulgação de informações imposta por contrato ou por qualquer disposição legislativa, regulamentar ou administrativa, e que não lhes será imputada responsabilidade de qualquer tipo por essa divulgação.

 

g-A)   Um relatório anual sobre as denúncias recebidas e o seu tratamento, respeitando a confidencialidade dos inquéritos em curso;

 

g-B)  Os contactos da autoridade administrativa independente única prevista no artigo 14.º-A.

Alteração    97

Proposta de diretiva

Artigo 11

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 11.º

Artigo 11.º

Conservação de registos das denúncias recebidas

Conservação de registos das denúncias recebidas

1.  Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades competentes conservem registos de todas as denúncias recebidas.

1.  Os Estados-Membros devem assegurar que as autoridades competentes conservem registos de todas as denúncias recebidas, em conformidade com os requisitos de confidencialidade previstos na presente diretiva. As denúncias são armazenadas apenas durante o período que seja necessário e proporcionado para o procedimento de denúncia e são apagadas logo que o procedimento de denúncia seja concluído. Os dados pessoais constantes dessas denúncias são tratados em conformidade com o direito da União em matéria de proteção de dados.

2.  As autoridades competentes devem acusar de imediato a receção de denúncias escritas, para o endereço postal ou eletrónico indicado pelo denunciante, salvo se este tiver pedido expressamente procedimento diferente, ou se a autoridade competente tiver motivos razoáveis para entender que o aviso de receção de uma denúncia escrita comprometeria a proteção da identidade do denunciante.

2.  As autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas devem acusar de imediato a receção de denúncias escritas, para o endereço postal ou eletrónico indicado pelo denunciante, salvo se este tiver pedido expressamente procedimento diferente, ou se a autoridade competente tiver tido motivos razoáveis para entender que o aviso de receção de uma denúncia escrita comprometeria a proteção da identidade do denunciante.

3.  Se for utilizada para a denúncia uma linha telefónica com gravação, sob reserva do consentimento do denunciante, a autoridade competente deve ter o direito de registar a denúncia oral sob uma das seguintes formas:

3.  Se for utilizada para a denúncia uma linha telefónica com gravação, sob reserva do consentimento do denunciante, e desde que os requisitos de confidencialidade previstos pela presente diretiva sejam cumpridos, as autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas registam a denúncia oral sob uma das seguintes formas:

a)  Gravação da comunicação em suporte duradouro e recuperável;

a)  Gravação da comunicação em suporte duradouro e recuperável;

b)  Transcrição completa e exata da comunicação, efetuada pelo pessoal da autoridade competente dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias.

b)  Transcrição completa e exata da comunicação, efetuada pelo pessoal da autoridade competente dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias.

A autoridade competente deve oferecer ao denunciante a possibilidade de verificar, retificar e aprovar a transcrição da chamada, assinando-a.

As autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas devem oferecer ao denunciante a possibilidade de verificar, retificar e aprovar a transcrição da chamada, assinando-a.

4.  Se for utilizada para a denúncia uma linha telefónica sem gravação, a autoridade competente deve ter o direito de registar a denúncia oral sob a forma de uma ata exata da comunicação, elaborada pelo pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias. A autoridade competente deve oferecer ao denunciante a possibilidade de verificar, retificar e aprovar a ata, assinando-a.

4.  Se for utilizada para a denúncia uma linha telefónica sem gravação, as autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas registam a denúncia oral sob a forma de uma ata exata da comunicação, elaborada pelo pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias. As autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas devem oferecer ao denunciante a possibilidade de verificar, retificar e aprovar a transcrição da chamada, assinando-a.

5.  Se uma pessoa pedir uma reunião com o pessoal da autoridade competente dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias, para efetuar uma denúncia nos termos do artigo 7.º, n.º 2, alínea c), a autoridade competente deve assegurar, sob reserva do consentimento dessa pessoa, a conservação de uma ata completa e exata dessa reunião, em suporte duradouro e recuperável. A autoridade competente deve ter o direito de registar a ata da reunião sob uma das seguintes formas:

5.  Se uma pessoa pedir uma reunião com o pessoal das autoridades competentes ou das entidades jurídicas privadas e públicas dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias, para efetuar uma denúncia nos termos do artigo 7.º, n.º 2, alínea c), as autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas devem assegurar, sob reserva do consentimento dessa pessoa, a conservação de uma ata completa e exata dessa reunião, em suporte duradouro e recuperável. As autoridades competentes e as entidades jurídicas privadas e públicas registam a ata da reunião sob uma das seguintes formas:

a)  Gravação da comunicação em suporte duradouro e recuperável;

a)  Gravação da comunicação em suporte duradouro e recuperável;

b)  Ata exata da reunião, elaborada pelo pessoal da autoridade competente dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias.

b)  Ata exata da reunião, elaborada pelo pessoal da autoridade competente e das entidades jurídicas privadas e públicas dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias.

A autoridade competente deve oferecer ao denunciante a possibilidade de verificar, retificar e aprovar a ata da reunião, assinando-a.

As autoridades competentes e as entidades jurídicas públicas e privadas devem oferecer ao denunciante a possibilidade de verificar, retificar e aprovar a transcrição da reunião, assinando-a.

 

5-A.  Caso se coloque a questão da divulgação a que se refere o artigo 9.º, n.º 1, alínea c), as autoridades competentes informam desse facto o denunciante e enviam-lhe uma justificação escrita, explicando os motivos da divulgação dos dados confidenciais em causa. Deve ser oferecida ao denunciante a possibilidade de verificar e retificar a justificação e aprovar os motivos da divulgação.

 

Alteração    98

Proposta de diretiva

Artigo 13

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 13.º

Artigo 13.º

Condições para a proteção dos denunciantes

Condições para a proteção dos denunciantes

1.  Beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva os denunciantes que, à data da denúncia, tenham motivos razoáveis para crer que as informações comunicadas são verdadeiras e caem no âmbito de aplicação da presente diretiva.

1.  Beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva os denunciantes internos ou/e externos que, à data da denúncia, tenham motivos razoáveis para crer que as informações comunicadas são verdadeiras e caem no âmbito de aplicação da presente diretiva.

2.  Os denunciantes externos beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva desde que se verifique uma das seguintes condições:

 

a)  Terem os denunciantes, antes, efetuado a denúncia internamente e não terem sido tomadas medidas adequadas para o seu tratamento no prazo razoável a que se refere o artigo 5.º;

 

b)  Não estarem disponíveis, para os denunciantes, canais de denúncia interna, ou não ser razoável esperar que aqueles tivessem conhecimento da sua existência;

 

c)  Não ser obrigatória para os denunciantes a utilização de canais de denúncia interna, nos termos do artigo 4.º, n.º 2;

 

d)  Não ser razoável esperar que os denunciantes utilizassem os canais para denúncias internas, atendendo ao conteúdo das suas denúncias;

 

e)  Terem os denunciantes motivos razoáveis para considerar que a utilização dos canais para denúncias internas poderia comprometer a eficácia das diligências de inquérito a efetuar pelas autoridades competentes;

 

f)   Terem os denunciantes direito, ao abrigo do direito da União, a informar diretamente uma autoridade competente através dos canais para denúncias externas.

 

3.  As pessoas que denunciem aos órgãos ou organismos competentes da União infrações que caiam no âmbito de aplicação da presente diretiva beneficiam da proteção nela estabelecida nas mesmas condições que os denunciantes externos, nos termos do n.º 2.

3.  As pessoas que denunciem aos órgãos ou organismos competentes da União infrações que caiam no âmbito de aplicação da presente diretiva beneficiam da proteção nela estabelecida nas mesmas condições que os denunciantes nos termos do n.º 1.

4.  As pessoas que divulguem publicamente informações sobre infrações que caiam no âmbito de aplicação da presente diretiva beneficiam da proteção nela prevista se, alternativamente:

4.  As pessoas que divulguem publicamente informações sobre infrações que caiam no âmbito de aplicação da presente diretiva beneficiam da proteção nela prevista se, alternativamente:

a)  Tiverem, antes, efetuado a denúncia interna e/ou externamente, nos termos dos capítulos II e III, e do n.º 2 do presente artigo, e não tiverem sido tomadas medidas adequadas para o seu tratamento no prazo razoável a que se referem o artigo 6.º, n.º 2, alínea b), e o artigo 9.º, n.º 1, alínea b); ou

a)  Tiverem, antes, efetuado a denúncia interna e/ou externamente, nos termos dos capítulos II e III, e do n.º 2 do presente artigo, e não tiverem sido tomadas medidas adequadas para o seu tratamento no prazo razoável a que se referem o artigo 5.º, n.º 1, alínea d), e o artigo 9.º, n.º 1, alínea b); ou

b)   Não for razoável esperar que utilizassem os canais para denúncias internas e/ou externas devido ao risco iminente ou manifesto para o interesse público, ou às circunstâncias concretas, ou se houver risco de dano irreversível.

b)   Tiverem motivos razoáveis para crer que não era de esperar que utilizassem canais para denúncias internas e/ou externas devido, por exemplo, ao risco ou ao prejuízo iminente ou manifesto para o interesse público, ou às circunstâncias concretas, como, por exemplo, no caso de os denunciantes terem motivos razoáveis para crer que existe um conluio entre o infrator e a autoridade competente, ou que existe uma participação direta ou indireta na alegada má administração por parte das autoridades externas pertinentes, ou que podem ser ocultadas ou destruídas provas, ou ainda em caso de situação de emergência ou de risco de dano irreversível.

 

4-A.  Se a identidade do autor de uma denúncia anónima for revelada numa fase posterior, o denunciante beneficia da proteção prevista na presente diretiva, nas mesmas condições que os denunciantes cuja identidade era do conhecimento público aquando da denúncia ou da divulgação pública.

Alteração    99

Proposta de diretiva

Artigo 14

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 14.º

Artigo 14.º

Proibição da retaliação contra os denunciantes

Proibição da retaliação contra os denunciantes

Os Estados-Membros devem tomar as medidas necessárias para proibir qualquer forma de retaliação, direta ou indireta, contra os denunciantes que satisfaçam as condições enunciadas no artigo 13.º, em particular:

Os Estados-Membros devem tomar as medidas necessárias para proibir qualquer forma de retaliação, direta ou indireta, contra os denunciantes que satisfaçam as condições enunciadas no artigo 13.º, contra as pessoas que tencionem fazer uma denúncia ou contra os facilitadores, em particular:

a)  Suspensão, despedimento ou medidas equivalentes;

a)  Suspensão, despedimento ou medidas equivalentes;

b)  Despromoção ou não- promoção;

b)  Despromoção ou não- promoção;

c)  Alteração de funções, alteração do local de trabalho, redução de salários e alteração do horário de trabalho;

c)  Alteração de funções, alteração do local de trabalho, redução de salários e alteração do horário de trabalho;

d)  Recusa de formação;

d)  Recusa de formação;

e)  Avaliação negativa do desempenho ou referência negativa para fins de emprego;

e)  Avaliação negativa do desempenho ou referência negativa para fins de emprego;

f)  Imposição ou administração de qualquer medida disciplinar, admoestação ou outra sanção, inclusivamente financeira;

f)  Imposição ou administração de qualquer medida disciplinar, admoestação ou outra sanção, inclusivamente financeira;

g)  Coerção, intimidação, assédio ou ostracização no local de trabalho;

g)  Coerção, intimidação, assédio ou ostracização;

h)  Discriminação, desfavorecimento ou tratamento injusto;

h)  Discriminação, desfavorecimento ou tratamento injusto;

i)  não- conversão de um contrato de trabalho temporário num contrato permanente;

i)  não- conversão de um contrato de trabalho temporário num contrato permanente;

j)  não- renovação ou rescisão antecipada de um contrato de trabalho temporário;

j)  não- renovação ou rescisão antecipada de um contrato de trabalho temporário;

k)  Danos, inclusivamente à sua reputação, ou perda financeira, incluindo perda de negócios e perda de rendimentos;

k)  Danos, inclusivamente à sua reputação, nomeadamente nas redes sociais, ou perda financeira, incluindo perda de negócios e perda de rendimentos;

l)  Inclusão numa lista negra, com base num acordo formal ou informal à escala setorial, que implique a impossibilidade de, no futuro, os denunciantes encontrarem emprego no setor;

l)  Inclusão numa lista negra, com base num acordo formal ou informal à escala setorial, que implique a impossibilidade de, no futuro, os denunciantes encontrarem emprego no setor;

m)  Rescisão antecipada ou resolução do contrato de fornecimento de bens ou de prestação de serviços;

m)  Rescisão antecipada ou resolução do contrato de fornecimento de bens ou de prestação de serviços devido à denúncia nos termos da presente diretiva;

n)  Revogação de uma licença ou autorização.

n)  Revogação de uma licença ou autorização;

 

n-A)  Consultas médicas ou psiquiátricas obrigatórias;

 

n-B)  Suspensão ou revogação de credenciação de segurança.

Alteração    100

Proposta de diretiva

Artigo 14-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 14.º-A

 

Apoio ao denunciante por parte de um terceiro independente

 

1.  Os Estados-Membros devem prever que o denunciante ou a pessoa que tenciona efetuar uma denúncia ou uma divulgação pública beneficiem de apoio no processo. Este apoio deve garantir que a identidade das pessoas mencionadas no presente número permanece confidencial, podendo designadamente consistir:

 

a)  Num aconselhamento grátis, imparcial e confidencial, nomeadamente sobre o âmbito de aplicação da presente diretiva, os meios de denúncia e a proteção concedida ao denunciante, bem como sobre os direitos da pessoa em causa;

 

b)  Num aconselhamento jurídico em caso de litígio, em conformidade com o artigo 15.º, n.º 8;

 

c)  Apoio psicológico, em conformidade com o artigo 15.º, n.º 8.

 

2.  Este apoio pode ser prestado por um centro de informação ou por uma autoridade administrativa independente única e claramente identificada.

Alteração    101

Proposta de diretiva

Artigo 14-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 14.º-B

 

Dever de manutenção da confidencialidade da identidade dos denunciantes

 

1. A identidade de um denunciante não pode ser divulgada sem o consentimento explícito do denunciante. Este requisito de confidencialidade é também aplicável às informações que possam ser utilizadas para descobrir a identidade do denunciante.

 

2. Todas as pessoas que fiquem na possa dos dados referidos no n.º 1 do presente artigo são obrigadas a proteger esses dados.

 

3. A pessoa em causa não tem, em caso algum, o direito de obter informações sobre a identidade do denunciante.

 

4. As circunstâncias em que os dados confidenciais de um denunciante podem ser divulgados são limitadas aos casos em que a divulgação de dados é uma obrigação necessária e proporcionada, imposta pelo direito da União ou pelo direito nacional, no contexto de inquéritos ou de processos judiciais subsequentes ou para salvaguardar as liberdades de outrem, incluindo os direitos de defesa da pessoa em causa, e sempre sob reserva das garantias adequadas nos termos das referidas legislações.

 

5. No caso a que se refere o n.º 3, a pessoa designada para receber e dar seguimento às denúncias é obrigada a informar o denunciante, antes de divulgar os seus dados confidenciais.

 

6. Os canais para as denúncias internas e externas devem ser concebidos, instalados e operados de forma a assegurar a confidencialidade da identidade dos denunciantes e impedir o acesso de pessoal não autorizado. 

Alteração    102

Proposta de diretiva

Artigo 15

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 15.º

Artigo 15.º

Medidas de proteção denunciantes contra retaliações

Medidas de proteção dos denunciantes e dos facilitadores contra retaliações

1.  Os Estados-Membros devem tomar as medidas necessárias para garantir a proteção, contra atos de retaliação, dos denunciantes que satisfaçam as condições enunciadas no artigo 13.º. Nessas medidas devem incluir-se, em particular, as enunciadas nos n.ºs 2 a 8.

1.  Os Estados-Membros devem tomar as medidas necessárias para garantir a proteção, contra atos de retaliação, dos denunciantes que satisfaçam as condições enunciadas no artigo 13.º. Nessas medidas devem incluir-se, em particular, as enunciadas nos n.ºs 2 a 8.

2.   O público deve ter um acesso fácil e gratuito a informações e aconselhamento abrangentes e independentes sobre os procedimentos e as vias de recurso disponíveis para proteção contra atos de retaliação.

2.   O público deve ter um acesso fácil e gratuito a informações e aconselhamento abrangentes e independentes sobre os procedimentos e as vias de recurso disponíveis para proteção contra atos de retaliação.

3.  Os denunciantes devem ter acesso a um apoio efetivo das autoridades competentes perante outras autoridades envolvidas na sua proteção contra atos de retaliação, inclusivamente, se previsto pelo direito nacional, à certificação de que beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva.

3.  Os denunciantes e os facilitadores devem ter acesso a um apoio efetivo das autoridades competentes perante outras autoridades envolvidas na sua proteção contra atos de retaliação, inclusivamente, se previsto pelo direito nacional, à certificação de que beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva.

4.  Não se considera que as pessoas que efetuam denúncias externas às autoridades competentes, ou que divulgam informações publicamente, nos termos da presente diretiva, tenham infringido qualquer restrição à divulgação de informações, imposta por contrato ou por disposição legislativa, regulamentar ou administrativa, não lhes sendo imputável responsabilidade de qualquer tipo por essa divulgação.

4.  Não se considera que as pessoas que efetuam denúncias externas às autoridades competentes, ou que divulgam informações publicamente, nos termos da presente diretiva, tenham infringido qualquer restrição à divulgação de informações, imposta por contrato ou por disposição legislativa, regulamentar ou administrativa, não lhes sendo imputável responsabilidade de qualquer tipo por essa divulgação.

5.  Em processos judiciais relativos a prejuízos sofridos por denunciantes, sob reserva de que estes fundamentem razoavelmente o seu entendimento de que o prejuízo corresponde a uma retaliação por terem efetuado a denúncia ou divulgado informações, o ónus da prova de que o prejuízo não é consequência da denúncia, antes decorre exclusivamente de causas justas.

5.  Em processos judiciais relativos a prejuízos sofridos por denunciantes, sob reserva de que estes fundamentem razoavelmente o seu entendimento de que o prejuízo corresponde a uma retaliação por terem efetuado a denúncia ou divulgado informações, o ónus da prova de que o prejuízo não é consequência da denúncia ou da divulgação pública, antes decorre exclusivamente de causas justas, recai na pessoa que tomou a medida de retaliação.

6.  Os denunciantes devem ter acesso a medidas corretivas contra retaliações, se for caso disso, inclusivamente a medidas provisórias, na pendência da resolução dos processos judiciais, nos termos da lei nacional.

6.  Os denunciantes e os facilitadores devem ter acesso a medidas corretivas contra retaliações, se for caso disso, inclusivamente a medidas provisórias, na pendência da resolução dos processos judiciais, nos termos da lei nacional.

7.   Além da isenção das medidas, procedimentos e vias de recurso estabelecidos pela Diretiva (UE) 2016/943, em ações judiciais, inclusivamente por difamação, violação de direitos de autor, violação do sigilo, ou que tenham por objeto pedidos de compensação com fundamento no direito privado, público ou em contratos coletivos de trabalho, os denunciantes têm o direito de invocar a presente diretiva como fundamento para as denúncias ou divulgações de informações e para pedir a declaração de improcedência das ações.

7.   Além da isenção das medidas, procedimentos e vias de recurso estabelecidos pela Diretiva (UE) 2016/943, em ações judiciais, inclusivamente por difamação, violação de direitos de autor, violação do sigilo, ou que tenham por objeto pedidos de compensação com fundamento no direito privado, público ou em contratos coletivos de trabalho, os denunciantes têm o direito de invocar a presente diretiva como fundamento para as denúncias ou divulgações de informações e para pedir a declaração de improcedência das ações. Os Estados-Membros devem igualmente tomar as medidas necessárias para alargar este direito de pedir a declaração de improcedência das ações a membros individuais de organizações da sociedade civil, caso estes estejam relacionados com um ato de denúncia.

8.  Além da prestação de apoio judiciário aos denunciantes no âmbito de processos penais e de processos cíveis transfronteiriços, nos termos das Diretivas (UE) 2016/1919 e 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho63 e da lei nacional, os Estados-Membros podem prever outras medidas de apoio judiciário e financeiro a conceder aos denunciantes no âmbito de processos judiciais.

8.  Além da prestação de apoio judiciário aos denunciantes no âmbito de processos penais e de processos cíveis transfronteiriços, nos termos das Diretivas (UE) 2016/1919 e 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho63 e da lei nacional, os Estados-Membros podem prever outras medidas de assistência judiciária e financeira e de apoio, nomeadamente apoio psicológico, a conceder aos denunciantes no âmbito de processos judiciais.

________________

________________

63 Diretiva 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2008, relativa a certos aspetos da mediação em matéria civil e comercial, JO L 136 de 24.5.2008, p. 3.

63 Diretiva 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2008, relativa a certos aspetos da mediação em matéria civil e comercial, JO L 136 de 24.5.2008, p. 3.

Alteração    103

Proposta de diretiva

Artigo 15-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 15.º-A

 

Medidas corretivas

 

Os Estados-Membros devem tomar as medidas necessárias para garantir vias de recurso e a reparação integral dos danos sofridos pelos denunciantes que satisfaçam as condições enunciadas no artigo 13.º. Estas medidas corretivas podem assumir as seguintes formas:

 

a) Reintegração;

 

b) Restabelecimento de uma autorização, licença ou contrato anulados;

 

c) Compensação por perdas financeiras atuais ou futuras;

 

d) Compensação por outros prejuízos económicos ou danos não materiais.

Alteração    104

Proposta de diretiva

Artigo 16 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Se a identidade das pessoas visadas não for do conhecimento público, as autoridades competentes devem garantir que seja protegida enquanto o inquérito estiver em curso.

2.  As autoridades competentes devem garantir que a identidade das pessoas em causa seja protegida enquanto o inquérito estiver em curso, mas nunca após o início do processo penal.

Alteração    105

Proposta de diretiva

Artigo 16-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 16.º-A

 

Direitos das pessoas envolvidas

 

Os Estados-Membros devem garantir que as conclusões ou relatórios resultantes de uma avaliação ou de um inquérito sobre denúncias ou divulgações públicas nos termos da presente diretiva ou de uma avaliação ou de um inquérito suscitado por tais denúncias ou divulgações públicas não prejudiquem injustamente, de forma direta ou indireta, nenhuma pessoa. O direito a um tribunal imparcial deve também ser plenamente respeitado.

Alteração    106

Proposta de diretiva

Artigo 17

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 17.º

Artigo 17.º

Sanções

Sanções

1.  Os Estados-Membros devem prever sanções eficazes, proporcionadas e dissuasivas, aplicáveis a pessoas singulares ou coletivas que:

1.  Os Estados-Membros devem prever sanções eficazes, proporcionadas e dissuasivas, aplicáveis a pessoas singulares ou coletivas que:

a)  Impeçam ou tentem impedir a denúncia;

a)  Impeçam ou tentem impedir a denúncia;

b)  Tomem medidas de retaliação contra denunciantes;

b)  Tomem medidas de retaliação contra denunciantes e facilitadores;

c)  Instaurem processos vexatórios contra denunciantes;

c)  Instaurem processos vexatórios contra denunciantes;

d)  Violem o dever de manutenção da confidencialidade da identidade de pessoas visadas.

d)  Violem o dever de manutenção da confidencialidade da identidade dos denunciantes e das pessoas em causa.

2.  Os Estados-Membros devem prever sanções eficazes, proporcionadas e dissuasivas, aplicáveis às pessoas que denunciem ou divulguem informações malevola ou abusivamente, incluindo medidas de ressarcimento das pessoas que tenham sofrido prejuízos em consequência de denúncias ou divulgações malévolas ou abusivas.

2.  Os Estados-Membros devem garantir que sejam aplicáveis sanções eficazes, proporcionadas e dissuasivas aos denunciantes em caso de denúncias ou divulgações de cuja falsidade os denunciantes estavam comprovadamente conscientes, e que sejam estabelecidas medidas de ressarcimento das pessoas que tenham sofrido prejuízos em consequência dessas denúncias ou divulgações falsas.

Alteração    107

Proposta de diretiva

Artigo 17-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 17.º-A

 

Irrenunciabilidade dos direitos e das vias de recurso

 

Os direitos e as vias de recurso previstos na presente diretiva não podem ser objeto de renúncia ou limitação por quaisquer acordos, políticas, formas ou condições de emprego, incluindo um acordo de arbitragem pré-litigioso. Toda e qualquer tentativa tendente à renúncia a esses direitos ou a essas vias de recurso ou à respetiva limitação é considerada nula e não executória, podendo estar sujeita à aplicação de multa ou sanção.

Alteração    108

Proposta de diretiva

Artigo 17-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 17.º-B

 

Obrigação de cooperar

 

1. As autoridades dos Estados-Membros que tomem conhecimento de infrações ao direito da União abrangidas pela presente diretiva devem informar com celeridade todas as outras autoridades pertinentes dos Estados-Membros e/ou os órgãos, organismos e serviços da União, bem como cooperar leal, eficaz e celeremente com os mesmos.

 

2. As autoridades dos Estados-Membros que sejam notificadas pelas autoridades de outros Estados-Membros de potenciais infrações ao direito da União abrangidas pela presente diretiva devem responder de forma substantiva às medidas tomadas no contexto da referida notificação, bem como enviar um aviso de receção oficial e indicar um ponto de contacto para prosseguir a cooperação.

 

3. As autoridades dos Estados-Membros devem salvaguardar as informações confidenciais que recebam, em especial as relativas à identidade e a outros dados pessoais dos denunciantes.

 

4. As autoridades dos Estados-Membros devem, de forma tempestiva, facultar o acesso confidencial às informações que recebam dos denunciantes e facilitar os pedidos de informações suplementares.

 

5. As autoridades dos Estados-Membros devem partilhar tempestivamente com as autoridades competentes de outros Estados-Membros todas as informações pertinentes relativas a infrações ao direito da União ou ao direito nacional em caso de processos internacionais.

Alteração    109

Proposta de diretiva

Artigo 18 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

Os tratamentos de dados pessoais efetuados com fundamento na presente diretiva, incluindo intercâmbio ou transmissão de dados pessoais pelas autoridades competentes, devem ser conformes com o disposto no Regulamento (UE) 2016/679 e na Diretiva (UE) 2016/680. Os intercâmbios e transmissões de informações pelas autoridades competentes ao nível da União devem ser conformes com o disposto no Regulamento (CE) n.º 45/2001. Os dados pessoais que não forem pertinentes ao tratamento de um caso concreto devem ser imediatamente apagados.

Os tratamentos de dados pessoais efetuados com fundamento na presente diretiva, incluindo intercâmbio ou transmissão de dados pessoais pelas autoridades competentes, devem ser conformes com o disposto no Regulamento (UE) 2016/679 e na Diretiva (UE) 2016/680. Os intercâmbios e transmissões de informações pelas autoridades competentes ao nível da União devem ser conformes com o disposto no Regulamento (CE) n.º 45/2001. Os dados pessoais que não forem pertinentes ao tratamento de um caso concreto não podem ser recolhidos ou, se forem inadvertidamente recolhidos, devem ser imediatamente apagados.

Alteração    110

Proposta de diretiva

Artigo 19

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 19.º

Artigo 19.º

Tratamento mais favorável

Tratamento mais favorável e cláusula de não regressão

Sem prejuízo do disposto no artigo 16.º e no artigo 17.º, n.º 2, os Estados-Membros podem introduzir ou manter disposições que sejam mais favoráveis aos direitos dos denunciantes do que as estabelecidas pela presente diretiva.

1.  Sem prejuízo do disposto no artigo 16.º e no artigo 17.º, n.º 2, os Estados-Membros podem introduzir ou manter disposições que sejam mais favoráveis aos direitos dos denunciantes do que as estabelecidas pela presente diretiva.

 

1-A.  A transposição da presente diretiva não pode servir de fundamento para reduzir o nível geral de proteção já proporcionado aos denunciantes nos termos do direito nacional nas áreas a que se aplica.

Alteração    111

Proposta de diretiva

Artigo 19-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 19.º-A

 

Respeito da autonomia dos parceiros sociais

 

A presente diretiva é aplicável sem prejuízo da autonomia dos parceiros sociais e do seu direito de celebrar convenções coletivas de acordo com o direito, as tradições e as práticas nacionais, no respeito das disposições do Tratado.

Justificação

É importante respeitar os modelos de mercado de trabalho nacionais no que se refere ao respeito da autonomia dos parceiros sociais.

Alteração    112

Proposta de diretiva

Artigo 20 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Ao transpor a presente diretiva, os Estados-Membros podem ponderar o estabelecimento de uma autoridade independente para proteção dos denunciantes.

Alteração    113

Proposta de diretiva

Artigo 21 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os Estados-Membros devem comunicar à Comissão todas as informações pertinentes à transposição e aplicação da presente diretiva. Com base nas informações comunicadas, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho, até 15 de maio de 2023, um relatório sobre a transposição e a aplicação da presente diretiva.

1.  Os Estados-Membros devem comunicar à Comissão todas as informações pertinentes à transposição e aplicação da presente diretiva. Com base nas informações comunicadas, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho, até 15 de maio de 2023, um relatório sobre a transposição e a aplicação da presente diretiva. Este relatório deve incluir igualmente uma primeira avaliação da pertinência de alargar o âmbito de aplicação da presente diretiva a outros domínios ou atos da União.

Alteração    114

Proposta de diretiva

Artigo 21 – n.º 2 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  O número verificado de medidas de retaliação contra denunciantes.

Alteração    115

Proposta de diretiva

Artigo 21 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Tendo em conta o relatório apresentado nos termos do n.º 1 e as estatísticas dos Estados-Membros apresentadas nos termos do n.º 2, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho, até 15 de maio de 2027, um relatório em que avalie o impacto da legislação nacional de transposição da presente diretiva. No relatório deve apreciar-se o modo de funcionamento da diretiva e ponderar-se a necessidade de medidas suplementares, incluindo, se for caso disso, alterações destinadas a alargar o seu âmbito de aplicação a outros domínios ou atos da União.

3.  Tendo em conta o relatório apresentado nos termos do n.º 1 e as estatísticas dos Estados-Membros apresentadas nos termos do n.º 2, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho, até 15 de maio de 2025, um relatório em que avalie o impacto da legislação nacional de transposição da presente diretiva. No relatório deve apreciar-se o modo de funcionamento da diretiva, o eventual impacto nos direitos fundamentais, como a privacidade, o direito à presunção de inocência e o direito a um tribunal imparcial, e ponderar-se a necessidade de medidas suplementares, incluindo, se for caso disso, alterações destinadas a alargar o seu âmbito de aplicação a outros domínios ou atos da União.

Alteração    116

Proposta de diretiva

Artigo 21 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Esses relatórios devem ser tornados públicos e facilmente acessíveis.

Alteração    117

Proposta de diretiva

Artigo 21-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 21.º-A

 

Atualização do anexo

 

A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 21.º-B, a fim de atualizar o anexo da presente diretiva, sempre que um novo ato jurídico da União seja abrangido pelo âmbito de aplicação material previsto no artigo 1.º, n.º 1, alínea a), ou no artigo 1.º, n.º 2.

Alteração    118

Proposta de diretiva

Artigo 21-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 21.º-B

 

Exercício da delegação

 

1.  O poder de adotar atos delegados é conferido à Comissão nas condições estabelecidas no presente artigo.

 

2.  O poder de adotar atos delegados referido no artigo 21.º-A é conferido à Comissão por um período de cinco anos a partir de ... [JO: inserir a data de entrada em vigor da presente diretiva]. A Comissão elabora um relatório relativo à delegação de poderes pelo menos nove meses antes do final do prazo de cinco anos. A delegação de poderes é tacitamente prorrogada por períodos de igual duração, salvo se o Parlamento Europeu ou o Conselho a tal se opuserem o mais tardar três meses antes do final de cada período.

 

3.  A delegação de poderes referida no artigo 21.º-A pode ser revogada em qualquer momento pelo Parlamento Europeu ou pelo Conselho. A decisão de revogação põe termo à delegação dos poderes nela especificados. A decisão de revogação produz efeitos a partir do dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia ou de uma data posterior nela especificada. A decisão de revogação não afeta a validade dos atos delegados já em vigor.

 

4.  Antes de adotar um ato delegado, a Comissão consulta os peritos designados por cada Estado-Membro de acordo com os princípios estabelecidos no Acordo Interinstitucional, de 13 de abril de 2016, sobre legislar melhor.

 

5.  Assim que adotar um ato delegado, a Comissão notifica-o simultaneamente ao Parlamento Europeu e ao Conselho.

 

6.  Os atos delegados adotados nos termos do artigo 21.º-A só entram em vigor se não tiverem sido formuladas objeções pelo Parlamento Europeu ou pelo Conselho no prazo de três meses a contar da notificação do ato ao Parlamento Europeu e ao Conselho, ou se, antes do termo desse prazo, o Parlamento Europeu e o Conselho tiverem informado a Comissão de que não têm objeções a formular. O referido prazo é prorrogável por três meses por iniciativa do Parlamento Europeu ou do Conselho.

Alteração    119

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto B – título

Texto da Comissão

Alteração

B.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea ii) — Serviços financeiros, prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo:

B.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea ii) — Serviços financeiros, evasão fiscal, fraude fiscal, elisão fiscal, prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo1-A:

 

_________________

 

1-A Competência exclusiva da ECON e da LIBE

Alteração    120

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto B-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

B-A.   Artigo 1.º, alínea a), subalínea ii-B) — Normas sociais, saúde e segurança no trabalho

 

1.   Normas sociais da União Europeia regulamentadas, nomeadamente, por:

 

i)   Diretiva 79/7/CEE do Conselho, de 19 de dezembro de 1978, relativa à realização progressiva do princípio da igualdade de tratamento entre homens e mulheres em matéria de segurança social (JO L 6 de 10.1.1979, p. 24);

 

ii)   Diretiva 91/533/CEE do Conselho, de 14 de outubro de 1991, relativa à obrigação de a entidade patronal informar o trabalhador sobre as condições aplicáveis ao contrato ou à relação de trabalho (JO L 288 de 18.10.1991, p. 32);

 

iii)   Diretiva 91/383/CEE do Conselho, de 25 de Junho de 1991, que completa a aplicação de medidas tendentes a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores que têm uma relação de trabalho a termo ou uma relação de trabalho temporário (JO L 206 de 29.7.1991, p.19);

 

iv)   Diretiva 94/33/CE do Conselho, de 22 de junho de 1994, relativa à proteção dos jovens no trabalho (JO L 216 de 20.8.1994, p. 12);

 

v)   Diretiva 98/59/CE do Conselho relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos despedimentos coletivos (JO L 225 de 12.8.1998, p.16);

 

vi)   Diretiva 98/49/CE do Conselho, de 29 de junho de 1998, relativa à salvaguarda dos direitos a pensão complementar dos trabalhadores assalariados e não assalariados que se deslocam no interior da Comunidade (JO L 209 de 25.7.1998, p. 46);

 

vii)   Diretiva 2000/78/CE do Conselho, de 27 de novembro de 2000, que estabelece um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na atividade profissional, (JO L 303 de 2.12.2000, p. 16);

 

viii)   Diretiva 2000/43/CE do Conselho, de 29 de junho de 2000, que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem racial ou étnica (JO L 180 de 19.7.2000, p. 22);

 

ix)   Diretiva 2000/79/CE do Conselho, de 27 de novembro de 2000, respeitante à aplicação do acordo europeu sobre a organização do tempo de trabalho do pessoal móvel da aviação civil, celebrado pela Associação das Companhias Aéreas Europeias (AEA), a Federação Europeia dos Trabalhadores dos Transportes (ETF), a Associação Europeia do Pessoal Navegante (ECA), a Associação das Companhias Aéreas das Regiões da Europa (ERA) e a Associação Internacional de Chárteres Aéreos (AICA) (JO L 302 de 1.12.2000, p. 57);

 

x)   Diretiva 2001/23/CE do Conselho, de 12 de março de 2001, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes à manutenção dos direitos dos trabalhadores em caso de transferência de empresas ou de estabelecimentos, ou de partes de empresas ou de estabelecimentos (JO L 82 de 22.3.2001, p. 16);

 

xi)   Diretiva 2002/15/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de março de 2002, relativa à organização do tempo de trabalho das pessoas que exercem atividades móveis de transporte rodoviário (JO L 80 de 23.3.2002, p. 35 - 39) e o Regulamento (CE) n.º 561/2006, de 15 de março de 2006, relativo à harmonização de determinadas disposições em matéria social no domínio dos transportes rodoviários, que altera os Regulamentos (CEE) n.º 3821/85 e (CEE) n.º 2135/98 do Conselho e revoga o Regulamento (CEE) n.º 3820/85 do Conselho (JO L 102 de 11.4.2006, p. 1);

 

xii)   Diretiva 2003/41/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de junho de 2003, relativa às atividades e à supervisão das instituições de realização de planos de pensões profissionais (JO L 235 de 23.9.2003, p. 10);

 

xiii)   Diretiva 2004/113/CE do Conselho, de 13 de dezembro de 2004, que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre homens e mulheres no acesso a bens e serviços e seu fornecimento (JO L 373 de 21.12.2004, p. 37);

 

xiv)   Diretiva 2003/88/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de novembro de 2003, relativa a determinados aspetos da organização do tempo de trabalho (JO L 299 de 18.11.2003, p. 9);

 

xv)   Diretiva 2006/54/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de julho de 2006, relativa à aplicação do princípio da igualdade de oportunidades e igualdade de tratamento entre homens e mulheres em domínios ligados ao emprego e à atividade profissional (JO L 204 de 26.7.2006, p. 23);

 

xvi)   Diretiva 2008/94/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2008, relativa à proteção dos trabalhadores assalariados em caso de insolvência do empregador (JO L 283 de 28.10.2008, p. 36);

 

xvii)   Diretiva 2010/41/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de julho de 2010, relativa à aplicação do princípio da igualdade de tratamento entre homens e mulheres que exerçam uma atividade independente e que revoga a Diretiva 86/613/CEE do Conselho (JO L 180 de 15.7.2010, p. 1);

 

xviii)   Diretiva 2014/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, relativa a medidas destinadas a facilitar o exercício dos direitos conferidos aos trabalhadores no contexto da livre circulação de trabalhadores (JO L 128 de 30.4.2014, p. 8);

 

xix)   Diretiva 2014/67/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, respeitante à execução da Diretiva 96/71/CE relativa ao destacamento de trabalhadores no âmbito de uma prestação de serviços e que altera o Regulamento (UE) n.º 1024/2012 relativo à cooperação administrativa através do Sistema de Informação do Mercado Interno («Regulamento IMI») (JO L 159 de 28.5.2014, p. 11);

 

xx)   Diretiva 2014/50/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, relativa aos requisitos mínimos para uma maior mobilidade dos trabalhadores entre os Estados-Membros, mediante a melhoria da aquisição e manutenção dos direitos a pensão complementar (JO L 128 de 30.4.2014, p. 1);

 

xxi)   Regulamento (CE) n.º 450/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de fevereiro de 2003, relativo ao índice de custos da mão de obra (JO L 69 de 13.3.2003, p. 1);

 

xxii)   Regulamento (CE) n.º 1071/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, que estabelece regras comuns no que se refere aos requisitos para o exercício da atividade de transportador rodoviário e que revoga a Diretiva 96/26/CE do Conselho (JO L 300 de 14.11.2009, p. 51);

 

xxiii)   Regulamento (CE) n.º 987/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de setembro de 2009, que estabelece as modalidades de aplicação do Regulamento (CE) n.º 883/2004 relativo à coordenação dos sistemas de segurança social (JO L 284 de 30.10.2009, p. 1);

 

xxiv)  Regulamento (UE) n.º 492/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2011, relativo à livre circulação dos trabalhadores na União (JO L 141 de 27.5.2011, p. 1);

 

xxv)   Regulamento (UE) n.º 223/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de março de 2014, relativo ao Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas mais Carenciadas (JO L 72 de 12.3.2014, p. 1);

 

xxvi)   Regulamento (UE) 2015/848 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2015, relativo aos processos de insolvência (JO L 141 de 5.6.2015, p. 19);

 

2.   Normas relativas à saúde e segurança no trabalho regulamentadas, nomeadamente, por:

 

i)   Conjunto das diretivas especiais, na aceção do artigo 16.º, n.º 1, da Diretiva 89/391/CEE;

 

ii)  Diretiva 92/29/CEE do Conselho, de 31 de março de 1992, relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde com vista a promover uma melhor assistência médica a bordo dos navios (JO L 113 de 30.4.1992, p. 19);

 

iii)   Diretiva 2001/95/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de Dezembro de 2001, relativa à segurança geral dos produtos (JO L 11 de 15.1.2002, p. 4);

 

iv)   Diretiva 2006/42/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de maio de 2006, relativa às máquinas e que altera a Diretiva 95/16/CE (JO L 157 de 9.6.2006, p. 24);

 

v)   Diretiva 2006/15/CE da Comissão, de 7 de fevereiro de 2006, que estabelece uma segunda lista de valores-limite de exposição profissional indicativos para execução da Diretiva 98/24/CE do Conselho e que altera as Diretivas 91/322/CEE e 2000/39/CE (JO L 38 de 9.2.2006, p. 36);

 

vi)   Diretiva 2008/68/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de setembro de 2008, relativa ao transporte terrestre de mercadorias perigosas (JO L 260 de 30.9.2008, p. 13);

 

vii)   Diretiva 2009/104/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Setembro de 2009, relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho no trabalho (segunda diretiva especial, na aceção do artigo 16.º, n.º 1, da Diretiva 89/391/CEE) (JO L 260 de 3.10.2009, p. 5);

 

viii)   Diretiva 2009/148/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro de 2009, relativa à proteção dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho (JO L 330 de 16.12.2009, p. 28);

 

ix)   Regulamento (CE) n.º 1338/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativo às estatísticas da União sobre saúde pública e saúde e segurança no trabalho (JO L 354 de 31.12.2008, p. 70).

Alteração    121

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E – título

Texto da Comissão

Alteração

E.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea v) — Proteção do ambiente:

E.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea v) — Proteção do ambiente, desenvolvimento sustentável, gestão de resíduos, poluição marinha, atmosférica e sonora, proteção e gestão dos recursos hídricos e dos solos, proteção da natureza e da biodiversidade e luta contra as alterações climáticas:

Alteração    122

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E – n.º 1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1.   Disposições relativas à responsabilidade ambiental, incluindo:

(N.B. Este número deve ser inserido no anexo I, parte I, ponto E, antes da alínea i))

Alteração    123

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea iii)

Texto da Comissão

Alteração

iii)  Regulamento (UE) n.º 995/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de outubro de 2010, que fixa as obrigações dos operadores que colocam no mercado madeira e produtos da madeira (JO L 295 de 12.11.2010, p. 23);

Suprimido

Alteração    124

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea iv)

Texto da Comissão

Alteração

iv)  Diretiva 2009/123/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, que altera a Diretiva 2005/35/CE relativa à poluição por navios e à introdução de sanções em caso de infrações (JO L 280 de 27.10.2009, p. 52);

Suprimido

Alteração    125

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea v)

Texto da Comissão

Alteração

v)  Regulamento (UE) 2015/757 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2015, relativo à monitorização, comunicação e verificação das emissões de dióxido de carbono provenientes do transporte marítimo e que altera a Diretiva 2009/16/CE (JO L 123, 19.5.2015, p. 55);

Suprimido

Alteração    126

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea vi)

Texto da Comissão

Alteração

vi)  Regulamento (UE) n.º 1257/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativo à reciclagem de navios e que altera o Regulamento (CE) n.º 1013/2006 e a Diretiva 2009/16/CE (JO L 330 de 10.12.2013, p. 1);

Suprimido

Alteração    127

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea vii)

Texto da Comissão

Alteração

xvii)  Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativo à exportação e importação de produtos químicos perigosos (JO L 201 de 27.7.2012, p. 60);

Suprimido

Alteração    128

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea viii)

Texto da Comissão

Alteração

viii)  Regulamento (CE) n.º 1907/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezembro de 2006, relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição dos produtos químicos (REACH), que cria a Agência Europeia dos Produtos Químicos, que altera a Diretiva 1999/45/CE e que revoga o Regulamento (CEE) n.º 793/93 do Conselho e o Regulamento (CE) n.º 1488/94 da Comissão, bem como a Diretiva 76/769/CEE do Conselho e as Diretivas 91/155/CEE, 93/67/CEE, 93/105/CE e 2000/21/CE da Comissão (JO L 396 de 30.12.2006, p. 1);

Suprimido

Alteração    129

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E– alínea ix)

Texto da Comissão

Alteração

ix)  Diretiva (UE) 2015/2193 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2015, relativa à limitação das emissões para a atmosfera de certos poluentes provenientes de médias instalações de combustão (JO L 313 de 28.11.2015, p. 1).

Suprimido

Alteração    130

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.    Disposições relativas ao acesso à informação ambiental:

 

i)  Diretiva 2003/4/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 28 de janeiro de 2003, relativa ao acesso do público às informações sobre ambiente e que revoga a Diretiva 90/313/CEE do Conselho (JO L 41 de 14.2.2003, p. 26);

 

ii)  Regulamento (CE) n.º 1049/2001 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de maio de 2001, relativo ao acesso do público aos documentos do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão (JO L 145 de 31.5.2001, p. 43);

 

iii)  Regulamento (CE) n.º 1367/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de setembro de 2006, relativo à aplicação das disposições da Convenção de Aarhus sobre o acesso à informação, participação do público no processo de tomada de decisão e acesso à justiça em matéria de ambiente às instituições e órgãos comunitários (JO L 264 de 25.9.2006, p. 13);

 

iv)  Diretiva 2007/2/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de março de 2007, que estabelece uma infraestrutura de informação geográfica na Comunidade Europeia (Inspire) (JO L 108 de 25.4.2007, p. 1.)

 

v)  Diretiva 2003/35/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio de 2003, que estabelece a participação do público na elaboração de certos planos e programas relativos ao ambiente e que altera, no que diz respeito à participação do público e ao acesso à justiça, as Diretivas 85/337/CEE e 96/61/CE do Conselho (JO L 156 de 25.6.2003, p. 17).

 

(N.B. Este número deve ser inserido no ponto E, após a alínea ii))

Alteração    131

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E – n.º 1-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-B.   Disposições relativas ao ambiente e ao clima, nomeadamente:

 

i)  Regulamento (UE) n.º 1293/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de dezembro de 2013, sobre o estabelecimento de um Programa para o Ambiente e a Ação Climática (LIFE) e que revoga o Regulamento (CE) n.º 614/2007 (JO L 347 de 20.12.2013, p. 185);

 

ii)  Diretiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis que altera e subsequentemente revoga as Diretivas 2001/77/CE e 2003/30/CE (JO L 140 de 5.6.2009, p. 16);

 

iii)  Diretiva 2009/29/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, que altera a Diretiva 2003/87/CE a fim de melhorar e alargar o regime comunitário de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa (JO L 140 de 5.6.2009, p. 63) e todos os regulamentos conexos;

 

iv)  Regulamento (UE) n.º 421/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, que altera a Diretiva 2003/87/CE relativa à criação de um regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade com vista à execução, até 2020, de um acordo internacional que aplique às emissões da aviação internacional uma única medida baseada no mercado global (JO L 129 de 30.4.2014, p. 1);

 

v)  Diretiva 2009/31/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa ao armazenamento geológico de dióxido de carbono e que altera a Diretiva 85/337/CEE do Conselho, as Diretivas 2000/60/CE, 2001/80/CE, 2004/35/CE, 2006/12/CE e 2008/1/CE e o Regulamento (CE) n.º 1013/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho (JO L 140 de 5.6.2009, p. 114);

 

vi)  Regulamento (UE) n.º 525/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2013, relativo à criação de um mecanismo de monitorização e de comunicação de informações sobre emissões de gases com efeito de estufa e de comunicação a nível nacional e da União de outras informações relevantes no que se refere às alterações climáticas, e que revoga a Decisão n.º 280/2004/CE (JO L 165 de 18.6.2013, p. 13);

 

vii)  Regulamento (UE) n.º 517/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, relativo aos gases fluorados com efeito de estufa e que revoga o Regulamento (CE) n.º 842/2006 (JO L 150 de 20.5.2014, p. 195);

 

viii)  Diretiva 2003/96/CE do Conselho, de 27 de outubro de 2003, que reestrutura o quadro comunitário de tributação dos produtos energéticos e da eletricidade (JO L 283 de 31.10.2003, p. 51);

 

ix)  Diretiva 2012/27/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro de 2012, relativa à eficiência energética, que altera as Diretivas 2009/125/CE e 2010/30/UE e revoga as Diretivas 2004/8/CE e 2006/32/CE (JO L 315 de 14.11.2012, p. 1);

Alteração    132

Proposta de diretiva

Anexo I – parte I – ponto E – n.º 1-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-C.   Disposições relativas ao desenvolvimento sustentável e à gestão de resíduos, nomeadamente:

 

i)  Diretiva 2008/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de novembro de 2008, relativa aos resíduos e que revoga certas diretivas (JO L 312 de 22.11.2008, p. 3);

 

ii)  Diretiva 1999/31/CE do Conselho, de 26 de abril de 1999, relativa à deposição de resíduos em aterros (JO L 182 de 16.7.1999, p. 1);

 

iii)  Regulamento (CE) n.º 1013/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de junho de 2006, relativo a transferências de resíduos (JO L 190 de 12.7.2006, p. 1);

 

iv)  Diretiva 94/62/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de dezembro de 1994, relativa a embalagens e resíduos de embalagens (JO L 365 de 31.12.1994, p. 10);

 

v)  Diretiva (UE) 2015/720 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2015, que altera a Diretiva 94/62/CE no que diz respeito à redução do consumo de sacos de plástico leves (JO 115 L de 6.5.2015, p. 11);

 

vi)  Diretiva 2012/19/UE relativa aos resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) (JO L 197 de 24.7.2012, p. 38);

 

vii)  Diretiva 2006/66/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de setembro de 2006, relativa a pilhas e acumuladores e respetivos resíduos e que revoga a Diretiva 91/157/CEE (JO L 266 de 26.9.2006, p. 1);

 

viii)  Diretiva 2011/65/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de junho de 2011, relativa à restrição do uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos elétricos e eletrónicos (JO L 174 de 1.7.2011, p. 88);

 

ix)  Diretiva 2000/53/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de setembro de 2000, relativa aos veículos em fim de vida (JO L 269 de 21.10.2000, p. 34);

 

x)  Diretiva 2005/64/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de outubro de 2005, relativa à homologação de veículos a motor, no que diz respeito à sua potencial reutilização, reciclagem e valorização e que altera a Diretiva 70/156/CEE do Conselho (JO L 310 de 25.11.2005, p. 10);

 

xi)  Diretiva 96/59/CE do Conselho, de 16 de Setembro de 1996, relativa à eliminação dos policlorobifenilos e dos policlorotrifenilos (PCB/PCT) (JO L 243 de 24.9.1996, p. 31);

 

xii)  Diretiva 2011/65/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de junho de 2011, relativa à restrição do uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos elétricos e eletrónicos (JO L 174 de 1.7.2011, p. 88);

 

xiii)  Diretiva 2001/42/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de junho de 2001, relativa à avaliação dos efeitos de determinados planos e programas no ambiente (JO L 197 de 21.7.2001, p. 30);

 

xiv)  Regulamento (CE) n.º 66/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2009, relativo a um sistema de rótulo ecológico da UE (JO L 27 de 30.1.2010, p. 1);

 

xv)  Regulamento (UE) n.º 1257/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativo à reciclagem de navios e que altera o Regulamento (CE) n.º 1013/2006 e a Diretiva 2009/16/CE (JO L 330 de 10.12.2013, p. 1);

 

xvi)  Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativo à exportação e importação de produtos químicos perigosos (JO L 201 de 27.7.2012, p. 60);

 

xvii)  Regulamento (Euratom) n.º 1493/93 do Conselho, de 8 de junho de 1993, sobre transferências de substâncias radioativas entre Estados-Membros (JO L 148 de 19.6.1993, p. 1).

Alteração    133

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto E - parágrafo 1-D (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-D.   Disposições relativas à poluição marinha, atmosférica e sonora, nomeadamente:

 

i)  Diretiva 2008/50/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2008, relativa à qualidade do ar ambiente e a um ar mais limpo na Europa (JO L 152 de 11.6.2008, p. 1);

 

ii)  Diretiva 2004/107/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de dezembro de 2004, relativa ao arsénio, ao cádmio, ao mercúrio, ao níquel e aos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos no ar ambiente (JO L 23 de 26.1.2005, p. 3);

 

iii)  Regulamento (CE) n.º 850/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2004, relativo a poluentes orgânicos persistentes, e que altera a Diretiva 79/117/CEE (JO L 158 de 30.4.2004, p. 7);

 

iv)  Regulamento (CE) n.º 1005/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de setembro de 2009, relativo às substâncias que empobrecem a camada de ozono (JO L 286 de 31.10.2009, p. 1);

 

v)  Diretiva 2001/81/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2001, relativa ao estabelecimento de valores-limite nacionais de emissão de determinados poluentes atmosféricos (JO L 309 de 27.11.2001, p. 22);

 

vi)  Diretiva 94/63/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de Dezembro de 1994, relativa ao controlo das emissões de compostos orgânicos voláteis (COV) resultantes do armazenamento de gasolinas e da sua distribuição dos terminais para as estações de serviço (JO L 365 de 31.12.1994, p. 24);

 

vii)  Diretiva 2009/126/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de Outubro de 2009 relativa à fase II da recuperação de vapores de gasolina durante o reabastecimento de veículos a motor nas estações de serviço (JO L 285, 31.10.2009, p. 36);

 

viii)  Regulamento (CE) n.º 715/2007 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de junho de 2007, relativo à homologação dos veículos a motor no que respeita às emissões dos veículos ligeiros de passageiros e comerciais (Euro 5 e Euro 6) e ao acesso à informação relativa à reparação e manutenção de veículos (JO L 171 de 29.6.2007, p. 1);

 

ix)  Regulamento (CE) n.º 595/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, relativo à homologação de veículos a motor e de motores no que se refere às emissões dos veículos pesados (Euro VI) e ao acesso às informações relativas à reparação e manutenção dos veículos, que altera o Regulamento (CE) n.º 715/2007 e a Diretiva 2007/46/CE e revoga as Diretivas 80/1269/CEE, 2005/55/CE e 2005/78/CE (JO L 188 de 18.7.2009, p. 1);

 

x)  Diretiva 2014/94/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2014, relativa à criação de uma infraestrutura para combustíveis alternativos (JO L 307 de 28.10.2014, p. 1):

 

xi)  Regulamento (CE) n.º 443/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, que define normas de desempenho em matéria de emissões dos automóveis novos de passageiros como parte da abordagem integrada da Comunidade para reduzir as emissões de CO2 dos veículos ligeiros (JO L 140 de 5.6.2009, p. 1);

 

xii)  Diretiva 1999/94/CE relativa às informações sobre a economia de combustível e as emissões de CO2 disponíveis para o consumidor na comercialização de automóveis novos de passageiros (JO L 12 de 18.1.2000, p. 16.);

 

xiii)  Regulamento (UE) n.º 510/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de maio de 2011, que define normas de desempenho em matéria de emissões dos veículos comerciais ligeiros novos como parte da abordagem integrada da União para reduzir as emissões de CO2 dos veículos ligeiros (JO L 145 de 31.5.2011, p. 1);

 

xiv)  Diretiva 2006/40/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de maio de 2006, relativa às emissões provenientes de sistemas de ar condicionado instalados em veículos a motor e que altera a Diretiva 70/156/CEE do Conselho (JO L 161 de 14.6.2006, p. 12);

 

xv)  Diretiva 2009/33/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à promoção de veículos de transporte rodoviário não poluentes e energeticamente eficientes (JO L 120 de 15.5.2009, p. 12);

 

xvi)  Regulamento (UE) 2016/1628 do Parlamento Europeu e do Concelho, de 14 de setembro de 2016, relativo aos requisitos respeitantes aos limites de emissão de gases e partículas poluentes e à homologação de motores de combustão interna para máquinas móveis não rodoviárias, que altera os Regulamentos (UE) n.º 1024/2012 e (UE) n.º 167/2013 e que altera e revoga a Diretiva 97/68/CE (JO L 252 de 16.9.2016, p. 53);

 

xvii)  Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010, relativa às emissões industriais (prevenção e controlo integrados da poluição) (JO L 334 de 17.12.2010, p. 17);

 

xviii)  Diretiva (UE) 2015/2193 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2015, relativa à limitação das emissões para a atmosfera de certos poluentes provenientes de médias instalações de combustão (JO L 313 de 28.11.2015, p. 1);

 

xix)  Diretiva 2008/101/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de novembro de 2008, que altera a Diretiva 2003/87/CE de modo a incluir as atividades da aviação no regime de comércio de licenças de emissão de gases com efeito de estufa na Comunidade (JO L 8 de 13.1.2009, p. 3);

 

xx)  Regulamento (CE) n.º 549/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 10 de março de 2004, que estabelece o quadro para a realização do céu único europeu (JO L 96 de 31.3.2004, p. 1);

 

xxi)  Diretiva 2006/38/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de Maio de 2006, que altera a diretiva 1999/62/CE relativa à aplicação de imposições aos veículos pesados de mercadorias pela utilização de certas infraestruturas (JO L 157 de 9.6.2006, p. 8);

 

xxii)  Diretiva 2002/84/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 5 de novembro de 2002 que altera as diretivas em vigor no domínio da segurança marítima e da prevenção da poluição por navios (JO L 324 de 29.11.2002, p. 53.);

 

xxiii)  Regulamento (UE) n.º 546/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, que altera o Regulamento (CE) n.º 718/1999 do Conselho relativo a uma política de capacidade das frotas comunitárias de navegação interior a fim de promover o transporte por vias navegáveis interiores (JO L 163 de 29.5.2014, p. 15);

 

xxiv)  Diretiva 2009/30/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, que altera a Diretiva 98/70/CE no que se refere às especificações da gasolina e do gasóleo rodoviário e não rodoviário e à introdução de um mecanismo de monitorização e de redução das emissões de gases com efeito de estufa e que altera a Diretiva 1999/32/CE do Conselho no que se refere às especificações dos combustíveis utilizados nas embarcações de navegação interior e que revoga a Diretiva 93/12/CEE (JO L 140 de 5.6.2009, p. 88);

 

xxv)  Diretiva 2009/123/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, que altera a Diretiva 2005/35/CE relativa à poluição por navios e à introdução de sanções em caso de infrações (JO 280 L de 27.10.2009, p. 52);

 

xxvi)  Regulamento (UE) 2015/757 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2015, relativo à monitorização, comunicação e verificação das emissões de dióxido de carbono provenientes do transporte marítimo e que altera a Diretiva 2009/16/CE (JO L 123, 19.5.2015, p. 55);

 

xxvii)  Regulamento (CE) n.º 782/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de abril de 2003, relativo à proibição dos compostos organoestânicos nos navios (JO L 115 de 9.5.2003, p. 1);

 

xxviii)  Diretiva 2002/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de junho de 2002, relativa à avaliação e gestão do ruído ambiente (JO L 189 de 18.7.2002, p. 12);

 

xxix)  Diretiva 2000/14/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de maio de 2000, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros em matéria de emissões sonoras para o ambiente dos equipamentos para utilização no exterior (JO L 162 de 3.7.2000, p. 1);

 

xxx)  Diretiva 2002/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de junho de 2002, relativa à avaliação e gestão do ruído ambiente (JO L 189 de 18.7.2002, p. 12);

Alteração    134

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto E - parágrafo 1-E (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-E.   Disposições relativas à proteção e gestão da água e dos solos, nomeadamente:

 

i)  Diretiva 60/2000/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2000, que estabelece um quadro de ação comunitária no domínio da política da água (JO L 327 de 22.12.2000, p. 1);

 

ii)  Diretiva 2008/105/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas de qualidade ambiental no domínio da política da água, que altera e subsequentemente revoga as Diretivas 82/176/CEE, 83/513/CEE, 84/156/CEE, 84/491/CEE e 86/280/CEE do Conselho, e que altera a Diretiva 2000/60/CE do Parlamento Europeu e do Conselho (JO L 348 de 24.12.2008, p. 84);

 

iii)  Diretiva 2006/118/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de dezembro de 2006, relativa à proteção das águas subterrâneas contra a poluição e a deterioração (JO L 372 de 27.12.2006, p. 19);

 

iv)  Diretiva 91/271/CEE do Conselho, de 21 de maio de 1991, relativa ao tratamento de águas residuais urbanas (JO L 135 de 30.5.1991, p. 40);

 

v)  Diretiva 98/83/CE do Conselho, de 3 de novembro de 1998, relativa à qualidade da água destinada ao consumo humano (JO L 330 de 5.12.1998, p. 32);

 

vi)  Diretiva 2003/40/CE da Comissão, de 16 de maio de 2003, que estabelece a lista, os limites de concentração e as menções constantes do rótulo para os constituintes das águas minerais naturais, bem como as condições de utilização de ar enriquecido em ozono para o tratamento das águas minerais naturais e das águas de nascente (JO L 126 de 22.5.2003, p. 34.);

 

vii)  Regulamento (UE) n.º 115/2010 da Comissão, de 9 de Fevereiro de 2010, que estabelece as condições de utilização de alumina ativada na remoção de fluoreto de águas minerais naturais e de águas de nascente (JO L 37 de 10.2.2010, p. 13);

 

viii)  Diretiva 2006/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de fevereiro de 2006, relativa à gestão da qualidade das águas balneares e que revoga a Diretiva 76/160/CEE (JO L 64 de 4.3.2006, p. 37);

 

ix)  Diretiva 2008/56/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de junho de 2008, que estabelece um quadro de ação comunitária no domínio da política para o meio marinho (Diretiva-Quadro «Estratégia marinha») (JO L 164 de 25.6.2008, p. 19);

 

x)  Regulamento (CE) n.º 648/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de março de 2004, relativo aos detergentes (JO L 104 de 8.4.2004, p. 1);

 

xi)  Diretiva 91/676/CEE do Conselho, de 12 de dezembro de 1991, relativa à proteção das águas contra a poluição causada por nitratos de origem agrícola (JO L 375 de 31.12.1991, p. 1);

 

xii)  Diretiva 2006/118/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de dezembro de 2006, relativa à proteção das águas subterrâneas contra a poluição e a deterioração (JO L 372 de 27.12.2006, p. 19);

 

xiii)  Diretiva 2007/60/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2007, relativa à avaliação e gestão dos riscos de inundações (JO L 288 de 6.11.2007, p. 27);

 

xiv)  Diretiva 2014/52/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, que altera a Diretiva 2011/92/UE relativa à avaliação dos efeitos de determinados projetos públicos e privados no ambiente (JO L 124 de 25.4.2014, p. 1);

Alteração    135

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto E - parágrafo 1-F(novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-F.   Disposições relativas à proteção da natureza e da biodiversidade:

 

i)  Diretiva 92/43/CEE do Conselho, de 21 de maio de 1992, relativa à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens (JO L 206 de 22.7.1992, p. 7);

 

ii)  Diretiva 2009/147/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro de 2009, relativa à conservação das aves selvagens (JO L 20 de 26.1.2010, p. 7);

 

iii)  Regulamento (UE) n.º 1143/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2014, relativo à prevenção e gestão da introdução e propagação de espécies exóticas invasoras (JO L 317 de 4.11.2014, p. 35);

 

iv)  Regulamento (CE) n.º 1936/2001 do Conselho, de 27 de setembro de 2001, que estabelece certas medidas de controlo aplicáveis às atividades de pesca de determinadas unidades populacionais de grandes migradores (JO L 263 de 3.10.2001, p. 1);

 

v)  Regulamento (CE) n.º 708/2007 do Conselho, de 11 de junho de 2007, relativo à utilização na aquicultura de espécies exóticas e de espécies ausentes localmente (JO L 168 de 28.6.2007, p. 1);

 

vi)  Diretiva 83/129/CEE do Conselho, de 28 de março de 1983, relativa à importação nos Estados-Membros de peles de determinados bebés-focas e de produtos derivados (JO L 91 de 09.04.1983, p. 30.);

 

vii)  Regulamento (CE) n.º 1007/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de setembro de 2009, relativo ao comércio de produtos derivados da foca (JO L 286 de 31.10.2009, p. 36);

 

viii)  Regulamento (CE) n.º 734/2008 do Conselho, de 15 de julho de 2008, relativo à proteção dos ecossistemas marinhos vulneráveis do alto mar contra os efeitos adversos das artes de pesca de fundo (JO L 201 de 30.07.2008, p. 8);

 

ix)  Regulamento (CE) n.º 812/2004 do Conselho, de 26 de abril de 2004, que estabelece medidas relativas às capturas acidentais de cetáceos no exercício das atividades de pesca e que altera o Regulamento (CE) n.º 88/98 (JO L 150 de 30.4.2004, p. 12);

 

x)  Regulamento (CE) n.º 338/97 do Conselho, de 9 de dezembro de 1996, relativo à proteção de espécies da fauna e da flora selvagens através do controlo do seu comércio (JO L 61 de 3.3.1997, p. 1);

 

xi)  Regulamento (CE) n.º 865/2006 da Comissão, de 4 de maio de 2006, que estabelece normas de execução do Regulamento (CE) n.º 338/97 do Conselho relativo à proteção de espécies da fauna e da flora selvagens através do controlo do seu comércio (JO L 166 de 19.6.2006, p. 1);

 

xii)  Regulamento de Execução (UE) n.º 792/2012 da Comissão, de 23 de agosto de 2012, que estabelece regras para a conceção das licenças, certificados e outros documentos previstos no Regulamento (CE) n.º 338/97, relativo à proteção de espécies da fauna e da flora selvagens através do controlo do seu comércio, e que altera o Regulamento (CE) n.º 865/2006 da Comissão (JO L 242 de 7.9.2012, p. 13);

 

xiii)  Regulamento (CE) n.º 1523/2007 do Parlamento Europeu e do Conselho de 11 de dezembro de 2007, que proíbe a colocação no mercado e a importação e exportação comunitárias de peles de gato e de cão e de produtos que as contenham (JO L 343 de 27.12.2007, p. 1);

 

xiv)  Diretiva 1999/22/CE do Conselho, de 29 de março de 1999, relativa à detenção de animais da fauna selvagem em jardins zoológicos (JO L 94 de 9.4.1999, p. 24);

 

xv)  Regulamento (UE) n.º 995/2010 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de outubro de 2010, que fixa as obrigações dos operadores que colocam no mercado madeira e produtos da madeira (JO L 295 de 12.11.2010, p. 23);

 

xvi)  Regulamento (CE) n.º 2173/2005 do Conselho, de 20 de dezembro de 2005, relativo ao estabelecimento de um regime de licenciamento para a importação de madeira para a Comunidade Europeia (FLEGT) (JO L 347 de 30.12.2005, p. 1);

 

xvii)  Regulamento (UE) n.º 1307/2014 da Comissão de 8 de dezembro de 2014 relativo à definição dos critérios e dos limites geográficos para determinar os terrenos de pastagem ricos em biodiversidade para efeitos do disposto no artigo 7.º-B, n.º 3, alínea c), da Diretiva 98/70/CE do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à qualidade da gasolina e do combustível para motores diesel, e no artigo 17.º, n.º 3, alínea c), da Diretiva 2009/28/CE do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à promoção da utilização de energia proveniente de fontes renováveis (JO L 351 de 9.12.2014, p. 3.);

Alteração    136

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto E parágrafo 1-G (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-G.   Disposições relativas às substâncias químicas, nomeadamente:

 

i)  Regulamento (CE) n.º 1907/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezembro de 2006, relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição dos produtos químicos (REACH), que cria a Agência Europeia dos Produtos Químicos, que altera a Diretiva 1999/45/CE e revoga o Regulamento (CEE) n.º 793/93 do Conselho e o Regulamento (CE) n.º 1488/94 da Comissão, bem como a Diretiva 76/769/CEE do Conselho e as Diretivas 91/155/CEE, 93/67/CEE, 93/105/CE e 2000/21/CE da Comissão (JO L 396 de 30.12.2006, p. 1).

Alteração    137

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto E parágrafo 1-H (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-H.   Disposições relativas aos produtos biológicos, nomeadamente:

 

i)  Regulamento (CE) n.º 834/2007 do Conselho, de 28 de junho de 2007, relativo à produção biológica e à rotulagem dos produtos biológicos e que revoga o Regulamento (CEE) n.º 2092/91 (JO L 189 de 20.7.2007, p. 1);

Alteração    138

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto F – parágrafo 1 – alínea i-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

 

i-A) Diretiva 2014/87/Euratom do Conselho, de 8 de julho de 2014, que altera a Diretiva 2009/71/Euratom que estabelece um quadro comunitário para a segurança nuclear das instalações nucleares (JO L 219 de 25.7.2014, p. 42).

Alteração    139

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto G – Título

Texto da Comissão

Alteração

G  Artigo 1.º, alínea a), subalínea vii) — Segurança dos alimentos para consumo humano e animal, saúde animal e bem-estar animal:

G  Artigo 1.º, alínea a), subalínea vii) — Segurança dos alimentos para consumo humano e animal

Alteração    140

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto G – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Outros atos legislativos pertinentes para a segurança dos alimentos para consumo humano e animal, designadamente:

 

i)   Regulamento (CE) n.º 1829/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de setembro de 2003, relativo a géneros alimentícios e alimentos para animais geneticamente modificados (JO L 268 de 18.10.2003, p. 1);

 

ii)  Diretiva 2009/41/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de maio de 2009, relativa à utilização confinada de microrganismos geneticamente modificados (JO L 125 de 21.5.2009, p. 75);

 

iii)  Regulamento (CE) n.º 1830/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de setembro de 2003, relativo à rastreabilidade e rotulagem de organismos geneticamente modificados e à rastreabilidade dos géneros alimentícios e alimentos para animais produzidos a partir de organismos geneticamente modificados e que altera a Diretiva 2001/18/CE (JO L 268 de 18.10.2003, p. 24);

 

iv)  Regulamento (CE) n.º 1946/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de julho de 2003, relativo ao movimento transfronteiriço de organismos geneticamente modificados (JO L 287 de 5.11.2003, p. 1);

 

v)   Regulamento (CE) n.º 852/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de abril de 2004 relativo à higiene dos géneros alimentícios (JO L 139 de 30.4.2004, p. 1);

 

vi)  Regulamento (CE) n.º 2003/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de outubro de 2003, relativo aos adubos (JO L 304 de 21.11.2003, p. 1);

 

vii)  Regulamento (CE) nº 1069/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, que define regras sanitárias relativas a subprodutos animais e produtos derivados não destinados ao consumo humano (JO L 300 de 14.11.2009, p. 1);

 

viii)  Regulamento (CE) n.º 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado e que revoga as Diretivas 91/414/CEE e 79/117/CEE do Conselho (JO L 309 de 24.11.2009, p. 1);

 

ix)  Diretiva 2009/128/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro de 2009, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas (JO L 309 de 24.11.2009, p. 71);

 

x)  Regulamento (CE) n.º 396/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de fevereiro de 2005, relativo aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal (JO L 70 de 16.3.2005, p. 1);

 

xi)  Regulamento (Euratom) 2016/52 do Conselho, de 15 de janeiro de 2016, que fixa os níveis máximos admissíveis de contaminação radioativa dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais na sequência de um acidente nuclear ou de qualquer outro caso de emergência radiológica e que revoga o Regulamento (Euratom) n.º 3954/87 e os Regulamentos (Euratom) n.º 944/89 e n.° 770/90 da Comissão (JO L 13 de 20.1.2016, p. 2);

 

xii)  Regulamento (Euratom) 2016/52 do Conselho, de 15 de janeiro de 2016, que fixa os níveis máximos admissíveis de contaminação radioativa dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais na sequência de um acidente nuclear ou de qualquer outro caso de emergência radiológica e que revoga o Regulamento (Euratom) n.º 3954/87 e os Regulamentos (Euratom) n.º 944/89 e n.° 770/90 da Comissão (JO L 13 de 20.1.2016, p. 2);

 

xiii)  Regulamento (Euratom) 2016/52 do Conselho, de 15 de janeiro de 2016, que fixa os níveis máximos admissíveis de contaminação radioativa dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais na sequência de um acidente nuclear ou de qualquer outro caso de emergência radiológica e que revoga o Regulamento (Euratom) n.º 3954/87 e os Regulamentos (Euratom) n.º 944/89 e n.° 770/90 da Comissão (JO L 13 de 20.1.2016, p. 2);

 

xiv)  Decisão 2002/628/CE do Conselho, de 25 de junho de 2002, relativa à celebração, em nome da Comunidade Europeia, do Protocolo de Cartagena sobre segurança biológica (JO L 201 de 31.7.2002, p. 48);

 

xv)  Regulamento (UE) n.º 528/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de maio de 2012, relativo à disponibilização no mercado e a utilização de produtos biocidas (JO L 167 de 27.6.2012, p. 1);

 

xvi)  Regulamento (CE) n.º 470/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de maio de 2009, que prevê procedimentos comunitários para o estabelecimento de limites máximos de resíduos de substâncias farmacologicamente ativas nos alimentos de origem animal, que revoga o Regulamento (CEE) n.° 2377/90 do Conselho e que altera a Diretiva 2001/82/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e o Regulamento (CE) n.° 726/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho (JO L 152 de 16.6.2009, p. 11);

 

xvii)  Diretiva 96/23/CE do Conselho, de 29 de Abril de 1996, relativa às medidas de controlo a aplicar a certas substâncias e aos seus resíduos nos animais vivos e respetivos produtos e que revoga as Diretivas 85/358/CEE e 86/469/CEE e as Decisões 89/187/CEE e 91/664/CEE (JO L 125 de 23.5.1996, p. 10);

 

xviii)  Diretiva 96/22/CE do Conselho, de 29 de abril de 1996, relativa à proibição de utilização de certas substâncias com efeitos hormonais ou tireostáticos e de substâncias beta-agonistas em produção animal e que revoga as Diretivas 81/602/CEE, 88/146/CEE e 88/299/CEE (JO L 125 de 23.5.1996, p. 3);

 

xix)  Regulamento (CE) n.º 853/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004, que estabelece regras específicas de higiene aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal (JO L 139 de 30.4.2004, p. 55);

 

xx)  Regulamento (CE) n.º 854/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de abril de 2004, que estabelece regras específicas de organização dos controlos oficiais de produtos de origem animal destinados ao consumo humano (JO L 139 de 30.4.2004, p. 206).

 

xxi)  Diretiva 2002/99/CE do Conselho, de 16 de dezembro de 2002, que estabelece as regras de polícia sanitária aplicáveis à produção, transformação, distribuição e introdução de produtos de origem animal destinados ao consumo humano (JO L 18 de 23.1.2003, p. 11);

 

xxii)  Regulamento (CE) n.º 2073/2005 da Comissão, de 15 de novembro de 2005, relativo a critérios microbiológicos aplicáveis aos géneros alimentícios (JO L 338 de 22.12.2005, p. 1);

 

xxiii)  Regulamento (CE) n.º 2160/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de novembro de 2003, relativo ao controlo de salmonelas e outros agentes zoonóticos específicos de origem alimentar (JO L 325 de 12.12.2003, p. 1);

 

xxiv)  Diretiva 2003/99/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de novembro de 2003, relativa à vigilância das zoonoses e dos agentes zoonóticos que altera a Decisão 90/424/CEE do Conselho e revoga a Diretiva 92/117/CEE do Conselho (JO L 325 de 12.12.2003, p. 31);

 

xxv)  Regulamento (CE) n.º 1331/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, que estabelece um procedimento de autorização comum aplicável a aditivos alimentares, enzimas alimentares e aromas alimentares (JO L 354 de 31.12.2008, p. 1);

 

xxvi)  Regulamento (CE) n.º 1332/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2008, relativo às enzimas alimentares e que altera a Diretiva 83/417/CEE do Conselho, o Regulamento (CE) n.º 1493/1999 do Conselho, a Diretiva 2000/13/CE, a Diretiva 2001/112/CE do Conselho e o Regulamento (CE) n.º 258/97 (JO L 354 de 31.12.2008, p. 7);

 

xxvii)  Regulamento (CE) n.º 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2008, relativo aos aditivos alimentares (JO L 354 de 31.12.2008, p. 16);

 

xxviii)  Regulamento (CE) n.º 1334/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro de 2008, relativo aos aromas e a determinados ingredientes alimentares com propriedades aromatizantes utilizados nos e sobre os géneros alimentícios e que altera o Regulamento (CEE) n.º 1601/91 do Conselho, os Regulamentos (CE) n.º 2232/96 e (CE) n.º 110/2008 e a Diretiva 2000/13/CE (JO L 354 de 31.12.2008, p. 34);

 

xxix)  Regulamento (CE) n.º 2065/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 10 de Novembro de 2003, relativo aos aromatizantes de fumo utilizados ou destinados a serem utilizados nos ou sobre os géneros alimentícios (JO L 309 de 26.11.2003, p. 1);

 

xxx)  Diretiva 2009/32/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Abril de 2009, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros sobre os solventes de extração utilizados no fabrico de géneros alimentícios e dos respetivos ingredientes (JO L 141 de 6.6.2009, p. 3);

 

xxxi)  Regulamento (CEE) n.º 315/93 do Conselho, de 8 de fevereiro de 1993, que estabelece procedimentos comunitários para os contaminantes presentes nos géneros alimentícios (JO L 37 de 13.2.1993, p. 1);

 

xxxii)  Regulamento (CE) n.º 1881/2006 da Comissão, de 19 de Dezembro de 2006, que fixa os teores máximos de certos contaminantes presentes nos géneros alimentícios (JO L 364 de 20.12.2006, p. 5);

 

xxxiii) Diretiva 1999/2/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Fevereiro de 1999, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos alimentos e ingredientes alimentares tratados por radiação ionizante (JO L 66 de 13.3.1999, p. 16);

 

xxxiv)  Regulamento (CE) n.º 1935/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de outubro de 2004, relativo aos materiais e objetos destinados a entrar em contacto com os alimentos e que revoga as Diretivas 80/590/CEE e 89/109/CEE (JO L 338 de 13.11.2004, p. 4);

 

xxxv)  Diretiva 82/711/CEE do Conselho, de 18 de Outubro de 1982, que estabelece as regras de base necessárias à verificação de migração dos constituintes dos materiais e objetos em matéria plástica destinados a entrar em contacto com os géneros alimentícios (JO nº L 297 de 23.10.1982, p. 26);

 

xxxvi)  Regulamento (UE) n.º 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro de 2011, relativo à prestação de informação aos consumidores sobre os géneros alimentícios, que altera os Regulamentos (CE) n.º 1924/2006 e (CE) n.º 1925/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho e revoga as Diretivas 87/250/CEE da Comissão, 90/496/CEE do Conselho, 1999/10/CE da Comissão, 2000/13/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, 2002/67/CE e 2008/5/CE da Comissão e o Regulamento (CE) n.º 608/2004 da Comissão (JO L 304 de 22.11.2011, p. 18);

 

xxxvii) Regulamento (UE) n.º 609/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativo aos alimentos para lactentes e crianças pequenas, aos alimentos destinados a fins medicinais específicos e aos substitutos integrais da dieta para controlo do peso e que revoga a Diretiva 92/52/CEE do Conselho, as Diretivas 96/8/CE, 1999/21/CE, 2006/125/CE e 2006/141/CE da Comissão, a Diretiva 2009/39/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e os Regulamentos (CE) n.º 41/2009 e (CE) n.º 953/2009 da Comissão (JO L 181 de 29.6.2013, p. 35);

 

xxxiii)   Regulamento (UE) 2018/848 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de maio de 2018, relativo à produção biológica e à rotulagem dos produtos biológicos e que revoga o Regulamento (CE) n.º 834/2007 do Conselho (JO L 150, 14.6.2018, p. 1);

 

xxxix) Regulamento (UE) n.º 1305/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro de 2013, relativo ao apoio ao desenvolvimento rural pelo Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural (FEADER) e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1698/2005 do Conselho (JO L 347 de 20.12.2013, p. 487);

 

xxxx) Regulamento (UE) n.º 1307/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro de 2013, que estabelece regras para os pagamentos diretos aos agricultores ao abrigo de regimes de apoio no âmbito da política agrícola comum e que revoga o Regulamento (CE) n.° 637/2008 do Conselho e o Regulamento (CE) n.° 73/2009 do Conselho (JO L 354 de 28.12.2013, p. 22);

 

xxxxi) Regulamento (UE) n.º 1308/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de dezembro de 2013, que estabelece uma organização comum dos mercados dos produtos agrícolas e que revoga os Regulamentos (CEE) n.º 922/72, (CEE) n.º 234/79, (CE) n.º 1037/2001, (CE) n.º 1234/2007 do Conselho (JO L 347 de 20.12.2013, p. 671) do Conselho;

 

xxxxii) Regulamento (CE) n.º 1831/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de setembro de 2003, relativo aos aditivos destinados à alimentação animal (JO L 55, 268 de 18.10.2003, p. 29);

 

xxxxiii) Diretiva 90/167/CEE do Conselho, de 26 de março de 1990, que estabelece as condições de preparação, colocação no mercado e utilização dos alimentos medicamentosos para animais na Comunidade (JO L 92 de 7.4.1990, p. 42);

 

xxxxiv) Diretiva 2001/82/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de novembro de 2001, que estabelece um código comunitário relativo aos medicamentos veterinários (JO L 311 de 28.11.2001, p. 1);

 

xxxxv) Diretiva 2002/32/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de maio de 2002, relativa às substâncias indesejáveis nos alimentos para animais (JO L 140 de 30.5.2002, p. 10);

 

xxxxvi) Regulamento (CE) n.º 767/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de julho de 2009, relativo à colocação no mercado e à utilização de alimentos para animais, que altera o Regulamento (CE) n.º 1831/2003 e revoga as Diretivas 79/373/CEE do Conselho, 80/511/CEE da Comissão, 82/471/CEE do Conselho, 83/228/CEE do Conselho, 93/74/CEE do Conselho, 93/113/CE do Conselho e 96/25/CE do Conselho e a Decisão 2004/217/CE da Comissão (JO L 229 de 1.9.2009, p. 1);

 

xxxxii) Diretiva 2008/38/CE da Comissão, de 5 de março de 2008, que estabelece uma lista das utilizações previstas para os alimentos com objetivos nutricionais específicos destinados a animais (JO L 62 de 6.3.2008, p. 9);

 

xxxxiii) Regulamento (CE) n.º 183/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de janeiro de 2005, que estabelece requisitos de higiene dos alimentos para animais (JO L 35 de 8.2.2005, p. 1).

Alteração    141

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto G – ponto 4 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

4.  Proteção do bem-estar animal, objeto de:

G-A.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea vii) (a) Proteção dos animais e da saúde e bem-estar dos animais.

 

Disposições e normas relativas à proteção, à saúde e ao bem-estar dos animais regulamentadas, nomeadamente, por:

Alteração    142

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto G-A – alínea iv-xxv (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

iv)  Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de setembro de 2010, relativa à proteção dos animais utilizados para fins científicos (JO L 276 de 20.10.2010, p. 33).

 

v)  Diretiva 90/425/CEE do Conselho, de 26 de junho de 1990, relativa aos controlos veterinários e zootécnicos aplicáveis ao comércio intracomunitário de certos animais vivos e produtos, na perspetiva da realização do mercado interno (JO L 224 de 18.8.1990, p. 29);

 

vi)  Diretiva 91/496/CEE do Conselho, de 15 de julho de 1991, que fixa os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos animais provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade e que altera as Diretivas 89/662/CEE, 90/425/CEE e 90/675/CEE (JO L 268 de 24.9.1991, p. 56).

 

vii)  Diretiva 89/662/CEE do Conselho, de 11 de Dezembro de 1989, relativa aos controlos veterinários aplicáveis ao comércio intracomunitário, na perspetiva da realização do mercado interno (JO L 395 de 30.12.1989, p. 13);

 

viii)  Regulamento (CE) n.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro de 2009, relativo aos produtos cosméticos (JO L 342 de 22.12.2009, p. 59);

 

ix)  Regulamento (UE) 2016/1012 do Parlamento e do Conselho, de 8 de junho de 2016, sobre as condições zootécnicas e genealógicas aplicáveis à produção, ao comércio e à entrada na União de animais reprodutores de raça pura, de suínos reprodutores híbridos e dos respetivos produtos germinais), que altera o Regulamento (UE) n.º 625/2014 e as Diretivas 89/608/CEE e 90/425/CEE do Conselho e revoga determinados atos no domínio da produção animal («Regulamento sobre a produção animal») ( JO L 171 de 29.6.2016. p. 66);

 

x)  Diretiva 2008/73/CE do Conselho, de 15 de julho de 2008, que simplifica procedimentos de elaboração de listas e de publicação de informações nos domínios veterinário e zootécnico e que altera as Diretivas 64/432/CEE, 77/504/CEE, 88/407/CEE, 88/661/CEE, 89/361/CEE, 89/556/CEE, 90/426/CEE, 90/427/CEE, 90/428/CEE, 90/429/CEE, 90/539/CEE, 91/68/CEE, 91/496/CEE, 92/35/CEE, 92/65/CEE, 92/66/CEE, 92/119/CEE, 94/28/CE, 2000/75/CE, a Decisão 2000/258/CE e as Diretivas 2001/89/CE, 2002/60/CE e 2005/94/CE (JO L 219 de 14.8.2008, p. 40);

 

xi)  Regulamento (CE) n.° 1255/97 do Conselho, de 25 de Junho de 1997, relativo aos critérios comunitários exigidos nos pontos de paragem e que adapta a guia de marcha prevista no anexo da Diretiva 91/628/CEE (JO L 174 de 2.7.1997, p. 1);

 

xii)  Diretiva 96/93/CE do Conselho, de 17 de dezembro de 1996, relativa à certificação dos animais e dos produtos animais (JO L 13 de 16.1.1997, p. 28);

 

xiii)  Regulamento (CE) n.º 21/2004 do Conselho, de 17 de dezembro de 2003, que estabelece um sistema de identificação e registo de ovinos e caprinos e que altera o Regulamento (CE) n.º 1782/2003 e as Diretivas 92/102/CEE e 64/432/CEE (JO L 5 de 9.1.2004, p. 8);

 

xiv)  Decisão 2006/968/CE da Comissão, de 15 de Dezembro de 2006, que dá execução ao Regulamento (CE) n.º 21/2004 do Conselho no que diz respeito às orientações e aos procedimentos relativos à identificação eletrónica dos ovinos e caprinos (JO L 401 de 30.12.2006, p. 41);

 

xv)  Decisão 1999/879/CE do Conselho, de 17 de dezembro de 1999, relativa à colocação no mercado e à administração de somatotrofina bovina (BST) e que revoga a Decisão 90/218/CEE (JO L 331, 23.12.1999, p. 71);

 

xvi)  Diretiva 1999/74/CE do Conselho, de 19 de julho de 1999, que estabelece as normas mínimas relativas à proteção das galinhas poedeiras (JO L 203 de 3.8.1999, p. 53);

 

xvii)  Diretiva 2007/43/CE do Conselho, de 28 de Junho de 2007, relativa ao estabelecimento de regras mínimas para a proteção dos frangos de carne (JO L 182 de 12.7.2007, p. 19);

 

xiii)  Diretiva 2008/119/CE do Conselho, de 18 de dezembro de 2008, relativa às normas mínimas de proteção dos vitelos (JO L 10 de 15.1.2009, p. 7);

 

xix)  Diretiva 2008/120/CE do Conselho, de 18 de dezembro de 2008, relativa às normas mínimas de proteção de suínos (JO L 47 de 18.2.2009, p. 5);

 

xx)  Regulamento (CEE) nº 3254/91 do Conselho, de 4 de Novembro de 1991, que proíbe a utilização de armadilhas de mandíbulas na Comunidade, bem como a introdução na Comunidade de peles e produtos manufaturados de certas espécies de animais selvagens originárias de países que utilizam para a sua captura armadilhas de mandíbulas ou métodos não conformes com as normas internacionais de armadilhagem sem crueldade (JO L 308 de 9.11.1991, p. 1);

 

xxi)  Diretiva 2013/31/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, que altera a Diretiva 92/65/CEE do Conselho no que respeita aos requisitos de saúde animal que regem o comércio e as importações na União de cães, gatos e furões (JO L 178, 28.6.2013, p. 107);

 

xxii)  Regulamento (UE) n.º 576/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativo à circulação sem caráter comercial de animais de companhia e que revoga o Regulamento (CE) n.º 998/2003 (JO L 178 de 28.6.2013, p. 1);

 

xxiii)  Diretiva 2009/156/CE do Conselho, de 30 de novembro de 2009, relativa às condições de polícia sanitária que regem a circulação de equídeos e as importações de equídeos provenientes de países terceiros (JO L 192 de 23.7.2010, p. 1);

 

xxiv)  Diretiva 92/35/CEE do Conselho, de 29 de abril de 1992, que define as regras de controlo e as medidas de luta contra a peste equina (JO L 157 de 10.6.1992, p. 19).

Alteração    143

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H– Título

Texto da Comissão

Alteração

H  Artigo 1.º, alínea a), subalínea viii) — Saúde pública:

H  Artigo 1.º, alínea a), subalínea viii) — Saúde pública e segurança na saúde:

Alteração    144

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – parágrafo 1 – alínea i-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

i-A)  Diretiva (UE) 2016/1214 da Comissão, de 25 de julho de 2016, que altera a Diretiva 2005/62/CE no que se refere a normas e especificações do sistema de qualidade dos serviços de sangue (JO L 199 de 26.7.2016, p. 14);

Alteração    145

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – parágrafo 1 – alínea i-B) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

i-B.  Diretiva 2005/61/CE da Comissão, de 30 de setembro de 2005, que aplica a Diretiva 2002/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere aos requisitos de rastreabilidade e à notificação de reações e incidentes adversos graves (JO L 256 de 1.10.2005, p. 32);

Alteração    146

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – parágrafo 1 – alínea i-C) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

i-C)   Diretiva 2004/33/CE da Comissão, de 22 de março de 2004, que dá execução à Diretiva 2002/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho no que respeita a determinadas exigências técnicas relativas ao sangue e aos componentes sanguíneos (JO L 91 de 30.3.2004, p. 25);

Alteração    147

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – parágrafo 1 – alínea i-D) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

i-D.   Diretiva 2005/62/CE da Comissão, de 30 de setembro de 2005, que dá execução à Diretiva 2002/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho no que respeita às normas e especificações comunitárias relativas ao sistema de qualidade dos serviços de sangue (JO L 256 de 1.10.2005, p. 41);

Alteração    148

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – parágrafo 1 – alínea iii-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

iii-A)  Diretiva 2010/53/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de julho de 2010, relativa a normas de qualidade e segurança dos órgãos humanos destinados a transplantação (JO L 207 de 6.8.2010, p. 14).

Alteração    149

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H– ponto 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  O fabrico, a apresentação e a venda de produtos do tabaco e produtos afins, regulados pela Diretiva 2014/40/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros no que respeita ao fabrico, apresentação e venda de produtos do tabaco e produtos afins e que revoga a Diretiva 2001/37/CE (JO L 127 de 29.4.2014, p. 1).

5.  O fabrico, a apresentação e a venda de produtos do tabaco e produtos afins, regulados pela Diretiva 2014/40/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros no que respeita ao fabrico, apresentação e venda de produtos do tabaco e produtos afins e que revoga a Diretiva 2001/37/CE (JO L 127 de 29.4.2014, p. 1) e a publicidade e o patrocínio aos produtos do tabaco regulamentados pela Diretiva 2003/33/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio de 2003, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-Membros em matéria de publicidade e de patrocínio dos produtos do tabaco (JO L 152 de 20.6.2003, p. 16).

Alteração    150

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – n.º 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

5-A.  Luta contra os efeitos nocivos do álcool e as prioridades estabelecidas pela estratégia europeia para ajudar os países da União a reduzir os danos relacionados com o álcool.

Alteração    151

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto H – n.º 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

5-B.  Outros atos legislativos relacionados com a saúde pública, designadamente:

 

i) Regulamento (UE) 2017/746 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2017, relativo aos dispositivos médicos para diagnóstico in vitro e que revoga a Diretiva 98/79/CE e a Decisão 2010/227/UE da Comissão (JO L 117 de 5.5.2017, p. 176);

 

ii) Regulamento (CE) n.º1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de Novembro de 2009, relativo aos produtos cosméticos (JO L 2009 de 15.1.2002, p. 59).

Alteração    152

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte I – Ponto J-A – (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

J-A.  artigo 1.º, alínea a), (x-A) – emprego, condições de trabalho, direitos dos trabalhadores e princípio da igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres no trabalho.

 

1.  A legislação em matéria de emprego da União Europeia regulamentada, designadamente, por:

 

i)  Diretiva 91/533/CEE do Conselho, de 14 de outubro de 1991, relativa à obrigação de a entidade patronal informar o trabalhador sobre as condições aplicáveis ao contrato ou à relação de trabalho (JO L 288 de 18.10.1991, p. 32);

 

ii)  Diretiva 91/383/CEE do Conselho, de 25 de junho de 1991, que completa a aplicação de medidas tendentes a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores que têm uma relação de trabalho a termo ou uma relação de trabalho temporário (JO L 206 de 29/7/1991, p. 19);

 

iii)  Diretiva 94/33/CE do Conselho, de 22 de junho de 1994, relativa à proteção dos jovens no trabalho (JO L 216 de 20.8.1994, p. 12);

 

iv)  Diretiva 98/59/CE do Conselho relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes aos despedimentos coletivos (JO L 225 de 12.8.1998, p. 16);

 

v)  Diretiva 2000/78/CE do Conselho, de 27 de novembro de 2000, que estabelece um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na atividade profissional (JO L 303 de 2.12.2000, p. 16);

 

vi)  Diretiva 2001/23/CE do Conselho, de 12 de março de 2001, relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros respeitantes à manutenção dos direitos dos trabalhadores em caso de transferência de empresas ou de estabelecimentos, ou de partes de empresas ou de estabelecimentos (JO L 82 de 22.3.2001, p. 16);

 

vii)  Diretiva 2002/14/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de março de 2002, que estabelece um quadro geral relativo à informação e à consulta dos trabalhadores na Comunidade Europeia - Declaração Conjunta do Parlamento Europeu, do Conselho e da Comissão sobre representação dos trabalhadores (JO L 80 de 23.3.2002, pp. 29-34);

 

viii)  Diretiva 2003/88/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de novembro de 2003, relativa a determinados aspetos da organização do tempo de trabalho (JO L 299 de 18.11.2003, p. 9);

 

ix)  Diretiva 2006/54/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de julho de 2006, relativa à aplicação do princípio da igualdade de oportunidades e igualdade de tratamento entre homens e mulheres em domínios ligados ao emprego e à atividade profissional (JO L 204 de 26.7.2006, p. 23);

 

x)  Diretiva 2008/94/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2008, relativa à proteção dos trabalhadores assalariados em caso de insolvência do empregador (JO L 283 de 28.10.2008, p. 36);

 

xi)  Diretiva 2008/104/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de novembro de 2008, relativa ao trabalho temporário, JO L 327 de 5.12.2008, pp. 9-14);

 

xii)  Diretiva 2009/38/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de maio de 2009, relativa à instituição de um Conselho de Empresa Europeu ou de um procedimento de informação e consulta dos trabalhadores nas empresas ou grupos de empresas de dimensão comunitária (JO L 122 de 16.5.2009, pp. 28-44);

 

xiii)  Diretiva 2010/41/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de julho de 2010, relativa à aplicação do princípio da igualdade de tratamento entre homens e mulheres que exerçam uma atividade independente e que revoga a Diretiva 86/613/CEE do Conselho (JO L 180 de 15.7.2010, p. 1);

 

xiv)  Diretiva 2014/67/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, respeitante à execução da Diretiva 96/71/CE relativa ao destacamento de trabalhadores no âmbito de uma prestação de serviços e que altera o Regulamento (UE) n.º 1024/2012 relativo à cooperação administrativa através do Sistema de Informação do Mercado Interno («Regulamento IMI») (JO L 159 de 28.5.2014, p. 11);

 

xv)  Regulamento (CE) n.º 450/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de fevereiro de 2003, relativo ao índice de custos da mão de obra (JO L 69 de 13.3.2003, p. 1);

 

xvi)  Regulamento (UE) 2015/848 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2015, relativo aos processos de insolvência (JO L 141 de 5.6.2015, p. 19).

 

2.  Condições de trabalho regulamentadas, designadamente, por:

 

i)  Conjunto das diretivas especiais, na aceção do artigo 16.º, n.º 1, da Diretiva 89/391/CEE;

 

ii)  Diretiva 2009/104/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de setembro de 2009, relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho no trabalho (segunda diretiva especial, na aceção do n.º 1 do artigo 16.º da Diretiva 89/391/CEE) (JO L 260 de 3.10.2009, p. 5);

 

iii)  Diretiva 2009/148/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro de 2009, relativa à proteção dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho (JO L 330 de 16.12.2009, p. 28);

 

iv)  Regulamento (CE) n.º 1338/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativo às estatísticas comunitárias sobre saúde pública e saúde e segurança no trabalho (JO L 354 de 31.12.2008, p. 70).

Alteração    153

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte II – Parte A – Título

Texto da Comissão

Alteração

A.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea ii) — Serviços financeiros, prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo:

A.  Artigo 1.º, alínea a), subalínea ii) — Serviços financeiros, evasão fiscal, fraude fiscal, elisão fiscal, prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo:

Alteração    154

Proposta de diretiva

Anexo I – Parte II – Ponto C-A – (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

C-A)  Proteção dos interesses financeiros da União:

 

i)  Regulamento (UE, Euratom) n.º 1023/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2013, que altera o Estatuto dos Funcionários da União Europeia e o Regime aplicável aos outros agentes da União Europeia.

(1)

JO C 405 de 9.11.2018, p. 1.

(2)

Ainda não publicado no Jornal Oficial.


EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Proteção dos denunciantes: um instrumento essencial de defesa do interesse geral

O debate sobre a proteção dos denunciantes registou desenvolvimentos significativos durante as últimas décadas na Europa. À luz de numerosos estudos e reações às experiências, surge hoje como solidamente demonstrado que os denunciantes desempenham um papel positivo na prevenção e correção de atos prejudiciais ao interesse geral. O potencial da denúncia ética está, no entanto, longe de ser explorado ao máximo, pois muitas pessoas que testemunham um dano ao interesse geral num contexto profissional continuam a não o denunciar de forma sistemática. Os motivos para esta situação são múltiplos e vão desde o desconhecimento das possibilidades de fazer uma denúncia até ao receio de ser alvo de medidas de retaliação em caso de denúncia. Resultam daqui consequências nefastas para a sociedade, uma vez que uma multiplicidade de danos ao interesse geral, sejam problemas ambientais, de luta contra a evasão fiscal ou a corrupção ou questões de saúde pública, continua a ocorrer e que o direito à informação dos cidadãos se vê diminuído.

Nos Estados-Membros, a evolução da legislação relativa à proteção dos autores de denúncias tem sido consequência, frequentemente, de escândalos ou catástrofes. No entanto, as recomendações adotadas pelo Conselho da Europa em 2014 são um marco significativo no estabelecimento de um conjunto de normas que os Estados-Membros são convidados a transpor para o seu Direito nacional.

A proposta em apreço é, em parte, inspirada nessas normas, assim como na jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relativa à liberdade de expressão. A relatora concorda plenamente com a opção da Comissão de inscrever a sua proposta de diretiva no contexto das referidas recomendações, tendo simultaneamente em conta a resolução aprovada pelo Parlamento Europeu em 24 de outubro de 2017.

Âmbito de aplicação: assegurar a eficácia do instrumento proposto

A relatora considera que a escolha de um âmbito de aplicação amplo e horizontal é positiva, na medida em que permitirá abranger um grande número de setores, desde a proteção dos interesses financeiros da União à segurança nuclear, passando pela proteção do ambiente e da saúde pública e a luta contra a evasão fiscal. Uma pessoa será considerada um denunciante, caso denuncie ou revele uma infração a um ato da União relativo a estes setores, tal como definidos em anexo à proposta. Existe, no entanto, um risco em caso de atos que não constituam uma infração na aceção da diretiva. Assim, a relatora propõe que todas as irregularidades relacionadas com estes setores possam ser abrangidas. A relatora considera que, deste modo, a proteção do interesse geral, que é o cerne da presente proposta, será melhor tida em conta.

Na medida em que a União Europeia assenta numa comunidade de valores e princípios que garante o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, a relatora considera necessário incluir estes direitos fundamentais no âmbito de aplicação do texto.

Os funcionários e outros agentes da União Europeia podem ser levados a, no exercício da sua atividade profissional, dispor de informações que podem ser objeto de uma denúncia no âmbito da presente proposta de diretiva, podendo ser vítimas de retaliação. É, pois, importante conceder-lhes a mesma proteção que é garantida aos outros trabalhadores. É igualmente importante garantir uma proteção a quem assiste o autor da denúncia na sua ação, inclusive no caso de jornalistas de investigação.

Canais de comunicação: agir no interesse do denunciante

A conceção dos canais de comunicação, tal como previstos no texto em apreço, oferece, no ponto de vista da relatora, garantias suficientes de robustez e independência. Poderão, no entanto, ser melhorados, prevendo uma notificação da receção da denúncia. Os prazos de tratamento propostos pela Comissão são, por outro lado, excessivamente longos e suscetíveis de prejudicar a denúncia efetuada, pelo que a relatora propõe a sua redução. A relatora considera igualmente que os representantes sindicais deverão ser plenamente associados à conceção dos canais internos e poder aconselhar e acompanhar as pessoas que o desejem. Com efeito, os representantes dos trabalhadores estão diretamente presentes no terreno e são eles quem melhor pode acompanhar um potencial denunciante na sua ação, informá-lo sobre os canais de denúncia interna, os seus direitos e as suas obrigações. É, pois, importante atribuir-lhes este papel no âmbito desta diretiva.

Além disso, é essencial garantir um elevado nível de confidencialidade da identidade da pessoa que efetua uma denúncia. Com efeito, as pessoas que observam irregularidades são frequentemente sujeitas a mecanismos de retração e autocensura, que radicam no receio de ver a sua identidade revelada. Está demonstrado que o respeito deste critério permite melhorar o número de alertas recebidos. As disposições do texto em apreço relativas a esta questão deverão, pois, ser reforçadas, prevendo um princípio de confidencialidade rigoroso, derrogável apenas em casos excecionais e circunscritos.

Privilegiar a eficácia da denúncia e o direito à informação

O texto em apreço assenta numa sequenciação relativamente estrita da utilização dos canais de denúncia, acompanhada de derrogações. Regra geral, um potencial denunciante deverá, portanto, começar por informar o seu empregador, aguardar o tratamento da sua denúncia, que pode prolongar-se por três meses, após o que, caso a resposta seja insatisfatória, informa uma autoridade externa, aguardando, eventualmente, mais seis meses. Daqui resulta que não só a denúncia em si mesma pode ficar, em grande medida, comprometida como, sobretudo, o denunciante pode ser obrigado a colocar-se imediatamente numa situação difícil perante o seu empregador. Ademais, esta abordagem faz recair no denunciante o ónus da prova de ter escolhido o canal mais adequado, caso se desvie da sequenciação prevista no texto. No contexto de uma relação de forças já desequilibrada, isto poderá prejudicar o autor da denúncia. Por último, esta abordagem não tem suficientemente em conta o direito dos cidadãos à informação em caso de dano ao interesse geral. Por estes motivos, a relatora sugere que esta hierarquia de canais seja repensada, com a introdução de uma maior flexibilidade, para deixar o autor da denúncia escolher o canal mais adequado.

Se bem que seja muito positivo que o texto em apreço assegure a proteção das pessoas que têm motivos razoáveis para crer que a informação relatada era válida no momento da sua denúncia, a relatora entende que esta disposição deverá ser ainda mais clara, para excluir qualquer possibilidade de recusar a proteção por motivos relacionados com as intenções do denunciante. Com efeito, o texto deverá preocupar-se primeiro com a pertinência da informação revelada à luz do interesse geral, antes de se debruçar sobre os motivos da sua revelação.

Assegurar uma proteção eficaz e completa dos denunciantes

A proposta de diretiva estabelece uma proibição geral das medidas de retaliação que são descritas numa lista. Esta lista não pode, de modo algum, ser considerada exaustiva, uma vez que as medidas de retaliação utilizadas só são limitadas pela imaginação. É, pois, conveniente esclarecer que estas medidas são enumeradas apenas a título de exemplo.

No que se refere às proteções concedidas, a relatora gostaria de sublinhar a pertinência de algumas delas. A inversão do ónus da prova é uma dessas medidas e a formulação adotada pela proposta de diretiva foi reforçada, para permitir utilizar plenamente o potencial desta disposição.

As denúncias anónimas são um fenómeno que já ocorreu e continuará a ocorrer. A relatora gostaria, portanto, de prever uma disposição que permita que uma pessoa que, desejando conservar o anonimato, veja a sua identidade ser revelada seja abrangida pela presente diretiva.

Em e entre determinados Estados-Membros, há uma diversidade de dispositivos de acompanhamento e de apoio aos autores de uma denúncia ou de uma divulgação pública. Um aconselhamento confidencial sobre os mecanismos de denúncia ética pode, assim, ser efetuado por autoridades públicas, sindicatos ou organizações da sociedade civil. A relatora considera que estes sistemas são essenciais para ajudar o denunciante na sua ação e sugere, portanto, que a diretiva possa prever que tais sistemas sejam postos em prática nos diferentes Estados-Membros, tendo em conta os contextos nacionais. Além do apoio jurisdicional e financeiro concedido aos denunciantes, a relatora preconiza também que seja previsto um apoio psicológico.

Garantir uma segurança jurídica suficiente para libertar a palavra

Alguns elementos da presente proposta poderão dissuadir as pessoas que desejam fazer uma denúncia. Trata-se, em especial, do caso do elemento de gravidade, que pode ser de difícil avaliação para uma pessoa só, e que lhe pode ser oposto para desqualificar o seu ato. Por conseguinte, deverá ser garantida uma proteção independentemente da gravidade da informação revelada, desde que esteja em causa um dano ao interesse geral.

Na mesma ordem de ideias, a proposta de diretiva propõe que sejam previstas sanções para desencorajar as denúncias malévolas e abusivas. Esta disposição afigura-se redundante, atendendo às disposições já existentes no direito nacional que penalizam os casos de difamação ou de ofensa à reputação. Ao prever sanções suplementares, o texto em apreço pode ter um efeito dissuasor, se não de desincentivo, inclusive em caso de denúncia legítima. A relatora propõe, portanto, a supressão desta parte do texto.

A relatora considera que o texto em apreço é uma primeira etapa, mas suscita questões importantes quanto à extensão do seu âmbito de aplicação. A relatora entende, por conseguinte, que este texto deverá ser rapidamente objeto de uma avaliação e de uma revisão, se necessário, para melhorar a sua horizontalidade e simplificar a sua compreensão pelos cidadãos.

PARECER DA COMISSÃO DOS ASSUNTOS JURÍDICOS SOBRE A BASE JURÍDICA

Ex.mo SenhorDeputado Pavel Svoboda

Presidente

Comissão dos Assuntos Jurídicos

BRUXELAS

Assunto:  Parecer sobre a base jurídica da proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União (COM(2018)0218 – C8‑0159/2018 – 2018/0106(COD))

Ex.mo Senhor Presidente

Na sua reunião de 24 de setembro de 2018, a Comissão dos Assuntos Jurídicos decidiu apreciar, por sua própria iniciativa, ao abrigo do artigo 39.º, n.º 3, do Regimento, a pertinência das novas bases jurídicas propostas nas alterações apresentadas em comissão, que aditariam disposições do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia à base jurídica original da proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União (a seguir designada «a proposta»).

A Comissão baseou a sua proposta em várias bases jurídicas setoriais. A base jurídica é indicada do seguinte modo:

«Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente os artigos 16.º, 33.º, 43.º, 50.º, 53.º, n.º 1, 62.º, 91.º, 100.º, 103.º, 109.º, 114.º, 168.º, 169.º, 192.º, 207.º e 325.º, n.º 4, e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, nomeadamente, o artigo 31.º,»

Foram apresentadas cinco alterações que propõem que se adite o artigo 19.º, n.º 2, o artigo 77.º n.º 2, os artigos 78.º e 79.º, o artigo 83.º, n.º 1, e os artigos153.º, 154.º, 157.º e 352.º do TFUE. No que diz respeito ao artigo 153.º, duas alterações propõem o aditamento do artigo na íntegra, ao passo que uma propõe apenas o aditamento das alíneas a), b) e c) do n.º 1 desse artigo e outra o aditamento das alíneas a) e b) do n.º 1 do mesmo artigo.

As alterações propostas à base jurídica são acompanhadas de alterações correspondentes ao âmbito de aplicação da diretiva proposta. Por conseguinte, a avaliação final da eventual necessidade de acrescentar novas bases jurídicas à proposta do ponto de vista substantivo dependerá da aprovação de alterações que modifiquem o âmbito de aplicação da proposta e deverá ser feita à luz do objetivo e do conteúdo da proposta tal como aprovada. O presente parecer sobre a base jurídica centra-se essencialmente na compatibilidade processual das novas bases jurídicas propostas e na sua compatibilidade com o tipo de ato escolhido, a saber, uma diretiva.

I – Contexto

Na sua Resolução, de 24 de outubro de 2017, sobre as medidas legítimas para proteger os denunciantes que agem no interesse público e na sua Resolução, de 20 de janeiro de 2017, sobre o papel dos autores de denúncias na proteção dos interesses financeiros da União Europeia(1), o Parlamento instou a Comissão a apresentar uma proposta legislativa horizontal que garantisse um elevado nível de proteção dos denunciantes na UE, nos setores público e privado, bem como nas instituições nacionais e da UE.

Existem atualmente normas relativas a denunciantes de irregularidades em certos domínios do direito da União, nomeadamente o Estatuto dos Funcionários e certos regulamentos relativos ao branqueamento de capitais e aos mercados financeiros.

A proposta de diretiva em apreço segue a abordagem setorial, na medida em que prevê normas relativas aos denunciantes que são aplicáveis às violações do direito da União nos domínios especificados no âmbito de aplicação e no anexo, em que se enumeram, diretamente ou mediante referência, os atos legislativos pertinentes da União.

II – Artigos pertinentes do Tratado

O artigo 19.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 19.º

1. Sem prejuízo das demais disposições dos Tratados e dentro dos limites das competências que estes conferem à União, o Conselho, deliberando por unanimidade, de acordo com um processo legislativo especial, e após aprovação do Parlamento Europeu, pode tomar as medidas necessárias para combater a discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.

2. Em derrogação do n.º 1, o Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, podem adotar os princípios de base das medidas de incentivo da União, com exclusão de qualquer harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros, para apoiar as ações dos Estados-Membros destinadas a contribuir para a realização dos objetivos referidos no n.º 1.

O artigo 77.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 77.º

1. A União desenvolve uma política que visa:

a) Assegurar a ausência de quaisquer controlos de pessoas, independentemente da sua nacionalidade, na passagem das fronteiras internas;

b) Assegurar o controlo de pessoas e a vigilância eficaz da passagem das fronteiras externas;

c) Introduzir gradualmente um sistema integrado de gestão das fronteiras externas.

2. Para efeitos do n.º 1, o Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, adotam as medidas relativas:

a) À política comum de vistos e outros títulos de residência de curta duração;

b) Aos controlos a que são submetidas as pessoas que transpõem as fronteiras externas;

c) Às condições aplicáveis à livre circulação de nacionais de países terceiros na União durante um curto período;

d) A qualquer medida necessária à introdução gradual de um sistema integrado de gestão das fronteiras externas;

e) À ausência de quaisquer controlos de pessoas, independentemente da sua nacionalidade, na passagem das fronteiras internas.

3. Se, para facilitar o exercício do direito referido na alínea a) do n.º 2 do artigo 20.º, for necessária uma ação da União sem que para tal os Tratados tenham previsto poderes de ação, o Conselho, deliberando de acordo com um processo legislativo especial, pode adotada disposições relativas aos passaportes, bilhetes de identidade, títulos de residência ou qualquer outro documento equiparado. O Conselho delibera por unanimidade, após consulta do Parlamento Europeu.

4. O presente artigo não afeta a competência dos Estados-Membros no que respeita à definição geográfica das respetivas fronteiras, de acordo com o direito internacional.

O artigo 78.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 78.º

1. A União desenvolve uma política comum em matéria de asilo, de proteção subsidiária e de proteção temporária, destinada a conceder um estatuto adequado a qualquer nacional de um país terceiro que necessite de proteção internacional e a garantir a observância do princípio da não repulsão. Esta política deve estar em conformidade com a Convenção de Genebra, de 28 de julho de 1951, e o Protocolo, de 31 de janeiro de 1967, relativos ao Estatuto dos Refugiados, e com os outros tratados pertinentes.

2. Para efeitos do n.º 1, o Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, adotam as medidas relativas a um sistema europeu comum de asilo que inclua:

a) Um estatuto uniforme de asilo para os nacionais de países terceiros, válido em toda a União;

b) Um estatuto uniforme de proteção subsidiária para os nacionais de países terceiros que, sem obterem o asilo europeu, careçam de proteção internacional;

c) Um sistema comum que vise, em caso de afluxo maciço, a proteção temporária das pessoas deslocadas;

d) Procedimentos comuns em matéria de concessão e retirada do estatuto uniforme de asilo ou de proteção subsidiária;

e) Critérios e mecanismos de determinação do Estado-Membro responsável pela análise de um pedido de asilo ou de proteção subsidiária;

f) Normas relativas às condições de acolhimento dos requerentes de asilo ou de proteção subsidiária;

g) A parceria e a cooperação com países terceiros, para a gestão dos fluxos de requerentes de asilo ou de proteção subsidiária ou temporária.

3. No caso de um ou mais Estados­Membros serem confrontados com uma situação de emergência, caracterizada por um súbito fluxo de nacionais de países terceiros, o Conselho, sob proposta da Comissão, pode adotar medidas provisórias a favor desse ou desses Estados­Membros. O Conselho delibera após consulta ao Parlamento Europeu.

O artigo 79.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 79.º

1. A União desenvolve uma política comum de imigração destinada a garantir, em todas as fases, uma gestão eficaz dos fluxos migratórios, um tratamento equitativo dos nacionais de países terceiros que residam legalmente nos Estados­Membros, bem como a prevenção da imigração ilegal e do tráfico de seres humanos e o reforço do combate a estes fenómenos.

2. Para efeitos do n.º 1, o Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, adotam medidas nos seguintes domínios:

a) Condições de entrada e de residência, bem como normas relativas à emissão, pelos Estados-Membros, de vistos e de títulos de residência de longa duração, inclusive para efeitos de reagrupamento familiar;

b) Definição dos direitos dos nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro, incluindo as condições que regem a liberdade de circulação e de permanência nos outros Estados-Membros;

c) Imigração clandestina e residência ilegal, incluindo o afastamento e o repatriamento de residentes em situação ilegal;

d) Combate ao tráfico de seres humanos, em especial de mulheres e de crianças.

3. A União pode celebrar com países terceiros acordos destinados à readmissão, nos países de origem ou de proveniência, de nacionais de países terceiros que não preencham ou tenham deixado de preencher as condições de entrada, de presença ou de residência no território de um dos Estados-Membros.

4. O Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, podem estabelecer medidas para incentivar e apoiar a ação dos Estados-Membros destinada a fomentar a integração dos nacionais de países terceiros que residam legalmente no seu território, excluindo-se qualquer harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.

5. O presente artigo não afeta o direito de os Estados-Membros determinarem os volumes de admissão de nacionais de países terceiros, provenientes de países terceiros, no respetivo território, para aí procurarem trabalho, assalariado ou não assalariado.

O artigo 83.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 83.º

1. O Parlamento Europeu e o Conselho, por meio de diretivas adotadas de acordo com o processo legislativo ordinário, podem estabelecer regras mínimas relativas à definição das infrações penais e das sanções em domínios de criminalidade particularmente grave com dimensão transfronteiriça que resulte da natureza ou das incidências dessas infrações, ou ainda da especial necessidade de as combater, assente em bases comuns.

São os seguintes os domínios de criminalidade em causa: terrorismo, tráfico de seres humanos e exploração sexual de mulheres e crianças, tráfico de droga e de armas, branqueamento de capitais, corrupção, contrafação de meios de pagamento, criminalidade informática e criminalidade organizada.

Consoante a evolução da criminalidade, o Conselho pode adotar uma decisão que identifique outros domínios de criminalidade que preencham os critérios referidos no presente número. O Conselho delibera por unanimidade, após aprovação do Parlamento Europeu.

2. Sempre que a aproximação de disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros em matéria penal se afigure indispensável para assegurar a execução eficaz de uma política da União num domínio que tenha sido objeto de medidas de harmonização, podem ser estabelecidas por meio de diretivas regras mínimas relativas à definição das infrações penais e das sanções no domínio em causa. Essas diretivas são adotadas de acordo com um processo legislativo ordinário ou especial idêntico ao utilizado para a adoção das medidas de harmonização em causa, sem prejuízo do artigo 76.º.

3. Quando um membro do Conselho considere que um projeto de diretiva a que se refere o n.º 1 ou n.º 2 prejudica aspetos fundamentais do seu sistema de justiça penal, pode solicitar que esse projeto seja submetido ao Conselho Europeu. Nesse caso, fica suspenso o processo legislativo ordinário. Após debate, e havendo consenso, o Conselho Europeu, no prazo de quatro meses a contar da data da suspensão, remete o projeto ao Conselho, o qual porá fim à suspensão do processo legislativo ordinário.

No mesmo prazo, em caso de desacordo, e se pelo menos nove Estados-Membros pretenderem instituir uma cooperação reforçada com base no projeto de diretiva em questão, esses Estados-Membros notificam o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão em conformidade. Nesse caso, considera-se que foi concedida a autorização para proceder à cooperação reforçada referida no n.º 2 do artigo 20.º do Tratado da União Europeia e no n.º 1 do artigo 329.º do presente Tratado, e aplicam-se as disposições relativas à cooperação reforçada.

O artigo 153.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 153.º

1. A fim de realizar os objetivos enunciados no artigo 151.º, a União apoiará e completará a ação dos Estados-Membros nos seguintes domínios:

a) Melhoria, principalmente, do ambiente de trabalho, a fim de proteger a saúde e a segurança dos trabalhadores;

b) Condições de trabalho;

c) Segurança social e proteção social dos trabalhadores;

d) Proteção dos trabalhadores em caso de rescisão do contrato de trabalho;

e) Informação e consulta dos trabalhadores;

f) Representação e defesa coletiva dos interesses dos trabalhadores e das entidades patronais, incluindo a cogestão, sem prejuízo do disposto no n.º 5;

g) Condições de emprego dos nacionais de países terceiros que residam legalmente no território da União;

h) Integração das pessoas excluídas do mercado de trabalho, sem prejuízo do disposto no artigo 166.º;

i) Igualdade entre homens e mulheres quanto às oportunidades no mercado de trabalho e ao tratamento no trabalho;

j) Luta contra a exclusão social;

k) Modernização dos sistemas de proteção social, sem prejuízo do disposto na alínea c).

2. Para o efeito, o Parlamento Europeu e o Conselho podem:

a) Tomar medidas destinadas a fomentar a cooperação entre os Estados-Membros, através de iniciativas que tenham por objetivo melhorar os conhecimentos, desenvolver o intercâmbio de informações e de boas práticas, promover abordagens inovadoras e avaliar a experiência adquirida, com exclusão de qualquer harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros;

b) Adotar, nos domínios referidos nas alíneas a) a i) do n.º 1, por meio de diretivas, prescrições mínimas progressivamente aplicáveis, tendo em conta as condições e as regulamentações técnicas existentes em cada um dos Estados-Membros. Essas diretivas devem evitar impor disciplinas administrativas, financeiras e jurídicas contrárias à criação e ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas.

O Parlamento Europeu e o Conselho deliberam de acordo com o processo legislativo ordinário, após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões.

Nos domínios referidos nas alíneas c), d), f) e g) do n.º 1, o Conselho delibera de acordo com um processo legislativo especial, por unanimidade, após consulta ao Parlamento Europeu e aos referidos Comités.

O Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após consulta ao Parlamento Europeu, pode decidir tornar aplicável às alíneas d), f) e g) do n.º 1 de acordo com o processo legislativo ordinário.

3. Qualquer Estado-Membro pode confiar aos parceiros sociais, a pedido conjunto destes, a execução das diretivas adotadas em aplicação do n.º 2 ou, se for caso disso, a execução de uma decisão do Conselho adotada nos termos do artigo 155.º.

Nesse caso, assegurará que, o mais tardar na data em que determinada diretiva ou decisão deva ser transposta ou executada, os parceiros sociais tenham introduzido, por acordo, as disposições necessárias, devendo o Estado-Membro em questão tomar as medidas indispensáveis para poder garantir, a todo o tempo, os resultados impostos por essa diretiva ou decisão.

4. As disposições adotadas ao abrigo do presente artigo:

– não prejudicam a faculdade de os Estados-Membros definirem os princípios fundamentais dos seus sistemas de segurança social nem devem afetar substancialmente o equilíbrio financeiro desses sistemas,

– não obstam a que os Estados-Membros mantenham ou introduzam medidas de proteção mais estritas compatíveis com os Tratados.

5. O disposto no presente artigo não é aplicável às remunerações, ao direito sindical, ao direito de greve e ao direito de lock-out.

O artigo 154.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 154.º

1. À Comissão caberá promover a consulta dos parceiros sociais ao nível da União e tomar todas as medidas necessárias para facilitar o seu diálogo, assegurando um apoio equilibrado às partes.

2. Para o efeito, antes de apresentar propostas no domínio da política social, a Comissão consultará os parceiros sociais sobre a possível orientação da ação da União.

3. Se, após essa consulta, a Comissão considerar desejável uma ação da União, consultará os parceiros sociais sobre o conteúdo da proposta prevista. Estes enviarão à Comissão um parecer ou, quando adequado, uma recomendação.

4. Por ocasião das consultas a que se referem os n.ºs 2 e 3, os parceiros sociais podem informar a Comissão do seu desejo de dar início ao processo previsto no artigo 155.º. A duração deste não pode exceder nove meses, salvo prorrogação decidida em comum por esses parceiros sociais e pela Comissão.

O artigo 157.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 157.º

1. Os Estados-Membros assegurarão a aplicação do princípio da igualdade de remuneração entre trabalhadores masculinos e femininos, por trabalho igual ou de valor igual.

2. Para efeitos do presente artigo, entende-se por «remuneração» o salário ou vencimento ordinário, de base ou mínimo, e quaisquer outras regalias pagas, direta ou indiretamente, em dinheiro ou em espécie, pela entidade patronal ao trabalhador em razão do emprego deste último.

A igualdade de remuneração sem discriminação em razão do sexo implica que:

a) A remuneração do mesmo trabalho pago à tarefa seja estabelecida na base de uma mesma unidade de medida;

b) A remuneração do trabalho pago por unidade de tempo seja a mesma para um mesmo posto de trabalho.

3. O Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário e após consulta ao Comité Económico e Social, adotarão medidas destinadas a garantir a aplicação do princípio da igualdade de oportunidades e da igualdade de tratamento entre homens e mulheres em matéria de emprego e de trabalho, incluindo o princípio da igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual.

4. A fim de assegurar, na prática, a plena igualdade entre homens e mulheres na vida profissional, o princípio da igualdade de tratamento não obsta a que os Estados-Membros mantenham ou adotem medidas que prevejam regalias específicas destinadas a facilitar o exercício de uma atividade profissional pelas pessoas do sexo sub-representado, ou a prevenir ou compensar desvantagens na sua carreira profissional.

O artigo 352.º do TFUE tem a seguinte redação:

Artigo 352.º

1. Se uma ação da União for considerada necessária, no quadro das políticas definidas pelos Tratados, para atingir um dos objetivos estabelecidos pelos Tratados, sem que estes tenham previsto os poderes de ação necessários para o efeito, o Conselho, deliberando por unanimidade, sob proposta da Comissão e após aprovação do Parlamento Europeu, adotará as disposições adequadas. Quando as disposições em questão sejam adotadas pelo Conselho de acordo com um processo legislativo especial, o Conselho delibera igualmente por unanimidade, sob proposta da Comissão e após aprovação do Parlamento Europeu.

2. No âmbito do processo de controlo do princípio da subsidiariedade referido no n.º 3 do artigo 5.º do Tratado da União Europeia, a Comissão alerta os Parlamentos nacionais para as propostas baseadas no presente artigo.

3. As medidas baseadas no presente artigo não podem implicar a harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros nos casos em que os Tratados excluam tal harmonização.

4. O presente artigo não pode constituir fundamento para prosseguir objetivos do âmbito da política externa e de segurança comum e qualquer ato adotado por força do presente artigo deve respeitar os limites estabelecidos no segundo parágrafo do artigo 40.º do Tratado da União Europeia.

III – Princípio geral para a escolha da base jurídica

De acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça, «a escolha da base jurídica de um ato comunitário deve assentar em elementos objetivos suscetíveis de fiscalização jurisdicional, entre os quais figuram, nomeadamente, a finalidade e o conteúdo do ato»(2). A escolha de uma base jurídica incorreta pode, por conseguinte, justificar a anulação do ato em causa.

Neste caso, é, pois, necessário determinar se a proposta:

1.  tem uma finalidade múltipla ou diversas componentes, sendo uma delas identificável como principal ou predominante e as restantes como meramente acessórias; ou

2.  tem simultaneamente diversas finalidades ou diversas componentes que se encontram indissociavelmente ligadas, sem que uma seja secundária e indireta em relação às outras.

De acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça, no primeiro caso, o ato deverá assentar numa base jurídica única, a saber, a exigida pela finalidade ou pela componente principal ou preponderante, devendo, no segundo caso, assentar nas diferentes bases jurídicas correspondentes(3).

Além disso, com base da jurisprudência constante do Tribunal de Justiça, a combinação de várias bases jurídicas é possível, se estiverem indissociavelmente ligadas, sem que uma seja secundária e indireta em relação aos outros, mas apenas se não implicarem processos de decisão incompatíveis(4). As novas bases jurídicas propostas devem ser avaliadas nesta perspetiva, ou seja, é necessário determinar se preveem o recurso ao processo legislativo ordinário ou se são, de outro modo, compatíveis com a base jurídica proposta pela Comissão.

IV – Objetivo e conteúdo da proposta

Tal como a Comissão articulou a base jurídica da sua proposta, cada uma das disposições mencionadas corresponde às partes pertinentes do âmbito de aplicação e do anexo da proposta. Na medida em que são acrescentados outros domínios ao âmbito de aplicação e, consequentemente, ao anexo, seria conveniente alinhar a base jurídica aditando igualmente os artigos correspondentes do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia à base jurídica da diretiva.

V – Análise e determinação da base jurídica pertinente

Segundo o artigo 19.º, n.º 2, do TFUE, o legislador da União, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, pode «adotar os princípios de base das medidas de incentivo da União» para apoiar as ações dos Estados-Membros no domínio da luta contra a discriminação.

Contudo, essas ações não podem implicar a «harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros». Neste contexto, importa salientar que o artigo 19.º da proposta prevê uma harmonização mínima: «os Estados-Membros podem introduzir ou manter disposições que sejam mais favoráveis aos direitos dos denunciantes do que as estabelecidas pela presente diretiva». Por conseguinte, não é aconselhável aditar o artigo 19.º, n.º 2, do TFUE como base jurídica.

Nos termos do artigo 77.º, n.º 2, do TFUE, o legislador da UE, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, pode adotar «medidas» no domínio dos controlos das fronteiras relativas a vistos e autorizações de residência de curta duração; aos controlos nas fronteiras externas; à livre circulação de nacionais de países terceiros; a um sistema integrado de gestão das fronteiras externas; e à ausência de controlos nas fronteiras internas.

Esta nova base jurídica parece ser compatível com a proposta do ponto de vista processual.

O n.º 1 do artigo 78.º do TFUE constitui uma referência geral à política comum em matéria de asilo. O n.º 3 tem por objeto a adoção de medidas provisórias em situações de emergência e prevê apenas a consulta do Parlamento Europeu.

O n.º 2 deste artigo prevê a adoção de «medidas», no âmbito do processo legislativo ordinário, relativas a um sistema europeu comum de asilo em domínios específicos, como o estatuto uniforme de asilo e a proteção subsidiária; a proteção temporária das pessoas deslocadas; procedimentos comuns em matéria de proteção internacional; normas relativas às condições de acolhimento; e a parceria e a cooperação com países terceiros.

Por conseguinte, não é necessário acrescentar o artigo 78.º, n.º 1, do TFUE como base jurídica, ao passo que o artigo 78.º, n.º 3, do TFUE não constitui uma base jurídica adequada para a proposta. O aditamento do artigo 78.º, n.º 2, do TFUE parece ser compatível com a proposta do ponto de vista processual.

O artigo 79.º do TFUE diz respeito à política comum de imigração. É importante assinalar que os n.ºs 1 e 5 não são bases jurídicas. O n.º 3 prevê a celebração de acordos de readmissão, pelo que não pode constituir a base jurídica da diretiva proposta. O n.º 4 diz respeito à integração de nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro, mas exclui a harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.

O n.º 2 permite a adoção de «medidas», no âmbito do processo legislativo ordinário, relativas às condições de entrada e de residência; aos direitos dos nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro; à imigração clandestina e à residência ilegal; e ao combate ao tráfico de seres humanos.

Por conseguinte, só a inclusão do artigo 79.º, n.º 2, do TFUE parece ser possível do ponto de vista processual.

Embora o artigo 83.º, n.º 1, do TFUE preveja a aplicação do processo legislativo ordinário, o seu n.º 3 inclui o chamado mecanismo de «travão de emergência», que permite a um Estado-Membro remeter o processo para o Conselho Europeu. Nesse caso, fica suspenso o processo legislativo ordinário.

Por este motivo, não é possível combinar esta disposição com as restantes bases jurídicas da proposta.

Recorda-se que quaisquer medidas baseadas nos artigos 77.º, 78.º, 79.º e 83.º do TFUE só serão aplicáveis à Irlanda e ao Reino Unido se estes Estados-Membros optarem por participar nos termos do Protocolo n.º 21 e que, em conformidade com o Protocolo n.º 22, nenhuma das medidas em questão será aplicável à Dinamarca. O aditamento destes artigos à base jurídica não terá incidências no processo legislativo no seio do Parlamento, mas pode dar origem a uma divisão da proposta para efeitos do procedimento no seio Conselho, uma vez que o número de Estados-Membros aos quais se aplicam diferentes partes da diretiva seria diferente.

O artigo 153.º do TFUE foi aditado pelas alterações 66, 67, 68 e 69. As alterações 67 e 69 acrescentam apenas algumas partes deste artigo, nomeadamente as alíneas a), b) e e). Este artigo enumera domínios específicos da política social, em que a ação da UE «apoiará e completará a ação dos Estados-Membros».

O procedimento relativo a certas categorias desta lista não é compatível com a proposta, uma vez que requer a unanimidade. Os restantes domínios que são objeto de alterações e aos quais se aplica o processo legislativo ordinário sem o requisito da unanimidade são os referidos no artigo 153.º, n.º 1, alíneas a), b), e e), do TFUE.

O artigo 154.º do TFUE não constitui uma base jurídica para um ato do Parlamento Europeu. Contém normas processuais explicitamente aplicáveis à Comissão. Por conseguinte, o seu aditamento não deve ser tido em conta.

No que se refere ao artigo 157.º do TFUE relativo ao princípio da igualdade de remuneração, note-se que o seu n.º 3 prevê a adoção de medidas, no âmbito do processo legislativo ordinário, «destinadas a garantir a aplicação do princípio da igualdade de oportunidades e da igualdade de tratamento entre homens e mulheres em matéria de emprego e de trabalho, incluindo o princípio da igualdade de remuneração por trabalho igual ou de valor igual».

Assim, o artigo 157.º, n.º 3, do TFUE parece ser compatível com a proposta do ponto de vista processual.

Por último, o artigo 352.º do TFUE permite à União Europeia e, em particular, ao Conselho agir se «uma ação da União for considerada necessária, no quadro das políticas definidas pelos Tratados, para atingir um dos objetivos estabelecidos pelos Tratados», quando não dispõem dos poderes de ação necessários para o efeito.

A proposta reúne várias bases jurídicas setoriais para elaborar o que pode parecer um instrumento horizontal, mas que, na realidade, é um conjunto de medidas setoriais. O artigo 352.º do TFUE só pode ser utilizado nos casos em que os Tratados não prevejam as competências necessárias, o que não se passa neste caso, uma vez que o direito da União já contém uma série de medidas que preveem normas relativas a denunciantes de irregularidades. Assim, o recurso ao artigo 352.º do TFUE é, por definição, incompatível com a abordagem escolhida para a proposta da Comissão.

Além disso, a opção de incluir o artigo 352.º do TFUE é, do ponto de vista processual, incompatível com as outras bases jurídicas, uma vez que requer a unanimidade no Conselho e a aprovação do Parlamento. Por conseguinte, o artigo 352.º do TFUE não constitui uma base jurídica adequada para a proposta.

VI – Conclusão e recomendação

As seguintes disposições do TFUE preveem a aplicação do processo legislativo ordinário de modo compatível com a atual base jurídica proposta pela Comissão: artigo 77.º, n.º 2, artigo 78.º, n.º 2, artigo 79.º, n.º 2, artigo 153.º, n.º 1, alíneas a), b) e e), e artigo 157.º, n.º 3, do TFUE.

No que diz respeito aos artigos 77.º, 78.º e 79.º, importa salientar que, embora o seu aditamento não seja incompatível com o procedimento no seio do Parlamento, a sua inclusão na base jurídica pode dar origem a uma divisão da proposta para efeitos do procedimento no seio Conselho.

O artigo 83.º, n.º 1, e o artigo 352.º do TFUE não são compatíveis com o processo legislativo ordinário aplicável e não devem ser aditados como novas bases jurídicas. Além disso, o artigo 352.º, que só pode ser utilizado nos casos em que os Tratados não prevejam as competências necessárias, é, por definição, incompatível com a abordagem escolhida para a proposta da Comissão.

O artigo 154.º do TFUE, por seu lado, refere-se a normas aplicáveis à Comissão e não prevê uma base jurídica para um ato do Parlamento Europeu e do Conselho. Por conseguinte, não pode ser acrescentado à base jurídica.

Por último, o aditamento do artigo 19.º, n.º 2, do TFUE não é aconselhável, uma vez que esta disposição não permite a harmonização.

A escolha final das bases jurídicas identificadas como podendo ser aditadas à base jurídica proposta pela Comissão deve, no entanto, depender da aprovação das alterações pertinentes que introduzam domínios de ação específicos no âmbito de aplicação da diretiva proposta.

Na sua reunião de 22 de outubro de 2018, a Comissão dos Assuntos Jurídicos decidiu por unanimidade(5), com 18 votos a favor, recomendar à comissão competente quanto à matéria de fundo que tenha em conta as conclusões atrás expostas quando examinar as alterações relativas ao âmbito de aplicação da diretiva.

Aproveito a oportunidade para reiterar a V. Ex.ª os protestos da minha elevada consideração.

Pavel Svoboda

(1)

2016/2224(INI) http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+TA+P8-TA-2017-0402+0+DOC+XML+V0//PT e (2016/2055(INI) http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A8-2017-0004+0+DOC+XML+V0//PT.

(2)

Processo C-45/86, Comissão/Conselho (Preferências pautais generalizadas) [1987] ECR 1439, ponto 5; Processo C-440/05, Comissão/Conselho [2007] E.C.R. I-9097; Processo C-411/06, Comissão/Parlamento e Conselho [2009] ECR I-7585.

(3)

Ver processo C-411/06 supracitado, pontos 46-47.

(4)

  Acórdãos de 6 de novembro de 2008, Parlamento/Conselho, C-155/07, EU:C:2008:605, ponto 37, e de 3 de setembro de 2009, Parlamento/Conselho, C-166/07, EU:C:2009:499, pontos 68 e 69.

(5)

Encontravam-se presentes no momento da votação final: Pavel Svoboda (presidente), Mady Delvaux (vice-presidentes), Axel Voss (relator de parecer), Max Andersson, Joëlle Bergeron, Marie‑Christine Boutonnet, Geoffroy Didier, Pascal Durand, Angel Dzhambazki, Heidi Hautala, Mary Honeyball, Sylvia‑Yvonne Kaufmann, Gilles Lebreton, Evelyn Regner, Tiemo Wölken, Francis Zammit Dimech, Tadeusz Zwiefka, Olle Ludvigsson (em substituição de Enrico Gasbarra, nos termos do artigo 200.º, n.º 2, do Regimento).


(*) PARECER da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários (27.9.2018)

dirigido à Comissão dos Assuntos Jurídicos

sobre a proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União

(COM(2018)0218 – C8-0159/2018 – 2018/0106(COD))

Relator de parecer (*): Miguel Viegas

(*)  Comissão associada – artigo 54.º do Regimento

JUSTIFICAÇÃO SUCINTA

O relator de parecer da comissão ECON congratula-se com a proposta da Comissão relativa à proteção, ao nível da UE, das pessoas que denunciam infrações, tal como solicitado pelo Parlamento há já muito tempo, e designadamente no relatório da comissão PANA e no anterior relatório de iniciativa da comissão JURI, que contou com o contributo da comissão ECON.

A proposta baseia-se também nas medidas de proteção dos denunciantes setoriais que a ECON introduziu em legislação anterior, como a Diretiva relativa ao branqueamento de capitais (AMLD4-5) e o Regulamento relativo ao abuso de mercado (RAM).

Nas suas alterações, o relator de parecer da comissão ECON pretende:

•  melhorar a definição (artigo 3.º);

•  alargar o âmbito de aplicação dos direitos dos trabalhadores (artigo 1.º);

•  assegurar o apoio material (artigo 15.º);

•  suprimir o considerando 21;

•  introduzir a ideia de que um denunciante não pode substituir a capacidade operacional dos serviços de vigilância do Estado;

•  introduzir um mecanismo claro para atribuir o estatuto de denunciante por motivos de   segurança jurídica;

•  introduzir a possibilidade de anonimato;

•  facilitar a utilização de canais externos sem passar pelos canais internos.

ALTERAÇÕES

A Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários insta a Comissão dos Assuntos Jurídicos, competente quanto à matéria de fundo, a ter em conta as seguintes alterações:

Alteração    1

Proposta de diretiva

Considerando 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  As pessoas que trabalham numa organização ou que com ela estão em contacto no contexto de atividades profissionais são frequentemente as primeiras a ter conhecimento de ameaças ou situações lesivas do interesse público que surjam nesse contexto. A denúncia é um ato essencial para se exporem e prevenirem infrações da lei e para se salvaguardar o bem-estar da sociedade. Todavia, os potenciais denunciantes são frequentemente desencorajados de comunicar as suas preocupações ou suspeitas, por medo de retaliação.

(1)  As pessoas que trabalham numa organização ou que com ela estão em contacto no contexto de atividades profissionais são frequentemente as primeiras a ter conhecimento de ameaças ou situações lesivas do interesse público que surjam nesse contexto. A presente diretiva tem como objetivo criar um clima de confiança que permita que os denunciantes comuniquem suspeitas ou constatações de violações da legislação, irregularidades e ameaças ao interesse público. A denúncia é um ato essencial para se exporem e prevenirem infrações da lei e para se salvaguardar o bem-estar da sociedade. Todavia, os potenciais denunciantes são frequentemente desencorajados de comunicar as suas preocupações ou suspeitas, por medo de retaliação ou das suas consequências legais, ou por falta de confiança na utilidade da denúncia.

Alteração    2

Proposta de diretiva

Considerando 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  Ao nível da União, as comunicações dos denunciantes constituem uma componente a montante da aplicação coerciva do direito da União, uma vez que alimentam os sistemas de aplicação coerciva dos direitos nacionais e da União com informações conducentes à deteção, à investigação e à ação penal eficazes por infrações ao direito da União.

(2)  Ao nível da União, as comunicações dos denunciantes constituem uma componente a montante da aplicação coerciva do direito da União, uma vez que alimentam os sistemas de aplicação coerciva dos direitos nacionais e da União com informações conducentes com frequência à deteção, à investigação e à ação penal eficazes por infrações ao direito da União.

Alteração    3

Proposta de diretiva

Considerando 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Em certos domínios de intervenção, as infrações ao direito da União podem lesar gravemente o interesse público, na medida em que criam riscos significativos para o bem-estar da sociedade. Sempre que se detetem deficiências na aplicação da legislação nesses domínios e os denunciantes se encontrem em posição privilegiada para as divulgar, é necessário reforçá-la assegurando uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação e estabelecendo canais de comunicação igualmente eficazes.

(3)  As infrações ao direito da União podem lesar gravemente o interesse público, na medida em que criam riscos significativos para o bem-estar da sociedade. Sempre que se detetem deficiências na aplicação da legislação e os denunciantes se encontrem em posição privilegiada para divulgar essas infrações é necessário reforçar a aplicação assegurando uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação e garantir a existência de canais de comunicação eficazes.

Alteração    4

Proposta de diretiva

Considerando 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  Por conseguinte, a esses atos e domínios de intervenção devem aplicar-se normas mínimas comuns que assegurem uma proteção eficaz dos denunciantes se: i) for necessário reforçar a aplicação coerciva da lei; ii) o reduzido número de denúncias for um fator decisivo que afete a aplicação coerciva da lei; iii) as infrações ao direito da União puderem lesar gravemente o interesse público.

(5)  Por conseguinte, a esses atos, domínios de intervenção e Estados‑-Membros devem aplicar-se apenas normas mínimas comuns que assegurem uma proteção eficaz dos denunciantes quando existirem provas de que: i) é necessário reforçar a aplicação coerciva da lei; ii) o reduzido número de denúncias for um fator decisivo que afete a aplicação coerciva da lei; iii) as infrações ao direito da União puderem lesar gravemente o interesse público.

Alteração    5

Proposta de diretiva

Considerando 6

Texto da Comissão

Alteração

(6)  A proteção dos denunciantes é necessária para reforçar a aplicação coerciva do direito da União em matéria de contratos públicos. Além de prevenir e detetar fraudes e corrupção no quadro da execução do orçamento da UE, incluindo a adjudicação de contratos públicos, é necessário obviar à insuficiente aplicação coerciva das normas em matéria de adjudicação de contratos públicos pelas autoridades públicas nacionais e por certos prestadores de serviços de utilidade pública na aquisição de bens, obras e serviços. As infrações a essas normas criam distorções da concorrência, aumentam os custos da atividade empresarial, prejudicam os interesses dos investidores e dos acionistas e, de um modo geral, reduzem a capacidade de atrair investimentos e criam condições de concorrência desiguais para todas as empresas na Europa, afetando, assim, o bom funcionamento do mercado interno.

(6)  A proteção dos denunciantes é necessária para reforçar a aplicação coerciva do direito da União em matéria de contratos públicos. Além de prevenir e detetar fraudes e corrupção no quadro da execução do orçamento da UE, incluindo a adjudicação de contratos públicos, é necessário obviar à insuficiente aplicação coerciva das normas em matéria de adjudicação de contratos públicos pelas autoridades públicas nacionais e por certos prestadores de serviços de utilidade pública na aquisição de bens, obras e serviços. As infrações a essas normas criam distorções da concorrência, aumentam os custos da atividade empresarial, prejudicam os interesses dos investidores e dos acionistas e, de um modo geral, reduzem a capacidade de atrair investimentos e criam condições de concorrência desiguais para todas as empresas na Europa, afetando, assim, o bom funcionamento do mercado interno. Há que prestar atenção também à proteção das pessoas que denunciam utilizações abusivas ou más condutas no que respeita ao orçamento da UE e às instituições da UE.

Alteração    6

Proposta de diretiva

Considerando 6-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(6-A)  Um regime de proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União não dispensa a necessidade de reforçar os meios de supervisão de cada Estado-Membro e das suas estruturas públicas, que devem ser cada vez mais capazes de lutar contra a fraude fiscal e o branqueamento de capitais, nem a necessidade de participação na cooperação internacional nessas áreas.

Alteração    7

Proposta de diretiva

Considerando 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  No domínio dos serviços financeiros, o valor acrescentado da proteção dos denunciantes foi já reconhecido pelo legislador da União. No rescaldo da crise financeira, que expôs graves deficiências na aplicação coerciva das normas, foram incluídas medidas de proteção dos denunciantes num número significativo de instrumentos legislativos neste domínio34. No âmbito do quadro prudencial aplicável às instituições de crédito e empresas de investimento, em particular, a Diretiva 2013/36/UE35prevê a proteção dos denunciantes, tal como o Regulamento (UE)n.º 575/2013, relativo aos requisitos prudenciais para as instituições de crédito e para as empresas de investimento.

(7)  No domínio dos serviços financeiros, o valor acrescentado da proteção dos denunciantes foi já reconhecido pelo legislador da União. No rescaldo da crise financeira, que expôs graves deficiências na aplicação coerciva das normas, foram incluídas medidas de proteção dos denunciantes num número significativo de instrumentos legislativos neste domínio34. No âmbito do quadro prudencial aplicável às instituições de crédito e empresas de investimento, em particular, a Diretiva 2013/36/UE35prevê a proteção dos denunciantes, tal como o Regulamento (UE)n.º 575/2013, relativo aos requisitos prudenciais para as instituições de crédito e para as empresas de investimento. No entanto, um conjunto de casos mediáticos envolvendo instituições financeiras europeias demonstrou que a proteção dos denunciantes em todo o leque de instituições financeiras permanece num nível insatisfatório e que os receios de represálias pelos empregadores e pelas autoridades ainda impede os denunciantes de comunicarem informações sobre infrações à lei.

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34 Comunicação de 8.12.2010 intitulada «Reforçar o regime de sanções no setor dos serviços financeiros».

34 Comunicação de 8.12.2010 intitulada «Reforçar o regime de sanções no setor dos serviços financeiros».

35 Diretiva 2013/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa ao acesso à atividade das instituições de crédito e à supervisão prudencial das instituições de crédito e empresas de investimento, que altera a Diretiva 2002/87/CE e revoga as Diretivas 2006/48/CE e 2006/49/CE (JO L 176 de 27.6.2013, p. 338).

35 Diretiva 2013/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa ao acesso à atividade das instituições de crédito e à supervisão prudencial das instituições de crédito e empresas de investimento, que altera a Diretiva 2002/87/CE e revoga as Diretivas 2006/48/CE e 2006/49/CE (JO L 176 de 27.6.2013, p. 338).

Alteração    8

Proposta de diretiva

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  A importância da proteção dos denunciantes em termos de prevenção e dissuasão de infrações às normas da União em matéria de segurança dos transportes, suscetíveis de porem em perigo vidas humanas, foi já reconhecida nos instrumentos setoriais da União relativos à segurança da aviação38 e à segurança do transporte marítimo39, que estabelecem medidas adaptadas de proteção dos denunciantes, assim como canais próprios para denúncias. Estes instrumentos incluem também a proteção dos trabalhadores contra atos de retaliação por comunicarem erros por si cometidos de boa-fé («cultura justa»). É necessário complementar os atuais elementos de proteção dos denunciantes nestes dois setores, bem como prever essa proteção noutros modos de transporte, nomeadamente rodoviário e o ferroviário, a fim de reforçar a aplicação coerciva das normas de segurança nesses sectores.

(9)  A importância da proteção dos denunciantes em termos de prevenção e dissuasão de infrações às normas da União em matéria de segurança dos transportes, suscetíveis de porem em perigo vidas humanas, foi já reconhecida nos instrumentos setoriais da União relativos à segurança da aviação e à segurança do transporte marítimo, que estabelecem medidas adaptadas de proteção dos denunciantes, assim como canais próprios para denúncias. Estes instrumentos incluem também a proteção dos trabalhadores contra atos de retaliação por comunicarem erros por si cometidos de boa-fé («cultura justa»). É necessário complementar os atuais elementos de proteção dos denunciantes nestes dois setores, bem como prever essa proteção de imediato noutros modos de transporte, nomeadamente rodoviário e o ferroviário, a fim de reforçar a aplicação coerciva das normas de segurança nesses sectores.

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38 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil (JO L 122 de 24.4.2014, p. 18).

38 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil (JO L 122 de 24.4.2014, p. 18).

39 Diretiva 2013/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativa a certas responsabilidades do Estado de bandeira no cumprimento e aplicação da Convenção do Trabalho Marítimo, de 2006 (JO L 329 de 10.12.2013, p. 1); Diretiva 2009/16/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à inspeção de navios pelo Estado do porto (JO L 131 de 28.5.2009, p. 57).

39 Diretiva 2013/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativa a certas responsabilidades do Estado de bandeira no cumprimento e aplicação da Convenção do Trabalho Marítimo, de 2006 (JO L 329 de 10.12.2013, p. 1); Diretiva 2009/16/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à inspeção de navios pelo Estado do porto (JO L 131 de 28.5.2009, p. 57).

Alteração    9

Proposta de diretiva

Considerando 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  A recolha de elementos de prova, a deteção e o combate aos crimes e aos comportamentos ilícitos contra o ambiente e a proteção deste continuam a constituir um desafio e carecem de reforço, como reconhecido na Comunicação da Comissão «Ações da UE para melhorar a conformidade e a governação em matéria de ambiente», de 18 de janeiro de 201840. Embora atualmente apenas um instrumento setorial de proteção do ambiente41 inclua normas de proteção dos denunciantes, a introdução dessa proteção afigura-se necessária para assegurar a efetiva aplicação do acervo ambiental da União, porquanto as infrações neste domínio podem lesar gravemente o interesse público e, eventualmente, ter efeitos indiretos para além das fronteiras nacionais. Essa proteção é igualmente relevante nos casos em que produtos não seguros podem causar danos ambientais.

(10)  A recolha de elementos de prova, a deteção e o combate aos crimes e aos comportamentos ilícitos contra o ambiente e a proteção deste continuam a constituir infelizmente um desafio e carecem de reforço, como reconhecido na Comunicação da Comissão «Ações da UE para melhorar a conformidade e a governação em matéria de ambiente», de 18 de janeiro de 201840. Embora atualmente apenas um instrumento setorial de proteção do ambiente41 inclua normas de proteção dos denunciantes, a introdução dessa proteção afigura-se necessária para assegurar a efetiva aplicação do acervo ambiental da União, porquanto as infrações neste domínio podem lesar gravemente o interesse público e, eventualmente, ter efeitos indiretos para além das fronteiras nacionais. Essa proteção é igualmente relevante nos casos em que produtos não seguros podem causar danos ambientais.

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40 COM(2018) 10 final.

40 COM(2018) 10 final.

41 Diretiva 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás (JO L 178 de 28.6.2013, p. 66).

41 Diretiva 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás (JO L 178 de 28.6.2013, p. 66).

Alteração    10

Proposta de diretiva

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  A proteção da privacidade e dos dados pessoais constitui outro domínio em que os denunciantes se encontram em posição privilegiada para divulgar infrações ao direito da União que podem lesar gravemente o interesse público. São aplicáveis considerações similares a infrações à Diretiva relativa à segurança das redes e da informação45, que introduz a notificação de incidentes (incluindo os que não comprometam dados pessoais) e requisitos de segurança para as entidades que prestem serviços essenciais em muitos setores (designadamente, energia, saúde, transportes, serviços bancários, etc.) e para os prestadores de serviços digitais essenciais (por exemplo, serviços de computação em nuvem). As comunicações dos denunciantes neste domínio são particularmente úteis para prevenir incidentes de segurança que afetariam atividades económicas e sociais essenciais e serviços digitais amplamente utilizados. As denúncias contribuem para a continuidade de serviços essenciais para o funcionamento do mercado interno e o bem-estar da sociedade.

(Não se aplica à versão portuguesa.)  

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45 Diretiva (UE) 2016/1148 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de julho de 2016, relativa a medidas destinadas a garantir um elevado nível comum de segurança das redes e da informação em toda a União.

Alteração    11

Proposta de diretiva

Considerando 18

Texto da Comissão

Alteração

(18)  Determinados atos da União, em particular no domínio dos serviços financeiros, designadamente o Regulamento (UE) n.º 596/2014, relativo ao abuso de mercado49, e a Diretiva de Execução 2015/2392 da Comissão, adotada com base no citado regulamento50, estabelecem já normas de execução em matéria de proteção dos denunciantes. A legislação da União em vigor, incluindo a lista da parte II do anexo, deve ser complementada pela presente diretiva, para que esses instrumentos sejam plenamente harmonizados com as suas normas mínimas, mantendo simultaneamente as especificidades que estabelecem para os respetivos setores. Esta medida assume especial importância para determinar as entidades jurídicas no domínio dos serviços financeiros, da prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo que atualmente estão obrigadas a criar canais para denúncias internas.

(18)  Determinados atos da União, em particular no domínio dos serviços financeiros, designadamente o Regulamento (UE) n.º 596/2014, relativo ao abuso de mercado49, e a Diretiva de Execução 2015/2392 da Comissão, adotada com base no citado regulamento50, estabelecem já normas de execução em matéria de proteção dos denunciantes. A legislação da União em vigor, incluindo a lista da parte II do anexo, deve ser complementada pela presente diretiva, para que esses instrumentos sejam plenamente harmonizados com as suas normas mínimas, mantendo simultaneamente as especificidades que estabelecem para os respetivos setores. Esta medida assume especial importância para determinar as entidades jurídicas no domínio dos serviços financeiros, da prevenção do branqueamento de capitais, da correta aplicação da Diretiva 2011/7/UE sobre os atrasos de pagamento, do financiamento do terrorismo e da cibercriminalidade, que atualmente estão obrigadas a criar canais para denúncias internas. Dado que tais casos envolvem amiúde sistemas empresariais e financeiros internacionais de elevada complexidade, e que é provável que venham a ser da competência de diferentes jurisdições, devem ser adotadas disposições que prevejam um ponto de contacto único para os denunciantes.

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49 OJ L 173, p. 1.

49 OJ L 173, p. 1.

50 Diretiva de Execução (UE) 2015/2392 da Comissão, de 17 de dezembro de 2015, relativa ao Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere à comunicação, às autoridades competentes, de informações sobre infrações efetivas ou potenciais a esse regulamento (JO L 332, p. 126).

50 Diretiva de Execução (UE) 2015/2392 da Comissão, de 17 de dezembro de 2015, relativa ao Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho no que se refere à comunicação, às autoridades competentes, de informações sobre infrações efetivas ou potenciais a esse regulamento (JO L 332, p. 126).

Alteração    12

Proposta de diretiva

Considerando 19

Texto da Comissão

Alteração

(19)  Sempre que é adotado um novo ato da União para o qual a proteção dos denunciantes seja pertinente e para cuja aplicação eficaz possa contribuir, deve ser ponderada a alteração do anexo da presente diretiva, a fim de o incluir no seu âmbito de aplicação.

(19)  Sempre que é adotado um novo ato da União para o qual a proteção dos denunciantes seja pertinente e para cuja aplicação eficaz possa contribuir, deve ser alterado o anexo da presente diretiva, a fim de o incluir no seu âmbito de aplicação.

Alteração    13

Proposta de diretiva

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  A presente diretiva deve aplicar-se sem prejuízo da proteção concedida aos trabalhadores quando denunciam infrações do direito do trabalho da União. Por força do artigo 11.º da Diretiva-Quadro 89/391/CEE, os Estados-Membros estão já obrigados a garantir que os trabalhadores ou os seus representantes, em particular, no domínio da saúde e segurança no trabalho, não sejam prejudicados por pedirem ou proporem ao empregador que adote medidas adequadas para minimizar riscos ou eliminar fontes de perigo. Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito de colocar questões às autoridades nacionais competentes, se considerarem que as medidas tomadas e os meios fornecidos pela entidade patronal não são adequados para garantir a segurança e a saúde.

(20)  A presente diretiva deve aplicar-se sem prejuízo da proteção concedida aos trabalhadores quando denunciam infrações do direito do trabalho da União. Por força do artigo 11.º da Diretiva-Quadro 89/391/CEE, os Estados-Membros estão já obrigados a garantir que os trabalhadores ou os seus representantes, em particular, no domínio da saúde e segurança no trabalho, não sejam prejudicados por pedirem ou proporem ao empregador que adote medidas adequadas para minimizar riscos ou eliminar fontes de perigo. Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito de colocar questões às autoridades nacionais ou da União Europeia competentes se considerarem que as medidas tomadas e os meios fornecidos pela entidade patronal não são adequados para garantir a segurança e a saúde.

Alteração    14

Proposta de diretiva

Considerando 21

Texto da Comissão

Alteração

(21)  A presente diretiva não deve prejudicar a proteção da segurança nacional e de outras informações classificadas que o direito da União ou as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas em vigor no Estado-Membro em causa obriguem, por razões de segurança, a proteger contra um acesso não autorizado. Além disso, e em particular, as disposições da presente diretiva não devem afetar as obrigações decorrentes da Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE, nem da Decisão do Conselho de 23 de setembro de 2013 relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE.

(21)  A presente diretiva não deve prejudicar a proteção da segurança nacional e de outras informações classificadas que o direito da União ou as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas em vigor no Estado-Membro em causa obriguem, por razões de segurança, a proteger contra um acesso não autorizado. Além disso, as disposições da presente diretiva não devem afetar as obrigações decorrentes da Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE, nem da Decisão do Conselho de 23 de setembro de 2013 relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE.

Alteração    15

Proposta de diretiva

Considerando 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  A proteção deve, em primeiro lugar, aplicar-se às pessoas que tenham o estatuto de «trabalhadores», na aceção do artigo 45.º do TFUE, na interpretação que lhe dá o Tribunal de Justiça da União Europeia52 ou seja, pessoas que, durante certo tempo, efetuam prestações em benefício de outras e sob a direção destas, em contrapartida das quais recebem uma remuneração. Assim, a proteção deve ser concedida igualmente aos trabalhadores em relações de trabalho atípicas, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e os trabalhadores contratados a termo, bem como a pessoas com um contrato de trabalho ou uma relação de trabalho com uma agência de trabalho temporário, que são tipos de relação em que as normas de proteção contra um tratamento injusto são frequentemente difíceis de aplicar.

(26)  A proteção deve, em primeiro lugar, aplicar-se às pessoas que tenham o estatuto de «trabalhadores», na aceção do artigo 45.º do TFUE, na interpretação que lhe dá o Tribunal de Justiça da União Europeia52 ou seja, pessoas que, durante certo tempo, efetuam prestações em benefício de outras e sob a direção destas, em contrapartida das quais recebem uma remuneração. Assim, a proteção deve ser concedida igualmente aos trabalhadores em relações de trabalho atípicas, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e os trabalhadores contratados a termo, bem como a pessoas com um contrato de trabalho ou uma relação de trabalho com uma agência de trabalho temporário, que são tipos de relação em que as normas de proteção contra um tratamento injusto são frequentemente difíceis de aplicar. Tendo em conta o relatório da organização Transparency International publicado no verão de 2018, que salienta a necessidade de proteger os denunciantes também nas instituições da UE, importa, pois, alargar igualmente a proteção aos funcionários da UE.

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52 Acórdãos de 3 de julho de 1986, Lawrie-Blum, processo 66/85; de 14 de outubro de 2010, Union syndicale Solidaires Isère, processo C-428/09; de 9 de julho de 2015, Balkaya, processo C-229/14; de 4 de dezembro de 2014, FNV Kunsten, processo C-413/13; de 17 de novembro de 2016, Ruhrlandklinik, processo C-216/15.

52 Acórdãos de 3 de julho de 1986, Lawrie-Blum, processo 66/85; de 14 de outubro de 2010, Union syndicale Solidaires Isère, processo C-428/09; de 9 de julho de 2015, Balkaya, processo C-229/14; de 4 de dezembro de 2014, FNV Kunsten, processo C-413/13; de 17 de novembro de 2016, Ruhrlandklinik, processo C-216/15.

Alteração    16

Proposta de diretiva

Considerando 28

Texto da Comissão

Alteração

(28)  Uma proteção eficaz dos denunciantes implica também a proteção de outras categorias de pessoas que, embora não dependam economicamente das suas atividades profissionais, podem, no entanto, ser alvo de retaliação por exporem infrações. Os atos de retaliação contra voluntários e estagiários não remunerados podem assumir a forma de dispensa dos seus serviços, de referências negativas para empregos futuros ou de danos à sua reputação.

(28)  Uma proteção eficaz dos denunciantes implica também a proteção de outras categorias de pessoas que, embora não dependam economicamente das suas atividades profissionais, podem, no entanto, ser alvo de retaliação por exporem infrações. Os atos de retaliação contra voluntários e estagiários não remunerados podem assumir a forma de dispensa dos seus serviços, de referências negativas para empregos futuros ou de danos à sua reputação ou às suas perspetivas de carreira.

Alteração    17

Proposta de diretiva

Considerando 30-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(30-A)  A proteção deve ser concedida a pessoas que trabalham em entidades localizadas na União, mas também a pessoas que trabalham em entidades europeias localizadas fora do território da União. Deverá também aplicar-se aos funcionários, outros agentes e estagiários das instituições, agências e organismos da União.

Alteração    18

Proposta de diretiva

Considerando 34

Texto da Comissão

Alteração

(34)  Cabe aos Estados-Membros identificar as autoridades competentes para receber e dar o devido seguimento às denúncias de infrações abrangidas pelo âmbito de aplicação da presente diretiva. Essas autoridades podem ser organismos reguladores ou de supervisão nos domínios em causa, autoridades com poderes coercivos, organismos de luta contra a corrupção e provedores de justiça. As autoridades competentes designadas devem dispor das capacidades e dos poderes necessários para apreciarem a exatidão das alegações constantes da denúncia e para tratarem as infrações comunicadas, inclusivamente através da instauração de um inquérito, de ação penal, de uma medida de recuperação de fundos ou de outras medidas corretivas adequadas, em conformidade com o seu mandato.

(34)  Cabe aos Estados-Membros identificar as autoridades competentes para receber e dar o devido seguimento às denúncias de infrações abrangidas pelo âmbito de aplicação da presente diretiva, para garantir a correta aplicação e a plena, leal e célere cooperação entre as autoridades competentes do Estado-Membro e com as autoridades pertinentes nos outros Estados-Membros. Essas autoridades podem ser organismos reguladores ou de supervisão nos domínios em causa, autoridades com poderes coercivos, organismos de luta contra a corrupção e provedores de justiça. As autoridades competentes designadas devem dispor, para além das capacidades e dos poderes necessários, de pessoal devidamente qualificado para apreciar a exatidão das alegações constantes da denúncia e para tratar as infrações comunicadas, inclusivamente através da instauração de um inquérito, de ação penal, de uma medida de recuperação de fundos ou de outras medidas corretivas adequadas, em conformidade com o seu mandato.

Alteração    19

Proposta de diretiva

Considerando 37

Texto da Comissão

Alteração

(37)  Para assegurar a eficácia da deteção e da prevenção de infrações ao direito da União, é vital que as pertinentes informações cheguem rapidamente àqueles que estão mais próximos da fonte do problema, que têm maior capacidade para inquirir e que dispõem de poderes para o resolver, sempre que possível. Para tal, as entidades jurídicas dos setores público e privado terão de estabelecer procedimentos internos adequados para receber e dar seguimento às denúncias.

(37)  Para assegurar a eficácia da deteção e da prevenção de infrações ao direito da União, é vital que as pertinentes informações cheguem rapidamente àqueles que estão mais próximos da fonte do problema, que têm maior capacidade para inquirir e que dispõem de poderes para o resolver, sempre que possível. Para tal, as entidades jurídicas dos setores público e privado terão de estabelecer procedimentos internos adequados para receber, analisar e dar seguimento às denúncias.

Alteração    20

Proposta de diretiva

Considerando 39

Texto da Comissão

Alteração

(39)  A isenção das pequenas e microempresas da obrigação de estabelecer canais de denúncia interna não deve aplicar-se às empresas privadas que operam no domínio dos serviços financeiros. Essas empresas devem continuar obrigadas a estabelecer canais de denúncia interna, em conformidade com as atuais obrigações estabelecidas pelo acervo da União em matéria de serviços financeiros.

(39)  A isenção das pequenas e microempresas da obrigação de estabelecer canais de denúncia interna não deve aplicar-se às empresas privadas que operam no domínio dos serviços financeiros ou estão estreitamente ligadas a este setor. Essas empresas devem continuar obrigadas a estabelecer canais de denúncia interna, em conformidade com as atuais obrigações estabelecidas pelo acervo da União em matéria de serviços financeiros.

Alteração    21

Proposta de diretiva

Considerando 57

Texto da Comissão

Alteração

(57)  Os Estados-Membros devem assegurar a conservação adequada de registos de todas as informações recebidas sobre infrações, bem como a recuperabilidade de todas essas informações junto da autoridade competente, e que as informações recebidas através de denúncias possam ser utilizadas como elementos de prova para aplicação de medidas coercivas, se necessário.

(57)  Os Estados-Membros devem assegurar a conservação adequada de registos de todas as informações recebidas sobre infrações, bem como a recuperabilidade de todas essas informações junto da autoridade competente, e que as informações recebidas através de denúncias possam ser utilizadas como elementos de prova para aplicação de medidas coercivas, se necessário, e disponibilizadas aos outros Estados-Membros ou às autoridades da União Europeia, se for caso disso. Continua a ser da responsabilidade das autoridades que transmitem e recebem as informações garantir a proteção total dos denunciantes, bem como uma cooperação plena, leal e célere.

Alteração    22

Proposta de diretiva

Considerando 62

Texto da Comissão

Alteração

(62)  Em regra, denunciantes devem utilizar primeiro os canais internos à sua disposição e comunicar as irregularidades ao empregador. Contudo, pode dar-se o caso de não existirem canais internos (quando as entidades não estão sujeitas à obrigação de os criar, imposta pela presente diretiva ou pela legislação nacional aplicável), de a sua utilização não ser obrigatória (nomeadamente, quando as pessoas não têm um vínculo laboral), ou de terem sido utilizados, mas não funcionarem adequadamente (por exemplo, a comunicação não foi tratada com diligência ou num prazo razoável, ou não foram tomadas medidas para tratar a infração à lei, apesar dos resultados corroborativos do inquérito).

(62)  Os denunciantes devem utilizar primeiro os canais internos à sua disposição e comunicar as irregularidades ao empregador. Contudo, pode dar-se o caso de não existirem canais internos (quando as entidades não estão sujeitas à obrigação de os criar, imposta pela presente diretiva ou pela legislação nacional aplicável), de a sua utilização não ser obrigatória (nomeadamente, quando as pessoas não têm um vínculo laboral), ou de terem sido utilizados, mas não funcionarem adequadamente (por exemplo, a comunicação não foi tratada com diligência ou num prazo razoável, ou não foram tomadas medidas para tratar a infração à lei, apesar dos resultados corroborativos do inquérito).

Alteração    23

Proposta de diretiva

Considerando 80

Texto da Comissão

Alteração

(80)  A presente diretiva introduz normas mínimas, devendo os Estados-Membros ter poderes para introduzir ou manter disposições mais favoráveis para os denunciantes, desde que essas disposições não colidam com as medidas de proteção das pessoas visadas.

(80)  A presente diretiva introduz normas mínimas, devendo os Estados-Membros ter poderes para, e ser encorajados a, introduzir ou manter disposições mais favoráveis para os denunciantes, desde que essas disposições não colidam com as medidas de proteção das pessoas visadas.

Alteração    24

Proposta de diretiva

Considerando 84

Texto da Comissão

Alteração

(84)  O objetivo da presente diretiva, a saber, o reforço da aplicação coerciva da legislação em certos domínios e de atos em que a infração ao direito da União pode lesar gravemente o interesse público, através de sistemas eficazes de proteção dos denunciantes, não pode ser devidamente alcançado pelos Estados-Membros agindo individual ou descoordenadamente, mas pode ser mais bem alcançado ao nível da União, mediante normas mínimas de harmonização em matéria de proteção dos denunciantes. Além disso, só uma ação ao nível da União pode assegurar coerência e harmonizar as atuais normas europeias nesta matéria. Assim, a União pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade, consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade, consagrado no mesmo artigo, a presente diretiva não excede o necessário para se alcançar aquele objetivo.

(84)  O objetivo da presente diretiva, a saber, o reforço da aplicação coerciva da legislação em certos domínios e de atos em que a infração ao direito da União pode lesar o interesse público, através de sistemas eficazes de proteção dos denunciantes, não pode ser devidamente alcançado pelos Estados-Membros agindo individual ou descoordenadamente, mas pode ser mais bem alcançado ao nível da União, mediante normas mínimas de harmonização em matéria de proteção dos denunciantes. Além disso, só uma ação ao nível da União pode assegurar coerência e harmonizar as atuais normas europeias nesta matéria. Assim, a União pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade, consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade, consagrado no mesmo artigo, a presente diretiva não excede o necessário para se alcançar aquele objetivo.

Alteração    25

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  Com vista a reforçar a aplicação do direito e das políticas da União em domínios específicos, a presente diretiva estabelece normas mínimas comuns para a proteção dos denunciantes das atividades ilícitas ou os abusos de direito seguintes:

1.  Com vista a reforçar a aplicação do direito e das políticas da União em domínios específicos, a presente diretiva estabelece normas mínimas comuns para a proteção dos denunciantes das atividades ilícitas, dos abusos de direito ou das ameaças ao interesse público, incluindo:

Alteração    26

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 1 – alínea a) – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

a)  Infrações no âmbito de aplicação dos atos da União indicados no anexo (partes I e II), nos seguintes domínios:

a)  Infrações no âmbito de aplicação dos atos da União nos seguintes domínios:

Alteração    27

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 1 – alínea a) – subalínea ii)

Texto da Comissão

Alteração

ii)  Serviços financeiros, prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo,

ii)  Serviços financeiros, prevenção da evasão fiscal, fraude fiscal, elisão fiscal, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo , ciberterrorismo e cibercriminalidade, corrupção e criminalidade organizada;

Alteração    28

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Infrações do disposto nos artigos 101.º, 102.º, 106.º, 107.º e 108.º do Tratado, e no âmbito dos Regulamentos (CE) n.º 1/2003 e (UE) 2015/1589 do Conselho;

b)  Direito da concorrência, nomeadamente infrações do disposto nos artigos 101.º, 102.º, 106.º, 107.º e 108.º do Tratado, e no âmbito dos Regulamentos (CE) n.º 1/2003 e (UE) 2015/1589 do Conselho;

Alteração    29

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Infrações relacionadas com o mercado interno, a que se refere o artigo 26.º, n.º 2, do TFUE, respeitantes às normas que regem o imposto sobre as sociedades, ou expedientes cujo objetivo seja a obtenção de vantagens fiscais que contrariem o objetivo ou a finalidade da legislação aplicável em matéria de imposto sobre as sociedades.

d)  Infrações relacionadas com o mercado interno, a que se refere o artigo 26.º, n.º 2, do TFUE, designadamente respeitantes às normas que regem o imposto sobre as sociedades, ou expedientes cujo objetivo seja a obtenção de vantagens fiscais que contrariem o objetivo ou a finalidade da legislação aplicável em matéria de imposto sobre as sociedades.

Alteração    30

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  À denúncia de infrações aplicam-se as normas específicas estabelecidas por atos setoriais da União enumerados na parte 2 do anexo. A todas as questões relativas à proteção dos denunciantes de irregularidades não reguladas por atos setoriais da União, aplicam-se as disposições da presente diretiva.

2.  À denúncia de infrações aplicam-se as normas específicas que conferirem maior proteção estabelecidas pelos atos setoriais da União enumerados na parte 2 do anexo. A todas as questões relativas à proteção dos denunciantes de irregularidades não reguladas por atos setoriais da União aplicam-se as disposições da presente diretiva.

Alteração    31

Proposta de diretiva

Artigo 2 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  A presente diretiva aplica-se aos denunciantes que, trabalhando nos sectores público e privado, tenham obtido informações sobre infrações em contexto profissional, designada mas não taxativamente as seguintes:

1.  A presente diretiva aplica-se aos denunciantes e facilitadores que, trabalhando nos setores público e privado, tenham obtido informações sobre infrações, e designadamente mas não apenas as seguintes:

Alteração    32

Proposta de diretiva

Artigo 2 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Trabalhadores, na aceção do artigo 45.º do TFUE;

a)  Trabalhadores, na aceção do artigo 45.º do TFUE, incluindo trabalhadores a tempo parcial e contratados a termo certo, bem como pessoas que possuam o estatuto de funcionários públicos;

Alteração    33

Proposta de diretiva

Artigo 2 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Quaisquer pessoas que trabalhem sob a supervisão e a direção de contratantes, subcontratantes e fornecedores.

d)  Quaisquer pessoas que trabalhem sob a supervisão e a direção de contratantes, subcontratantes, prestadores de serviços e fornecedores.

Alteração    34

Proposta de diretiva

Artigo 2 – n.º 1 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  Pessoas que facilitem a denúncia de infrações, tais como intermediários ou jornalistas.

Alteração    35

Proposta de diretiva

Artigo 2 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A presente diretiva aplica-se igualmente a denunciantes de irregularidades cuja relação laboral se não tenha ainda iniciado, que tenham obtido as correspondentes informações durante o processo de recrutamento ou noutra fase, nomeadamente de negociação pré-contratual.

2.  A presente diretiva aplica-se igualmente a denunciantes de irregularidades cuja relação laboral se não tenha ainda iniciado, que tenham obtido as correspondentes informações durante o processo de recrutamento ou noutra fase, nomeadamente de negociação pré-contratual, assim como a relações laborais terminadas.

Alteração    36

Proposta de diretiva

Artigo 2 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Sem prejuízo do disposto nos artigos 22.º-A, 22.º-B e 22.º-C do Regulamento n.º 31 (CEE) e n.º 11 (CEEA), a presente diretiva aplica-se igualmente aos funcionários e aos outros agentes da União Europeia e da Comunidade Europeia da Energia Atómica que comuniquem informações sobre qualquer uma das infrações referidas no artigo 1.º.

Alteração    37

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  «Infrações», atividades ilícitas ou abusos de direito, reais ou potenciais, nos âmbitos de aplicação dos atos da União, do artigo 1.º e do anexo II;

(1)  «Infrações», atividades ilícitas, omissões ou abusos de direito, reais ou potenciais, nos âmbitos de aplicação dos atos da União, do artigo 1.º;

Alteração    38

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(3)  «Abuso de direito», atos ou omissões que caiam no âmbito de aplicação do direito da União, que não sejam ilícitos em termos formais, mas contrariem o objetivo ou a finalidade prosseguidos pelas normas aplicáveis;

(3)  «Abuso de direito», atos ou omissões que caiam no âmbito de aplicação do direito da União, que não sejam ilícitos em termos formais, mas contrariem o objetivo ou a finalidade prosseguidos pelas normas aplicáveis, ou representem um perigo para o interesse público;

Alteração    39

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  «Informações sobre infrações», elementos de prova sobre infrações reais, assim como suspeitas razoáveis de potenciais infrações, que se não tenham ainda materializado;

(4)  «Informações sobre infrações», elementos de prova sobre infrações reais, assim como suspeitas de potenciais infrações, que se não tenham ainda materializado;

Alteração    40

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  «Denúncia», comunicação de informações relativas a uma infração que tenha ocorrido, ou cuja ocorrência seja provável, na organização em que o denunciante trabalha ou tenha trabalhado, ou noutra organização com a qual está ou tenha estado em contacto por via da sua atividade profissional;

(5)  «Denúncia», comunicação de informações relativas a uma infração que tenha ocorrido, ou cuja ocorrência seja provável, em caso de ameaça grave e iminente ou de risco de danos irreversíveis;

Alteração    41

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 8

Texto da Comissão

Alteração

(8)  «Divulgação», disponibilização, no domínio público, de informações sobre infrações, obtidas em contexto profissional;

(8)  «Divulgação», disponibilização, no domínio público, de informações sobre infrações;

Alteração    42

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  «Denunciante», pessoa singular ou coletiva que comunique ou divulgue informações sobre infrações, obtidas no âmbito das suas atividades profissionais;

(9)  «Denunciante», pessoa singular ou coletiva que comunique ou divulgue informações sobre infrações, ou que corra o risco de vir a sofrer represálias, incluindo-se nesta categoria as pessoas singulares que não possuam uma relação laboral tradicional trabalhador-empregador, como consultores, contratantes, formandos, estagiários, voluntários, trabalhadores-estudantes, trabalhadores temporários e antigos empregados;

Alteração    43

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 12

Texto da Comissão

Alteração

(12)  «Retaliação», qualquer ameaça, ato ou omissão, proferidas ou praticado em consequência da denúncia interna ou externa, que ocorra em contexto profissional e cause ou possa causar prejuízos injustificados ao denunciante;

(12)  «Retaliação», qualquer ameaça, ato ou omissão proferida ou praticada em consequência da denúncia ou divulgação interna ou externa, que cause ou possa causar prejuízos injustificados ao denunciante, ao suspeito da denúncia, ao seu agregado familiar, aos seus parentes e aos facilitadores;

Alteração    44

Proposta de diretiva

Artigo 3 – n.º 1 – ponto 13

Texto da Comissão

Alteração

(13)  «Seguimento», qualquer medida tomada por quem recebe a denúncia interna ou externa, para aferir da exatidão das alegações constantes da denúncia e, se for caso disso, tratar a infração denunciada, incluindo inquéritos internos, investigações, ação penal, medidas de recuperação de fundos e encerramento;

(13)  «Seguimento», qualquer medida tomada por quem recebe a denúncia interna ou externa, para aferir da exatidão das alegações constantes da denúncia e, se for caso disso, tratar a infração denunciada, incluindo inquéritos internos, investigações, ação penal, medidas de recuperação de fundos e encerramento, assim como qualquer outra medida corretiva ou de atenuação adequada;

Alteração    45

Proposta de diretiva

Artigo 3 – parágrafo 1 – ponto 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  «Autoridade competente», qualquer autoridade nacional habilitada a receber denúncias, nos termos do capítulo III, e designada para desempenhar as funções previstas na presente diretiva, em particular as referentes ao seguimento das denúncias.

(14)  «Autoridade competente», qualquer autoridade juridicamente responsável da União ou do Estado-Membro habilitada a receber denúncias, nos termos do capítulo III, e designada para desempenhar as funções previstas na presente diretiva, em particular as referentes ao seguimento das denúncias.

Alteração    46

Proposta de diretiva

Artigo 4 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os Estados-Membros devem assegurar que, após consultas aos parceiros sociais, se for caso disso, as entidades jurídicas dos setores público e privado estabeleçam canais e procedimentos internos para as denúncias e o seguimento a dar-lhes.

1.  Os Estados-Membros devem assegurar que, após consultas aos parceiros sociais, as entidades jurídicas dos setores público e privado estabeleçam canais e procedimentos internos para as denúncias e o seguimento a dar-lhes.

Alteração    47

Proposta de diretiva

Artigo 4 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Esses canais e procedimentos devem permitir a denúncia de irregularidades pelos empregados da entidade. Podem permitir também a denúncia por pessoas que estejam em contacto com a entidade no contexto das atividades profissionais a que se refere o artigo 2.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), mas a utilização de canais internos para as denúncias não é obrigatória para esta categoria de pessoas.

2.  Esses canais e procedimentos devem permitir a denúncia de irregularidades pelos empregados da entidade. Devem permitir também a denúncia por pessoas que estejam em contacto com a entidade no contexto das atividades profissionais a que se refere o artigo 2.º, n.º 1, alíneas b), c) e d), mas a utilização de canais internos para as denúncias não é obrigatória para esta categoria de pessoas.

Alteração    48

Proposta de diretiva

Artigo 4 – n.º 3 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

Entidades jurídicas privadas com um volume de negócios anual ou um balanço anual total de 10 milhões de euros ou superior;

Entidades jurídicas privadas com um volume de negócios anual, quer sejam empresas ou grupos empresariais, ou um balanço anual total de 10 milhões de euros ou superior;

Alteração    49

Proposta de diretiva

Artigo 4 – n.º 3 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Entidades jurídicas privadas de qualquer dimensão que operem no domínio dos serviços financeiros ou sejam vulneráveis ao branqueamento de capitais ou ao financiamento do terrorismo, nos termos dos atos da União referidos no anexo.

c)  Entidades jurídicas privadas de qualquer dimensão que operem no domínio dos serviços financeiros ou sejam vulneráveis ao branqueamento de capitais, ao financiamento do terrorismo ou à cibercriminalidade, nos termos dos atos da União referidos no anexo.

Alteração    50

Proposta de diretiva

Artigo 4 – n.º 6 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  Instituições, agências e organismos da União Europeia;

Alteração    51

Proposta de diretiva

Artigo 5 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Canais para receção de denúncias, concebidos, instalados e operados de forma a assegurar a confidencialidade da identidade dos denunciantes e impedir o acesso de pessoal não autorizado;

a)  Canais para receção de denúncias, concebidos, instalados e operados de forma a garantir a confirmação da receção da denúncia, a assegurar a confidencialidade da identidade ou o anonimato dos denunciantes e impedir o acesso de pessoal não autorizado;

Alteração    52

Proposta de diretiva

Artigo 5 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Prazo razoável, não superior a três meses a contar da data da denúncia, para informar o denunciante sobre o seguimento dado;

d)  Prazo razoável, não superior a três meses a contar da data da denúncia, para informar de forma substantiva o denunciante sobre o seguimento dado;

Alteração    53

Proposta de diretiva

Artigo 5 – n.º 2 – parágrafo 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Comunicação escrita, em formato eletrónico ou em papel, e/ou oral através de linhas telefónicas, com ou sem gravação;

a)  Comunicação escrita, em formato eletrónico ou em papel, e/ou oral através de linhas telefónicas, com ou sem gravação; caso a conversa telefónica seja gravada, é necessário o consentimento prévio do denunciante;

Alteração    54

Proposta de diretiva

Artigo 5 – n.º 2 – parágrafo 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Reuniões presenciais com a pessoa ou o serviço designado para receber denúncias.

b)  Reuniões presenciais com a pessoa ou o serviço designado para receber denúncias, sendo o denunciante acompanhado, se assim o desejar, por um representante sindical ou pelo(a) seu(sua) representante legal;

Alteração    55

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Estabeleçam canais de denúncia externa independentes e autónomos, que sejam seguros e garantam confidencialidade, para receber e tratar as informações comunicadas pelo denunciante;

a)  Estabeleçam canais de denúncia externa independentes e autónomos, que sejam seguros e garantam confidencialidade, para receber e tratar as informações comunicadas pelo denunciante, permitam a denúncia anónima e a salvaguarda dos dados pessoais do denunciante;

Alteração    56

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 2 – alínea a-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-A)  Garantam aconselhamento e apoio jurídico gratuito e independente às pessoas que denunciem infrações e aos intermediários;

Alteração    57

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Informem o denunciante, num prazo razoável, não superior a três meses, ou a seis meses, em casos devidamente justificados, do seguimento dado à denúncia;

b)  Acusem a receção da denúncia e informem o denunciante, num prazo razoável não superior a três meses, ou a seis meses em casos devidamente justificados, do seguimento dado à denúncia;

Alteração    58

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Transmitam as informações contidas na denúncia aos órgãos ou organismos competentes da União, conforme for adequado, para aprofundamento do inquérito, sempre que tal esteja previsto no direito nacional ou da União.

c)  Transmitam as informações contidas na denúncia aos órgãos, organismos ou agências competentes da União ou de outros Estados-Membros, conforme for adequado, para aprofundamento do inquérito.

Alteração    59

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 2 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Cooperam plena, leal e celeremente com outros Estados-Membros e autoridades da UE.

Alteração    60

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes deem seguimento às denúncias, tomando as medidas necessárias, e que investiguem, na devida medida, o seu conteúdo. As autoridades competentes devem informar o denunciante sobre o resultado final dos inquéritos.

3.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes deem seguimento às denúncias, tomando as medidas necessárias, e que investiguem, na devida medida, o seu conteúdo. As autoridades competentes devem informar o denunciante, todos os outros Estados‑Membros pertinentes e as autoridades, serviços e agências competentes da UE e dos Estados-Membros sobre o resultado final dos inquéritos.

Alteração    61

Proposta de diretiva

Artigo 6 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Os Estados-Membros devem garantir que qualquer autoridade que receba uma denúncia, mas não tenha competência para tratar da infração denunciada, a transmite à autoridade competente e que o denunciante seja informado deste facto.

4.  Os Estados-Membros devem garantir que qualquer autoridade que receba uma denúncia, mas não tenha competência para tratar da infração denunciada, a transmite à autoridade competente e que o denunciante seja informado deste facto. Os Estados‑Membros devem garantir que as autoridades competentes que recebam denúncias sobre as quais não tenham competência dispõem de procedimentos claros para tratar todas as informações divulgadas de modo seguro e confidencial.

Alteração    62

Proposta de diretiva

Artigo 7 – n.º 1 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Garantirem aconselhamento e apoio jurídico gratuito e independente às pessoas que denunciem infrações e aos intermediários;

Alteração    63

Proposta de diretiva

Artigo 7 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Reuniões presenciais com pessoal da autoridade competente, em dedicação exclusiva.

c)  Reuniões presenciais com pessoal da autoridade competente, em dedicação exclusiva, acompanhado, se o denunciante assim o desejar, por um representante sindical e/ou o(a) seu(sua) representante legal, e garantindo a confidencialidade e o respeito do anonimato.

Alteração    64

Proposta de diretiva

Artigo 8 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes disponham de pessoal dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias. O pessoal dedicado exclusivamente a esta função deve receber formação específica para o efeito.

1.  Os Estados-Membros devem garantir que as autoridades competentes disponham de pessoal competente e em número adequado dedicado exclusivamente ao tratamento de denúncias. O pessoal dedicado exclusivamente a esta função deve receber formação específica para o efeito.

Alteração    65

Proposta de diretiva

Artigo 8 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Manter contacto com o denunciante, para o informar dos progressos e do resultado do inquérito.

c)  Manter contacto confidencial com o denunciante, para o informar dos progressos e do resultado do inquérito.

Alteração    66

Proposta de diretiva

Artigo 9 – n.º 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  O prazo, que deve ser razoável, não superior a três meses, ou a seis meses, em casos devidamente justificados, para informar o denunciante sobre o seguimento dado à denúncia, assim como o tipo e o conteúdo dessa informação;

b)  O prazo, que deve ser razoável, não superior a três meses, ou a seis meses, em casos devidamente justificados, para informar o denunciante de forma substantiva sobre o seguimento dado à denúncia, assim como o tipo e o conteúdo dessa informação;

Alteração    67

Proposta de diretiva

Artigo 10 – parágrafo 1 – alínea g-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

g-A)  Informações de contacto de organizações da sociedade civil que proporcionam gratuitamente aconselhamento jurídico.

Alteração    68

Proposta de diretiva

Artigo 13 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva os denunciantes que, à data da denúncia, tenham motivos razoáveis para crer que as informações comunicadas são verdadeiras e caem no âmbito de aplicação da presente diretiva.

1.  Beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva os denunciantes que, à data da denúncia, tenham motivos razoáveis para crer que as informações comunicadas, independentemente do meio de denúncia escolhido, são verdadeiras e recaem no âmbito de aplicação da presente diretiva, devendo ser-lhes concedido o estatuto de denunciante. A proteção será extensível às pessoas que fizerem revelações inexatas de boa fé, devendo a proteção das pessoas que comunicam as informações ser facultada enquanto a exatidão de uma revelação estiver a ser avaliada.

Alteração    69

Proposta de diretiva

Artigo 13 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  Os denunciantes que divulguem informações que se enquadrem no âmbito de aplicação da presente diretiva e cuja identidade seja revelada beneficiam igualmente de proteção ao abrigo da presente diretiva.

Alteração    70

Proposta de diretiva

Artigo 13 – n.º 1-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-B.  Os Estados-Membros devem estabelecer critérios claros para a concessão aos denunciantes dos direitos e da proteção previstos na presente diretiva a partir do momento da comunicação.

Alteração    71

Proposta de diretiva

Artigo 13 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os denunciantes externos beneficiam de proteção ao abrigo da presente diretiva desde que se verifique uma das seguintes condições:

Suprimido

a)  Terem os denunciantes, antes, efetuado a denúncia internamente e não terem sido tomadas medidas adequadas para o seu tratamento no prazo razoável a que se refere o artigo 5.º;

 

b)  Não estarem disponíveis, para os denunciantes, canais de denúncia interna, ou não ser razoável esperar que aqueles tivessem conhecimento da sua existência;

 

c)  Não ser obrigatória para os denunciantes a utilização de canais de denúncia interna, nos termos do artigo 4.º, n.º 2;

 

d)  Não ser razoável esperar que os denunciantes utilizassem os canais para denúncias internas, atendendo ao conteúdo das suas denúncias;

 

e)  Terem os denunciantes motivos razoáveis para considerar que a utilização dos canais para denúncias internas poderia comprometer a eficácia das diligências de inquérito a efetuar pelas autoridades competentes;

 

f)  Terem os denunciantes direito, ao abrigo do direito da União, a informar diretamente uma autoridade competente através dos canais para denúncias externas.

 

Alteração    72

Proposta de diretiva

Artigo 13 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  As pessoas que divulguem publicamente informações sobre infrações que caiam no âmbito de aplicação da presente diretiva beneficiam da proteção nela prevista se, alternativamente:

Suprimido

a) Tiverem, antes, efetuado a denúncia interna e/ou externamente, nos termos dos capítulos II e III, e do n.º 2 do presente artigo, e não tiverem sido tomadas medidas adequadas para o seu tratamento no prazo razoável a que se referem o artigo 6.º, n.º 2, alínea b), e o artigo 9.º, n.º 1, alínea b); or

 

b) Não for razoável esperar que utilizassem os canais para denúncias internas e/ou externas devido ao risco iminente ou manifesto para o interesse público, ou às circunstâncias concretas, ou se houver risco de dano irreversível.

 

Alteração    73

Proposta de diretiva

Artigo 14 – parágrafo 1 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  Coerção, intimidação, assédio ou ostracização no local de trabalho;

g)  Coerção, intimidação, assédio ou ostracização;

Alteração    74

Proposta de diretiva

Artigo 14-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 14.°-A

 

Acompanhamento do autor ou dos autores de uma denúncia por um terceiro independente

 

1. Os Estados-Membros podem prever que o autor da denúncia ou a pessoa que pondera efetuar uma denúncia ou uma divulgação pública beneficiem de apoio no processo. Este apoio deve garantir que a identidade das pessoas mencionadas no presente número permanece confidencial, podendo designadamente consistir:

 

a) Num aconselhamento imparcial, confidencial e grátis, nomeadamente sobre o âmbito de aplicação da presente diretiva, os meios de denúncia e a proteção concedida ao autor da denúncia, bem como sobre os direitos da pessoa em causa;

 

b) Num aconselhamento jurídico em caso de litígio;

 

c) Num apoio psicológico.

 

2. Este apoio pode ser assegurado por uma autoridade administrativa independente, um sindicato ou outra organização representativa dos trabalhadores, ou por uma entidade acreditada designada pelo Estado‑Membro, desde que cumpra os seguintes critérios:

 

a) Esteja regularmente constituída nos termos da legislação de um Estado‑Membro;

 

b) Tenha um interesse legítimo em garantir o respeito das disposições previstas na presente diretiva; e

 

c) Seja uma entidade sem fins lucrativos.

Alteração    75

Proposta de diretiva

Artigo 15 – n.º 8

Texto da Comissão

Alteração

8.  Além da prestação de apoio judiciário aos denunciantes no âmbito de processos penais e de processos cíveis transfronteiriços, nos termos das Diretivas (UE) 2016/1919 e 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho63 e da lei nacional, os Estados-Membros podem prever outras medidas de apoio judiciário e financeiro a conceder aos denunciantes no âmbito de processos judiciais.

8.  Além da prestação de apoio judiciário aos denunciantes no âmbito de processos penais e de processos cíveis transfronteiriços, nos termos das Diretivas (UE) 2016/1919 e 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e da lei nacional, os Estados-Membros podem decidir prever outras medidas de apoio judiciário e financeiro a conceder aos denunciantes no âmbito de processos judiciais, bem assim como ajuda financeira em caso de perda temporária de rendimentos.

__________________

__________________

63 Diretiva 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2008, relativa a certos aspetos da mediação em matéria civil e comercial, JO L 136 de 24.5.2008, p. 3.

63 Diretiva 2008/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2008, relativa a certos aspetos da mediação em matéria civil e comercial, JO L 136 de 24.5.2008, p. 3.

Alteração    76

Proposta de diretiva

Artigo 15-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 15.°-A

 

Obrigação de manter confidencial a identidade do autor da denúncia

 

1. A identidade do autor ou autores da denúncia não pode ser revelada sem o seu consentimento expresso. Esta obrigação de confidencialidade inclui igualmente as informações que possam servir para identificar o autor da denúncia.

 

2. Uma pessoa que disponha ou obtenha as informações a que se refere o n.º 1 ficará obrigada a não as divulgar.

 

3. As circunstâncias em que, em derrogação do n.º 2, as informações relativas à identidade do autor da denúncia podem ser reveladas são limitadas a casos excecionais, em que a divulgação destas informações é uma obrigação necessária e proporcionada, imposta pelo direito da União ou pelo direito nacional no contexto de inquéritos ou processos judiciais subsequentes, ou para salvaguardar as liberdades de outrem, incluindo o direito de defesa da pessoa visada, e sempre sob reserva das garantias adequadas consagradas pelas legislações em causa. Nesses casos devem ser tomadas medidas adequadas e eficazes para garantir a segurança e o bem-estar do autor ou dos autores da denúncia.

 

4. Nos casos a que se refere o n.º 3, a pessoa designada para receber a denúncia informa em devido tempo o autor da denúncia antes de revelar a sua identidade e consulta-o sobre possíveis medidas alternativas.

 

5. Os meios de denúncia internos e externos devem ser concebidos de forma a garantir a confidencialidade da identidade do autor da denúncia e impedir as pessoas não autorizadas de lhe aceder. Devem ser mantidos registos dos acessos dos funcionários a informações confidenciais, incluindo a hora e a data dos acessos.

Alteração    77

Proposta de diretiva

Artigo 17 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Violem o dever de manutenção da confidencialidade da identidade de pessoas visadas.

d)  Violem o dever de manutenção da confidencialidade ou do anonimato da identidade dos denunciantes.

Alteração    78

Proposta de diretiva

Artigo 17 – n.º 1 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  Repitam a infração denunciada pelo denunciante uma vez encerrado o processo.

Alteração    79

Proposta de diretiva

Artigo 17 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os Estados-Membros devem prever sanções eficazes, proporcionadas e dissuasivas, aplicáveis às pessoas que denunciem ou divulguem informações malevola ou abusivamente, incluindo medidas de ressarcimento das pessoas que tenham sofrido prejuízos em consequência de denúncias ou divulgações malévolas ou abusivas.

2.  Os Estados-Membros devem prever sanções eficazes, proporcionadas e dissuasivas, aplicáveis às pessoas que denunciem ou divulguem informações malévola ou abusivamente.

Alteração    80

Proposta de diretiva

Artigo 17-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 17.°-A

 

Obrigação de cooperar

 

1. As autoridades dos Estados-Membros que tomem conhecimento de infrações ao direito da União abrangidas pela presente diretiva têm o dever de informar com celeridade todas as outras autoridades pertinentes dos Estados-Membros e/ou os serviços e as agências da UE, bem como de cooperar leal, eficaz e celeremente com os mesmos.

 

2. As autoridades dos Estados-Membros que sejam notificadas pelas autoridades de outros Estados-Membros de potenciais infrações ao direito da União abrangidas pela presente diretiva devem transmitir uma resposta substancial sobre as medidas adotadas em relação às referidas notificações e devem enviar um aviso de receção e indicar um ponto de contacto com vista à continuidade da cooperação.

 

3. As autoridades dos Estados-Membros têm a obrigação de salvaguardar as informações confidenciais que recebam, em especial as relativas à identidade e outros dados pessoais dos denunciantes.

 

4. As autoridades dos Estados-Membros têm a obrigação de proporcionar acesso confidencial às informações que recebam dos denunciantes e de viabilizar tempestivamente os pedidos de informação complementar.

 

5. As autoridades dos Estados-Membros têm a obrigação de partilhar tempestivamente todas as informações pertinentes com as autoridades competentes de outros Estados-Membros relativas a infrações ao direito da União ou ao direito nacional em processos internacionais.

Alteração    81

Proposta de diretiva

Artigo 17-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 17.º-B

 

Renúncia aos direitos e às vias de recurso

 

Os direitos e as vias de recurso previstos na presente diretiva não podem ser objeto de renúncia ou limitação por quaisquer acordos, políticas, formas ou contratos de trabalho, incluindo qualquer acordo de arbitragem que anteceda o litígio. Toda e qualquer tentativa de renúncia a esses direitos e vias de recurso, ou de restrição dos mesmos, deve ser considerada nula e sem aplicação legal.

Alteração    82

Proposta de diretiva

Artigo 20 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Ao transporem a presente diretiva, os Estados-Membros podem ponderar o estabelecimento de uma autoridade independente para proteção dos denunciantes.

Alteração    83

Proposta de diretiva

Artigo 22-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 22.°-A

 

Atualização dos anexos

 

Sempre que um novo ato jurídico da UE se enquadre no âmbito de aplicação material previsto no artigo 1.º, n.º 1, alínea a), ou no artigo 1.º, n.º 2, a Comissão deve atualizar os anexos em conformidade através de um ato delegado. 

PROCESSO DA COMISSÃO ENCARREGADA DE EMITIR PARECER

Título

Proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União

Referências

COM(2018)0218 – C8-0159/2018 – 2018/0106(COD)

Comissão competente quanto ao fundo

       Data de comunicação em sessão

JURI

28.5.2018

 

 

 

Parecer emitido por

       Data de comunicação em sessão

ECON

28.5.2018

Relator(a) de parecer

       Data de designação

Miguel Viegas

31.5.2018

Exame em comissão

29.8.2018

24.9.2018

 

 

Data de aprovação

24.9.2018

 

 

 

Resultado da votação final

+:

–:

0:

24

15

7

Deputados presentes no momento da votação final

Pervenche Berès, Markus Ferber, Jonás Fernández, Giuseppe Ferrandino, Sven Giegold, Roberto Gualtieri, Brian Hayes, Gunnar Hökmark, Barbara Kappel, Philippe Lamberts, Werner Langen, Sander Loones, Bernd Lucke, Olle Ludvigsson, Ivana Maletić, Marisa Matias, Gabriel Mato, Bernard Monot, Luděk Niedermayer, Stanisław Ożóg, Pirkko Ruohonen-Lerner, Anne Sander, Martin Schirdewan, Pedro Silva Pereira, Ernest Urtasun, Marco Valli, Tom Vandenkendelaere, Miguel Viegas, Steven Woolfe, Marco Zanni, Esther de Lange

Suplentes presentes no momento da votação final

Doru-Claudian Frunzulică, Ramón Jáuregui Atondo, Rina Ronja Kari, Jeppe Kofod, Marcus Pretzell, Michel Reimon, Romana Tomc, Lieve Wierinck, Roberts Zīle, Sophia in ‘t Veld

Suplentes (art. 200.º, n.º 2) presentes no momento da votação final

Edouard Martin, Julia Pitera, Virginie Rozière, Sabine Verheyen, Anna Záborská

VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO ENCARREGADA DE EMITIR PARECER

24

+

ECR

Pirkko Ruohonen-Lerner

EFDD

Bernard Monot, Marco Valli

GUE/NGL

Rina Ronja Kari, Marisa Matias, Martin Schirdewan, Miguel Viegas

PPE

Anne Sander, Tom Vandenkendelaere

S&D

Pervenche Berès, Jonás Fernández, Giuseppe Ferrandino, Doru-Claudian Frunzulică, Roberto Gualtieri, Ramón Jáuregui Atondo, Jeppe Kofod, Olle Ludvigsson, Edouard Martin, Virginie Rozière, Pedro Silva Pereira

Verts/ALE

Sven Giegold, Philippe Lamberts, Michel Reimon, Ernest Urtasun

15

-

ECR

Sander Loones

ENF

Barbara Kappel, Marcus Pretzell

NI

Steven Woolfe

PPE

Markus Ferber, Brian Hayes, Gunnar Hökmark, Werner Langen, Ivana Maletić, Gabriel Mato, Luděk Niedermayer, Julia Pitera, Romana Tomc, Sabine Verheyen, Anna Záborská

7

0

ALDE

Lieve Wierinck, Sophia in 't Veld

ECR

Bernd Lucke, Stanisław Ożóg, Roberts Zīle

ENF

Marco Zanni

PPE

Esther de Lange

Legenda dos símbolos utilizados:

+  :  votos a favor

-  :  votos contra

0  :  abstenções


(*) PARECER da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos (8.11.2018)

dirigido à Comissão dos Assuntos Jurídicos

sobre a proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa à proteção das pessoas que denunciam infrações ao direito da União

(COM(2018)0218 – C8-0159/2018 – 2018/0106(COD))

Relatora de parecer (*): Maite Pagazaurtundúa Ruiz

(*)  Comissão associada – artigo 54.º do Regimento

ALTERAÇÕES

A Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos insta a Comissão dos Assuntos Jurídicos, competente quanto à matéria de fundo, a ter em conta as seguintes alterações:

Alteração    1

Proposta de diretiva

Citação 1

Texto da Comissão

Alteração

Tem conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente os artigos 16.º, 33.º, 43.º, 50.º, 53.º, n.º 1, 62.º, 91.º, 100.º, 103.º, 109.º, 114.º, 168.º, 169.º, 192.º, 207.º e 325.º, n.º 4, e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, nomeadamente, o artigo 31.º,

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente os artigos 9.º, 10.º, 11.º, 12.º, 15.º, 16.º, 33.º, 43.º, 50.º, 53.º, n.º 1, 62.º, 91.º, 100.º, 103.º, 109.º, 114.º, 168.º, 169.º, 192.º, 207.º, 325.º, n.º 4, e 352.º e o Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica, nomeadamente, o artigo 31.º,

Alteração    2

Proposta de diretiva

Citação 6-A (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Tendo em conta a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia,

Alteração    3

Proposta de diretiva

Citação 6-B (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Tendo em conta a Resolução do Parlamento Europeu, de 14 de fevereiro de 2017, sobre o papel dos autores de denúncias na proteção dos interesses financeiros da União Europeia,

Alteração    4

Proposta de diretiva

Citação 6-C (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Tendo em conta a Resolução do Parlamento Europeu, de 24 de outubro de 2017, sobre as medidas legítimas para proteger os denunciantes que agem no interesse público ao divulgarem informações confidenciais de empresas e organismos públicos,

Alteração    5

Proposta de diretiva

Citação 6-D (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Tendo em conta a Convenção Europeia dos Direitos do Homem,

Alteração    6

Proposta de diretiva

Considerando 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  As pessoas que trabalham numa organização ou que com ela estão em contacto no contexto de atividades profissionais são frequentemente as primeiras a ter conhecimento de ameaças ou situações lesivas do interesse público que surjam nesse contexto. A denúncia é um ato essencial para se exporem e prevenirem infrações da lei e para se salvaguardar o bem-estar da sociedade. Todavia, os potenciais denunciantes são frequentemente desencorajados de comunicar as suas preocupações ou suspeitas, por medo de retaliação.

(1)  As pessoas que trabalham, ou trabalharam, numa organização ou que com ela estão, ou estiveram, em contacto são frequentemente as primeiras a ter conhecimento de ameaças, de atividades criminosas ou ilegais, ou de situações lesivas do interesse público que surjam nesse contexto. A denúncia é um ato essencial para se exporem e prevenirem infrações da lei e para se salvaguardar o bem-estar da sociedade e proteger os direitos fundamentais, nomeadamente, à liberdade de expressão e à informação. Os denunciantes são fundamentais para revelar irregularidades, ou conduta pouco ética ou desonesta que prejudicam o interesse público. É, muitas vezes, difícil para os denunciantes avaliar a legalidade dos factos, mas, segundo o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, a apreciação jurídica não é uma obrigação dos denunciantes, bastando que atuem de boa-fé e que os factos estejam corretos. Todavia, os potenciais denunciantes são frequentemente desencorajados de comunicar as suas preocupações ou suspeitas, por medo de retaliação, caso exponham irregularidades, má gestão, utilização abusiva de fundos, má administração ou potencial corrupção relacionadas com a atividade de organismos públicos e privados na União; não são verdadeiramente protegidos e não se sentem protegidos.

Alteração    7

Proposta de diretiva

Considerando 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  Ao nível da União, as comunicações dos denunciantes constituem uma componente a montante da aplicação coerciva do direito da União, uma vez que alimentam os sistemas de aplicação coerciva dos direitos nacionais e da União com informações conducentes à deteção, à investigação e à ação penal eficazes por infrações ao direito da União.

(2)  Ao nível da União, as comunicações dos denunciantes e dos jornalistas de investigação constituem uma componente a montante da aplicação coerciva do direito da União, uma vez que alimentam os sistemas de aplicação coerciva dos direitos nacionais e da União com informações conducentes à deteção, à investigação e à ação penal eficazes por infrações ao direito da União.

Alteração    8

Proposta de diretiva

Considerando 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Em certos domínios de intervenção, as infrações ao direito da União podem lesar gravemente o interesse público, na medida em que criam riscos significativos para o bem-estar da sociedade. Sempre que se detetem deficiências na aplicação da legislação nesses domínios e os denunciantes se encontrem em posição privilegiada para as divulgar, é necessário reforçá-la assegurando uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação e estabelecendo canais de comunicação igualmente eficazes.

(3)  As infrações ao direito da União podem lesar gravemente o interesse público e o exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. É necessário assegurar uma proteção eficaz dos denunciantes contra atos de retaliação e estabelecer canais de comunicação eficazes e confidenciais.

Alteração    9

Proposta de diretiva

Considerando 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  A proteção dispensada atualmente aos denunciantes na União Europeia está fragmentada pelos Estados-Membros e difere consoante o domínio de intervenção. As consequências das infrações ao direito da União que assumem dimensão transfronteiriça e não são denunciadas demonstram que a insuficiência da proteção num Estado-Membro não só afeta este como, indiretamente, também outros Estados-Membros e a União como um todo.

(4)  A proteção dispensada atualmente aos denunciantes na União Europeia está fragmentada pelos Estados-Membros e difere consoante o domínio de intervenção. Os denunciantes devem ser protegidos se divulgarem violações da legislação, irregularidades ou má conduta em nome do interesse público. A insuficiência da proteção num Estado-Membro não só afeta este como, indiretamente, também outros Estados-Membros e a União como um todo.

Alteração    10

Proposta de diretiva

Considerando 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  Por conseguinte, a esses atos e domínios de intervenção devem aplicar-se normas mínimas comuns que assegurem uma proteção eficaz dos denunciantes se: i) for necessário reforçar a aplicação coerciva da lei; ii) o reduzido número de denúncias for um fator decisivo que afete a aplicação coerciva da lei; iii) as infrações ao direito da União puderem lesar gravemente o interesse público.

(5)  Por conseguinte, a todos os atos e domínios de intervenção nacionais e da União devem aplicar-se normas legais mínimas comuns que assegurem uma proteção eficaz dos denunciantes, mediante uma abordagem geral e abrangente se: i) for necessário reforçar a aplicação coerciva da lei; ii) o reduzido número de denúncias for um fator decisivo que afete a aplicação coerciva da lei; iii) as infrações ao direito nacional ou da União puderem lesar gravemente o interesse público.

Alteração    11

Proposta de diretiva

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  A importância da proteção dos denunciantes em termos de prevenção e dissuasão de infrações às normas da União em matéria de segurança dos transportes, suscetíveis de porem em perigo vidas humanas, foi já reconhecida nos instrumentos setoriais da União relativos à segurança da aviação38 e à segurança do transporte marítimo39, que estabelecem medidas adaptadas de proteção dos denunciantes, assim como canais próprios para denúncias. Estes instrumentos incluem também a proteção dos trabalhadores contra atos de retaliação por comunicarem erros por si cometidos de boa-fé («cultura justa»). É necessário complementar os atuais elementos de proteção dos denunciantes nestes dois setores, bem como prever essa proteção noutros modos de transporte, nomeadamente rodoviário e o ferroviário, a fim de reforçar a aplicação coerciva das normas de segurança nesses setores.

(9)  A importância da proteção dos denunciantes em termos de prevenção e dissuasão de infrações às normas da União em matéria de segurança dos transportes, suscetíveis de porem em perigo vidas humanas, foi já reconhecida nos instrumentos setoriais da União relativos à segurança da aviação38 e à segurança do transporte marítimo39, que estabelecem medidas adaptadas de proteção dos denunciantes, assim como canais próprios para denúncias. Estes instrumentos incluem também a proteção dos trabalhadores contra atos de retaliação por comunicarem erros por si cometidos de boa-fé («cultura justa»). Entre outras medidas, é necessário complementar os atuais elementos de proteção dos denunciantes nestes dois setores, bem como prever essa proteção noutros modos de transporte, nomeadamente rodoviário e o ferroviário, a fim de reforçar a aplicação coerciva das normas de segurança nesses setores.

_________________

_________________

38 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil (JO L 122 de 24.4.2014, p. 18).

38 Regulamento (UE) n.º 376/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativo à comunicação, à análise e ao seguimento de ocorrências na aviação civil (JO L 122 de 24.4.2014, p. 18).

39 Diretiva 2013/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativa a certas responsabilidades do Estado de bandeira no cumprimento e aplicação da Convenção do Trabalho Marítimo, de 2006 (JO L 329 de 10.12.2013, p. 1); Diretiva 2009/16/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à inspeção de navios pelo Estado do porto (JO L 131 de 28.5.2009, p. 57).

39 Diretiva 2013/54/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de novembro de 2013, relativa a certas responsabilidades do Estado de bandeira no cumprimento e aplicação da Convenção do Trabalho Marítimo, de 2006 (JO L 329 de 10.12.2013, p. 1); Diretiva 2009/16/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de abril de 2009, relativa à inspeção de navios pelo Estado do porto (JO L 131 de 28.5.2009, p. 57).

Alteração    12

Proposta de diretiva

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  A proteção da privacidade e dos dados pessoais constitui outro domínio em que os denunciantes se encontram em posição privilegiada para divulgar infrações ao direito da União que podem lesar gravemente o interesse público. São aplicáveis considerações similares a infrações à Diretiva relativa à segurança das redes e da informação45, que introduz a notificação de incidentes (incluindo os que não comprometam dados pessoais) e requisitos de segurança para as entidades que prestem serviços essenciais em muitos setores (designadamente, energia, saúde, transportes, serviços bancários, etc.) e para os prestadores de serviços digitais essenciais (por exemplo, serviços de computação em nuvem). As comunicações dos denunciantes neste domínio são particularmente úteis para prevenir incidentes de segurança que afetariam atividades económicas e sociais essenciais e serviços digitais amplamente utilizados. As denúncias contribuem para a continuidade de serviços essenciais para o funcionamento do mercado interno e o bem-estar da sociedade.

(14)  A proteção da privacidade e dos dados pessoais, consagrada nos artigos 7.º e 8.º da Carta dos Direitos Fundamentais e no artigo 8.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem (CEDH), constitui outro domínio em que os denunciantes se encontram em posição privilegiada para divulgar infrações ao direito da União que podem lesar o interesse público. São aplicáveis considerações similares a infrações à Diretiva relativa à segurança das redes e da informação45, que introduz a notificação de incidentes (incluindo os que não comprometam dados pessoais) e requisitos de segurança para as entidades que prestem serviços essenciais em muitos setores (designadamente, energia, saúde, transportes, serviços bancários, etc.) e para os prestadores de serviços digitais essenciais. As comunicações dos denunciantes neste domínio são particularmente úteis para prevenir incidentes de segurança que afetariam atividades económicas e sociais essenciais e serviços digitais amplamente utilizados, bem como para prevenir violações da legislação da União em matéria de proteção de dados. As denúncias contribuem para a continuidade de serviços essenciais para a sociedade.

__________________

__________________

45 Diretiva (UE) 2016/1148 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de julho de 2016, relativa a medidas destinadas a garantir um elevado nível comum de segurança das redes e da informação em toda a União.

45 Diretiva (UE) 2016/1148 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de julho de 2016, relativa a medidas destinadas a garantir um elevado nível comum de segurança das redes e da informação em toda a União.

Alteração    13

Proposta de diretiva

Considerando 16

Texto da Comissão

Alteração

(16)  A proteção dos interesses financeiros da União, que está relacionada com o combate à fraude, à corrupção e a outras atividades ilícitas que afetam as despesas da União, à recolha de fundos ou receitas da União ou dos seus ativos, é um domínio essencial em que a aplicação do direito da União tem de ser reforçada. O reforço da proteção dos interesses financeiros da União abrange também a execução do orçamento da União no que se refere a despesas efetuadas com base no Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica. A falta de uma efetiva aplicação da legislação no domínio dos interesses financeiros da União, incluindo a fraude e a corrupção ao nível nacional, resulta numa diminuição das receitas da União e numa má utilização dos fundos da UE, que podem falsear o investimento público e o crescimento, e minar a confiança dos cidadãos na ação da UE. A proteção dos denunciantes é necessária para facilitar a deteção, a prevenção e a dissuasão de fraudes e atividades ilícitas relevantes.

(16)  A proteção dos interesses financeiros da União, que está relacionada com o combate à fraude, à corrupção e a outras atividades ilícitas que afetam as despesas da União, à recolha de fundos ou receitas da União ou dos seus ativos, é um domínio essencial em que a aplicação do direito da União tem de ser reforçada. O reforço da proteção dos interesses financeiros da União abrange também a execução do orçamento da União no que se refere a despesas efetuadas com base no Tratado que institui a Comunidade Europeia da Energia Atómica. A falta de uma efetiva aplicação da legislação no domínio dos interesses financeiros da União, incluindo a fraude e a corrupção ao nível nacional, resulta numa diminuição das receitas da União e numa má utilização dos fundos da UE, que podem falsear o investimento público e o crescimento, e minar a confiança dos cidadãos na ação da UE.

Os jornalistas de investigação também desempenham um papel crucial na denúncia de irregularidades relacionadas com todos estes domínios. Representam um grupo de profissionais particularmente expostos que, muitas vezes, devido às denúncias de enormes esquemas de irregularidades e corrupção, perdem os seus empregos, a sua liberdade ou mesmo a vida. Por conseguinte, devem ser incluídas medidas especiais de proteção dos jornalistas de investigação numa proposta legislativa horizontal para a proteção dos denunciantes. O jornalismo de investigação e a proteção dos denunciantes são necessários para facilitar a deteção, a prevenção e a dissuasão de fraudes e atividades ilícitas relevantes.

Alteração    14

Proposta de diretiva

Considerando 18-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(18-A)  Os denunciantes que comunicam má conduta e violações da legislação laboral e social são essenciais para garantir locais de trabalho com segurança e justiça. As denúncias de violações das regras numa organização efetuadas por pessoas que aí trabalham, ou trabalharam, ou por pessoas que com ela contactaram, devem ser objeto de plena proteção ao abrigo da presente diretiva.

Alteração    15

Proposta de diretiva

Considerando 19

Texto da Comissão

Alteração

(19)  Sempre que é adotado um novo ato da União para o qual a proteção dos denunciantes seja pertinente e para cuja aplicação eficaz possa contribuir, deve ser ponderada a alteração do anexo da presente diretiva, a fim de o incluir no seu âmbito de aplicação.

(19)  Sempre que é adotado um novo ato da União para o qual a proteção dos denunciantes seja pertinente e para cuja aplicação eficaz possa contribuir, tal ato deve ser aditado ao anexo da presente diretiva, a fim de o incluir no seu âmbito de aplicação.

Alteração    16

Proposta de diretiva

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  A presente diretiva deve aplicar-se sem prejuízo da proteção concedida aos trabalhadores quando denunciam infrações do direito do trabalho da União. Por força do artigo 11.º da Diretiva-Quadro 89/391/CEE, os Estados-Membros estão já obrigados a garantir que os trabalhadores ou os seus representantes, em particular, no domínio da saúde e segurança no trabalho, não sejam prejudicados por pedirem ou proporem ao empregador que adote medidas adequadas para minimizar riscos ou eliminar fontes de perigo. Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito de colocar questões às autoridades nacionais competentes, se considerarem que as medidas tomadas e os meios fornecidos pela entidade patronal não são adequados para garantir a segurança e a saúde.

(20)  A presente diretiva deve aplicar-se sem prejuízo da proteção concedida aos trabalhadores quando denunciam má conduta, irregularidades ou infrações ao direito nacional e da União. Por força do artigo 11.º da Diretiva-Quadro 89/391/CEE, os Estados-Membros estão já obrigados a garantir que os trabalhadores ou os seus representantes, em particular, no domínio da saúde e segurança no trabalho, não sejam prejudicados por pedirem ou proporem ao empregador que adote medidas adequadas para minimizar riscos ou eliminar fontes de perigo. Os trabalhadores e os seus representantes têm o direito de colocar questões às autoridades nacionais competentes, se considerarem que as medidas tomadas e os meios fornecidos pela entidade patronal não são adequados para garantir a segurança e a saúde.

Alteração    17

Proposta de diretiva

Considerando 21

Texto da Comissão

Alteração

(21)  A presente diretiva não deve prejudicar a proteção da segurança nacional e de outras informações classificadas que o direito da União ou as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas em vigor no Estado-Membro em causa obriguem, por razões de segurança, a proteger contra um acesso não autorizado. Além disso, e em particular, as disposições da presente diretiva não devem afetar as obrigações decorrentes da Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE, nem da Decisão do Conselho de 23 de setembro de 2013 relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE.

(21)  A presente diretiva não deve prejudicar a proteção da segurança nacional e de outras informações classificadas que o direito da União ou as disposições legislativas, regulamentares ou administrativas em vigor no Estado-Membro em causa obriguem, por razões de segurança, a proteger contra um acesso não autorizado. As restrições da utilização das informações em matéria de segurança nacional devem ser limitadas e claramente definidas. Além disso, as disposições da presente diretiva não devem afetar as obrigações decorrentes da Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE, nem da Decisão do Conselho de 23 de setembro de 2013 relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE.

Alteração    18

Proposta de diretiva

Considerando 22

Texto da Comissão

Alteração

(22)  As pessoas que comuniquem informações sobre ameaças ou situações lesivas do interesse público, obtidas no âmbito das suas atividades profissionais, exercem o seu direito à liberdade de expressão. O direito à liberdade de expressão, consagrado no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia («Carta») e no artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH), engloba a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação social.

(22)  As pessoas que comuniquem informações sobre ameaças ou situações lesivas do interesse público exercem o seu direito à liberdade de expressão. A liberdade de expressão, que é essencial numa sociedade democrática, está consagrada no artigo 11.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia («Carta») e no artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH) e engloba a liberdade e o pluralismo dos meios de comunicação social.

Alteração    19

Proposta de diretiva

Considerando 23

Texto da Comissão

Alteração

(23)  Por conseguinte, a presente diretiva tem por base a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sobre o direito à liberdade de expressão, bem como os princípios desenvolvidos nesta base pelo Conselho da Europa, na sua Recomendação de 2014 sobre a proteção dos denunciantes de irregularidades51.

(23)  Por conseguinte, a presente diretiva tem por base a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sobre o direito à liberdade de expressão, em particular o seu acórdão, de 12 de fevereiro de 2008, no processo Guja contra Moldávia, bem como os princípios desenvolvidos nesta base pelo Conselho da Europa, na sua Recomendação de 2014 sobre a proteção dos denunciantes de irregularidades51.

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51 CM/Rec(2014)7.

51 CM/Rec(2014)7.

 

 

Alteração    20

Proposta de diretiva

Considerando 24

Texto da Comissão

Alteração

(24)  As pessoas necessitam de proteção jurídica específica quando as informações comunicadas foram obtidas através da sua atividade profissional, porque correm o risco de sofrer atos de retaliação relacionados com o trabalho (por exemplo, por violarem o dever de confidencialidade ou de lealdade). A razão subjacente à sua proteção é a sua posição de vulnerabilidade económica relativamente à pessoa de quem dependem de facto para trabalhar. Não existindo esse desequilíbrio de forças profissional (por exemplo, no caso dos queixosos comuns ou de cidadãos espetadores), não é necessária proteção contra atos de retaliação.

(24)  As pessoas necessitam de proteção jurídica específica quando as informações comunicadas foram obtidas através da sua atividade profissional, porque correm o risco de sofrer atos de retaliação relacionados com o trabalho. A razão subjacente à sua proteção é a sua posição de vulnerabilidade relativamente à pessoa de quem dependem de facto para trabalhar. Nenhuma relação de trabalho deve restringir o direito de cada pessoa à liberdade de expressão.

Alteração    21

Proposta de diretiva

Considerando 25

Texto da Comissão

Alteração

(25)  A efetiva aplicação do direito da União requer a proteção a um leque tão vasto quanto possível de categorias de pessoas, que, sendo ou não cidadãos da UE ou de países terceiros, por força das suas atividades profissionais (independentemente da natureza dessas atividades e de serem ou não remuneradas), têm um acesso privilegiado a informações sobre infrações cuja denúncia seja do interesse público e que podem vir a sofrer atos de retaliação se as comunicarem. Os Estados-Membros devem garantir que a necessidade de proteção seja determinada em função de todas as circunstâncias pertinentes e não apenas da natureza da relação, de modo a abranger todo o leque de pessoas ligadas, em sentido lato, à organização onde ocorreu a infração.

(25)  A efetiva aplicação do direito da União requer a proteção a um leque tão vasto quanto possível de categorias de pessoas, que, sendo ou não cidadãos da UE ou de países terceiros, por força das suas atividades (independentemente da natureza dessas atividades e de serem ou não remuneradas), têm um acesso privilegiado a informações sobre infrações cuja denúncia seja do interesse público e que podem vir a sofrer atos de retaliação se as comunicarem. Os Estados-Membros devem garantir que a necessidade de proteção seja determinada em função de todas as circunstâncias pertinentes e não apenas da natureza da relação, de modo a abranger todo o leque de pessoas ligadas, em sentido lato, à organização onde ocorreu a infração.

Alteração    22

Proposta de diretiva

Considerando 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  A proteção deve, em primeiro lugar, aplicar-se às pessoas que tenham o estatuto de «trabalhadores», na aceção do artigo 45.º do TFUE, na interpretação que lhe dá o Tribunal de Justiça da União Europeia52, ou seja, pessoas que, durante certo tempo, efetuam prestações em benefício de outras e sob a direção destas, em contrapartida das quais recebem uma remuneração. Assim, a proteção deve ser concedida igualmente aos trabalhadores em relações de trabalho atípicas, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e os trabalhadores contratados a termo, bem como a pessoas com um contrato de trabalho ou uma relação de trabalho com uma agência de trabalho temporário, que são tipos de relação em que as normas de proteção contra um tratamento injusto são frequentemente difíceis de aplicar.

(26)  A proteção deve, em primeiro lugar, aplicar-se às pessoas que tenham o estatuto de «trabalhadores», na aceção do artigo 45.º do TFUE, na interpretação que lhe dá o Tribunal de Justiça da União Europeia52, ou seja, pessoas que, durante certo tempo, efetuam prestações em benefício de outras e sob a direção destas, em contrapartida das quais recebem uma remuneração, incluindo oficiais de justiça e funcionários públicos. Assim, a proteção deve ser concedida igualmente aos trabalhadores em relações de trabalho atípicas, incluindo os trabalhadores a tempo parcial e os trabalhadores contratados a termo, bem como a pessoas com um contrato de trabalho ou uma relação de trabalho com uma agência de trabalho temporário, que são tipos de relação em que as normas de proteção contra um tratamento injusto são frequentemente difíceis de aplicar. Por último, também deve ser concedida proteção às pessoas cujo contrato de trabalho tenha cessado, bem como aos estagiários remunerados e não remunerados.

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52 Acórdãos de 3 de julho de 1986, Lawrie Blum, processo 66/85; de 14 de outubro de 2010, Union syndicale Solidaires Isère, processo C-428/09; de 9 de julho de 2015, Balkaya, processo C-229/14; de 4 de dezembro de 2014, FNV Kunsten, processo C-413/13; de 17 de novembro de 2016, Ruhrlandklinik, processo C-216/15.

52 Acórdãos de 3 de julho de 1986, Lawrie Blum, processo 66/85; de 14 de outubro de 2010, Union syndicale Solidaires Isère, processo C-428/09; de 9 de julho de 2015, Balkaya, processo C-229/14; de 4 de dezembro de 2014, FNV Kunsten, processo C-413/13; de 17 de novembro de 2016, Ruhrlandklinik, processo C-216/15.

Alteração    23

Proposta de diretiva

Considerando 27

Texto da Comissão

Alteração

(27)  Essa proteção deve ser alargada a outras categorias de pessoas singulares ou coletivas que, apesar de não serem «trabalhadores» na aceção do artigo 45.º do TFUE, podem desempenhar um papel essencial na exposição de violações da lei e podem ver-se em situação de vulnerabilidade económica no contexto das suas atividades profissionais. Por exemplo, em domínios como o da segurança dos produtos, os fornecedores estão muito mais próximos da fonte de eventuais práticas desleais e ilícitas de fabrico, importação ou distribuição de produtos não seguros; na aplicação dos fundos da União, os consultores que prestam serviços estão numa posição privilegiada para chamar a atenção para as infrações que testemunham. Estas categorias de pessoas, incluindo os não assalariados que prestam serviços, os trabalhadores independentes, os contratantes, os subcontratantes e os fornecedores, são normalmente alvo de retaliação sob a forma de rescisão antecipada ou de resolução do contrato de prestação de serviços, revogação de licença ou autorização, perda de negócios, perda de rendimento, coerção, intimidação ou assédio, listas negras/boicote comercial ou danos à sua reputação. Os acionistas e os membros dos órgãos dirigentes podem igualmente ser alvo de retaliação, designadamente em termos financeiros ou sob a forma de intimidação ou assédio, inscrição em listas negras ou danos à sua reputação. Deve também ser concedida proteção aos candidatos a emprego ou à prestação de serviços a uma organização, que tenham obtido as informações sobre as infrações à lei durante o processo de recrutamento ou noutras fases, de negociação pré-contratual, e possam vir a ser alvo de retaliação, por exemplo, sob a forma de referências profissionais negativas ou de listas negras/boicote comercial.

(27)  Essa proteção deve ser alargada a pessoas que facilitem a denúncia de irregularidades e a jornalistas de investigação que tomem conhecimento e publiquem informações sobre infrações, bem como a outras categorias de pessoas singulares ou coletivas que, apesar de não serem «trabalhadores» na aceção do artigo 45.º do TFUE, podem desempenhar um papel essencial na exposição de violações da lei e podem ver-se em situação de vulnerabilidade económica no contexto das suas atividades profissionais. Por exemplo, em domínios como o da segurança dos produtos, os fornecedores estão muito mais próximos da fonte de eventuais práticas desleais e ilícitas de fabrico, importação ou distribuição de produtos não seguros; na aplicação dos fundos da União, os consultores que prestam serviços estão numa posição privilegiada para chamar a atenção para as infrações que testemunham. Estas categorias de pessoas, incluindo os não assalariados que prestam serviços, os trabalhadores independentes, os contratantes, os subcontratantes e os fornecedores, são normalmente alvo de retaliação sob a forma de rescisão antecipada ou de resolução do contrato de prestação de serviços, revogação de licença ou autorização, perda de negócios, perda de rendimento, coerção, intimidação ou assédio, listas negras/boicote comercial ou danos à sua reputação. Os acionistas e os membros dos órgãos dirigentes podem igualmente ser alvo de retaliação, designadamente em termos financeiros ou sob a forma de intimidação ou assédio, inscrição em listas negras ou danos à sua reputação. Deve também ser concedida proteção aos candidatos a emprego ou à prestação de serviços a uma organização, que tenham obtido as informações sobre as infrações à lei durante o processo de recrutamento ou noutras fases, de negociação pré-contratual, e possam vir a ser alvo de retaliação, por exemplo, sob a forma de referências profissionais negativas ou de listas negras/boicote comercial.

Alteração    24

Proposta de diretiva

Considerando 27-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(27-A)  A proteção deve abranger também as pessoas que facilitam a divulgação de informações, os intermediários, os jornalistas de investigação e as organizações da sociedade civil que, através da sua atividade, garantem a divulgação efetiva de uma infração potencial ou já ocorrida.

Alteração    25

Proposta de diretiva

Considerando 28