Processo : 2018/0330A(COD)
Ciclo de vida em sessão
Ciclo relativo ao documento : A8-0076/2019

Textos apresentados :

A8-0076/2019

Debates :

PV 17/04/2019 - 13
CRE 17/04/2019 - 13

Votação :

PV 17/04/2019 - 16.8
Declarações de voto

Textos aprovados :

P8_TA(2019)0415

RELATÓRIO     ***I
PDF 731kWORD 331k
12.2.2019
PE 630.451v02-00 A8-0076/2019

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo à Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que revoga a Ação Comum 98/700/JAI do Conselho, o Regulamento (UE) n.º 1052/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho e o Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho

(COM(2018)0631 – C8-0406/2018 – 2018/0330(COD))

Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos

Relatora: Roberta Metsola

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU
 EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
 PARECER DA COMISSÃO DOS ORÇAMENTOS
 PROCESSO DA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO
 VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo à Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que revoga a Ação Comum 98/700/JAI do Conselho, o Regulamento (UE) n.º 1052/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho e o Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho

(COM(2018)0631 – C8-0406/2018 – 2018/0330(COD))

(Processo legislativo ordinário: primeira leitura)

O Parlamento Europeu,

–  Tendo em conta a proposta da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho (COM(2018)0631),

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 2, o artigo 77.º, n.º 2, alíneas b) e d), e o artigo 79.º, n.º 2, alínea c), do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nos termos dos quais a proposta lhe foi apresentada pela Comissão (C8-0406/2018),

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 3, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

–  Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu de ...(1),

–  Tendo em conta o parecer do Comité das Regiões de ...(2),

–  Tendo em conta o artigo 59.º do seu Regimento,

–  Tendo em conta o relatório da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos e o parecer da Comissão dos Orçamentos (A8-0076/2019),

1.  Aprova a posição em primeira leitura que se segue;

2.  Requer à Comissão que lhe submeta de novo a sua proposta, se a substituir, se a alterar substancialmente ou se pretender alterá-la substancialmente;

3.  Encarrega o seu Presidente de transmitir a posição do Parlamento ao Conselho, à Comissão e aos parlamentos nacionais.

Alteração    1

Proposta de regulamento

Título 1

Texto da Comissão

Alteração

Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativo à Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que revoga a Ação Comum 98/700/JAI do Conselho, o Regulamento (UE) n.º 1052/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho e o Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho Contributo da Comissão para a reunião dos Chefes de Estado e de Governo de 19 e 20 de setembro de 2018 em Salzburgo

Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativo à Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que revoga a Ação Comum 98/700/JAI do Conselho, o Regulamento (UE) n.º 1052/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho e o Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho

Alteração    2

Proposta de regulamento

Considerando 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  A Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia foi criada pelo Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho17. Desde a sua entrada em funcionamento, em 1 de maio de 2005, tem tido êxito no apoio aos Estados-Membros na execução da vertente operacional da gestão das fronteiras externas, através de operações conjuntas e de intervenções rápidas nas fronteiras, bem como de análises de risco, do intercâmbio de informações, das relações com países terceiros e do regresso de pessoas repatriadas.

(2)  A Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia foi criada pelo Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho17. Desde a sua entrada em funcionamento, em 1 de maio de 2005, tem tido êxito no apoio aos Estados-Membros na execução da vertente operacional da gestão das fronteiras externas, através de operações conjuntas e de intervenções rápidas nas fronteiras, bem como de análises de risco, do intercâmbio de informações, das relações com países terceiros e da coordenação do regresso de nacionais de países terceiros sujeitos a uma decisão de regresso emitida por um Estado-Membro.

__________________

__________________

17 Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho, de 26 de outubro de 2004, que cria uma Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (JO L 349 de 25.11.2004, p. 1).

17 Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho, de 26 de outubro de 2004, que cria uma Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (JO L 349 de 25.11.2004, p. 1).

Alteração    3

Proposta de regulamento

Considerando 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  A Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia passou a denominar-se Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (a seguir designada por «Agência») e as suas funções foram alargadas, dando plena continuidade às suas atividades e procedimentos. O papel da Agência deve consistir em definir uma estratégia técnica e operacional como parte do ciclo estratégico plurianual de políticas para a execução da gestão europeia integrada das fronteiras, supervisionar o funcionamento eficaz do controlo das fronteiras externas, realizar análises de risco e avaliações da vulnerabilidade, prestar assistência técnica e operacional acrescida aos Estados-Membros e aos países terceiros através de operações conjuntas e de intervenções rápidas nas fronteiras, assegurar a execução prática de medidas em situações que exijam ação urgente nas fronteiras externas, prestar assistência técnica e operacional em operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar, organizar, coordenar e conduzir as operações e intervenções de regresso e prestar assistência técnica e operacional às atividades de regresso de países terceiros.

(3)  A Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia passou a denominar-se Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (a seguir designada por «Agência») e as suas funções foram alargadas, dando plena continuidade às suas atividades e procedimentos. O papel da Agência deve consistir em definir uma estratégia técnica e operacional elaborada ao abrigo do ciclo estratégico plurianual de políticas para a execução da gestão europeia integrada das fronteiras, supervisionar o funcionamento eficaz do controlo das fronteiras externas, realizar análises de risco e avaliações da vulnerabilidade, prestar assistência técnica e operacional acrescida aos Estados‑Membros e aos países terceiros através de operações conjuntas e de intervenções rápidas nas fronteiras, assegurar a execução prática de medidas em situações que exijam ação urgente nas fronteiras externas, prestar assistência técnica e operacional em operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar, organizar, coordenar e conduzir as operações e intervenções de regresso.

Alteração    4

Proposta de regulamento

Considerando 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  Desde o início da crise migratória em 2015, a Comissão tem tomado iniciativas importantes para reforçar a proteção das fronteiras da União. Uma proposta para reforçar significativamente o mandato da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas foi apresentada em dezembro de 2015 e negociada em tempo recorde no decurso de 2016. O Regulamento relativo à Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira entrou em vigor em 6 de outubro de 2016.

(4)  Desde o início da crise migratória em 2015, a Comissão tem tomado iniciativas importantes e proposto uma série de medidas destinadas a reforçar a proteção das fronteiras da União e a restabelecer o funcionamento normal do espaço Schengen. Uma proposta para reforçar significativamente o mandato da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas foi apresentada em dezembro de 2015 e foi rapidamente negociada no decurso de 2016. O Regulamento relativo à Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira entrou em vigor em 6 de outubro de 2016.

Alteração    5

Proposta de regulamento

Considerando 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  O quadro da União em matéria de controlo das fronteiras externas, de regressos e de asilo continua, porém, a carecer de melhorias. Para esse efeito, e para continuar a apoiar os atuais e futuros esforços operacionais previstos, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve ser objeto de uma reforma que reforce o mandato da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e, em especial, lhe forneça as capacidades necessárias, sob a forma de um corpo permanente composto por 10 000 agentes operacionais com poderes executivos para apoiar os esforços de proteção das fronteiras externas envidados pelos Estados-Membros no terreno, lutar contra os movimentos secundários e acelerar significativamente o regresso efetivo dos migrantes em situação irregular.

(5)  O quadro da União em matéria de controlo das fronteiras externas, de regressos e de luta contra a criminalidade transfronteiriça continua, porém, a carecer de melhorias. Para esse efeito, e para continuar a apoiar os atuais e futuros esforços operacionais previstos, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve ser objeto de uma reforma que reforce o mandato da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e, em especial, lhe forneça as capacidades necessárias, sob a forma de um corpo permanente com poderes executivos para apoiar os esforços de proteção das fronteiras externas envidados pelos Estados-Membros no terreno, lutar contra a criminalidade transfronteiriça e acelerar significativamente o regresso efetivo e sustentável dos migrantes em situação irregular.

Alteração    6

Proposta de regulamento

Considerando 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  É necessário fiscalizar a passagem das fronteiras externas de forma eficiente, responder aos desafios migratórios e às futuras ameaças potenciais nas fronteiras externas, assegurar um elevado nível de segurança interna no interior da União, preservar o funcionamento do espaço Schengen e respeitar o princípio fundamental da solidariedade. Tal deverá ir de par com uma gestão proativa da migração, incluindo a aplicação das medidas necessárias em países terceiros. À luz das considerações que precedem, é necessário consolidar a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e alargar o mandato da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira. A Agência deverá ser constituída principalmente por um corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira composto por 10 000 agentes operacionais.

(7)  É necessário fiscalizar a passagem das fronteiras externas de forma eficiente, responder aos desafios migratórios e às futuras ameaças potenciais nas fronteiras externas, assegurar um elevado nível de segurança interna no interior da União, preservar o funcionamento do espaço Schengen e respeitar o princípio fundamental da solidariedade. À luz das considerações que precedem, é necessário consolidar a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e alargar o mandato da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira. A Agência deverá ser constituída principalmente por um corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira que inclua a reserva de reação rápida.

Alteração    7

Proposta de regulamento

Considerando 8

Texto da Comissão

Alteração

(8)  A fim de refletir este novo reforço qualitativo do seu mandato, nomeadamente a criação da sua própria força operacional, o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, composto por 10 000 agentes operacionais, a Agência anteriormente conhecida como Frontex deverá doravante ser designada e operar exclusivamente sob o nome de «Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (GEFC)». Esta alteração deverá ser repercutida em todas as situações pertinentes, incluindo a sua visualização nos materiais de comunicação externos.

(8)  A fim de refletir este novo reforço qualitativo do seu mandato, nomeadamente a criação da sua própria força operacional, o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que deverá incluir a reserva de reação rápida, a Agência anteriormente conhecida como Frontex deverá doravante ser designada e operar exclusivamente sob o nome de «Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (GEFC)». Esta alteração deverá ser repercutida em todas as situações pertinentes, incluindo a sua visualização nos materiais de comunicação externos.

Alteração    8

Proposta de regulamento

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  Aquando da execução da gestão europeia integrada das fronteiras, deverá ser assegurada a coerência com outros objetivos estratégicos, incluindo o bom funcionamento dos transportes transfronteiriços.

(9)  Aquando da execução da gestão europeia integrada das fronteiras, deverá ser assegurada a coerência com outros objetivos estratégicos, incluindo a livre circulação de pessoas, o direito de asilo e o bom funcionamento dos transportes transfronteiriços.

Alteração    9

Proposta de regulamento

Considerando 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  A responsabilidade da gestão europeia integrada das fronteiras deverá ser partilhada pela Agência e pelas autoridades nacionais competentes para a gestão das fronteiras, incluindo as guardas costeiras, na medida em que realizem operações de vigilância das fronteiras marítimas, ou quaisquer outros controlos nas fronteiras, bem como pelas autoridades responsáveis pelos regressos. Embora os Estados-Membros continuem a assumir a responsabilidade principal pela gestão das suas fronteiras externas no seu próprio interesse e no interesse de todos os Estados-Membros, e sejam responsáveis pela emissão de decisões de regresso, a Agência deverá apoiar a aplicação de medidas da União em matéria de gestão das fronteiras externas e dos regressos, através do reforço, da avaliação e da coordenação das ações dos Estados‑Membros que aplicam essas medidas.

(10)  A responsabilidade da gestão europeia integrada das fronteiras deverá ser partilhada pela Agência e pelas autoridades nacionais competentes para a gestão das fronteiras, incluindo as guardas costeiras, na medida em que realizem operações de vigilância das fronteiras marítimas e operações de busca e salvamento, ou quaisquer outros controlos nas fronteiras, bem como pelas autoridades responsáveis pelos regressos. Embora os Estados-Membros continuem a assumir a responsabilidade principal pela gestão das suas fronteiras externas no seu próprio interesse e no interesse de todos os Estados-Membros, e sejam responsáveis pela emissão de decisões de regresso, a Agência deverá apoiar a aplicação de medidas da União em matéria de gestão das fronteiras externas e dos regressos, através do reforço e da coordenação das ações dos Estados-Membros que aplicam essas medidas. Não devem existir sobreposições operacionais desnecessárias entre a Agência e os Estados-Membros.

Alteração    10

Proposta de regulamento

Considerando 11

Texto da Comissão

Alteração

(11)  Para assegurar a execução efetiva da gestão europeia integrada das fronteiras e aumentar a eficácia da política comum de regresso, deverá ser criada uma Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, dotada dos recursos financeiros, humanos e materiais necessários. A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser constituída pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e pelas autoridades nacionais responsáveis pela gestão das fronteiras, incluindo as guardas costeiras na medida em que realizem controlos nas fronteiras, bem como pelas autoridades responsáveis pelos regressos. A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira apoiar-se-á na utilização comum de informações, capacidades e sistemas a nível nacional e na resposta da Agência a nível da União.

(11)  Para assegurar a execução efetiva da gestão europeia integrada das fronteiras, deverá ser criada uma Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, dotada dos recursos financeiros, humanos e materiais necessários. A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser constituída pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e pelas autoridades nacionais responsáveis pela gestão das fronteiras, incluindo as guardas costeiras na medida em que realizem controlos nas fronteiras, bem como pelas autoridades responsáveis pelos regressos. A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira apoiar‑se-á na utilização comum de informações, capacidades e sistemas a nível nacional e na resposta da Agência a nível da União.

Alteração    11

Proposta de regulamento

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  A execução efetiva da gestão europeia integrada das fronteiras pela Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser assegurada através de um ciclo estratégico plurianual de políticas. O ciclo plurianual deverá estabelecer um procedimento integrado, unificado e contínuo, destinado a fornecer orientações estratégicas a todos os atores relevantes a nível da União e dos Estados-Membros em matéria de gestão de fronteiras e de regressos, para que esses atores possam implementar a gestão europeia integrada das fronteiras de uma forma coerente. Deverá igualmente abranger todas as interações relevantes entre a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e a Comissão, outras instituições e organismos, bem como a cooperação com outros parceiros relevantes, incluindo países terceiros e outras partes interessadas, quando aplicável.

(14)  A execução efetiva da gestão europeia integrada das fronteiras pela Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser assegurada através de um ciclo estratégico plurianual de políticas. O ciclo plurianual deverá estabelecer um procedimento integrado, unificado e contínuo, destinado a fornecer orientações estratégicas a todos os atores relevantes a nível da União e dos Estados-Membros em matéria de gestão de fronteiras e de regressos, para que esses atores possam implementar a gestão europeia integrada das fronteiras de uma forma coerente e em plena conformidade com os direitos fundamentais. Em particular, o ciclo plurianual de políticas deverá permitir que a Agência estabeleça a sua estratégia técnica e operacional. Deverá igualmente abranger todas as interações relevantes entre a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e a Comissão, outras instituições e organismos, bem como a cooperação com outros parceiros relevantes, incluindo países terceiros e outras partes interessadas, quando aplicável.

Alteração    12

Proposta de regulamento

Considerando 15

Texto da Comissão

Alteração

(15)  A gestão europeia integrada das fronteiras exige que as operações em matéria de fronteiras e de regressos sejam planeadas de forma integrada entre os Estados-Membros e a Agência, a fim de preparar respostas a maiores impactos nas fronteiras externas no contexto do plano de contingência e coordenar o desenvolvimento a longo prazo das capacidades, tanto em termos de recrutamento e de formação como de aquisição e desenvolvimento dos equipamentos.

(15)  A gestão europeia integrada das fronteiras exige que as operações em matéria de fronteiras e de regressos sejam planeadas de forma integrada entre os Estados-Membros e a Agência, no que se refere a respostas aos desafios nas fronteiras externas, bem como no que se refere ao plano de contingência e à coordenação do desenvolvimento a longo prazo das capacidades, tanto em termos de recrutamento e de formação como de aquisição e desenvolvimento dos equipamentos.

Alteração    13

Proposta de regulamento

Considerando 16

Texto da Comissão

Alteração

(16)  A aplicação do presente regulamento não afeta a repartição de competências entre a União e os Estados‑Membros nem as obrigações que incumbem aos Estados-Membros por força da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, da Convenção Internacional sobre Busca e Salvamento Marítimos, da Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional e do seu Protocolo contra o Tráfico Ilícito de Migrantes por Via Terrestre, Marítima e Aérea, da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, da Convenção para a Proteção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais e de outros instrumentos internacionais relevantes.

(16)  A aplicação do presente regulamento não afeta a repartição de competências entre a União e os Estados‑Membros nem as obrigações que incumbem aos Estados-Membros por força da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, da Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, da Convenção Internacional sobre Busca e Salvamento Marítimos, da Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional e do seu Protocolo contra o Tráfico Ilícito de Migrantes por Via Terrestre, Marítima e Aérea, da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, da Convenção para a Proteção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, da Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Apátridas e de outros instrumentos internacionais relevantes.

Alteração    14

Proposta de regulamento

Considerando 17-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(17-A)  As competências da Agência Europeia da Segurança Marítima e da Agência Europeia de Controlo das Pescas foram alargadas e a sua cooperação com a Agência foi reforçada; a Comissão Europeia deve, por conseguinte, apresentar uma proposta no sentido de incluir estas agências, juntamente com outros intervenientes relevantes, como os Estados-Membros, no âmbito de aplicação do Regulamento (UE) n.º 656/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de maio de 2014, que estabelece regras para a vigilância das fronteiras marítimas externas no contexto da cooperação operacional coordenada pela Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia;

Alteração    15

Proposta de regulamento

Considerando 18

Texto da Comissão

Alteração

(18)  A Agência deverá exercer as suas funções sem prejuízo das competências dos Estados-Membros em matéria de salvaguarda da ordem pública e da segurança interna.

(18)  A Agência deverá exercer as suas funções no pleno respeito pelo princípio da subsidiariedade e das responsabilidades e competências dos Estados-Membros em matéria de salvaguarda da ordem pública e da segurança interna.

Alteração    16

Proposta de regulamento

Considerando 19

Texto da Comissão

Alteração

(19)  A Agência deverá exercer as suas funções sem prejuízo da competência dos Estados-Membros em matéria de defesa.

(19)  A Agência deverá exercer as suas funções no pleno respeito pelas responsabilidades e pela competência dos Estados-Membros em matéria de defesa.

Alteração    17

Proposta de regulamento

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  O alargamento das funções e competências da Agência deverá ser contrabalançado por um reforço das garantias em matéria de direitos fundamentais e por uma maior responsabilização.

(20)  O alargamento das funções e competências da Agência deverá ser contrabalançado por um reforço das garantias em matéria de direitos fundamentais e por uma maior responsabilização e responsabilidade, em particular em termos de exercício dos poderes executivos pelo pessoal estatutário.

Alteração    18

Proposta de regulamento

Considerando 22

Texto da Comissão

Alteração

(22)  Os Estados-Membros devem também, no seu próprio interesse e no interesse dos outros Estados-Membros, providenciar os dados pertinentes necessários às atividades realizadas pela Agência, incluindo para efeitos de conhecimento da situação, análise de riscos, avaliação da vulnerabilidade e planeamento integrado. Do mesmo modo, deverão assegurar que os dados são exatos, atualizados e obtidos e inseridos nos sistemas de forma legal.

(22)  Os Estados-Membros devem também, no seu próprio interesse e no interesse dos outros Estados-Membros, providenciar os dados pertinentes necessários às atividades realizadas pela Agência, incluindo para efeitos de conhecimento da situação, análise de riscos, avaliação da vulnerabilidade e planeamento integrado. Do mesmo modo, deverão assegurar que os dados são exatos, atualizados e obtidos e inseridos nos sistemas de forma legal. Nos casos em que tais dados incluam dados pessoais, a legislação da União relativa à proteção de dados deve ser integralmente aplicável.

Alteração    19

Proposta de regulamento

Considerando 22-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(22-A)  A rede de comunicação prevista no presente regulamento fora desenvolvida no quadro do Regulamento (UE) n.º 1052/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho1-A e tem capacidade para proceder ao intercâmbio de informações classificadas da UE entre os Estados‑Membros e a Agência. Essa rede de comunicação prévia deve ser utilizada para todos os intercâmbios de informações entre os diferentes ramos da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, devendo o seu nível de classificação ser aumentado, a fim de reforçar a segurança da informação.

 

__________________

 

1-A Regulamento (UE) n.º 1052/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho que cria o Sistema Europeu de Vigilância das Fronteiras (Eurosur) (JO L 295 de 6.11.2013, p. 11).

Alteração    20

Proposta de regulamento

Considerando 23

Texto da Comissão

Alteração

(23)  O Sistema Europeu de Vigilância das Fronteiras («EUROSUR») é indispensável ao funcionamento da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a fim de enquadrar o intercâmbio de informações e a cooperação operacional entre as autoridades nacionais dos Estados‑Membros, bem como com a Agência. O EUROSUR fornece a essas autoridades e à Agência as infraestruturas e os instrumentos necessários para melhorar o seu conhecimento da situação e a sua capacidade de reação nas fronteiras externas a fim de detetar, prevenir e combater a imigração ilegal e a criminalidade transfronteiriça e de contribuir para salvar e proteger a vida dos migrantes.

(23)  O Sistema Europeu de Vigilância das Fronteiras («EUROSUR») é indispensável ao funcionamento da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a fim de enquadrar o intercâmbio de informações e a cooperação operacional entre as autoridades nacionais dos Estados‑Membros, bem como com a Agência. O EUROSUR fornece a essas autoridades e à Agência as infraestruturas e os instrumentos necessários para melhorar o seu conhecimento da situação e reforçar a sua capacidade de reação nas fronteiras externas a fim de detetar, prevenir e combater a migração irregular e a criminalidade transfronteiriça e de contribuir para salvar e proteger a vida dos migrantes.

Alteração    21

Proposta de regulamento

Considerando 25

Texto da Comissão

Alteração

(25)  O presente regulamento não deverá impedir que os centros nacionais de coordenação dos Estados-Membros sejam também responsáveis pela coordenação do intercâmbio de informações e pela cooperação no que respeita a outros componentes da gestão integrada das fronteiras, tais como os regressos.

(25)  O presente regulamento não deverá impedir que os centros nacionais de coordenação dos Estados-Membros sejam também responsáveis pela coordenação do intercâmbio de informações e pela cooperação no que respeita a outros componentes da gestão integrada das fronteiras.

Alteração    22

Proposta de regulamento

Considerando 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  A qualidade das informações partilhadas entre os Estados-Membros e a Agência constitui um elemento indispensável ao bom funcionamento da gestão integrada das fronteiras. Partindo do êxito do EUROSUR, essa qualidade deve ser assegurada através da normalização, da automatização do intercâmbio de informações entre redes e sistemas, da garantia da informação e do controlo da qualidade dos dados e informações transmitidos.

(26)  A qualidade das informações partilhadas entre os Estados-Membros e a Agência e o intercâmbio de tais informações em tempo útil constituem elementos indispensáveis ao bom funcionamento da gestão integrada das fronteiras. Partindo do êxito do EUROSUR, essa qualidade deve ser assegurada através da normalização, da automatização do intercâmbio de informações entre redes e sistemas, da garantia da informação e do controlo da qualidade dos dados e informações transmitidos.

Alteração    23

Proposta de regulamento

Considerando 27

Texto da Comissão

Alteração

(27)  A Agência deverá prestar a assistência necessária na criação e gestão do EUROSUR, incluindo a interoperabilidade dos sistemas, nomeadamente mediante a criação, manutenção e coordenação do quadro do EUROSUR.

(27)  A Agência deverá prestar a assistência necessária na criação e gestão do EUROSUR, incluindo a interoperabilidade dos sistemas ao nível de um quadro comum de partilha de informações, nomeadamente mediante a criação, manutenção e coordenação do quadro do EUROSUR.

Alteração    24

Proposta de regulamento

Considerando 28

Texto da Comissão

Alteração

(28)  O EUROSUR deverá providenciar um quadro abrangente da situação nas fronteiras externas, bem como no interior do espaço Schengen e na área além-fronteiras, abrangendo não só a vigilância das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, mas também os controlos nos pontos de passagem.

(28)  O EUROSUR deverá providenciar um quadro abrangente da situação nas fronteiras externas, bem como no interior do espaço Schengen e na área além-fronteiras, abrangendo não só a vigilância das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, mas também os controlos nos pontos de passagem. O conhecimento da situação na União não deve, de forma alguma, permitir que a Agência realize ações nas fronteiras internas dos Estados‑Membros.

Alteração    25

Proposta de regulamento

Considerando 31

Texto da Comissão

Alteração

(31)  A utilização de embarcações pequenas e inadequadas à navegação marítima tem aumentado drasticamente o número de migrantes que se afogam nas fronteiras externas marítimas meridionais. O EUROSUR deverá reforçar significativamente a capacidade operacional e técnica da Agência e dos Estados-Membros para detetar essas pequenas embarcações, bem como a capacidade de reação dos Estados‑Membros, contribuindo deste modo para reduzir o número de mortes de migrantes.

(31)  A utilização de embarcações pequenas e inadequadas à navegação marítima tem aumentado drasticamente o número de migrantes que se afogam nas fronteiras externas marítimas meridionais. O EUROSUR deverá reforçar significativamente a capacidade operacional e técnica da Agência e dos Estados-Membros para detetar essas pequenas embarcações, bem como a capacidade de reação dos Estados‑Membros para realizar operações de busca e salvamento, contribuindo deste modo para reduzir o número de mortes de migrantes.

Alteração    26

Proposta de regulamento

Considerando 33

Texto da Comissão

Alteração

(33)  A Agência deverá proceder a análises de risco, tanto gerais como específicas, com base num modelo comum e integrado de avaliação de risco, a aplicar pela própria Agência e pelos Estados‑Membros. A Agência deverá, com base também nas informações dos Estados‑Membros, prestar informações adequadas sobre a totalidade dos aspetos pertinentes para a gestão europeia integrada das fronteiras, em especial os controlos nas fronteiras, o regresso, os movimentos secundários irregulares de nacionais de países terceiros na União, a prevenção da criminalidade transfronteiriça, incluindo a facilitação da passagem não autorizada da fronteira, o tráfico de seres humanos, o terrorismo e as ameaças de natureza híbrida, bem como a situação em países terceiros relevantes, de modo a permitir a adoção de medidas adequadas ou a luta contra as ameaças e os risco identificados, a fim de melhorar a gestão integrada das fronteiras externas.

(33)  A Agência deverá proceder a análises de risco, tanto gerais como específicas, com base num modelo comum e integrado de avaliação de risco, a aplicar pela própria Agência e pelos Estados‑Membros. A Agência deverá, com base também nas informações dos Estados‑Membros, prestar informações adequadas sobre a totalidade dos aspetos pertinentes para a gestão europeia integrada das fronteiras, em especial os controlos nas fronteiras, o regresso, o fenómeno dos movimentos secundários irregulares de nacionais de países terceiros na União em termos de tendências, rotas e número, caso os Estados-Membros tenham fornecido estas informações, a prevenção da criminalidade transfronteiriça, incluindo a facilitação da passagem não autorizada da fronteira, o tráfico de seres humanos, a criminalidade organizada, o terrorismo e as ameaças de natureza híbrida, bem como a situação em países terceiros relevantes, de modo a permitir a adoção de medidas adequadas ou a luta contra as ameaças e os risco identificados, a fim de melhorar a gestão integrada das fronteiras externas.

Alteração    27

Proposta de regulamento

Considerando 34

Texto da Comissão

Alteração

(34)  Tendo em conta as suas atividades nas fronteiras externas, a Agência deverá contribuir para prevenir e detetar as formas de criminalidade grave com dimensão transfronteiriça, como a introdução clandestina de migrantes, o tráfico de seres humanos e o terrorismo, sempre que a sua intervenção seja adequada e tenha obtido informações relevantes através das suas atividades. A Agência deverá coordenar as suas atividades com a Europol na qualidade de agência responsável por apoiar e reforçar as ações dos Estados‑Membros e a cooperação destes últimos na prevenção e no combate à criminalidade grave que afete dois ou mais Estados-Membros. Os crimes transnacionais apresentam necessariamente uma dimensão transfronteiriça. Essa dimensão transfronteiriça é caracterizada por crimes diretamente ligados à passagem ilegal das fronteiras externas, incluindo o tráfico de seres humanos ou a introdução clandestina de migrantes. Não obstante, o artigo 1.º, n.º 2, da Diretiva 2002/90/CE do Conselho19, permite que os Estados‑Membros não imponham sanções quando o objetivo desse comportamento seja prestar assistência humanitária a migrantes.

(34)  Tendo em conta as suas atividades nas fronteiras externas, a Agência deverá contribuir para prevenir e detetar as formas de criminalidade grave com dimensão transfronteiriça, como a introdução clandestina de migrantes, o tráfico de seres humanos, a criminalidade organizada e o terrorismo, sempre que a sua intervenção seja adequada e tenha obtido informações relevantes através das suas atividades. A Agência deverá coordenar as suas atividades com a Europol na qualidade de agência responsável por apoiar e reforçar as ações dos Estados-Membros e a cooperação destes últimos na prevenção e no combate à criminalidade grave que afete dois ou mais Estados-Membros. Os crimes transnacionais apresentam necessariamente uma dimensão transfronteiriça. Essa dimensão transfronteiriça é caracterizada por crimes diretamente ligados à passagem ilegal das fronteiras externas, incluindo o tráfico de seres humanos ou a introdução clandestina de migrantes. Em consonância com o artigo 1.º, n.º 2, da Diretiva 2002/90/CE do Conselho19, que prevê que os Estados-Membros podem decidir não impor sanções quando o objetivo desse comportamento seja prestar assistência humanitária às pessoas em causa, a Agência deve recordar aos Estados‑Membros as potenciais implicações em matéria de direitos fundamentais quando ponderarem impor tais sanções.

__________________

__________________

19 Diretiva 2002/90/CE do Conselho, de 28 de novembro de 2002, relativa à definição do auxílio à entrada, ao trânsito e à residência irregulares (JO L 328 de 5.12.2002, p. 17).

19 Diretiva 2002/90/CE do Conselho, de 28 de novembro de 2002, relativa à definição do auxílio à entrada, ao trânsito e à residência irregulares (JO L 328 de 5.12.2002, p. 17).

Alteração    28

Proposta de regulamento

Considerando 35

Texto da Comissão

Alteração

(35)  Num espírito de responsabilidade partilhada, a missão da Agência deverá ser o acompanhamento regular da gestão das fronteiras externas, garantindo um acompanhamento adequado e eficaz, não só através do conhecimento da situação e de análises de riscos, mas também através da presença de peritos do seu próprio pessoal nos Estados-Membros. A Agência deverá, por conseguinte, poder destacar oficiais de ligação para os Estados‑Membros por um certo período de tempo, durante o qual os mesmos transmitem informações ao diretor executivo. O relatório dos oficiais de ligação deverá fazer parte da avaliação da vulnerabilidade.

(35)  Num espírito de responsabilidade partilhada e de melhoria das normas da gestão europeia integrada das fronteiras, a missão da Agência deverá ser o acompanhamento regular da gestão das fronteiras externas, incluindo o respeito pelos direitos fundamentais no âmbito da gestão das fronteiras e das atividades de regresso e garantindo um acompanhamento adequado e eficaz, não só através do conhecimento da situação e de análises de riscos, mas também através da presença de peritos do seu próprio pessoal nos Estados-Membros. A Agência deverá, por conseguinte, poder destacar oficiais de ligação para os Estados-Membros por um certo período de tempo, durante o qual os mesmos transmitem informações ao diretor executivo e ao responsável pelos direitos fundamentais. O relatório dos oficiais de ligação deverá fazer parte da avaliação da vulnerabilidade.

Alteração    29

Proposta de regulamento

Considerando 36

Texto da Comissão

Alteração

(36)  A Agência deverá realizar uma avaliação da vulnerabilidade com base em critérios objetivos que permita aferir a capacidade e o estado de preparação dos Estados-Membros para enfrentar os desafios que se coloquem nas suas fronteiras externas e contribuir para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e para a sua reserva de equipamentos técnicos. A avaliação da vulnerabilidade deverá incluir uma avaliação dos equipamentos, das infraestruturas, do pessoal, do orçamento e dos recursos financeiros dos Estados‑Membros, bem como dos respetivos planos de contingência para fazer face a eventuais crises nas fronteiras externas. Os Estados-Membros deverão adotar medidas para suprir as eventuais deficiências identificadas nessa avaliação. O diretor executivo deverá identificar as medidas a tomar e recomendá-las ao Estado-Membro em causa. Além disso, deverá fixar um prazo para a adoção dessas medidas e acompanhar de perto a sua execução atempada. Caso não sejam tomadas as medidas necessárias dentro do prazo fixado, a questão deverá ser remetida ao conselho de administração para nova decisão.

(36)  A Agência deverá realizar uma avaliação da vulnerabilidade com base em critérios objetivos que permita aferir a capacidade e o estado de preparação dos Estados-Membros para enfrentar os desafios que se coloquem nas suas fronteiras externas e contribuir para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e para a sua reserva de equipamentos técnicos. A avaliação da vulnerabilidade deverá incluir uma avaliação dos equipamentos, das infraestruturas, do pessoal, do orçamento e dos recursos financeiros dos Estados‑Membros, bem como dos respetivos planos de contingência para fazer face a eventuais crises nas fronteiras externas, no pleno respeito pelos direitos fundamentais. Os Estados-Membros deverão adotar medidas para suprir as eventuais deficiências identificadas nessa avaliação. O diretor executivo deverá identificar as medidas a tomar e recomendá-las ao Estado-Membro em causa. Além disso, deverá fixar um prazo para a adoção dessas medidas e acompanhar de perto a sua execução atempada. Caso não sejam tomadas as medidas necessárias dentro do prazo fixado, a questão deverá ser remetida ao conselho de administração para nova decisão.

Alteração    30

Proposta de regulamento

Considerando 38

Texto da Comissão

Alteração

(38)  A avaliação da vulnerabilidade e o mecanismo de avaliação de Schengen, criado pelo Regulamento (UE) n.º 1053/2013 do Conselho20, são dois mecanismos complementares que visam garantir o controlo de qualidade europeu do bom funcionamento do espaço Schengen e assegurar um estado de preparação permanente, tanto a nível da União como a nível nacional, para dar resposta a eventuais desafios nas fronteiras externas. As sinergias entre esses mecanismos deverão ser maximizadas para criar um quadro de situação melhorado sobre o funcionamento do espaço Schengen, evitando, na medida do possível, a duplicação de esforços por parte dos Estados-Membros e assegurando uma utilização mais coordenada dos instrumentos financeiros relevantes da União para apoiar a gestão das fronteiras externas. Para o efeito, deverá ser estabelecido um intercâmbio regular de informações entre a Agência e a Comissão sobre os resultados obtidos pelos dois mecanismos.

(38)  A avaliação da vulnerabilidade e o mecanismo de avaliação de Schengen, criado pelo Regulamento (UE) n.º 1053/2013 do Conselho20, são dois mecanismos complementares que visam garantir o controlo de qualidade europeu do bom funcionamento do espaço Schengen e assegurar um estado de preparação permanente, tanto a nível da União como a nível nacional, para dar resposta a eventuais desafios nas fronteiras externas. Embora o mecanismo de avaliação de Schengen seja o principal método utilizado para avaliar a aplicação e o cumprimento da legislação da União nos Estados-Membros, as sinergias entre esses mecanismos deverão ser maximizadas para criar um quadro de situação melhorado sobre o funcionamento do espaço Schengen, evitando, na medida do possível, a duplicação de esforços por parte dos Estados-Membros e assegurando uma utilização mais coordenada dos instrumentos financeiros relevantes da União para apoiar a gestão das fronteiras externas. Para o efeito, deverá ser estabelecido um intercâmbio regular de informações entre a Agência e a Comissão sobre os resultados obtidos pelos dois mecanismos.

__________________

__________________

20 Regulamento (UE) n.º 1053/2013 do Conselho, de 7 de outubro de 2013, que cria um mecanismo de avaliação e de monitorização para verificar a aplicação do acervo de Schengen e que revoga a Decisão do Comité Executivo de 16 de setembro de 1998, relativa à criação de uma comissão permanente de avaliação e de aplicação de Schengen (JO L 295 de 6.11.2013, p. 27).

20 Regulamento (UE) n.º 1053/2013 do Conselho, de 7 de outubro de 2013, que cria um mecanismo de avaliação e de monitorização para verificar a aplicação do acervo de Schengen e que revoga a Decisão do Comité Executivo de 16 de setembro de 1998, relativa à criação de uma comissão permanente de avaliação e de aplicação de Schengen (JO L 295 de 6.11.2013, p. 27).

Alteração    31

Proposta de regulamento

Considerando 39

Texto da Comissão

Alteração

(39)  Tendo em conta que os Estados‑Membros definem troços de fronteira aos quais a Agência atribui níveis de impacto, e que as capacidades de resposta dos Estados-Membros e da Agência devem corresponder a esses níveis, deverá ser criado um quarto nível de impacto, correspondendo a uma situação em que o espaço Schengen esteja em risco e a Agência deva intervir.

Suprimido

Alteração    32

Proposta de regulamento

Considerando 40

Texto da Comissão

Alteração

(40)  A Agência deverá organizar a assistência operacional e técnica necessária aos Estados-Membros de modo a reforçar a sua capacidade para cumprirem as suas obrigações em matéria de controlo das fronteiras externas e fazerem face aos desafios que surjam nas fronteiras externas em resultado da imigração ilegal ou da criminalidade transfronteiriça. Esta assistência deverá ser prestada sem prejuízo da competência das autoridades nacionais responsáveis para iniciar a investigação criminal. A este respeito, a Agência deverá, a pedido de um Estado‑Membro ou por sua própria iniciativa, organizar e coordenar operações conjuntas num ou mais Estados-Membros, proceder ao destacamento de equipas do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e fornecer os equipamentos técnicos necessários.

(40)  A Agência deverá organizar a assistência operacional e técnica necessária aos Estados-Membros de modo a reforçar a sua capacidade para cumprirem as suas obrigações em matéria de controlo das fronteiras externas e fazerem face aos desafios que surjam nas fronteiras externas em resultado da migração irregular ou da criminalidade transfronteiriça. Esta assistência deverá ser prestada sem prejuízo da competência das autoridades nacionais responsáveis para iniciar a investigação criminal. A este respeito, a Agência deverá, a pedido de um Estado‑Membro ou por sua própria iniciativa, com o acordo do Estado‑Membro em causa, organizar e coordenar operações conjuntas num ou mais Estados-Membros, proceder ao destacamento de equipas do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e fornecer os equipamentos técnicos necessários.

Alteração    33

Proposta de regulamento

Considerando 41

Texto da Comissão

Alteração

(41)  Nos casos em que existam desafios desproporcionados e específicos nas fronteiras externas, a Agência deverá, a pedido de um Estado-Membro ou por sua própria iniciativa, organizar e coordenar intervenções rápidas nas fronteiras e destacar equipas do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e equipamento técnico, incluindo da reserva de reação rápida. As intervenções rápidas nas fronteiras deverão proporcionar um reforço, por tempo limitado, em situações que exijam uma resposta imediata e sempre que essa intervenção garanta uma resposta eficaz. Para garantir a eficácia dessa intervenção, os Estados-Membros deverão disponibilizar agentes operacionais do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para constituir equipas sólidas e fornecer os equipamentos técnicos necessários. A Agência e o Estado-Membro em causa deverão acordar num plano operacional.

(41)  Nos casos em que existam desafios desproporcionados e específicos nas fronteiras externas, a Agência deverá, a pedido de um Estado-Membro ou por sua própria iniciativa, com o acordo do Estado-Membro em causa, organizar e coordenar intervenções rápidas nas fronteiras e destacar equipas do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e equipamento técnico, incluindo da reserva de reação rápida. As intervenções rápidas nas fronteiras deverão proporcionar um reforço, por tempo limitado, em situações que exijam uma resposta imediata e sempre que essa intervenção garanta uma resposta eficaz. Para garantir a eficácia dessa intervenção, os Estados-Membros deverão disponibilizar agentes operacionais do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para constituir equipas sólidas e fornecer os equipamentos técnicos necessários. Quando o pessoal destacado com o equipamento técnico de um Estado-Membro seja originário desse mesmo Estado-Membro, deve contar como parte da contribuição do referido Estado-Membro para o corpo permanente. A Agência e o Estado‑Membro em causa deverão acordar num plano operacional.

Alteração    34

Proposta de regulamento

Considerando 42

Texto da Comissão

Alteração

(42)  Sempre que enfrentem desafios migratórios específicos e desproporcionados em zonas específicas das suas fronteiras externas, caracterizados por grandes fluxos migratórios mistos internos, os Estados-Membros deverão poder contar com um reforço técnico e operacional. Este reforço deverá ser fornecido nas zonas dos pontos de crise pelas equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios. Essas equipas deverão ser constituídas por agentes operacionais destacados a partir do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, bem como por peritos dos Estados‑Membros destacados pelo EASO, pela Europol ou por outras agências relevantes da União. A Agência deverá assistir a Comissão na coordenação das diferentes agências no terreno.

(42)  Sempre que enfrentem desafios migratórios específicos e desproporcionados em zonas específicas das suas fronteiras externas, caracterizados por grandes fluxos migratórios mistos internos, os Estados-Membros deverão poder contar com um reforço técnico e operacional. Este reforço deverá ser fornecido nas zonas dos pontos de crise pelas equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios. Essas equipas deverão ser constituídas por agentes operacionais destacados a partir do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, bem como por peritos dos Estados-Membros destacados pela [Agência da União Europeia para o Asilo], pela Europol ou por outras agências relevantes da União. A Agência deverá assistir a Comissão na coordenação das diferentes agências no terreno. Em cooperação com o Estado-Membro de acolhimento e as agências pertinentes da União, a Comissão estabelece os termos da cooperação nas zonas dos pontos de crise e é responsável pela coordenação das atividades das equipas de apoio à gestão das migrações.

Alteração    35

Proposta de regulamento

Considerando 43

Texto da Comissão

Alteração

(43)  Os Estados-Membros deverão assegurar que as autoridades suscetíveis de receber pedidos de proteção internacional, tais como a polícia, os guardas de fronteiras, as autoridades de imigração e o pessoal dos estabelecimentos de detenção, dispõem das informações pertinentes. Além disso, deverão assegurar que o pessoal destas autoridades recebe o nível de formação necessário e adequado ao exercício das suas funções e responsabilidades, bem como instruções para informar os requerentes sobre o local onde os pedidos de proteção internacional podem ser apresentados e a forma para o fazer.

(43)  Os Estados-Membros deverão assegurar que as autoridades suscetíveis de receber pedidos de proteção internacional, tais como a polícia, os guardas de fronteiras, as autoridades de imigração e o pessoal dos estabelecimentos de detenção, dispõem das informações pertinentes. Além disso, deverão assegurar que o pessoal destas autoridades recebe o nível de formação necessário e adequado ao exercício das suas funções e responsabilidades, bem como instruções para informar os requerentes sobre o local onde os pedidos de proteção internacional podem ser apresentados e a forma para o fazer, e instruções sobre o encaminhamento das pessoas em situação vulnerável e dos menores não acompanhados para os mecanismos de encaminhamento adequados. Deverão ser criados mecanismos de controlo e deverá ser realizada uma avaliação independente a fim de garantir a aplicação efetiva.

Alteração    36

Proposta de regulamento

Considerando 43-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(43-A)  A Agência deve estar em condições de fornecer e garantir formação especializada sobre a gestão europeia integrada das fronteiras aos membros do seu pessoal e às autoridades dos Estados‑Membros. A formação do corpo permanente deve ser realizada em estreita cooperação com os Estados-Membros, assegurando, ao mesmo tempo, que os programas de formação sejam harmonizados e promovam a compreensão mútua e uma cultura europeia comum, com base nos valores consagrados nos Tratados. O desenvolvimento da estratégia de formação da Agência, com a aprovação do conselho de administração, pode abrir caminho à criação de um centro de formação da Agência para facilitar ulteriormente a inclusão de uma cultura europeia comum na formação ministrada.

Alteração    37

Proposta de regulamento

Considerando 44

Texto da Comissão

Alteração

(44)  Em junho de 2018, o Conselho Europeu voltou a sublinhar a importância de uma abordagem global em matéria de migração, referindo que esta última constitui um desafio não só para um Estado-Membro, mas também para a Europa no seu conjunto. Nesse contexto, destacou a importância de a União prestar um apoio total para assegurar uma gestão ordenada dos fluxos migratórios. Esse apoio pode ser prestado através da criação de centros controlados em que os nacionais de países terceiros desembarcados na União possam ser submetidos a uma triagem rápida, assegurando a proteção dos que dela necessitam e o regresso rápido dos outros. Tendo em conta que os centros controlados serão criados numa base voluntária, a União deverá poder fornecer pleno apoio financeiro e operacional aos Estados-Membros em questão através das agências competentes da União incluindo a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira.

(44)  Em junho de 2018, o Conselho Europeu voltou a sublinhar a importância de uma abordagem global em matéria de migração, referindo que esta última constitui um desafio não só para um Estado-Membro, mas também para a Europa no seu conjunto. Nesse contexto, destacou a importância de a União prestar um apoio total para assegurar uma gestão ordenada dos fluxos migratórios.

Alteração    38

Proposta de regulamento

Considerando 45

Texto da Comissão

Alteração

(45)  A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a [Agência da União Europeia para o Asilo] deverão cooperar estreitamente a fim de dar resposta aos desafios migratórios, em especial nas fronteiras externas caracterizadas por grandes fluxos migratórios mistos internos. Em especial, as duas Agências deverão coordenar as suas atividades e apoiar os Estados‑Membros a fim de facilitar o procedimento de proteção internacional e o procedimento de regresso no que diz respeito aos nacionais de países terceiros cujo pedido de proteção internacional seja rejeitado. A Agência e a [Agência da União Europeia para o Asilo] deverão igualmente cooperar no âmbito de outras atividades operacionais tais como as análises de risco, a recolha de dados estatísticos, a formação e o apoio aos Estados-Membros em matéria de planos de contingência.

(45)  A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a [Agência da União Europeia para o Asilo] deverão cooperar estreitamente a fim de dar resposta aos desafios migratórios, em especial nas fronteiras externas caracterizadas por grandes fluxos migratórios mistos internos. Em especial, as duas Agências deverão coordenar as suas atividades e apoiar os Estados‑Membros a fim de facilitar o procedimento de proteção internacional. A Agência e a [Agência da União Europeia para o Asilo] deverão igualmente cooperar no âmbito de outras atividades operacionais tais como as análises de risco, a recolha de dados estatísticos, a formação e o apoio aos Estados-Membros em matéria de planos de contingência.

Alteração    39

Proposta de regulamento

Considerando 45-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(45-A)  A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira deverá cooperar estreitamente com a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a fim de assegurar a salvaguarda dos direitos fundamentais aquando da aplicação de todos os aspetos abrangidos pelo regulamento.

Alteração    40

Proposta de regulamento

Considerando 46

Texto da Comissão

Alteração

(46)  Os Estados-Membros deverão poder contar com um reforço técnico e operacional acrescido por parte das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, em especial nas zonas dos pontos de crise ou nos centros controlados. As equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios deverão ser compostas por peritos do pessoal da Agência e por peritos destacados pelos Estados-Membros, e peritos do pessoal da [Agência da União Europeia para o Asilo], ou peritos dos Estados-Membros convidados pela [Agência da União Europeia para o Asilo], pela Europol ou por outras agências competentes da União. A Comissão deverá assegurar a coordenação necessária na avaliação das necessidades e das operações no terreno, tendo em conta a participação de várias agências da União.

(46)  Os Estados-Membros deverão poder contar com um reforço técnico e operacional acrescido por parte das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios nas zonas dos pontos de crise. As equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios deverão ser compostas por peritos do pessoal da Agência e por peritos destacados pelos Estados-Membros, e peritos do pessoal da [Agência da União Europeia para o Asilo], ou peritos dos Estados-Membros convidados pela [Agência da União Europeia para o Asilo], pela Europol, pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia ou por outras agências competentes da União. A Comissão deverá assegurar a cooperação necessária das agências competentes e estabelecer as condições da cooperação no contexto da realização de operações no terreno, tendo em conta a participação de várias agências da União.

Alteração    41

Proposta de regulamento

Considerando 47

Texto da Comissão

Alteração

(47)  Nas zonas dos pontos de crise, os Estados-Membros deverão cooperar com as agências competentes da União, que deverão agir no âmbito dos respetivos mandatos e competências e sob a coordenação da Comissão. A Comissão, em cooperação com as agências competentes da União, deverá assegurar que as atividades nas zonas de pontos de crise respeitam a legislação aplicável da União.

(47)  Nas zonas dos pontos de crise, os Estados-Membros deverão cooperar com as agências competentes da União, que deverão agir no âmbito dos respetivos mandatos e competências e sob a coordenação da Comissão. A Comissão, em cooperação com as agências competentes da União, deverá assegurar que as atividades nas zonas de pontos de crise respeitam a legislação aplicável da União e os direitos fundamentais.

Alteração    42

Proposta de regulamento

Considerando 48

Texto da Comissão

Alteração

(48)  Nos centros controlados, as agências da União deverão, a pedido do Estado-Membro que acolhe esses centros e sob a coordenação da Comissão, apoiar o Estado-Membro de acolhimento na execução de procedimentos rápidos de proteção internacional e/ou de regresso. Nesses centros, deverá ser possível distinguir rapidamente os nacionais de países terceiros que necessitam de proteção internacional daqueles que não precisam de tal proteção, bem como realizar controlos de segurança e executar a totalidade ou parte do procedimento de proteção internacional e/ou de regresso.

Suprimido

Alteração    43

Proposta de regulamento

Considerando 49

Texto da Comissão

Alteração

(49)  Quando justificado pelos resultados da avaliação da vulnerabilidade ou da análise de risco ou pela atribuição de um nível impacto crítico a um ou mais troços de fronteira, o diretor executivo da Agência deverá recomendar ao Estado‑Membro em causa que inicie e realize operações conjuntas ou intervenções rápidas nas fronteiras.

(49)  Quando justificado pelos resultados da avaliação da vulnerabilidade ou da análise de risco, o diretor executivo da Agência pode recomendar ao Estado‑Membro em causa que inicie e realize operações conjuntas ou intervenções rápidas nas fronteiras.

Alteração    44

Proposta de regulamento

Considerando 50

Texto da Comissão

Alteração

(50)  Nos casos em que o controlo nas fronteiras externas se torne de tal forma ineficaz que ponha em risco o funcionamento do espaço Schengen, porque um determinado Estado-Membro não tomou as medidas necessárias em conformidade com a avaliação da vulnerabilidade, ou quando um Estado‑Membro que se viu confrontado com desafios desproporcionados específicos nas fronteiras externas não solicitou à Agência apoio suficiente ou não deu seguimento a esse apoio, uma resposta rápida, unificada e eficaz deverá ser dada a nível da União. Para atenuar esse risco, e a fim de garantir uma melhor coordenação a nível da União, a Comissão deverá identificar as medidas a executar pela Agência e solicitar ao Estado-Membro em causa que coopere com a Agência na aplicação dessas medidas. A Agência deverá então determinar as ações a realizar com vista à execução prática das medidas indicadas na decisão da Comissão. A Agência deverá elaborar um plano operacional em conjunto com o Estado-Membro em causa. Este deverá facilitar a aplicação da decisão da Comissão e do plano operacional cumprindo, entre outras, as obrigações previstas nos artigos 44.º, 83.º e 84.º. Caso um Estado-Membro não cumpra a decisão da Comissão num prazo de 30 dias e não coopere com a Agência na execução das medidas que constam na referida decisão, a Comissão deverá poder desencadear a aplicação do processo específico previsto no artigo 29.º do Regulamento (UE) 2016/399 do Parlamento Europeu e do Conselho21, para fazer face à situação em que circunstâncias excecionais colocam em risco o funcionamento global da zona sem fronteiras internas.

(50)  Nos casos em que o controlo nas fronteiras externas se torne de tal forma ineficaz que ponha em risco o funcionamento do espaço Schengen, porque um determinado Estado-Membro não tomou as medidas necessárias em conformidade com a avaliação da vulnerabilidade, ou quando um Estado‑Membro que se viu confrontado com desafios desproporcionados específicos nas fronteiras externas não solicitou à Agência apoio suficiente ou não deu seguimento a esse apoio, uma resposta rápida, unificada e eficaz deverá ser dada a nível da União. Para atenuar esse risco, e a fim de garantir uma melhor coordenação a nível da União, a Comissão deverá propor ao Conselho uma decisão que identifique as medidas a executar pela Agência e solicitar, ao mesmo tempo, ao Estado‑Membro em causa que coopere com a Agência na aplicação dessas medidas. As competências de execução para a adoção dessa decisão deverão ser conferidas ao Conselho para que este tome uma decisão em virtude da natureza potencialmente sensível em termos políticos das medidas, que provavelmente entram no âmbito dos poderes nacionais executivos e coercitivos. A Agência deverá então determinar as ações a realizar com vista à execução prática das medidas indicadas na decisão do Conselho. A Agência deverá elaborar um plano operacional em conjunto com o Estado-Membro em causa. Este deverá facilitar a aplicação da decisão do Conselho e do plano operacional cumprindo, entre outras, as obrigações previstas nos artigos 44.º, 83.º e 84.º. Caso um Estado-Membro não cumpra a decisão do Conselho num prazo de 30 dias e não coopere com a Agência na execução das medidas que constam na referida decisão, a Comissão deverá poder desencadear a aplicação do processo específico previsto no artigo 29.º do Regulamento (UE) 2016/399 do Parlamento Europeu e do Conselho21, para fazer face à situação em que circunstâncias excecionais colocam em risco o funcionamento global da zona sem fronteiras internas.

__________________

__________________

21 Regulamento (UE) 2016/399 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 9 de março de 2016, que estabelece o código da União relativo ao regime de passagem de pessoas nas fronteiras (Código das Fronteiras Schengen) (JO L 77 de 23.3.2016, p. 1).

21 Regulamento (UE) 2016/399 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 9 de março de 2016, que estabelece o código da União relativo ao regime de passagem de pessoas nas fronteiras (Código das Fronteiras Schengen) (JO L 77 de 23.3.2016, p. 1).

Alteração    45

Proposta de regulamento

Considerando 51

Texto da Comissão

Alteração

(51)  O corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser constituído por 10 000 agentes operacionais, que agem na qualidade de guardas de fronteira, escoltas para operações de regresso, peritos em matéria de regresso e outro pessoal competente. O corpo permanente será constituído por três categorias de pessoal operacional, nomeadamente membros do pessoal estatutário empregados pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, pessoal destacado para a Agência pelos Estados-Membros para períodos de serviço de longa duração e pessoal fornecido pelos Estados-Membros para períodos de serviço de curta duração. O corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira será destacado no quadro de equipas de gestão das fronteiras, equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios ou equipas de regresso.

(51)  O corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser constituído por guardas de fronteira, escoltas para operações de regresso, peritos em matéria de regresso, agentes de controlo dos regressos, agentes de controlo dos direitos fundamentais e outro pessoal competente. O corpo permanente será constituído por quatro categorias de pessoal operacional, nomeadamente membros do pessoal estatutário empregados pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, pessoal destacado para a Agência pelos Estados-Membros para períodos de serviço de longa duração, pessoal fornecido pelos Estados-Membros para períodos de serviço de curta duração e pessoal que faz parte da reserva de reação rápida para intervenções fronteiriças rápidas. O corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira será destacado no quadro de equipas de gestão das fronteiras, equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios ou equipas de regresso.

Alteração    46

Proposta de regulamento

Considerando 52

Texto da Comissão

Alteração

(52)  O pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, destacado como membro das equipas, deverá ter todos os poderes necessários para desempenhar as funções associadas ao controlo das fronteiras e aos regressos, incluindo as funções que exigem poderes executivos definidos na legislação nacional aplicável ou, no que se refere ao pessoal da Agência, em conformidade com o anexo V.

(52)  O pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, destacado como membro das equipas, deverá ter todos os poderes necessários, com autorização do Estado-Membro de acolhimento ou de um país terceiro, para desempenhar as funções associadas ao controlo das fronteiras, ao controlo dos direitos fundamentais e aos regressos, incluindo as funções que exigem poderes executivos definidos na legislação nacional aplicável ou, no que se refere ao pessoal da Agência, em conformidade com o anexo V. Sempre que o pessoal estatutário da Agência exerça poderes executivos, a Agência deve ser responsável pelos danos eventualmente causados.

Alteração    47

Proposta de regulamento

Considerando 54

Texto da Comissão

Alteração

(54)  O funcionamento e a composição do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira serão objeto de uma revisão intercalar a realizar pela Comissão.

(54)  O funcionamento e a composição do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira serão objeto de uma revisão a realizar pela Comissão, em conjunto com os Estados-Membros.

Alteração    48

Proposta de regulamento

Considerando 55

Texto da Comissão

Alteração

(55)  A evolução a longo prazo dos recursos humanos com vista a garantir as contribuições dos Estados-Membros para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve ser sustentado por um sistema de apoio financeiro. Para o efeito, é oportuno autorizar a Agência a conceder subvenções aos Estados‑Membros sem convite à apresentação de propostas, ao abrigo do «financiamento não associado aos custos», em conformidade com o artigo 125.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046. O apoio financeiro deverá permitir aos Estados-Membros contratar e formar pessoal adicional, proporcionando-lhes a flexibilidade de que necessitam para satisfazer as contribuições obrigatórias para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. O sistema de financiamento específico deverá assegurar um justo equilíbrio entre os riscos de irregularidades e de fraudes e os custos dos controlos. O presente regulamento estabelece as condições essenciais para a concessão de apoio financeiro, nomeadamente o recrutamento e a formação do número adequado de guardas de fronteira ou outros especialistas, correspondente ao número de agentes objeto de destacamento de longa duração para a Agência ou ao número de agentes efetivamente destacados no quadro das atividades operacionais da Agência durante, pelo menos, 4 meses. Tendo em conta a ausência de dados pertinentes e comparáveis sobre os custos efetivos em todos os Estados-Membros, o desenvolvimento de um sistema de financiamento baseado nos custos seria excessivamente complexo e não satisfaria a necessidade de um regime de financiamento simples, rápido, eficiente e eficaz. Para o efeito, importa autorizar a Agência a conceder subvenções aos Estados-Membros sem convite à apresentação de propostas sob a forma de «financiamento não associado aos custos», sob reserva do cumprimento das condições estabelecidas no artigo 125.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046. Para efeitos da fixação do montante desse financiamento para diferentes Estados-Membros, convém utilizar como montante de referência o vencimento anual de um agente contratual do grupo de funções III, grau 8, escalão 1, das instituições europeias, modulado por um coeficiente corretor por Estado‑Membro, em conformidade com o princípio da boa gestão financeira e no espírito da igualdade de tratamento. Aquando da concessão deste apoio financeiro, a Agência e os Estados‑Membros devem assegurar o respeito dos princípios do cofinanciamento e exclusão do duplo financiamento.

(55)  A evolução a longo prazo dos recursos humanos com vista a garantir as contribuições dos Estados-Membros para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve ser sustentado por um sistema de apoio financeiro. Para o efeito, é oportuno autorizar a Agência a conceder subvenções aos Estados‑Membros sem convite à apresentação de propostas, ao abrigo do «financiamento não associado aos custos», em conformidade com o artigo 125.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046. O apoio financeiro deverá permitir aos Estados-Membros contratar e formar pessoal adicional, proporcionando-lhes a flexibilidade de que necessitam para satisfazer as contribuições obrigatórias para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. O apoio financeiro deve poder assumir a forma de um adiantamento antes do pagamento anual. O sistema de financiamento específico deverá assegurar um justo equilíbrio entre os riscos de irregularidades e de fraudes e os custos dos controlos. O presente regulamento estabelece as condições essenciais para a concessão de apoio financeiro, nomeadamente o recrutamento e a formação do número adequado de guardas de fronteira ou outros especialistas, correspondente ao número de agentes objeto de destacamento de longa duração para a Agência ou ao número de agentes efetivamente destacados no quadro das atividades operacionais da Agência por um período mínimo, consecutivo ou não consecutivo, de 4 meses, ou numa base proporcional para destacamentos por um período consecutivo ou não consecutivo inferior a 4 meses. Tendo em conta a ausência de dados pertinentes e comparáveis sobre os custos efetivos em todos os Estados-Membros, o desenvolvimento de um sistema de financiamento baseado nos custos seria excessivamente complexo e não satisfaria a necessidade de um regime de financiamento simples, rápido, eficiente e eficaz. Para o efeito, importa autorizar a Agência a conceder subvenções aos Estados-Membros sem convite à apresentação de propostas sob a forma de «financiamento não associado aos custos», sob reserva do cumprimento das condições estabelecidas no artigo 125.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046. Para efeitos da fixação do montante desse financiamento para diferentes Estados-Membros, convém utilizar como montante de referência o vencimento anual de um agente contratual do grupo de funções III, grau 8, escalão 1, das instituições europeias, modulado por um coeficiente corretor por Estado‑Membro, em conformidade com o princípio da boa gestão financeira e no espírito da igualdade de tratamento. Aquando da concessão deste apoio financeiro, a Agência e os Estados‑Membros devem assegurar o respeito dos princípios do cofinanciamento e exclusão do duplo financiamento.

Alteração    49

Proposta de regulamento

Considerando 56

Texto da Comissão

Alteração

(56)  Com vista ao destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no território de países terceiros, a Agência deverá desenvolver as suas próprias capacidades a nível de estruturas de comando e controlo.

(56)  Com vista ao destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no território de países terceiros, a Agência deverá desenvolver as suas próprias capacidades a nível de estruturas de comando e controlo e procedimentos apropriados para assegurar a responsabilidade civil e penal do corpo permanente.

Alteração    50

Proposta de regulamento

Considerando 57

Texto da Comissão

Alteração

(57)  A fim de permitir que os destacamentos do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira sejam efetivos a partir de 1 de janeiro de 2020, deverão ser tomadas e aplicadas certas decisões e medidas de execução o mais rapidamente possível. Em especial, em derrogação do prazo normal estabelecido no presente regulamento, a decisão do conselho de administração a que se refere o artigo 55.º, n.º 4, relativa aos perfis do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, deverá ser adotada no prazo de seis semanas a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento. Esta decisão deverá ser seguida das nomeações dos Estados‑Membros previstas no artigo 56.º, n.º 4, e no artigo 57.º, n.º 1, no prazo de 12 semanas a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento.

(57)  A fim de permitir que os destacamentos do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira sejam efetivos em conformidade com os prazos previstos no anexo I, deverão ser tomadas e aplicadas certas decisões e medidas de execução o mais rapidamente possível. Em especial, em derrogação do prazo normal estabelecido no presente regulamento, a decisão do conselho de administração a que se refere o artigo 55.º, n.º 4, relativa aos perfis do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, deverá ser adotada no prazo de seis semanas a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento. Esta decisão deverá ser seguida das nomeações dos Estados‑Membros previstas no artigo 56.º, n.º 4, e no artigo 57.º, n.º 1, no prazo de 12 semanas a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento.

Alteração    51

Proposta de regulamento

Considerando 58

Texto da Comissão

Alteração

(58)  Além disso, em derrogação do prazo normal estabelecido no presente regulamento, a decisão do conselho de administração a que se refere o artigo 64.º, n.º 4, relativa ao número de artigos de equipamento técnico necessário para satisfazer as necessidades da Agência em 2020, deverá ser adotada no prazo de 6 semanas a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento.

(58)  Além disso, em derrogação do prazo normal estabelecido no presente regulamento, a decisão do conselho de administração a que se refere o artigo 64.º, n.º 4, relativa ao número de artigos de equipamento técnico necessário para satisfazer as necessidades da Agência, segundo os prazos estabelecidos no anexo I relativamente à composição do corpo permanente, deverá ser adotada no prazo de 6 semanas a contar da data de entrada em vigor do presente regulamento.

Alteração    52

Proposta de regulamento

Considerando 59

Texto da Comissão

Alteração

(59)  Ao mesmo tempo, a fim de assegurar a continuidade do apoio às atividades operacionais organizadas pela Agência, todos os destacamentos até 31 de dezembro de 2019, incluindo no âmbito da reserva de reação rápida, deverão ser planeados e executados em conformidade com os artigos 20.º, 30.º e 31.º do Regulamento (UE) 2016/1624, e com as negociações bilaterais anuais realizadas em 2018. Para o efeito, estas disposições só deverão ser revogadas a partir de 1 de janeiro de 2020.

(59)  Ao mesmo tempo, a fim de assegurar a continuidade do apoio às atividades operacionais organizadas pela Agência, todos os destacamentos até 31 de dezembro de 2019, incluindo no âmbito da reserva de reação rápida, deverão ser planeados e executados em conformidade com os artigos 20.º, 30.º e 31.º do Regulamento (UE) 2016/1624, e com as negociações bilaterais anuais realizadas em 2018. Para o efeito, estas disposições só deverão ser revogadas quando o corpo permanente estiver operacional, com efeitos dois anos após a entrada em vigor do presente regulamento.

Alteração    53

Proposta de regulamento

Considerando 60

Texto da Comissão

Alteração

(60)  A Agência terá ao seu serviço pessoal que executa as tarefas atribuídas à Agência, quer na sede, quer no âmbito do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. O corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira pode incluir funcionários estatutários, pessoal em destacamento de longa duração ou pessoal fornecido pelas autoridades nacionais para um destacamento de curta duração. O pessoal estatutário do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira será destacado principalmente na qualidade de membro de equipas; apenas uma parte limitada e claramente definida deste pessoal poderá ser recrutada para desempenhar funções de apoio à criação do corpo permanente, nomeadamente na sede.

(60)  A Agência terá ao seu serviço pessoal que executa as tarefas atribuídas à Agência, quer na sede, quer no âmbito do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. O corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira pode incluir funcionários estatutários, pessoal em destacamento de longa duração ou pessoal fornecido pelas autoridades nacionais e pela reserva de reação rápida para um destacamento de curta duração. O pessoal estatutário do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira será destacado principalmente na qualidade de membro de equipas; apenas uma parte limitada e claramente definida deste pessoal poderá ser recrutada para desempenhar funções de apoio à criação do corpo permanente, nomeadamente na sede.

Alteração    54

Proposta de regulamento

Considerando 61

Texto da Comissão

Alteração

(61)  A fim de colmatar as lacunas persistentes a nível da constituição da reserva voluntária de equipamento técnico pelos Estados-Membros, em especial no que se refere aos meios de grande escala, a Agência deverá dispor do equipamento necessário a destacar para operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras ou qualquer outra atividade operacional. Embora a Agência disponha, desde 2011, da possibilidade legal de adquirir ou alugar o seu próprio equipamento técnico, tal foi significativamente dificultado pela falta de recursos orçamentais.

(61)  A fim de colmatar as lacunas persistentes a nível da constituição da reserva voluntária de equipamento técnico pelos Estados-Membros, em especial no que se refere aos meios de grande escala, a Agência deverá dispor do equipamento necessário a destacar para operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras ou qualquer outra atividade operacional. Esses ativos devem ser autorizados pelos Estados-Membros como ativos ao serviço de um Governo. Embora a Agência disponha, desde 2011, da possibilidade legal de adquirir ou alugar o seu próprio equipamento técnico, tal foi significativamente dificultado pela falta de recursos orçamentais.

Alteração    55

Proposta de regulamento

Considerando 62

Texto da Comissão

Alteração

(62)  Por conseguinte, em resposta à ambição subjacente à criação do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a Comissão afetou, no âmbito do quadro financeiro plurianual 2021-2027, uma dotação significativa para permitir à Agência adquirir, manter e explorar os necessários meios aéreos, marítimos e terrestres correspondentes às necessidades operacionais. Embora a aquisição dos ativos necessários possa ser um processo moroso, especialmente no que se refere aos ativos de grande escala, o equipamento próprio da Agência deverá, em última análise, tornar-se a espinha dorsal dos destacamentos operacionais, complementada, em circunstâncias excecionais, pelo recurso a contribuições adicionais dos Estados-Membros. O equipamento da Agência será, em grande medida, explorado pelos técnicos da Agência que fazem parte do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. A fim de assegurar uma utilização eficaz dos recursos financeiros propostos, o processo deverá basear-se numa estratégia plurianual decidida o mais rapidamente possível pelo conselho de administração.

(62)  Por conseguinte, em resposta à ambição subjacente à criação do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a Comissão afetou, no âmbito do quadro financeiro plurianual 2021-2027, uma dotação significativa para permitir à Agência adquirir, manter e explorar os necessários meios aéreos, marítimos e terrestres correspondentes às necessidades operacionais. Embora a aquisição dos ativos necessários possa ser um processo moroso, especialmente no que se refere aos ativos de grande escala, o equipamento próprio da Agência deverá, em última análise, tornar-se a espinha dorsal dos destacamentos operacionais, complementada, em circunstâncias excecionais, pelo recurso a contribuições adicionais dos Estados-Membros. O pessoal destacado com o equipamento técnico de um Estado-Membro, mesmo em circunstâncias excecionais, deve contar como parte da contribuição desse Estado-Membro para o corpo permanente. O equipamento da Agência será, em grande medida, explorado pelos técnicos da Agência que fazem parte do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. A fim de assegurar uma utilização eficaz dos recursos financeiros propostos, o processo deverá basear-se numa estratégia plurianual decidida o mais rapidamente possível pelo conselho de administração. É necessário assegurar a sustentabilidade da Agência através de futuros quadros financeiros plurianuais e manter uma gestão europeia integrada das fronteiras de caráter abrangente.

Alteração    56

Proposta de regulamento

Considerando 64

Texto da Comissão

Alteração

(64)  O desenvolvimento a longo prazo de novas capacidades no âmbito da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser coordenado entre os Estados-Membros e a Agência em conformidade com o ciclo estratégico plurianual de políticas, tendo em conta a longa duração de certos procedimentos. Tal inclui não só o recrutamento e a formação de novos guardas de fronteira (que, durante a sua carreira, poderão servir tanto nos Estados‑Membros como no corpo permanente), a aquisição, a manutenção e a eliminação de equipamentos (para os quais devem ser criadas oportunidades de interoperabilidade e economias de escala), mas também o desenvolvimento de novos equipamentos e tecnologias conexas, nomeadamente através da investigação.

(64)  O desenvolvimento a longo prazo de novas capacidades no âmbito da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deverá ser coordenado entre os Estados-Membros e a Agência em conformidade com o ciclo estratégico plurianual de políticas, tendo em conta a longa duração de certos procedimentos. Tal inclui não só o recrutamento e a formação, nomeadamente no que respeita aos direitos fundamentais e à aplicação do procedimento de apresentação de queixas e da estratégia em matéria de direitos fundamentais, de novos guardas de fronteira (que, durante a sua carreira, poderão servir tanto nos Estados-Membros como no corpo permanente), a aquisição, a manutenção e a eliminação de equipamentos (para os quais devem ser criadas oportunidades de interoperabilidade e economias de escala), mas também o desenvolvimento de novos equipamentos e tecnologias conexas, nomeadamente através da investigação.

Alteração    57

Proposta de regulamento

Considerando 67

Texto da Comissão

Alteração

(67)  O regresso dos nacionais de países terceiros que não preenchem ou deixaram de preencher as condições de entrada, permanência ou residência nos Estados‑Membros, em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho22, é um componente essencial dos amplos esforços para combater a migração irregular e representa uma importante questão de interesse público relevante.

(Não se aplica à versão portuguesa.)  

__________________

22 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados‑Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

Alteração    58

Proposta de regulamento

Considerando 68

Texto da Comissão

Alteração

(68)  A Agência deverá intensificar o seu apoio aos Estados-Membros no que se refere ao regresso de nacionais de países terceiros, de acordo com a política de regresso da União e com a Diretiva 2008/115/CE. Deverá, nomeadamente, coordenar e organizar operações de regresso a partir de um ou mais Estados‑Membros, e organizar e realizar intervenções de regresso, a fim de reforçar o sistema de regresso dos Estados‑Membros que necessitem de assistência operacional e técnica acrescida para cumprir as respetivas obrigações em matéria de regresso de nacionais de países terceiros, em conformidade com a referida diretiva.

(68)  A Agência deverá intensificar o seu apoio aos Estados-Membros no que se refere ao regresso de nacionais de países terceiros, de acordo com a política de regresso da União e com a Diretiva 2008/115/CE. Deverá, nomeadamente, coordenar e organizar operações de regresso a partir de um ou mais Estados‑Membros, e, mediante pedido de um Estado-Membro, organizar e realizar intervenções de regresso, a fim de reforçar o sistema de regresso dos Estados‑Membros que necessitem de assistência operacional e técnica acrescida para cumprir as respetivas obrigações em matéria de regresso de nacionais de países terceiros, em conformidade com a referida diretiva.

Alteração    59

Proposta de regulamento

Considerando 69

Texto da Comissão

Alteração

(69)  A Agência deverá, no pleno respeito dos direitos fundamentais e sem prejuízo da responsabilidade dos Estados‑Membros na emissão de decisões de regresso, prestar assistência técnica e operacional aos Estados-Membros no procedimento de regresso, incluindo na preparação de decisões de regresso, na identificação de nacionais de países terceiros e em outras atividades dos Estados-Membros relacionadas com o pré‑regresso e com o regresso. Além disso, a Agência deverá assistir os Estados‑Membros na obtenção de documentos de viagem para as operações de regresso, em cooperação com as autoridades dos países terceiros relevantes.

(69)  A Agência deverá, no pleno respeito dos direitos fundamentais e sem prejuízo da responsabilidade dos Estados‑Membros na emissão de decisões de regresso, prestar assistência técnica e operacional aos Estados-Membros no procedimento de regresso, incluindo na identificação de nacionais de países terceiros e em outras atividades dos Estados-Membros relacionadas com o pré‑regresso e com o regresso. Além disso, a Agência deverá assistir os Estados‑Membros na obtenção de documentos de viagem para as operações de regresso, quando isso não viole o princípio da não repulsão, em cooperação com as autoridades dos países terceiros relevantes.

Alteração    60

Proposta de regulamento

Considerando 70

Texto da Comissão

Alteração

(70)  A assistência aos Estados-Membros na execução dos procedimentos de regresso deverá incluir a prestação de informações práticas sobre os países terceiros de regresso relevantes para a aplicação do presente regulamento, designadamente os dados de contactos ou outra informação logística que permita o bom desenrolar das operações de regresso. A assistência deverá igualmente incluir a criação, a gestão e a manutenção de um sistema central para o tratamento de todas as informações e dados necessários à prestação de assistência técnica e operacional pela Agência em conformidade com o presente regulamento, que são automaticamente comunicados pelos sistemas nacionais de gestão de regressos dos Estados-Membros.

(70)  A assistência aos Estados-Membros na execução dos procedimentos de regresso deverá incluir a prestação de informações práticas sobre os países terceiros de regresso relevantes para a aplicação do presente regulamento, designadamente os dados de contactos ou outra informação logística que permita o bom desenrolar das operações de regresso, em condições dignas. A assistência deverá igualmente incluir a operação e manutenção da atual Aplicação da Gestão Integrada dos Regressos (IRMA), que já é gerida pela Agência como plataforma para o tratamento de todas as informações e dados necessários à prestação de assistência técnica e operacional pela Agência em conformidade com o presente regulamento, que são automaticamente comunicados pelos sistemas nacionais de gestão de regressos dos Estados-Membros.

Alteração    61

Proposta de regulamento

Considerando 71

Texto da Comissão

Alteração

(71)  A Agência deverá igualmente prestar assistência técnica e operacional nas atividades de regresso de países terceiros, em especial nos casos em que essa assistência seja justificada pelas prioridades da política da União em matéria de migração irregular.

Suprimido

Alteração    62

Proposta de regulamento

Considerando 72

Texto da Comissão

Alteração

(72)  A eventual existência de um acordo entre um Estado-Membro e um país terceiro não exime a Agência ou os Estados-Membros das suas obrigações decorrentes do direito da União ou internacional, nomeadamente no que diz respeito à observância do princípio da não repulsão.

(72)  A eventual existência de um acordo entre um Estado-Membro e um país terceiro não exime a Agência ou os Estados-Membros das suas obrigações, ou responsabilidade, decorrentes do direito da União ou internacional, nomeadamente no que diz respeito à observância do princípio da não repulsão e da proibição da tortura e dos tratamentos desumanos ou degradantes, bem como dos direitos fundamentais consagrados no direito internacional e europeu.

Alteração    63

Proposta de regulamento

Considerando 73

Texto da Comissão

Alteração

(73)  Os Estados-Membros deverão poder cooperar a nível operacional com outros Estados-Membros e com países terceiros nas fronteiras externas, incluindo operações militares em missões de policiamento, na medida em que essa cooperação seja compatível com as atividades da Agência.

(73)  Os Estados-Membros deverão poder cooperar a nível operacional com outros Estados-Membros e com países terceiros nas fronteiras externas, incluindo operações militares em missões de policiamento, na medida em que essa cooperação seja compatível com uma avaliação da situação em matéria de direitos fundamentais, a realizar antes da participação em qualquer cooperação com países terceiros, e com as atividades da Agência.

Alteração    64

Proposta de regulamento

Considerando 74

Texto da Comissão

Alteração

(74)  A Agência deverá melhorar o intercâmbio de informações e a cooperação com outros órgãos, organismos e agências da União, tais como a Europol, o EASO, a Agência Europeia da Segurança Marítima, o Centro de Satélites da União Europeia, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação ou o gestor da rede no âmbito da rede europeia de gestão do tráfego aéreo, a fim de otimizar a utilização das informações, das capacidades e dos sistemas já disponíveis a nível europeu, como o Programa Europeu de Monitorização da Terra Copernicus.

(74)  A Agência deverá melhorar o intercâmbio de informações e a cooperação com outros órgãos, organismos e agências da União, tais como a Europol, [a Agência da União Europeia para o Asilo], a Agência Europeia da Segurança Marítima, o Centro de Satélites da União Europeia, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação ou o gestor da rede no âmbito da rede europeia de gestão do tráfego aéreo, a fim de otimizar a utilização das informações, das capacidades e dos sistemas já disponíveis a nível europeu, como o Programa Europeu de Monitorização da Terra Copernicus.

Alteração    65

Proposta de regulamento

Considerando 75

Texto da Comissão

Alteração

(75)  A cooperação com países terceiros constitui um elemento da gestão europeia integrada das fronteiras. Deverá servir para promover normas europeias em matéria de gestão das fronteiras e de regresso, partilhar informações e análises de risco, facilitar a execução de regressos com vista a aumentar a sua eficácia e apoiar países terceiros no domínio da gestão das fronteiras e da migração, incluindo o destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, sempre que esse apoio seja necessário para proteger as fronteiras externas e gerir de forma eficaz a política de migração da União.

(75)  A cooperação com países terceiros, na sequência da conclusão de um acordo relativo ao estatuto entre a União e o país terceiro em causa, constitui um elemento importante da gestão europeia integrada das fronteiras. Deverá servir para promover normas europeias em matéria de gestão das fronteiras e de regresso, partilhar informações e análises de risco, facilitar a execução de regressos com vista a aumentar a sua eficácia e apoiar países terceiros no domínio da gestão das fronteiras e da migração, incluindo o destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, sempre que esse apoio seja necessário para proteger as fronteiras externas e gerir de forma eficaz a política de migração da União.

Alteração    66

Proposta de regulamento

Considerando 76

Texto da Comissão

Alteração

(76)  A cooperação com países terceiros deverá ser efetuada no quadro da ação externa da União e em consonância com os princípios e objetivos estabelecidos no artigo 21.º do Tratado da União Europeia. A Comissão assegurará a coerência entre a gestão europeia integrada das fronteiras e outras políticas da União no domínio da sua ação externa e, em particular, da política comum de segurança e defesa A Comissão deverá ser assistida pelo Alto Representante da União e pelos seus serviços. Esta cooperação deverá aplicar-se, em especial, às atividades da Agência realizadas no território de países terceiros ou que envolvam funcionários de países terceiros em domínios como a análise de riscos, o planeamento e a condução das operações, a formação, o intercâmbio de informações e a cooperação.

(76)  A cooperação com países terceiros deverá ser efetuada no quadro da ação externa da União e em consonância com os princípios e objetivos estabelecidos no artigo 21.º do Tratado da União Europeia e sujeita a uma avaliação da situação em matéria de direitos fundamentais, a realizar antes da participação em qualquer cooperação. A Comissão assegurará a coerência entre a gestão europeia integrada das fronteiras e outras políticas da União no domínio da sua ação externa e, em particular, da política comum de segurança e defesa A Comissão deverá ser assistida pelo Alto Representante da União e pelos seus serviços. Esta cooperação deverá aplicar-se, em especial, às atividades da Agência realizadas no território de países terceiros ou que envolvam funcionários de países terceiros em domínios como a análise de riscos, o planeamento e a condução das operações, a formação, o intercâmbio de informações e a cooperação.

Alteração    67

Proposta de regulamento

Considerando 83

Texto da Comissão

Alteração

(83)  Durante o período transitório deverá garantir-se a plena operacionalidade do sistema FADO até que a transferência seja efetivamente realizada e os dados existentes sejam transferidos para o novo sistema. A propriedade dos dados existentes deverá, em seguida, ser transferida para a Agência.

(83)  Durante o período transitório deverá garantir-se a plena operacionalidade do sistema FADO até que a transferência seja efetivamente realizada e os dados existentes sejam transferidos para o novo sistema. O controlo sobre os dados existentes deverá, em seguida, ser transferido para a Agência.

Alteração    68

Proposta de regulamento

Considerando 86

Texto da Comissão

Alteração

(86)  A fim de executar corretamente as suas tarefas no domínio do regresso, nomeadamente assistindo os Estados‑Membros na correta aplicação dos procedimentos de regresso e na execução bem sucedida das decisões de regresso, bem como para facilitar as operações de regresso, a Agência pode ter necessidade de transferir dados pessoais dos retornados para países terceiros. Os países terceiros de regresso não são frequentemente objeto de decisões de adequação adotadas pela Comissão ao abrigo do artigo 45.º do Regulamento (UE) 2016/679 ou do artigo 36.º da Diretiva (UE) 2016/680 e muitas vezes não celebraram ou não tencionam celebrar um acordo de readmissão com a União, nem preveem garantias adequadas na aceção do artigo 49.º do [Regulamento (UE) n.º 45/2001] ou na aceção das disposições nacionais que transpõem o artigo 37.º da Diretiva (UE) 2016/680. No entanto, apesar dos esforços consideráveis envidados pela União no sentido de cooperar com os principais países de origem de nacionais de países terceiros em situação irregular sujeitos à obrigação de regresso, nem sempre é possível assegurar o cumprimento sistemático por tais países terceiros da obrigação estabelecida pelo direito internacional de readmitir os seus próprios nacionais. Os acordos de readmissão celebrados ou em fase de negociação pela União ou pelos Estados‑Membros que prevêem garantias adequadas em relação aos dados pessoais abrangem um número limitado desses países terceiros. Na ausência de tal acordo, os dados pessoais devem ser transferidos pela Agência para facilitar as operações de regresso da União, sempre que estejam preenchidas as condições previstas no artigo 49.º, n.º 1, alínea d), do [Regulamento (UE) n.º 45/2001].

(86)  A fim de executar corretamente as suas tarefas no domínio do regresso, nomeadamente assistindo os Estados‑Membros na correta aplicação dos procedimentos de regresso e na execução bem-sucedida das decisões de regresso, bem como para facilitar as operações de regresso, a Agência pode ter necessidade de transferir dados pessoais dos repatriados para países terceiros. Os países terceiros de regresso não são frequentemente objeto de decisões de adequação adotadas pela Comissão ao abrigo do artigo 45.º do Regulamento (UE) 2016/679 ou do artigo 36.º da Diretiva (UE) 2016/680 e muitas vezes não celebraram ou não tencionam celebrar um acordo de readmissão com a União, nem preveem garantias adequadas na aceção do artigo 69.º do Regulamento (UE) 2018/1725 ou na aceção das disposições nacionais que transpõem o artigo 37.º da Diretiva (UE) 2016/680. No entanto, apesar dos esforços consideráveis envidados pela União no sentido de cooperar com os principais países de origem de nacionais de países terceiros em situação irregular sujeitos à obrigação de regresso, nem sempre é possível assegurar o cumprimento sistemático por tais países terceiros da obrigação estabelecida pelo direito internacional de readmitir os seus próprios nacionais. Os acordos de readmissão celebrados ou em fase de negociação pela União ou pelos Estados‑Membros que preveem garantias adequadas em relação aos dados pessoais abrangem um número limitado desses países terceiros. Na ausência de tal acordo, os dados pessoais devem ser transferidos pela Agência para facilitar as operações de regresso da União.

Alteração    69

Proposta de regulamento

Considerando 88

Texto da Comissão

Alteração

(88)  O presente regulamento deverá estabelecer um procedimento de apresentação de queixas junto da Agência, em cooperação com o responsável pelos direitos fundamentais, com vista a garantir o respeito pelos direitos fundamentais em todas as atividades da Agência. Deverá tratar-se de um mecanismo administrativo, mediante o qual o responsável pelos direitos fundamentais será competente pelo tratamento das queixas recebidas pela Agência em conformidade com o direito a uma boa administração. O responsável pelos direitos fundamentais deverá analisar a admissibilidade das queixas, registar as queixas admissíveis, reencaminhar todas as queixas registadas ao diretor executivo, transmitir as queixas relativas a membros das equipas ao Estado-Membro de origem e registar o seguimento dado pela Agência ou pelo Estado-Membro em causa. O procedimento deverá ser eficaz, assegurando que as queixas são adequadamente acompanhadas. O procedimento de apresentação de queixas deverá ser usado sem prejuízo do acesso a vias de recurso administrativas e judiciais e não constitui um condição para recorrer às mesmas. A investigação criminal deverá ser conduzida pelos Estados-Membros. A fim de aumentar a transparência e a responsabilização, o relatório anual da Agência deverá incluir informações sobre o procedimento de apresentação de queixas. Deverão ser indicados, em especial, o número de queixas recebidas, os tipos de violações dos direitos fundamentais em questão, as operações em causa e, sempre que possível, as medidas de acompanhamento tomadas pela Agência e pelos Estados-Membros. O responsável pelos direitos fundamentais deverá ter acesso a todas as informações relativas ao respeito pelos direitos fundamentais em relação ao conjunto das atividades da Agência.

(88)  O presente regulamento deverá estabelecer um procedimento de apresentação de queixas junto da Agência, em cooperação com o responsável pelos direitos fundamentais, com vista a garantir o respeito pelos direitos fundamentais em todas as atividades da Agência. Deverá tratar-se de um mecanismo administrativo, mediante o qual o responsável pelos direitos fundamentais será competente pelo tratamento das queixas recebidas pela Agência em conformidade com o direito a uma boa administração. O responsável pelos direitos fundamentais deverá analisar a admissibilidade das queixas, registar as queixas admissíveis, reencaminhar todas as queixas registadas ao diretor executivo, transmitir as queixas relativas a membros das equipas ao Estado-Membro de origem e registar o seguimento dado pela Agência ou pelo Estado-Membro em causa. O procedimento deverá ser eficaz, assegurando que as queixas são adequadamente acompanhadas. O procedimento de apresentação de queixas deverá ser usado sem prejuízo do acesso a vias de recurso administrativas e judiciais e não constitui uma condição para recorrer às mesmas. A investigação criminal deverá ser conduzida pelos Estados-Membros. A fim de aumentar a transparência e a responsabilização, o relatório anual da Agência deverá incluir informações sobre o procedimento de apresentação de queixas. Deverão ser indicados, em especial, o número de queixas recebidas, os tipos de violações dos direitos fundamentais em questão, as operações em causa e, sempre que possível, as medidas de acompanhamento tomadas pela Agência e pelos Estados-Membros. O responsável pelos direitos fundamentais deverá ter acesso a todas as informações relativas ao respeito pelos direitos fundamentais em relação ao conjunto das atividades da Agência. O responsável pelos direitos fundamentais deve ser dotado dos recursos e do pessoal necessários para lhe permitir desempenhar eficazmente todas as funções previstas no presente regulamento. O pessoal colocado ao serviço do responsável pelos direitos fundamentais deve ter as competências e a antiguidade que correspondem ao alargamento das atividades e dos poderes da Agência. Qualquer aumento regular ou extraordinário do pessoal afetado à Agência deverá ser dirigido para o apoio ao responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    70

Proposta de regulamento

Considerando 90

Texto da Comissão

Alteração

(90)  A Comissão e os Estados-Membros deverão estar representados num conselho de administração a fim de fiscalizarem a Agência. O conselho de administração deverá ser constituído, sempre que possível, pelos chefes operacionais dos serviços nacionais responsáveis pela gestão da guarda de fronteiras ou seus representantes. As partes representadas no conselho de administração deverão envidar esforços para limitar a rotação dos seus representantes a fim de assegurar a continuidade dos trabalhos deste órgão. O conselho de administração deverá ser dotado dos poderes necessários para elaborar o orçamento da Agência, verificar a sua execução, adotar regras financeiras adequadas, estabelecer procedimentos de trabalho transparentes para a tomada de decisões e nomear o diretor executivo, bem como três diretores executivos adjuntos. Cada um destes últimos poderá ser responsável por um determinado domínio de competências da Agência, por exemplo a gestão do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a supervisão das tarefas da Agência em matéria de regresso ou a gestão da participação em sistemas informáticos de grande escala. A Agência deverá ser gerida e funcionar tendo em conta os princípios da abordagem comum relativa às agências descentralizadas da União adotada em 19 de julho de 2012 pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho e pela Comissão.

(90)  O Parlamento Europeu, a Comissão e os Estados-Membros deverão estar representados num conselho de administração a fim de fiscalizarem a Agência. O conselho de administração deverá ser constituído, sempre que possível, pelos chefes operacionais dos serviços nacionais responsáveis pela gestão da guarda de fronteiras ou seus representantes. As partes representadas no conselho de administração deverão envidar esforços para limitar a rotação dos seus representantes a fim de assegurar a continuidade dos trabalhos deste órgão. Os representantes nomeados pelos Estados‑Membros devem ter conhecimento das posições políticas dos respetivos países em matéria de gestão europeia integrada das fronteiras. O conselho de administração deverá ser dotado dos poderes necessários para elaborar o orçamento da Agência, verificar a sua execução, adotar regras financeiras adequadas, estabelecer procedimentos de trabalho transparentes para a tomada de decisões e nomear o diretor executivo, bem como três diretores executivos adjuntos. Cada um destes últimos poderá ser responsável por um determinado domínio de competências da Agência, por exemplo a gestão do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a supervisão das tarefas da Agência em matéria de regresso ou a gestão da participação em sistemas informáticos de grande escala. A Agência deverá ser gerida e funcionar tendo em conta os princípios da abordagem comum relativa às agências descentralizadas da União adotada em 19 de julho de 2012 pelo Parlamento Europeu, pelo Conselho e pela Comissão.

Alteração    71

Proposta de regulamento

Considerando 91

Texto da Comissão

Alteração

(91)  A fim de garantir a autonomia da Agência, esta deverá ser dotada de orçamento próprio, cujas receitas serão maioritariamente constituídas por uma contribuição da União. Deverá ser aplicado o processo orçamental da União na medida em que estejam em causa a contribuição da União e quaisquer outras subvenções a cargo do orçamento geral da União. A revisão das contas deverá ser realizada pelo Tribunal de Contas.

(91)  A fim de garantir a autonomia da Agência, esta deverá ser dotada de orçamento próprio, cujas receitas serão maioritariamente constituídas por uma contribuição da União. O orçamento da Agência deverá ser elaborado em conformidade com o princípio de uma orçamentação baseada no desempenho, tendo em conta os objetivos da Agência e os resultados esperados das suas funções. Deverá ser aplicado o processo orçamental da União na medida em que estejam em causa a contribuição da União e quaisquer outras subvenções a cargo do orçamento geral da União. A revisão das contas deverá ser realizada pelo Tribunal de Contas. Em situações excecionais em que o orçamento disponível seja considerado insuficiente e o processo orçamental não permita uma resposta adequada a situações de rápido desenvolvimento, a Agência deve ter a possibilidade de receber subvenções de fundos da União para o desempenho das suas funções.

Alteração    72

Proposta de regulamento

Considerando 92-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(92-A)  Partindo do pressuposto da responsabilidade partilhada, a Agência deve exigir que o pessoal que emprega, em especial o corpo permanente, incluindo o pessoal estatutário destacado para a realização de atividades operacionais, possua o mesmo nível de formação, conhecimentos especializados e profissionalismo que o pessoal destacado ou empregado pelos Estados-Membros. Por conseguinte, a Agência deve verificar, mediante revisão e avaliação, que o seu pessoal estatutário atua de forma apropriada durante as atividades operacionais de controlo das fronteiras e dos regressos.

Alteração    73

Proposta de regulamento

Considerando 93

Texto da Comissão

Alteração

(93)  Tendo em conta o mandato da Agência e a importante mobilidade dos membros do seu pessoal, por um lado, e para evitar diferenças de tratamento entre o pessoal da Agência, por outro, e considerando que o local de trabalho do pessoal deverá, em princípio, ser fixado em Varsóvia, o conselho de administração da Agência deverá, durante um período de cinco anos após a entrada em vigor do presente regulamento, ter a possibilidade de conceder uma «diferença de vencimento» mensal aos membros do pessoal da Agência, tendo em devida conta a remuneração global auferida por cada membro do pessoal, incluindo os reembolsos das despesas de deslocação em serviço. As modalidades de concessão desse vencimento deverão estar sujeitas à aprovação prévia da Comissão, a fim de garantir que continuam a ser proporcionais à importância dos objetivos prosseguidos e não implicam uma desigualdade de tratamento entre os funcionários das instituições, agências e outros organismos da UE. Essas modalidades deverão ser revistas até 2024, a fim de avaliar em que medida o vencimento contribuiu para a concretização dos objetivos prosseguidos.

(93)  Tendo em conta o mandato da Agência e a importante mobilidade dos membros do seu pessoal, por um lado, e para evitar diferenças de tratamento entre o pessoal da Agência, por outro, e considerando que o local de trabalho do pessoal deverá, em princípio, ser fixado em Varsóvia, o conselho de administração da Agência deverá, durante um período de cinco anos após a entrada em vigor do presente regulamento, ter a possibilidade de conceder uma «diferença de vencimento» mensal aos membros do pessoal da Agência, caso esta tenha dificuldades em cumprir a sua missão e funções, conforme estabelecidas no presente regulamento. As modalidades de concessão desse vencimento deverão estar sujeitas à aprovação prévia da Comissão, a fim de garantir que continuam a ser proporcionais à importância dos objetivos prosseguidos e não implicam uma desigualdade de tratamento entre os funcionários das instituições, agências e outros organismos da UE. Essas modalidades deverão ser revistas até 2024, a fim de avaliar em que medida o vencimento contribuiu para a concretização dos objetivos prosseguidos.

Alteração    74

Proposta de regulamento

Considerando 98

Texto da Comissão

Alteração

(98)  O tratamento de dados pessoais pela Agência no âmbito do presente regulamento deverá ser efetuado em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 45/2001.

(98)  O tratamento de dados pessoais pela Agência no âmbito do presente regulamento deverá ser efetuado em conformidade com o Regulamento (UE) 2018/1725 do Parlamento Europeu e do Conselho1-A.

 

__________________

 

1-A Regulamento (UE) 2018/1725 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de outubro de 2018, relativo à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais pelas instituições e pelos órgãos e organismos da União e à livre circulação desses dados, e que revoga o Regulamento (CE) n.º 45/2001 e a Decisão n.º 1247/2002/CE (JO L 295 de 21.11.2018, p. 39).

Alteração    75

Proposta de regulamento

Considerando 113-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(113-A) Em relação à Bulgária e à Roménia, o presente regulamento constitui um ato baseado no acervo de Schengen ou de algum modo com ele relacionado, na aceção do artigo 4.º, n.º 2, do Ato de Adesão de 2005, e deverá ser lido em conjugação com a Decisão (UE) 2007/2004 do Conselho1-A.

 

__________________

 

1-A Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho, de 26 de outubro de 2004, que cria uma Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (JO L 349 de 25.11.2004, p. 1).

Alteração    76

Proposta de regulamento

Considerando 113-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(113-B) Em relação à Croácia, o presente regulamento constitui um ato baseado no acervo de Schengen ou de algum modo com ele relacionado, na aceção do artigo 4.º, n.º 2, do Ato de Adesão de 2011, e deverá ser lido em conjugação com o Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho1-A.

 

__________________

 

1-A Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho, de 26 de outubro de 2004, que cria uma Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia (JO L 349 de 25.11.2004, p. 1 e JO L 153 M de 7.6.2006, p. 136).

Alteração    77

Proposta de regulamento

Artigo 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

O presente regulamento cria a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para assegurar uma gestão europeia integrada das fronteiras externas, com vista a gerir de forma eficiente a passagem das fronteiras externas e reforçar a eficácia da política comum de regresso enquanto componente essencial da gestão sustentável da migração.

O presente regulamento cria a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para assegurar uma gestão europeia integrada das fronteiras externas da União, com vista a apoiar a capacidade dos Estados‑Membros de gerir essas fronteiras de forma eficiente, salvando a vida de pessoas em perigo, garantindo o respeito pelos direitos fundamentais e reforçando a eficácia da política comum de regresso.

Alteração    78

Proposta de regulamento

Artigo 1 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

O regulamento dá resposta aos desafios migratórios, incluindo os regressos, e às potenciais ameaças futuras nessas fronteiras, contribuindo assim para combater a criminalidade grave com dimensão transfronteiriça, a fim de garantir um elevado nível de segurança na União, no pleno respeito dos direitos fundamentais, e salvaguardar ao mesmo tempo a livre circulação de pessoas no seu interior.

O presente regulamento dá resposta aos desafios migratórios e de segurança e aos potenciais desafios e ameaças futuros nas fronteiras externas e na área além‑fronteiras, contribuindo assim para combater a criminalidade grave com dimensão transfronteiriça, a fim de garantir um elevado nível de segurança na União, no pleno respeito dos direitos fundamentais, e salvaguardar ao mesmo tempo a livre circulação de pessoas no seu interior.

Alteração    79

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  «Fronteiras externas», as fronteiras externas tal como definidas no artigo 2.º, ponto 2, do Regulamento (UE) 2016/399, a que se aplica o disposto no título II do referido regulamento;

(1)  «Fronteiras externas», as fronteiras externas da União tal como definidas no artigo 2.º, ponto 2, do Regulamento (UE) 2016/399, a que se aplica o disposto no título II do referido regulamento;

Alteração    80

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  «Quadro de situação», uma agregação de dados e informações georreferenciados e em tempo quase real, recebidos de diferentes autoridades, sensores, plataformas e outras fontes, que é transmitida através de canais de comunicação e informação seguros e pode ser processada e seletivamente apresentada e partilhada com outras autoridades, com o objetivo de obter um bom conhecimento da situação e apoiar a capacidade de reação nas fronteiras externas, nas suas imediações e na área além-fronteiras;

(10)  «Quadro de situação», uma agregação de dados e informações georreferenciados e em tempo quase real, recebidos de diferentes autoridades, sensores, plataformas e outras fontes, que é transmitida através de canais de comunicação e informação seguros e pode ser processada e seletivamente apresentada e partilhada com outras autoridades na União, com o objetivo de obter um bom conhecimento da situação e apoiar a capacidade de reação nas fronteiras externas, nas suas imediações e na área além-fronteiras;

Alteração    81

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 13

Texto da Comissão

Alteração

(13)  «Área além-fronteiras», a zona geográfica para lá das fronteiras externas;

(13)  «Área além-fronteiras», a zona geográfica para lá das fronteiras externas, pertinente para a análise dos riscos, a vigilância das fronteiras e a realização de controlos nos pontos de passagem das fronteiras externas;

Alteração    82

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 13-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(13-A)  «País vizinho», um país que partilha uma fronteira terrestre com um ou vários Estados-Membros e que ratificou e aplicou plenamente a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e a Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados, bem como o seu Protocolo de 1967;

Alteração    83

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  «Incidente», uma situação relacionada com a imigração ilegal, com a criminalidade transfronteiriça ou com um risco para a vida dos migrantes verificada nas fronteiras externas ou nas suas imediações;

(14)  «Incidente», uma situação relacionada com a migração irregular, com a criminalidade transfronteiriça, tal como o tráfico de droga ou o contrabando de armas, ou com um risco para a vida dos migrantes verificada nas fronteiras externas ou nas suas imediações;

Alteração    84

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 16

Texto da Comissão

Alteração

(16)  «Pessoal operacional», os guardas de fronteira, a escolta das operações de regresso, os peritos em regresso e outro pessoal relevante que constitui o «corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira». Em conformidade com as três categorias definidas no artigo 55.º, n.º 1, o pessoal operacional é empregado pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira como pessoal estatutário (categoria 1), destacado para a Agência pelos Estados-Membros (categoria 2) ou disponibilizado para um destacamento de curto prazo pelos Estados‑Membros (categoria 3). O pessoal operacional deve atuar na qualidade de membros de equipas de gestão das fronteiras, de equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios ou de equipas de regresso com poderes executivos. O pessoal operacional também inclui o pessoal estatutário responsável pelo funcionamento da unidade central do ETIAS;

(16)  «Pessoal operacional», os guardas de fronteira, a escolta das operações de regresso, os peritos em regresso, os agentes de controlo dos regressos, o pessoal estatutário responsável pelo funcionamento da unidade central do ETIAS e outro pessoal relevante que constitui o «corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira», em conformidade com as quatro categorias definidas no artigo 55.º, n.º 1; o pessoal operacional é empregado pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira como pessoal estatutário (categoria 1), destacado para a Agência pelos Estados-Membros (categoria 2) ou disponibilizado para um destacamento de curto prazo pelos Estados-Membros (categoria 3) ou destacado da reserva de reação rápida para intervenções fronteiriças rápidas (categoria 4);

Alteração    85

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 19

Texto da Comissão

Alteração

(19)  «Equipa de apoio à gestão dos fluxos migratórios», uma equipa de peritos que fornece reforço técnico e operacional aos Estados-Membros, incluindo nas zonas dos pontos de crise ou em centros controlados, composta por pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, por peritos destacados pela [Agência da União Europeia para o Asilo], pela Europol ou outras agências competentes da União, bem como pelos Estados-Membros;

(19)  «Equipa de apoio à gestão dos fluxos migratórios», uma equipa de peritos que fornece reforço técnico e operacional aos Estados-Membros, incluindo nas zonas dos pontos de crise, composta por pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, por peritos destacados pela [Agência da União Europeia para o Asilo], pela Europol, pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia ou outras agências competentes da União, bem como pelos Estados-Membros;

Alteração    86

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 23

Texto da Comissão

Alteração

(23)  «Zona dos pontos de crise», uma zona em que o Estado-Membro de acolhimento, a Comissão, as agências da União competentes e os Estados-Membros participantes cooperam, com o objetivo de gerir um desafio migratório existente ou potencialmente desproporcionado, caracterizado por um aumento significativo do número de migrantes que chegam às fronteiras externas;

(23)  «Zona dos pontos de crise», uma zona criada a pedido do Estado-Membro de acolhimento em que o Estado-Membro de acolhimento, a Comissão, as agências da União competentes e os Estados‑Membros participantes cooperam, com o objetivo de gerir um desafio migratório existente ou potencialmente desproporcionado, caracterizado por um aumento significativo do número de migrantes que chegam às fronteiras externas;

Alteração    87

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 24

Texto da Comissão

Alteração

(24)  «Centro controlado», um centro, criado a pedido do Estado-Membro, onde as agências competentes da União em apoio ao Estado-Membro de acolhimento e os Estados-Membros participantes diferenciam os nacionais de país terceiros que necessitam de proteção internacional daqueles que não necessitam dessa proteção, bem como onde efetuam controlos de segurança e aplicam procedimentos rápidos tendo em vista a proteção internacional e/ou o regresso;

Suprimido

Alteração    88

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  «Decisão de regresso», a decisão de regresso tal como definida no artigo 3.º, ponto 4, da Diretiva 2008/115/CE;

(26)  «Decisão de regresso», uma decisão ou um ato administrativo ou judicial que estabelece ou declara que a permanência de um nacional de um país terceiro é irregular, e impõe ou declara a obrigação de regresso, em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE, tal como definida no artigo 3.º, ponto 4, da Diretiva 2008/115/CE;

Alteração    89

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 27

Texto da Comissão

Alteração

(27)  «Retornado», o nacional de país terceiro em situação irregular contra o qual foi proferida uma decisão de regresso ou o seu equivalente num país terceiro;

(27)  «Repatriado», o nacional de país terceiro em situação irregular contra o qual foi proferida uma decisão de regresso que não seja objeto de um processo de recurso;

Alteração    90

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 28

Texto da Comissão

Alteração

(28)  «Operação de regresso», uma operação organizada ou coordenada pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, implicando a prestação de reforço técnico e operacional a um ou mais Estados-Membros ou a um país terceiro, no âmbito da qual se efetua o regresso, forçado ou voluntário, a partir de um ou mais Estados Membros ou de um país terceiro, de retornados, independentemente do meio de transporte;

(28)  «Operação de regresso», uma operação organizada ou coordenada pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, implicando a prestação de reforço técnico e operacional a um ou mais Estados-Membros, no âmbito da qual se efetua o regresso, forçado ou voluntário, a partir de um ou mais Estados-Membros, de repatriados, independentemente do meio de transporte;

Alteração    91

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 29

Texto da Comissão

Alteração

(29)  «Intervenção de regresso», uma atividade da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, que proporciona assistência técnica e operacional reforçada aos Estados-Membros ou a país terceiros e que consiste no destacamento de equipas de regresso e na organização de operações de regresso;

(29)  «Intervenção de regresso», uma atividade da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, que proporciona assistência técnica e operacional reforçada aos Estados-Membros e que consiste no destacamento de equipas de regresso e na organização de operações de regresso;

Alteração    92

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 30

Texto da Comissão

Alteração

(30)  «Equipas de regresso», equipas constituídas a partir do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira a destacar para operações de regresso, intervenções de regresso nos Estados-Membros e em países terceiros ou outras atividades operacionais ligadas à execução de tarefas relacionadas com o regresso;

(30)  «Equipas de regresso», equipas constituídas a partir do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira a destacar para operações de regresso, intervenções de regresso nos Estados-Membros ou outras atividades operacionais ligadas à execução de tarefas relacionadas com o regresso;

Alteração    93

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

A gestão europeia integrada das fronteiras é constituída pelos seguintes elementos:

A gestão europeia integrada das fronteiras é constituída por elementos setoriais e horizontais. Os componentes setoriais são os seguintes:

Alteração    94

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Controlo das fronteiras, incluindo medidas destinadas a facilitar a passagem lícita das fronteiras e, se for caso disso, medidas relacionadas com a prevenção e deteção da criminalidade transfronteiriça, como a introdução clandestina de migrantes, o tráfico de seres humanos e o terrorismo, bem como medidas relacionadas com o encaminhamento de pessoas que carecem de proteção internacional ou a desejam solicitar;

a)  Controlo das fronteiras, incluindo medidas destinadas a facilitar a passagem lícita das fronteiras e, se for caso disso, medidas relacionadas com a prevenção e deteção da criminalidade transfronteiriça, bem como medidas relacionadas com o encaminhamento de pessoas que carecem de proteção internacional ou a desejam solicitar, no pleno respeito pela dignidade humana;

Alteração    95

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea a-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-A)  Estabelecimento e manutenção de mecanismos e procedimentos claros, em cooperação com as autoridades competentes, para a identificação, a prestação de informações e o encaminhamento de pessoas que possam necessitar de proteção internacional ou para o encaminhamento de pessoas vulneráveis e de menores não acompanhados para os mecanismos e autoridades de encaminhamento relevantes;

Alteração    96

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar iniciadas e realizadas, em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 656/2014 e com o direito internacional, realizadas em situações que podem ocorrer durante operações de vigilância de fronteiras no mar;

b)  Operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar realizadas em conformidade com o direito internacional, incluindo as realizadas em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 656/2014;

Alteração    97

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Cooperação interserviços entre as autoridades nacionais de cada Estado‑Membro responsáveis pelo controlo das fronteiras ou por outras funções desempenhadas nas fronteiras, bem como entre as autoridades responsáveis pelo regresso em cada Estado-Membro, incluindo o intercâmbio regular de informações através dos sistemas de intercâmbio de informações existentes;

e)  Cooperação interserviços entre as autoridades nacionais de cada Estado‑Membro responsáveis pelo controlo das fronteiras ou por outras funções desempenhadas nas fronteiras, incluindo os organismos nacionais e internacionais responsáveis pela proteção dos direitos fundamentais, bem como entre as autoridades responsáveis pelo regresso em cada Estado-Membro, incluindo o intercâmbio regular de informações através dos sistemas de intercâmbio de informações existentes;

Alteração    98

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Cooperação entre as instituições, os organismos e os serviços e as agências competentes da União nos domínios abrangidos pelo presente regulamento, incluindo através do intercâmbios regulares de informações;

f)  Cooperação entre as instituições, os organismos e os serviços e as agências competentes da União nos domínios abrangidos pelo presente regulamento, incluindo a criminalidade transfronteiriça, nomeadamente através do intercâmbio regular de informações;

Alteração    99

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  Cooperação com países terceiros nos domínios abrangidos pelo presente regulamento;

g)  Cooperação com países terceiros nos domínios abrangidos pelo presente regulamento, com especial ênfase nos países vizinhos e nos países terceiros que forem identificados por meio de análises de risco como países de origem e/ou de trânsito de imigração ilegal, bem como no destacamento de operações de regresso e de visitas no local;

Alteração    100

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea h)

Texto da Comissão

Alteração

h)  Medidas técnicas e operacionais no interior do espaço Schengen relacionadas com o controlo das fronteiras e concebidas para dar uma melhor resposta à imigração ilegal e combater a criminalidade transfronteiriça;

h)  Medidas técnicas e operacionais no interior da União relacionadas com o controlo das fronteiras e concebidas para dar uma melhor resposta à migração irregular e combater a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    101

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1 – alínea k-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

k-A)  Capacidade e estado de preparação, através da avaliação das vulnerabilidades, a fim de avaliar a capacidade dos Estados-Membros para enfrentarem os desafios e as ameaças atuais e futuros nas fronteiras externas, incluindo a pressão migratória excessiva;

Alteração    102

Proposta de regulamento

Artigo 3 – parágrafo 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Os direitos fundamentais, a educação e a formação, a investigação e a inovação devem ser componentes horizontais que devem estar presentes na execução de cada uma das componentes setoriais enunciadas no primeiro parágrafo.

Alteração    103

Proposta de regulamento

Artigo 5 – ponto 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  A Agência inclui o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, constituído por 10 000 agentes operacionais, como referido no artigo 55.º.

(2)  A Agência inclui o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, como referido no artigo 55.º.

Alteração    104

Proposta de regulamento

Artigo 5 – ponto 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  A Agência contribui para a aplicação contínua e uniforme do direito da União, incluindo o acervo da União em matéria de direitos fundamentais, em todas as fronteiras externas. A sua contribuição inclui o intercâmbio de boas práticas.

(4)  A Agência contribui para a aplicação contínua e uniforme do direito da União, incluindo o acervo da União em matéria de direitos fundamentais, e garante a aplicação da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (a «Carta») em todas as suas atividades, em todas as fronteiras externas. A sua contribuição inclui o intercâmbio de boas práticas.

Alteração    105

Proposta de regulamento

Artigo 7 – ponto 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  A Agência presta assistência técnica e operacional na aplicação das medidas relativas à execução das decisões de regresso. Os Estados-Membros mantêm a responsabilidade de emitir decisões de regresso e medidas relativas à detenção dos retornados em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE.

(2)  A Agência presta assistência técnica e operacional na aplicação das medidas relativas à execução das decisões de regresso, em concertação com os Estados-Membros em causa. Os Estados‑Membros mantêm a responsabilidade de emitir decisões de regresso e medidas relativas à detenção dos repatriados em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE.

Alteração    106

Proposta de regulamento

Artigo 7 – ponto 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Os Estados-Membros asseguram a gestão das suas fronteiras externas e a execução das decisões de regresso, no seu interesse e no interesse de todos os Estados-Membros, em plena observância do direito da União, de acordo com o ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras referida no artigo 8.º, em estreita cooperação com a Agência.

(3)  Os Estados-Membros asseguram a gestão das suas fronteiras externas e a execução das decisões de regresso, no seu interesse e no interesse de todos os Estados-Membros, em plena observância do direito da União, incluindo o respeito pelos direitos fundamentais, de acordo com o ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras referida no artigo 8.º e com a estratégia técnica e operacional referida no artigo 8.º, n.º 5, em estreita cooperação com a Agência.

Alteração    107

Proposta de regulamento

Artigo 7 – ponto 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  A Agência apoia a aplicação de medidas da União relativas à gestão das fronteiras externas e à execução das decisões de regresso através do reforço, da avaliação e da coordenação das ações dos Estados-Membros, bem como da prestação de assistência técnica e operacional direta na execução dessas medidas e em matéria de regresso.

(4)  A Agência apoia a aplicação de medidas da União relativas à gestão das fronteiras externas e à execução das decisões de regresso através do reforço, da avaliação e da coordenação das ações dos Estados-Membros, bem como da prestação de assistência técnica e operacional direta na execução dessas medidas e em matéria de regresso. A Agência não apoia medidas nem participa em atividades relacionadas com os controlos nas fronteiras internas. A Agência é plenamente responsável e presta contas relativamente a todas as suas atividades e a quaisquer decisões que tome ao abrigo do presente regulamento.

Alteração    108

Proposta de regulamento

Artigo 7 – ponto 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  Os Estados-Membros podem prosseguir a cooperação a nível operacional com outros Estados-Membros e/ou com países terceiros, sempre que essa cooperação seja compatível com as atribuições da Agência. Os Estados-Membros abstêm-se de qualquer atividade que possa comprometer o funcionamento ou a realização dos objetivos da Agência. Os Estados-Membros informam a Agência sobre a cooperação operacional com outros Estados-Membros e/ou com países terceiros nas fronteiras externas, bem como em matéria de regresso. O diretor executivo da Agência informa periodicamente, e pelo menos uma vez por ano, o conselho de administração da Agência sobre esses assuntos.

(5)  Os Estados-Membros podem prosseguir a cooperação a nível operacional com outros Estados-Membros e/ou com países terceiros, sempre que essa cooperação seja compatível com uma avaliação quanto ao respeito pelos direitos fundamentais a ser realizada previamente a qualquer cooperação com um país terceiro e com as atribuições da Agência. Os Estados-Membros abstêm-se de qualquer atividade que possa comprometer o funcionamento ou a realização dos objetivos da Agência. Os Estados‑Membros informam a Agência e o Parlamento Europeu sobre a cooperação operacional com outros Estados-Membros e/ou com países terceiros nas fronteiras externas, bem como em matéria de regresso. O diretor executivo da Agência informa periodicamente, e pelo menos uma vez por ano, o conselho de administração da Agência e o responsável pelos direitos fundamentais sobre esses assuntos.

Alteração    109

Proposta de regulamento

Artigo 8 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  A Comissão e a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira asseguram a eficácia da gestão europeia integrada das fronteiras através de um ciclo estratégico plurianual de políticas neste domínio.

(1)  A eficácia da gestão europeia integrada das fronteiras deverá ser assegurada através de um ciclo estratégico plurianual de políticas neste domínio que deverá ser adotado em conformidade com o procedimento estabelecido no n.º 4. A execução efetiva desse ciclo estratégico plurianual de políticas é da responsabilidade da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, em conformidade com o n.º 5, e dos Estados-Membros, em conformidade com o n.º 6 .

Alteração    110

Proposta de regulamento

Artigo 8 – ponto 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  O ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras define uma abordagem coerente, integrada e sistemática dos desafios no domínio da gestão das fronteiras e do regresso.

(2)  O ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras define uma abordagem coerente, integrada e sistemática dos desafios relacionados com a gestão europeia integrada das fronteiras, em consonância com o direito da União e com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, a Convenção Internacional sobre Busca e Salvamento Marítimos, a Convenção das Nações Unidas contra a Criminalidade Organizada Transnacional e o seu Protocolo contra o Tráfico Ilícito de Migrantes por Via Terrestre, Marítima e Aérea, a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, a Convenção para a Proteção dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, a Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Apátridas e outros instrumentos internacionais relevantes. Define as prioridades políticas e fornece as orientações estratégicas para um período de quatro anos no que se refere aos componentes setoriais e horizontais previstos no artigo 3.º.

Alteração    111

Proposta de regulamento

Artigo 8 – ponto 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  Com base na análise estratégica dos riscos para a gestão europeia integrada das fronteiras referida no artigo 30.º, n.º 2, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 118.º para desenvolver uma política estratégica plurianual para a gestão europeia integrada das fronteiras. Esses atos delegados definem as prioridades estratégicas e fornecem as orientações estratégicas para os quatro anos seguintes no que se refere aos componentes previstos no artigo 3.º.

(4)  Até ... [dois meses após a entrada em vigor do presente regulamento], a Comissão apresenta ao Parlamento Europeu e ao Conselho um projeto de política estratégica plurianual para o primeiro ciclo estratégico plurianual de políticas, tendo em conta a análise estratégica dos riscos para a gestão europeia integrada das fronteiras referida no artigo 30.º, n.º 2, os resultados das avaliações da vulnerabilidade referidas no artigo 33.º e uma análise dos riscos solicitada às agências referidas no artigo 69.º, n.º 1, se for caso disso. No prazo de dois meses a contar da sua apresentação pela Comissão, é convocada uma reunião entre o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão para debater o projeto de política estratégica plurianual. Na sequência desse debate, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 118.º para completar o presente regulamento através do estabelecimento de uma política estratégica plurianual para a gestão europeia integrada das fronteiras.

Alteração    112

Proposta de regulamento

Artigo 8 – ponto 6

Texto da Comissão

Alteração

(6)  A fim de aplicar o ato delegado referido no n.º 4, os Estados-Membros estabelecem as suas estratégias nacionais para a gestão integrada das fronteiras por via de uma cooperação estreita entre todas as autoridades nacionais responsáveis pela gestão das fronteiras e do regresso. Essas estratégias nacionais devem ser conformes com o artigo 3.º, o ato delegado referido no n.º 4 e a estratégia técnica e operacional referida no n.º 5.

(6)  A fim de aplicar o ato delegado referido no n.º 4, os Estados-Membros estabelecem as suas estratégias nacionais para a gestão integrada das fronteiras por via de uma cooperação estreita entre todas as autoridades nacionais responsáveis pela gestão das fronteiras e do regresso. Essas estratégias nacionais devem ser conformes com o artigo 3.º, o ato delegado referido no n.º 4 e a estratégia técnica e operacional referida no n.º 5. Os Estados-Membros devem tornar públicas as suas estratégias nacionais e comunicá-las ao Parlamento Europeu, ao Conselho, à Comissão e à Agência.

Alteração    113

Proposta de regulamento

Artigo 8 – ponto 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  Quarenta e dois meses após a adoção do ato delegado referido no n.º 4, a Comissão procede, com o apoio da Agência, a uma avaliação exaustiva da sua execução. Os resultados da avaliação são tidos em conta na preparação do ciclo seguinte.

(7)  Quarenta e dois meses após a adoção do ato delegado referido no n.º 4, a Comissão procede a uma avaliação exaustiva da sua execução. Os resultados da avaliação são tidos em conta na preparação do ciclo seguinte. A Comissão comunica os resultados dessa avaliação ao Parlamento Europeu e ao Conselho. Os Estados-Membros e a Agência fornecem atempadamente à Comissão as informações necessárias para que esta possa apresentar a avaliação global.

Alteração    114

Proposta de regulamento

Artigo 8 – ponto 8

Texto da Comissão

Alteração

(8)  Caso a situação nas fronteiras externas ou no domínio do regresso exija que as prioridades estratégicas sejam alteradas, a Comissão deve alterar a política estratégica plurianual para a gestão europeia integrada das fronteiras em conformidade com o procedimento previsto no n.º 4. As estratégias referidas nos n.os 5 e 6 devem ser igualmente adaptadas sempre que necessário.

(8)  Durante o período de validade da política estratégica plurianual referido no n.º 4, caso os desafios nas fronteiras externas ou no domínio do regresso evoluam numa medida que torne necessária a adaptação da política estratégica plurianual, a Comissão fica habilitada a adotar um ato delegado, em conformidade com o artigo 118.º, a fim de alterar essa política estratégica plurianual. Nesse caso, a estratégia técnica e operacional da Agência e as estratégias nacionais dos Estados‑Membros serão adaptadas quando necessário.

Alteração    115

Proposta de regulamento

Artigo 9 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  Com base no ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras referido no artigo 8.º, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira estabelece um planeamento integrado para a gestão das fronteiras e para os regressos.

(1)  Com base no ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras referido no artigo 8.º, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira estabelece um planeamento integrado para a gestão europeia integrada das fronteiras.

Alteração    116

Proposta de regulamento

Artigo 9 – ponto 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Cada plano do planeamento integrado contém o cenário de referência para o qual é desenvolvido. Os cenários são baseados na análise dos riscos e refletem a possível evolução da situação nas fronteiras externas e no domínio da migração ilegal, bem como os desafios identificados no ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras.

(3)  Cada plano do planeamento integrado contém o cenário de referência para o qual é desenvolvido. Os cenários são baseados na análise dos riscos e refletem a possível evolução da situação nas fronteiras externas, os desenvolvimentos em cada um dos componentes da gestão europeia integrada das fronteiras, conforme estabelecidos no artigo 3.º, bem como os desafios identificados no ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras.

Alteração    117

Proposta de regulamento

Artigo 10 – título

Texto da Comissão

Alteração

Atribuições da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira

(Não se aplica à versão portuguesa.)

Alteração    118

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

(1)  A Agência exerce as seguintes atribuições a fim de contribuir para a eficácia, qualidade e uniformização dos controlos das fronteiras e dos regressos:

(1)  Ao evitar a duplicação desnecessária do trabalho operacional dos Estados-Membros, a Agência apoia a execução da gestão europeia integrada das fronteiras e exerce as seguintes atribuições a fim de contribuir para a eficácia, qualidade e uniformização dos controlos das fronteiras, facilitar a circulação de viajantes de boa-fé, detetar e prevenir a criminalidade transfronteiras no que se refere à segurança interna, à gestão da migração e aos regressos:

Alteração    119

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  Acompanhar o respeito pelos direitos fundamentais nas fronteiras externas e nas operações de regresso através do responsável pelos direitos fundamentais e dos agentes de controlo dos regressos independentes, em cooperação com a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia;

Alteração    120

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 7

Texto da Comissão

Alteração

7.  Prestar assistência aos Estados‑Membros em circunstâncias que exijam o reforço da assistência técnica e operacional nas fronteiras externas, através da realização de intervenções rápidas nas fronteiras externas dos Estados-Membros confrontados com desafios específicos e desproporcionados, tendo em conta que algumas situações podem implicar emergências humanitárias e salvamentos no mar, em conformidade com o direito da União e o direito internacional;

7.  Prestar assistência aos Estados‑Membros, a pedido dos mesmos, em circunstâncias que exijam o reforço da assistência técnica e operacional nas fronteiras externas, através da realização de intervenções rápidas nas fronteiras externas dos Estados-Membros confrontados com desafios específicos e desproporcionados, tendo em conta que algumas situações podem implicar emergências humanitárias e salvamentos no mar, em conformidade com o direito da União e o direito internacional;

Alteração    121

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 8

Texto da Comissão

Alteração

8.  Prestar assistência técnica e operacional aos Estados-Membros e a países terceiros, em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 656/2014 e com o direito internacional, em apoio a operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar que possam ocorrer durante operações de vigilância das fronteiras marítimas;

8.  Prestar assistência técnica e operacional aos Estados-Membros e a países terceiros, em apoio a operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar, em conformidade com o direito internacional, incluindo as operações realizadas ao abrigo do Regulamento (UE) n.º 656/2014;

Alteração    122

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 9

Texto da Comissão

Alteração

9.  Destacar o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no quadro das equipas de gestão das fronteiras, das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios e das equipas de regresso, para operações conjuntas e para intervenções rápidas nas fronteiras, operações de regresso e intervenções de regresso;

9.  Criar o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, incluindo o reforço da reserva de reação rápida previsto no presente regulamento, e destacá-lo no quadro das equipas de gestão das fronteiras, das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios e das equipas de regresso, para operações conjuntas e para intervenções rápidas nas fronteiras, operações de regresso e intervenções de regresso;

Alteração    123

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 11-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

11-A.  Criar um mecanismo interno de controlo da qualidade, a fim de determinar o nível de formação, conhecimentos especializados e profissionalismo de que dispõe o pessoal da Agência, em especial o pessoal estatutário envolvido no controlo das fronteiras e nos regressos;

Alteração    124

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 12

Texto da Comissão

Alteração

12.  No quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios nas zonas dos pontos de crise ou nos centros controlados;

12.  No quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios nas zonas dos pontos de crise, destacar pessoal operacional e equipamento técnico para prestar assistência no rastreio, prestação de informações, identificação e recolha de impressões digitais;

Alteração    125

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 13

Texto da Comissão

Alteração

13.  Destacar pessoal operacional e equipamento técnico para prestar assistência na aferição da nacionalidade e identidade, nas entrevistas para a recolha de informação, na identificação e na recolha de impressões digitais;

Suprimido

Alteração    126

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 14

Texto da Comissão

Alteração

14.  Criar um procedimento para encaminhar as pessoas que carecem de proteção internacional ou a desejam solicitar e fornecer-lhes as informações iniciais, em cooperação com [a Agência da União Europeia para o Asilo] e as autoridades nacionais competentes;

14.  Criar um procedimento para encaminhar as pessoas que carecem de proteção internacional ou a desejam solicitar e fornecer-lhes as informações iniciais, incluindo um procedimento para a identificação de grupos vulneráveis, em cooperação com [a Agência da União Europeia para o Asilo] e as autoridades nacionais competentes;

Alteração    127

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 15

Texto da Comissão

Alteração

15.  Prestar assistência em todas as fases do processo de regresso e na coordenação e organização de operações de regresso, bem como de intervenções de regresso;

15.  Prestar assistência e acompanhar o respeito pelos direitos fundamentais, em todas as fases do processo de regresso, sem analisar os fundamentos de tais decisões, que continuam a ser da exclusiva responsabilidade dos Estados-Membros, e prestar assistência na coordenação e organização das operações de regresso e prestar apoio técnico e operacional para aplicar a obrigação de regresso dos repatriados, bem como às operações e intervenções de regresso;

Alteração    128

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 16

Texto da Comissão

Alteração

16.  Prestar assistência aos Estados‑Membros em circunstâncias que exijam o reforço da assistência técnica e operacional para dar cumprimento à obrigação de regresso de migrantes em situação irregular, incluindo a coordenação ou organização de operações de regresso;

Suprimido

Alteração    129

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 17

Texto da Comissão

Alteração

17.  Criar uma reserva de agentes de controlo dos regressos forçados;

17.  Criar uma reserva de agentes de controlo dos regressos forçados, em cooperação com a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, e reservas de escoltas de regresso forçado e de peritos em regresso;

Alteração    130

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 19

Texto da Comissão

Alteração

19.  Cooperar com a Europol e a Eurojust, no âmbito dos respetivos mandatos, e prestar apoio aos Estados‑Membros em circunstâncias que exijam o reforço da assistência técnica e operacional nas fronteiras externas na luta contra a criminalidade transfronteiriça organizada e o terrorismo;

19.  Cooperar com a Europol e a Eurojust, no âmbito dos respetivos mandatos, e prestar apoio aos Estados‑Membros em circunstâncias que exijam o reforço da assistência técnica e operacional nas fronteiras externas na luta contra a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    131

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 20

Texto da Comissão

Alteração

20.  Cooperar com a Agência da União Europeia para o Asilo, em especial para facilitar medidas nos casos em que nacionais de países terceiros cujo pedido de proteção internacional tenha sido rejeitado sejam objeto de decisões de regresso;

20.  Cooperar com a [Agência da União Europeia para o Asilo];

Alteração    132

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 20-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

20-A.  Cooperar com a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a fim de garantir a aplicação contínua e uniforme do acervo da União em matéria de direitos fundamentais em todas as suas atividades;

Alteração    133

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 21

Texto da Comissão

Alteração

21.  Cooperar com a Agência Europeia de Controlo das Pescas e a Agência Europeia da Segurança Marítima, no âmbito dos respetivos mandatos, a fim de apoiar as autoridades nacionais que exercem funções de guarda costeira, tal como previsto no artigo 70.º, através da disponibilização de serviços, informações, equipamentos e formação, bem como da coordenação de operações polivalentes;

21.  Cooperar com a Agência Europeia de Controlo das Pescas e a Agência Europeia da Segurança Marítima, no âmbito dos respetivos mandatos, a fim de apoiar as autoridades nacionais que exercem funções de guarda costeira, tal como previsto no artigo 70.º, incluindo o salvamento das vidas de migrantes e refugiados, através da disponibilização de serviços, informações, equipamentos e formação, bem como da coordenação de operações polivalentes;

Alteração    134

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 22

Texto da Comissão

Alteração

22.  Cooperar com países terceiros nos domínios abrangidos pelo regulamento, incluindo através do eventual destacamento operacional de equipas de gestão das fronteiras e de equipas de regresso em países terceiros;

22.  Cooperar com países terceiros nos domínios abrangidos pelo regulamento, incluindo através do eventual destacamento operacional de equipas de gestão das fronteiras em países terceiros;

Alteração    135

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 23

Texto da Comissão

Alteração

23.  Apoiar países terceiros na coordenação ou organização de atividades de regresso para outros países terceiros, incluindo a partilha de dados pessoais para efeitos de regresso;

Suprimido

Alteração    136

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 25

Texto da Comissão

Alteração

25.  Prestar assistência aos Estados‑Membros e países terceiros na formação de guardas de fronteira nacionais, de outro pessoal competente e de peritos em regresso, incluindo o estabelecimento de normas de formação comuns;

25.  Prestar assistência aos Estados‑Membros e países terceiros na formação de guardas de fronteira nacionais, de outro pessoal competente e de peritos em regresso, inclusive através do estabelecimento de normas e programas de formação comuns que deverão incluir os direitos fundamentais;

Alteração    137

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 26

Texto da Comissão

Alteração

26.  Participar no desenvolvimento e na gestão de atividades de investigação e inovação relevantes para o controlo e vigilância das fronteiras externas, incluindo a utilização de tecnologias de vigilância avançadas, bem como no desenvolvimento de projetos-piloto em domínios abrangidos pelo presente regulamento;

26.  Participar no desenvolvimento e na gestão de atividades de investigação e inovação relevantes para a gestão das fronteiras externas, incluindo a utilização de tecnologias de vigilância avançadas, bem como no desenvolvimento de projetos-piloto quando necessário para a execução das atividades previstas no presente regulamento;

Alteração    138

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 27

Texto da Comissão

Alteração

27.  Apoiar a elaboração de normas técnicas para os equipamentos no domínio do controlo das fronteiras e do regresso, incluindo no que respeita à interconexão de sistemas e redes;

27.  Apoiar a elaboração de normas técnicas para os equipamentos no domínio da gestão das fronteiras e do regresso, incluindo no que respeita à interconexão de sistemas e redes;

Alteração    139

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 29

Texto da Comissão

Alteração

29.  Desenvolver e explorar, nos termos do [Regulamento (CE) n.º 45/2001], sistemas de informação que permitam o intercâmbio rápido e fiável de informações relativas aos riscos emergentes no âmbito da gestão das fronteiras externas, da imigração ilegal e do regresso, em estreita cooperação com a Comissão, com os organismos, os serviços e as agências da União e com a Rede Europeia das Migrações criada pela Decisão 2008/381/CE;

29.  Desenvolver e explorar, nos termos do Regulamento (UE) 2018/1725, sistemas de informação que permitam o intercâmbio rápido e fiável de informações relativas aos riscos emergentes no âmbito da gestão das fronteiras externas, da migração irregular e do regresso, em estreita cooperação com a Comissão, com os organismos, os serviços e as agências da União e com a Rede Europeia das Migrações criada pela Decisão 2008/381/CE;

Alteração    140

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 30

Texto da Comissão

Alteração

30.  Prestar, se for caso disso, a assistência necessária à criação de um quadro comum de partilha de informações, incluindo a interoperabilidade dos sistemas;

30.  Prestar, no quadro da vigilância marítima integrada, a assistência necessária à criação de um quadro comum de partilha de informações, incluindo a interoperabilidade dos sistemas;

Alteração    141

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 30-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

30-A.  Adotar e promover as mais rigorosas normas de gestão das fronteiras, que permitam a transparência e o controlo público e assegurem o respeito, a proteção e a promoção dos direitos fundamentais e do Estado de direito;

Alteração    142

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 32

Texto da Comissão

Alteração

32.  Exercer as atribuições e obrigações confiadas à Agência referidas no [Regulamento que cria um Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS)], e assegurar a criação e o funcionamento da unidade central do ETIAS em conformidade com o artigo 7.º do [Regulamento que cria um Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS)].

32.  Exercer as atribuições e obrigações confiadas à Agência referidas no Regulamento (UE) 2018/1240 do Parlamento Europeu e do Conselho1-A e assegurar a criação e o funcionamento da unidade central ETIAS em conformidade com o artigo 7.º do referido regulamento;

 

__________________

 

1-A Regulamento (UE) 2018/1240 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de setembro de 2018, que cria um Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) e altera os Regulamentos (UE) n.º 1077/2011, (UE) n.º 515/2014, (UE) 2016/399, (UE) 2016/1624 e (UE) 2017/2226 (JO L 236 de 19.9.2018, p. 1).

Alteração    143

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 32-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

32-A.  Prestar assistência aos Estados‑Membros na prevenção e deteção da criminalidade transfronteiriça, tal como a introdução clandestina de migrantes, o tráfico de seres humanos e o terrorismo, nas fronteiras externas e na área além-fronteiras;

Alteração    144

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 1 – n.º 32-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

32-B.  Prestar assistência aos Estados‑Membros na facilitação da passagem de fronteiras externas por parte de viajantes de boa-fé (legítimos).

Alteração    145

Proposta de regulamento

Artigo 10 – ponto 2 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Agência assegura a comunicação, por iniciativa própria, nos domínios abrangidos pelo seu mandato e fornece ao público informações precisas e detalhadas sobre as suas atividades.

A Agência assegura a comunicação nos domínios abrangidos pelo seu mandato e fornece ao público informações precisas, pormenorizadas, oportunas e exaustivas sobre as suas atividades e análises.

Alteração    146

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A fim de exercer as atribuições que são conferidas à Agência pelo presente regulamento, em particular acompanhar os fluxos migratórios para a União e no seu interior, proceder às análises de risco, realizar avaliações da vulnerabilidade e prestar assistência técnica e operacional em matéria de regresso, a Agência e as autoridades nacionais responsáveis pela gestão das fronteiras e pelo regresso, incluindo as guardas costeiras na medida em que realizem controlos nas fronteiras, partilham, de forma atempada e rigorosa, todas as informações necessárias, nos termos do presente regulamento e demais legislação da União e nacional aplicável em matéria de intercâmbio de informações.

1.  A fim de exercer as atribuições que são conferidas à Agência pelo presente regulamento, proceder às análises de risco, realizar avaliações da vulnerabilidade e prestar assistência técnica e operacional em matéria de regresso, a Agência e as autoridades nacionais responsáveis pela gestão das fronteiras e pelo regresso, incluindo as guardas costeiras na medida em que realizem controlos nas fronteiras, partilham, de forma atempada e rigorosa, todas as informações necessárias, nos termos do presente regulamento e demais legislação da União e nacional aplicável em matéria de intercâmbio de informações.

Alteração    147

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência toma as medidas apropriadas para facilitar o intercâmbio de informações úteis para a execução das suas atribuições com a Comissão e com os Estados-Membros e, sempre que for o caso, com as agências competentes da União.

2.  A Agência toma as medidas apropriadas para facilitar o intercâmbio de informações úteis para a execução das suas atribuições com a Comissão e com os Estados-Membros e, sempre que for o caso, o intercâmbio de informações pertinentes, para o desempenho das suas funções, com as agências competentes da União, em conformidade com o disposto na legislação europeia aplicável em matéria de proteção de dados.

Alteração    148

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Agência e a [Agência da União Europeia para o Asilo] procedem ao intercâmbio de informações para efeitos de análises de riscos, recolha de dados estatísticos, avaliação da situação em países terceiros, formação e apoio aos Estados-Membros em matéria de planos de contingência. Para o efeito, devem ser criadas as ferramentas e estruturas necessárias entre as agências.

3.  Para efeitos do intercâmbio de informações a que se referem os n.os 1 e 2, devem ser criadas as ferramentas e estruturas necessárias entre as agências.

Alteração    149

Proposta de regulamento

Artigo 13

Texto da Comissão

Alteração

Os Estados-Membros designam um ponto de contacto nacional para efeitos de comunicação com a Agência sobre todos os assuntos relativos às atividades desta última. O ponto de contacto nacional deve estar contactável a qualquer momento e assegurar a divulgação atempada de todas as informações da Agência junto das autoridades relevantes no Estado-Membro em causa, em especial os membros do conselho de administração e do centro nacional de coordenação.

Os Estados-Membros designam um ponto de contacto nacional para efeitos de comunicação com a Agência sobre todos os assuntos relativos às atividades desta última. O ponto de contacto nacional deve ser nomeado para fins administrativos, a fim de facilitar a comunicação regular entre a Agência e os Estados-Membros. Para assegurar a divulgação de informações urgentes e operacionais, os centros nacionais de coordenação atuam como pontos de contacto.

Alteração    150

Proposta de regulamento

Artigo 14 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência cria e mantém uma rede de comunicações, a fim de facultar meios de comunicação e instrumentos de análise e permitir que o intercâmbio de informações sensíveis não classificadas e de informações classificadas com os centros nacionais de coordenação, e entre estes, se faça de forma segura e em tempo quase real. A rede funciona vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, permitindo:

1.  A Agência cria e mantém uma rede de comunicações, a fim de facultar meios de comunicação e instrumentos de análise e permitir que o intercâmbio de informações sensíveis não classificadas e de informações classificadas com os centros nacionais de coordenação, e entre estes, se faça de forma segura e em tempo quase real. A rede deve respeitar toda a legislação da União em matéria de proteção de dados ao longo de todo o seu ciclo de vida. A rede funciona vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana, permitindo:

Alteração    151

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência pode tomar todas as medidas necessárias para facilitar o intercâmbio de informações úteis para a execução das suas atribuições com a Comissão e com os Estados-Membros e, sempre que for o caso, com terceiros e países terceiros como referido nos artigos 69.º e 71.º.

1.  A Agência pode tomar todas as medidas necessárias para facilitar o intercâmbio de informações úteis para a execução das suas atribuições com o Parlamento Europeu, a Comissão e os Estados-Membros e, sempre que for o caso, com as organizações internacionais, as instituições, os organismos e os serviços e as agências da União, como referido no artigo 69.º, e países terceiros, como referido no artigo 72.º.

Alteração    152

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência desenvolve, implanta e explora um sistema de informação que permita proceder ao intercâmbio de informações classificadas e informações sensíveis não classificadas com essas partes interessadas, bem como proceder ao intercâmbio de dados pessoais referidos nos artigos 80.º e 87.º a 91.º, em conformidade com a Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão39, com a Decisão 2015/443 da Comissão40 e com o [Regulamento (CE) n.º 45/2001].

2.  A Agência desenvolve, implanta e explora um sistema de informação que permita proceder ao intercâmbio de informações classificadas e informações sensíveis não classificadas com essas partes interessadas, bem como proceder ao intercâmbio de dados pessoais referidos nos artigos 80.º e 87.º a 91.º, em conformidade com a Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão39, com a Decisão 2015/443 da Comissão40 e com o Regulamento (UE) 2018/1725.

__________________

__________________

39 Decisão da Comissão (UE, Euratom) 2015/444 do Conselho, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE (JO L 72 de 17.3.2015, p. 53).

39 Decisão da Comissão (UE, Euratom) 2015/444 do Conselho, de 13 de março de 2015, relativa às regras de segurança aplicáveis à proteção das informações classificadas da UE (JO L 72 de 17.3.2015, p. 53).

40 Decisão (UE, Euratom) 2015/443 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa à segurança na Comissão (JO L 72 de 17.3.2015, p. 41).

40 Decisão (UE, Euratom) 2015/443 da Comissão, de 13 de março de 2015, relativa à segurança na Comissão (JO L 72 de 17.3.2015, p. 41).

Alteração    153

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  No que se refere aos regressos, a Agência desenvolve e explora um sistema central de gestão dos regressos a fim de tratar toda a informação de que necessita para prestar assistência operacional em conformidade com o artigo 49.º, automaticamente comunicada pelos sistemas nacionais dos Estados-Membros, incluindo dados operacionais relativos aos regressos.

4.  No que se refere aos regressos, a Agência explora e gere a Aplicação da Gestão Integrada dos Regressos (IRMA) como uma plataforma de tratamento de toda a informação de que necessita para prestar assistência operacional em conformidade com o artigo 49.º, automaticamente comunicada pelos sistemas nacionais dos Estados-Membros, incluindo dados operacionais relativos aos regressos.

Alteração    154

Proposta de regulamento

Artigo 17 – parágrafo 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Têm o devido acesso aos sistemas e redes relevantes;

a)  Têm acesso adequado e contínuo aos sistemas e redes relevantes;

Alteração    155

Proposta de regulamento

Artigo 18

Texto da Comissão

Alteração

O presente regulamento cria o EUROSUR enquanto um quadro integrado para o intercâmbio de informações e a cooperação no âmbito da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, destinado a melhorar o conhecimento da situação e a aumentar a capacidade de reação na gestão das fronteiras da União, a fim de detetar, prevenir e combater a imigração ilegal e a criminalidade transfronteiriça e contribuir para garantir a proteção e a salvaguarda da vida dos migrantes.

O presente regulamento cria o EUROSUR enquanto um quadro integrado para o intercâmbio de informações e a cooperação no âmbito da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, destinado a melhorar o conhecimento da situação e a aumentar a capacidade de reação para fins de gestão das fronteiras, incluindo a deteção, a prevenção e o combate à migração irregular e à criminalidade transfronteiriça e contribuir para garantir a proteção e a salvaguarda da vida dos migrantes.

Alteração    156

Proposta de regulamento

Artigo 19 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  O EUROSUR é aplicável aos controlos em pontos de passagem das fronteiras e à vigilância das fronteiras externas terrestres, marítimas e aéreas, nomeadamente ao controlo, deteção, identificação, seguimento, prevenção e interceção de passagens não autorizadas das fronteiras, a fim de detetar, prevenir e combater a imigração ilegal e a criminalidade transfronteiriça e de contribuir para garantir a proteção e a salvaguarda da vida dos migrantes.

(1)  O EUROSUR é aplicável aos controlos em pontos de passagem das fronteiras e à vigilância das fronteiras externas terrestres, marítimas e aéreas, nomeadamente ao controlo, deteção, identificação, seguimento, prevenção e interceção de passagens não autorizadas das fronteiras, a fim de detetar, prevenir e combater a migração irregular e a criminalidade transfronteiriça e de contribuir para garantir a proteção e a salvaguarda da vida dos migrantes. Os Estados-Membros podem fornecer ao EUROSUR informações sobre o fenómeno dos movimentos secundários na União em termos de tendências migratórias, rotas e número, com o objetivo de melhorar o conhecimento da situação.

Alteração    157

Proposta de regulamento

Artigo 20 – ponto 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  Os centros nacionais de coordenação fornecem à Agência, através da rede de comunicações e dos sistemas relevantes, as informações provenientes dos seus quadros de situação nacionais e, se for caso disso, de quadros de situação específicos, necessárias para elaborar e alimentar o quadro de situação europeu.

(2)  Os centros nacionais de coordenação fornecem à Agência, através da rede de comunicações, as informações provenientes dos seus quadros de situação nacionais e, se for caso disso, de quadros de situação específicos, necessárias para elaborar e alimentar o quadro de situação europeu.

Alteração    158

Proposta de regulamento

Artigo 24 – ponto 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  A Agência assegura permanentemente a qualidade do serviço prestado pela rede de comunicações e a qualidade dos dados partilhados no quadro de situação do EUROSUR.

(2)  A Agência assegura permanentemente e de forma contínua a qualidade do serviço prestado pela rede de comunicações e a qualidade dos dados partilhados no quadro de situação do EUROSUR.

Alteração    159

Proposta de regulamento

Artigo 25 – ponto 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

Os quadros de situação nacionais, o quadro de situação europeu e os quadros de situação específicos são elaborados através da recolha, avaliação, compilação, análise, interpretação, geração, visualização e divulgação de informações.

Os quadros de situação nacionais, o quadro de situação europeu e os quadros de situação específicos são elaborados através da recolha, avaliação, compilação, análise, interpretação, geração, visualização e divulgação de informações, quando os Estados-Membros disponham de tais informações.

Alteração    160

Proposta de regulamento

Artigo 25 – ponto 1 – parágrafo 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Um nível respeitante às ocorrências, incluindo todas as ocorrências relacionadas com passagens não autorizadas das fronteiras, criminalidade transfronteiriça e deteção de movimentos secundários não autorizados;

a)  Um nível respeitante às ocorrências e incidentes, incluindo todas as ocorrências relacionadas com passagens não autorizadas das fronteiras e criminalidade transfronteiriça. Os Estados-Membros podem também fornecer informações sobre movimentos secundários não autorizados em termos de tendências, rotas e número;

Alteração    161

Proposta de regulamento

Artigo 26 – ponto 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Os centros nacionais de coordenação atribuem a cada incidente que se insira no nível de ocorrências do quadro de situação nacional um único nível de impacto indicativo, que vai de «reduzido» ou «médio» até «elevado» e «crítico». Todos os incidentes são comunicados à Agência.

(3)  Os centros nacionais de coordenação atribuem a cada incidente que se insira no nível de ocorrências do quadro de situação nacional um único nível de impacto indicativo, que vai de «reduzido» ou «médio» até «elevado». Todos os incidentes são comunicados à Agência.

Alteração    162

Proposta de regulamento

Artigo 27 – ponto 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Delegações e missões da União e operações no âmbito da política comum de segurança e defesa;

c)  Delegações e missões da União;

Alteração    163

Proposta de regulamento

Artigo 27 – ponto 3 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Incidentes na zona operacional de uma operação conjunta ou de uma intervenção rápida coordenados pela Agência, numa zona dos pontos de crise ou num centro controlado.

c)  Incidentes na zona operacional de uma operação conjunta ou de uma intervenção rápida coordenados pela Agência, numa zona dos pontos de crise.

Alteração    164

Proposta de regulamento

Artigo 27 – ponto 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  O nível operacional do quadro de situação europeu contém informações sobre operações conjuntas e intervenções rápidas coordenadas pela Agência e sobre zonas dos pontos de crise e centros controlados, incluindo o mandato da missão, a sua localização, estatuto e duração, informações relativas aos Estados-Membros e a outras partes interessadas envolvidas, relatórios de situação diários e semanais, dados estatísticos e pacotes informativos destinados aos meios de comunicação.

(4)  O nível operacional do quadro de situação europeu contém informações sobre operações conjuntas e intervenções rápidas coordenadas pela Agência e sobre zonas dos pontos de crise, incluindo o mandato da missão, a sua localização, estatuto e duração, informações relativas aos Estados-Membros e a outras partes interessadas envolvidas, relatórios de situação diários e semanais, dados estatísticos e pacotes informativos destinados aos meios de comunicação.

Alteração    165

Proposta de regulamento

Artigo 28 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  A Agência e os Estados-Membros podem elaborar e manter quadros de situação específicos destinados a apoiar atividades operacionais específicas nas fronteiras externas ou a partilhar informações com terceiros referidos no artigo 69.º, com países terceiros tal como previsto no artigo 76.º, ou com ambos.

(1)  A Agência e os Estados-Membros podem elaborar e manter quadros de situação específicos destinados a apoiar atividades operacionais específicas nas fronteiras externas ou a partilhar informações com as organizações internacionais e as instituições, organismos, serviços e agências da União referidos no artigo 69.º, com países terceiros tal como previsto no artigo 76.º.

Alteração    166

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Controlo seletivo dos portos e costas de países terceiros designados que tenham sido identificados, através de informações e análises de risco, como sendo pontos de embarque ou de trânsito de navios ou outras embarcações utilizados para a imigração ilegal ou para a criminalidade transfronteiriça;

a)  Controlo seletivo dos portos e costas de países terceiros designados que tenham sido identificados, através de informações e análises de risco, como sendo pontos de embarque ou de trânsito de navios ou outras embarcações utilizados para a migração irregular ou para a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    167

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Seguimento de navios e de outras embarcações em alto mar suspeitos de ser ou identificados como sendo utilizados para a imigração ilegal ou para a criminalidade transfronteiriça;

b)  Seguimento de navios e de outras embarcações em alto mar suspeitos de ser ou identificados como sendo utilizados para a migração irregular, o transporte de pessoas em perigo no mar que necessitam da realização de uma operação de busca e salvamento, ou para a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    168

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Controlo de zonas designadas no domínio marítimo a fim de detetar, identificar e seguir navios e outras embarcações identificados ou suspeitos de serem utilizados para a imigração ilegal ou para a criminalidade transfronteiriça;

c)  Controlo de zonas designadas no domínio marítimo a fim de detetar, identificar e seguir navios e outras embarcações identificados ou suspeitos de serem utilizados para a migração irregular, o transporte de pessoas em perigo no mar que necessitam da realização de uma operação de busca e salvamento, ou para a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    169

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Controlo de zonas designadas das fronteiras aéreas para detetar, identificar e seguir aeronaves e outras formas de equipamento utilizado, ou suspeito de ser utilizado, para a migração irregular ou a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    170

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Avaliação ambiental de zonas designadas no domínio marítimo e nas fronteiras externas terrestres e aéreas com vista à otimização das atividades de controlo e patrulha;

d)  Avaliação ambiental de zonas designadas no domínio marítimo e nas fronteiras externas terrestres e aéreas com vista à otimização das atividades de busca e salvamento, controlo e patrulha;

Alteração    171

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Controlo seletivo de áreas além‑fronteiras designadas nas fronteiras externas que tenham sido identificadas através de informações e de análises de risco como sendo potenciais pontos de partida ou de trânsito para a imigração ilegal ou para a criminalidade transfronteiriça;

e)  Controlo seletivo de áreas além‑fronteiras designadas nas fronteiras externas que tenham sido identificadas através de informações e de análises de risco como sendo potenciais pontos de partida ou de trânsito para a migração irregular ou para a criminalidade transfronteiriça;

Alteração    172

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Acompanhamento dos fluxos migratórios para a União e no seu interior;

f)  Acompanhamento das tendências, do volume e das rotas dos fluxos migratórios para a União e no seu interior;

Alteração    173

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  Acompanhamento dos meios de comunicação social, informações em fonte aberta e análise das atividades na internet, em conformidade com a Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho42, a fim de prevenir a imigração ilegal e a criminalidade transfronteiriça;

g)  Acompanhamento dos meios de comunicação social, informações em fonte aberta e análise das atividades na internet, em conformidade com a Diretiva (UE) 2016/68042 ou o Regulamento (UE) 2016/679, consoante o caso, a fim de prevenir a migração irregular e a criminalidade transfronteiriça;

__________________

__________________

42 Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, relativa à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais pelas autoridades competentes para efeitos de prevenção, investigação, deteção ou repressão de infrações penais ou execução de sanções penais, e à livre circulação desses dados, e que revoga a Decisão‑Quadro 2008/977/JAI do Conselho (JO L 119 de 4.5.2016, p. 89). 4.5.2016, p. 89).

42 Diretiva (UE) 2016/680 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, relativa à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais pelas autoridades competentes para efeitos de prevenção, investigação, deteção ou repressão de infrações penais ou execução de sanções penais, e à livre circulação desses dados, e que revoga a Decisão‑Quadro 2008/977/JAI do Conselho (JO L 119 de 4.5.2016, p. 89). 4.5.2016, p. 89).

Alteração    174

Proposta de regulamento

Artigo 29 – ponto 2 – alínea h)

Texto da Comissão

Alteração

h)  Análise de sistemas de informação de grande escala para detetar alterações nas rotas e métodos utilizados na imigração ilegal e na criminalidade transfronteiriça.

h)  Análise de sistemas de informação de grande escala para detetar alterações nas rotas e métodos utilizados na migração irregular e na criminalidade transfronteiriça.

Alteração    175

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência acompanha os fluxos migratórios para a União e no seu interior, as tendências e outros eventuais desafios nas fronteiras externas da União e no que diz respeito ao regresso. Para o efeito, a Agência cria, mediante decisão do conselho de administração baseada numa proposta do diretor executivo, um modelo comum de análise integrada de riscos, a aplicar pela Agência e pelos Estados‑Membros. O modelo comum de análise integrada de risco é atualizado com base nos resultados da avaliação do ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras referido no artigo 8.º, n.º 7. Além disso, a Agência procede à avaliação da vulnerabilidade nos termos do artigo 33.º.

1.  A Agência acompanha os fluxos migratórios para a União e, quando os Estados-Membros a informem neste sentido, as tendências, o volume e as rotas migratórias no interior da União, assim como as tendências e outros eventuais desafios nas fronteiras externas da União e no que diz respeito ao regresso. Para o efeito, a Agência cria, mediante decisão do conselho de administração baseada numa proposta do diretor executivo, um modelo comum de análise integrada de riscos, a aplicar pela Agência e pelos Estados‑Membros. O modelo comum de análise integrada de risco é estabelecido e atualizado com base nos resultados da avaliação do ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras referido no artigo 8.º, n.º 7. Além disso, a Agência procede à avaliação da vulnerabilidade nos termos do artigo 33.º.

Alteração    176

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  As análises de risco referidas no n.º 2 preparadas pela Agência abrangem todos os aspetos relevantes para a gestão europeia integrada das fronteiras, com vista ao desenvolvimento de um mecanismo de alerta precoce.

3.  As análises de risco referidas no n.º 2 preparadas pela Agência abrangem todos os elementos da gestão europeia integrada das fronteiras, com vista ao desenvolvimento de um mecanismo de alerta precoce.

Alteração    177

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  A Agência deve desenvolver e divulgar publicamente a metodologia e os critérios utilizados nas análises de risco.

Alteração    178

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Os Estados-Membros fornecem à Agência todas as informações necessárias sobre a situação, as tendências e as possíveis ameaças nas fronteiras externas, bem como em matéria de regresso. Os Estados-Membros prestam à Agência, regularmente ou a pedido da mesma, todas as informações úteis, tais como dados operacionais e estatísticos recolhidos no âmbito da aplicação do acervo de Schengen, bem como informações da parte da análise do quadro de situação nacional, como previsto no artigo 26.º.

4.  Os Estados-Membros fornecem à Agência todas as informações necessárias sobre a situação, as tendências e os possíveis riscos nas fronteiras externas, bem como em matéria de regresso. Os Estados-Membros prestam à Agência, regularmente ou a pedido da mesma, todas as informações úteis, tais como dados operacionais e estatísticos recolhidos no âmbito da aplicação do acervo de Schengen, bem como informações da parte da análise do quadro de situação nacional, como previsto no artigo 26.º.

Alteração    179

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

5-A.  Nos resultados das análises de risco, os dados são anonimizados.

Alteração    180

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Agência assegura o controlo regular da gestão das fronteiras externas e do regresso por parte dos Estados-Membros através dos oficiais de ligação da Agência.

A Agência assegura o controlo regular da aplicação por parte dos Estados-Membros da gestão europeia integrada das fronteiras através dos oficiais de ligação da Agência.

Alteração    181

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 3 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Apoiam a recolha das informações necessárias à Agência para o acompanhamento da imigração ilegal e a realização das análises de risco a que se refere o artigo 30.º;

b)  Apoiam a recolha das informações necessárias à Agência para o acompanhamento da migração irregular e a realização das análises de risco a que se refere o artigo 30.º;

Alteração    182

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 3 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Acompanham as medidas tomadas pelo Estado-Membro em troços das fronteiras a que tenha sido atribuído um nível de impacto elevado ou crítico em conformidade com o artigo 35.º;

d)  Acompanham as medidas tomadas pelo Estado-Membro em troços das fronteiras a que tenha sido atribuído um nível de impacto elevado em conformidade com o artigo 35.º;

Alteração    183

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 3 – alínea e-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

e-A)  Informam o diretor executivo e o responsável pelos direitos fundamentais relativamente a quaisquer receios ou violações de direitos fundamentais no que respeita à gestão das fronteiras externas e ao regresso, assim como relativamente ao seguimento das queixas implicando um ou mais Estados-Membros;

Alteração    184

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 3 – alínea e-B) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

e-B)  Cooperam com o responsável pelos direitos fundamentais, sempre que necessário, com vista a contribuir para a promoção do respeito pelos direitos fundamentais no trabalho da Agência em articulação com a alínea e);

Alteração    185

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 3 – alínea j)

Texto da Comissão

Alteração

j)  Acompanham as medidas adotadas por um Estado-Membro relativamente ao regresso e apoiam a recolha de informações exigidas pela Agência para a realização das atividades referidas no artigo 49.º.

j)  Acompanham as medidas adotadas por um Estado-Membro e facilitam a comunicação entre esse Estado-Membro e a Agência relativamente ao regresso e apoiam a recolha de informações exigidas pela Agência para a realização das atividades referidas no artigo 49.º.

Alteração    186

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  Se as informações comunicadas pelo oficial de ligação a que se refere o n.º 3, alínea f), suscitarem preocupações quanto à observância dos direitos fundamentais por parte do Estado‑Membro em questão, o responsável pelos direitos fundamentais informará, sem demora, o Provedor de Justiça Europeu e a Agência Europeia para os Direitos Fundamentais.

Alteração    187

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O relatório do oficial de ligação faz parte da avaliação da vulnerabilidade, tal como referido no artigo 33.º. O relatório é transmitido ao Estado-Membro em causa.

6.  O relatório do oficial de ligação faz parte da avaliação da vulnerabilidade, tal como referido no artigo 33.º.

Alteração    188

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência acompanha e avalia a disponibilidade do equipamento técnico, dos sistemas, das capacidades, dos recursos, das infraestruturas, do pessoal dotado das competências e da formação adequada dos Estados-Membros, necessários para o controlo das fronteiras, tal como definido no artigo 3.º, alínea a). Neste contexto, a Agência avalia a viabilidade e a execução dos planos de desenvolvimento de capacidades referidos no artigo 67.º, n.º 4. Tendo em vista o planeamento futuro, a Agência fá-lo como medida preventiva com base na análise de risco preparada nos termos do artigo 30.º, n.º 2. A Agência faz o acompanhamento e a avaliação no mínimo uma vez por ano, salvo decisão em contrário do diretor executivo com base numa análise de risco ou numa avaliação anterior da vulnerabilidade.

2.  A Agência acompanha e avalia a disponibilidade do equipamento técnico, dos sistemas, das capacidades, dos recursos, das infraestruturas, do pessoal dotado das competências e da formação adequada dos Estados-Membros, necessários para o controlo das fronteiras, tal como definido no artigo 3.º, alínea a), respeitando plenamente os direitos fundamentais. Neste contexto, a Agência avalia a viabilidade e a execução dos planos de desenvolvimento de capacidades referidos no artigo 67.º, n.º 4. Tendo em vista o planeamento futuro, a Agência fá-lo como medida preventiva com base na análise de risco preparada nos termos do artigo 30.º, n.º 2. A Agência faz o acompanhamento e a avaliação no mínimo uma vez por ano, salvo decisão em contrário do diretor executivo com base numa análise de risco ou numa avaliação anterior da vulnerabilidade. Em qualquer caso, todos os Estados-Membros serão objeto de monitorização e avaliação pelo menos uma vez de três em três anos.

Alteração    189

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  A avaliação da vulnerabilidade deve basear-se em indicadores objetivos. O conselho de administração tomará uma decisão relativamente a esses indicadores.

Alteração    190

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  Os indicadores objetivos referidos no n.º 2-A incluem, nomeadamente, uma avaliação do respeito dos direitos fundamentais. A metodologia para esse aspeto da avaliação da vulnerabilidade deve ser estabelecida em concertação com o responsável pelos direitos fundamentais e o fórum consultivo, assim como com outras agências da União pertinentes, como, por exemplo, a [Agência da União Europeia para o Asilo] e a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Alteração    191

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Sem prejuízo dos artigos 9.º e 67.º, os Estados-Membros comunicam, a pedido da Agência, informações no que respeita ao equipamento técnico e aos recursos humanos e, tanto quanto possível, aos recursos financeiros disponíveis a nível nacional para efetuar o controlo das fronteiras. Os Estados-Membros comunicam igualmente a pedido da Agência informações sobre os seus planos de contingência em matéria de controlo das fronteiras.

3.  Sem prejuízo dos artigos 9.º e 67.º, os Estados-Membros comunicam, a pedido da Agência, as informações sensíveis não classificadas e não nacionais necessárias para a avaliação da vulnerabilidade, nomeadamente no que respeita à forma como funcionam todos os procedimentos na fronteira, em conformidade com o capítulo II da Diretiva 2013/32/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, ao equipamento técnico e aos recursos humanos e, tanto quanto possível, aos recursos financeiros disponíveis a nível nacional para efetuar o controlo das fronteiras. Os Estados-Membros comunicam igualmente a pedido da Agência informações sensíveis não classificadas e não nacionais sobre os seus planos de contingência em matéria de controlo das fronteiras.

Alteração    192

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  A avaliação da vulnerabilidade tem como objetivo permitir à Agência avaliar a capacidade e o estado de preparação dos Estados-Membros para enfrentarem eventuais desafios, incluindo atuais e futuras ameaças e desafios nas fronteiras externas; identificar, especialmente no que se refere aos Estados-Membros confrontados com desafios específicos e desproporcionados, eventuais consequências imediatas nas fronteiras externas e consequências subsequentes no funcionamento do espaço Schengen; e avaliar a capacidade dos Estados-Membros de contribuírem para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e para a sua reserva de equipamentos técnicos, incluindo a reserva de equipamentos de reação rápida. Essa avaliação é realizada sem prejuízo do mecanismo de avaliação de Schengen.

4.  A avaliação da vulnerabilidade tem como objetivo permitir à Agência avaliar a capacidade e o estado de preparação dos Estados-Membros para enfrentarem riscos em função da situação, incluindo atuais e futuras ameaças e desafios nas fronteiras externas; identificar, especialmente no que se refere aos Estados-Membros confrontados com desafios específicos e desproporcionados, eventuais consequências imediatas nas fronteiras externas e consequências subsequentes no funcionamento do espaço Schengen; e avaliar a capacidade dos Estados-Membros de contribuírem para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e para a sua reserva de equipamentos técnicos, incluindo a reserva de equipamentos de reação rápida. Essa avaliação é realizada sem prejuízo do mecanismo de avaliação de Schengen.

Alteração    193

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Na avaliação da vulnerabilidade, a Agência tem em conta a capacidade dos Estados-Membros para realizarem todas as funções de gestão das fronteiras, nomeadamente a capacidade de responderem a uma potencial chegada de um grande número de pessoas ao seu território.

5.  Na avaliação da vulnerabilidade, a Agência avalia a capacidade, em termos qualitativos e quantitativos, dos Estados‑Membros para realizarem todas as funções de gestão das fronteiras, nomeadamente a capacidade de responderem a uma potencial chegada de um grande número de pessoas ao seu território. Para tal, a Agência, se for caso disso, consulta as agências pertinentes da União, em especial a [Agência Europeia para o Asilo].

Alteração    194

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Os resultados da avaliação da vulnerabilidade são transmitidos aos Estados-Membros em causa. Estes últimos podem formular observações sobre essa avaliação.

6.  Os resultados preliminares da avaliação da vulnerabilidade são transmitidos aos Estados-Membros em causa. Estes últimos podem formular observações sobre essa avaliação.

Alteração    195

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 8 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

O diretor executivo recomenda medidas aos Estados-Membros em causa com base nos resultados da avaliação da vulnerabilidade, tendo em consideração a análise de risco da Agência, as observações formuladas pelos Estados-Membros em causa e os resultados do mecanismo de avaliação de Schengen.

O diretor executivo recomenda medidas aos Estados-Membros em causa com base nos resultados da avaliação da vulnerabilidade, tendo em consideração a análise de risco da Agência, as observações formuladas pelos Estados-Membros em causa e os resultados do mecanismo de avaliação de Schengen. Estas recomendações devem ser disponibilizadas ao Parlamento Europeu.

Alteração    196

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 8 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

As medidas têm por objetivo eliminar as vulnerabilidades identificadas na avaliação, para que os Estados-Membros estejam melhor preparados para enfrentar desafios futuros, através do reforço ou da melhoria das suas capacidades, do equipamento técnico, dos sistemas, dos recursos e dos planos de contingência.

As medidas têm por objetivo eliminar as vulnerabilidades identificadas na avaliação, para que os Estados-Membros estejam melhor preparados para enfrentar riscos em função da situação, através do reforço ou da melhoria das suas capacidades, do equipamento técnico, dos sistemas, dos recursos e dos planos de contingência.

Alteração    197

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 10

Texto da Comissão

Alteração

10.  Caso um Estado-Membro não aplique as medidas necessárias recomendadas no prazo fixado no n.º 7 do presente artigo, o diretor executivo remete o assunto para o conselho de administração e notifica a Comissão. O conselho de administração adota uma decisão, sob proposta do diretor executivo, que estabelece as medidas necessárias a tomar pelo Estado-Membro em causa e o prazo para a sua execução. A decisão do conselho de administração vincula o Estado-Membro em causa. Se este último não executar as medidas no prazo fixado na referida decisão, o conselho de administração notifica o Conselho e a Comissão e podem ser tomadas medidas adicionais nos termos do artigo 43.º.

10.  Caso um Estado-Membro não aplique as medidas necessárias recomendadas no prazo fixado no n.º 7 do presente artigo, o diretor executivo remete o assunto para o conselho de administração e notifica a Comissão. O conselho de administração adota uma decisão, sob proposta do diretor executivo, que estabelece as medidas necessárias a tomar pelo Estado-Membro em causa e o prazo para a sua execução. A decisão do conselho de administração vincula o Estado-Membro em causa. Se este último não executar as medidas no prazo fixado na referida decisão, o conselho de administração notifica o Parlamento Europeu, o Conselho e a Comissão e podem ser tomadas medidas adicionais nos termos dos artigos 43.º e 47.º.

Alteração    198

Proposta de regulamento

Artigo 33 – n.º 11

Texto da Comissão

Alteração

11.  Os resultados da avaliação da vulnerabilidade são transmitidos, nos termos do artigo 91.º, ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão periodicamente e, pelo menos, uma vez por ano.

11.  Os resultados da avaliação da vulnerabilidade, incluindo uma descrição pormenorizada do resultado da avaliação da vulnerabilidade, as medidas tomadas pelos Estados-Membros e o estado da aplicação de eventuais recomendações anteriores, são transmitidos, nos termos do artigo 91.º, ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão periodicamente e, pelo menos, uma vez por ano. Na eventualidade de a avaliação da vulnerabilidade realizada relativamente a um determinado Estado-Membro revelar uma deficiência grave considerada como podendo constituir uma ameaça séria para o funcionamento da zona Schengen, a gestão das fronteiras externas, as políticas públicas ou a segurança interna na zona sem controlos das fronteiras internas, a Comissão informa, de imediato, o Parlamento Europeu e o Conselho desse facto.

Alteração    199

Proposta de regulamento

Artigo 34 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Para o efeito referido no n.º 1, a Comissão e a Agência estabelecem os acordos necessários para partilhar entre si, de forma regular, segura e atempada, todas as informações relacionadas com os resultados das avaliações da vulnerabilidade e do mecanismo de avaliação de Schengen no domínio das gestão das fronteiras. O mecanismo de intercâmbio abrange os relatórios das avaliações da vulnerabilidade e das visitas de avaliação Schengen, as recomendações e os planos de ação subsequentes e todas as atualizações sobre a execução dos planos de ação transmitidas pelos Estados‑Membros.

2.  Para o efeito referido no n.º 1, a Comissão, juntamente com o Parlamento Europeu, o Conselho e a Agência estabelecem os acordos necessários para partilhar entre si, de forma regular, segura e atempada, todas as informações relacionadas com os resultados das avaliações da vulnerabilidade e do mecanismo de avaliação de Schengen no domínio das gestão das fronteiras. O mecanismo de intercâmbio abrange os relatórios das avaliações da vulnerabilidade e das visitas de avaliação Schengen, as recomendações e os planos de ação subsequentes e todas as atualizações sobre a execução dos planos de ação transmitidas pelos Estados-Membros.

Alteração    200

Proposta de regulamento

Artigo 35 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Nível de impacto reduzido, caso os incidentes relacionados com a imigração ilegal ou a criminalidade transfronteiriça ocorridos no troço de fronteira pertinente tenham um impacto insignificante na segurança das fronteiras;

a)  Nível de impacto reduzido, caso os incidentes tenham um impacto insignificante na segurança das fronteiras;

Alteração    201

Proposta de regulamento

Artigo 35 – n.º 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Nível de impacto médio, caso os incidentes relacionados com a imigração ilegal ou a criminalidade transfronteiriça ocorridos no troço de fronteira pertinente tenham um impacto moderado na segurança das fronteiras;

b)  Nível de impacto médio, caso os incidentes tenham um impacto moderado na segurança das fronteiras;

Alteração    202

Proposta de regulamento

Artigo 35 – n.º 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Nível de impacto elevado, caso os incidentes relacionados com a imigração ilegal ou a criminalidade transfronteiriça ocorridos no troço de fronteira pertinente tenham um impacto significativo na segurança das fronteiras;

c)  Nível de impacto elevado, caso os incidentes tenham um impacto significativo na segurança das fronteiras;

Alteração    203

Proposta de regulamento

Artigo 35 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Nível de impacto crítico, caso os incidentes relacionados com a imigração ilegal ou a criminalidade transfronteiriça ocorridos no troço de fronteira pertinente tenham um impacto decisivo na segurança das fronteiras ao ponto de pôr em risco o bom funcionamento do espaço Schengen.

Suprimido

Alteração    204

Proposta de regulamento

Artigo 36 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Caso seja atribuído um nível de impacto crítico a um troço da fronteira externa, a Agência notifica-o à Comissão. Além das medidas tomadas ao abrigo da alínea c), o Estado-Membro em causa e a Agência aplicam as recomendações formuladas pelo diretor executivo da Agência em conformidade com o artigo 42.º.

Suprimido

Alteração    205

Proposta de regulamento

Artigo 36 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O centro nacional de coordenação informa regularmente a Agência acerca das medidas tomadas a nível nacional ao abrigo do n.º 1, alíneas b), c) e d).

2.  O centro nacional de coordenação informa regularmente a Agência acerca das medidas tomadas a nível nacional ao abrigo do n.º 1, alíneas b) e c).

Alteração    206

Proposta de regulamento

Artigo 36 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Caso seja atribuído um nível de impacto médio, elevado ou crítico a um troço da fronteira externa adjacente a um troço de fronteira de outro Estado-Membro ou de um país terceiro com o qual existam acordos ou redes regionais, como referido nos artigos 73.º e 74.º, o centro nacional de coordenação contacta o centro nacional de coordenação do Estado-Membro vizinho ou a autoridade competente do país vizinho e procura coordenar, em conjunto com a Agência, as medidas necessárias a nível transfronteiriço.

3.  Caso seja atribuído um nível de impacto médio ou elevado a um troço da fronteira externa adjacente a um troço de fronteira de outro Estado-Membro ou de um país terceiro com o qual existam acordos ou redes regionais, como referido nos artigos 73.º e 74.º, o centro nacional de coordenação contacta o centro nacional de coordenação do Estado-Membro vizinho ou a autoridade competente do país vizinho e procura coordenar, em conjunto com a Agência, as medidas necessárias a nível transfronteiriço.

Alteração    207

Proposta de regulamento

Artigo 37 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Um Estado-Membro pode solicitar a assistência da Agência na execução das suas obrigações em matéria de controlo das fronteiras externas. A Agência executa igualmente medidas nos termos dos artigos 42.º e 43.º.

1.  Um Estado-Membro pode solicitar a assistência da Agência na execução das suas obrigações em matéria de controlo das fronteiras externas e de proteção e salvamento de vidas de migrantes e refugiados. A Agência executa igualmente medidas nos termos dos artigos 42.º e 43.º.

Alteração    208

Proposta de regulamento

Artigo 37 – n.º 2 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Destacar o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios para zonas dos pontos de crise ou centros controlados, entre outros, incluindo, se necessário, para prestar assistência técnica e operacional a atividades de regresso;

d)  Destacar o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios para zonas dos pontos de crise, entre outros, incluindo, se necessário, para prestar assistência técnica e operacional a atividades de regresso;

Alteração    209

Proposta de regulamento

Artigo 37 – n.º 2 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Prestar assistência técnica e operacional, no quadro das operações referidas nas alíneas a), b) e c), e nos termos do Regulamento (UE) n.º 656/2014 e do direito internacional, aos Estados‑Membros e a países terceiros, em apoio de operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar que possam ocorrer durante operações de vigilância das fronteiras marítimas;

e)  Prestar assistência técnica e operacional, no quadro das operações referidas nas alíneas a), b) e c), e nos termos do Regulamento (UE) n.º 656/2014 e do direito internacional, aos Estados‑Membros e a países terceiros vizinhos, em apoio de operações de busca e salvamento de pessoas em perigo no mar;

Alteração    210

Proposta de regulamento

Artigo 38 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Um Estado-Membro pode solicitar à Agência que lance operações conjuntas destinadas a fazer face a eventuais desafios, incluindo a imigração ilegal, atuais ou futuras ameaças nas suas fronteiras externas ou a criminalidade transfronteiriça, ou que preste assistência técnica e operacional reforçada na execução das suas obrigações em matéria de controlo das fronteiras externas.

1.  Um Estado-Membro pode solicitar à Agência que lance operações conjuntas destinadas a fazer face a eventuais desafios, incluindo a migração irregular, atuais ou futuras ameaças nas suas fronteiras externas ou a criminalidade transfronteiriça, ou que preste assistência técnica e operacional reforçada na execução das suas obrigações em matéria de controlo das fronteiras externas.

Alteração    211

Proposta de regulamento

Artigo 38 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Os objetivos das operações conjuntas ou das intervenções rápidas nas fronteiras podem ser concretizados como parte de uma operação polivalente. Tais operações podem abranger as funções de guarda costeira e as de prevenção da criminalidade transfronteiriça, incluindo o combate à introdução clandestina de migrantes ou ao tráfico de seres humanos e a gestão dos fluxos migratórios, incluindo a identificação, o registo, a prestação de informações e o regresso.

4.  Os objetivos das operações conjuntas ou das intervenções rápidas nas fronteiras podem ser concretizados como parte de uma operação polivalente. Tais operações podem abranger as funções de guarda costeira e as de prevenção da criminalidade transfronteiriça, assim como as de gestão da migração.

Alteração    212

Proposta de regulamento

Artigo 39 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O diretor executivo elabora o plano operacional das operações conjuntas nas fronteiras externas. O diretor executivo e o Estado-Membro de acolhimento, em consulta com os Estados-Membros participantes, aprovam um plano operacional que define em pormenor os aspetos organizativos e processuais da operação conjunta.

2.  O diretor executivo elabora o plano operacional das operações conjuntas nas fronteiras externas. O diretor executivo e o Estado-Membro de acolhimento, em consulta com os Estados-Membros participantes, aprovam um plano operacional que define em pormenor os aspetos organizativos e processuais da operação conjunta. Os Estados-Membros participantes podem anexar as suas observações ou reservas ao plano operacional.

Alteração    213

Proposta de regulamento

Artigo 39 – n.º 3 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

3.  O plano operacional vincula a Agência, o Estado-Membro de acolhimento e os Estados-Membros participantes. Abrange todos os aspetos considerados necessários para a realização da operação conjunta, incluindo os seguintes elementos:

3.  O plano operacional vincula a Agência, o Estado-Membro de acolhimento e os Estados-Membros participantes. Abrange todos os aspetos considerados necessários para a realização da operação conjunta, incluindo os em que existe uma cooperação com países terceiros, incluindo os seguintes elementos:

Alteração    214

Proposta de regulamento

Artigo 39 – n.º 3 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Descrição das funções, das responsabilidades, designadamente no que se refere ao respeito pelos direitos fundamentais, e das instruções especiais às equipas, incluindo sobre a consulta das bases de dados acessíveis e as armas, munições e equipamento de serviço permitidos no Estado-Membro de acolhimento;

d)  Descrição das funções, das competências e dos limites destas, das responsabilidades, designadamente no que se refere ao respeito pelos direitos fundamentais, e das instruções especiais às equipas e aos oficiais implicados em atividades da Agência, incluindo sobre a consulta das bases de dados acessíveis e as armas, munições e equipamento de serviço permitidos no Estado-Membro de acolhimento;

Alteração    215

Proposta de regulamento

Artigo 39 – n.º 3 – alínea m)

Texto da Comissão

Alteração

m)  Procedimentos que definam o mecanismo de receção e transmissão à Agência de queixas contra as pessoas que participem numa operação conjunta ou numa intervenção rápida nas fronteiras, incluindo os guardas de fronteira ou outro pessoal competente do Estado-Membro de acolhimento e os membros das equipas, por alegadas violações dos direitos fundamentais no contexto da sua participação numa operação conjunta ou da intervenção rápida nas fronteiras;

m)  Procedimentos que definam o mecanismo de receção e transmissão à Agência de queixas contra as pessoas que participem numa operação conjunta, inclusivamente quando se trata de uma operação com países terceiros, numa intervenção rápida nas fronteiras, em equipas de apoio à gestão da migração em zonas dos pontos de crise, numa operação de regresso ou numa intervenção de regresso, incluindo os guardas de fronteira ou outro pessoal competente do Estado‑Membro de acolhimento e os membros das equipas, por alegadas violações dos direitos fundamentais no contexto da sua participação numa operação conjunta ou da intervenção rápida nas fronteiras;

Alteração    216

Proposta de regulamento

Artigo 39 – n.º 3 – alínea n-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

n-A)  Disposições pormenorizadas sobre as garantias dos direitos fundamentais;

Alteração    217

Proposta de regulamento

Artigo 39 – n.º 3 – alínea n-B) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

n-B)  Disposições sobre o risco de violação dos direitos fundamentais e as medidas que devem ser tomadas para evitar essas violações e garantir a responsabilização pelas mesmas e assegurar que não voltarão a repetir-se, nomeadamente no que respeita à competência para suspender e concluir uma operação em conformidade com o artigo 47.º.

Alteração    218

Proposta de regulamento

Artigo 40 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O diretor executivo e o Estado‑Membro de acolhimento elaboram imediatamente, e em todo o caso, no prazo máximo de três dias úteis a contar da data da decisão, o plano operacional referido no artigo 39.º, n.º 3.

6.  O diretor executivo e o Estado‑Membro de acolhimento elaboram e acordam imediatamente, e em todo o caso, no prazo máximo de três dias úteis a contar da data da decisão, o plano operacional referido no artigo 39.º, n.º 3.

Alteração    219

Proposta de regulamento

Artigo 40 – n.º 8-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

8-A.  Caso se produza uma situação em que as medidas descritas nos n.ºs 5 e 8 do presente artigo não sejam suficientes, o diretor executivo pode solicitar a cada Estado-Membro o número e o perfil do pessoal adicional que será destacado da reserva de reação rápida, conforme previsto no artigo 58.º-A. Esta informação será transmitida por escrito aos pontos de contacto nacionais, indicando a data prevista para o destacamento. Por outro lado, ser-lhes-á fornecida uma cópia do plano operacional.

Alteração    220

Proposta de regulamento

Artigo 40 – n.º 9

Texto da Comissão

Alteração

9.  Os Estados-Membros garantem que o número e os perfis dos agentes operacionais são imediatamente colocados à disposição da Agência, a fim de assegurar um destacamento completo nos termos do artigo 58.º, n.ºs 5 e 7.

9.  Os Estados-Membros garantem que o número e os perfis dos agentes operacionais são imediatamente colocados à disposição da Agência, a fim de assegurar um destacamento completo nos termos do artigo 58.º, n.ºs 5, 7 e 8.

Alteração    221

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

As equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios podem ser destacadas a pedido de um Estado-Membro ou por iniciativa da Agência e com o acordo do Estado‑Membro em causa, para assegurar um reforço técnico e operacional a esse Estado-Membro, em especial nas zonas dos pontos de crise e nos centros controlados.

Um Estado-Membro que enfrente desafios migratórios desproporcionados em zonas críticas concretas das suas fronteiras externas caracterizados por grandes fluxos migratórios mistos de entrada, pode solicitar o reforço técnico e operacional de equipas de apoio à gestão da migração. Esse Estado-Membro deve apresentar um pedido de reforço e uma avaliação das suas necessidades à Agência e a outras agências pertinentes, nomeadamente a [Agência da União Europeia para o Asilo] e à Europol.

Alteração    222

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 1 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

O Estado-Membro referido no primeiro parágrafo apresenta à Comissão um pedido de reforço das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, bem como uma avaliação das suas necessidades. A Comissão, com base na avaliação das necessidades desse Estado-Membro, transmite o pedido à Agência, à [Agência da União Europeia para o Asilo], à Europol ou a outras agências competentes da União, conforme o caso.

Suprimido

Alteração    223

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  As agências competentes da União avaliam o pedido de reforço de um Estado‑Membro e a sua avaliação das necessidades a fim de definir, sob a coordenação da Comissão, as medidas necessárias, incluindo o destacamento de equipamento técnico, a serem aprovadas pelo Estado-Membro em causa.

2.  O diretor executivo, em coordenação com outras agências competentes da União, analisa o pedido de reforço do Estado-Membro e avalia as suas necessidades, com o objetivo de definir um pacote abrangente de reforço composto por várias atividades coordenadas pelas agências da União competentes a ser determinado com o Estado-Membro em causa.

Alteração    224

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Comissão estabelece, em cooperação com o Estado-Membro de acolhimento e as agências competentes da União, os termos da cooperação para o destacamento de equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, bem como para o destacamento de equipamento técnico. A Comissão é responsável pela coordenação das atividades dessas equipas.

3.  A Comissão estabelece, em cooperação com o Estado-Membro de acolhimento e as agências competentes, os termos da cooperação nas zonas críticas. A Comissão é responsável pela coordenação das atividades das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios.

Alteração    225

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 4 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

4.  O reforço técnico e operacional prestado, no pleno respeito dos direitos fundamentais, pelas equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, pode incluir o seguinte:

4.  O reforço técnico e operacional prestado pelas equipas europeias de guardas de fronteira e costeiros, pelas equipas europeias de intervenção para o regresso e por peritos que integram o pessoal da Agência, no quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, pode incluir:

Alteração    226

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 4 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Assistência à aferição da nacionalidade e identidade dos nacionais de países terceiros que chegam às fronteiras externas, incluindo a sua identificação, registo e recolha de informações sobre esses nacionais, e, a pedido do Estado-Membro, a recolha das suas impressões digitais, os controlos de segurança e a prestação de informações sobre a finalidade destes procedimentos;

a)  No pleno respeito dos direitos fundamentais, a prestação de assistência no contexto do rastreio dos nacionais de países terceiros que chegam às fronteiras externas, incluindo a identificação, o registo e as informações sobre esses nacionais, e, a pedido do Estado-Membro, a recolha de impressões digitais de nacionais de países terceiros e de informações sobre a finalidade destes procedimentos;

Alteração    227

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 4 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Informação inicial às pessoas que tencionem solicitar proteção internacional e seu encaminhamento para as autoridades nacionais competentes do Estado-Membro em causa ou dos peritos destacados pela [Agência da União Europeia para o Asilo];

b)  Prestação de informação inicial às pessoas que tencionem solicitar proteção internacional e seu encaminhamento para as autoridades nacionais competentes do Estado-Membro em causa ou a [Agência da União Europeia para o Asilo];

Alteração    228

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 4 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Assistência técnica e operacional no processo de regresso, incluindo na preparação de decisões de regresso, obtenção de documentos de viagem, preparação e organização de operações de regresso, incluindo no que se refere ao regresso voluntário;

c)  Assistência técnica e operacional no domínio do regresso, incluindo a preparação e organização de operações de regresso.

Alteração    229

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 4 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Equipamento técnico necessário.

Suprimido

Alteração    230

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  A Agência coopera com a [Agência da União Europeia para o Asilo], em especial para facilitar medidas de encaminhamento para o procedimento de proteção internacional e medidas relativas aos nacionais de países terceiros cujo pedido de proteção internacional tenha sido rejeitado mediante uma decisão final, para o procedimento de regresso.

Suprimido

Alteração    231

Proposta de regulamento

Artigo 41 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  As equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios incluem, sempre que necessário, pessoal com competência específica em matéria de proteção de crianças, tráfico de seres humanos, proteção dos direitos fundamentais e/ou contra a perseguição com base no género.

6.  As equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios incluem, sempre que necessário, pessoal com competência específica em matéria de proteção de crianças, tráfico de seres humanos, proteção contra a perseguição com base no género e/ou direitos fundamentais.

Alteração    232

Proposta de regulamento

Artigo 42 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O diretor executivo, com base nos resultados da avaliação da vulnerabilidade ou quando é atribuído um nível de impacto crítico a um ou mais troços da fronteira externa, e tendo em consideração os elementos relevantes dos planos de contingência do Estado-Membro, a análise de risco da Agência e o nível de análise do quadro de situação europeu, recomenda ao Estado-Membro em causa que lance e realize operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras ou quaisquer outras ações relevantes da Agência, tal como definidas no artigo 37.º.

1.  O diretor executivo pode, com base nos resultados da avaliação da vulnerabilidade e tendo em consideração os elementos relevantes dos planos de contingência do Estado-Membro, a análise de risco da Agência e o nível de análise do quadro de situação europeu, recomendar ao Estado-Membro em causa que lance e realize operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras ou quaisquer outras ações relevantes da Agência, tal como definidas no artigo 37.º.

Alteração    233

Proposta de regulamento

Artigo 42 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O Estado-Membro em causa responde à recomendação do diretor executivo no prazo de cinco dias úteis. Em caso de resposta negativa às ações propostas, o Estado-Membro fornece igualmente as justificações subjacentes a essa resposta. O diretor executivo notifica imediatamente a Comissão das ações propostas e das justificações subjacentes à resposta negativa, com vista a avaliar a necessidade de uma ação urgente em conformidade com o artigo 43.º.

2.  O Estado-Membro em causa responde à recomendação do diretor executivo no prazo de cinco dias úteis. Em caso de resposta negativa às ações propostas, o Estado-Membro fornece igualmente as justificações subjacentes a essa resposta. O diretor executivo notifica imediatamente a Comissão das ações propostas e das justificações subjacentes à resposta negativa, com vista a avaliar a necessidade de uma ação adicional.

Alteração    234

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 1 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

a Comissão, após ter consultado a Agência, pode adotar imediatamente uma decisão mediante um ato de execução, em conformidade com o procedimento referido no artigo 117.º, n.º 3, que identifique as medidas suscetíveis de atenuar esse risco a aplicar pela Agência e que obrigue o Estado-Membro em causa a cooperar com a Agência na execução dessas medidas.

o Conselho, com base numa proposta da Comissão, pode adotar imediatamente uma decisão mediante um ato de execução, que identifique as medidas suscetíveis de atenuar esse risco a aplicar pela Agência e que obrigue o Estado-Membro em causa a cooperar com a Agência na execução dessas medidas. A Comissão deve consultar a Agência antes de apresentar a sua proposta.

Alteração    235

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 1 – parágrafo 3

Texto da Comissão

Alteração

Por imperativos de urgência devidamente justificados relacionados com o funcionamento do espaço Schengen, a Comissão deve adotar atos de execução imediatamente aplicáveis em conformidade com o procedimento a que se refere o artigo 117.º, n.º 4.

Suprimido

Alteração    236

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Em caso de uma situação que exija ação urgente, o Parlamento Europeu e o Conselho são imediatamente informados desse facto, bem como de todas as medidas e decisões subsequentes tomadas em resposta à mesma.

2.  Em caso de uma situação que exija ação urgente, o Parlamento Europeu é imediatamente informado desse facto, bem como de todas as medidas e decisões subsequentes tomadas em resposta à mesma.

Alteração    237

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 3 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

3.  A fim de minimizar o risco de pôr em causa o bom funcionamento do espaço Schengen, a decisão da Comissão a que se refere o n.º 1 deve prever uma ou mais das seguintes medidas a adotar pela Agência:

3.  A fim de minimizar o risco de pôr em causa o bom funcionamento do espaço Schengen, a decisão do Conselho a que se refere o n.º 1 deve prever uma ou mais das seguintes medidas a adotar pela Agência:

Alteração    238

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 3 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Organização e coordenação de intervenções rápidas nas fronteiras e destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira;

a)  Organização e coordenação de intervenções rápidas nas fronteiras e destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, incluindo equipas da reserva de reação rápida para intervenções rápidas nas fronteiras;

Alteração    239

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 3 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no âmbito das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, em especial nas zonas dos pontos de crise;

b)  Destacamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira no âmbito das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios nas zonas dos pontos de crise;

Alteração    240

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 4 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

4.  No prazo de dois dias úteis a contar da data de adoção da decisão da Comissão a que se refere o n.º 1, o diretor executivo:

4.  No prazo de dois dias úteis a contar da data de adoção da decisão do Conselho a que se refere o n.º 1, o diretor executivo:

Alteração    241

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 4 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Envia o projeto de plano operacional aos Estados-Membros em causa.

b)  Elabora um plano operacional e transmite-o aos Estados-Membros em causa.

Alteração    242

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  O diretor executivo e o Estado‑Membro em causa elaboram o plano operacional no prazo de dois dias úteis a contar da data da sua apresentação.

5.  O diretor executivo e o Estado‑Membro em causa acordam no plano operacional no prazo de dois dias úteis a contar da data da sua apresentação.

Alteração    243

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Com vista à execução prática das medidas previstas na decisão da Comissão a que se refere o n.º 1 do presente artigo, a Agência destaca, sem demora e, em todo o caso, no prazo de cinco dias úteis a contar da data de elaboração do plano operacional, o necessário pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira a que se refere o artigo 55.º. As equipas suplementares são destacadas numa segunda fase, na medida do necessário e, em todo o caso, no prazo de sete dias úteis a contar da data do destacamento das primeiras equipas para a zona operacional.

6.  Com vista à execução prática das medidas previstas na decisão do Conselho a que se refere o n.º 1 do presente artigo, a Agência destaca, sem demora e, em todo o caso, no prazo de cinco dias úteis a contar da data de elaboração do plano operacional, o necessário pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira a que se refere o artigo 55.º. As equipas suplementares são destacadas numa segunda fase, na medida do necessário e, em todo o caso, no prazo de sete dias úteis a contar da data do destacamento das primeiras equipas para a zona operacional.

Alteração    244

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 7 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Agência destaca imediatamente, e em todo o caso, no prazo de 10 dias úteis a contar da data de elaboração do plano operacional, o equipamento técnico necessário para a execução prática das medidas previstas na decisão da Comissão a que se refere o n.º 1.

A Agência destaca imediatamente, e em todo o caso, no prazo de 10 dias úteis a contar da data de elaboração do plano operacional, o equipamento técnico necessário para a execução prática das medidas previstas na decisão do Conselho a que se refere o n.º 1.

Alteração    245

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 8

Texto da Comissão

Alteração

8.  O Estado-Membro em causa deve cumprir a decisão da Comissão a que se refere o n.º 1. Para o efeito, estabelece de imediato uma cooperação com a Agência e desenvolve as ações necessárias, nomeadamente através da aplicação das obrigações previstas nos artigos 44.º, 83.º e 84.º, para facilitar a execução da referida decisão, bem como a execução prática das medidas previstas nessa decisão e no plano operacional.

8.  O Estado-Membro em causa deve cumprir a decisão do Conselho a que se refere o n.º 1. Para o efeito, estabelece de imediato uma cooperação com a Agência e desenvolve as ações necessárias, nomeadamente através da aplicação das obrigações previstas nos artigos 44.º, 83.º e 84.º, para facilitar a execução da referida decisão, bem como a execução prática das medidas previstas nessa decisão e no plano operacional acordado com o diretor executivo.

Alteração    246

Proposta de regulamento

Artigo 43 – n.º 9 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

Se o Estado-Membro em causa não cumprir a decisão da Comissão a que se refere o n.º 1 no prazo de 30 dias e não cooperar com a Agência nos termos do n.º 8 do presente artigo, a Comissão pode desencadear o procedimento previsto no artigo 29.º do Regulamento (UE) 2016/399.

A Comissão acompanha a execução das medidas identificadas na decisão do Conselho a que se refere o n.º 1 e das medidas tomadas pela Agência para o efeito. Se o Estado-Membro em causa não cumprir a decisão do Conselho a que se refere o n.º 1 no prazo de 30 dias e não cooperar com a Agência nos termos do n.º 8 do presente artigo, a Comissão pode desencadear o procedimento previsto no artigo 29.º do Regulamento (UE) 2016/399.

Alteração    247

Proposta de regulamento

Artigo 44 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Durante o destacamento das equipas de gestão das fronteiras, das equipas de regresso e das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, o Estado‑Membro de acolhimento emite instruções para as equipas em conformidade com o plano operacional.

1.  Durante o destacamento das equipas de gestão das fronteiras, das equipas de regresso e das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios ou - em caso de cooperação com um país terceiro em conformidade com o acordo relativo ao estatuto - o país terceiro em questão emite instruções para as equipas em conformidade com o plano operacional.

Alteração    248

Proposta de regulamento

Artigo 44 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência, através do seu agente de coordenação, pode comunicar ao Estado-Membro de acolhimento as suas observações sobre as instruções transmitidas às equipas. Nesse caso, o Estado-Membro de acolhimento tem em conta essas observações e deve segui-las na medida do possível.

2.  A Agência, através do seu agente de coordenação, pode comunicar ao Estado-Membro de acolhimento as suas observações sobre as instruções transmitidas às equipas, incluindo no que respeita à proteção, ao respeito e à promoção dos direitos fundamentais. Nesse caso, o Estado-Membro de acolhimento tem em conta essas observações e deve segui-las na medida do possível.

Alteração    249

Proposta de regulamento

Artigo 44 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas respeitam plenamente os direitos fundamentais, incluindo o acesso aos procedimentos de asilo, e a dignidade humana. As medidas tomadas no desempenho das suas funções e no exercício das suas competências devem ser proporcionais aos objetivos visados por elas. No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas não discriminam as pessoas em razão do sexo, da origem racial ou étnica, da religião ou crença, da deficiência, da idade ou da orientação sexual.

4.  No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas respeitam plenamente os direitos fundamentais, incluindo o acesso aos procedimentos de asilo, e a dignidade humana, e têm em especial atenção as pessoas vulneráveis. As medidas tomadas no desempenho das suas funções e no exercício das suas competências devem ser proporcionais aos objetivos visados por elas. No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas não discriminam as pessoas por uma qualquer razão, como sejam o sexo, a origem racial ou étnica, a religião ou crença, a deficiência, a idade ou a orientação sexual, em conformidade com o artigo 21.º da Carta.

Alteração    250

Proposta de regulamento

Artigo 44 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Os membros das equipas que não façam parte do pessoal estatutário da Agência estão sujeitos às medidas disciplinares do respetivo Estado-Membro de origem. O Estado-Membro de origem estabelece as medidas disciplinares adequadas ou outras, de acordo com a legislação nacional, em caso de violação dos direitos fundamentais ou de incumprimento das obrigações em matéria de proteção internacional no decurso de uma operação conjunta ou intervenção rápida nas fronteiras.

5.  Os membros das equipas que não façam parte do pessoal estatutário da Agência estão sujeitos às medidas disciplinares do respetivo Estado-Membro de origem. O Estado-Membro de origem estabelece as medidas disciplinares adequadas ou outras, de acordo com a legislação nacional, em caso de violação dos direitos fundamentais ou de incumprimento das obrigações em matéria de proteção internacional no decurso de todas as operações ou intervenções.

Alteração    251

Proposta de regulamento

Artigo 46 – n.º 1 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Despesas relativas ao equipamento técnico da Agência.

f)  Despesas relativas ao equipamento técnico da Agência, incluindo equipamento de busca e de salvamento.

Alteração    252

Proposta de regulamento

Artigo 46 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Com a prévia aprovação da Comissão, o conselho de administração estabelece regras pormenorizadas, e procede à sua atualização sempre que necessário, para o pagamento dos custos incorridos pelo pessoal objeto de um destacamento de curta duração em conformidade com o artigo 58.º. As regras pormenorizadas baseiam-se, tanto quanto possível, em opções de custos simplificados. Sempre que relevante, o conselho de administração deve assegurar a coerência com as regras aplicáveis ao reembolso das despesas de deslocação em serviço dos membros do pessoal estatutário.

2.  Com a prévia aprovação da Comissão, o conselho de administração estabelece regras pormenorizadas, e procede à sua atualização sempre que necessário, para o pagamento dos custos incorridos pelo pessoal objeto de um destacamento de curta duração em conformidade com o artigo 58.º. Em conformidade com o artigo 61.º, pode ser concedido um adiantamento que precede o pagamento anual. As regras pormenorizadas baseiam-se, tanto quanto possível, em opções de custos simplificados. O conselho de administração deve assegurar a coerência com as regras aplicáveis ao reembolso das despesas de deslocação em serviço dos membros do pessoal estatutário.

Alteração    253

Proposta de regulamento

Artigo 47 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O diretor executivo põe termo a atividades da Agência se deixarem de se verificar as condições para a sua realização. O diretor executivo informa previamente o Estado-Membro em causa.

1.  O diretor executivo põe termo a atividades da Agência, nomeadamente aquando de uma cooperação com países terceiros, se deixarem de se verificar as condições para a sua realização. O diretor executivo informa previamente o Estado‑Membro em causa.

Alteração    254

Proposta de regulamento

Artigo 47 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os Estados-Membros que participam numa operação conjunta, numa intervenção rápida nas fronteiras ou num destacamento de equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios podem solicitar ao diretor executivo que ponha termo à operação conjunta, à intervenção rápida nas fronteiras ou ao destacamento do apoio à gestão dos fluxos migratórios em causa.

2.  Os Estados-Membros que participam numa atividade operacional da Agência podem solicitar ao diretor executivo que ponha termo à atividade operacional.

Alteração    255

Proposta de regulamento

Artigo 47 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  O diretor executivo, após consultar o responsável pelos direitos fundamentais e informar o Estado-Membro em causa, retira o financiamento de uma operação conjunta ou intervenção rápida nas fronteiras, de um projeto-piloto, do destacamento de uma equipa de apoio à gestão dos fluxos migratórios, de uma operação ou intervenção de regresso ou de um acordo de trabalho, bem como suspende ou cessa, no todo ou em parte, essas atividades, se considerar que se verificaram violações dos direitos fundamentais ou incumprimento das obrigações em matéria de proteção internacional com caráter grave ou com probabilidade de persistirem. O diretor executivo informa o conselho de administração dessa decisão.

4.  O diretor executivo, após consultar o responsável pelos direitos fundamentais e informar o Estado-Membro em causa, retira o financiamento ou suspende ou cessa, no todo ou em parte, uma operação conjunta ou intervenção rápida nas fronteiras, de um projeto-piloto, do destacamento de uma equipa de apoio à gestão dos fluxos migratórios, de uma operação ou intervenção de regresso ou de um acordo de trabalho, se considerar que se verificaram violações dos direitos fundamentais ou incumprimento das obrigações em matéria de proteção internacional com caráter grave ou com probabilidade de persistirem. Essa decisão deve ser tomada com base em critérios objetivos. O diretor executivo informa o conselho de administração dessa decisão. O diretor executivo, ao tomar essa decisão, deve, nomeadamente, ter em conta informações pertinentes, tais como o número e o assunto das queixas registadas, os relatórios de incidentes graves, os relatórios publicados pelos oficiais de ligação e pelos agentes de ligação destacados no Estado-Membro de acolhimento e informações provenientes de outras organizações internacionais e instituições, organismos e agências da União pertinentes nos domínios cobertos pelo presente regulamento.

Alteração    256

Proposta de regulamento

Artigo 47 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Se o diretor executivo decidir suspender ou cessar o destacamento pela Agência de uma equipa de apoio à gestão dos fluxos migratórios, informa dessa decisão as outras agências competentes ativas nessa zona de pontos de crise.

5.  Se o diretor executivo decidir suspender ou cessar o destacamento pela Agência de uma equipa de apoio à gestão dos fluxos migratórios, informa dessa decisão as outras agências competentes nessa zona de pontos de crise.

Alteração    257

Proposta de regulamento

Artigo 48

Texto da Comissão

Alteração

O diretor executivo avalia os resultados das operações conjuntas e das intervenções rápidas nas fronteiras, bem como dos projetos-piloto, dos destacamentos das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios e da cooperação operacional com países terceiros. O diretor executivo transmite ao conselho de administração relatórios de avaliação pormenorizados no prazo de 60 dias a contar do termo dessas atividades, acompanhados das observações do responsável pelos direitos fundamentais. O diretor executivo efetua uma análise comparativa global desses resultados, tendo em vista a melhoria da qualidade, da coerência e da eficácia das futuras atividades, incluindo-a no relatório anual de atividades da Agência.

O diretor executivo avalia os resultados de todas as atividades operacionais e de todos os projetos-piloto da Agência. O diretor executivo transmite ao Parlamento Europeu, ao Conselho, à Comissão e ao conselho de administração relatórios de avaliação pormenorizados no prazo de 60 dias a contar do termo dessas atividades, acompanhados das observações do responsável pelos direitos fundamentais. O diretor executivo efetua uma análise comparativa global desses resultados, tendo em vista a melhoria da qualidade, da coerência e da eficácia das futuras atividades, incluindo-a no relatório anual de atividades da Agência.

Alteração    258

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência, em matéria de regresso, e no respeito dos direitos fundamentais e dos princípios gerais do direito da União e do direito internacional, incluindo a proteção dos refugiados e os direitos da criança, em especial:

1.  Sem se pronunciar quanto ao mérito das decisões de regresso, que continuam a ser da exclusiva responsabilidade dos Estados-Membros, a Agência, em matéria de regresso e no respeito dos direitos fundamentais, dos princípios gerais do direito da União e do direito internacional, incluindo a proteção dos refugiados, o respeito do princípio da não repulsão e os direitos da criança, em especial:

Alteração    259

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros no regresso de nacionais de países terceiros, incluindo a preparação de decisões de regresso, a identificação de nacionais de países terceiros e outras atividades dos Estados-Membros relacionadas com o pré-regresso e com o regresso, incluindo a partida voluntária, com o objetivo de criar um sistema integrado de gestão das operações de regresso entre as autoridades competentes dos Estados-Membros, com a participação das autoridades competentes de países terceiros e de outras partes interessadas relevantes;

a)  Presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros que o solicitem expressamente no regresso de retornados, incluindo a prestação de assistência na recolha de informações para efeitos de decisões de regresso, a identificação dos repatriados e a obtenção de documentos de viagem, nomeadamente através da cooperação consular, sem divulgar informações relativas ao facto de ter sido apresentado um pedido de proteção internacional ou qualquer outra informação que não seja estritamente relevante para efeitos de execução da restituição dos repatriados em causa e outras atividades dos Estados-Membros relacionadas com o pré-regresso e com o regresso; organiza e coordena operações de retorno e presta apoio no âmbito de partidas voluntárias, em cooperação com os Estados-Membros, com o objetivo de criar um sistema integrado de gestão das operações de regresso entre as autoridades competentes dos Estados-Membros, com a participação das autoridades competentes de países terceiros e de outras partes interessadas relevantes;

Alteração    260

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – alínea a-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-A)  Coordena, a nível técnico e operacional, regressos voluntários assistidos a partir dos Estados-Membros, prestando assistência nomeadamente durante a fase anterior à partida, a viagem e após a chegada, tendo em consideração as necessidades dos migrantes vulneráveis, e em cooperação com a Organização Internacional para as Migrações;

Alteração    261

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros sujeitos a desafios especiais relativamente ao regresso ou à pressão migratória, incluindo através do destacamento de equipas de gestão de fluxos migratórios;

b)  Presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros sujeitos a desafios relativamente aos seus sistemas de regresso;

Alteração    262

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Desenvolve um modelo de referência para o sistema de gestão dos regressos que preconize uma estrutura para os sistemas nacionais de gestão do regresso, e presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros no desenvolvimento de sistemas nacionais de gestão do regressos conformes ao modelo;

[c)  Desenvolve, em consulta com o responsável pelos direitos fundamentais e o fórum consultivo, um modelo de referência para o sistema de gestão dos regressos que preconize uma estrutura para os sistemas nacionais de gestão do regresso, e presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros no desenvolvimento de sistemas nacionais de gestão do regressos conformes ao modelo;

Alteração    263

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Desenvolve e explora um sistema central e uma infraestrutura de comunicação entre os sistemas de gestão do regresso dos Estados-Membros e o sistema central, e presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros na ligação à estrutura de comunicação;

d)  Desenvolve e mantém a IRMA como plataforma e infraestrutura de comunicação entre os sistemas de gestão do regresso dos Estados-Membros e a plataforma e presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros na ligação à estrutura de comunicação;

Alteração    264

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Presta assistência técnica e operacional aos Estados-Membros na identificação de nacionais de países terceiros e na obtenção de documentos de viagem, incluindo através da cooperação consular, sem divulgar o facto de ter sido apresentado um pedido de proteção consular; organiza e coordena operações de regresso e apoia as partidas voluntárias em cooperação com os Estados-Membros;

Suprimido

Alteração    265

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 2 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

2.  A assistência técnica e operacional referida no n.º 1, alínea b), inclui atividades para a ajudar os Estados-Membros a aplicarem os procedimentos de regresso através das autoridades nacionais competentes, mediante o fornecimento de:

2.  A assistência técnica e operacional referida no n.º 1, alínea b), inclui atividades para ajudar os Estados-Membros a aplicarem os procedimentos de regresso através das autoridades nacionais competentes, mediante, nomeadamente:

Alteração    266

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Serviços de interpretação;

a)  Prestação de serviços de interpretação;

Alteração    267

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Informações práticas, análises e recomendações sobre os países terceiros de regresso pertinentes para a aplicação do presente regulamento, em cooperação, sempre que necessário, com outros organismos, serviços e agências da União, incluindo o EASO;

b)  Fornecimento de informações práticas e recomendações sobre os países terceiros de regresso pertinentes para a aplicação do presente regulamento, em cooperação, sempre que necessário, com outros organismos, serviços e agências da União, incluindo [a Agência da União Europeia para o Asilo] e a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia;

Alteração    268

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Aconselhamento e assistência técnica e operacional na execução e gestão de procedimentos de regresso em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE, incluindo na preparação de decisões de regresso, na identificação e na aquisição de documentos de viagem;

Suprimido

Alteração    269

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 2 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Aconselhamento e assistência no que se refere às medidas necessárias para assegurar a disponibilidade para efeitos de regresso dos retornados e evitar a sua fuga, em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE e com o direito internacional;

d)  Prestação de aconselhamento e assistência no que se refere às medidas tomadas pelos Estados-Membros que sejam legítimas, proporcionadas e necessárias para assegurar a disponibilidade para efeitos de regresso dos retornados e evitar a sua fuga, bem como prestação de aconselhamento sobre as alternativas à detenção, em conformidade com a Diretiva 2008/115/CE e o direito internacional.

Alteração    270

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 2 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Equipamento, capacidades e conhecimentos especializados para a execução de decisões de regresso e para a identificação de nacionais de países terceiros.

e)  Disponibilização de equipamento, capacidades e conhecimentos especializados para a execução de decisões de regresso e para a identificação de nacionais de países terceiros.

Alteração    271

Proposta de regulamento

Artigo 49 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  A Agência pode, a título excecional, receber subvenções provenientes de fundos da União para atividades de regresso, em conformidade com as regras financeiras aplicáveis à Agência. A Agência assegura que nas convenções de subvenção celebradas com os Estados-Membros, o apoio financeiro esteja condicionado ao pleno respeito da Carta.

Suprimido

Alteração    272

Proposta de regulamento

Artigo 50 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Agência desenvolve, implanta e explora sistemas de informação e aplicações informáticas que permitam proceder ao intercâmbio de informações classificadas e informações sensíveis não classificadas para efeitos do regresso no âmbito da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e ao intercâmbio de dados pessoais a que se referem os artigos 87.º a 89.º, em conformidade com a Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, com a Decisão (UE, Euratom) 2015/443 da Comissão e com o [Regulamento (CE) n.º 45/2001].

A Agência desenvolve, implanta e explora sistemas de informação e aplicações informáticas que permitam proceder ao intercâmbio de informações classificadas e informações sensíveis não classificadas para efeitos do regresso no âmbito da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e ao intercâmbio de dados pessoais a que se referem os artigos 87.º a 89.º, em conformidade com a Decisão (UE, Euratom) 2015/444 da Comissão, com a Decisão (UE, Euratom) 2015/443 da Comissão e com o [Regulamento (UE) n.º 2018/1725.

Alteração    273

Proposta de regulamento

Artigo 50 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

Em especial, a Agência cria, explora e mantém um sistema central para o tratamento de todas as informações e dados, automaticamente comunicados pelos sistemas nacionais de gestão dos regressos dos Estados-Membros, necessários para que a Agência preste assistência técnica e operacional em conformidade com o artigo 49.º.

Em especial, a Agência cria, explora e mantém a IRMA como plataforma para o tratamento de todas as informações e dados, comunicados pelos sistemas nacionais de gestão dos regressos dos Estados-Membros, necessários para que a Agência preste assistência técnica e operacional em conformidade com os artigos 49.º, 51.º e 54.º

Alteração    274

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Sem se pronunciar quanto ao mérito das decisões de regresso, a Agência presta assistência técnica e operacional e assegura a coordenação ou a organização de operações de regresso, nomeadamente através do frete de aviões para essas operações, ou da organização dos regressos em voos regulares. A Agência pode, por iniciativa própria, coordenar ou organizar operações de regresso.

1.  Sem se pronunciar quanto ao mérito das decisões de regresso, que continuam a ser da exclusiva responsabilidade dos Estados-Membros, a Agência presta assistência técnica e operacional e assegura a coordenação ou a organização para que possa levar a cabo operações de regresso. A Agência pode, por iniciativa própria, com o consentimento do Estado-Membro em causa, coordenar ou organizar operações de regresso, em conformidade com o artigo 7.º, n.º 2.

 

Quando a Agência presta assistência técnica e operacional aos Estados‑Membros no quadro da organização do regresso de retornados, a Agência, por via do seu agente de coordenação, verifica se todos os nacionais de países terceiros que embarcam em voos organizados ou coordenados pela Agência receberam uma decisão final de regresso. Os Estados-Membros devem transmitir à Agência uma cópia da decisão de regresso de todos os retornados que devem ser repatriados com a assistência técnica e operacional da Agência.

 

A Agência não deve coordenar, organizar ou propor operações de regresso a países terceiros em que tenham sido identificados riscos de violação dos direitos fundamentais ou insuficiências graves nas leis e processos civis e penais pertinentes. Tal deve ser determinado, entre outros, com base em relatórios verificados do responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    275

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os Estados-Membros comunicam mensalmente dados operacionais relativos aos regressos, indispensáveis à avaliação das necessidades da Agência, e informam esta última do seu planeamento indicativo no que se refere ao número de retornados e aos países terceiros de regresso no contexto das respetivas operações nacionais de regresso previstas, bem como das suas necessidades de assistência ou coordenação por parte da Agência. A Agência elabora e mantém um plano operacional evolutivo que visa fornecer aos Estados-Membros requerentes o necessário reforço e assistência operacionais, incluindo através de equipamento técnico. A Agência pode, por iniciativa própria, ou a pedido de um Estado-Membro, incluir no plano operacional evolutivo as datas e os destinos das operações de regresso que considere necessárias, com base numa avaliação das necessidades. O conselho de administração decide, sob proposta do diretor executivo, qual o modus operandi desse plano operacional evolutivo.

2.  Os Estados-Membros comunicam, através do recurso ao sistema mencionado no artigo 50.º, n.º 1, os dados operacionais relativos aos regressos, indispensáveis à avaliação das necessidades da Agência, e informam esta última do seu planeamento indicativo no que se refere ao número de retornados e aos países terceiros de regresso no contexto das respetivas operações nacionais de regresso previstas, bem como das suas necessidades de assistência ou coordenação por parte da Agência. A Agência elabora e mantém um plano operacional evolutivo que visa fornecer aos Estados-Membros requerentes o necessário reforço e assistência operacionais, incluindo através de equipamento técnico. A Agência pode, por iniciativa própria, com o consentimento dos Estados-Membros interessados em conformidade com o artigo 7.º, n.º 2, ou a pedido de um Estado-Membro, incluir no plano operacional evolutivo as datas e os destinos das operações de regresso que considere necessárias, com base numa avaliação das necessidades. O conselho de administração decide, sob proposta do diretor executivo, qual o modus operandi desse plano operacional evolutivo. A Agência verifica, através do seu agente de coordenação, se todos os retornados que embarcaram em voos de regresso organizados ou coordenados pela Agência receberam uma decisão final de regresso nos termos da Diretiva 2008/115/CE.

 

Os planos operacionais para todas as operações e intervenções em matéria de regresso apoiadas e coordenadas pela Agência são acordados entre, e vinculam, a Agência, os Estados-Membros participantes e os países terceiros participantes em todas as operações e intervenções em matéria de regresso, sob proposta do diretor executivo. Os planos operacionais devem abranger todos os aspetos necessários para realizar a operação de regresso, nomeadamente os procedimentos de acompanhamento, os mecanismos de elaboração/apresentação de relatórios e de apresentação de queixas, assim como disposições pormenorizadas sobre a aplicação de medidas de salvaguarda dos direitos fundamentais e do Estado de direito, tendo como referência as normas e os códigos de conduta pertinentes.

Alteração    276

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Agência pode prestar assistência técnica e operacional e assegurar, a pedido dos Estados-Membros participantes, ou por sua própria iniciativa, a coordenação ou a organização de operações de regresso para as quais o meio de transporte e as escoltas de regresso forçado são disponibilizados por um país terceiro de regresso («operações de regresso conjuntas»). Os Estados-Membros participantes e a Agência asseguram o respeito pelos direitos fundamentais, pelo princípio da não repulsão e pelo uso proporcionado de meios coercivos durante toda a operação de regresso. Pelo menos um representante de um Estado-Membro e um controlador do regresso forçado que integre a reserva, criada nos termos do artigo 52.º, ou o sistema nacional de controlo do Estado‑Membro participante, estão presentes durante toda a operação de regresso até à chegada ao país terceiro de regresso.

3.  A Agência pode prestar assistência técnica e operacional e pode igualmente assegurar, a pedido dos Estados-Membros participantes, ou por sua própria iniciativa, com o consentimento do Estado-Membro interessado e em conformidade com o artigo 7.º, n.º 2, a coordenação ou a organização de operações de regresso para as quais o meio de transporte e as escoltas de regresso forçado são disponibilizados por um país terceiro de regresso («operações de regresso conjuntas»). Os Estados-Membros participantes e a Agência asseguram o respeito pelos direitos fundamentais, pelo princípio da não repulsão e pelo uso proporcionado de meios coercivos, assim como a dignidade do retornado durante toda a operação de regresso. Pelo menos um representante de um Estado-Membro e um controlador do regresso forçado que integre a reserva, criada nos termos do artigo 52.º, ou o sistema nacional de controlo do Estado‑Membro participante, estão presentes durante toda a operação de regresso até à chegada ao país terceiro de regresso.

Alteração    277

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 5 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

As operações de regresso são supervisionadas nos termos do artigo 8.º, n.º 6, da Diretiva 2008/115/CE. A supervisão das operações de regresso forçado é assegurada pelo agente de controlo dos regressos forçados com base em critérios objetivos e transparentes e cobre toda a operação de regresso desde a fase anterior à partida até à entrega dos retornados no país terceiro de regresso. O agente de controlo dos regressos forçados apresenta um relatório sobre cada operação de regresso forçado ao diretor executivo, ao responsável pelos direitos fundamentais e às autoridades nacionais competentes de todos os Estados-Membros implicados na operação. Se necessário, o diretor executivo e as autoridades nacionais competentes, respetivamente, asseguram que seja dado o seguimento adequado a esse relatório.

As operações de regresso são supervisionadas nos termos do artigo 8.º, n.º 6, da Diretiva 2008/115/CE. A supervisão das operações de regresso forçado é assegurada pelo agente de controlo dos regressos forçados com base em critérios objetivos e transparentes e cobre toda a operação de regresso desde a fase anterior à partida até à entrega dos retornados no país terceiro de regresso. O agente de controlo dos regressos forçados apresenta um relatório sobre cada operação de regresso forçado ao diretor executivo, ao responsável pelos direitos fundamentais, às autoridades nacionais competentes de todos os Estados-Membros implicados na operação e, sempre que necessário, ao Provedor de Justiça Europeu. Se necessário, o diretor executivo e as autoridades nacionais competentes, respetivamente, asseguram que seja dado o seguimento adequado a esse relatório.

Alteração    278

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 5 – parágrafo 3

Texto da Comissão

Alteração

Caso a Agência tenha dúvidas sobre o respeito dos direitos fundamentais no decurso de uma operação de regresso, comunica-as aos Estados-Membros participantes e à Comissão.

Caso a Agência tenha dúvidas sobre o respeito dos direitos fundamentais no decurso de uma operação de regresso, comunica-as aos Estados-Membros participantes, à Comissão, à Agência dos Direitos Fundamentais da UE e, sempre que necessário, ao Provedor de Justiça da UE.

Alteração    279

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O diretor executivo avalia os resultados das operações de regresso e transmite semestralmente ao conselho de administração um relatório de avaliação exaustiva sobre todas as operações de regresso realizadas no semestre precedente, acompanhado das observações do responsável pelos direitos fundamentais. O diretor executivo efetua uma análise comparativa global desses resultados com vista à melhoria da qualidade, da coerência e da eficácia das futuras operações de regresso. O diretor executivo inclui essa análise no relatório anual de atividades da Agência.

6.  O diretor executivo avalia os resultados das operações de regresso e deve transmitir semestralmente ao Parlamento Europeu, ao Conselho, à Comissão e ao conselho de administração um relatório de avaliação exaustiva sobre todas as operações de regresso realizadas no semestre precedente, acompanhado das observações do responsável pelos direitos fundamentais. O diretor executivo efetua uma análise comparativa global desses resultados com vista à melhoria da qualidade, da coerência e da eficácia das futuras operações de regresso. O diretor executivo inclui essa análise no relatório anual de atividades da Agência.

Alteração    280

Proposta de regulamento

Artigo 51 – n.º 7

Texto da Comissão

Alteração

7.  A Agência financia ou cofinancia as operações de regresso através do seu orçamento, nos termos das disposições financeiras aplicáveis à Agência, dando prioridade às realizadas por mais do que um Estado-Membro, ou a partir das zonas dos pontos de crise ou dos centros controlados.

7.  A Agência financia as operações de regresso através do seu orçamento, nos termos das disposições financeiras aplicáveis à Agência, dando prioridade às realizadas por mais do que um Estado-Membro, ou a partir das zonas dos pontos de crise.

Alteração    281

Proposta de regulamento

Artigo 52 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência, após consultar o responsável pelos direitos fundamentais, cria uma reserva de agentes de controlo dos regressos forçados provenientes de organismos competentes, que procede à supervisão dos regressos forçados nos termos do artigo 8.º, n.º 6, da Diretiva 2008/115/CE, tendo recebido formação para esse efeito nos termos do artigo 62.º do presente regulamento.

1.  A Agência, após ter em devida conta a recomendação do responsável pelos direitos fundamentais, cria uma reserva de agentes de controlo dos regressos forçados como parte do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira referido no artigo 55.º e de organismos competentes, que procede à supervisão dos regressos forçados nos termos do artigo 8.º, n.º 6, da Diretiva 2008/115/CE, tendo recebido formação para esse efeito nos termos do artigo 62.º do presente regulamento. Os agentes de controlo dos regressos forçados respondem perante a Agência, incluindo o responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    282

Proposta de regulamento

Artigo 52 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O conselho de administração, sob proposta do diretor executivo, determina o perfil e o número de agentes de controlo dos regressos forçados a disponibilizar para integrar a referida reserva. O mesmo procedimento é aplicável às alterações ulteriores dos perfis e do número total de agentes. Os Estados-Membros são responsáveis por contribuir para a constituição da reserva, designando os agentes de controlo dos regressos forçados correspondentes ao perfil definido. A reserva deve ser também constituída por agentes de controlo dos regressos forçados com competência específica em matéria de proteção de menores.

2.  O conselho de administração, sob proposta do diretor executivo e em cooperação com a Agência dos Direitos Fundamentais determina o perfil e o número de agentes de controlo dos regressos forçados a disponibilizar para integrar a referida reserva, tendo em conta o número de peritos em regresso e escoltas de regresso forçado à disposição da Agência para ajudar nas operações e intervenções de regresso. O mesmo procedimento é aplicável às alterações ulteriores dos perfis e do número total de agentes. Os Estados-Membros são responsáveis por contribuir para a constituição da reserva, designando os agentes de controlo dos regressos forçados correspondentes ao perfil definido. A reserva deve ser também constituída por agentes de controlo dos regressos forçados com competência específica em matéria de proteção de menores.

Alteração    283

Proposta de regulamento

Artigo 52 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Os agentes de controlo dos regressos forçados permanecem sujeitos a medidas disciplinares do seu Estado‑Membro de origem no decurso de uma operação de regresso ou intervenção de regresso.

5.  Os agentes de controlo dos regressos forçados permanecem sujeitos a medidas disciplinares do seu Estado‑Membro de origem no decurso de uma operação de regresso ou intervenção de regresso.

 

Depois de criar a reserva de agentes de controlo dos regressos forçados, na sequência da determinação do perfil e do número de agentes de controlo dos regressos forçados, a Agência encarregará o Conselho da Europa e respetivos agentes de controlo dos regressos forçados no âmbito do seu Comité Europeu para a Prevenção da Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Desumanos e Degradantes de realizarem controlos a uma amostra selecionada aleatoriamente, composta, no máximo, por 20 % das operações de regresso realizadas ou facilitadas pela Agência. Na sequência de cada controlo, os agentes de controlo dos regressos forçados do Conselho da Europa devem elaborar um relatório. O Conselho da Europa elaborará um relatório de avaliação anual com base nas informações recolhidas, que deverá ser comunicado ao diretor executivo, ao conselho de administração da Agência, ao responsável pelos direitos fundamentais e ao fórum consultivo, assim como ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão. O Conselho da Europa receberá todos os anos um financiamento adequado da Agência para avaliar a reserva de agentes de controlo dos regressos forçados da Agência. Em conformidade com o artigo 116.º, aquando da avaliação do presente regulamento os resultados do relatório de avaliação anual devem ser tidos em consideração.

 

Nenhum regresso forçado deve ser realizado ou facilitado pela Agência antes de a sua reserva de agentes de controlo dos regressos forçados estar totalmente constituída e pronta a entrar em ação.

Alteração    284

Proposta de regulamento

Artigo 53 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência pode destacar equipas de regresso a pedido dos Estados‑Membros participantes ou por sua própria iniciativa, para intervenções de regresso, no quadro de equipas de gestão de fluxos migratórios ou, sempre que necessário, para prestar assistência técnica e operacional adicional no domínio do regresso, incluindo nos casos em que esses desafios estejam ligados a grandes fluxos migratórios mistos internos ou ao acolhimento de nacionais de países terceiros resgatados no mar.

1.  A Agência pode destacar equipas de regresso, que devem incluir igualmente agentes com competência específica em matéria de proteção de menores, a pedido de um Estado-Membro ou por sua própria iniciativa, com o consentimento do Estado-Membro em causa, para intervenções de regresso, no quadro de equipas de gestão de fluxos migratórios ou, sempre que necessário, para prestar assistência técnica e operacional adicional no domínio do regresso. Só devem ser destacados para as atividades da Agência guardas de fronteira, peritos e pessoal que tenham recebido formação em conformidade com o artigo 62.º.

Alteração    285

Proposta de regulamento

Artigo 54 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Se um Estado-Membro estiver confrontado com encargos resultantes da execução da sua obrigação de regresso de nacionais de países terceiros objeto de uma decisão de regresso emitida por um Estado-Membro, a Agência presta, por sua própria iniciativa ou a pedido desse Estado-Membro, a assistência técnica e operacional necessária, sob a forma de intervenção de regresso. Esta intervenção pode consistir no destacamento de equipas de regresso para o Estado-Membro de acolhimento, na prestação de assistência à execução de procedimentos de regresso e na organização de operações de regresso a partir do Estado-Membro de acolhimento.

1.  Se um Estado-Membro estiver confrontado com encargos resultantes da execução da sua obrigação de regresso de retornados, a Agência presta, por sua própria iniciativa e com o consentimento do Estado-Membro em causa ou a pedido desse Estado-Membro, a assistência técnica e operacional necessária, sob a forma de intervenção de regresso. Esta intervenção pode consistir no destacamento de equipas de regresso para o Estado-Membro de acolhimento, na prestação de assistência à execução de procedimentos de regresso e na organização de operações de regresso a partir do Estado-Membro de acolhimento. Durante toda a intervenção de regresso até à chegada ao país terceiro de regresso, deverão estar presentes, pelo menos, um representante do Estado-Membro e um agente responsável pelo controlo do regresso forçado do grupo criado nos termos do artigo 51.º.

Alteração    286

Proposta de regulamento

Artigo 54 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência pode também lançar intervenções de regresso em países terceiros, com base nas instruções enunciadas no ciclo estratégico plurianual de políticas, nos casos em que esse país terceiro exija uma assistência técnica e operacional adicional no que respeita às suas atividades de regresso. Esta intervenção pode consistir no destacamento de equipas de regresso para efeitos da prestação de assistência técnica e operacional às atividades de regresso do país terceiro.

Suprimido

Alteração    287

Proposta de regulamento

Artigo 54 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Se um Estado-Membro se vir confrontado com desafios específicos e desproporcionados resultantes da execução da sua obrigação de regresso de nacionais de países terceiros objeto de uma decisão de regresso, a Agência presta, por iniciativa própria ou a pedido desse Estado-Membro, a assistência técnica e operacional necessária sob a forma de uma intervenção rápida de regresso. Esta intervenção pode consistir no destacamento de equipas de regresso para o Estado‑Membro de acolhimento, na prestação de assistência à execução de procedimentos de regresso e na organização de operações de regresso a partir do Estado-Membro de acolhimento.

3.  Se um Estado-Membro se vir confrontado com desafios específicos e desproporcionados resultantes da execução da sua obrigação de regresso de nacionais de países terceiros objeto de uma decisão de regresso, a Agência presta, por iniciativa própria, com o consentimento do Estado-Membro em causa, ou a pedido desse Estado-Membro, na sequência de uma avaliação da situação em termos de direitos fundamentais e de Estado de direito no Estado-Membro em questão, a assistência técnica e operacional necessária sob a forma de uma intervenção rápida de regresso. Esta intervenção pode consistir no destacamento de equipas de regresso para o Estado-Membro de acolhimento, na prestação de assistência à execução de procedimentos de regresso e na organização de operações de regresso a partir do Estado-Membro de acolhimento. Durante toda a intervenção de regresso até à chegada ao país terceiro de regresso, deverão estar presentes, pelo menos, um representante do Estado-Membro e um agente responsável pelo controlo do regresso forçado do grupo criado nos termos do artigo 51.º.

Alteração    288

Proposta de regulamento

Artigo 54 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  A Agência financia ou cofinancia as intervenções de regresso através do seu orçamento, de acordo com as disposições financeiras que lhe são aplicáveis.

6.  A Agência financia as intervenções de regresso através do seu orçamento, de acordo com as disposições financeiras que lhe são aplicáveis.

Alteração    289

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência integra um corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, composto por 10 000 agentes operacionais, correspondendo às três categorias de pessoal seguintes, de acordo com o mapa de disponibilidade anual estabelecido no anexo I:

1.  A Agência integra um corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, correspondendo às quatro categorias de pessoal seguintes, de acordo com o mapa de disponibilidade anual estabelecido no anexo I:

Alteração    290

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 1 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Categoria 4: uma reserva de reação rápida constituída por pessoal operacional dos Estados-Membros a ser destacado para efeitos de intervenções rápidas nas fronteiras em conformidade com o artigo 58.º-A.

Alteração    291

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência destaca os membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira na qualidade de membros das equipas de gestão das fronteiras, das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios ou das equipas de regresso, no quadro de operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras ou intervenções de regresso, ou de quaisquer outras atividades operacionais relevantes nos Estados-Membros ou em países terceiros.

2.  A Agência destaca os membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira na qualidade de membros das equipas de gestão das fronteiras, das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios ou das equipas de regresso, incluindo agentes de controlo dos regressos forçados, no quadro de operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras ou intervenções de regresso, ou de quaisquer outras atividades operacionais relevantes nos Estados‑Membros. A Agência e o Estado‑Membro em questão devem garantir que não se criarão sobreposições operacionais.

Alteração    292

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Os membros da equipa da Agência destacados numa operação podem cooperar com as equipas da Europol destacadas na mesma zona geográfica em domínios relacionados com a criminalidade transfronteiriça.

Alteração    293

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Em conformidade com o artigo 83.º, todos os membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira são autorizados a efetuar tarefas de controlo das fronteiras ou de regresso, incluindo as tarefas que requerem poderes executivos definidos na legislação nacional aplicável ou, no caso do pessoal da Agência, em conformidade com o anexo II.

3.  Em conformidade com o artigo 83.º, todos os membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira podem, com o consentimento do Estado-Membro de acolhimento, ser autorizados a efetuar tarefas de controlo das fronteiras ou de regresso, incluindo as tarefas que requerem poderes executivos definidos na legislação nacional aplicável ou, no caso do pessoal da Agência, em conformidade com o anexo II do presente regulamento. O corpo permanente, incluindo o pessoal estatutário, deve cumprir os requisitos de formação especializada e profissionalismo previstos no artigo 16.º, n.º 1, do Regulamento (UE) 2016/399.

Alteração    294

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 4 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  O número de agentes por perfil específico do pessoal operacional, em cada uma das três categorias do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que formarão equipas no ano seguinte;

a)  O número de agentes por perfil específico do pessoal operacional nas categorias 1 a 3 do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e na categoria 4 no caso de intervenções rápidas nas fronteiras que formarão equipas no ano seguinte;

Alteração    295

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  A Agência pode recrutar até % do número total de membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira na qualidade de pessoal de apoio à criação do mesmo corpo, ao planeamento e à gestão das suas operações e à obtenção do equipamento próprio da Agência.

6.  A Agência pode recrutar até 10 % do número total de membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira a partir da categoria 1 ou utilizar peritos nacionais destacados na qualidade de pessoal de apoio à criação do mesmo corpo, ao planeamento e à gestão das suas operações e à obtenção do equipamento próprio da Agência.

Alteração    296

Proposta de regulamento

Artigo 55 – n.º 6-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

6-A.  Após ... [cinco anos após a entrada em vigor do presente regulamento], o número de membros do pessoal constante do anexo I deve ser revisto anualmente, desde que o corpo permanente tenha sido criado e esteja plenamente operacional. Caso seja necessário, o número de efetivos nas categorias 1, 2, 3 e 4 pode ser aumentado ou diminuído até 30 %, desde que esses números não sejam inferiores ao limiar mínimo de 5 000 trabalhadores ou não excedam o limiar máximo de 7 000 efetivos operacionais. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados, em conformidade com o artigo 4.º, para alterar o presente regulamento, a fim de adaptar o número de membros do pessoal constante do anexo II.

Alteração    297

Proposta de regulamento

Artigo 56 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência contribui com membros do seu pessoal estatutário (categoria 1) para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a destacar para zonas operacionais na qualidade de membros das equipas com todas as funções e poderes, incluindo a função de operar o equipamento próprio da Agência.

1.  A Agência contribui com membros do seu pessoal estatutário (categoria 1) para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a destacar para zonas operacionais na qualidade de membros das equipas com todas as funções e poderes, incluindo a função de monitorizar a observância dos direitos fundamentais e operar o equipamento próprio da Agência.

Alteração    298

Proposta de regulamento

Artigo 56 – n. 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  A Agência deve contribuir para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira com, pelo menos, 100 membros do seu pessoal estatutário (categoria 1), a serem destacados para áreas operacionais e operações e atividades de regresso, trabalhando diretamente para o responsável pelos direitos fundamentais, encarregado de controlar o cumprimento dos direitos fundamentais por todas as atividades e operações da Agência, do Estado-Membro de acolhimento e do país terceiro; os supervisores do cumprimento dos direitos fundamentais, enquanto membros do pessoal estatutário, são independentes no exercício das suas funções. os supervisores respondem diretamente perante o responsável pelos direitos fundamentais e o fórum consultivo. Além disso, devem ter as qualificações e a experiência necessárias no domínio dos direitos fundamentais e da supervisão de regressos.

Alteração    299

Proposta de regulamento

Artigo 56 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Em conformidade com o artigo 62.º, n.º 2, após o recrutamento, os novos membros do pessoal são sujeitos a uma formação completa em matéria de guarda de fronteiras ou de regresso, conforme o caso, no quadro de programas de formação específicos concebidos pela Agência e, com base em acordos com determinados Estados-Membros, levados a cabo nas suas academias especializadas. O custo da formação é inteiramente coberto pela Agência.

2.  Em conformidade com o artigo 62.º, n.º 2, após o recrutamento, os novos membros do pessoal são sujeitos a uma formação completa, nomeadamente em matéria de direitos fundamentais, de acordo com o seu perfil. Será organizada uma formação de guarda de fronteiras, uma formação relacionada com o retorno ou uma formação intensiva em matéria de direitos humanos, conforme o caso, no quadro de programas de formação específicos concebidos pela Agência e, com base em acordos com determinados Estados-Membros, levados a cabo nas suas academias especializadas. O custo da formação é inteiramente coberto pela Agência.

Alteração    300

Proposta de regulamento

Artigo 56 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Ao longo de toda a relação laboral, a Agência assegura que os membros do seu pessoal estatutário exercem as funções de membros de equipa de forma exemplar. São concebidos mapas de formação apropriados para cada membro do pessoal de forma a assegurar uma qualificação profissional contínua no exercício de funções de guarda de fronteira ou funções relacionadas com o regresso.

3.  Ao longo de toda a relação laboral, a Agência assegura que os membros do seu pessoal estatutário exercem as funções de membros de equipa em conformidade com os padrões mais elevados e em plena observância dos direitos fundamentais. São concebidos mapas de formação apropriados para cada membro do pessoal de forma a assegurar uma qualificação profissional contínua no exercício de funções de guarda de fronteira, de supervisão dos direitos fundamentais ou funções relacionadas com o regresso.

Alteração    301

Proposta de regulamento

Artigo 56 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Os outros membros do pessoal empregados pela Agência que não sejam qualificados para exercer o controlo das fronteiras ou funções de regresso só podem ser destacados no âmbito de operações conjuntas para tarefas de coordenação ou outras tarefas conexas, não podendo fazer parte das equipas.

4.  Os outros membros do pessoal empregados pela Agência que não sejam qualificados para exercer o controlo das fronteiras, a supervisão dos direitos fundamentais ou funções de regresso só podem ser destacados no âmbito de operações conjuntas para tarefas de coordenação ou outras tarefas conexas, não podendo fazer parte das equipas.

Alteração    302

Proposta de regulamento

Artigo 57 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os Estados-Membros contribuem com pessoal operacional destacado na qualidade de membros de equipa para a Agência (categoria 2) para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. A duração dos destacamentos individuais é determinada em conformidade com o artigo 93.º, n.º 7. A fim de facilitar a execução do sistema de apoio financeiro referido no artigo 61.º, o destacamento começa, em geral, no início de um ano civil.

1.  Os Estados-Membros contribuem com pessoal operacional destacado na qualidade de membros de equipa para a Agência (categoria 2) para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. A duração dos destacamentos individuais é determinada em conformidade com o artigo 94.º, n.º 7. A fim de facilitar a execução do sistema de apoio financeiro referido no artigo 61.º, o destacamento começa, em geral, no início de um ano civil.

Alteração    303

Proposta de regulamento

Artigo 57 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Até 30 de junho de cada ano, cada Estado-Membro nomeia para destacamento o seu pessoal operacional de acordo com os números e perfis específicos definidos pelo conselho de administração para o ano seguinte, como referido no artigo 55.º, n.º 4. A Agência pode verificar se o pessoal operacional proposto pelos Estados‑Membros corresponde aos perfis definidos e possui as competências linguísticas necessárias. Até 15 de setembro, a Agência aceita os candidatos propostos ou solicita que um Estado‑Membro proponha outro candidato para destacamento em caso de não conformidade com os perfis exigidos, de competências linguísticas insuficientes, de mau comportamento ou de violação das regras aplicáveis em destacamentos anteriores.

4.  Até 30 de junho de cada ano, cada Estado-Membro nomeia para destacamento o seu pessoal operacional de acordo com os números e perfis específicos definidos pelo conselho de administração para o ano seguinte, como referido no artigo 55.º, n.º 4. A Agência deve verificar se o pessoal operacional proposto pelos Estados‑Membros corresponde aos perfis definidos e possui as competências linguísticas necessárias. Até 15 de Setembro, a Agência aceita os candidatos propostos ou recusa-os em caso de não conformidade com os perfis exigidos, de competências linguísticas insuficientes, de mau comportamento ou de violação das regras aplicáveis em destacamentos anteriores e solicita que um Estado‑Membro proponha outro candidato para destacamento.

Alteração    304

Proposta de regulamento

Artigo 57 – n.º 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

5-A.  Sem prejuízo do disposto no artigo 75.º, n.º 3, todos os destacamentos de pessoal da categoria 2 são obrigatórios. Em caso de recurso ao artigo 75.º, n.º 3, o pessoal estatutário substitui o pessoal da categoria 2 em questão.

Alteração    305

Proposta de regulamento

Artigo 58 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Cada Estado-Membro é responsável por assegurar que o pessoal operacional nomeado está disponível a pedido da Agência, de acordo com as regras definidas no presente artigo. Cada membro do pessoal operacional é colocado à disposição durante um período máximo de 4 meses por ano civil.

2.  Cada Estado-Membro é responsável por assegurar que o pessoal operacional nomeado está disponível a pedido da Agência, de acordo com as regras definidas no presente artigo. Cada membro do pessoal operacional é colocado à disposição durante um período mínimo de 2 meses e máximo de 4 meses, por ano civil.

Alteração    306

Proposta de regulamento

Artigo 58 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Agência pode verificar se o pessoal operacional nomeado para destacamentos de curta duração pelos Estados-Membros corresponde aos perfis definidos e possui as competências linguísticas necessárias. A Agência pode solicitar que um Estado-Membro retire um membro do pessoal operacional da lista nacional em caso de não conformidade com os perfis exigidos, de competências linguísticas insuficientes, de mau comportamento ou de violação das regras aplicáveis em destacamentos anteriores.

3.  A Agência deve verificar se o pessoal operacional nomeado para destacamentos de curta duração pelos Estados-Membros corresponde aos perfis definidos e possui as competências linguísticas necessárias. A Agência deve recusar pessoal operacional em caso de não conformidade com os perfis exigidos, de competências linguísticas insuficientes, de mau comportamento ou de violação das regras aplicáveis em destacamentos anteriores e solicita que um Estado‑Membro proponha outro candidato.

Alteração    307

Proposta de regulamento

Artigo 58 – n.º 8-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

8-A.  Sem prejuízo do disposto no artigo 75.º, n.º 3, todos os destacamentos de pessoal da categoria 3 são obrigatórios. Em caso de recurso ao artigo 75.º, n.º 3, o pessoal estatutário substitui o pessoal da categoria 3 em questão.

Alteração    308

Proposta de regulamento

Artigo 58-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 58.º-A

 

Participação dos Estados-Membros no corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira através da reserva de reação rápida

 

1.  Os Estados-Membros colocarão à disposição imediata da Agência (categoria 4) o pessoal operacional que faz parte da reserva de reação rápida. O pessoal operacional pode ser destacado como parte da reserva de reação rápida de cada Estado-Membro no prazo de cinco dias úteis a contar da data em que o plano operacional é aprovado pelo diretor executivo e pelo Estado-Membro de acolhimento exclusivamente para intervenções rápidas nas fronteiras, desde que as categorias 1 a 3 necessárias para a operação em causa já tenham sido integralmente destacadas. Para o efeito, cada Estado-Membro coloca à disposição da Agência, numa base anual, um certo número de guardas de fronteira ou de outro pessoal competente. Os seus perfis são definidos na decisão do conselho de administração. O número total de agentes disponibilizados pelo Estado-Membro deve perfazer 3 000 guardas de fronteira ou outros agentes competentes. A Agência deve avaliar se os guardas de fronteira propostos pelos Estados-Membros correspondem aos perfis exigidos. A Agência aceita os candidatos propostos ou recusa-os em caso de não conformidade com os perfis exigidos, de competências linguísticas insuficientes, de mau comportamento ou de violação das regras aplicáveis em destacamentos anteriores e solicita que um Estado-Membro proponha outro candidato para destacamento.

 

2.  Cada Estado-Membro é responsável pela sua contribuição para o número de guardas de fronteira ou de outro pessoal competente tal como referido no n.º 1, nos termos do anexo V‑A.

Alteração    309

Proposta de regulamento

Artigo 59 – título

Texto da Comissão

Alteração

Revisão intercalar do funcionamento do corpo permanente da GUARDA EUROPEIA DE FRONTEIRAS E COSTEIRA

Revisão do funcionamento do corpo permanente da GUARDA EUROPEIA DE FRONTEIRAS E COSTEIRA

Alteração    310

Proposta de regulamento

Artigo 59 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Até 31 de junho de 2024, com base, em especial, nos relatórios referidos no artigo 65.º, a Comissão procede a uma revisão intercalar do funcionamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, na qual avalia o total dos seus efetivos e a sua composição. A avaliação tem em conta a evolução do pessoal estatutário para as contribuições da Agência ou quaisquer alterações significativas das capacidades individuais dos Estados-Membros que afetem a sua capacidade de contribuir para o corpo permanente.

1.  Até [dois anos após a entrada em vigor do presente regulamento], com base em especial nos relatórios referidos no artigo 65.º e no artigo 62.º, n.º 8-A, a Comissão, juntamente com os Estados‑Membros, procede a uma revisão do funcionamento do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, incluindo a reserva de reação rápida, na qual avalia a sua formação geral, as competências especializadas, o profissionalismo, assim como o número e a composição. A avaliação tem em conta a evolução do pessoal estatutário para as contribuições da Agência ou quaisquer alterações significativas das capacidades individuais dos Estados-Membros que afetem a sua capacidade de contribuir para o corpo permanente.

Alteração    311

Proposta de regulamento

Artigo 59 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Esta revisão intercalar é acompanhada, sempre que necessário, por propostas adequadas de alteração dos anexos I, III e IV.

2.  Esta revisão intercalar é acompanhada, sempre que necessário, por propostas adequadas de alteração dos anexos I, III, IV e V-A.

Alteração    312

Proposta de regulamento

Artigo 59 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Até... [dois anos após a entrada em vigor do presente regulamento] e, posteriormente, de quatro em quatro anos, a Comissão, juntamente com os Estados‑Membros e com a assistência da Agência, procede a uma análise independente do nível de formação, dos conhecimentos especializados e do profissionalismo por parte do pessoal do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira. A Comissão deve comunicar os resultados dessa avaliação ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão.

Alteração    313

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Sob reserva do acordo do Estado‑Membro de acolhimento, a Agência pode criar antenas no seu território para facilitar e melhorar a coordenação das atividades operacionais, incluindo no domínio dos regressos, organizadas pela Agência nesse Estado-Membro ou na região vizinha, e para assegurar a gestão eficaz dos recursos humanos e técnicos da Agência. As antenas são criadas de forma temporária, cobrindo apenas o período de tempo necessário para que a Agência efetue atividades operacionais importantes nesse Estado-Membro específico ou na região vizinha em causa. Esse período pode ser prorrogado, se necessário.

1.  Sob reserva do acordo com o Estado-Membro de acolhimento ou a inclusão explícita desta possibilidade no acordo relativo ao estatuto celebrado com o país terceiro de acolhimento, a Agência pode criar antenas no território desse Estado-Membro ou país terceiro, a fim de facilitar e melhorar a coordenação das atividades operacionais, incluindo no domínio dos regressos, organizadas pela Agência nesse Estado-Membro ou país terceiro, e de assegurar a gestão eficaz dos recursos humanos e técnicos da Agência. As antenas são criadas de forma temporária, cobrindo apenas o período de tempo necessário para que a Agência efetue atividades operacionais importantes nesse Estado-Membro específico ou no país terceiro em causa. Esse período pode ser prorrogado, se necessário.

Alteração    314

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência e o Estado-Membro de acolhimento onde a antena é criada esforçam-se por tomar as disposições necessárias visando assegurar as melhores condições possíveis para o cumprimento das tarefas confiadas à antena.

2.  A Agência e o Estado-Membro ou país terceiro de acolhimento onde a antena é criada esforçam-se por tomar as disposições necessárias visando assegurar as melhores condições possíveis para o cumprimento das tarefas confiadas à antena. O local de afetação do pessoal que trabalha nas antenas deve ser fixado em conformidade com o artigo 94.º, n.º 2.

Alteração    315

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 3 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Prestam apoio operacional ao Estado-Membro nas zonas operacionais em causa;

b)  Prestam apoio operacional ao Estado-Membro ou país terceiro nas zonas operacionais em causa;

Alteração    316

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 3 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Monitorizam a observância dos direitos fundamentais das operações e atividades no domínio da gestão das fronteiras e dos regressos e respondem diretamente ao responsável pelos direitos fundamentais;

Alteração    317

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 3 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Cooperam com o(s) Estado(s)‑Membro(s) de acolhimento em todas as questões relacionadas com a execução prática das atividades operacionais organizadas pela Agência nesse(s) Estado(s)-Membro(s), incluindo quaisquer problemas adicionais ocorridos no decurso dessas atividades;

d)  Cooperam com o(s) Estado(s)‑Membro(s) ou país terceiro de acolhimento em todas as questões relacionadas com a execução prática das atividades operacionais organizadas pela Agência nesse(s) Estado(s)-Membro(s) ou país terceiro, incluindo quaisquer problemas adicionais ocorridos no decurso dessas atividades;

Alteração    318

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 3 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Apoiam o agente de coordenação para facilitar, se necessário, a coordenação e a comunicação entre as equipas da Agência e as autoridades competentes do Estado-Membro de acolhimento;

f)  Apoiam o agente de coordenação para facilitar, se necessário, a coordenação e a comunicação entre as equipas da Agência e as autoridades competentes do Estado-Membro ou país terceiro de acolhimento;

Alteração    319

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 3 – alínea i)

Texto da Comissão

Alteração

i)  Apoiam o agente de ligação da Agência na identificação de eventuais desafios atuais ou futuros para a gestão das fronteiras na zona pela qual são responsáveis ou para a execução do acervo em matéria de regresso, apresentando relatórios periódicos à sede;

i)  Apoiam o agente de ligação da Agência na identificação de eventuais desafios atuais ou futuros para a gestão das fronteiras na zona pela qual são responsáveis ou para a execução do acervo em matéria de regresso, ou para questões em matéria de direitos fundamentais, apresentando relatórios periódicos à sede;

Alteração    320

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

5-A.  O Estado-Membro de acolhimento onde a antena é criada deve prestar assistência à Agência para assegurar a capacidade operacional.

Alteração    321

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O diretor executivo apresenta relatórios trimestrais ao conselho de administração sobre as atividades das antenas. As atividades das antenas são descritas numa secção separada do relatório anual de atividades referido no artigo 98.º, n.º 2, ponto 10.

6.  O diretor executivo e o responsável pelos direitos fundamentais apresentam relatórios trimestrais ao conselho de administração sobre as atividades das antenas e o cumprimento dos direitos fundamentais, conforme monitorizado pelas antenas. As atividades das antenas são descritas numa secção separada do relatório anual de atividades referido no artigo 98.º, n.º 2, alínea j).

Alteração    322

Proposta de regulamento

Artigo 60 – n.º 6-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

6-A.  Se a Comissão concluir que existem insuficiências generalizadas no que se refere ao Estado de direito num Estado-Membro em que a Agência tenha criado uma antena deverá comunicar essa conclusão, sem demora, ao diretor executivo. No prazo de um mês após ter sido informado dessa conclusão, e a menos que a antena tenha, entretanto, encerrado, o conselho de administração, sob proposta do diretor executivo, decidirá se deve ou não encerrar a antena, tendo plenamente em conta o parecer da Comissão.

Alteração    323

Proposta de regulamento

Artigo 61 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os Estados-Membros podem ser financiados sob a forma de um financiamento dissociado dos custos anuais a fim de apoiar o desenvolvimento dos recursos humanos para assegurar as suas contribuições para o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, em conformidade com os anexos III e IV e com o artigo 125.º, n.º 1, alínea a), do Regulamento (UE, Euratom) 2018/1046, que devem ser pagas até ao final do ano em questão e mediante o respeito das condições estabelecidas nos n.ºs 3 e 4. Esse financiamento baseia-se num montante de referência fixado no n.º 2 e constitui:

(Não se aplica à versão portuguesa.)  

Alteração    324

Proposta de regulamento

Artigo 61 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  O pagamento anual do montante referido no n.º 1, alínea a), é devido na condição de os Estados-Membros aumentarem em conformidade os respetivos efetivos nacionais de guardas de fronteira através do recrutamento de novos guardas de fronteira e de outros agentes no período em causa. As informações relevantes para efeitos de apresentação de relatórios são fornecidas à Agência nas negociações bilaterais anuais e verificadas através da avaliação da vulnerabilidade no ano seguinte. O pagamento anual do montante referido no n.º 1, alínea b), é devido em função do número de guardas de fronteira ou outros agentes efetivamente destacados por um período mínimo de 4 meses em conformidade com o artigo 58.º, dentro do limite estabelecido no anexo IV.

3.  O pagamento anual do montante referido no n.º 1, alínea a), é devido na condição de os Estados-Membros aumentarem em conformidade os respetivos efetivos nacionais de guardas de fronteira através do recrutamento de novos guardas de fronteira e de outros agentes no período em causa. As informações relevantes para efeitos de apresentação de relatórios são fornecidas à Agência nas negociações bilaterais anuais e verificadas através da avaliação da vulnerabilidade no ano seguinte. O pagamento anual do montante referido no n.º 1, alínea b), é devido integralmente em função do número de guardas de fronteira ou outros agentes efetivamente destacados por um período mínimo, consecutivo ou não consecutivo, de 4 meses, ou numa base proporcional para destacamentos por um período consecutivo ou não consecutivo inferior a 4 meses em conformidade com o artigo 58.º, dentro do limite estabelecido no anexo IV. Será concedido um adiantamento associado aos pagamentos anuais dos montantes referidos no n.º 1, alíneas a) e b), na sequência da apresentação de um pedido específico e justificado do Estado-Membro contribuinte.

Alteração    325

Proposta de regulamento

Artigo 61 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  Aquando da concessão do apoio financeiro ao abrigo do presente artigo, a Agência e os Estados-Membros devem assegurar o respeito dos princípios do cofinanciamento e exclusão do duplo financiamento.

Alteração    326

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência, tendo em conta o roteiro para o desenvolvimento das capacidades referido no artigo 9.º, n.º 4, caso este esteja disponível, e em cooperação com as entidades de formação adequadas dos Estados-Membros e, se for caso disso, com o EASO e a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, desenvolve instrumentos de formação específicos, designadamente formação específica em matéria de proteção de menores e de outras pessoas vulneráveis. Organiza também, para os guardas de fronteira e outros agentes competentes que sejam membros das equipas da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, ações de formação avançada relevantes para as respetivas funções e poderes. Os peritos que integram o pessoal da Agência organizam exercícios regulares com os referidos guardas de fronteira e outros membros das equipas, de acordo com um calendário de formação avançada e de exercícios, descrito no programa de trabalho anual da Agência.

1.  A Agência, tendo em conta o roteiro para o desenvolvimento das capacidades referido no artigo 9.º, n.º 4, caso este esteja disponível, e em cooperação com as entidades de formação adequadas dos Estados-Membros e [a Agência da União Europeia para o Asilo] e a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, desenvolve instrumentos de formação específicos, designadamente formação específica em matéria de proteção de menores e de outras pessoas vulneráveis. Organiza também, para os guardas de fronteira, os peritos em regresso, os agentes de escolta para operações de regresso, os agentes de controlo dos regressos forçados e outros agentes competentes que sejam membros das equipas da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, ações de formação avançada relevantes para as respetivas funções e poderes. Os peritos que integram o pessoal da Agência organizam exercícios regulares com os referidos guardas de fronteira e outros membros das equipas, de acordo com um calendário de formação avançada e de exercícios, descrito no programa de trabalho anual da Agência.

Alteração    327

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência assegura que todos os membros do pessoal recrutados para atuar na qualidade de pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira recebem, antes do seu primeiro destacamento para as atividades operacionais organizadas pela Agência, formação adequada sobre o direito da União e o direito internacional aplicáveis, incluindo os direitos fundamentais, o acesso à proteção internacional e, se for caso disso, as operações de busca e salvamento. Para o efeito, a Agência, com base em acordos com determinados Estados-Membros, leva a cabo os necessários programas de formação nas suas academias nacionais. O custo da formação é inteiramente coberto pela Agência.

2.  A Agência assegura que todos os membros do pessoal recrutados para atuar na qualidade de pessoal operacional do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira recebem, antes do seu primeiro destacamento para as atividades operacionais organizadas pela Agência, formação adequada sobre o direito da União e o direito internacional aplicáveis, incluindo os direitos fundamentais, o acesso à proteção internacional, diretrizes com o objetivo de identificar as pessoas que procuram proteção e encaminhá-las para os procedimentos adequados, diretrizes para atender às necessidades especiais das crianças, incluindo menores não acompanhados, vítimas de tráfico de seres humanos, pessoas que precisam de assistência médica urgente e outras pessoas particularmente vulneráveis e, quando se pretenda que participem em operações marítimas. Se as atividades operacionais exigirem potencialmente o emprego de armas de fogo, os membros do pessoal devem receber uma formação prática, legal e ética abrangente, que tenha em consideração a formação ou experiência anterior desse membro do pessoal.

Alteração    328

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Para o efeito, a Agência, com base em acordos com determinados Estados‑Membros, leva a cabo os necessários programas de formação nas suas academias nacionais. A Agência deve assegurar que a formação segue o tronco comum de formação, é harmonizada e promove a compreensão mútua e uma cultura comum com base nos valores consagrados nos Tratados. O custo da formação será inteiramente coberto pela Agência.

Alteração    329

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  A Agência, após ter obtido a aprovação do conselho de administração, pode criar um centro de formação da Agência para facilitar ulteriormente a inclusão de uma cultura europeia comum na formação ministrada.

Alteração    330

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Agência lança s iniciativas necessárias para assegurar que todo o pessoal operacional dos Estados-Membros que faça parte das equipas do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, recebe, antes de participar nas atividades operacionais organizadas pela Agência, formação sobre o direito da União e o direito internacional aplicáveis, incluindo os direitos fundamentais, o acesso à proteção internacional e, se for caso disso, as operações de busca e salvamento.

Suprimido

Alteração    331

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  A Agência lança as iniciativas necessárias para assegurar a formação de pessoal que participa na execução de funções relacionadas com o regresso, que são destinados a integrar o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e a reserva referida no artigo 52.º. A Agência assegura que o seu pessoal e todo o pessoal que participe em operações e intervenções de regresso recebem, antes da participação em atividades operacionais organizadas pela Agência, formação sobre o direito da União e o direito internacional aplicáveis, incluindo os direitos fundamentais e o acesso à proteção internacional.

4.  A Agência lança as iniciativas necessárias para assegurar a formação de pessoal que participa na execução de funções relacionadas com o regresso, que são destinados a integrar o corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e a reserva referida no artigo 52.º. A Agência assegura que o seu pessoal e todo o pessoal que participe em operações e intervenções de regresso recebem, antes da participação em atividades operacionais organizadas pela Agência, formação sobre o direito da União e o direito internacional aplicáveis, incluindo os direitos fundamentais e o acesso à proteção internacional e a mecanismos de encaminhamento para pessoas vulneráveis.

Alteração    332

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 8

Texto da Comissão

Alteração

8.  A Agência deve criar um programa de intercâmbio que permita aos guardas de fronteira que participam nas suas equipas e ao pessoal que participa nas equipas europeias de intervenção para o regresso adquirirem conhecimentos ou competências práticas específicas com base em experiências e boas práticas de outros países, através do trabalho com os guardas de fronteira e o pessoal que participa na execução de funções relacionadas com o regresso num Estado-Membro diferente do seu.

8.  A Agência deve criar um programa de intercâmbio que permita aos guardas de fronteira que participam nas suas equipas e ao pessoal que participa nas equipas europeias de intervenção para o regresso adquirirem conhecimentos ou competências práticas específicas com base em experiências, na observância dos direitos fundamentais e nas boas práticas de outros países, através do trabalho com os guardas de fronteira e o pessoal que participa na execução de funções relacionadas com o regresso num Estado‑Membro diferente do seu.

Alteração    333

Proposta de regulamento

Artigo 62 – n.º 8-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

8-A.  A Agência deve criar e desenvolver ulteriormente um mecanismo interno de controlo da qualidade para comprovar o elevado nível de formação, de conhecimentos especializados e de profissionalismo de todo o seu pessoal e do pessoal operacional dos Estados‑Membros que participa em atividades operacionais da Agência. A Agência deve preparar um relatório anual de avaliação com base na aplicação do mecanismo de controlo de qualidade. A Agência deve transmitir o relatório anual de avaliação ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão.

Alteração    334

Proposta de regulamento

Artigo 63 – n.º 2 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

Com base numa proposta do diretor executivo e após a receção do parecer favorável da Comissão, o conselho de administração define uma estratégia plurianual abrangente para o desenvolvimento das capacidades técnicas da Agência, tendo em conta o ciclo estratégico plurianual de políticas para a gestão europeia integrada das fronteiras, incluindo o roteiro para o desenvolvimento das capacidades referido no artigo 9.º, n.º 4, se este estiver disponível, e os recursos orçamentais disponibilizados para este efeito no quadro financeiro plurianual.

Com base numa proposta do diretor executivo e após a receção do parecer favorável da Comissão e sobre o ciclo político estratégico plurianual para a gestão europeia integrada das fronteiras, incluindo o roteiro de capacidades referido no artigo 9.º, n.º 4, se estiver disponível, e sobre os recursos orçamentais disponibilizados para o efeito no quadro financeiro plurianual, o conselho de administração define uma estratégia plurianual abrangente para o desenvolvimento das capacidades técnicas da Agência.

Alteração    335

Proposta de regulamento

Artigo 63 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Com base num acordo-modelo elaborado pela Agência e aprovado pelo conselho de administração, o Estado‑Membro de registo e a Agência acordam os termos que garantem a operabilidade do equipamento. No caso dos ativos em regime de copropriedade, os termos abrangem também os períodos de disponibilidade total dos ativos para a Agência e regem a utilização do equipamento, incluindo disposições específicas relativas ao destacamento rápido durante intervenções rápidas nas fronteiras.

5.  Com base num acordo-modelo elaborado pela Agência e aprovado pelo conselho de administração, o Estado‑Membro de registo e a Agência acordam os termos que garantem a operabilidade do equipamento. A este respeito, o Estado-Membro de registo autoriza o referido equipamento como estando ao serviço do governo. No caso dos ativos em regime de copropriedade, os termos abrangem também os períodos de disponibilidade total dos ativos para a Agência e regem a utilização do equipamento, incluindo disposições específicas relativas ao destacamento rápido durante intervenções rápidas nas fronteiras.

Alteração    336

Proposta de regulamento

Artigo 63 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Sempre que a Agência não disponha do pessoal estatutário qualificado exigido, o Estado-Membro de registo ou o fornecedor do equipamento técnico disponibiliza os peritos e os técnicos necessários para que esse equipamento seja utilizado no respeito das normas e da segurança. Nesse caso, os equipamentos técnicos que são propriedade exclusiva da Agência são colocados à disposição da Agência, a seu pedido, e o Estado-Membro de registo não pode invocar a situação excecional referida no artigo 64.º, n.º 8.

6.  Sempre que a Agência não disponha do pessoal estatutário qualificado exigido, o Estado-Membro de registo ou o fornecedor do equipamento técnico disponibiliza os peritos e os técnicos necessários para que esse equipamento seja utilizado no respeito das normas e da segurança. Se o Estado-Membro de registo proporcionar os peritos e o pessoal técnico necessários, estes devem contar como parte da contribuição desse Estado‑Membro para o corpo permanente. Nesse caso, os equipamentos técnicos que são propriedade exclusiva da Agência são colocados à disposição da Agência, a seu pedido, e o Estado-Membro de registo não pode invocar a situação excecional referida no artigo 64.º, n.º 8. A Agência, ao solicitar a um Estado‑Membro que forneça equipamento técnico e pessoal operacional, deve ter em conta os desafios operacionais específicos enfrentados por esse Estado-Membro no momento do pedido.

Alteração    337

Proposta de regulamento

Artigo 65 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  O número de agentes do pessoal operacional que cada Estado-Membro afetou ao corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e à reserva de agentes de controlo dos regressos forçados;

a)  O número de agentes do pessoal operacional que cada Estado-Membro afetou ao corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira incluindo a reserva de agentes de controlo dos regressos forçados;

Alteração    338

Proposta de regulamento

Artigo 65 – n.º 2 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  O número de artigos de equipamento técnico destacados por cada Estado-Membro e pela Agência a partir da reserva de equipamentos técnicos no ano anterior, mencionando explicitamente

e)  O número de artigos de equipamento técnico destacados por cada Estado-Membro e pela Agência a partir da reserva de equipamentos técnicos no ano anterior;

Alteração    339

Proposta de regulamento

Artigo 66 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência acompanha e contribui proativamente para as atividades de investigação e inovação relevantes em matéria de gestão europeia integrada das fronteiras, incluindo a utilização de tecnologias de vigilância avançadas, tendo em conta o roteiro para o desenvolvimento das capacidades referido no artigo 9.º, n.º 4. A Agência assegura a divulgação dos resultados dessas investigações junto do Parlamento Europeu, dos Estados‑Membros e da Comissão, nos termos do artigo 50.º. Pode utilizar esses resultados, se for o caso, em operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras, e em operações e intervenções de regresso.

1.  A Agência acompanha e contribui proativamente para as atividades de investigação e inovação relevantes em matéria de gestão europeia integrada das fronteiras, tendo em conta o roteiro para o desenvolvimento das capacidades referido no artigo 9.º, n.º 4. A Agência assegura a divulgação dos resultados dessas investigações junto do Parlamento Europeu, dos Estados-Membros e da Comissão, nos termos do artigo 50.º. Pode utilizar esses resultados, se for o caso, em operações conjuntas, intervenções rápidas nas fronteiras, e em operações e intervenções de regresso.

Alteração    340

Proposta de regulamento

Artigo 66 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  A Agência pode planear e executar projetos-piloto em domínios abrangidos pelo presente regulamento.

4.  A Agência pode, sempre que necessário, planear e executar projetos‑piloto para o cumprimento das obrigações previstas no presente regulamento.

Alteração    341

Proposta de regulamento

Artigo 66 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  A Agência torna públicos todos os seus projetos de investigação, nomeadamente os projetos de demonstração, os parceiros de cooperação que participarão e o orçamento dos projetos.

Alteração    342

Proposta de regulamento

Artigo 67 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os Estados-Membros e a Agência definem planos operacionais em matéria de gestão das fronteiras e de regresso. Os planos operacionais dos Estados-Membros relativos a troços de fronteira com um nível de impacto elevado e crítico são definidos em cooperação com os Estados-Membros vizinhos e com a Agência. No que respeita às atividades da Agência, o planeamento operacional para o ano seguinte é estabelecido em anexo ao documento único de programação referido no artigo 100.º. As atividades operacionais específicas são estabelecidas no plano operacional referido no artigo 39.º e no artigo 75.º, n.º 3.

2.  Os Estados-Membros e a Agência definem planos operacionais em matéria de gestão das fronteiras e de regresso. Os planos operacionais dos Estados-Membros relativos a troços de fronteira com um nível de impacto elevado são definidos em cooperação com os Estados-Membros vizinhos e com a Agência. No que respeita às atividades da Agência, o planeamento operacional para o ano seguinte é estabelecido em anexo ao documento único de programação referido no artigo 100.º. As atividades operacionais específicas são estabelecidas no plano operacional referido no artigo 39.º e no artigo 75.º, n.º 3.

Alteração    343

Proposta de regulamento

Artigo 67 – n.º 4 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

Os planos nacionais de desenvolvimento de capacidades abordam, nomeadamente, a política de recrutamento e de formação dos guardas de fronteira e dos peritos em regresso, a aquisição e manutenção de equipamento e as atividades de investigação e desenvolvimento necessárias, bem como os aspetos financeiros correspondentes.

Os planos nacionais de desenvolvimento de capacidades abordam, nomeadamente, a política de recrutamento e de formação dos guardas de fronteira, dos peritos em regresso, dos agentes de escolta para operações de regresso e agentes de controlo dos regressos forçados, a aquisição e manutenção de equipamento e as atividades de investigação e desenvolvimento necessárias, bem como os aspetos financeiros correspondentes.

Alteração    344

Proposta de regulamento

Artigo 68 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência assegura a criação e o funcionamento da unidade central do ETIAS referida no artigo 7.º do [Regulamento que cria um Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS)].

2.  A Agência assegura a criação e o funcionamento da unidade central do ETIAS referida no artigo 7.º do Regulamento (UE) n.º 2018/1240.

Alteração    345

Proposta de regulamento

Secção 11 – subsecção 1 – título

Texto da Comissão

Alteração

Cooperação na UE

Suprimido

Alteração    346

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Agência coopera com instituições, organismos, serviços e agências da União e organizações internacionais no âmbito dos respetivos quadros jurídicos e utiliza as informações, as capacidades e os sistemas disponíveis no quadro do EUROSUR.

A Agência coopera com instituições, organismos, serviços e agências da União no âmbito dos respetivos quadros jurídicos e utiliza as informações, as capacidades e os sistemas disponíveis no quadro do EUROSUR.

Alteração    347

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 1 – parágrafo 2 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

Em conformidade com o primeiro parágrafo, a Agência coopera nomeadamente com:

Em conformidade com o primeiro parágrafo, a Agência coopera designadamente com:

Alteração    348

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 1 – parágrafo 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  A Agência da União Europeia para o Asilo;

c)  [Agência da União Europeia para o Asilo];

Alteração    349

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 1 – parágrafo 2 – alínea k)

Texto da Comissão

Alteração

k)  As missões e operações da política comum de segurança e defesa.

Suprimido

Alteração    350

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 6 – parágrafo 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

A Agência pode igualmente cooperar com as seguintes organizações internacionais pertinentes para as suas funções, no âmbito dos respetivos quadros jurídicos:

 

a)  As Nações Unidas através dos seus serviços, agências, organizações e outras entidades competentes, nomeadamente o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, a Organização Internacional para as Migrações, o Gabinete das Nações Unidas para a Droga e a Criminalidade e a Organização da Aviação Civil Internacional;

 

b)  A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol);

 

c)  A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa;

 

d)  A Organização Mundial das Alfândegas;

 

A Agência coopera com o Conselho da Europa e o Comissário para os Direitos Humanos do Conselho da Europa para efeitos de supervisão da reserva de agentes de controlo dos regressos forçados.

Alteração    351

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A cooperação a que se refere o n.º 1 deve basear-se em acordos de trabalho celebrados com as entidades referidas neste número, que devem ser previamente aprovados pela Comissão. A Agência deve informar o Parlamento Europeu da celebração desses acordos.

2.  A cooperação a que se refere o n.º 1 deve basear-se em acordos de trabalho celebrados com as entidades referidas neste número, que devem ser previamente aprovados pela Comissão e pela Autoridade Europeia para a Proteção de Dados, na medida em que os acordos de cooperação digam respeito ao intercâmbio de dados pessoais. A Agência deve informar o Parlamento Europeu da celebração desses acordos e torná-los-á públicos. Tais acordos devem indicar claramente o âmbito, a extensão e o nível de ingerência da medida proposta, a fim de avaliar a necessidade e a proporcionalidade da medida em questão.

Alteração    352

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  As instituições, os organismos, os serviços e as agências da União e as organizações internacionais referidas no n.º 1 utilizam as informações recebidas pela Agência apenas no limite das respetivas competências e na medida em que respeitem os direitos fundamentais, incluindo os requisitos em matéria de proteção de dados. A transmissão posterior ou outra comunicação de dados pessoais tratados pela Agência a outras instituições, outros organismos, outros serviços e outras agências da União devem obedecer a acordos de trabalho específicos relativos ao intercâmbio de dados pessoais e depender da autorização prévia da Autoridade Europeia para a Proteção de Dados. As transferências de dados pessoais por parte da Agência devem ser efetuadas em consonância com as disposições relativas à proteção de dados previstas nos artigos 87.º a 90.º. No que respeita ao tratamento de informações classificadas, esses acordos devem prever que a instituição, a agência, o organismo ou o serviço da União ou a organização internacional em causa cumpram regras e normas de segurança equivalentes às aplicadas pela Agência.

5.  As instituições, os organismos, os serviços e as agências da União referidas no n.º 1 utilizam as informações recebidas pela Agência apenas no limite das respetivas competências e na medida em que respeitem os direitos fundamentais, incluindo os requisitos em matéria de proteção de dados. A transmissão posterior ou outra comunicação de dados pessoais tratados pela Agência a outras instituições, outros organismos, outros serviços e outras agências da União apenas pode ser efetuada se houver uma base jurídica no direito da União e se não conduzir ao tratamento de dados pessoais para outros fins não compatíveis, nos termos do artigo 6.º do Regulamento (UE) 2018/1725, devendo obedecer a acordos de trabalho específicos relativos ao intercâmbio de dados pessoais e depender da autorização prévia da Autoridade Europeia para a Proteção de Dados. A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira deve manter um registo das transferências posteriores e da respetiva justificação. A Autoridade Europeia para a Proteção de Dados deve ter a possibilidade de verificar a sua legalidade, nomeadamente o cumprimento dos princípios da necessidade e da proporcionalidade. As transferências de dados pessoais por parte da Agência devem ser efetuadas em consonância com as disposições relativas à proteção de dados previstas nos artigos 87.º a 90.º e com o Regulamento (UE) 2018/1725. No que respeita ao tratamento de informações classificadas, esses acordos devem prever que a instituição, a agência, o organismo ou o serviço da União ou a organização internacional em causa cumpram regras e normas de segurança equivalentes às aplicadas pela Agência.

Alteração    353

Proposta de regulamento

Artigo 69 – n.º 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

5-A.  A Agência zela por que os dados pessoais transferidos ou divulgados a organizações internacionais só sejam tratados para os fins para os quais foram transferidos ou divulgados. A Agência zela por que os acordos de trabalho celebrados com organizações internacionais respeitem integralmente a legislação da União em matéria de proteção de dados, nomeadamente o capítulo V do Regulamento (UE) 2018/679.

Alteração    354

Proposta de regulamento

Artigo 70 – n.º 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Partilha de capacidades através do planeamento e da execução de operações polivalentes, e da partilha de recursos e outras competências, na medida em que estas atividades sejam coordenadas pelas agências e tenham o acordo das autoridades competentes dos Estados‑Membros em causa.

e)  Partilha de capacidades através do planeamento e da execução de operações polivalentes, incluindo de busca e salvamento, e da partilha de recursos e outras competências, na medida em que estas atividades sejam coordenadas pelas agências e tenham o acordo das autoridades competentes dos Estados‑Membros em causa.

Alteração    355

Proposta de regulamento

Artigo 70 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  As formas precisas de cooperação no exercício das funções de guarda costeira entre a Agência, a Agência Europeia de Controlo das Pescas e a Agência Europeia da Segurança Marítima devem ser determinadas através de um acordo de trabalho, nos termos dos seus mandatos respetivos e da regulamentação financeira aplicável a essas agências. Esse acordo é aprovado pelo conselho de administração da Agência e pelos conselhos de administração da Agência Europeia da Segurança Marítima e da Agência Europeia de Controlo das Pescas.

2.  As formas precisas de cooperação no exercício das funções de guarda costeira entre a Agência, a Agência Europeia de Controlo das Pescas e a Agência Europeia da Segurança Marítima devem ser determinadas através de um acordo de trabalho, nos termos dos seus mandatos respetivos e da regulamentação financeira aplicável a essas agências. Esse acordo é aprovado pelo conselho de administração da Agência e pelos conselhos de administração da Agência Europeia da Segurança Marítima e da Agência Europeia de Controlo das Pescas. As agências utilizam as informações recebidas no âmbito da sua cooperação apenas nos termos dos respetivos quadros normativos e respeitando os direitos fundamentais, nomeadamente os requisitos aplicáveis em matéria de proteção de dados.

Alteração    356

Proposta de regulamento

Artigo 71 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  É proibida a posterior transmissão ou comunicação, seja por que meio for, das informações trocadas nos termos do presente artigo a países terceiros ou partes terceiras.

5.  É proibida a posterior transmissão ou comunicação, seja por que meio for, das informações trocadas nos termos do presente artigo a países terceiros ou quaisquer outras partes terceiras.

Justificação

Alteração apresentada por motivos de coerência.

Alteração    357

Proposta de regulamento

Secção 11 – subsecção 2 – título

Texto da Comissão

Alteração

Cooperação com países terceiros

Suprimido

Alteração    358

Proposta de regulamento

Artigo 72 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Em conformidade com o artigo 3.º, alínea g), os Estados-Membros e a Agência cooperam com países terceiros para efeitos da gestão integrada das fronteiras e da política em matéria de migração, incluindo os regressos.

1.  Em conformidade com o artigo 3.º, alínea g), os Estados-Membros e a Agência cooperam com países terceiros para efeitos da gestão integrada das fronteiras e da política em matéria de migração.

Alteração    359

Proposta de regulamento

Artigo 72 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  A Comissão, juntamente com o Serviço Europeu para a Ação Externa, avalia a situação num país terceiro, incluindo o seu respeito pelos direitos fundamentais e o nível de proteção de dados, antes de a Agência empreender qualquer atividade nesse ou com esse país terceiro e antes do início de negociações sobre qualquer acordo ou convénio com esse país terceiro ao abrigo do presente regulamento.

Alteração    360

Proposta de regulamento

Artigo 72 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Agência e os Estados-Membros respeitam o direito da União, nomeadamente as regras e as normas que integram o acervo da União, mesmo quando a cooperação com países terceiros tem lugar no território desses países.

3.  A Agência e os Estados-Membros respeitam o direito da União, nomeadamente as regras e as normas que integram o acervo da União, mesmo quando a cooperação com países terceiros tem lugar no território desses países. O estabelecimento de relações de cooperação com países terceiros deve servir para promover normas de gestão europeia integrada das fronteiras.

Alteração    361

Proposta de regulamento

Artigo 73 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Os Estados-Membros asseguram que os dados pessoais transferidos ou divulgados a países terceiros ou organizações internacionais sejam apenas tratados para os fins para os quais foram transferidos ou divulgados e que os titulares dos dados possam exercer os seus direitos também nesses países terceiros ou em relação a essas organizações internacionais. Para o efeito, os Estados‑Membros devem incluir garantias juridicamente vinculativas e aplicáveis nos acordos bilaterais ou multilaterais com países terceiros ou nos acordos de cooperação com organizações internacionais, em conformidade com o artigo 46.º, n.º 2, alínea a), ou n.º 3, alínea b), do Regulamento (UE) 2018/679. Caso não existam tais acordos ou protocolos nos termos do n.º 1, os Estados-Membros não transferem nem divulgam dados pessoais a países terceiros ou organizações internacionais.

Alteração    362

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  No âmbito dessa cooperação, a Agência exerce as suas atribuições no quadro da política de ação externa da União, incluindo no que respeita à proteção dos direitos fundamentais e ao princípio da não repulsão, com o apoio das delegações da União e, sempre que relevante, das missões e operações da PCSD, e em concertação com elas.

2.  No âmbito dessa cooperação, a Agência exerce as suas atribuições no quadro da política de ação externa da União, incluindo no que respeita à proteção dos direitos fundamentais e ao princípio da não repulsão, à proibição da detenção arbitrária e à proibição da tortura e dos tratos ou penas desumanos e degradantes, com o apoio das delegações da União e em concertação com elas.

Alteração    363

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Em circunstâncias que exijam o destacamento de equipas de gestão de fronteiras e equipas de regresso do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para um país terceiro em que os membros da equipa exercerão poderes executivos, a União celebra um acordo relativo ao estatuto com o país terceiro em causa. O acordo relativo ao estatuto abrange todos os aspetos necessários para a realização das ações. Define, nomeadamente, o âmbito da operação, a responsabilidade civil e criminal e as funções e os poderes dos membros das equipas. O acordo relativo ao estatuto deve garantir o pleno respeito pelos direitos fundamentais durante estas operações.

3.  Em circunstâncias que exijam o destacamento de equipas de gestão de fronteiras, de regresso e de monitorização dos direitos fundamentais do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para um país terceiro em que os membros da equipa exercerão poderes executivos, a União celebra um acordo com o país terceiro em causa nos termos do artigo 218.º do TFUE, o qual será elaborado com base no modelo de acordo relativo ao estatuto referido no artigo 77.º, n.º 1-A. O acordo relativo ao estatuto abrange todos os aspetos necessários para a realização das ações. Define, nomeadamente, o âmbito da operação, a responsabilidade civil e criminal e as funções e os poderes dos membros das equipas, medidas relacionadas com o estabelecimento de uma antena e medidas destinadas a assegurar a operacionalização das salvaguardas dos direitos fundamentais, incluindo a implementação de agentes de controlo dos direitos fundamentais e a estratégia em matéria de direitos fundamentais, em conformidade com o artigo 81.º, e o código de conduta, em conformidade com o artigo 82.º. O acordo relativo ao estatuto deve garantir o pleno respeito pelos direitos fundamentais durante estas operações e prever um mecanismo de queixas. A Autoridade Europeia para a Proteção de Dados deve ser consultada sobre as disposições do acordo relativo ao estatuto no que toca às transferências de dados. As operações são realizadas com base num plano operacional, aprovado também pelos Estados-Membros participantes. A participação dos Estados-Membros em operações conjuntas no território de países terceiros deve ser voluntária.

Alteração    364

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  A Agência atua igualmente no quadro de convénios celebrados com essas autoridades, caso estes existam, em conformidade com o direito e as políticas da União e com o artigo 77.º, n.º 6. Esses convénios especificam o âmbito, a natureza e os fins da cooperação, dizem respeito à gestão da cooperação operacional e podem incluir disposições relativas ao intercâmbio de informações sensíveis não classificadas e à cooperação no quadro do EUROSUR em conformidade com o artigo 75.º, n.º 3. Os convénios relativos ao intercâmbio de informações classificadas são celebrados em conformidade com o artigo 77.º, n.º 6. A Agência respeita o direito da União, nomeadamente as regras e normas que integram o acervo da União.

4.  A Agência atua igualmente no quadro de convénios celebrados com essas autoridades, caso estes existam, em conformidade com o direito e as políticas da União e com o artigo 77.º, n.º 6. Esses convénios especificam o âmbito, a natureza e os fins da cooperação, dizem respeito à gestão da cooperação operacional e podem incluir disposições relativas ao intercâmbio de informações sensíveis não classificadas e à cooperação no quadro do EUROSUR em conformidade com o artigo 75.º, n.º 3. Os convénios relativos ao intercâmbio de informações classificadas são celebrados em conformidade com o artigo 77.º, n.º 6. A Agência respeita o direito da União, nomeadamente as regras e normas que integram o acervo da União. A Agência deve solicitar a autorização prévia da Autoridade Europeia para a Proteção de Dados sempre que esses convénios prevejam a transferência de dados pessoais.

Alteração    365

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  A Agência contribui para a execução de acordos internacionais e acordos juridicamente não vinculativos em matéria de regresso celebrados pela União com países terceiros no quadro da política de ação externa da União, e no que diz respeito a domínios abrangidos pelo presente regulamento.

5.  A Agência contribui para a execução de acordos internacionais e acordos de readmissão celebrados pela União com países terceiros no quadro da política de ação externa da União, e no que diz respeito a domínios abrangidos pelo presente regulamento.

Alteração    366

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  A Agência pode beneficiar do financiamento da União de acordo com as disposições dos instrumentos de apoio a países terceiros e relativos aos mesmos. Pode lançar e financiar projetos de assistência técnica em países terceiros em domínios abrangidos pelo presente regulamento e em conformidade com as regras financeiras aplicáveis à Agência.

6.  A Agência pode beneficiar do financiamento da União de acordo com as disposições dos instrumentos de apoio a países terceiros e relativos aos mesmos. Sob reserva de aprovação do Parlamento Europeu e após uma avaliação exaustiva do impacto nos direitos fundamentais, pode lançar e financiar projetos de assistência técnica em países terceiros em domínios abrangidos pelo presente regulamento e em conformidade com as regras financeiras aplicáveis à Agência.

Alteração    367

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 7

Texto da Comissão

Alteração

7.  A Agência informa o Parlamento Europeu das atividades realizadas nos termos do presente artigo.

7.  Trimestralmente, a Agência informa o Parlamento Europeu das atividades realizadas nos termos do presente artigo e, em especial, das atividades relacionadas com a assistência técnica e operacional no domínio da gestão das fronteiras e dos regressos em países terceiros, do intercâmbio de informações sensíveis não classificadas com países terceiros e do destacamento de agentes de ligação, incluindo informações pormenorizadas sobre o respeito dos direitos fundamentais e da proteção internacional. A Agência publica todos os convénios, acordos de cooperação, projetos-piloto e projetos de assistência técnica celebrados com países terceiros.

Alteração    368

Proposta de regulamento

Artigo 74 – n.º 8-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

8-A.  A Agência assegura que as informações transferidas ou divulgadas a países terceiros ou organizações internacionais sejam apenas tratadas para os fins para os quais foram transferidas ou divulgadas e que os titulares dos dados possam exercer os seus direitos também nesses países terceiros ou em relação a essas organizações internacionais.

Alteração    369

Proposta de regulamento

Artigo 75 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  A Agência pode prestar assistência às atividades de regresso de países terceiros e assegurar a coordenação ou a organização de operações de regresso, no âmbito das quais é efetuado o regresso de um número de retornados a partir desse país terceiro para outro país terceiro. Essas operações de regresso podem ser organizadas com a participação de um ou mais Estados-Membros («operações de regresso mistas») ou na qualidade de operações de regresso nacionais, em especial quando as prioridades da política da União em matéria de migração irregular o justificarem. Os Estados‑Membros participantes e a Agência asseguram o respeito pelos direitos fundamentais e o uso proporcionado de meios coercivos durante toda a operação de afastamento, nomeadamente com a presença de agentes que assegurem o controlo do regresso forçado e de escoltas de países terceiros que acompanham a operação.

Suprimido

Alteração    370

Proposta de regulamento

Artigo 76 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  A Agência assegura que as informações transferidas ou divulgadas a países terceiros sejam apenas tratadas para os fins para os quais foram transferidas ou divulgadas e que os titulares dos dados também possam exercer os seus direitos nesses países terceiros. Para esse efeito, ao abrigo do artigo 73.º, n.º 1, não é permitido o intercâmbio de informações que forneçam a países terceiros elementos suscetíveis de ser utilizados para identificar pessoas ou grupos de pessoas cujos pedidos de acesso a proteção internacional estejam a ser analisados ou que corram sério risco de serem sujeitas a tortura ou tratos ou penas desumanos e degradantes ou a qualquer outra violação dos seus direitos fundamentais.

Alteração    371

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1.  A Comissão não conclui quaisquer negociações relativas a acordos de cooperação entre a União e um país terceiro ao abrigo do presente regulamento enquanto não for efetuada uma avaliação da situação dos direitos fundamentais nesse país terceiro, em conformidade com o artigo 72.º, n.º 2-A. Essa avaliação deve ser incluída no processo de aprovação.

Alteração    372

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Comissão negocia o acordo relativo ao estatuto a que se refere o artigo 74.º, n.º 3, em conformidade com o artigo 218.º, n.º 3 do TFUE.

Suprimido

Alteração    373

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n. 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  A Comissão, após consulta dos Estados-Membros e da Agência, elabora um modelo de acordo relativo ao estatuto que inclui o quadro para a avaliação dos direitos fundamentais a que se refere o artigo 54.º, n.º 2, alínea a), para as ações realizadas no território de países terceiros.

Alteração    374

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º 2 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Comissão, após consulta dos Estados‑Membros e da Agência, elabora disposições-tipo para os acordos bilaterais e multilaterais referidos no artigo 71.º, n.º 2, e no artigo 73.º, e para o intercâmbio de informações no quadro do EUROSUR, como previsto no artigo 76.º, n.º 2.

A Comissão, após consulta dos Estados‑Membros e da Agência, elabora igualmente disposições-tipo para os acordos bilaterais e multilaterais referidos no artigo 71.º, n.º 2, e no artigo 73.º, e para o intercâmbio de informações no quadro do EUROSUR, como previsto no artigo 76.º, n.º 2. As disposições-tipo incluem medidas pormenorizadas que asseguram a operacionalização das salvaguardas dos direitos fundamentais, a estratégia em matéria de direitos fundamentais, em conformidade com o artigo 81.º, e o código de conduta, em conformidade com o artigo 82.º.

Alteração    375

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º 2 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

Após consulta da Agência, a Comissão elabora um modelo para os convénios referidos no artigo 74.º.

Após consulta da Agência, a Comissão elabora um modelo para os convénios referidos no artigo 74.º. O modelo inclui medidas pormenorizadas que asseguram a operacionalização das salvaguardas dos direitos fundamentais, a estratégia em matéria de direitos fundamentais, em conformidade com o artigo 81.º, e o código de conduta, em conformidade com o artigo 82.º.

Alteração    376

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Os Estados-Membros em causa notificam os acordos bilaterais e multilaterais referidos no artigo 73.º, n.º 1, à Comissão, que verifica se as disposições neles contidas são conformes ao presente regulamento.

3.  Os Estados-Membros em causa notificam os acordos bilaterais e multilaterais referidos no artigo 73.º, n.º 1, à Comissão, que do facto informa o Parlamento Europeu, o Conselho e a Agência e verifica se as disposições neles contidas são conformes ao presente regulamento.

Alteração    377

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Antes da celebração de um novo acordo bilateral ou multilateral referido no artigo 73.º, n.º 1, o ou os Estados-Membros em causa notificam-no à Comissão, que verifica se as disposições neles contidas são conformes ao presente regulamento e informa o Estado-Membro em conformidade.

4.  Antes da celebração de um novo acordo bilateral ou multilateral referido no artigo 73.º, n.º 1, o ou os Estados-Membros em causa notificam-no à Comissão, que do facto informa o Parlamento Europeu, o Conselho e a Agência e verifica se as disposições nele contidas são conformes ao presente regulamento e informa o Estado‑Membro em conformidade.

Alteração    378

Proposta de regulamento

Artigo 77 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Antes da celebração de quaisquer convénios com terceiros ou países terceiros, a Agência notifica-os à Comissão, que deve dar a sua aprovação prévia. Uma vez os convénios celebrados, a Agência notifica-os à Comissão, que informa do facto o Parlamento Europeu, o Conselho e a Agência.

6.  Antes da celebração de quaisquer convénios com terceiros ou países terceiros, a Agência notifica-os ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão. A Comissão dá a sua aprovação antes da celebração de tais acordos. Uma vez os convénios celebrados, a Agência notifica-os à Comissão, que informa do facto o Parlamento Europeu, o Conselho e a Agência.

Alteração    379

Proposta de regulamento

Artigo 78 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência pode destacar peritos, entre o seu próprio pessoal estatutário, como oficiais de ligação em países terceiros, que beneficiarão do mais elevado nível de proteção possível no desempenho das suas funções. Estes agentes farão parte das redes de cooperação locais ou regionais de oficiais de ligação da imigração e peritos em segurança da União e dos Estados-Membros, incluindo a rede criada nos termos do Regulamento (CE) n.º 377/2004 do Conselho. A Agência pode estabelecer, mediante decisão do conselho de administração, perfis específicos de oficiais de ligação, por exemplo oficiais de ligação para o regresso, consoante as necessidades operacionais associadas ao país terceiro em causa.

1.  A Agência pode destacar peritos, entre o seu próprio pessoal estatutário, como oficiais de ligação em países terceiros, que beneficiarão do mais elevado nível de proteção possível no desempenho das suas funções. Estes agentes farão parte das redes de cooperação locais ou regionais de oficiais de ligação da imigração e peritos em segurança da União e dos Estados-Membros, incluindo a rede criada nos termos do Regulamento (CE) n.º 377/2004 do Conselho. A Agência pode estabelecer, mediante decisão do conselho de administração, perfis específicos de oficiais de ligação, consoante as necessidades operacionais associadas ao país terceiro em causa.

Alteração    380

Proposta de regulamento

Artigo 78 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  No âmbito da política de ação externa da União, é dada prioridade ao destacamento de oficiais de ligação para países terceiros que, com base na análise de risco, constituam um país de origem ou de trânsito da imigração ilegal. A Agência pode receber, numa base de reciprocidade, oficiais de ligação destacados por esses países terceiros. O conselho de administração adota anualmente, sob proposta do diretor executivo, uma lista de prioridades. O destacamento de oficiais de ligação é aprovado pelo conselho de administração mediante o parecer da Comissão.

2.  No âmbito da política de ação externa da União, é dada prioridade ao destacamento de oficiais de ligação para países terceiros que, com base na análise de risco, constituam um país de origem ou de trânsito da migração irregular. A Agência pode receber, numa base de reciprocidade, oficiais de ligação destacados por esses países terceiros. O conselho de administração adota anualmente, sob proposta do diretor executivo, uma lista de prioridades. O destacamento de oficiais de ligação é aprovado pelo conselho de administração mediante o parecer da Comissão.

Alteração    381

Proposta de regulamento

Artigo 78 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  As funções dos oficiais de ligação da Agência incluem, de acordo com o direito da União e no respeito pelos direitos fundamentais, o estabelecimento e manutenção de contactos com as autoridades competentes do país terceiro em que se encontram destacados com vista a contribuir para a prevenção e luta contra a imigração ilegal e para o regresso dos retornados, incluindo através da prestação de assistência técnica na identificação de nacionais de países terceiros e na obtenção de documentos de viagem. Esses oficiais de ligação devem trabalhar em estreita coordenação com as delegações da União e, sempre que pertinente, com as missões e operações da PCSD.

3.  As funções dos oficiais de ligação da Agência incluem, de acordo com o direito da União e no respeito pelos direitos fundamentais, o estabelecimento e manutenção de contactos com as autoridades competentes do país terceiro em que se encontram destacados com vista a contribuir para a prevenção e luta contra a migração irregular e para o regresso dos retornados, incluindo através da prestação de assistência técnica na identificação de nacionais de países terceiros e na obtenção de documentos de viagem. Esses oficiais de ligação devem trabalhar em estreita coordenação com as delegações da União. Os seus gabinetes devem, sempre que possível, estar localizados no mesmo edifício. Os oficiais de ligação da Agência contribuem para a avaliação do impacto que as operações e a cooperação da Agência com os países terceiros têm nos direitos fundamentais e apresentam um relatório sobre a sua avaliação ao diretor‑executivo e ao responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    382

Proposta de regulamento

Artigo 79 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência pode, com o acordo dos Estados-Membros em causa, convidar observadores de instituições, organismos, serviços, agências da União, organizações internacionais e missões e operações da PCSD a participarem nas suas atividades, nomeadamente operações conjuntas e projetos-piloto, análise de risco e ações de formação, na medida em que a sua presença seja compatível com os objetivos dessas atividades, possa contribuir para melhorar a cooperação e o intercâmbio de boas práticas e não comprometa a fiabilidade e segurança globais dessas atividades. A participação desses observadores na análise de risco e em ações de formação só pode ocorrer com o acordo dos Estados-Membros em causa. No que diz respeito a operações conjuntas e projetos-piloto, a participação de observadores está sujeita ao acordo do Estado-Membro de acolhimento. O plano operacional incluirá regras específicas aplicáveis à participação de observadores. Esses observadores recebem formação adequada por parte da Agência antes de participarem nessas atividades.

1.  A Agência pode, com o acordo dos Estados-Membros em causa, convidar observadores de instituições, organismos, serviços, agências da União, organizações internacionais e missões e operações da PCSD a participarem nas suas atividades, nomeadamente operações conjuntas e projetos-piloto, análise de risco e ações de formação, na medida em que a sua presença seja compatível com os objetivos dessas atividades, possa contribuir para melhorar a cooperação e o intercâmbio de boas práticas e não comprometa a fiabilidade e segurança globais dessas atividades nem ponha em risco os direitos fundamentais. A participação desses observadores na análise de risco e em ações de formação só pode ocorrer com o acordo dos Estados-Membros em causa. No que diz respeito a operações conjuntas e projetos-piloto, a participação de observadores está sujeita ao acordo do Estado-Membro de acolhimento. O plano operacional incluirá regras específicas aplicáveis à participação de observadores. Esses observadores recebem formação adequada por parte da Agência antes de participarem nessas atividades.

Alteração    383

Proposta de regulamento

Artigo 79 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência pode igualmente, com o consentimento dos Estados-Membros interessados, convidar observadores de países terceiros para participarem nas atividades nas fronteiras externas referidas no artigo 37.º, operações de regresso referidas no artigo 51.º, intervenções de regresso referidas no artigo 54.º e ações de formação referidas no artigo 62.º, na medida em que a sua presença seja compatível com os objetivos dessas atividades, possa contribuir para melhorar a cooperação e o intercâmbio de boas práticas e não comprometa a segurança global dessas atividades. A participação desses observadores só pode ocorrer com o consentimento do Estado-Membro interessado no caso das atividades mencionadas nos artigos 37.º, 43.º, 51.º e 62.º, e apenas com o consentimento do Estado-Membro de acolhimento no caso das atividades mencionadas nos artigos 37.º e 54.º. O plano operacional incluirá regras específicas aplicáveis à participação de observadores. Esses observadores recebem formação adequada por parte da Agência antes de participarem nessas atividades. Esses observadores devem respeitar os códigos de conduta da Agência durante tal participação.

2.  A Agência pode igualmente, com o consentimento dos Estados-Membros interessados, convidar observadores de países terceiros para participarem nas atividades nas fronteiras externas referidas no artigo 37.º, operações de regresso referidas no artigo 51.º, intervenções de regresso referidas no artigo 54.º e ações de formação referidas no artigo 62.º, na medida em que a sua presença seja compatível com os objetivos dessas atividades, possa contribuir para melhorar a cooperação e o intercâmbio de boas práticas e não comprometa a segurança global dessas atividades nem a segurança e o direito de asilo dos nacionais de países terceiros. A participação desses observadores só pode ocorrer com o consentimento do Estado-Membro interessado. O plano operacional incluirá regras específicas aplicáveis à participação de observadores. Esses observadores recebem formação adequada por parte da Agência antes de participarem nessas atividades. Esses observadores devem respeitar os códigos de conduta da Agência durante tal participação.

Alteração    384

Proposta de regulamento

Artigo 80 – n.º 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Agência toma a cargo e gere a base de dados de Documentos Falsos e Autênticos em Linha (FADO), que contém informações sobre documentos de viagem e residência genuínos emitidos por Estados-Membros, países terceiros, entidades territoriais, organizações internacionais e outras entidades na qualidade de sujeitos de direito internacional, bem como sobre falsificações desse tipo de documentos. O sistema FADO não pode conter dados pessoais.

A Agência toma a cargo e gere a base de dados de Documentos Falsos e Autênticos em Linha (FADO), criada pela Ação Comum 98/700/JAI do Conselho, que contém informações sobre documentos de viagem e residência genuínos emitidos por Estados-Membros, países terceiros, entidades territoriais, organizações internacionais e outras entidades na qualidade de sujeitos de direito internacional, bem como sobre falsificações desse tipo de documentos. O sistema FADO não pode conter dados pessoais.

Alteração    385

Proposta de regulamento

Capítulo III–A – título (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Controlo parlamentar conjunto

 

Artigo 80.º-A

 

Controlo parlamentar conjunto

 

1.  A fim de assegurar o controlo parlamentar da Agência e ter em conta o objetivo da responsabilidade partilhada, tanto a nível da União como a nível nacional, como referido no artigo 7.º, as funções de controlo atribuídas ao Parlamento Europeu no presente regulamento são complementadas pelo controlo exercido por um Grupo de Controlo Parlamentar Conjunto (GCPC) estabelecido de comum acordo pelos parlamentos nacionais e a comissão competente do Parlamento Europeu.

 

2.  A organização e o regulamento interno do GCPC devem ser determinados conjuntamente pelo Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais, em conformidade com o artigo 9.º do Protocolo n.º 1 relativo ao papel dos parlamentos nacionais na União Europeia, anexado ao TUE e ao TFUE. O regulamento interno deve conter disposições relativas ao tratamento e ao acesso a informações classificadas e a informações sensíveis não classificadas, em conformidade com o artigo 91.º do presente regulamento. O regulamento interno deve incluir, entre outras, disposições relativas à frequência e localização das reuniões, ao procedimento de fixação da ordem de trabalhos, disposições claras sobre o processo de tomada de decisões, a composição do GCPC e informações sobre os copresidentes do GCPC, lugares que serão confiados à comissão competente do Parlamento Europeu e ao Estado‑Membro que exerce a Presidência do Conselho da União Europeia, nos termos do n.º 3, alínea b), do presente artigo. Os membros do GCPC são escolhidos pelos respetivos parlamentos com base nos seus conhecimentos especializados em matéria de gestão das fronteiras e pela Agência por, sempre que possível, um mandato fixo até ao final dos respetivos mandatos parlamentares. O Parlamento Europeu assegura o secretariado do GCPC.

 

3.  O GCPC assegura o controlo político do cumprimento das funções da Agência e das obrigações dos Estados‑Membros ao abrigo do presente regulamento. Para efeitos do primeiro parágrafo:

 

a)  O presidente do conselho de administração e o diretor executivo comparecem perante o GCPC, a pedido deste, para debater questões relacionadas com as atividades referidas no primeiro parágrafo;

 

b)  O Estado-Membro que detém a Presidência do Conselho da União Europeia comparece perante o GCPC, a pedido deste, para debater questões relacionadas com as atividades referidas no primeiro parágrafo; se esse Estado‑Membro não participar na Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, a responsabilidade deve ser assumida pelo primeiro Estado-Membro seguinte que, simultaneamente, assumir a Presidência e participar na Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira;

 

c)  O GCPC pode decidir convidar outras pessoas pertinentes para as suas reuniões, como, por exemplo, um representante do fórum consultivo e o responsável pelos direitos fundamentais, para debater questões gerais relacionadas com a proteção dos direitos fundamentais.

 

4.  A Agência transmite ao Parlamento Europeu todos os documentos que transmitir ao GCPC. Os Estados‑Membros informam anualmente o GCPC sobre o cumprimento das suas responsabilidades ao abrigo do presente regulamento.

 

Sob reserva do disposto no Regulamento (CE) n.º 1049/2001, a Agência fornece ao GCPC, a pedido deste, qualquer outro documento, desde que o mesmo seja necessário para o desempenho das suas funções de acompanhamento político das atividades da Agência. Os Estados‑Membros devem fornecer ao GCPC quaisquer informações adicionais por este solicitadas, tendo em conta as suas obrigações em matéria de poderes discricionários e confidencialidade.

 

5.  O GCPC pode elaborar conclusões sumárias sobre o acompanhamento político da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira e apresentá-las ao Parlamento Europeu e aos parlamentos nacionais. O Parlamento Europeu transmite essas conclusões, para informação, ao Conselho, à Comissão e à Agência.

Alteração    386

Proposta de regulamento

Artigo 81 – n.º 1 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve garantir a proteção dos direitos fundamentais no exercício das suas funções nos termos do presente regulamento, em conformidade com o direito da União aplicável, em especial a Carta, o direito internacional aplicável, incluindo a Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados e o respetivo Protocolo de 1967, bem como as obrigações em matéria de acesso à proteção internacional, em particular o princípio da não repulsão.

A Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve garantir a proteção dos direitos fundamentais no exercício das suas funções nos termos do presente regulamento, em conformidade com o direito da União aplicável, em especial a Carta, o direito internacional aplicável, incluindo a Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados e o respetivo Protocolo de 1967, a Convenção sobre os Direitos da Criança, bem como as obrigações em matéria de acesso à proteção internacional, em particular o princípio da não repulsão.

Alteração    387

Proposta de regulamento

Artigo 81 – n.º 1 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

Para o efeito, a Agência deve elaborar e continuar a desenvolver e a aplicar uma estratégia de direitos fundamentais, que inclua um sistema eficaz para fiscalizar o respeito dos direitos fundamentais em todas as atividades da Agência.

Para o efeito, a Agência, sob reserva da aprovação do responsável pelos direitos fundamentais, deve elaborar e continuar a desenvolver e a aplicar uma estratégia e um plano de ação no domínio dos direitos fundamentais que inclua um sistema eficaz para fiscalizar o respeito dos direitos fundamentais em todas as atividades da Agência. A execução da estratégia e do plano de ação deve ser comunicada pelo responsável pelos direitos fundamentais, em conformidade com o artigo 107.º, n.º 2.

Alteração    388

Proposta de regulamento

Artigo 81 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  No desempenho das suas funções, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve assegurar que nenhuma pessoa seja desembarcada, forçada a entrar, conduzida ou mesmo entregue ou devolvida às autoridades de um país em violação do princípio da não repulsão, ou nos quais corra o risco de expulsão ou regresso para outro país em violação desse princípio.

2.  No desempenho das suas funções, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira deve assegurar que nenhuma pessoa seja desembarcada, forçada a entrar, conduzida ou mesmo entregue ou devolvida às autoridades de um país se houver, por exemplo, um risco grave de que essa pessoa seja sujeita a pena de morte, tortura, perseguição ou outro trato ou pena desumano ou degradante, ou caso a sua vida ou liberdade sejam ameaçadas em razão da sua raça, religião, nacionalidade, orientação sexual, pertença a um grupo social específico ou opinião política, em violação do princípio da não repulsão, ou nos quais corra o risco de expulsão, afastamento, extradição ou regresso para outro país em violação desse princípio.

Alteração    389

Proposta de regulamento

Artigo 81 – n.º 3 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

No desempenho das suas funções, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira tem em conta as necessidades especiais de crianças, menores não acompanhados, pessoas com deficiência, vítimas de tráfico de seres humanos, pessoas que necessitam de assistência médica, pessoas que carecem de proteção internacional, pessoas em perigo no mar e outras pessoas em situações particularmente vulneráveis.

No desempenho das suas funções, a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira tem em conta e atende às necessidades especiais de crianças, menores não acompanhados, pessoas com deficiência, vítimas de tráfico de seres humanos, pessoas que necessitam de assistência médica, pessoas que carecem de proteção internacional, pessoas em perigo no mar e outras pessoas em situações particularmente vulneráveis.

Alteração    390

Proposta de regulamento

Artigo 81 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  No exercício das suas atribuições, nas relações com os Estados-Membros e na cooperação que estabelece com países terceiros, a Agência tem em conta os relatórios do fórum consultivo a que se refere o artigo 70.º e do responsável pelos direitos fundamentais.

4.  No exercício de todas as suas atribuições, entre as quais o aperfeiçoamento e a aplicação de um mecanismo eficaz de controlo do respeito pelos direitos fundamentais, nas relações com os Estados-Membros e na cooperação que estabelece com países terceiros, a Agência tem em conta os relatórios do fórum consultivo a que se refere o artigo 70.º e do responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    391

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os membros das equipas destacados a partir do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira têm capacidade para desempenhar todas as funções e exercer todos os poderes necessários para a realização dos controlos de fronteiras e operações de regresso, bem como para o cumprimento dos objetivos do Regulamento (UE) 2016/399 e da Diretiva 2008/115/CE.

1.  Os membros das equipas destacados a partir do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira têm capacidade para desempenhar todas as funções e exercer todos os poderes necessários para a realização dos controlos de fronteiras e operações de regresso, bem como para o cumprimento dos objetivos do Regulamentos (UE) 656/2014 e 2016/399, bem como da Diretiva 2008/115/CE.

Alteração    392

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas cumprem o direito da União e o direito internacional e respeitam os direitos fundamentais e o direito nacional do Estado-Membro de acolhimento.

2.  No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas cumprem o direito da União e o direito internacional, asseguram permanentemente o respeito dos direitos fundamentais e respeitam o direito nacional do Estado-Membro de acolhimento.

Alteração    393

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Ao estabelecer um plano operacional, o Estado-Membro de acolhimento pode limitar os poderes executivos dos membros das equipas, em conformidade com o Direito nacional ou os procedimentos operacionais durante as operações. Os poderes executivos específicos que os membros das equipas podem exercer devem ser apresentados no âmbito de um plano operacional, como previsto no artigo 39.º.

Alteração    394

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 4 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

Os membros das equipas destacados a partir do pessoal estatutário operacional da Agência ou destacados a longo prazo para a Agência pelos Estados-Membros, envergam, se for caso disso, o uniforme do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira enquanto desempenham as suas funções e exercem os seus poderes. Os membros das equipas destacados a curto prazo pelos Estados‑Membros envergam, se for caso disso, os seus próprios uniformes enquanto desempenham as suas funções e exercem os seus poderes.

Os membros das equipas destacados a partir do pessoal estatutário operacional da Agência ou destacados a longo prazo para a Agência pelos Estados-Membros, envergam o uniforme do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira enquanto desempenham as suas funções e exercem os seus poderes. Os membros das equipas destacados a curto prazo pelos Estados-Membros envergam os seus próprios uniformes enquanto desempenham as suas funções e exercem os seus poderes.

Alteração    395

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas só são autorizados a recorrer à força, incluindo a armas de serviço, munições e equipamento, com o consentimento do Estado-Membro de origem e do Estado-Membro de acolhimento ou, no que diz respeito ao pessoal da Agência, com o consentimento da Agência, na presença de guardas de fronteira do Estado-Membro de acolhimento e nos termos da legislação nacional deste último. O Estado-Membro de acolhimento pode, com o consentimento do Estado-Membro de origem ou, se for caso disso, da Agência, autorizar os membros das equipas a recorrer à força na ausência de guardas de fronteira do Estado‑Membro de acolhimento.

6.  No desempenho das suas funções e no exercício dos seus poderes, os membros das equipas podem ser autorizados a recorrer à força, incluindo a armas de serviço, munições e equipamento, com o consentimento do Estado-Membro de origem e do Estado-Membro de acolhimento ou, no que diz respeito ao pessoal da Agência, com o consentimento da Agência e do Estado-Membro de acolhimento, na presença de guardas de fronteira do Estado-Membro de acolhimento e nos termos da legislação nacional deste último. O Estado-Membro de acolhimento pode, com o consentimento do Estado-Membro de origem ou, se for caso disso, da Agência, autorizar os membros das equipas a recorrer à força na ausência de guardas de fronteira do Estado‑Membro de acolhimento.

Alteração    396

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 7

Texto da Comissão

Alteração

7.  As armas de serviço, as munições e o equipamento só podem ser utilizados em legítima defesa do próprio ou de outro membro das equipas ou de outras pessoas nos termos da legislação nacional do Estado-Membro de acolhimento.

7.  As armas de serviço, as munições e o equipamento só podem ser utilizados em legítima defesa do próprio ou de outro membro das equipas ou de outras pessoas nos termos da legislação nacional do Estado-Membro de acolhimento, bem como da legislação internacional em matéria de direitos humanos e da Carta dos Direitos Fundamentais.

Alteração    397

Proposta de regulamento

Artigo 83 – n.º 8 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

Para efeitos do presente regulamento, o Estado-Membro de acolhimento autoriza os membros das equipas a consultar as bases de dados europeias que sejam necessárias para cumprir os objetivos operacionais especificados no plano operacional relativo aos controlos e à vigilância das fronteiras, bem como a operações de regresso. O Estado-Membro de acolhimento pode também autorizar os membros das equipas a consultar as bases de dados nacionais, se necessário, para o mesmo efeito. Os Estados-Membros asseguram um acesso eficiente e eficaz a essas bases de dados. Os membros das equipas apenas consultam os dados necessários ao desempenho das suas funções e ao exercício dos seus poderes. Antes do destacamento das equipas, o Estado-Membro de acolhimento informa a Agência sobre as bases de dados nacionais e europeias que podem ser consultadas. A Agência faculta essas informações a todos os Estados-Membros que participem no destacamento.

Para efeitos do presente regulamento, o Estado-Membro de acolhimento autoriza os membros das equipas a consultar as bases de dados europeias que sejam necessárias para cumprir os objetivos operacionais especificados no plano operacional relativo aos controlos e à vigilância das fronteiras, bem como a operações de regresso, em conformidade com os instrumentos legislativos que estabelecem essas bases de dados. O Estado-Membro de acolhimento pode também autorizar os membros das equipas a consultar as bases de dados nacionais, se necessário, para o mesmo efeito. Os Estados-Membros asseguram um acesso eficiente e eficaz a essas bases de dados. Os membros das equipas apenas consultam os dados estritamente necessários ao desempenho das suas funções e ao exercício dos seus poderes. Antes do destacamento das equipas, o Estado‑Membro de acolhimento informa a Agência sobre as bases de dados nacionais e europeias que podem ser consultadas. A Agência faculta essas informações a todos os Estados-Membros que participem no destacamento.

Alteração    398

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 8 – parágrafo 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

As autoridades do Estado-Membro de acolhimento são responsáveis pelo tratamento de dados pessoais recolhidos ou tratados pelos membros das equipas no desempenho das suas tarefas e no exercício das suas competências.

Alteração    399

Proposta de regulamento

Artigo 85 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Sem prejuízo do artigo 94.º, caso os membros das equipas operem num Estado‑Membro de acolhimento, este é responsável, nos termos do respetivo direito nacional, por quaisquer danos por eles causados no decurso das operações.

1.  Sem prejuízo dos artigos 94.º e 96.º, n.ºs -1 e -1-A, caso os membros das equipas operem num Estado-Membro de acolhimento, este é responsável, nos termos do respetivo direito nacional, por quaisquer danos por eles causados no decurso das operações.

Alteração    400

Proposta de regulamento

Artigo 86

Texto da Comissão

Alteração

Sem prejuízo do artigo 94.º, no decurso de uma operação conjunta, de um projeto-piloto, do destacamento das equipas de apoio à gestão de fluxos migratórios, de uma intervenção rápida nas fronteiras, de uma operação de regresso ou intervenção de regresso, os membros das equipas são equiparados aos agentes do Estado-Membro de acolhimento no que se refere a eventuais crimes de que sejam vítimas ou que pratiquem.

No decurso de uma operação conjunta, de um projeto-piloto, do destacamento das equipas de apoio à gestão de fluxos migratórios, de uma intervenção rápida nas fronteiras, de uma operação de regresso ou intervenção de regresso, os membros das equipas, incluindo o pessoal estatutário da Agência, são equiparados aos agentes do Estado-Membro de acolhimento no que se refere a eventuais crimes de que sejam vítimas ou que pratiquem.

Alteração    401

Proposta de regulamento

Artigo 87 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência aplica o [Regulamento (CE) n.º 45/2001] no tratamento de dados pessoais.

1.  A Agência aplica o Regulamento (UE) n.º 2018/1725 no tratamento de dados pessoais.

Alteração    402

Proposta de regulamento

Artigo 87 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O conselho de administração toma as necessárias medidas administrativas para que o [Regulamento (CE) n.º 45/2001] seja aplicado pela Agência, incluindo as relativas ao responsável pela proteção de dados da Agência.

2.  O conselho de administração toma as necessárias medidas de execução para que o Regulamento (UE) 2018/1725 seja aplicado pela Agência, bem como as medidas de execução relativas ao responsável pela proteção de dados da Agência, com vista, nomeadamente, a permitir-lhe o exercício das suas tarefas, deveres e competências.

Alteração    403

Proposta de regulamento

Artigo 87 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Agência pode transmitir dados pessoais a uma autoridade de um país terceiro ou a uma organização internacional em conformidade com o disposto no [Regulamento (CE) n.º 45/2001], na medida em que essa transmissão seja necessária ao exercício das funções da Agência no domínio das atividades de regresso. Se, no quadro da organização das operações de regresso, os dados pessoais dos retornados não forem transmitidos à transportadora por um Estado-Membro, a Agência também pode transmiti-los nas mesmas condições. Em aplicação do [artigo 25.º, n.º 1, alínea c)] do [Regulamento (CE) n.º 45/2001], o [artigo 19.º] não se aplica ao tratamento de dados para efeitos de regresso pela Agência enquanto o nacional de país terceiro não tiver sido repatriado. A Agência pode estabelecer regras internas para a restrição da aplicação dos direitos ao abrigo dos [artigos 17.º e 18.º] do [Regulamento (CE) n.º 45/2001] numa base casuística, enquanto o exercício desse direito puser em risco o procedimento de regresso.

3.  A Agência pode transmitir dados pessoais a uma autoridade de um país terceiro ou a uma organização internacional em conformidade com o disposto no [Regulamento (CE) n.º 45/2001], na medida em que essa transmissão seja necessária ao exercício das funções da Agência no domínio das atividades de regresso. Se, no quadro da organização das operações de regresso, os dados pessoais dos retornados não forem transmitidos à transportadora por um Estado-Membro, a Agência também pode transmiti-los nas mesmas condições. Em conformidade com o artigo 25.º, n.º 1, alínea c), do Regulamento (UE) 2018/1725, a Agência pode estabelecer regras internas para a restrição da aplicação dos direitos ao abrigo dos artigos 17.º e 18.º do referido Regulamento numa base casuística, enquanto o exercício desse direito puser em risco o procedimento de regresso. Estas restrições devem respeitar a essência do direito à proteção de dados pessoais e do direito à vida privada e familiar e devem ser necessárias e proporcionais ao objetivo perseguido, tendo em conta os riscos para os direitos da pessoa em causa.

Alteração    404

Proposta de regulamento

Artigo 87 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Não é permitido qualquer intercâmbio de informações que forneça a países terceiros elementos suscetíveis de ser utilizados para identificar pessoas ou grupos de pessoas cujos pedidos de acesso estejam a ser ou tenham sido analisados ou que corram sério risco de serem sujeitas a tortura ou tratos ou penas desumanos e degradantes ou a qualquer outra violação dos seus direitos fundamentais. A Agência não deve divulgar a um país terceiro que uma pessoa apresentou um pedido de proteção internacional.

Alteração    405

Proposta de regulamento

Artigo 87 – n.º 3-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-B.  É proibida a transmissão ou comunicação a outros países terceiros ou partes terceiras das informações trocadas no âmbito do presente regulamento.

Alteração    406

Proposta de regulamento

Artigo 87-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 87.º-A

 

Fontes de dados pessoais e propriedade dos dados

 

1.  A Agência pode tratar dados pessoais pertinentes para as suas funções, nos termos do presente regulamento, obtidos a partir de:

 

a)  Estados-Membros;

 

b)  Pessoal da Agência;

 

c)  Corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira;

 

d)  Outros organismos, agências e serviços da União, em especial os referidos no artigo 69.º, n.º 1;

 

e)  Países terceiros ou organizações internacionais;

 

f)  Fontes abertas.

 

2.  A parte que faculta os dados pessoais mantém a propriedade desses dados, bem como as responsabilidades relacionadas com a respetiva exatidão. Quando os dados pessoais são facultados pelas fontes referidas no n.º 1, alíneas b), e) e f), a responsabilidade é da Agência.

 

3.  As informações provenientes de fontes abertas são avaliadas pela Agência de acordo com os seguintes princípios:

 

a)  A fiabilidade da fonte de informação é avaliada utilizando os seguintes códigos de avaliação da fonte:

 

(A):  Não há dúvidas quanto à autenticidade, à credibilidade e à competência da fonte, ou a informação é fornecida por uma fonte que tem demonstrado ser fiável em todos os casos;

 

(B):  A informação é fornecida por uma fonte que, na maioria dos casos, tem demonstrado ser fiável;

 

(C):  A informação é fornecida por uma fonte que, na maioria dos casos, tem demonstrado não ser fiável;

 

(X):  Não é possível avaliar a fiabilidade da fonte;

 

b)  A fiabilidade da informação é avaliada utilizando os seguintes códigos de avaliação da fonte:

 

(1):  Informação cuja exatidão não levanta dúvidas;

 

(2):  Informação conhecida pessoalmente pela fonte, mas não conhecida pessoalmente pelo funcionário que a transmite;

 

(3):  Informação não conhecida pessoalmente pela fonte, mas corroborada por outra informação já registada;

 

(4):  Informação não conhecida pessoalmente pela fonte e que não pode ser corroborada.

Alteração    407

Proposta de regulamento

Artigo 88 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência pode tratar dados pessoais exclusivamente para os seguintes fins:

1.  A Agência pode tratar dados pessoais se tal for estritamente necessário e para os seguintes fins:

Alteração    408

Proposta de regulamento

Artigo 88 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Execução das suas atribuições de organização e coordenação de operações conjuntas, projetos-piloto, intervenções rápidas nas fronteiras e no quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, nos termos do;

a)  Execução das suas atribuições relacionadas com operações conjuntas, projetos-piloto, intervenções rápidas nas fronteiras e no quadro das equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios, como previsto no presente regulamento;

Alteração    409

Proposta de regulamento

Artigo 88 – n.º 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Facilitação do intercâmbio de informações com os Estados-Membros, o EASO, a Europol e a Eurojust, ou outros organismos da União, nos termos do artigo 89.º;

c)  Facilitação do intercâmbio de informações com os Estados-Membros, [a Agência da União Europeia para o Asilo], a Europol e a Eurojust, nos termos do artigo 89.º;

Alteração    410

Proposta de regulamento

Artigo 88 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O Estado-Membro ou outra agência da União que disponibilize dados pessoais à Agência determina a ou as finalidades do tratamento desses dados, como referido no n.º 1. A Agência só pode tratar estes dados pessoais com uma finalidade diferente, que seja também abrangida no âmbito do n.º 1, com autorização do fornecedor desses dados.

2.  O Estado-Membro ou outra agência da União que disponibilize dados pessoais à Agência determina a ou as finalidades do tratamento desses dados, como referido no n.º 1. A Agência só pode tratar estes dados pessoais com uma finalidade diferente, que seja também abrangida no âmbito do n.º 1, com autorização do fornecedor desses dados e apenas após ter determinado que a mudança de finalidade do tratamento respeita os princípios da proteção de dados, ou seja, a necessidade e a proporcionalidade. A Agência deve manter registos escritos das avaliações casuísticas da compatibilidade quando procede ao tratamento de dados pessoais ao abrigo da presente disposição.

Alteração    411

Proposta de regulamento

Artigo 88 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Em casos devidamente justificados, a Agência pode, através das medidas de execução adotadas em conformidade com o artigo 87.º, n.º 2, prever restrições de utilização, pelos Estados-Membros, organismos da União, países terceiros e organizações internacionais, das informações e dados pessoais obtidos de fontes abertas.

Alteração    412

Proposta de regulamento

Artigo 89 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência trata apenas as seguintes categorias de dados pessoais recolhidos e transmitidos pelos Estados-Membros, pelo seu pessoal, pelo EASO, pela Europol ou pela Eurojust, no contexto de operações conjuntas, projetos-piloto e intervenções rápidas nas fronteiras, bem como por equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios:

1.  A Agência trata apenas as seguintes categorias de dados pessoais operacionais recolhidos e/ou transmitidos pelos Estados‑Membros, pelo seu pessoal, por membros do corpo permanente da Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, pela [Agência da União Europeia para o Asilo], pela Europol ou pela Eurojust, no contexto de operações conjuntas, projetos-piloto e intervenções rápidas nas fronteiras, bem como por equipas de apoio à gestão dos fluxos migratórios:

Alteração    413

Proposta de regulamento

Artigo 89 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Dados pessoais de pessoas consideradas suspeitas, com base em motivos razoáveis, pelas autoridades competentes dos Estados-Membros, do EASO, da Europol e da Eurojust, de participação na criminalidade transfronteiriça, como a introdução clandestina de migrantes, o tráfico de seres humanos ou o terrorismo;

a)  Dados pessoais de pessoas consideradas suspeitas, com base em motivos razoáveis, pelas autoridades competentes dos Estados-Membros, [da Agência da União Europeia para o Asilo], da Europol e da Eurojust, de participação na criminalidade transfronteiriça;

Alteração    414

Proposta de regulamento

Artigo 89 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Sempre que o intercâmbio de informações com o EASO, a Europol ou a Eurojust for necessário para utilização conforme aos respetivos mandatos e ao artigo 69.º;

a)  Sempre que o intercâmbio de informações com [a Agência da União Europeia para o Asilo], a Europol ou a Eurojust for necessário para utilização conforme aos respetivos mandatos e ao artigo 69.º;

Alteração    415

Proposta de regulamento

Artigo 89 – n.º 2 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Em situações específicas, caso a Agência seja informada de que os dados pessoais tratados no cumprimento das suas funções são estritamente necessários às autoridades de aplicação da lei para efeitos de prevenção, deteção, investigação ou repressão de crimes graves.

e)  Em situações específicas, caso a Agência seja informada de que a transmissão dos dados pessoais tratados no cumprimento das suas funções é estritamente necessária às autoridades de aplicação da lei para efeitos de prevenção, deteção, investigação ou repressão de crimes graves.

Alteração    416

Proposta de regulamento

Artigo 89 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Os dados pessoais são apagados logo após a transmissão ao EASO, à Europol, à Eurojust ou às autoridades competentes dos Estados-Membros, ou utilizados para preparação de análises de risco. De qualquer modo, o período de armazenagem nunca pode ser superior a 90 dias após a data de recolha. Nos resultados das análises de risco, os dados são anonimizados. O disposto no presente número não se aplica aos dados tratados para efeitos da execução de tarefas relacionadas com o regresso.

3.  Os dados pessoais são apagados logo após a transmissão [à Agência da União Europeia para o Asilo], à Europol, à Eurojust ou às autoridades competentes dos Estados-Membros, ou utilizados para preparação de análises de risco. De qualquer modo, o período de armazenagem nunca pode ser superior a 90 dias após a data de recolha. Nos resultados das análises de risco, os dados são anonimizados. O disposto no presente número não se aplica aos dados tratados para efeitos da execução de tarefas relacionadas com o regresso.

Alteração    417

Proposta de regulamento

Artigo 89 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Não é permitido qualquer intercâmbio de informações que forneça a países terceiros elementos suscetíveis de ser utilizados para identificar pessoas ou grupos de pessoas cujos pedidos de acesso a proteção internacional estejam a ser analisados ou que corram sério risco de serem sujeitas a tortura ou tratos ou penas desumanos ou degradantes ou a qualquer outra violação dos seus direitos fundamentais.

Alteração    418

Proposta de regulamento

Artigo 90 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Caso os quadros de situação nacionais exijam o tratamento de dados pessoais, esses dados são tratados em conformidade com as disposições nacionais e da União aplicáveis em matéria de proteção de dados. Cada Estado‑Membro designa a autoridade que deve ser considerada responsável pelo tratamento, em conformidade com o artigo 4.º, n.º 7, do Regulamento (UE) 2016/679, e a quem incumbe a responsabilidade central pelo tratamento dos dados nesse Estado‑Membro. Cada Estado-Membro notifica os contactos dessa autoridade à Comissão.

1.  Caso os quadros de situação nacionais exijam o tratamento de dados pessoais, esses dados são tratados em conformidade com as disposições nacionais e da União aplicáveis em matéria de proteção de dados. Cada Estado‑Membro designa a autoridade que deve ser considerada responsável pelo tratamento, em conformidade com o artigo 4.º, n.º 7, do Regulamento (UE) 2016/679, e a quem incumbe a responsabilidade central pelo tratamento dos dados pessoais nesse Estado-Membro. Cada Estado‑Membro notifica os contactos dessa autoridade à Comissão.

Alteração    419

Proposta de regulamento

Artigo 90 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os números de identificação de navios e aeronaves são os únicos dados pessoais que podem ser tratados no quadro de situação europeu e nos quadros de situação específicos.

(Não se aplica à versão portuguesa.)  

Alteração    420

Proposta de regulamento

Artigo 90 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  O intercâmbio de dados pessoais com países terceiros no quadro do EUROSUR deve limitar-se ao estritamente necessário para efeitos do presente regulamento. Esse intercâmbio deve ser efetuado nos termos do Regulamento (UE) 2016/679 e das disposições nacionais relevantes em matéria de proteção de dados.

3.  O intercâmbio de dados pessoais com países terceiros no quadro do EUROSUR deve limitar-se ao estritamente necessário para efeitos do presente regulamento. Esse intercâmbio deve ser efetuado nos termos do Regulamento (UE) 2016/679 ou da Diretiva (UE) 2016/680, conforme aplicável, e das disposições nacionais relevantes em matéria de proteção de dados.

Alteração    421

Proposta de regulamento

Artigo 90 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Não é permitido, ao abrigo do artigo 73.º, n.º 2, do artigo 74.º, n.º 3, e do artigo 75.º, n.º 3, o intercâmbio de informações que forneçam a países terceiros elementos suscetíveis de ser utilizados para identificar pessoas ou grupos de pessoas cujos pedidos de acesso a proteção internacional estejam a ser analisados ou que corram um sério risco de serem sujeitas a tortura, tratos ou penas desumanos e degradantes, ou a qualquer outra violação dos seus direitos fundamentais.

4.  Não é permitido o intercâmbio de informações que forneçam a países terceiros elementos suscetíveis de ser utilizados para identificar pessoas ou grupos de pessoas cujos pedidos de acesso a proteção internacional estejam a ser analisados ou que corram um sério risco de serem sujeitas a tortura, tratos ou penas desumanos e degradantes, ou a qualquer outra violação dos seus direitos fundamentais.

Alteração    422

Proposta de regulamento

Artigo 90 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  Os Estados-Membros conservam registos de todos os intercâmbios de informações e dados pessoais, para efeitos de controlo da legalidade do tratamento dos dados e para assegurar o cumprimento do presente regulamento. Os registos indicam, em especial, a data, o nome do país terceiro e o tipo de informação partilhada.

Alteração    423

Proposta de regulamento

Artigo 90 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  É proibida a posterior transmissão ou comunicação, seja por que meio for, das informações trocadas nos termos do artigo 73.º, n.º 2, do artigo 74.º, n.º 3, e do artigo 75.º, n.º 3, a outros países terceiros ou partes terceiras.

5.  Os Estados-Membros e a Agência asseguram que as informações transferidas ou divulgadas a países terceiros nos termos do artigo 73.º, n.º 2, do artigo 74.º, n.º 3, e do artigo 75.º, n.º 3, não sejam posteriormente transmitidas a outros países terceiros ou organizações internacionais. São incluídas disposições a este respeito em todos os acordos ou convénios concluídos com um país terceiro que prevejam o intercâmbio de informações.

Alteração    424

Proposta de regulamento

Artigo 91 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  As normas de segurança devem ser adotadas pelo conselho de administração após aprovação pela Comissão.

2.  As normas de segurança devem ser adotadas pelo conselho de administração.

Alteração    425

Proposta de regulamento

Artigo 91 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A classificação não impede que as informações sejam transmitidas ao Parlamento Europeu. A transmissão e o tratamento das informações e dos documentos enviados ao Parlamento Europeu nos termos do presente regulamento devem ser aprovados pela Comissão.

3.  A classificação não impede que as informações sejam transmitidas ao Parlamento Europeu. A transmissão e tratamento das informações e dos documentos enviados ao Parlamento Europeu nos termos do presente regulamento devem cumprir as regras relativas ao envio e tratamento de informação classificada aplicáveis entre o Parlamento Europeu e a Comissão.

Alteração    426

Proposta de regulamento

Artigo 94 – n.º 4 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

O conselho de administração pode conceder uma diferença de vencimento mensal aos membros do pessoal estatutário da Agência. Essa diferença de vencimento é calculada em termos de percentagem da remuneração de cada membro do pessoal em causa. Essa percentagem não pode ser superior à diferença entre 100 % e o coeficiente de correção aplicável no lugar de afetação e deve ser reexaminada periodicamente. Antes de conceder esta prestação, deve ser devidamente tomada em conta a remuneração global auferida pelos membros individuais do pessoal, incluindo os reembolsos das despesas de deslocação em serviço.

O conselho de administração pode conceder uma diferença de vencimento mensal aos membros do pessoal estatutário da Agência se confrontado com dificuldades no cumprimento da sua missão e das funções previstas no presente regulamento. Essa diferença de vencimento é calculada em termos de percentagem da remuneração de cada membro do pessoal em causa. Essa percentagem não pode ser superior à diferença entre 100 % e o coeficiente de correção aplicável no lugar de afetação e deve ser reexaminada periodicamente.

Alteração    427

Proposta de regulamento

Artigo 96 – n.º -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1.  A Agência é responsável por todas as atividades que empreender nos termos do presente Regulamento.

Alteração    428

Proposta de regulamento

Artigo 96 – n.º -1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1-A.  Sempre que o pessoal estatutário da Agência exercer as funções referidas no anexo II, a Agência é responsável pelos danos eventualmente causados.

Alteração    429

Proposta de regulamento

Artigo 96-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 96.º-A

 

Recurso perante o Tribunal de Justiça da União Europeia

 

1.  Pode ser interposto recurso perante o Tribunal de Justiça da União Europeia ao abrigo do artigo 265.º do TFUE para contestar a legalidade dos atos adotados pela Agência.

 

2.  Os Estados-Membros e as instituições da União, bem como qualquer pessoa singular ou coletiva, podem interpor recurso perante o Tribunal de Justiça da União Europeia contra atos adotados pela Agência ao abrigo do artigo 263.º do TFUE.

 

3.  No caso de a Agência estar obrigada a agir e não o fizer, pode ser interposto recurso por omissão perante o Tribunal de Justiça da União Europeia, ao abrigo do artigo 265.º do TFUE.

 

4.  A Agência toma as medidas necessárias para dar cumprimento aos acórdãos do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Alteração    430

Proposta de regulamento

Artigo 97 – parágrafo 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Fórum consultivo;

Suprimido

Alteração    431

Proposta de regulamento

Artigo 97 – parágrafo 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Um responsável pelos direitos fundamentais.

Suprimido

Alteração    432

Proposta de regulamento

Artigo 97 – parágrafo 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Funcionam independentemente da estrutura administrativa e de gestão:

 

a)  Fórum consultivo;

 

b)  Um responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    433

Proposta de regulamento

Artigo 98 – n.º 2 – parágrafo 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Nomeia o diretor executivo sob proposta da Comissão, nos termos do artigo 105.º;

Suprimido

Alteração    434

Proposta de regulamento

Artigo 98 – n.º 2 – parágrafo 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Nomeia os diretores executivos adjuntos sob proposta da Comissão, nos termos do artigo 105.º;

b)  Nomeia os diretores executivos adjuntos sob proposta do diretor executivo, nos termos do artigo 105.º;

Alteração    435

Proposta de regulamento

Artigo 98 – n.º 2 – parágrafo 1 – alínea bb)

Texto da Comissão

Alteração

bb)  Adota, com a aprovação prévia da Comissão, as regras de segurança da Agência relativas à proteção das informações classificadas e das informações sensíveis não classificadas da UE a que se refere o artigo 91.º;

bb)  Adota as regras de segurança da Agência relativas à proteção das informações classificadas e das informações sensíveis não classificadas da UE a que se refere o artigo 91.º;

Alteração    436

Proposta de regulamento

Artigo 98 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  O conselho de administração pode aconselhar o diretor executivo sobre qualquer questão relacionada com o desenvolvimento da gestão operacional das fronteiras externas e do regresso, incluindo as atividades relacionadas com investigações.

4.  O conselho de administração pode aconselhar o diretor executivo sobre qualquer questão relacionada com o desenvolvimento da gestão operacional das fronteiras externas, dos regressos e da formação, incluindo as atividades relacionadas com investigações.

Alteração    437

Proposta de regulamento

Artigo 99 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Sem prejuízo do disposto no n.º 3, o conselho de administração é composto por um representante de cada Estado-Membro e por dois representantes da Comissão, todos eles com direito de voto. Para o efeito, cada Estado-Membro nomeia um membro efetivo do conselho de administração bem como um suplente que representará o membro efetivo na sua ausência. A Comissão nomeia dois membros efetivos e os respetivos suplentes. O mandato tem a duração de quatro anos e é renovável.

1.  Sem prejuízo do disposto no n.º 3, o conselho de administração é composto por um representante de cada Estado-Membro, por dois representantes da Comissão e por um representante do Parlamento Europeu, todos eles com direito de voto. Para o efeito, cada Estado-Membro nomeia um membro efetivo do conselho de administração bem como um suplente que representará o membro efetivo na sua ausência. A Comissão nomeia dois membros efetivos e os respetivos suplentes. O Parlamento Europeu nomeia um deputado ao Parlamento Europeu de entre os membros da comissão competente e outro deputado ao Parlamento Europeu como seu suplente. O mandato tem a duração de quatro anos e é renovável.

Alteração    438

Proposta de regulamento

Artigo 100 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Até 30 de novembro de cada ano, o conselho de administração adota um documento de programação final, que inclui, entre outros, o programa de trabalho plurianual e o programa de trabalho anual da Agência para o ano seguinte baseado num projeto apresentado pelo diretor executivo. O documento de programação final é adotado após parecer favorável da Comissão e, no que se refere ao programa plurianual, após consulta do Parlamento Europeu. Se a Agência decidir não ter em conta elementos do parecer da Comissão, deve apresentar uma justificação exaustiva. O conselho de administração envia este documento ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão.

1.  Até 30 de novembro de cada ano, e tendo em conta as recomendações do Grupo de Trabalho Interinstitucional sobre os Recursos das Agências, o conselho de administração adota um documento de programação final, que inclui, entre outros, o programa de trabalho plurianual e o programa de trabalho anual da Agência para o ano seguinte baseado num projeto apresentado pelo diretor executivo. O documento de programação final é adotado após parecer favorável da Comissão e, no que se refere ao programa plurianual, após consulta do Parlamento Europeu. Se a Agência decidir não ter em conta elementos do parecer da Comissão ou do Parlamento Europeu, deve apresentar uma justificação exaustiva. O conselho de administração envia imediatamente este documento ao Parlamento Europeu, ao Conselho e à Comissão.

Alteração    439

Proposta de regulamento

Artigo 100 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  O programa de trabalho plurianual estabelece a programação estratégica global, a médio e a longo prazo, incluindo os objetivos, os resultados esperados e os indicadores de desempenho. Estabelece igualmente a programação dos recursos, incluindo o orçamento plurianual, o pessoal e o desenvolvimento das capacidades próprias da Agência. O programa de trabalho plurianual estabelece as áreas estratégicas de intervenções e explica as ações a desenvolver para a consecução dos objetivos. Deve incluir uma estratégia para as relações com países terceiros e organizações internacionais, bem como as ações associadas a essa estratégia.

3.  O programa de trabalho plurianual estabelece a programação estratégica global, a médio e a longo prazo, incluindo os objetivos, os resultados esperados e os indicadores de desempenho. Estabelece igualmente a programação dos recursos, incluindo o orçamento plurianual, o pessoal e o desenvolvimento das capacidades próprias da Agência. O programa de trabalho plurianual estabelece as áreas estratégicas de intervenções e explica as ações a desenvolver para a consecução dos objetivos. Deve incluir uma estratégia para o acompanhamento e respeito dos direitos fundamentais e para as relações com países terceiros e organizações internacionais, bem como as ações associadas a essas estratégias.

Alteração    440

Proposta de regulamento

Artigo 102 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Os representantes da Agência da União Europeia para o Asilo e da Europol são convidados a participar nas reuniões do conselho de administração. O conselho de administração pode igualmente convidar um representante das instituições, dos organismos, serviços e agências da União competentes.

6.  Os representantes da Agência da União Europeia para o Asilo, da Agência dos Direitos Fundamentais da UE e da Europol são convidados a participar nas reuniões do conselho de administração. O conselho de administração pode igualmente convidar um representante de outras instituições, dos organismos, serviços e agências da União competentes.

Alteração    441

Proposta de regulamento

Artigo 104 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O Parlamento Europeu ou o Conselho podem convidar o diretor executivo a apresentar um relatório sobre a execução das suas funções, designadamente sobre a execução e o acompanhamento da estratégia de direitos fundamentais, o relatório anual de atividades da Agência referente ao ano anterior, o programa de trabalho para o ano seguinte e o programa plurianual da Agência ou qualquer outro assunto relacionado com as atividades da Agência. O diretor executivo profere também uma declaração perante o Parlamento Europeu, se para tal for solicitado, e informa o Parlamento com regularidade.

2.  O Parlamento Europeu ou o Conselho podem convidar o diretor executivo a apresentar um relatório sobre a execução das suas funções, designadamente sobre as atividades da Agência, a execução e o acompanhamento da estratégia de direitos fundamentais, o relatório anual de atividades da Agência referente ao ano anterior, o programa de trabalho para o ano seguinte e o programa plurianual da Agência ou qualquer outro assunto relacionado com as atividades da Agência. O diretor executivo profere também uma declaração perante o Parlamento Europeu, se para tal for solicitado, e responde a qualquer pergunta apresentada por escrito por um deputado ao Parlamento Europeu no prazo de 15 dias consecutivos. O diretor‑executivo informa os órgãos e comissões adequados do Parlamento Europeu com regularidade. À exceção dos casos para os quais o presente regulamento já preveja prazos específicos, o diretor executivo zela por que os relatórios sejam transmitidos ao Parlamento Europeu no prazo de seis meses a contar do final do período de referência, a menos que seja comunicado um atraso, devidamente justificado por escrito, aos órgãos e comités competentes do Parlamento Europeu.

Alteração    442

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Comissão propõe, pelo menos, três candidatos para o cargo de diretor executivo e para o cargo de cada um dos diretores executivos adjuntos, com base numa lista estabelecida na sequência da publicação do lugar no Jornal Oficial da União Europeia e noutras publicações ou na Internet, conforme adequado.

1.  O Parlamento Europeu e o Conselho nomeiam de comum acordo o diretor executivo com base numa lista elaborada pela Comissão na sequência da publicação do lugar no Jornal Oficial da União Europeia e noutras publicações ou na Internet, conforme adequado.

Alteração    443

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 2 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

O diretor executivo é nomeado pelo conselho de administração com base nos seus méritos e nas capacidades comprovadas de administração e gestão a alto nível, incluindo a sua experiência profissional pertinente acumulada no domínio da gestão das fronteiras externas e dos regressos, com base na proposta da Comissão a que se refere o n.º 1. Antes da nomeação, o conselho de administração solicita aos candidatos que façam uma declaração perante a comissão ou comissões competentes do Parlamento Europeu e que respondam às perguntas dos seus membros.

O diretor executivo é nomeado com base nos seus méritos, independência e capacidades comprovadas de administração e gestão a alto nível, incluindo a sua experiência profissional pertinente acumulada no domínio da gestão das fronteiras externas e dos regressos, e após ter demonstrado um conhecimento aprofundado do papel e das atividades da Agência, com base na proposta da Comissão a que se refere o n.º 1. Antes da nomeação, o conselho de administração solicita aos candidatos que façam uma declaração perante a comissão ou comissões competentes do Parlamento Europeu e que respondam às perguntas dos seus membros.

Alteração    444

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 2 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

Na sequência dessa declaração, o Parlamento Europeu emite um parecer, no qual expressa a sua opinião, podendo indicar qual o candidato que prefere.

Suprimido

Alteração    445

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 2 – parágrafo 3

Texto da Comissão

Alteração

O conselho de administração procede à nomeação do diretor executivo tendo em conta o referido parecer. O conselho de administração delibera por maioria de dois terços de todos os membros com direito de voto.

Suprimido

Alteração    446

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 2 – parágrafo 4

Texto da Comissão

Alteração

Se o conselho de administração decidir nomear um candidato que não seja o candidato preferencial indicado pelo Parlamento Europeu, o conselho de administração informa o Parlamento Europeu e o Conselho, por escrito, sobre modo como o parecer do Parlamento Europeu foi tido em conta.

Suprimido

Alteração    447

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 2 – parágrafo 5

Texto da Comissão

Alteração

O poder de destituir o diretor executivo cabe ao conselho de administração, deliberando sob proposta da Comissão.

O poder de destituir o diretor executivo e os diretores executivos adjuntos cabe ao Parlamento Europeu e ao Conselho, deliberando sob proposta da Comissão. O Parlamento Europeu ou o Conselho podem solicitar à Comissão que apresente tal proposta.

Alteração    448

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 2 – parágrafo 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

O diretor executivo cessante ou os diretores executivos adjuntos mantêm-se em funções até que o Parlamento Europeu e o Conselho nomeiem um substituto. Em caso de despedimento ou caso deixe de preencher as condições exigidas para o exercício das suas funções, a cessação de funções torna-se efetiva imediatamente. O conselho de administração nomeia um diretor executivo ou diretor executivo adjunto interino até que seja nomeado um novo diretor executivo ou diretor executivo adjunto, em conformidade com os n.ºs 1 ou 4.

Alteração    449

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 4 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

Os diretores executivos adjuntos são nomeados pelo conselho de administração com base nos seus méritos e nas capacidades adequadas de administração e gestão, incluindo a sua experiência profissional pertinente acumulada no domínio da gestão das fronteiras externas e dos regressos, com base na proposta da Comissão a que se refere o n.º 1, e após consulta do diretor executivo. O conselho de administração delibera por maioria de dois terços de todos os membros com direito de voto.

Os diretores executivos adjuntos são nomeados pelo conselho de administração sob proposta do diretor executivo. Os diretores executivos adjuntos são nomeados com base nos seus méritos e nas capacidades adequadas de administração e gestão, incluindo a sua experiência profissional pertinente acumulada no domínio da gestão das fronteiras externas e dos regressos e após demonstrar um conhecimento profundo do papel e das atividades da Agência. O diretor-executivo propõe, pelo menos, três candidatos para cada lugar de diretor-executivo adjunto. O conselho de administração delibera por maioria de dois terços de todos os membros com direito de voto. Os diretores executivos adjuntos cessantes permanecem em funções até o conselho de administração nomear um substituto em conformidade com o presente número.

Alteração    450

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 4 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

O poder de destituir os diretores executivos adjuntos cabe ao conselho de administração, de acordo com o procedimento previsto no primeiro parágrafo.

O poder de destituir os diretores executivos adjuntos cabe ao Parlamento Europeu e ao Conselho, de acordo com o procedimento previsto no segundo parágrafo.

Alteração    451

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  O mandato do diretor executivo tem a duração de cinco anos. No final desse período, a Comissão procede a uma análise que tem em conta a avaliação do desempenho do diretor executivo, as funções e os desafios futuros da Agência.

5.  O mandato do diretor executivo tem a duração de cinco anos. No final desse período, a Comissão procede a uma análise que tem em conta a avaliação do desempenho do diretor executivo, as funções e os desafios futuros da Agência. O Parlamento Europeu e o Conselho podem prorrogar, de comum acordo, o mandato do diretor executivo por um novo período de cinco anos.

Alteração    452

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O conselho de administração, deliberando sob uma proposta da Comissão que tenha em conta a avaliação referida no n.º 5, pode renovar o mandato do diretor executivo uma vez, por outro período não superior a cinco anos.

Suprimido

Alteração    453

Proposta de regulamento

Artigo 105 – n.º 7

Texto da Comissão

Alteração

7.  O mandato dos diretores executivos adjuntos tem a duração de cinco anos. Pode ser prorrogado uma vez pelo conselho de administração por um novo período de, no máximo, cinco anos.

7.  O mandato dos diretores executivos adjuntos tem a duração de cinco anos. Pode ser prorrogado uma vez pelo conselho de administração, sob proposta do diretor executivo, por um novo período de, no máximo, cinco anos.

Alteração    454

Proposta de regulamento

Artigo 106 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Agência cria um fórum consultivo para assistir o diretor executivo e o conselho de administração, de forma independente, em questões relativas aos direitos fundamentais.

1.  A Agência cria um fórum consultivo para a assistir, de forma independente, em questões relativas aos direitos fundamentais.

Alteração    455

Proposta de regulamento

Artigo 106 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Agência deve convidar o EASO, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e outras organizações relevantes a participar no fórum consultivo. Sob proposta do diretor executivo, o conselho de administração aprova a composição do fórum consultivo os termos da transmissão de informações ao fórum consultivo. O fórum consultivo, após consulta do conselho de administração e do diretor executivo, define os seus métodos de trabalho e estabelece o seu programa de trabalho.

2.  A Agência deve convidar [a Agência da União Europeia para o Asilo], a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e outras organizações relevantes a participar no fórum consultivo. Sob proposta do responsável pelos direitos fundamentais, o conselho de administração aprova a composição do fórum consultivo os termos da transmissão de informações ao fórum consultivo. O fórum consultivo, após consulta do conselho de administração e do diretor executivo, define os seus métodos de trabalho e estabelece o seu programa de trabalho.

Alteração    456

Proposta de regulamento

Artigo 106 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  O fórum consultivo é consultado sobre o aprofundamento e a aplicação da estratégia de direitos fundamentais, a criação do procedimento de apresentação de queixas, os códigos de conduta e os troncos comuns de formação.

3.  O fórum consultivo é consultado sobre o aprofundamento e a aplicação da estratégia de direitos fundamentais, o procedimento de apresentação de queixas, os códigos de conduta, os acordos de cooperação ou outros projetos em cooperação com países terceiros, os planos operacionais e os troncos comuns de formação, bem como sobre o estabelecimento dos critérios referidos nos artigos 12.º e 24.º. A Agência informa o fórum consultivo sobre se aplicou os relatórios e recomendações deste último e a forma como o fez.

Alteração    457

Proposta de regulamento

Artigo 106 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Sem prejuízo das funções do responsável pelos direitos fundamentais, o fórum consultivo tem acesso efetivo a todas as informações relativas ao respeito pelos direitos fundamentais, incluindo através da realização de visitas no local às operações conjuntas ou intervenções rápidas nas fronteiras com o consentimento do Estado-Membro de acolhimento, e às zonas dos pontos de crise ou aos centros controlados, operações de regresso e intervenções de regresso.

5.  Sem prejuízo das funções do responsável pelos direitos fundamentais, o fórum consultivo tem acesso efetivo e em tempo oportuno a todas as informações relativas ao respeito pelos direitos fundamentais, incluindo através da realização de visitas no local às operações conjuntas ou intervenções rápidas nas fronteiras com o consentimento do Estado‑Membro de acolhimento, às zonas dos pontos de crise e às operações de regresso e intervenções de regresso, incluindo em países terceiros. Sempre que, excecionalmente, o Estado-Membro de acolhimento não concordar com a visita in loco do fórum consultivo a uma operação conjunta ou intervenção rápida nas fronteiras realizada no seu território, deve justificá-lo devidamente, por carta dirigida ao diretor executivo e ao conselho de administração.

 

O fórum consultivo é apoiado por um secretariado que dispõe de recursos financeiros e humanos suficientes para o assistir nas suas tarefas.

Alteração    458

Proposta de regulamento

Artigo 107 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O conselho de administração designa um responsável pelos direitos fundamentais. Este será incumbido de contribuir para a estratégia dos direitos fundamentais da Agência, de verificar o respeito pelos direitos fundamentais e de promover o respeito dos direitos fundamentais por parte da Agência. O responsável pelos direitos fundamentais deve ter as qualificações e experiência necessárias no domínio dos direitos fundamentais.

1.  O conselho de administração designa um responsável pelos direitos fundamentais, com base numa lista de três candidatos recomendados pelo fórum consultivo. Este será incumbido de contribuir para a estratégia dos direitos fundamentais da Agência, de verificar o respeito pelos direitos fundamentais e de promover o respeito dos direitos fundamentais por parte da Agência. O responsável pelos direitos fundamentais deve ter as qualificações, os conhecimentos especializados e a experiência profissional necessários no domínio dos direitos fundamentais.

Alteração    459

Proposta de regulamento

Artigo 107 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  O responsável pelos direitos fundamentais tem competências para realizar inquéritos sobre qualquer das atividades da Agência, a fim de verificar o respeito dos direitos fundamentais. Aconselha a Agência sem demora, emitindo pareceres formais antes de qualquer atividade da Agência ao abrigo do presente regulamento e formulando recomendações destinadas a melhorar a estratégia de direitos fundamentais da Agência, a qual requer a sua aprovação, bem como estabelecendo as condições para o respeito dos direitos fundamentais e promovendo o respeito dos mesmos. O responsável pelos direitos fundamentais também é responsável pelo aperfeiçoamento e a aplicação do mecanismo de queixas.

Alteração    460

Proposta de regulamento

Artigo 107 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O responsável pelos direitos fundamentais é independente no exercício das suas funções. O responsável pelos direitos fundamentais responde diretamente perante o conselho de administração e coopera com o fórum consultivo. O responsável pelos direitos fundamentais apresenta relatórios com regularidade, contribuindo, deste modo, para o mecanismo de controlo dos direitos fundamentais.

2.  A Agência estabelece regras especiais aplicáveis ao responsável pelos direitos fundamentais em consulta com este e o fórum consultivo, a fim de garantir que o responsável pelos direitos fundamentais seja independente no exercício das suas funções. O responsável pelos direitos fundamentais responde diretamente perante o conselho de administração e o fórum consultivo. O responsável pelos direitos fundamentais publica um relatório anual sobre as suas atividades e o respeito dos direitos fundamentais pela Agência. Esse relatório inclui informações sobre o mecanismo de queixas e a implementação da estratégia de direitos fundamentais. O conselho de administração zela por que sejam tomadas medidas em função das recomendações do responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    461

Proposta de regulamento

Artigo 107 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  O responsável pelos direitos fundamentais goza de autonomia administrativa e independência plenas no exercício das suas funções. Não recebe instruções nem é de algum modo coartado no exercício das funções que, em virtude da sua nomeação, lhe são confiadas por força do presente regulamento. O responsável pelos direitos fundamentais dispõe dos recursos materiais e humanos necessários para o desempenho das suas tarefas, que correspondem ao mandato e à dimensão da Agência. O pessoal afetado ao responsável pelos direitos fundamentais responde perante este. Qualquer afetação regular ou extraordinária de pessoal à Agência deve ser acompanhada da afetação proporcional de pessoal para apoiar o responsável pelos direitos fundamentais.

Alteração    462

Proposta de regulamento

Artigo 107 – n.º 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração