Processo : 2018/0248(COD)
Ciclo de vida em sessão
Ciclo relativo ao documento : A8-0106/2019

Textos apresentados :

A8-0106/2019

Debates :

PV 12/03/2019 - 26
CRE 12/03/2019 - 26

Votação :

PV 13/03/2019 - 11.11
Declarações de voto

Textos aprovados :

P8_TA(2019)0175

RELATÓRIO     ***I
PDF 561kWORD 193k
27.2.2019
PE 629.652v02-00 A8-0106/2019

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que cria o Fundo para o Asilo e a Migração

(COM(2018)0471 – C8-0271/2018 – 2018/0248(COD))

Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos

Relatora: Miriam Dalli

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU
 EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
 ANEXO: LISTA DAS ENTIDADES OU PESSOAS SINGULARES DE QUEM A RELATORA RECEBEU CONTRIBUTOS
 PARECER DA COMISSÃO DOS ASSUNTOS JURÍDICOS SOBRE A BASE JURÍDICA
 PARECER da Comissão do Desenvolvimento
 PARECER da Comissão dos Orçamentos
 PROCESSO DA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO
 VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que cria o Fundo para o Asilo e a Migração

(COM(2018)0471 – C8-0271/2018 – 2018/0248(COD))

(Processo legislativo ordinário: primeira leitura)

O Parlamento Europeu,

–  Tendo em conta a proposta da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho (COM(2018)0471),

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 2, artigo 78.º, n.º 2, e o artigo 79.º, n.ºs 2 e 4, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nos termos dos quais a proposta lhe foi apresentada pela Comissão (C8-0271/2018),

–  Tendo em conta o parecer da Comissão dos Assuntos Jurídicos sobre a base jurídica proposta,

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 3, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

–  Tendo em conta os artigos 59.º e 39.º do seu Regimento,

–  Tendo em conta o relatório da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos e os pareceres da Comissão do Desenvolvimento e da Comissão dos Orçamentos (A8-0106/2019),

1.  Aprova a posição em primeira leitura que se segue;

2.  Requer à Comissão que lhe submeta de novo a sua proposta, se a substituir, se a alterar substancialmente ou se pretender alterá-la substancialmente;

3.  Encarrega o seu Presidente de transmitir a posição do Parlamento ao Conselho, à Comissão e aos parlamentos nacionais.

Alteração    1

Proposta de regulamento

Título

Texto da Comissão

Alteração

Proposta de

Proposta de

REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

que cria o Fundo para o Asilo e a Migração

que cria o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração

Alteração    2

Proposta de regulamento

Citação 1

Texto da Comissão

Alteração

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 78.°, n.º 2, e o artigo 79.°, n.os 2 e 4,

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 78.º, n.º 2, o artigo 79.º, n.os 2 e 4, e o artigo 80.º,

Alteração    3

Proposta de regulamento

Considerando 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  No contexto da evolução dos desafios migratórios, caracterizada pela necessidade de apoiar sistemas sólidos de acolhimento, asilo, integração e migração dos Estados-Membros, bem como de prevenir e gerir de forma apropriada situações de pressão e substituir entradas ilegais e inseguras por vias legais e seguras, é indispensável investir numa gestão da migração eficiente e coordenada na União para a concretização do objetivo da União de criar um espaço de liberdade, de segurança e de justiça, nos termos do artigo 67.º, n.º 2, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia.

(1)  No contexto da evolução dos desafios migratórios, caracterizada pela necessidade de apoiar sistemas sólidos de acolhimento, asilo, integração e migração dos Estados-Membros, bem como de prevenir e gerir de forma apropriada e solidária situações de pressão e substituir entradas ilegais e inseguras por vias legais e seguras, é indispensável investir numa gestão da migração eficiente e coordenada na União para a concretização do objetivo da União de criar um espaço de liberdade, de segurança e de justiça, nos termos do artigo 67.º, n.º 2, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia.

Alteração    4

Proposta de regulamento

Considerando 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  A importância de uma abordagem coordenada por parte da União e dos Estados-Membros reflete-se na Agenda Europeia da Migração, de maio de 2015, a qual salientou a necessidade de uma política comum coerente e clara para restabelecer a confiança na capacidade da União para unir esforços a nível nacional e europeu, a fim de abordar a questão da migração e colaborar de forma eficaz, em conformidade com os princípios de solidariedade e partilha equitativa de responsabilidades, tendo sido confirmada na sua revisão intercalar de setembro de 2017 e nos relatórios de março e maio de 2018.

(2)  A importância de uma abordagem coordenada por parte da União e dos Estados-Membros reflete-se na Agenda Europeia da Migração, de maio de 2015, a qual salientou a necessidade de uma política comum coerente e clara para restabelecer a confiança na capacidade da União para unir esforços a nível nacional e europeu, a fim de abordar a questão da migração e colaborar de forma eficaz, em conformidade com o princípio de solidariedade e partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros consagrado no artigo 80.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, tendo sido confirmada na sua revisão intercalar de setembro de 2017 e nos relatórios de março e maio de 2018.

Alteração    5

Proposta de regulamento

Considerando 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Nas suas conclusões de 19 de outubro de 2017, o Conselho Europeu reafirmou a necessidade de adotar uma abordagem global, pragmática e determinada da gestão da migração com o objetivo de restabelecer o controlo das fronteiras externas e reduzir o número de entradas ilegais e de mortes no mar, a qual deve basear-se na utilização flexível e coordenada do conjunto dos instrumentos disponíveis da União e dos Estados-Membros. O Conselho Europeu apelou igualmente a uma melhoria considerável do problema dos regressos através de ações tanto a nível da UE como dos Estados-Membros, designadamente acordos e disposições eficazes em matéria de readmissão.

(3)  Nas suas conclusões de 19 de outubro de 2017, o Conselho Europeu reafirmou a necessidade de adotar uma abordagem global, pragmática e determinada da gestão da migração com o objetivo de restabelecer o controlo das fronteiras externas e reduzir o número de entradas ilegais e de mortes no mar, a qual deve basear-se na utilização flexível e coordenada do conjunto dos instrumentos disponíveis da União e dos Estados-Membros. O Conselho Europeu apelou igualmente a uma melhoria considerável do problema dos regressos através de ações tanto a nível da UE como dos Estados-Membros, designadamente acordos e disposições eficazes em matéria de readmissão. O Conselho Europeu apelou ainda para que sejam postos em prática e desenvolvidos programas voluntários de reinstalação.

Alteração    6

Proposta de regulamento

Considerando 4

Texto da Comissão

Alteração

(4)  Com vista a promover os esforços para adotar uma abordagem global da gestão da migração, assente na confiança mútua, na solidariedade e na partilha das responsabilidades entre os Estados-Membros e as instituições da UE, e alcançar o objetivo de assegurar uma política comum sustentável da União em matéria de asilo e migração, é conveniente apoiar os Estados-Membros colocando à sua disposição recursos financeiros suficientes sob a forma do Fundo para o Asilo e a Migração (a seguir designado por «Fundo»).

(4)  Com vista a promover os esforços para adotar uma abordagem global da gestão da migração, assente na confiança mútua, na solidariedade e na partilha das responsabilidades entre os Estados-Membros e as instituições da UE, e alcançar o objetivo de assegurar uma política comum sustentável da União em matéria de asilo e migração, é conveniente apoiar os Estados-Membros colocando à sua disposição recursos financeiros suficientes sob a forma do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (a seguir designado por «Fundo»).

Alteração    7

Proposta de regulamento

Considerando 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-A)  O Fundo deve respeitar plenamente os direitos humanos, a Agenda 2030, o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento, tal como estabelecido no artigo 208.º do TFUE, bem como os compromissos assumidos a nível internacional em matéria de migração e asilo, nomeadamente o Pacto Global sobre Refugiados e o Pacto Global para Migrações Seguras, Ordeiras e Regulares (PGM).

Alteração    8

Proposta de regulamento

Considerando 4-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-B)  A gestão do Fundo numa perspetiva de desenvolvimento deve ter em conta as várias causas profundas da migração, como os conflitos, a pobreza, a falta de capacidade agrícola, a educação e as desigualdades.

Alteração    9

Proposta de regulamento

Considerando 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  O Fundo deve ser executado no pleno respeito dos direitos e princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia e das obrigações internacionais da União em matéria de direitos fundamentais.

(5)  As ações financiadas pelo Fundo devem ser executadas no pleno respeito dos direitos e princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, nomeadamente o direito à proteção dos dados pessoais, bem como as obrigações da União e dos Estados-Membros no que toca aos direitos fundamentais, mormente a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CNUDC) e a Convenção de Genebra relativa ao Estatuto dos Refugiados, de 28 de julho de 1951, completada pelo Protocolo de 31 de janeiro de 1967.

Alteração    10

Proposta de regulamento

Considerando 5-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(5-A)  Os princípios da igualdade de género e da não discriminação, que se contam entre os valores fundamentais da União, devem ser respeitados e promovidos aquando da execução do Fundo. O Fundo não deve apoiar ações que contribuam para qualquer forma de segregação ou exclusão social.

Alteração    11

Proposta de regulamento

Considerando 5-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(5-B)  No âmbito da execução do Fundo, deve ser dada prioridade a ações que permitam dar resposta à situação dos menores não acompanhados e separados através da sua identificação e do seu registo precoces, bem como a ações levadas a cabo no interesse superior da criança.

Alteração    12

Proposta de regulamento

Considerando 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  O Fundo deve apoiar a gestão eficiente dos fluxos migratórios, promovendo, nomeadamente, medidas comuns no domínio do asilo, incluindo os esforços dos Estados-Membros para acolher pessoas necessitadas de proteção internacional mediante a reinstalação e a transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional entre Estados-Membros, apoiando estratégias de integração e uma política de migração legal mais eficaz, por forma a assegurar a competitividade a longo prazo da União e o futuro do seu modelo social e reduzir os incentivos à migração ilegal através de uma política de regresso e readmissão sustentável. O Fundo deve prestar apoio ao fortalecimento da cooperação com países terceiros, a fim de melhorar a gestão dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional, assim como vias legais de migração, e lutar contra a migração ilegal, assegurando um regresso sustentável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

(7)  O Fundo deve apoiar a solidariedade entre os Estados-Membros e a gestão eficiente dos fluxos migratórios, promovendo, nomeadamente, medidas comuns no domínio do asilo, incluindo os esforços dos Estados-Membros para acolher pessoas necessitadas de proteção internacional mediante a reinstalação, a admissão por motivos humanitários e a transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional entre Estados-Membros, reforçando a proteção dos requerentes de asilo vulneráveis, como as crianças, apoiando estratégias de integração e uma política de migração legal mais eficaz, criando vias seguras e legais de acesso à União que contribuam igualmente para assegurar a competitividade a longo prazo da União e o futuro do seu modelo social e reduzir os incentivos à migração ilegal através de uma política de regresso e readmissão sustentável. Enquanto instrumento da política interna da União e único instrumento de financiamento em matéria de asilo e migração a nível da União, o Fundo deve apoiar principalmente ações em matéria de asilo e migração na União. Contudo, dentro de determinados limites e sob reserva de salvaguardas apropriadas, o Fundo deve prestar apoio ao fortalecimento da cooperação com países terceiros, a fim de melhorar a gestão dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional, criar vias legais de migração e lutar contra a migração ilegal e as redes de passadores e traficantes de seres humanos, assegurando um regresso em condições seguras e dignas e que seja sustentável, bem como a reintegração em países terceiros.

Alteração    13

Proposta de regulamento

Considerando 8

Texto da Comissão

Alteração

(8)  A crise migratória evidenciou a necessidade de reformar o Sistema Europeu Comum de Asilo com vista a garantir procedimentos de asilo eficientes, prevenir os movimentos secundários, criar condições de acolhimento uniformes e adequadas para os requerentes de proteção internacional, bem como normas uniformes para a concessão de proteção internacional e de direitos e benefícios adequados para os beneficiários de proteção internacional. Ao mesmo tempo, a reforma tornou-se necessária a fim de aplicar um sistema mais equitativo e eficaz para determinar a responsabilidade dos Estados-Membros pelos requerentes de proteção internacional, bem como um quadro da União para os esforços de reinstalação dos Estados-Membros. É, por conseguinte, oportuno que o Fundo preste maior apoio aos esforços dos Estados-Membros para aplicar plena e corretamente o Sistema Europeu Comum de Asilo reformulado.

(8)  A crise migratória e o número crescente de mortes no Mediterrâneo nos últimos anos evidenciaram a necessidade de reformar o Sistema Europeu Comum de Asilo e de criar um sistema mais equitativo e eficaz para determinar a responsabilidade dos Estados-Membros pelos requerentes de proteção internacional, bem como um quadro da União para os esforços de reinstalação e de admissão por motivos humanitários dos Estados-Membros, com vista a aumentar o número global de locais de entrada disponíveis para reinstalação à escala mundial. Ao mesmo tempo, é necessário instituir e tornar acessíveis procedimentos de asilo eficientes e alicerçados em direitos, garantir condições de acolhimento uniformes e adequadas para os requerentes de proteção internacional, bem como normas uniformes para a concessão de proteção internacional e de direitos, benefícios adequados para os beneficiários de proteção internacional, sem esquecer procedimentos regresso efetivos e eficazes dos migrantes em situação irregular. É, por conseguinte, oportuno que o Fundo preste maior apoio aos esforços dos Estados-Membros para aplicar plena e corretamente o Sistema Europeu Comum de Asilo reformulado.

Alteração    14

Proposta de regulamento

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  O Fundo deve igualmente complementar e reforçar as atividades realizadas pela Agência da União Europeia para o Asilo, criada pelo Regulamento (UE) ../.. [Regulamento que cria a Agência para o Asilo]14 com vista a facilitar e melhorar o funcionamento do Sistema Europeu Comum de Asilo mediante a coordenação e o fortalecimento da cooperação prática e do intercâmbio de informações entre os Estados-Membros, promovendo o direito e as normas operacionais da União em matéria de asilo, a fim de assegurar um elevado grau de uniformidade baseado em normas de proteção elevadas nos procedimentos de proteção internacional, em condições de acolhimento e avaliação das necessidades a nível da União, possibilitando uma repartição sustentável e equitativa dos pedidos de proteção internacional, facilitando a convergência na avaliação destes pedidos em toda a União, apoiando os esforços de reinstalação dos Estados-Membros e prestando assistência operacional e técnica aos Estados-Membros na gestão dos seus sistemas de asilo e de acolhimento, em particular àqueles cujos sistemas estejam sujeitos a uma pressão desproporcionada.

(9)  O Fundo deve igualmente complementar e reforçar as atividades realizadas pelo Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, com vista a facilitar e melhorar o funcionamento do Sistema Europeu Comum de Asilo mediante a coordenação e o fortalecimento da cooperação prática e do intercâmbio de informações em matéria de asilo, em especial as boas práticas entre os Estados-Membros, promovendo o Direito Internacional e da União através de orientação pertinente, nomeadamente normas operacionais para assegurar a aplicação uniforme do Direito da União em matéria de asilo, com base em normas de proteção elevadas nos procedimentos de proteção internacional, em condições de acolhimento e avaliação das necessidades a nível da União, possibilitando uma repartição sustentável e equitativa dos pedidos de proteção internacional, facilitando a convergência na avaliação destes pedidos em toda a União, apoiando os esforços de reinstalação dos Estados-Membros e prestando assistência operacional e técnica aos Estados-Membros na gestão dos seus sistemas de asilo e de acolhimento, em particular àqueles cujos sistemas estejam sujeitos a uma pressão desproporcionada.

__________________

 

14 Regulamento (UE) ../.. do Parlamento Europeu e do Conselho, de [Regulamento que cria a Agência para o Asilo] (JO L … de..., p. ..).

 

Alteração    15

Proposta de regulamento

Considerando 9-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(9-A)  O Fundo deve apoiar os esforços da União e dos Estados-Membros para reforçar a capacidade destes últimos de desenvolver, acompanhar e avaliar as suas políticas em matéria de asilo à luz das obrigações que lhes são impostas pelo Direito vigente na União.

Alteração    16

Proposta de regulamento

Considerando 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  O Fundo deve apoiar os esforços da União e dos Estados-Membros para reforçar a capacidade destes últimos de desenvolver, acompanhar e avaliar as suas políticas em matéria de asilo à luz das obrigações que lhes impõe ao direito vigente da União.

(10)  O Fundo deve apoiar a União e os Estados-Membros na aplicação do Direito vigente da União, garantindo o pleno respeito dos direitos fundamentais, em particular a Diretiva 2013/33/UE1-A (Diretiva Condições de Acolhimento), a Diretiva 2013/32/UE1-B (Diretiva Procedimentos de Asilo), a Diretiva 2011/95/UE1-C (Diretiva Condições de Asilo) e a Diretiva 2008/115/CE1-D (Diretiva Regresso) do Parlamento Europeu e do Conselho, bem como o Regulamento (UE) n.º 604/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho1-E (Regulamento de Dublim).

 

________________________

 

1-A Diretiva 2013/33/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, que estabelece normas em matéria de acolhimento dos requerentes de proteção internacional (JO L 180 de 29.6.2013, p. 96).

 

1-B Diretiva 2013/32/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, relativa a procedimentos comuns de concessão e retirada do estatuto de proteção internacional (JO L 180 de 29.6.2013, p. 60).

 

1-C Diretiva 2011/95/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 13 de dezembro de 2011, que estabelece normas relativas às condições a preencher pelos nacionais de países terceiros ou por apátridas para poderem beneficiar de proteção internacional, a um estatuto uniforme para refugiados ou pessoas elegíveis para proteção subsidiária e ao conteúdo da proteção concedida (JO L 337 de 20.12.2011, p. 9).

 

1-D Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

 

1-E Regulamento (UE) n.º 604/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de junho de 2013, que estabelece os critérios e mecanismos de determinação do Estado-Membro responsável pela análise de um pedido de proteção internacional apresentado num dos Estados-Membros por um nacional de um país terceiro ou por um apátrida (JO L 180 de 29.6.2013, p. 13).

Alteração    17

Proposta de regulamento

Considerando 11

Texto da Comissão

Alteração

(11)  As parcerias e a cooperação com países terceiros são uma componente essencial da política de asilo da União para garantir a gestão adequada dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional. Com o objetivo de substituir as entradas ilegais e inseguras por entradas legais e seguras de nacionais de países terceiros ou apátridas que necessitem de proteção internacional no território dos Estados-Membros, bem como manifestar solidariedade com países situados em regiões para as quais ou nas quais um grande número de pessoas necessitadas de proteção nacional tenham sido deslocadas ajudando a aliviar a pressão sobre esses países, contribuir para a concretização dos objetivos da política de migração da União através do reforço da influência da União em relação a países terceiros e de contribuir efetivamente para iniciativas globais de reinstalação falando a uma só voz nas instâncias internacionais e com os países terceiros, é conveniente que o Fundo proporcione incentivos financeiros à execução do Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários].

Suprimido

Alteração    18

Proposta de regulamento

Considerando 11-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(11-A)  O Fundo deve apoiar os esforços envidados pelos Estados-Membros para proporcionar proteção internacional e uma solução duradoura nos seus territórios às pessoas deslocadas e aos refugiados identificados como elegíveis para reinstalação ou ao abrigo de regimes nacionais de admissão por motivos humanitários, que devem ter em conta a previsão das necessidades mundiais de reinstalação elaborada pelo ACNUR. Para contribuir de forma ambiciosa e eficaz, o Fundo deve prestar uma assistência específica sob a forma de incentivos financeiros por cada pessoa admitida ou reinstalada.

Alteração    19

Proposta de regulamento

Considerando 12

Texto da Comissão

Alteração

(12)  Tendo em conta os elevados níveis de fluxos migratórios para a União nos últimos anos e a importância de assegurar a coesão das nossas sociedades, é crucial apoiar as políticas dos Estados-Membros em matéria de integração inicial dos nacionais de países terceiros legalmente residentes, incluindo nos domínios prioritários identificados no plano de ação sobre a integração de nacionais de países terceiros adotado pela Comissão em 2016.

(12)  Tendo em conta a importância de assegurar a coesão das nossas sociedades, é crucial apoiar as políticas dos Estados-Membros em matéria de integração dos nacionais de países terceiros legalmente residentes, incluindo nos domínios prioritários identificados no plano de ação sobre a integração de nacionais de países terceiros adotado pela Comissão em 2016.

Alteração    20

Proposta de regulamento

Considerando 13

Texto da Comissão

Alteração

(13)  Por forma a aumentar a eficiência, alcançar o máximo valor acrescentado para a União e garantir a coerência da resposta da União para fomentar a integração de nacionais de países terceiros, as ações financiadas pelo Fundo devem ser específicas e complementares das ações financiadas pelo novo Fundo Social Europeu (FSE+) e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). As medidas financiadas no âmbito do presente Fundo destinam-se a apoiar medidas adaptadas às necessidades dos nacionais de países terceiros, que são geralmente aplicadas na fase inicial da integração, e ações horizontais de apoio às capacidades dos Estados-Membros no domínio da integração, enquanto as intervenções a favor dos nacionais de países terceiros com impacto a mais longo prazo devem ser financiadas pelo FEDER e pelo FSE+.

(13)  Por forma a aumentar a eficiência, alcançar o máximo valor acrescentado para a União e garantir a coerência da resposta da União para fomentar a integração de nacionais de países terceiros, as ações financiadas pelo Fundo devem ser específicas e complementares às ações financiadas pelos fundos estruturais da União. As medidas financiadas no âmbito do presente Fundo destinam-se a apoiar medidas de adaptadas às necessidades dos nacionais de países terceiros, que são geralmente aplicadas nas fases iniciais da integração, e ações horizontais de apoio às capacidades dos Estados-Membros no domínio da integração, complementadas por intervenções que promovam a inclusão social e económica dos nacionais de países terceiros financiadas pelos fundos estruturais.

Alteração    21

Proposta de regulamento

Considerando 13-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(13-A)  As medidas de integração deverão ainda incluir os beneficiários de proteção internacional, de molde a assegurar uma abordagem global da integração e ter em conta as especificidades desse grupo-alvo. Caso as medidas de integração sejam combinadas com o acolhimento, as ações deverão, se adequado, permitir também que sejam incluídos os requerentes de asilo.

Alteração    22

Proposta de regulamento

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  Neste contexto, as autoridades dos Estados-Membros responsáveis pela execução do Fundo devem cooperar e estabelecer mecanismos de coordenação com as autoridades identificadas pelos Estados-Membros para fins de gestão das intervenções do FSE+ e do FEDER e, sempre que necessário, com as respetivas autoridades de gestão e com as autoridades de gestão de outros fundos da UE que contribuam para a integração de nacionais de países terceiros.

(14)  Neste contexto, as autoridades dos Estados-Membros responsáveis pela execução do Fundo devem cooperar e estabelecer mecanismos de coordenação com as autoridades identificadas pelos Estados-Membros para fins de gestão das intervenções dos fundos estruturais e, sempre que necessário, com as respetivas autoridades de gestão e com as autoridades de gestão de outros fundos da UE que contribuam para a integração de nacionais de países terceiros. Através destes mecanismos de coordenação, a Comissão deve avaliar a coerência e a complementaridade entre os fundos e até que ponto é que as medidas executadas através de cada fundo contribuem para a integração dos nacionais de países terceiros.

Alteração    23

Proposta de regulamento

Considerando 16

Texto da Comissão

Alteração

(16)  É, portanto, conveniente que os Estados-Membros que assim o desejem possam prever nos seus programas nacionais que as ações de integração incluem familiares diretos de nacionais de países terceiros, na medida em que tal seja necessário para a execução efetiva dessas ações. Por «familiar direto» devem entender-se os cônjuges/parceiros, e qualquer pessoa que tenha laços familiares diretos em linha descendente ou ascendente com o nacional do país terceiro visado pelas ações de integração e que, de outra forma, não seriam abrangidos pelo âmbito de aplicação do Fundo.

(16)  É, portanto, conveniente que os Estados-Membros que assim o desejem possam prever nos seus programas nacionais que as ações de integração incluem familiares diretos de nacionais de países terceiros, apoiando, assim, a unidade familiar no superior interesse da criança, na medida em que tal seja necessário para a execução efetiva dessas ações. Por «familiar direto» devem entender-se os cônjuges/parceiros, e qualquer pessoa que tenha laços familiares diretos em linha descendente ou ascendente com o nacional do país terceiro visado pelas ações de integração e que, de outra forma, não seriam abrangidos pelo âmbito de aplicação do Fundo.

Alteração    24

Proposta de regulamento

Considerando 17

Texto da Comissão

Alteração

(17)  Tendo em conta o papel crucial que cabe às autoridades locais e regionais e às organizações da sociedade civil no domínio da integração, e com vista a facilitar o acesso destas entidades a financiamento ao nível da União, o Fundo deve facilitar a execução de ações em matéria de integração pelas autoridades locais e regionais e pelas organizações da sociedade civil, incluindo através do instrumento temático e de uma taxa de cofinanciamento mais elevada para estas ações.

(17)  Tendo em conta o papel crucial que cabe às autoridades locais e regionais e às respetivas associações representativas bem como às organizações da sociedade civil, mormente as associações de refugiados e migrantes no domínio da integração, e com vista a facilitar o acesso direto destas entidades a financiamento ao nível da União, o Fundo deve facilitar a execução de ações em matéria de integração pelas autoridades locais e regionais e pelas organizações da sociedade civil, incluindo através de uma taxa de cofinanciamento mais elevada para estas ações e do recurso a uma componente específica do instrumento temático nos casos em que essas autoridades locais e regionais tenham competência para dar execução a medidas de integração.

Alteração    25

Proposta de regulamento

Considerando 18

Texto da Comissão

Alteração

(18)  Considerando os desafios económicos e demográficos de longo prazo que a União enfrenta, é crucial criar canais legais e funcionais de migração para a União, a fim de manter a sua atratividade como destino para migrantes, e assegurar a sustentabilidade dos sistemas de proteção social e o crescimento da economia da União.

(18)  Considerando os desafios económicos e demográficos de longo prazo que a União enfrenta e a natureza cada vez mais globalizada da migração, é crucial criar canais legais e funcionais de migração para a União, a fim de manter a sua atratividade como destino para a migração regular, de acordo com as necessidades económicas e sociais dos Estados-Membros, e assegurar a sustentabilidade dos sistemas de proteção social e o crescimento da economia da União, protegendo, em simultâneo os trabalhadores migrantes da exploração laboral.

Alteração    26

Proposta de regulamento

Considerando 19

Texto da Comissão

Alteração

(19)  O Fundo deve apoiar os Estados-Membros no estabelecimento de estratégias que organizem a migração legal e que aumentem a sua capacidade para elaborar, executar, acompanhar e, em geral, avaliar todas as estratégias, políticas e medidas em matéria de imigração e de integração a favor dos nacionais de países terceiros legalmente residentes, incluindo os instrumentos jurídicos da União. O Fundo deve ainda apoiar o intercâmbio de informações, as melhores práticas e a cooperação entre os diferentes departamentos administrativos e níveis de governação, e entre Estados-Membros.

(19)  O Fundo deve apoiar os Estados-Membros no estabelecimento de estratégias que organizem e aumentem vias de migração legal e que aumentem a sua capacidade para elaborar, executar, acompanhar e, em geral, avaliar todas as estratégias, políticas e medidas em matéria de imigração e de integração a favor dos nacionais de países terceiros legalmente residentes, em particular os instrumentos da União para a migração legal. O Fundo deve ainda apoiar o intercâmbio de informações, as melhores práticas e a cooperação entre os diferentes departamentos administrativos e níveis de governação, e entre Estados-Membros.

Alteração    27

Proposta de regulamento

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  Uma política de regresso eficiente constitui parte integrante da abordagem global da migração adotada pela União e os seus Estados-Membros. O Fundo deve apoiar e incentivar os esforços dos Estados-Membros destinados à aplicação eficaz e ao desenvolvimento mais aprofundado de normas comuns relativas ao regresso, em particular as definidas na Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho15, bem como de uma abordagem integrada e coordenada da gestão do regresso. Para assegurar políticas de regresso sustentáveis, o Fundo deve igualmente apoiar medidas conexas em países terceiros, tais como a reintegração dos repatriados.

(20)  Uma política de regresso eficiente e digno constitui parte integrante da abordagem global da migração adotada pela União e os seus Estados-Membros. O Fundo deve apoiar e incentivar os esforços dos Estados-Membros destinados à aplicação eficaz e ao desenvolvimento mais aprofundado de normas comuns relativas ao regresso, com destaque para os regressos voluntários, em particular as definidas na Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho15, bem como de uma abordagem integrada e coordenada da gestão do regresso. O Fundo deve igualmente apoiar medidas conexas em países terceiros para facilitar e garantir o regresso e a readmissão seguros e dignos, bem como a reintegração sustentável, tal como consagrado no PGM.

__________________

__________________

15 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

15 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

Alteração    28

Proposta de regulamento

Considerando 21

Texto da Comissão

Alteração

(21)  Os Estados-Membros devem ser encorajados a darem preferência ao regresso voluntário. A fim de favorecer o regresso voluntário, é conveniente que os Estados-Membros possam criar incentivos, designadamente um tratamento preferencial sob a forma de uma ajuda reforçada ao regresso. Este tipo de regresso voluntário corresponde ao interesse tanto dessas pessoas objeto do regresso como das autoridades, em termos da respetiva relação custo-eficácia.

(21)  Os Estados-Membros devem ser encorajados a dar preferência ao regresso voluntário e garantir um regresso efetivo, seguro e digno dos migrantes em situação irregular. Por conseguinte, o Fundo deve dar um apoio preferencial a ações relacionadas com o regresso voluntário. A fim de favorecer essa medida, é conveniente que os Estados-Membros possam criar incentivos, designadamente um tratamento preferencial sob a forma de uma ajuda reforçada ao regresso e apoio de reintegração a longo prazo. Este tipo de regresso voluntário corresponde ao interesse tanto dessas pessoas objeto do regresso como das autoridades, em termos da relação custo-eficácia. O interesse superior da criança deve ser uma consideração primordial em todas as ações ou decisões relativas às crianças no contexto da migração, inclusive nos regressos, tendo plenamente em conta o direito que cabe à criança de expressar a sua opinião.

Alteração    29

Proposta de regulamento

Considerando 22

Texto da Comissão

Alteração

(22)  Não obstante, o regresso voluntário e o regresso forçado estão interligados, tendo efeitos vantajosos mútuos, de modo que os Estados-Membros devem ser incentivados a reforçar a complementaridade das duas formas de regresso. A possibilidade de proceder a afastamentos constitui um elemento importante que contribui para a integridade dos sistemas de asilo e de migração legal. O Fundo deve, por conseguinte, apoiar as ações desenvolvidas pelos Estados-Membros tendo em vista facilitar e realizar afastamentos em conformidade com as normas estabelecidas no Direito da União, se aplicável, e no pleno respeito dos direitos fundamentais e da dignidade das pessoas objeto deste tipo de medida.

(22)  Embora o regresso voluntário deva revestir um caráter prioritário em relação ao regresso forçado, ambos estão, não obstante, interligados, tendo efeitos vantajosos mútuos, pelo que os Estados-Membros devem ser incentivados a reforçar a complementaridade das duas formas de regresso. A possibilidade de proceder a afastamentos constitui um elemento importante que contribui para a integridade dos sistemas de asilo e de migração legal. O Fundo deve, por conseguinte, apoiar as ações desenvolvidas pelos Estados-Membros tendo em vista facilitar e realizar afastamentos em conformidade com as normas estabelecidas no Direito da União, se aplicável, e no pleno respeito dos direitos fundamentais e da dignidade das pessoas objeto deste tipo de medida. O Fundo só deve apoiar ações relacionadas com o regresso de crianças se esse regresso se basear numa avaliação positiva do interesse superior da criança.

Alteração    30

Proposta de regulamento

Considerando 23

Texto da Comissão

Alteração

(23)  A existência de medidas específicas de apoio aos repatriados nos Estados-Membros e nos países de regresso podem melhorar as condições de regresso e reforçar a sua reintegração.

(23)  A existência de medidas específicas de apoio aos repatriados, com particular destaque para as suas necessidades de caráter humanitário e em matéria de proteção, nos Estados-Membros e nos países de regresso podem melhorar as condições de regresso e reforçar a sua reintegração. Há que prestar especial atenção aos grupos vulneráveis. As decisões de regresso devem ter por base uma avaliação minuciosa e cuidada da situação no país de origem, que incida, inclusivamente, na capacidade de absorção a nível local. As medidas e ações específicas de apoio aos países de origem e, em particular, às pessoas vulneráveis, contribuem para garantir a sustentabilidade, a segurança e a eficácia dos regressos. Estas medidas devem ser aplicadas com a participação ativa das autoridades locais, da sociedade civil e das diásporas.

Alteração    31

Proposta de regulamento

Considerando 24

Texto da Comissão

Alteração

(24)  Os acordos de readmissão e outras disposições constituem uma parte integrante da política europeia de regresso e um instrumento essencial para a gestão eficaz dos fluxos migratórios, na medida em que facilitam o rápido regresso dos migrantes em situação irregular. Esses acordos e disposições são um elemento importante no quadro do diálogo e da cooperação com os países terceiros de origem e de trânsito dos migrantes em situação irregular, pelo que a sua aplicação nos países terceiros deve ser apoiada no interesse de políticas de regresso efetivas a nível nacional e da União.

(24)  Os acordos de readmissão formais constituem uma parte integrante e crucial da política europeia de regresso e um instrumento essencial para a gestão eficaz dos fluxos migratórios, na medida em que facilitam o rápido regresso dos migrantes em situação irregular. Esses acordos são um elemento importante no quadro do diálogo e da cooperação com os países terceiros de origem e de trânsito dos migrantes em situação irregular e o Fundo deve apoiar a sua aplicação nos países terceiros, no interesse de políticas de regresso efetivas, seguras e dignas dentro de limites definidos e sob reserva das salvaguardas apropriadas.

Alteração    32

Proposta de regulamento

Considerando 25

Texto da Comissão

Alteração

(25)  Além de apoiar o regresso das pessoas, tal como previsto no presente regulamento, o Fundo deve também apoiar outras medidas destinadas a combater a migração irregular, reduzir os incentivos à migração ilegal ou evitar o incumprimento das normas vigentes relativas à migração legal, salvaguardando assim a integridade dos sistemas de imigração dos Estados-Membros.

(25)  Além de apoiar a integração de nacionais de países terceiros ou apátridas nos Estados-Membros, o Fundo deve também apoiar outras medidas destinadas a combater o tráfico de migrantes e a encorajar e facilitar o estabelecimento de normas relativas à migração legal, salvaguardando assim a integridade dos sistemas de imigração dos países de origem, no pleno respeito do princípio da coerência para o desenvolvimento sustentável.

Alteração    33

Proposta de regulamento

Considerando 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  O emprego de migrantes irregulares cria um fator de atração para a migração ilegal e prejudica o desenvolvimento de uma política de mobilidade laboral baseada em regimes de migração legal. O Fundo deve apoiar, portanto, os Estados-Membros, direta ou indiretamente, na aplicação da Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho16, que proíbe o emprego de nacionais de países terceiros em situação irregular e prevê sanções contra os empregadores que violem essa proibição.

(26)  O emprego de migrantes irregulares prejudica o desenvolvimento de uma política de mobilidade laboral baseada em regimes de migração legal e ameaça os direitos dos trabalhadores migrantes, tornando-os vulneráveis à violação de direitos e ao respetivo e abuso. O Fundo deve apoiar, portanto, os Estados-Membros, direta ou indiretamente, na aplicação da Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho16, que proíbe o emprego de nacionais de países terceiros em situação irregular, faculta um procedimento de queixa e de recuperação salarial aos trabalhadores explorados e prevê sanções contra os empregadores que violem essa proibição.

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_________________

16 Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 168 de 30.6.2009, p. 24).

16 Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 168 de 30.6.2009, p. 24).

Alteração    34

Proposta de regulamento

Considerando 26-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(26-A)  Os Estados-Membros devem apoiar os pedidos da sociedade civil e das associações de trabalhadores, nomeadamente no que respeita à criação de uma rede europeia de trabalhadores de ambos os sexos responsáveis pelo acolhimento, que coloque em contacto todos os trabalhadores da Europa ativos no domínio da migração, de forma a promover um acolhimento digno e uma abordagem relativa à migração baseada nos direitos humanos, no intercâmbio de boas práticas em matéria de acolhimento e em oportunidades de emprego para os migrantes.

Alteração    35

Proposta de regulamento

Considerando 27

Texto da Comissão

Alteração

(27)  O Fundo deve apoiar os Estados-Membros, direta ou indiretamente, na aplicação da Diretiva 2011/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho17, que estabelece disposições em matéria de assistência, apoio e proteção das vítimas de tráfico de seres humanos.

(27)  O Fundo deve apoiar os Estados-Membros, direta ou indiretamente, na aplicação da Diretiva 2011/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho17, que estabelece disposições em matéria de assistência, apoio e proteção das vítimas de tráfico de seres humanos. Estas medidas devem ter em conta a especificidade de género no tráfico de seres humanos. Ao darem execução ao Fundo, os Estados-Membros devem ter em conta que as pessoas que são obrigadas a abandonar o seu domicílio habitual devido a uma alteração climática súbita ou progressiva que afete negativamente as suas vidas ou as suas condições de vida, correm um risco elevado de se tornarem vítimas do tráfico de seres humanos;

__________________

__________________

17 Diretiva 2011/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2011, relativa à prevenção e luta contra o tráfico de seres humanos e à proteção das vítimas, e que substitui a Decisão-Quadro 2002/629/JAI do Conselho (JO L 101 de 15.4.2011, p. 1).

17 Diretiva 2011/36/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de abril de 2011, relativa à prevenção e luta contra o tráfico de seres humanos e à proteção das vítimas, e que substitui a Decisão-Quadro 2002/629/JAI do Conselho (JO L 101 de 15.4.2011, p. 1).

Alteração    36

Proposta de regulamento

Considerando 27-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(27-A)  O Fundo deve apoiar, em particular, a identificação e as medidas para fazer face às necessidades dos requerentes de asilo vulneráveis, designadamente os menores não acompanhados ou as vítimas de tortura ou de outras formas graves de violência, como previsto pelo acervo da União em matéria de asilo.

Alteração    37

Proposta de regulamento

Considerando 27-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(27-B)  Para lograr uma repartição justa e transparente dos recursos entre os objetivos do Fundo, é necessário assegurar um nível mínimo de despesas para certos objetivos, quer através de uma gestão direta, indireta, quer partilhada.

Alteração    38

Proposta de regulamento

Considerando 28

Texto da Comissão

Alteração

(28)  O Fundo deve complementar e reforçar as atividades realizadas no domínio do regresso pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, instituída pelo Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho18, contribuindo assim para a aplicação efetiva da gestão europeia integrada das fronteiras, como definido no artigo 4.º do referido regulamento.

(28)  O Fundo deve complementar e reforçar as atividades realizadas no domínio do regresso pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, instituída pelo Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho18, sem criar um fluxo de financiamento adicional a favor da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, cujo orçamento anual, fixado pela autoridade orçamental, deve permitir-lhe desempenhar todas as suas funções.

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18 Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de setembro de 2016, relativo à Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que altera o Regulamento (UE) 2016/399 do Parlamento Europeu e do Conselho e revoga o Regulamento (CE) n.º 863/2007 do Parlamento Europeu e do Conselho, o Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho e a Decisão 2005/267/CE do Conselho (JO L 251 de 16.9.2016, p. 1).

18 Regulamento (UE) 2016/1624 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de setembro de 2016, relativo à Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira, que altera o Regulamento (UE) 2016/399 do Parlamento Europeu e do Conselho e revoga o Regulamento (CE) n.º 863/2007 do Parlamento Europeu e do Conselho, o Regulamento (CE) n.º 2007/2004 do Conselho e a Decisão 2005/267/CE do Conselho (JO L 251 de 16.9.2016, p. 1).

Alteração    39

Proposta de regulamento

Considerando 29

Texto da Comissão

Alteração

(29)  Devem ser procuradas sinergias, a coerência e a eficiência com outros Fundos da União, bem como a eficiência, e evitada a sobreposição das ações.

(29)  Devem ser procuradas sinergias, a coerência, a complementaridade e a eficiência com outros Fundos da União, bem como a eficiência, e evitada a sobreposição ou incoerência das ações.

Alteração    40

Proposta de regulamento

Considerando 30

Texto da Comissão

Alteração

(30)  As medidas aplicadas em países terceiros ou com estes relacionadas e apoiadas pelo Fundo devem complementar outras ações fora da União, apoiadas por instrumentos de financiamento externo da União. Em particular, aquando da execução dessas ações, deve procurar manter-se a total coerência com os princípios e objetivos gerais da ação externa e da política externa da União relativas ao país ou região em causa, bem como com os compromissos internacionais da União. No que se refere à dimensão externa, o Fundo deve orientar o apoio para o reforço da cooperação com países terceiros e dos aspetos principais da gestão da migração em domínios de interesse para a política de migração da União.

(30)  A prioridade do presente Fundo deve consistir no financiamento de ações no próprio território da União. O Fundo pode financiar medidas em países terceiros ou com estes relacionadas e apoiadas pelo Fundo, as quais devem ser limitadas em termos financeiros, pese embora adequadas para alcançar os objetivos do Fundo previstos no artigo 3.º do presente regulamento, e ser objeto de salvaguardas apropriadas. Essas medidas devem complementar outras ações fora da União, apoiadas por instrumentos de financiamento externo da União. Em particular, aquando da execução dessas ações, deve procurar manter-se a total coerência e complementaridade com os princípios e objetivos gerais da ação externa e da política externa da União relativas ao país ou região em causa, bem como com os compromissos internacionais da União. Deve ser respeitado o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento, como enunciado no ponto 35 da Consenso Europeu sobre o Desenvolvimento. No âmbito da execução da ajuda de emergência, deve ser assegurada a coerência com os princípios humanitários enunciados no Consenso Europeu em matéria de Ajuda Humanitária.

Alteração    41

Proposta de regulamento

Considerando 31

Texto da Comissão

Alteração

(31)  O financiamento a partir do orçamento da União deve centrar-se nas atividades em que a intervenção da União possa gerar valor acrescentado em comparação com a ação empreendida pelos Estados-Membros. O apoio financeiro prestado ao abrigo do presente regulamento deve contribuir, em particular, para reforçar as capacidades nacionais e da União nos domínios do asilo e da migração.

(31)  O financiamento a partir do orçamento da União deve centrar-se nas atividades em que a intervenção da União possa gerar valor acrescentado em comparação com a ação empreendida pelos Estados-Membros. O apoio financeiro prestado ao abrigo do presente regulamento deve contribuir, em particular, para a solidariedade entre os Estados-Membros em matéria de asilo e migração, nos termos do artigo 80.º do TFUE, e para reforçar as capacidades nacionais e da União nos domínios do asilo e da migração.

Alteração    42

Proposta de regulamento

Considerando 32

Texto da Comissão

Alteração

(32)  Pode considerar-se que determinado Estado-Membro não respeita o acervo da União aplicável, nomeadamente em relação à utilização do apoio operacional ao abrigo do presente Fundo, se não cumpriu as obrigações que lhe incumbem por força dos Tratados no domínio do asilo e do regresso, se existir um risco manifesto de violação grave pelo Estado-Membro dos valores da União ao implementar o acervo em matéria de asilo e regresso ou se, num relatório de avaliação no âmbito do mecanismo de avaliação e monitorização de Schengen ou da Agência da União Europeia para o Asilo, forem identificadas deficiências no domínio em causa.

(32)  Pode considerar-se que determinado Estado-Membro não respeita o acervo da União aplicável, nomeadamente em relação à utilização do apoio operacional ao abrigo do presente Fundo, se não agiu em conformidade com a Carta dos Direitos Fundamentais ou não cumpriu as obrigações que lhe incumbem por força dos Tratados no domínio do asilo e da imigração ou se existir um risco manifesto de violação grave pelo Estado-Membro dos valores da União ao implementar o acervo em matéria de asilo e imigração.

Alteração    43

Proposta de regulamento

Considerando 33

Texto da Comissão

Alteração

(33)  O Fundo deve refletir a necessidade de uma crescente flexibilidade e simplificação, respeitando simultaneamente os requisitos em termos de previsibilidade, e assegurando uma distribuição equitativa e transparente dos recursos para satisfazer os objetivos gerais e específicos estabelecidos no presente regulamento.

(33)  O Fundo deve refletir a necessidade de uma crescente transparência, flexibilidade e simplificação, respeitando simultaneamente os requisitos em termos de previsibilidade, e assegurando uma distribuição equitativa e transparente dos recursos para satisfazer os objetivos gerais e específicos estabelecidos no presente regulamento. A execução do Fundo deve pautar-se pelos princípios da eficiência, da eficácia e da qualidade das despesas. Além disso, a execução do Fundo deve ser o mais simples possível.

Alteração    44

Proposta de regulamento

Considerando 34

Texto da Comissão

Alteração

(34)  O presente regulamento deve estabelecer os montantes iniciais a atribuir aos Estados-Membros, que consistem num montante fixo e num montante calculado com base em critérios definidos no anexo I, os quais refletem as necessidades e a pressão às quais estão sujeitos os diferentes Estados-Membros nos domínios do asilo, da integração e do regresso.

(34)  O presente regulamento deve estabelecer os montantes iniciais a atribuir aos Estados-Membros, os quais refletem as necessidades e a pressão às quais estão sujeitos os diferentes Estados-Membros nos domínios do asilo, da migração, da integração e do regresso. Deve ser dada especial atenção às populações das regiões insulares que se veem confrontadas com desafios desproporcionados em matéria de migração.

Alteração    45

Proposta de regulamento

Considerando 35

Texto da Comissão

Alteração

(35)  Os referidos montantes iniciais devem constituir uma base para os investimentos de longo prazo dos Estados-Membros. A fim de ter em conta a evolução dos fluxos migratórios e dar resposta às necessidades de gestão dos sistemas de asilo e acolhimento e de integração de nacionais de países terceiros legalmente residentes, assim como lutar contra a migração ilegal por meio de uma política de regresso eficiente e responsável, é conveniente atribuir um montante adicional aos Estados-Membros numa fase intermédia, tendo em consideração as taxas de absorção. Este montante basear-se-á nos mais recentes dados estatísticos disponíveis, conforme definido no anexo I, a fim de refletir as mudanças ocorridas na situação de base dos Estados-Membros.

(35)  Os referidos montantes iniciais devem constituir uma base para os investimentos de longo prazo dos Estados-Membros. A fim de ter em conta a evolução dos fluxos migratórios e dar resposta às necessidades de gestão dos sistemas de asilo e acolhimento e de integração de nacionais de países terceiros legalmente residentes, visando desenvolver a migração legal, assim como lutar contra a migração ilegal por meio de uma política de regresso eficiente, assente em direitos e sustentável, é conveniente atribuir um montante adicional aos Estados-Membros numa fase intermédia, tendo em consideração as taxas de absorção. Este montante basear-se-á nos mais recentes dados estatísticos disponíveis, conforme definido no anexo I, a fim de refletir as mudanças ocorridas na situação de base dos Estados-Membros.

Alteração    46

Proposta de regulamento

Considerando 36

Texto da Comissão

Alteração

(36)  A fim de contribuírem para a realização do objetivo estratégico do Fundo, os Estados-Membros devem assegurar que os seus programas incluem os objetivos específicos do presente regulamento, que as prioridades escolhidas são conformes com as medidas de execução indicadas no anexo II, bem como que a afetação de recursos entre objetivos assegura que os objetivos estratégicos gerais podem ser alcançados.

(36)  A fim de contribuírem para a realização do objetivo estratégico do Fundo, os Estados-Membros e a Comissão devem assegurar que os programas dos Estados-Membros incluem ações que contribuam para a realização de cada um dos objetivos específicos do presente regulamento. Além disso, devem assegurar que a atribuição de financiamento aos objetivos específicos serve esses objetivos da melhor forma possível e que se baseia nas necessidades mais recentes, que os programas incluem um nível mínimo de despesas em relação a esses objetivos, que a partilha de recursos entre os objetivos é proporcional aos desafios enfrentados, que as prioridades escolhidas são conformes com as medidas de execução indicadas no anexo II e que a afetação de recursos entre objetivos assegura que os objetivos estratégicos gerais podem ser alcançados.

Alteração    47

Proposta de regulamento

Considerando 37

Texto da Comissão

Alteração

(37)  Dado que os desafios no domínio da migração estão em constante evolução, verifica-se a necessidade de adaptar a atribuição de financiamento às mudanças a nível dos fluxos migratórios. Para responder a necessidades prementes, às alterações políticas e às prioridades da União, bem como para orientar o financiamento para ações com um elevado nível de valor acrescentado para a União, parte do financiamento será periodicamente atribuída a ações específicas, a ações da União, à ajuda de emergência e reinstalação, e conceder apoio suplementar aos Estados-Membros que contribuam para os esforços de solidariedade e de partilha das responsabilidades através de um instrumento temático.

(37)  Dado que os desafios no domínio da migração estão em constante evolução, verifica-se a necessidade de adaptar a atribuição de financiamento às mudanças a nível dos fluxos migratórios. Para responder a necessidades prementes, às alterações políticas e às prioridades da União, bem como para orientar o financiamento para ações com um elevado nível de valor acrescentado para a União, parte do financiamento será periodicamente atribuída a ações específicas, a ações da União, a ações das autoridades locais e regionais, à ajuda de emergência e reinstalação, e conceder apoio suplementar aos Estados-Membros que contribuam para os esforços de solidariedade e de partilha das responsabilidades através de um instrumento temático.

Alteração    48

Proposta de regulamento

Considerando 38-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(38-A)  Os esforços envidados pelos Estados-Membros para aplicarem plena e adequadamente o acervo da União em matéria de asilo, inclusive a concessão de condições de acolhimento apropriadas aos requerentes e aos beneficiários de proteção internacional, para garantir a correta determinação do estatuto, em conformidade com a Diretiva 2011/95/UE, com vista à aplicação de procedimentos de asilo equitativos e eficazes, devem ser apoiados pelo Fundo, em especial sempre que esses esses esforços se destinem a menores não acompanhados para os quais os custos são mais elevados. Os Estados-Membros devem, por conseguinte, receber um montante fixo por cada menor não acompanhado ao qual seja concedida proteção internacional, embora este montante fixo não deva acrescer ao financiamento adicional concedido à reinstalação ao abrigo do presente regulamento.

Alteração    49

Proposta de regulamento

Considerando 40

Texto da Comissão

Alteração

(40)  O Fundo deve contribuir para suportar os custos operacionais relacionados com o asilo e o regresso, permitindo que os Estados-Membros mantenham capacidades que são cruciais para prestar esse serviço à União no seu conjunto. Esse apoio consiste no reembolso integral de custos específicos relacionados com os objetivos do Fundo e deve fazer parte integrante dos programas dos Estados-Membros.

(40)  O Fundo deve contribuir para suportar os custos operacionais relacionados com o asilo e a imigração, permitindo que os Estados-Membros mantenham capacidades que são cruciais para prestar esse serviço à União no seu conjunto. Esse apoio consiste no reembolso integral de custos específicos relacionados com os objetivos do Fundo e deve fazer parte integrante dos programas dos Estados-Membros.

Alteração    50

Proposta de regulamento

Considerando 41

Texto da Comissão

Alteração

(41)  Para complementar a aplicação do objetivo geral do presente Fundo a nível nacional, através dos programas dos Estados-Membros, o Fundo deve também conceder apoio a ações a nível da União. Tais ações devem destinar-se a fins estratégicos gerais, no âmbito da intervenção do Fundo, relacionados com a análise das políticas e inovação, a aprendizagem mútua e as parcerias transnacionais e o ensaio de novas iniciativas e ações em toda a União.

(41)  Para complementar a aplicação do objetivo geral do presente Fundo a nível nacional, através dos programas dos Estados-Membros, o Fundo deve também conceder apoio a ações a nível da União. Tais ações devem destinar-se a fins estratégicos gerais, no âmbito da intervenção do Fundo, relacionados com a análise das políticas e inovação, a aprendizagem mútua e as parcerias transnacionais e o ensaio de novas iniciativas e ações em toda a União, no respeito da necessidade de afetar um financiamento adequado, de forma justa e transparente, para concretizar os objetivos do Fundo. Através destas ações, cumpre assegurar a proteção dos direitos fundamentais na execução do Fundo.

Alteração    51

Proposta de regulamento

Considerando 42

Texto da Comissão

Alteração

(42)  A fim de fortalecer a capacidade da União de responder imediatamente a uma forte pressão migratória imprevista ou desproporcionada sobre um ou mais Estados-Membros, caracterizada por um afluxo importante ou desproporcionado de nacionais de países terceiros, que sujeita a capacidade de acolhimento e de detenção a solicitações significativas e urgentes, bem como os sistemas e procedimentos de asilo e de gestão migratória desses Estados-Membros, e a fortes pressões migratórias em países terceiros causadas pelas evoluções políticas ou por conflitos, deve ser possível prestar ajuda de emergência em conformidade com o quadro estabelecido no presente regulamento.

(42)  A fim de fortalecer a capacidade da União de responder imediatamente a um fluxo importante ou desproporcionado de nacionais de países terceiros num ou mais Estados-Membros, que sujeita a capacidade de acolhimento e de detenção a solicitações significativas e urgentes, bem como os sistemas e procedimentos de asilo e de gestão migratória desses Estados-Membros ou a fortes desafios migratórios ou a necessidades consideráveis em matéria de reinstalação em países terceiros causadas pelas evoluções políticas, por conflitos ou catástrofes naturais, deve ser possível prestar ajuda de emergência em conformidade com o quadro estabelecido no presente regulamento.

Alteração    52

Proposta de regulamento

Considerando 44

Texto da Comissão

Alteração

(44)  O objetivo geral deste Fundo será tratado igualmente através dos instrumentos financeiros e garantias orçamentais, em função dos âmbitos de intervenção do InvestEU. O apoio financeiro deve ser utilizado para colmatar de modo proporcionado as deficiências do mercado ou as situações em que o investimento fica aquém do desejado, não devendo as ações duplicar nem excluir o financiamento privado ou distorcer a concorrência no mercado interno. As ações devem ter um manifesto valor acrescentado europeu.

Suprimido

Justificação

Esta supressão reflete as alterações propostas à vertente operacional do regulamento.

Alteração    53

Proposta de regulamento

Considerando 47

Texto da Comissão

Alteração

(47)  Para efeitos da execução de ações em regime de gestão partilhada, o Fundo deve fazer parte de um quadro coerente constituído pelo presente regulamento, pelo Regulamento Financeiro e pelo Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns].

(47)  Para efeitos da execução de ações em regime de gestão partilhada, o Fundo deve fazer parte de um quadro coerente constituído pelo presente regulamento, pelo Regulamento Financeiro e pelo Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns]. Em caso de conflito de disposições, o presente regulamento deve prevalecer sobre o Regulamento (UE) X [RDC].

Alteração    54

Proposta de regulamento

Considerando 48

Texto da Comissão

Alteração

(48)  O Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns] estabelece o quadro de ação do FEDER, do FSE+, do Fundo de Coesão, do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), do Fundo para o Asilo e a Migração (FAM), do Fundo para a Segurança Interna (FSI) e do Instrumento para a Gestão das Fronteiras e dos Vistos no quadro do Fundo para a Gestão Integrada das Fronteiras (IBMF), e define, nomeadamente, as regras em matéria de programação, acompanhamento e avaliação, gestão e controlo para os fundos da União que são executados em regime de gestão partilhada. É, por conseguinte, necessário especificar os objetivos do FAM e estabelecer disposições específicas quanto ao tipo de atividades que podem ser financiadas a título deste Fundo.

(48)  Para além do quadro que estabelece as regras financeiras comuns a vários fundos da União, nomeadamente o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (FAMI), é necessário especificar os objetivos do FAMI e estabelecer disposições específicas quanto ao tipo de atividades que podem ser financiadas a título do FAMI .

Alteração    55

Proposta de regulamento

Considerando 50

Texto da Comissão

Alteração

(50)  Em conformidade com o Regulamento Financeiro21, o Regulamento (UE, Euratom) n.º 883/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho22, o Regulamento (Euratom, CE) n.º 2988/95 do Conselho23, o Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96 do Conselho24 e o Regulamento (UE) 2017/1939 do Conselho25, os interesses financeiros da União devem ser protegidos através de medidas proporcionadas, nomeadamente por meio da prevenção, deteção, correção e investigação de irregularidades e de fraudes, da recuperação de fundos perdidos, pagos indevidamente ou utilizados incorretamente e, se for caso disso, da imposição de sanções administrativas. Em especial, de acordo com o Regulamento (UE, Euratom) n.º 883/2013 e o Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96, o Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) pode realizar inquéritos administrativos, incluindo verificações e inspeções no local no intuito de verificar a existência de fraudes, atos de corrupção ou quaisquer outras infrações penais que prejudiquem os interesses financeiros da União. Em conformidade com o Regulamento (UE) 2017/1939, a Procuradoria Europeia pode investigar e instaurar ações penais em casos de fraude e outras atividades ilegais que prejudiquem os interesses financeiros da União, tal como se estabelece na Diretiva (UE) 2017/1371 do Parlamento Europeu e do Conselho26. Nos termos do Regulamento Financeiro, qualquer pessoa ou entidade que recebe fundos da União deve cooperar plenamente na proteção dos interesses financeiros da União, conceder os direitos e o acesso necessários à Comissão, ao OLAF e ao Tribunal de Contas Europeu e assegurar que quaisquer terceiros envolvidos na execução dos fundos da União concedem direitos equivalentes.

(50)  Em conformidade com o Regulamento Financeiro21, o Regulamento (UE, Euratom) n.º 883/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho22, o Regulamento (Euratom, CE) n.º 2988/95 do Conselho23, o Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96 do Conselho24 e o Regulamento (UE) 2017/1939 do Conselho25, os interesses financeiros da União devem ser protegidos através de medidas proporcionadas, nomeadamente por meio da prevenção, deteção, correção e investigação de irregularidades e de fraudes, da recuperação de fundos perdidos, pagos indevidamente ou utilizados incorretamente e, se for caso disso, da imposição de sanções administrativas e/ou penais. Em especial, de acordo com o Regulamento (UE, Euratom) n.º 883/2013 e o Regulamento (Euratom, CE) n.º 2185/96, o Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) pode realizar inquéritos administrativos, incluindo verificações e inspeções no local no intuito de verificar a existência de fraudes, atos de corrupção ou quaisquer outras infrações penais que prejudiquem os interesses financeiros da União. Em conformidade com o Regulamento (UE) 2017/1939, a Procuradoria Europeia pode investigar e instaurar ações penais em casos de fraude e outras atividades ilegais que prejudiquem os interesses financeiros da União, tal como se estabelece na Diretiva (UE) 2017/1371 do Parlamento Europeu e do Conselho26. Nos termos do Regulamento Financeiro, qualquer pessoa ou entidade que recebe fundos da União deve cooperar plenamente na proteção dos interesses financeiros da União, conceder os direitos e o acesso necessários à Comissão, ao OLAF e ao Tribunal de Contas Europeu e assegurar que quaisquer terceiros envolvidos na execução dos fundos da União concedem direitos equivalentes. Os Estados-Membros devem cooperar plenamente e prestar toda a assistência necessária às instituições, às agências e aos organismos da União na proteção dos interesses financeiros da União. Os resultados das investigações sobre irregularidades ou fraudes relacionadas com o Fundo devem ser disponibilizados ao Parlamento Europeu.

_________________

_________________

21 JO C ... de ..., p. ....

21 JO C ... de ..., p. ....

22 JO C ... de ..., p. ....

22 JO C ... de ..., p. ....

23 Regulamento (Euratom, CE) n.º 2988/95 do Conselho, de 18 de dezembro de 1995, relativo à proteção dos interesses financeiros das Comunidades Europeias (JO L 312 de 23.12.1995, p. 1).

23 Regulamento (Euratom, CE) n.º 2988/95 do Conselho, de 18 de dezembro de 1995, relativo à proteção dos interesses financeiros das Comunidades Europeias (JO L 312 de 23.12.1995, p. 1).

24 JO C ... de ..., p. ....

24 JO C ... de ..., p. ....

25 Regulamento (UE) 2017/1371 do Conselho, de 12 de outubro de 2017, que dá execução a uma cooperação reforçada para a instituição da Procuradoria Europeia (JO L 283 de 31.10.2017, p. 1).

25 Regulamento (UE) 2017/1371 do Conselho, de 12 de outubro de 2017, que dá execução a uma cooperação reforçada para a instituição da Procuradoria Europeia (JO L 283 de 31.10.2017, p. 1).

26 Diretiva (UE) 2017/1371 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de julho de 2017, relativa à luta contra a fraude lesiva dos interesses financeiros da União através do direito penal (JO L 198 de 28.7.2017, p. 29).

26 Diretiva (UE) 2017/1371 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de julho de 2017, relativa à luta contra a fraude lesiva dos interesses financeiros da União através do direito penal (JO L 198 de 28.7.2017, p. 29).

Alteração    56

Proposta de regulamento

Considerando 51-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(51-A)  Sempre que existam provas concludentes de que a legalidade dos projetos ou a legalidade e regularidade do financiamento ou de que a execução dos projetos sejam postas em dúvida na sequência de um parecer fundamentado da Comissão relativamente a uma infração nos termos do artigo 258.º do TFUE, a Comissão deve assegurar que não será disponibilizado financiamento a estes projetos.

Alteração    57

Proposta de regulamento

Considerando 53-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(53-A)  As organizações da sociedade civil, as autoridades locais e regionais e os parlamentos nacionais dos Estados-Membros e dos países terceiros devem ser consultados aquando do processo de programação, execução e avaliação dos programas financiados por este Fundo.

Alteração    58

Proposta de regulamento

Considerando 54

Texto da Comissão

Alteração

(54)  Nos termos dos pontos 22 e 23 do Acordo Interinstitucional sobre legislar melhor, de 13 de abril de 2016, é necessário avaliar o presente Fundo com base na informação recolhida através de requisitos específicos de acompanhamento, evitando simultaneamente uma regulamentação excessiva e encargos administrativos, em particular para os Estados-Membros. Estes requisitos, quando se justifique, podem incluir indicadores mensuráveis, como base para avaliar os efeitos do Fundo no terreno. A fim de avaliar as realizações do Fundo, devem ser estabelecidos indicadores comuns e as metas correspondentes relativamente a cada objetivo específico do Fundo. Por meio destes indicadores comuns e da comunicação de informações financeiras, a Comissão e os Estados-Membros devem acompanhar a execução do Fundo, em conformidade com as disposições pertinentes do Regulamento (UE) …/2021 do Parlamento Europeu e do Conselho [Regulamento Disposições Comuns] e do presente regulamento.

(54)  Nos termos dos pontos 22 e 23 do Acordo Interinstitucional sobre legislar melhor, de 13 de abril de 2016, é necessário avaliar o presente Fundo com base na informação recolhida através de requisitos específicos de acompanhamento, evitando simultaneamente uma regulamentação excessiva e encargos administrativos, em particular para os Estados-Membros. Estes requisitos, sempre que tal se justifique, podem incluir indicadores mensuráveis, designadamente indicadores qualitativos e quantitativos, como base para avaliar os efeitos do Fundo no terreno. A fim de avaliar as realizações do Fundo, devem ser estabelecidos indicadores comuns e as metas correspondentes relativamente a cada objetivo específico do Fundo. Por meio destes indicadores comuns e da comunicação de informações financeiras, a Comissão e os Estados-Membros devem acompanhar a execução do Fundo. Para poder exercer devidamente o seu papel de supervisão, a Comissão deverá poder determinar os montantes efetivamente despendidos pelo Fundo num determinado ano. Os Estados-Membros, na comunicação à Comissão das contas anuais dos seus programas nacionais, deverão, pois, fazer a distinção entre recuperação, pagamentos de pré-financiamento a beneficiários finais e reembolsos de despesas efetivamente incorridas. Para facilitar a auditoria e o acompanhamento da execução do Fundo, a Comissão deve incluir estes montantes no seu relatório anual de execução relativo ao Fundo, bem como os resultados do acompanhamento e da execução das ações do Fundo a nível local, regional, nacional e da União, inclusive os projetos e parceiros específicos. A Comissão deve apresentar anualmente ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma síntese dos relatórios anuais de desempenho aceites. Os relatórios que apresentam os resultados do acompanhamento e da execução das ações a título do Fundo, tanto a nível dos Estados-Membros, como a nível da União, devem ser disponibilizados ao público e apresentados ao Parlamento Europeu.

Alteração    59

Proposta de regulamento

Considerando 55

Texto da Comissão

Alteração

(55)  Refletindo a importância de combater as alterações climáticas em consonância com os compromissos da União de aplicar o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o presente Fundo contribuirá para integrar as ações climáticas e para atingir um objetivo global de utilizar 25 % das despesas orçamentais da UE para apoiar os objetivos em matéria de clima. Serão identificadas ações relevantes durante a elaboração e execução do Fundo, que serão reavaliadas no contexto das avaliações e processos de revisão relevantes.

(55)  Refletindo a importância de combater as alterações climáticas em consonância com os compromissos da União de aplicar o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o presente Fundo contribuirá para integrar as ações climáticas e para atingir um objetivo global de utilizar 25% das despesas orçamentais da UE para apoiar os objetivos em matéria de clima ao longo do QFP 2021-2027 e uma meta anual de 30 % o mais rapidamente possível, e o mais tardar até 2027. Serão identificadas ações relevantes durante a elaboração e execução do Fundo, que serão reavaliadas no contexto das avaliações e processos de revisão relevantes.

Alteração    60

Proposta de regulamento

Considerando 56

Texto da Comissão

Alteração

(56)  A fim de completar e alterar alguns elementos não essenciais do presente regulamento, o poder de adotar atos em conformidade com o artigo 290.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia deve ser delegado na Comissão no que respeita à lista de ações elegíveis para uma maior percentagem de cofinanciamento que estão indicadas no anexo IV, ao apoio operacional e à continuação do desenvolvimento do quadro comum de acompanhamento e avaliação. É particularmente importante que a Comissão proceda às consultas adequadas durante os trabalhos preparatórios, incluindo ao nível de peritos, e que essas consultas sejam realizadas em conformidade com os princípios estabelecidos no Acordo Interinstitucional, de 13 de abril de 2016, sobre legislar melhor.

(56)  A fim de completar e alterar alguns elementos não essenciais do presente regulamento, o poder de adotar atos em conformidade com o artigo 290.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia deve ser delegado na Comissão no que respeita aos programas de trabalho para o instrumento temático, à lista de ações elegíveis para apoio pelo instrumento constante do anexo III, à lista de ações elegíveis para uma maior percentagem de cofinanciamento que estão indicadas no anexo IV, ao apoio operacional previsto no anexo VII e à continuação do desenvolvimento do quadro comum de acompanhamento e avaliação. É particularmente importante que a Comissão proceda às consultas adequadas durante os trabalhos preparatórios, incluindo ao nível de peritos, e com organizações da sociedade civil, incluindo organizações de migrantes e de refugiados e que essas consultas sejam realizadas em conformidade com os princípios estabelecidos no Acordo Interinstitucional, de 13 de abril de 2016, sobre legislar melhor.

Alteração    61

Proposta de regulamento

Considerando 58

Texto da Comissão

Alteração

(58)  Uma vez que o objetivo do presente regulamento, ou seja, contribuir para uma gestão eficaz dos fluxos migratórios na União, em conformidade com a política comum em matéria de asilo e proteção internacional e com a política comum em matéria de imigração, não pode ser suficientemente alcançado pelos Estados-Membros isoladamente e pode ser mais bem alcançado a nível da União, esta pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade, consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade consagrado no mesmo artigo, o presente regulamento não excede o necessário para atingir aquele objetivo.

(58)  Uma vez que os objetivos do presente regulamento, ou seja, reforçar a solidariedade entre os Estados-Membros, contribuir para uma gestão eficaz dos fluxos migratórios e para a aplicação, o reforço e o desenvolvimento da política comum em matéria de asilo, de proteção subsidiária e de proteção temporária e da política comum em matéria de imigração, não podem ser suficientemente alcançados pelos Estados-Membros isoladamente e podem ser mais bem alcançados a nível da União, esta pode adotar medidas em conformidade com o princípio da subsidiariedade, consagrado no artigo 5.º do Tratado da União Europeia. Em conformidade com o princípio da proporcionalidade consagrado no mesmo artigo, o presente regulamento não excede o necessário para atingir aquele objetivo.

Alteração    62

Proposta de regulamento

Artigo 1 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O presente regulamento cria o Fundo para o Asilo e a Migração (a seguir designado por «Fundo»).

1.  O presente regulamento cria o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração (a seguir designado por «Fundo»).

Alteração    63

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

(a)  (a)  «Requerente de proteção internacional», o requerente tal como definido no artigo 2.°, ponto [x], do Regulamento (UE) .../... (Regulamento Procedimentos de Asilo)30;

(a)  «Requerente de proteção internacional», o requerente tal como definido no artigo 2.°, alínea c), da Diretiva 2013/32/UE;

__________________

 

30 JO C ... de ..., p. ....

 

Alteração    64

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

(b)  «Beneficiário de proteção internacional», a aceção prevista no artigo 2.º, ponto 2, do Regulamento (UE) .../... (Regulamento Condições a Preencher)31;

(b)  «Beneficiário de proteção internacional», a aceção prevista no artigo 2.°, alínea b), da Diretiva 2011/95/UE;

__________________

 

31 JO C ... de ..., p. ....

 

Alteração    65

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

(e)  (e)  «Admissão humanitária», a aceção prevista no artigo [2.°], do Regulamento (UE) .../... (Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários])32;

(e)  «Regime humanitário», a admissão no território dos Estados-Membros, provenientes de um país terceiro para o qual tenham sido deslocados, na sequência, se solicitado por um Estado-Membro, de uma indicação do ACNUR ou de outro organismo internacional competente, de nacionais de países terceiros ou apátridas a quem seja concedida proteção internacional ou estatuto humanitário ao abrigo do Direito nacional que preveja direitos e obrigações equivalentes aos previstos nos artigos 20.º a 32.º e no artigo 34.º da Diretiva 2011/95/UE para os beneficiários de proteção subsidiária;

_______________

 

32 JO C ... de ..., p. ....

 

Alteração    66

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

(g)  «Reinstalação», a aceção prevista no artigo [2.°], do Regulamento (UE) .../... (Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários]);

(g)  «Reinstalação», a admissão no território dos Estados-Membros, na sequência de indicações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados («ACNUR»), de nacionais de países terceiros ou apátridas provenientes de um país terceiro para o qual tenham sido deslocados, aos quais é concedida proteção internacional e dado acesso a uma solução duradoura, em conformidade com o Direito da União e o Direito nacional;

Alteração    67

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – alínea j-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(j-A)  «Menor não acompanhado», um menor que entre no território dos Estados-Membros não acompanhado por um adulto que, por força da lei ou das práticas do Estado-Membro em questão, se responsabilize por ele e enquanto não estiver efetivamente a cargo desse adulto, inclusive um menor que fique sozinho após a entrada no território dos Estados-Membros.

Alteração    68

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O Fundo tem por objetivo geral contribuir para uma gestão eficaz dos fluxos migratórios, em conformidade com o acervo da UE pertinente e no respeito dos compromissos da União em matéria de direitos fundamentais.

1.  O Fundo tem por objetivo geral contribuir para a aplicação, o reforço e desenvolvimento de todos os aspetos da política comum em matéria de asilo nos termos do artigo 78.º do TFUE e da política comum europeia em matéria de imigração nos termos do artigo 79.º do TFUE, em consonância com o princípio da solidariedade e da repartição justa das responsabilidades, no pleno respeito das obrigações da União e dos Estados-Membros ao abrigo do Direito internacional e dos direitos e princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Alteração    69

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

(b)  Apoiar a migração legal para os Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros;

(b)  Reforçar e desenvolver as políticas de migração legal aos níveis da europeu e nacional, em função das necessidades económicas e sociais dos Estados-Membros;

Alteração    70

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

(c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

(c)  Contribuir para e promover a integração efetiva e a inclusão social dos nacionais de países terceiros, em complementaridade com outros fundos da UE.

Alteração    71

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(c-A)  Contribuir para a luta contra a migração ilegal e garantir que o regresso, a readmissão e a integração nos países terceiros sejam efetivos, seguros e dignos;

Alteração    72

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c-B) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(c-B)  Garantir a solidariedade e uma partilha de responsabilidades justa entre os Estados-Membros, em particular em relação aos mais afetados pelos desafios migratórios, inclusive através de uma cooperação prática.

Alteração    73

Proposta de regulamento

Artigo 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 3.º-A

 

Parceria

 

Para este fundo, as parcerias incluem, pelo menos, autoridades locais e regionais ou as suas associações representativas, as organizações internacionais pertinentes, organizações não governamentais, em especial as organizações de refugiados e migrantes, as instituições nacionais de defesa dos direitos humanos e os organismos para a promoção da igualdade, bem como os parceiros económicos e sociais.

 

Estes parceiros colaboram de forma significativa na preparação, execução, acompanhamento e avaliação dos programas.

Alteração    74

Proposta de regulamento

Artigo 4 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Relativamente aos objetivos referidos no artigo 3.º, e em conformidade com as medidas de execução indicadas no anexo II, o Fundo deve apoiar, em especial, as ações indicadas no anexo III.

1.  Em conformidade com as medidas de execução indicadas no anexo II, o Fundo deve apoiar ações que contribuam para a realização dos objetivos referidos no artigo 3.º e se encontrem indicadas no anexo III. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados, nos termos do artigo 32.º, para alterar a lista das ações elegíveis para apoio a título do Fundo constantes do anexo III.

Alteração    75

Proposta de regulamento

Artigo 4 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A fim de alcançar os objetivos do presente regulamento, o Fundo pode apoiar ações conformes com as prioridades da União indicadas no anexo III realizadas em países terceiros ou com estes relacionadas, se for caso disso, em conformidade com os artigos 5.° e 6.°.

2.  A fim de alcançar os objetivos referidos no artigo 3.º do presente regulamento, o Fundo pode, em casos excecionais, no quadro de limites definidos e sujeito às devidas salvaguardas, apoiar ações conformes com as prioridades da União indicadas no anexo III realizadas em países terceiros ou com estes relacionadas, se for caso disso, em conformidade com os artigos 5.° e 6.°.

Alteração    76

Proposta de regulamento

Artigo 4 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Sem prejuízo do disposto no artigo 16.º, o montante total do financiamento destinado a apoiar ações em países terceiros ou com estes relacionadas ao abrigo do instrumento temático, nos termos do artigo 9.º, não deve ser superior a 5 % do montante total atribuído ao instrumento temático nos termos do artigo 8.º, n.º 2, alínea b).

Alteração    77

Proposta de regulamento

Artigo 4 – n.º 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  Sem prejuízo do disposto no artigo 16.º, o montante total do financiamento destinado a apoiar ações em países terceiros ou com estes relacionadas ao abrigo dos programas dos Estados-Membros, nos termos do artigo 13.º, não deve ser superior, para cada Estado-Membro, a 5 % do montante total atribuído ao Estado-Membro em causa, nos termos do artigo 8.º, n.º 2, alínea a), do artigo 11.º, n.º 1, e do anexo I.

Alteração    78

Proposta de regulamento

Artigo 4 – n.º 2-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-C.  As ações apoiadas em virtude do presente número devem ser totalmente coerentes com as medidas apoiadas através dos instrumentos de financiamento externo da União e com os princípios e os objetivos gerais da ação externa da União.

Alteração    79

Proposta de regulamento

Artigo 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 4.º-A

 

Igualdade de género e não discriminação

 

A Comissão e os Estados-Membros devem velar por que a igualdade de género e a integração da perspetiva de género sejam incorporadas e promovidas nas diversas fases de execução do Fundo. A Comissão e os Estados-Membros devem tomar todas as medidas necessárias para evitar qualquer discriminação em razão do sexo, da raça, da cor, da origem étnica ou social, das características genéticas, da língua, da religião ou crença, das opiniões políticas ou outras, da pertença a uma minoria nacional, da riqueza, do nascimento, da deficiência, da idade ou da orientação sexual no acesso ao Fundo e nas várias fases de execução do Fundo.

Alteração    80

Proposta de regulamento

Artigo 5 – parágrafo 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

O Fundo deve ser aberto à participação de países terceiros, em conformidade com as condições estabelecidas num acordo específico, que preveja a participação do país terceiro no Fundo para o Asilo e a Migração, desde que o acordo:

O Fundo deve ser aberto à participação de países terceiros associados a Schengen, em conformidade com as condições estabelecidas num acordo específico, a celebrar nos termos do artigo 218.º do TFUE, que preveja a participação do país terceiro no Fundo, desde que o acordo:

Alteração    81

Proposta de regulamento

Artigo 5 – parágrafo 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Ao elaborar o acordo específico a que se refere o presente artigo, a Comissão deve consultar a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, em particular no que diz respeito aos aspetos do acordo relacionados com os direitos fundamentais.

Alteração    82

Proposta de regulamento

Artigo 6 – n.º 1 – alínea a) – subalínea 3

Texto da Comissão

Alteração

(3)  Um país terceiro indicado no programa de trabalho ao abrigo das condições nele especificadas;

(3)  Um país terceiro indicado no programa de trabalho ao abrigo das condições nele especificadas, e desde que que todas as ações realizadas nesse país terceiro, por esse país terceiro ou com ele relacionadas respeitem plenamente os direitos e princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, bem como as obrigações internacionais da União e dos Estados-Membros.

Alteração    83

Proposta de regulamento

Artigo 6 – n.º 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

(b)  Qualquer entidade jurídica criada ao abrigo do direito da União ou qualquer organização internacional.

(b)  Qualquer entidade jurídica criada ao abrigo do direito da União ou qualquer organização internacional pertinente.

Alteração    84

Proposta de regulamento

Artigo 6 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  As entidades jurídicas estabelecidas num país terceiro são elegíveis excecionalmente para participar, se tal for necessário para alcançar os objetivos de uma determinada ação.

Suprimido

Justificação

As disposições do artigo 5.º preveem a participação de países terceiros no Fundo. Não se afigura adequada qualquer outra participação de entidades de países terceiros.

Alteração    85

Proposta de regulamento

Artigo 6 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  As entidades jurídicas que participam em consórcios de, pelo menos, duas entidades independentes estabelecidas em diferentes Estados-Membros ou diferentes países ou territórios ultramarinos ligados a esses Estados ou países terceiros, são elegíveis.

4.  As entidades jurídicas que participam em consórcios de, pelo menos, duas entidades independentes estabelecidas em diferentes Estados-Membros ou diferentes países ou territórios ultramarinos ligados a esses Estados, são elegíveis sempre que tal contribua para a realização dos objetivos do Fundo, tal como previsto no artigo 3.º do presente regulamento.

Alteração    86

Proposta de regulamento

Artigo 7 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O apoio concedido por força do presente regulamento deve complementar a intervenção nacional, regional e local, e contribuir com valor acrescentado para os objetivos do presente regulamento.

1.  O apoio concedido por força do presente regulamento complementa a intervenção nacional, regional e local, e contribui com valor acrescentado para a União para os objetivos do presente regulamento.

Alteração    87

Proposta de regulamento

Artigo 7 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Comissão e os Estados-Membros devem assegurar que o apoio concedido ao abrigo do presente regulamento e pelos Estados-Membros é coerente com as atividades, políticas e prioridades pertinentes da União e que é complementar a outros instrumentos da União.

2.  A Comissão e os Estados-Membros asseguram que o apoio concedido ao abrigo do presente regulamento e pelos Estados-Membros é coerente com as atividades, políticas e prioridades pertinentes da União e que é complementar e coordenado com os instrumentos nacionais e outros instrumentos da União e medidas financiadas ao abrigo de outros fundos da União, em especial os fundos estruturais e os instrumentos de financiamento externo da União.

Alteração    88

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O enquadramento financeiro para a execução do Fundo para o período compreendido entre 2021 e 2027 é de 10 415 000 000 EUR, a preços correntes.

1.  O enquadramento financeiro para a execução do Fundo para o período compreendido entre 2021 e 2027 é de 9 204 957 000 EUR, a preços correntes.

Alteração    89

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

(a)  6 249 000 000 EUR são atribuídos aos programas executados em regime de gestão partilhada;

(a)  5 522 974 200 EUR a preços de 2018 (6 249 000 000 EUR a preços correntes) são atribuídos aos programas executados em regime de gestão partilhada;

Alteração    90

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

(b)  4 166 000 000 EUR são atribuídos ao instrumento temático.

(b)  3 681 982 800 EUR a preços de 2018 (4 166 000 000 EUR a preços correntes) são atribuídos ao instrumento temático.

Alteração    91

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Até 0,42 % do enquadramento financeiro é atribuído à assistência técnica por iniciativa da Comissão, como referido no artigo 29.° do Regulamento (UE) .../… [Regulamento Disposições Comuns].

3.  Até 0,42 % do enquadramento financeiro é atribuído à assistência técnica por iniciativa da Comissão.

Alteração    92

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 1 – parágrafo 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Apoio aos Estados-Membros que contribuem para os esforços de solidariedade e de partilha das responsabilidades; e

e)  Apoio aos Estados-Membros, nomeadamente às autoridades locais e regionais, bem como a organizações internacionais e não governamentais, que contribuem para os esforços de solidariedade; e

Alteração    93

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O financiamento a partir do instrumento temático é consagrado a prioridades com elevado valor acrescentado para a União ou serve para responder a necessidades urgentes, no respeito das prioridades da União acordadas como indicado no anexo II.

2.  O financiamento a partir do instrumento temático é consagrado a prioridades com elevado valor acrescentado para a União ou serve para responder a necessidades urgentes, no respeito das prioridades da União acordadas, como indicado no anexo II, e através das ações elegíveis constantes do anexo III. A Comissão assegura um diálogo regular com as organizações da sociedade civil na preparação, execução, monitorização e avaliação dos programas de trabalho.

 

Pelo menos 20 % dos fundos do instrumento temático são atribuídos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea a).

 

Pelo menos 10% dos fundos do instrumento temático são atribuídos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea b).

 

Pelo menos 10% dos fundos do instrumento temático são atribuídos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea c).

 

Pelo menos 10% dos fundos do instrumento temático são atribuídos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea c-B).

Alteração    94

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Quando o financiamento a partir do instrumento temático é concedido aos Estados-Membros em regime de gestão direta ou indireta, estes devem assegurar que os projetos selecionados não são afetados por um parecer fundamentado emitido pela Comissão a respeito de uma infração a título do artigo 258.° do TFUE, que coloque em risco a legalidade e regularidade das despesas ou a execução dos projetos.

3.  Quando o financiamento a partir do instrumento temático é concedido aos Estados-Membros em regime de gestão direta ou indireta, não é disponibilizado financiamento para projetos sempre que existam provas concludentes de que a legalidade desses projetos ou a legalidade e regularidade desse financiamento ou a execução desses projetos sejam postas em dúvida, na sequência de um parecer fundamentado emitido pela Comissão a respeito de uma infração a título do artigo 258.º do TFUE.

Alteração    95

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Quando o financiamento a partir do instrumento temático é executado em regime de gestão partilhada, a Comissão assegura, para efeitos do artigo 18.°, e do artigo 19.°, n.° 2, do Regulamento (UE) ... /... [Regulamento Disposições Comuns] que as ações previstas não são afetadas por um parecer fundamentado emitido pela Comissão a respeito de uma infração a título do artigo 258.° do TFUE, que coloque em risco a legalidade e regularidade das despesas ou a execução dos projetos.

4.  Quando o financiamento a partir do instrumento temático é executado em regime de gestão partilhada, a Comissão assegura que não é disponibilizado financiamento para projetos sempre que existam provas concludentes de que a legalidade desses projetos ou a legalidade e regularidade desse financiamento ou a execução desses projetos sejam postas em dúvida, na sequência de um parecer fundamentado emitido pela Comissão a respeito de uma infração a título do artigo 258.º do TFUE.

Alteração    96

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  A Comissão determina o montante global colocado à disposição do instrumento temático no quadro das dotações anuais do orçamento da União. A Comissão adota as decisões de financiamento, como referido no artigo [110.°] do Regulamento Financeiro, respeitantes ao instrumento temático, identificando objetivos e ações a apoiar e fixando os montantes para cada uma das suas componentes, como referido no n.° 1. As decisões de financiamento devem estabelecer, quando aplicável, o montante global reservado para as operações de financiamento misto.

5.  A Comissão determina o montante global colocado à disposição do instrumento temático no quadro das dotações anuais do orçamento da União. A Comissão adota atos delegados nos termos do artigo 32.º, para estabelecer programas de trabalho respeitantes ao instrumento temático, identificando objetivos e ações a apoiar e fixando os montantes para cada uma das suas componentes, como referido no n.º 1. Os programas de trabalho são disponibilizados ao público.

Alteração    97

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O instrumento temático apoia, em especial, as ações abrangidas pela medida de execução 2.b do anexo II que são executadas pelas autoridades locais e regionais ou pelas organizações da sociedade civil.

6.  O instrumento temático apoia, em especial, as ações abrangidas pela medida de execução 2.a do anexo II que são executadas pelas autoridades locais e regionais ou pelas organizações da sociedade civil. Neste contexto, pelo menos 5% do enquadramento financeiro do instrumento temático é atribuído, em regime de gestão direta ou indireta, às autoridades locais e regionais que dão execução às ações de integração.

Alteração    98

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 7

Texto da Comissão

Alteração

7.  Na sequência da adoção da decisão de financiamento a que se refere o n.º 5, a Comissão pode alterar em conformidade os programas executados em regime de gestão partilhada.

7.  Na sequência da adoção de programas de trabalho a que se refere o n.º 5, a Comissão pode alterar em conformidade os programas executados em regime de gestão partilhada.

Alteração    99

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 8

Texto da Comissão

Alteração

8.  Estas decisões de financiamento podem ser anuais ou plurianuais e podem cobrir uma ou mais componentes do instrumento temático.

8.  Estes programas de trabalho podem ser anuais ou plurianuais e podem cobrir uma ou mais componentes do instrumento temático.

Alteração    100

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O apoio concedido a título desta secção é executado em regime de gestão partilhada, em conformidade com o artigo [63.°] do Regulamento Financeiro e com o Regulamento (UE) .../... [Regulamento Disposições Comuns].

2.  O apoio concedido a título desta secção é executado em regime de gestão partilhada, em conformidade com o artigo [63.°] do Regulamento Financeiro e o quadro que estabelece as regras financeiras comuns a vários fundos da União, designadamente o FAMI.

Alteração    101

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A contribuição do orçamento da União não pode exceder 75 % do total das despesas elegíveis de um projeto.

1.  A contribuição do orçamento da União não pode exceder 75% do total das despesas elegíveis de um projeto. Os Estados-Membros são incentivados a disponibilizarem verbas ajustadas às atividades apoiadas pelo Fundo.

Alteração    102

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A contribuição do orçamento da União pode elevar-se até 90 % do total das despesas elegíveis para projetos executados no quadro das ações indicadas no anexo IV.

3.  A contribuição do orçamento da União é aumentada até um mínimo de 80 % do total das despesas elegíveis para projetos executados no quadro das ações indicadas no anexo IV.

Alteração    103

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Cada Estado-Membro deve assegurar que as prioridades constantes do seu programa são compatíveis com as prioridades da União e dão resposta aos desafios no domínio da gestão da migração, e que respeitam plenamente o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas. Na definição das prioridades dos seus programas, os Estados-Membros devem assegurar que as medidas de execução indicadas no anexo II são tratadas de forma adequada.

1.  Os Estados-Membros e a Comissão asseguram que as prioridades constantes do programa nacional são compatíveis com as prioridades da União e dão resposta aos desafios no domínio da gestão do asilo e da migração e respeitam plenamente o acervo da União pertinente, bem como as prioridades da União e dos Estados-Membros decorrentes de instrumentos internacionais de que sejam signatários, em particular a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Na definição das prioridades dos seus programas, os Estados-Membros devem assegurar que as medidas de execução indicadas no anexo II são tratadas de forma adequada. Neste contexto, os Estados-Membros atribuem, pelo menos, 20 % dos fundos que lhes são concedidos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea a).

 

Os Estados-Membros atribuem, pelo menos, 10% dos fundos que lhes são concedidos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea b).

 

Os Estados-Membros atribuem, pelo menos, 10% dos fundos que lhes são concedidos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea c).

 

Os Estados-Membros atribuem, pelo menos, 10% dos fundos que lhes são concedidos ao objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, primeiro parágrafo, alínea c-B).

Alteração    104

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  Os Estados-Membros asseguram, além disso, que os seus programas incluem medidas destinadas a tratar todos os objetivos específicos do Fundo a que se refere o artigo 3.º, n.º 2, e que a afetação dos recursos a esses objetivos garantem a sua concretização. Ao avaliar os programas dos Estados-Membros, a Comissão assegura que não é disponibilizado financiamento a projetos sempre que existam provas concludentes de que a legalidade desses projetos ou a legalidade e regularidade desse financiamento ou a execução desses projetos sejam postas em dúvida, na sequência de um parecer fundamentado da Comissão a respeito de uma infração a título do artigo 258.º do TFUE.

Alteração    105

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Comissão deve assegurar que a Agência da União Europeia para o Asilo a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira são associadas desde o início ao processo de elaboração dos programas, no que diz respeito aos seus domínios de competência. A Comissão deve consultar a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a Agência da União Europeia para o Asilo sobre os projetos de programas, a fim de assegurar a coerência e a complementaridade entre as ações das Agências e as ações dos Estados-Membros.

2.  A Comissão assegura que o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira são associadas desde o início ao processo de elaboração dos programas, no que diz respeito aos seus domínios de competência. A Comissão consulta a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo sobre os projetos de programas, a fim de assegurar a coerência e a complementaridade entre as ações das Agências e as ações dos Estados-Membros.

Alteração    106

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Comissão pode associar a Agência da União Europeia para o Asilo e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira às tarefas de acompanhamento e avaliação previstas na secção 5 se adequado, em especial para assegurar que as ações realizadas com o apoio do Fundo respeitam o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas.

3.  A Comissão pode associar o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e o ACNUR às tarefas de acompanhamento e avaliação previstas na secção 5 se adequado, em especial para assegurar que as ações realizadas com o apoio do Fundo respeitam o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas;

Alteração    107

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Na sequência de um exercício de monitorização realizado em conformidade com o Regulamento (UE) [ ../..] [Regulamento relativo à criação da Agência da União Europeia para o Asilo], ou da adoção de recomendações em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento, o Estado-Membro em causa deve analisar, em conjunto com a Comissão e, se for caso disso, com a Agência da União Europeia para o Asilo e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o seguimento a dar às conclusões do relatório, nomeadamente às eventuais deficiências ou problemas de capacidade e de preparação, devendo dar execução às recomendações através do seu programa.

4.  Na sequência de todo e qualquer exercício de monitorização realizado ou da adoção de recomendações em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento, o Estado-Membro em causa deve analisar, em conjunto com a Comissão e, se for caso disso, com a Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o seguimento a dar às conclusões do relatório, nomeadamente às eventuais deficiências ou problemas de capacidade e de preparação, devendo dar execução às recomendações através do seu programa.

Alteração    108

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Se necessário, o programa em causa deve ser alterado, a fim de ter em conta as recomendações a que se refere o n.° 4. Em função do impacto do ajustamento, o programa revisto pode ser aprovado pela Comissão.

5.  Se necessário, o programa em causa deve ser alterado, a fim de ter em conta as recomendações a que se refere o n.º 4 e os progressos na consecução dos objetivos e das metas, de acordo com os relatórios anuais de desempenho, a que se refere o artigo 30.º, n.º 2, alínea a). Em função do impacto do ajustamento, o programa revisto pode ser aprovado pela Comissão.

Alteração    109

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 7-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

7-A.  Os programas nacionais podem permitir a inclusão, nas ações referidas no ponto 3-A do anexo III, de familiares diretos de pessoas abrangidas pelo grupo-alvo a que se refere o referido ponto, desde que tal seja necessário para a execução efetiva dessas ações.

Alteração    110

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 8

Texto da Comissão

Alteração

8.  Sempre que um Estado-Membro decida executar projetos com um país terceiro ou no território deste último através do apoio do Fundo, deve consultar previamente a Comissão antes de iniciar o projeto.

8.  Sem prejuízo do disposto no artigo 4.º, n.º 2, segundo parágrafo, sempre que um Estado-Membro decida executar projetos com um país terceiro ou no território deste último através do apoio do Fundo, deve solicitar previamente a aprovação da Comissão antes de iniciar o projeto. A Comissão assegura a complementaridade e a coerência dos projetos previstos com outras ações da União e dos Estados-Membros empreendidas ou em relação com o país terceiro em causa e verifica se são cumpridas as condições estabelecidas no artigo 6.º, n.º 1, alínea a), ponto 3.

Alteração    111

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 9

Texto da Comissão

Alteração

9.  A programação a que se refere o artigo 17.°, n.° 5, do Regulamento (UE).../2021 [Regulamento Disposições Comuns] deve ter por base os tipos de intervenção indicados no quadro 1 do anexo VI.

9.  Cada programa define para cada objetivo específico os tipos de intervenção, em conformidade com o quadro 1 do anexo VI e faculta uma repartição indicativa dos recursos programados por tipo de intervenção ou domínio de apoio.

Alteração    112

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 9-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

9-A.  Os Estados-Membros publicam o respetivo programa num sítio Web específico e transmitem-nos ao Parlamento Europeu e ao Conselho. Esse sítio Web deve indicar as ações apoiadas no âmbito da execução do programa e elencar os beneficiários. Deve ser atualizado regularmente e, pelo menos, no momento da publicação do relatório anual sobre o desempenho referido no artigo 30.º.

Alteração    113

Proposta de regulamento

Artigo 14 – n.º -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1.  Os programas serão sujeitos a uma revisão intercalar e a uma avaliação nos termos do artigo 29.º do presente regulamento.

Alteração    114

Proposta de regulamento

Artigo 14 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Em 2024, a Comissão deve atribuir aos programas dos Estados-Membros em causa o montante adicional a que se refere o artigo 11.°, n.º 1, alínea b), em conformidade com os critérios indicados no anexo I, ponto 1b), ao ponto 5. O financiamento será efetivo para o período a contar do ano civil de 2025.

1.  Até ao final de 2024, e após ter informado o Parlamento Europeu, a Comissão deve atribuir aos programas dos Estados-Membros em causa o montante adicional a que se refere o artigo 11.°, n.º 1, alínea b), em conformidade com os critérios indicados no anexo I, ponto 1b), ao ponto 5. O financiamento será efetivo para o período a contar do ano civil de 2025.

Alteração    115

Proposta de regulamento

Artigo 14 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Se, pelo menos, 10 % da dotação inicial de um dos programas referidos no artigo 11.°, n.º 1, alínea a), não tiver sido objeto de pedidos de pagamento apresentados em conformidade com o artigo [85.°] do Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns], o Estado-Membro em causa não é elegível para receber a dotação adicional para o seu programa indicada no n.º 1.

2.  Se, pelo menos, 30 % da dotação inicial de um dos programas referidos no artigo 11.°, n.º 1, alínea a), não tiver sido objeto de pedidos de pagamento, o Estado-Membro em causa não é elegível para receber a dotação adicional para o seu programa indicada no n.º 1.

Alteração    116

Proposta de regulamento

Artigo 14 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A partir de 2025, a repartição dos fundos do instrumento temático tem em conta, se for caso disso, os progressos realizados para alcançar os objetivos intermédios do quadro sobre o desempenho a que se refere o artigo [12.°] do Regulamento (UE) …/… [Regulamento Disposições Comuns], bem como as lacunas identificadas na execução.

3.  A partir de 2025, a repartição dos fundos do instrumento temático tem em conta os progressos realizados para alcançar os objetivos intermédios do quadro sobre o desempenho, bem como as lacunas identificadas na execução.

Alteração    117

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  As ações específicas são constituídas por projetos transnacionais ou nacionais para os quais, em consonância com os objetivos do presente regulamento, um, vários ou todos os Estados-membros são suscetíveis de receber uma dotação adicional para os respetivos programas.

1.  As ações específicas são constituídas por projetos transnacionais ou nacionais com valor acrescentado para a União, em consonância com os objetivos do presente regulamento, um, vários ou todos os Estados-membros são suscetíveis de receber uma dotação adicional para os respetivos programas.

Alteração    118

Proposta de regulamento

Artigo 16

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 16.º

Suprimido

Recursos destinados ao Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários]

 

1.  Para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), os Estados-Membros recebem uma contribuição de 10 000 EUR por cada pessoa reinstalada, em conformidade com o regime específico de reinstalação da União. Essa contribuição deve revestir a forma de financiamento não associado aos custos, em conformidade com o artigo [125.º] do Regulamento Financeiro.

 

2.  O montante que se refere o n.º 1 deve ser atribuído aos Estados-Membros através da alteração dos respetivos programas, desde que a pessoa para a qual a contribuição é atribuída tenha sido efetivamente reinstalada em conformidade com o Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários]

 

3.  O financiamento não deve ser utilizado para outras ações do programa, exceto em circunstâncias devidamente justificadas e aprovadas pela Comissão na sequência da alteração do programa.

 

4.  Os Estados-Membros devem conservar as informações necessárias à identificação correta das pessoas reinstaladas, bem como a data da sua reinstalação.

 

Alteração    119

Proposta de regulamento

Artigo 16-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 16.º-A

 

Recursos destinados à reinstalação e à admissão por motivos humanitários

 

1. Para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), os Estados-Membros recebem de dois em dois anos um montante suplementar com base num montante fixo de 10 000 EUR por cada pessoa admitida através de reinstalação.

 

2. Para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), os Estados-Membros recebem de dois em dois anos um montante suplementar com base num montante fixo de 6 000 EUR por cada pessoa admitida através de regimes de admissão por motivos humanitários.

 

3. Se adequado, os Estados-Membros podem também ser elegíveis para receber montantes fixos pelos familiares das pessoas referidas no n.º 1, com vista a assegurar a unidade familiar.

 

4. O montante suplementar referido nos n.os 1 e 2 é atribuído aos Estados-Membros de dois em dois anos, pela primeira vez por uma decisão individual de financiamento que aprova o respetivo programa nacional, e, posteriormente, por uma decisão de financiamento a anexar à decisão de aprovação do respetivo programa nacional.

 

5. Tendo em conta as taxas de inflação atuais e a evolução pertinente no domínio da reinstalação, bem como os fatores suscetíveis de otimizar a utilização do incentivo financeiro obtido graças ao montante fixo, e dentro dos limites dos recursos disponíveis, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 32.º para ajustar, se necessário, o montante fixo referido nos n.os 1 e 2 do presente artigo.

Alteração    120

Proposta de regulamento

Artigo 17

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 17.º

Suprimido

Recursos destinados a apoiar a aplicação do Regulamento .../... [Regulamento de Dublim]

 

1. Um Estado-Membro deve receber, para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), uma contribuição de [10 000 EUR por cada requerente de proteção internacional pelo qual esse Estado-Membro se torne responsável a partir do momento em que se confronte circunstâncias difíceis na aceção do Regulamento (UE) .../... [Regulamento de Dublim].

 

2. Um Estado-Membro deve receber, para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), uma contribuição de [10 000] EUR por cada requerente de proteção internacional atribuído a um Estado-Membro que exceda a parte proporcional que lhe corresponda.

 

3. Um Estado-Membro referido nos n.os 1 e 2, deve receber uma contribuição adicional de [10 000] EUR por cada requerente a quem foi concedida proteção internacional, tendo em vista a aplicação de medidas de integração.

 

4. Um Estado-Membro referido nos n.os 1 e 2, deve receber uma contribuição adicional de [10 000] EUR por cada pessoa em relação à qual o Estado-Membro pode determinar, com base na atualização do conjunto dos dados a que se refere o artigo 11.º, alínea d), do Regulamento (UE) .../... [Regulamento Eurodac] que a pessoa saiu do seu território, de forma voluntária ou forçada, por força de uma decisão de regresso ou de afastamento.

 

5. Um Estado-Membro deve receber, para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), uma contribuição de [500] EUR por cada requerente de proteção internacional transferido de um Estado-Membro para outro, por cada requerente transferido em aplicação do artigo 34.º, n.º 1, alínea c), subalínea i), do Regulamento (UE) .../... [Regulamento de Dublim] e, se aplicável, por cada requerente transferido em aplicação do artigo 34.º, alínea g), subalínea j), do Regulamento (UE) .../... [Regulamento de Dublim].

 

6. Os montantes indicados neste artigo devem revestir a forma de financiamento não associado aos custos, em conformidade com o artigo [125.º] do Regulamento Financeiro.

 

7. Os montantes adicionais indicados nos n.os 1 a 5 deste artigo são atribuídos aos Estados-Membros através dos seus programas, desde que a pessoa em relação à qual a contribuição é atribuída tenha sido, se aplicável, efetivamente transferida para um Estado-Membro, tenha sido objeto de um regresso efetivo ou tenha sido registada como requerente no Estado-Membro responsável por força do Regulamento (UE) .../... [Regulamento de Dublim].

 

8. Este financiamento não deve ser utilizado para outras ações do programa, exceto em circunstâncias devidamente justificadas e aprovadas pela Comissão na sequência da alteração do programa.

 

Alteração    121

Proposta de regulamento

Artigo 17-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 17.º-A

 

Recursos destinados a apoiar a aplicação do Regulamento (UE) n.º 604/2013

 

1. Para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), do presente regulamento, o Estado-Membro que procede à determinação do Estado-Membro responsável recebe o reembolso dos custos de acolhimento de um requerente de proteção internacional desde o momento em que é apresentado o pedido até à transferência do requerente para o Estado-Membro responsável, ou até que o Estado-Membro que procede à determinação do Estado-Membro responsável assuma a responsabilidade pelo requerente, em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 604/2013.

 

2. Para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), do presente regulamento, o Estado-Membro que procede à transferência recebe o reembolso dos custos necessários para transferir um requerente ou outra pessoa, tal como referido no artigo 18.º, n.º 1, alíneas c) e d), do Regulamento (UE) n.º 604/2013.

 

3. Para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), do presente regulamento, cada Estado-Membro recebe um montante fixo de 10 000 EUR por cada menor não acompanhado que beneficie de proteção internacional nesse Estado-Membro, desde que o Estado-Membro em causa não seja elegível para receber um montante fixo por esse menor não acompanhado nos termos do artigo 16.º, n.º 1.

 

4. O reembolso indicado no presente artigo deve revestir a forma de financiamento, em conformidade com o artigo 125.º do Regulamento Financeiro.

 

5. O reembolso indicado no n.º 2 do presente artigo é atribuído aos Estados-Membros através dos seus programas, desde que a pessoa pela qual o reembolso é atribuído tenha sido efetivamente transferida para um Estado-Membro por força do Regulamento (UE) n.º 604/2013.

Alteração    122

Proposta de regulamento

Artigo 17-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 17.º-B

 

Recursos para a transferência de requerentes ou beneficiários de proteção internacional

 

1. Tendo em vista a aplicação do princípio da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades, para além da sua dotação calculada em conformidade com o artigo 11.º, n.º 1, alínea a), os Estados-Membros recebem um montante suplementar com base num montante fixo de 10 000 EUR por cada requerente ou beneficiário de proteção internacional transferido de outro Estado-Membro.

 

2. Os Estados-Membros podem também ser elegíveis para receber montantes fixos pelos familiares das pessoas referidas no n.º 1, se adequado, desde que esses familiares tenham sido transferidos nos termos do presente regulamento.

 

3. Os montantes suplementares referidos no n.º 1 são atribuídos aos Estados-Membros, pela primeira vez por uma decisão individual de financiamento que aprova o respetivo programa nacional, e, posteriormente, por uma decisão de financiamento a anexar à decisão de aprovação do respetivo programa nacional. Este financiamento não deve ser utilizado para outras ações do programa, exceto em circunstâncias devidamente justificadas e aprovadas pela Comissão na sequência da alteração do programa.

 

4. Para realizar com eficácia os objetivos de solidariedade e de partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros a que se refere o artigo 80.º do TFUE, e tendo em conta as taxas de inflação atuais e a evolução pertinente no domínio da transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional de um Estado-Membro para outro e no domínio da reinstalação e de outros programas ad hoc de admissão humanitária, bem como os fatores suscetíveis de otimizar a utilização do incentivo financeiro obtido graças ao montante fixo, e dentro dos limites dos recursos disponíveis, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 32.º para ajustar, se necessário, o montante fixo referido no n.º 1 do presente artigo.

Alteração    123

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Um Estado-Membro pode utilizar até 10 % do montante atribuído ao seu programa a título do Fundo para financiar o apoio operacional ao abrigo dos objetivos a que se refere o artigo 3.º, n.º 2, alíneas a) e c).

2.  Um Estado-Membro pode utilizar até 10 % do montante atribuído ao seu programa a título do Fundo para financiar o apoio operacional ao abrigo dos objetivos a que se refere o artigo 3.º, n.º 2.

Alteração    124

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Os Estados-Membros que utilizem o apoio operacional devem respeitar o acervo da União em matéria de asilo e regresso.

3.  Os Estados-Membros que utilizem o apoio operacional devem respeitar o acervo da União em matéria de asilo e imigração e respeitar plenamente os direitos e princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Alteração    125

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Os Estados-Membros devem justificar no programa e no relatório anual de desempenho a que se refere o artigo 30.º, o recurso ao apoio operacional para realizar os objetivos do presente regulamento. Antes da aprovação do programa, a Comissão deve avaliar, em conjunto com a Agência da União Europeia para o Asilo e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, em conformidade com o artigo 13.º, a situação de referência dos Estados-Membros que manifestaram a intenção de recorrer ao apoio operacional. A Comissão deve ter em conta as informações comunicadas por esses Estados-Membros e, se aplicável, as informações disponíveis no quadro dos exercícios de monitorização, realizados em conformidade com o Regulamento (UE) .../... [Regulamento relativo à criação da Agência da União Europeia para o Asilo] e com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento.

4.  Os Estados-Membros devem justificar no programa e no relatório anual de desempenho a que se refere o artigo 30.º, o recurso ao apoio operacional para realizar os objetivos do presente regulamento. Antes da aprovação do programa, a Comissão deve avaliar, em conjunto com o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, em conformidade com o artigo 13.º, a situação de referência dos Estados-Membros que manifestaram a intenção de recorrer ao apoio operacional. A Comissão deve ter em conta as informações comunicadas por esses Estados-Membros e, se aplicável, as informações disponíveis no quadro dos exercícios de monitorização, realizados pelo Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento.

Alteração    126

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  O apoio operacional deve incidir sobre tarefas e serviços específicos, tal como definidos no anexo VII.

5.  O apoio operacional deve incidir sobre ações elegíveis, tal como definidas no anexo VII.

Alteração    127

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Para fazer face a circunstâncias novas ou imprevistas ou para assegurar a execução efetiva do financiamento, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 32.º, a fim de alterar a lista das tarefas e dos serviços específicos que figuram no anexo VII.

6.  Para fazer face a circunstâncias novas ou imprevistas ou para assegurar a execução efetiva do financiamento, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 32.º, a fim de alterar a lista das ações elegíveis que figuram no anexo VII.

Alteração    128

Proposta de regulamento

Artigo 20 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  As subvenções executadas em regime de gestão direta devem ser concedidas e geridas de acordo com o [título VIII] do Regulamento Financeiro.

4.  As subvenções executadas em regime de gestão direta e indireta devem ser concedidas e geridas de acordo com o [título VIII] do Regulamento Financeiro.

Alteração    129

Proposta de regulamento

Artigo 20 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  A Comissão assegura a flexibilidade, a equidade e a transparência na distribuição dos recursos entre os objetivos enunciados no artigo 3.º, n.º 2.

Alteração    130

Proposta de regulamento

Artigo 20 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  As contribuições para um mecanismo de seguro mútuo pode cobrir os riscos associados à recuperação de fundos devidos pelos destinatários e é considerado garantia suficiente nos termos do Regulamento Financeiro. Aplica-se o disposto no [artigo X] do Regulamento (UE) .../... [sucessor do Regulamento sobre o Fundo de Garantia].

6.  As contribuições para um mecanismo de seguro mútuo pode cobrir os riscos associados à recuperação de fundos devidos pelos destinatários e é considerado garantia suficiente nos termos do Regulamento Financeiro.

Alteração    131

Proposta de regulamento

Artigo 21 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O montante colocado à disposição da Rede Europeia das Migrações, a título das dotações anuais do Fundo e do programa de trabalho que estabelece as prioridades para as suas atividades, é adotado pela Comissão, após aprovação do Comité Diretor, em conformidade com o artigo 4.º, n.º 5, alínea a), da Decisão 2008/381/CE (na sua versão alterada). A decisão da Comissão constitui uma decisão de financiamento na aceção do artigo [11º.º] do Regulamento Financeiro. A fim de assegurar a disponibilização atempada dos recursos, a Comissão pode adotar o programa de trabalho da Rede Europeia das Migrações mediante uma decisão de financiamento distinta.

2.  O montante colocado à disposição da Rede Europeia das Migrações, a título das dotações anuais do Fundo e do programa de trabalho que estabelece as prioridades para as suas atividades, é adotado pela Comissão, após aprovação do Comité Diretor, em conformidade com o artigo 4.º, n.º 5, alínea a), da Decisão 2008/381/CE (na sua versão alterada). A decisão da Comissão constitui uma decisão de financiamento na aceção do Regulamento Financeiro. A fim de assegurar a disponibilização atempada dos recursos, a Comissão pode adotar o programa de trabalho da Rede Europeia das Migrações mediante uma decisão de financiamento distinta.

Alteração    132

Proposta de regulamento

Artigo 21-A (novo)

Decisão 2008/381/CE

Artigo 5 – n.º 3 – alínea d-A) (nova)

 

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 21.º-A

 

Alteração da Decisão 2008/381/CE

 

Ao n.º 5 do artigo 5.º da Decisão 2008/381/CE é aditada a seguinte alínea:

 

«d-A) Funcionar como ponto de contacto para os potenciais beneficiários de financiamento ao abrigo do Regulamento relativo ao Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e fornecer orientações imparciais, informações práticas e assistência sobre todos os aspetos do Fundo, nomeadamente no que se refere aos pedidos de financiamento ao abrigo do programa nacional pertinente ou do mecanismo temático.».

Alteração    133

Proposta de regulamento

Artigo 22 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

As operações de financiamento misto decididas ao abrigo do presente Fundo são executadas em conformidade com o [Regulamento InvestUE] e o título X do Regulamento Financeiro.

As operações de financiamento misto decididas ao abrigo do presente Fundo, tal como referido no artigo 2.º, n.º 1, alínea c), são executadas em conformidade com o [Regulamento InvestUE] e o título X do Regulamento Financeiro.

Alteração    134

Proposta de regulamento

Artigo 25 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Os beneficiários do financiamento da União devem reconhecer a origem do financiamento e assegurar a respetiva visibilidade (em especial ao promoverem as ações ou os seus resultados), mediante a prestação de informações coerentes, eficazes e proporcionadas, dirigidas a diversos públicos, como os meios de comunicação social ou a população em geral.

1.  Os beneficiários do financiamento da União devem promover as ações ou os seus resultados mediante a prestação, nas línguas respetivas, de informações coerentes, eficazes e úteis, dirigidas a diversos públicos relevantes, como os meios de comunicação social ou a população em geral. Para assegurar a visibilidade do financiamento da União, os beneficiários de fundos da União devem fazer referência à sua origem quando divulgam a ação. Para o efeito, os beneficiários asseguram que todas as comunicações dirigidas aos meios de comunicação social e ao público ostentam o emblema da União e mencionam explicitamente o apoio financeiro da União.

Alteração    135

Proposta de regulamento

Artigo 25 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Comissão deve realizar ações de informação e comunicação sobre o Fundo e as suas ações e resultados. Os recursos financeiros afetados ao Fundo devem também contribuir para a comunicação institucional das prioridades estratégicas da União, na medida em que estejam relacionadas com os objetivos do presente regulamento.

2.  Para alcançar um público tão vasto quanto possível, a Comissão deve realizar ações de informação e comunicação sobre o Fundo e as suas ações e resultados. A Comissão deve, nomeadamente, publicar informações relativas ao desenvolvimento dos programas anuais e plurianuais do instrumento temático. A Comissão deve igualmente publicar a lista das operações selecionadas para apoio ao abrigo do instrumento temático num sítio Web acessível ao público, devendo atualizar a lista, no mínimo, de três em três meses. Os recursos financeiros afetados ao Fundo devem também contribuir para a comunicação institucional sobre a aplicação das prioridades estratégicas da União, na medida em que estejam relacionadas com os objetivos do presente regulamento. A Comissão pode, designadamente, promover boas práticas e proceder ao intercâmbio de informações no que respeita à execução do instrumento.

Alteração    136

Proposta de regulamento

Artigo 25 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  A Comissão deve publicar as informações a que se refere o n.º 2 num formato aberto, legível por máquina, tal como estabelecido no artigo 5.º, n.º 1, da Diretiva 2003/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho1-A, de modo a permitir que a informação seja classificada, pesquisada, extraída, comparada e reutilizada. Deve ser possível classificar os dados por prioridade, objetivo específico, custo total elegível das operações, custo total dos projetos, custo total dos procedimentos de contratação, nome do beneficiário e nome do contratante.

 

_____________

 

1-A Diretiva 2003/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 17 de novembro de 2003, relativa à reutilização de informações do sector público (JO L 345 de 31.12.2003, p. 90).

Alteração    137

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  O Fundo presta ajuda financeira para responder a necessidades urgentes e específicas resultantes de uma ou mais situações de emergência seguintes:

1.  A Comissão pode decidir prestar ajuda financeira para responder a necessidades urgentes e específicas resultantes de uma ou mais situações de emergência seguintes:

Alteração    138

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Forte pressão migratória sobre um ou mais Estados-Membros, caracterizada por um afluxo importante ou desproporcionado de nacionais de países terceiros, e geradora de solicitações significativas e urgentes a nível das capacidades de acolhimento e de detenção e dos sistemas e procedimentos de asilo e de gestão da migração;

a)  Afluxo importante ou desproporcionado imprevisto de nacionais de países terceiros em um ou mais Estados-Membros, e gerador de solicitações significativas e urgentes a nível das capacidades de acolhimento e de detenção, dos sistemas de proteção de crianças e dos sistemas e procedimentos de asilo e de gestão da migração;

Alteração    139

Proposta de regulamento

Artigo 26– n.º 1 – alínea a-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-A)  Recolocação voluntária;

Alteração    140

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Pressão migratória importante em países terceiros, incluindo nos países onde pessoas com necessidade proteção possam estar bloqueadas devido a desenvolvimento ou conflitos políticos, nomeadamente quando tal pressão possa ter impacto sobre o fluxo migratório em direção à UE.

c)  Afluxo importante ou desproporcionado imprevisto de pessoas em países terceiros, incluindo nos países onde pessoas com necessidade proteção possam estar bloqueadas devido a desenvolvimentos políticos, conflitos ou catástrofes naturais, nomeadamente quando tal pressão possa ter impacto sobre o fluxo migratório em direção à UE.

Alteração    141

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  As medidas executadas em países terceiros em conformidade com o presente artigo devem ser coerentes com a política humanitária da União e, se necessário, complementares dessa mesma política, e devem respeitar os princípios humanitários previstos no Consenso sobre a Ajuda Humanitária.

Alteração    142

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 1-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-B.  Nos casos previstos no n.º 1, alíneas a), a-A), b) e c), do presente artigo, a Comissão informa, sem demora, o Parlamento Europeu e o Conselho.

Alteração    143

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A ajuda de emergência pode assumir a forma de subvenções concedidas diretamente a agências descentralizadas.

2.  A ajuda de emergência pode assumir a forma de subvenções concedidas diretamente ao Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo, ao ACNUR e às autoridades locais e regionais sujeitas a um afluxo importante ou desproporcionado imprevisto de nacionais de países terceiros e, em particular, as que têm a responsabilidade de acolher e integrar os migrantes menores não acompanhados.

Alteração    144

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  As subvenções executadas em regime de gestão direta devem ser concedidas e geridas de acordo com o [título VIII] do Regulamento Financeiro.

4.  As subvenções executadas em regime de gestão direta devem ser concedidas e geridas de acordo com o Regulamento Financeiro.

Alteração    145

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  Se necessário para a execução da ação, a ajuda de emergência pode cobrir as despesas incorridas antes da data de apresentação do pedido de subvenção ou do pedido de assistência, mas não antes de 1 de janeiro de 2021.

Alteração    146

Proposta de regulamento

Artigo 27 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Uma ação que recebeu uma contribuição ao abrigo do Fundo pode receber igualmente uma contribuição de qualquer outro programa da União, incluindo de fundos em regime de gestão partilhada, desde que as contribuições não cubram os mesmos custos. As regras de cada programa da União que contribua para a ação são aplicáveis à respetiva contribuição. O financiamento cumulativo não pode exceder os custos totais elegíveis da ação e o apoio dos diferentes programas da União pode ser calculado proporcionalmente, em conformidade com os documentos que definem as condições para o apoio.

1.  Uma operação que recebeu uma contribuição ao abrigo do Fundo pode receber igualmente uma contribuição de qualquer outro programa da União, incluindo de fundos em regime de gestão partilhada, desde que as contribuições não cubram os mesmos custos. Os programas apresentados pela Comissão interagem ente si e complementam-se, e devem ser elaborados com o grau necessário de transparência para evitar qualquer duplicação. As regras de cada programa da União que contribua para a operação são aplicáveis à respetiva contribuição. O financiamento cumulativo não pode exceder os custos totais elegíveis da operação e o apoio dos diferentes programas da União pode ser calculado proporcionalmente, em conformidade com os documentos que definem as condições para o apoio.

Alteração    147

Proposta de regulamento

Artigo 27 – n.º 2 – parágrafo 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

As ações certificadas com um selo de excelência, ou que cumpram as seguintes condições cumulativas e comparativas:

As operações certificadas com um selo de excelência, ou que cumpram as seguintes condições cumulativas e comparativas:

Alteração    148

Proposta de regulamento

Artigo 28 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Em conformidade com a sua obrigação de apresentação de relatórios nos termos do artigo [43.º, n.º 3, alínea h), subalíneas i) e iii)], do Regulamento Financeiro, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho informações sobre o desempenho, em conformidade com o anexo V.

1.  Em conformidade com a sua obrigação de apresentação de relatórios nos termos do Regulamento Financeiro, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho, pelo menos uma vez por ano, informações sobre o desempenho, em conformidade com o anexo V.

Alteração    149

Proposta de regulamento

Artigo 28 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  São definidos no anexo VIII os indicadores para comunicar os progressos do Fundo relativamente à realização dos objetivos do presente regulamento. Em relação aos indicadores de realização, os parâmetros de base serão fixados a zero. Os objetivos intermédios fixados para 2024 e as metas estabelecidas para 2029 devem ser cumulativos.

3.  São definidos no anexo VIII os indicadores para comunicar os progressos do Fundo relativamente à realização dos objetivos do presente regulamento. Em relação aos indicadores de realização, os parâmetros de base serão fixados a zero. Os objetivos intermédios fixados para 2024 e as metas estabelecidas para 2029 devem ser cumulativos. Mediante pedido, os dados recebidos pela Comissão sobre os indicadores de realização e de resultado são transmitidos ao Parlamento Europeu e ao Conselho.

Alteração    150

Proposta de regulamento

Artigo 29

Texto da Comissão

Alteração

Artigo 29.º

Suprimido

Avaliação

 

1.  A Comissão deve realizar uma avaliação intercalar e uma avaliação retrospetiva do presente regulamento, incluindo das ações executadas no âmbito do Fundo.

 

2.  A avaliação intercalar e a avaliação retrospetiva devem ser efetuadas atempadamente para poderem ser tidas em conta no processo de tomada de decisão.

 

Alteração    151

Proposta de regulamento

Artigo 29-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 29.º-A

 

Avaliação

 

1. Até 31 de dezembro de 2024, a Comissão apresentará uma avaliação intercalar da execução do presente regulamento. A avaliação intercalar examinará a eficácia, a eficiência, a simplificação e a flexibilidade do Fundo. Mais especificamente, deve incluir uma avaliação dos seguintes aspetos:

 

a) Os progressos realizados no cumprimento dos objetivos do presente regulamento, tendo em conta toda a informação pertinente disponível, nomeadamente os relatórios anuais sobre o desempenho apresentados pelos Estados-Membros ao abrigo do artigo 30.º e os indicadores de realização e de resultado definidos no anexo VIII;

 

b) O valor acrescentado da UE no que respeita às ações e operações executadas ao abrigo do Fundo;

 

c) A contribuição para a solidariedade da UE no domínio do asilo e da migração;

 

d) A pertinência continuada das medidas de execução estabelecidas no anexo II e das ações previstas no anexo III;

 

e) A complementaridade, a coordenação e a coerência entre as ações apoiadas ao abrigo deste Fundo e o apoio prestado por outros fundos da União, como os fundos estruturais e os instrumentos de financiamento externo da União;

 

f) Os impactos a mais longo prazo e a sustentabilidade dos efeitos do Fundo.

 

A avaliação intercalar deve ter em conta os resultados da avaliação retrospetiva do impacto a longo prazo do fundo antecessor – o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração 2014-2020 – e, se for caso disso, deve ser acompanhada de uma proposta legislativa de revisão do presente regulamento.

 

2. Até 31 de janeiro de 2030, a Comissão procederá a uma avaliação retrospetiva. Até à mesma data, a Comissão apresentará um relatório de avaliação ao Parlamento Europeu e ao Conselho. A avaliação retrospetiva deve incluir uma avaliação de todos os elementos referidos no n.º 1. Nesse sentido, os impactos a mais longo prazo e a sustentabilidade dos efeitos do Fundo são objeto de uma avaliação que se destina a fundamentar a decisão relativa à eventual renovação ou alteração de um fundo subsequente.

 

Os relatórios das avaliações intercalares e retrospetivas a que se refere o n.º 1 e o primeiro parágrafo do presente número devem ser elaborados mediante a participação significativa dos parceiros sociais, de organizações da sociedade civil, incluindo organizações de migrantes e refugiados, dos organismos de promoção da igualdade, das instituições nacionais de direitos humanos e de outras organizações relevantes, de acordo com o princípio da parceria estabelecido no artigo 3.º-A.

 

3. Nas suas avaliações intercalares e retrospetivas, a Comissão prestará especial atenção à avaliação das ações realizadas por países terceiros, no seu território ou com eles relacionadas, em conformidade com o artigo 5.º, o artigo 6.º e o artigo 13.º, n.º 8.

Alteração    152

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Até 15 de fevereiro de 2023, e até à mesma data de cada ano subsequente até 2031 inclusive, os Estados-Membros apresentam à Comissão um relatório anual sobre o desempenho referido no artigo 36.º, n.º 6 do Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns]. O relatório a apresentar em 2023 abrange a execução do programa durante o período até 30 de junho de 2022.

1.  Até 15 de fevereiro de 2023, e até à mesma data de cada ano subsequente até 2031 inclusive, os Estados-Membros apresentam à Comissão um relatório anual sobre o desempenho. O relatório a apresentar em 2023 abrange a execução do programa durante o período até 30 de junho de 2022. Os Estados-Membros publicam estes relatórios num sítio Web específico e transmitem-nos ao Parlamento Europeu e ao Conselho.

Alteração    153

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Os progressos realizados na execução do programa e na conclusão dos objetivos intermédios e das metas, tendo em conta os dados mais recentes, em conformidade com o artigo [37.º] do Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns];

a)  Os progressos realizados na execução do programa e na conclusão dos objetivos intermédios e das metas, tendo em conta os dados cumulativos mais recentes transmitidos pela Comissão;

Alteração    154

Proposta de regulamento

Artigo 30– n.º 2 – alínea a-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-A)  A repartição das contas anuais do programa nacional em recuperações, pré-financiamento para os beneficiários finais e despesas realmente efetuadas;

Alteração    155

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Qualquer problema que afete a execução do programa e a medida tomada para o corrigir;

b)  Qualquer problema que afete a execução do programa e a medida tomada para o corrigir, incluindo os pareceres fundamentados emitidos pela Comissão no âmbito de um processo por infração ao abrigo do artigo 258.º;

Alteração    156

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  A complementaridade entre as ações apoiadas pelo Fundo e o apoio prestado por outros fundos da União, em especial os fundos aplicados nos países terceiros ou com estes relacionados;

c)  A complementaridade, a coordenação e a coerência entre as ações apoiadas ao abrigo deste Fundo e o apoio prestado por outros fundos da União, como os fundos estruturais e os instrumentos de financiamento externo da União;

Alteração    157

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  A contribuição do programa para a realização do acervo da União e dos planos de ação pertinentes;

d)  A contribuição do programa para a realização do acervo da União e dos planos de ação pertinentes, bem como para a cooperação e a solidariedade entre os Estados-Membros no domínio do asilo;

Alteração    158

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  O cumprimento dos requisitos em matéria de direitos fundamentais;

Alteração    159

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  O número de pessoas reinstaladas com o apoio do Fundo em conformidade com os montantes a que se refere o artigo 16.º, n.º 1;

g)  O número de pessoas reinstaladas ou admitidas com o apoio do Fundo em conformidade com os montantes a que se refere o artigo 16.º, n.os 1 e 2;

Alteração    160

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea h)

Texto da Comissão

Alteração

h)  O número de requerentes ou beneficiários de proteção internacional transferidos de um Estado-Membro para outro em conformidade com o artigo 17.º.

h)  O número de requerentes ou beneficiários de proteção internacional transferidos de um Estado-Membro para outro em conformidade com o artigo 17.º-B.

Alteração    161

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea h-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

h-A)  O número de pessoas vulneráveis apoiadas através do programa, nomeadamente crianças e as pessoas a quem foi concedida proteção internacional;

Alteração    162

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Comissão pode formular observações respeitantes ao relatório anual sobre o desempenho nos dois meses seguintes à data da sua receção. Se a Comissão não comunicar as suas observações no prazo fixado, considera-se que o relatório foi aceite.

3.  A Comissão pode formular observações respeitantes ao relatório anual sobre o desempenho nos dois meses seguintes à data da sua receção. Se a Comissão não comunicar as suas observações no prazo fixado, considera-se que o relatório foi aceite. Uma vez aceite, a Comissão disponibiliza ao Parlamento Europeu e ao Conselho resumos dos relatórios anuais de desempenho, que publica num sítio Web específico. Se os Estados-Membros não apresentarem o relatório em conformidade com o n.º 1, o texto integral do relatório anual de desempenho é disponibilizado, mediante pedido, ao Parlamento Europeu e ao Conselho.

Alteração    163

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  O poder de adotar atos delegados a que se referem os artigos 13.º, 18.º, 28.º e 31.º, é conferido à Comissão até 31 de dezembro de 2028.

2.  O poder de adotar atos delegados a que se referem os artigos 4.º, 9.º, 13.º, 16.º, 17.º-B, 18.º, 28.º e 31.º, é conferido à Comissão até 31 de dezembro de 2028.

Alteração    164

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A delegação de poderes referida nos artigos 13.º, 18.º, 28.º e 31.º, pode ser revogada em qualquer momento pelo Parlamento Europeu ou pelo Conselho. A decisão de revogação põe termo à delegação dos poderes nela especificados. A decisão de revogação produz efeitos a partir do dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia ou de uma data posterior nela especificada. A decisão de revogação não afeta os atos delegados já em vigor.

3.  A delegação de poderes referida nos artigos 4.º, 9.º, 13.º, 16.º, 17.º-B, 28.º e 31.º, pode ser revogada em qualquer momento pelo Parlamento Europeu ou pelo Conselho. A decisão de revogação põe termo à delegação dos poderes nela especificados. A decisão de revogação produz efeitos a partir do dia seguinte ao da sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia ou de uma data posterior nela especificada. A decisão de revogação não afeta os atos delegados já em vigor.

Alteração    165

Proposta de regulamento

Artigo 32 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  Um ato delegado adotado em aplicação dos artigos 13.º, 18.º, 28.º e 31.º, só entra em vigor se nem o Parlamento Europeu nem o Conselho formularem objeções no prazo de dois meses a contar da sua notificação, ou se, antes do termo desse período, o Parlamento Europeu e o Conselho informarem a Comissão de que não formularão objeções. O referido prazo pode ser prorrogado por dois meses por iniciativa do Parlamento Europeu ou do Conselho.

6.  Um ato delegado adotado em aplicação dos artigos 4.º, 9.º, 13.º, 16.º, 17.º-B, 18.º, 28.º e 31.º, só entra em vigor se nem o Parlamento Europeu nem o Conselho formularem objeções no prazo de dois meses a contar da sua notificação, ou se, antes do termo desse período, o Parlamento Europeu e o Conselho informarem a Comissão de que não formularão objeções. O referido prazo pode ser prorrogado por dois meses por iniciativa do Parlamento Europeu ou do Conselho.

Alteração    166

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Cada Estado-Membro recebe, a partir do Fundo, o montante fixo de 5 000 000 EUR apenas no início do período de programação;

a)  Cada Estado-Membro recebe, a partir do Fundo, o montante fixo de 10 000 000 EUR apenas no início do período de programação;

Alteração    167

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 4 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

4.  Em matéria de luta contra a migração irregular, incluindo os regressos, os seguintes critérios terão em conta e serão ponderados da seguinte forma:

4.  Em matéria de luta contra a migração irregular, incluindo os regressos, serão tidos em conta os seguintes critérios:

Alteração    168

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 4 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Numa percentagem de 50 %, proporcionalmente ao número total de nacionais de países terceiros que não preencham ou tenham deixado de preencher as condições de entrada e permanência no território do Estado-Membro e que tenham sido objeto de uma decisão de regresso ao abrigo do direito nacional e/ou da União, por exemplo, uma decisão ou um ato administrativo ou judicial que estabeleça ou declare a ilegalidade da permanência e imponha a obrigação de regresso;

a)  O número total de nacionais de países terceiros que não preencham ou tenham deixado de preencher as condições de entrada e permanência no território do Estado-Membro e que tenham sido objeto de uma decisão final de regresso ao abrigo do direito nacional e/ou da União, por exemplo, uma decisão ou um ato administrativo ou judicial que estabeleça ou declare a ilegalidade da permanência e imponha a obrigação de regresso;

Alteração    169

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 4 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Numa percentagem de 50 %, proporcionalmente ao número total de nacionais de países terceiros que saíram efetivamente do território do Estado-Membro, em conformidade com uma decisão administrativa ou judicial de saída do território, de forma voluntária ou coerciva.

Suprimido

Alteração    170

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 5

Texto da Comissão

Alteração

5.  Para efeitos da dotação inicial, os números de referência devem ser os últimos dados estatísticos anuais publicados pela Comissão (Eurostat) relativos aos três anos civis precedentes, com base nos dados comunicados pelos Estados-Membros na data de aplicação do presente regulamento em conformidade com o direito da União. Para efeitos da avaliação intercalar, os números de referência devem ser os últimos dados estatísticos anuais publicados pela Comissão (Eurostat) relativos aos três anos civis precedente disponíveis na data da avaliação intercalar em 2024, com base nos dados comunicados pelos Estados-Membros em conformidade com o direito da União. Caso os Estados-Membros não tenham comunicado à Comissão (Eurostat) as estatísticas em causa, devem comunicar dados provisórios o mais rapidamente possível.

5.  Para efeitos da dotação inicial, os números de referência devem ser os últimos dados estatísticos anuais publicados pela Comissão (Eurostat) relativos aos três anos civis precedentes, com base nos dados comunicados pelos Estados-Membros na data de aplicação do presente regulamento em conformidade com o direito da União. Os dados devem ser desagregados por idade e sexo, por vulnerabilidades específicas e por estatuto de asilo, nomeadamente no caso das crianças. Para efeitos da avaliação intercalar, os números de referência devem ser os últimos dados estatísticos anuais publicados pela Comissão (Eurostat) relativos aos três anos civis precedente disponíveis na data da avaliação intercalar em 2024, com base nos dados comunicados pelos Estados-Membros em conformidade com o direito da União. Caso os Estados-Membros não tenham comunicado à Comissão (Eurostat) as estatísticas em causa, devem comunicar dados provisórios o mais rapidamente possível.

Alteração    171

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Apoiar a capacidade dos sistemas de asilo dos Estados-Membros no respeitante às infraestruturas e aos serviços, quando necessário;

b)  Apoiar a capacidade dos sistemas de asilo dos Estados-Membros, inclusive a nível local e regional, no respeitante às infraestruturas, tais como as destinadas a garantir condições de acolhimento adequadas, em particular para menores, e aos serviços, tais como os de assistência e representação jurídicas e de interpretação, quando necessário;

Alteração    172

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Reforçar a solidariedade e a partilha das responsabilidades entre os Estados-Membros, em particular com os mais afetados pelos fluxos migratórios, bem como prestar apoio aos Estados-Membros que contribuam para os esforços de solidariedade;

Suprimido

Alteração    173

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Reforçar a solidariedade e a cooperação com os países terceiros afetados pelos fluxos migratórios, designadamente através da reinstalação e de outras vias legais para obtenção de proteção na União, bem como as parcerias e a cooperação com países terceiros para efeitos da gestão da migração.

d)  Reforçar a solidariedade e a cooperação com os países terceiros para onde se tenha deslocado um grande número de pessoas em necessidade de proteção internacional, designadamente através do reforço da capacidade desses países para melhorar as condições de acolhimento e de proteção internacional e através da reinstalação e de outras vias legais para obtenção de proteção na União, em particular para grupos vulneráveis como as crianças e os adolescentes que enfrentem riscos de proteção, bem como as parcerias e a cooperação com países terceiros no contexto dos esforços de cooperação a nível mundial no domínio da proteção internacional.

Alteração    174

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 1 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  Prestar assistência técnica e operacional a um ou vários outros Estados-Membros, em cooperação com o Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo.

Alteração    175

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Apoiar o desenvolvimento e a aplicação de políticas que promovam a migração legal e a aplicação do acervo da União em matéria de migração legal;

a)  Apoiar o desenvolvimento e a aplicação de políticas que promovam a migração legal, incluindo o reagrupamento familiar, e a aplicação do acervo da União em matéria de migração legal, em particular os instrumentos relativos à migração legal de trabalhadores, em conformidade com as normas internacionais aplicáveis em matéria de migração e proteção dos trabalhadores migrantes;

Alteração    176

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 2 – alínea a-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-A)  Promover e desenvolver medidas estruturais e de apoio destinadas a facilitar a entrada e a residência legais na União;

Alteração    177

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 2 – alínea a-B) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

a-B)  Reforçar as parcerias e a cooperação com os países terceiros afetados pelos fluxos migratórios, designadamente através de vias legais de entrada na União, para efeitos de cooperação a nível mundial no domínio da migração;

Alteração    178

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Promover a adoção precoce de medidas de integração para a inclusão económica e social dos nacionais de países terceiros, preparar a sua participação ativa na sociedade de acolhimento e a sua aceitação por parte dessa sociedade, em especial com a participação das autoridades locais e regionais e organizações da sociedade civil.

Suprimido

Alteração    179

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  O Fundo deve contribuir para a realização do objetivo específico previsto no artigo 3.º, n.º 2, alínea c), incidindo, em especial, sobre as seguintes medidas de execução:

 

a) Promover a adoção de medidas de integração para a inclusão económica e social dos nacionais de países terceiros, facilitando o reagrupamento familiar e preparando a sua participação ativa na sociedade de acolhimento e a sua aceitação por parte dessa sociedade, em especial com a participação das autoridades locais e regionais, de organizações não governamentais, incluindo organizações de refugiados e migrantes, e dos parceiros sociais; e

 

b) Promover e aplicar medidas de proteção para as pessoas vulneráveis no contexto das medidas de integração.

Alteração    180

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 3 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

3.  O Fundo deve contribuir para a realização do objetivo específico previsto no artigo 3.º, n.º 2, alínea c), incidindo, em especial, sobre as seguintes medidas de execução:

3.  O Fundo deve contribuir para a realização do objetivo específico previsto no artigo 3.º, n.º 2, alínea c-A), incidindo, em especial, sobre as seguintes medidas de execução:

Alteração    181

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 3 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Apoiar uma abordagem integrada e coordenada da gestão dos regressos a nível da União e dos Estados-Membros, o desenvolvimento de capacidades tendo em vista regressos efetivos e duráveis, bem como a redução dos incentivos à migração irregular;

b)  Apoiar uma abordagem integrada e coordenada da gestão dos regressos a nível da União e dos Estados-Membros, o desenvolvimento de capacidades tendo em vista regressos efetivos, dignos e duráveis, bem como a redução dos incentivos à migração irregular;

Alteração    182

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 3 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Apoiar os regressos voluntários assistidos e a reintegração;

c)  Apoiar os regressos voluntários assistidos, a localização das famílias e a reintegração, respeitando o interesse superior dos menores;

Alteração    183

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 3 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Reforçar a cooperação com países terceiros e as suas capacidades para aplicar os acordos e outras disposições em matéria de readmissão, bem como permitir regressos duráveis.

d)  Reforçar a cooperação com países terceiros e as suas capacidades para aplicar os acordos de readmissão, incluindo a reintegração com vista a permitir regressos duráveis.

Alteração    184

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  O Fundo deve contribuir para a realização do objetivo específico previsto no artigo 3.º, n.º 2, alínea c-B), incidindo, em especial, sobre as seguintes medidas de execução:

 

a) Promover e respeitar o direito internacional e a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia nas políticas e medidas em matéria de asilo e de migração;

 

b) Reforçar a solidariedade e a partilha de responsabilidades entre os Estados-Membros, em particular em relação aos mais afetados pelos fluxos migratórios, bem como prestar apoio aos Estados-Membros, a nível central, regional ou local, às organizações internacionais, às organizações não governamentais e aos parceiros sociais que contribuam para os esforços de solidariedade;

 

c) Apoiar a transferência dos requerentes ou beneficiários de proteção internacional de um Estado-Membro para outro.

Alteração    185

Proposta de regulamento

Anexo III – título

Texto da Comissão

Alteração

Âmbito de aplicação do apoio

Ações elegíveis a apoiar pelo instrumento de acordo com o artigo 3.º

Alteração    186

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

1.  No âmbito do objetivo geral referido no artigo 3.º, n.º 1, o Fundo apoiará, em especial, as seguintes medidas:

1.  No âmbito do objetivo geral referido no artigo 3.º, n.º 1, o Fundo apoiará as seguintes medidas:

Alteração    187

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Elaboração e desenvolvimento de estratégias nacionais em matéria de asilo, migração legal, integração, regresso e migração irregular;

a)  Elaboração e desenvolvimento de estratégias nacionais, regionais e locais para a aplicação do acervo da União em matéria de asilo, migração legal, integração, em particular estratégias de integração local, regresso e migração irregular;

Alteração    188

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Criação de estruturas, sistemas e ferramentas a nível administrativo e formação de pessoal, incluindo as autoridades locais e outras partes interessadas;

b)  Criação de estruturas, sistemas e ferramentas a nível administrativo e formação de pessoal, incluindo as autoridades locais e outras partes interessadas, se necessário em cooperação com as agências pertinentes da União;

Alteração    189

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Elaboração, monitorização e avaliação de políticas e procedimentos, designadamente sobre a recolha e o intercâmbio de informações e dados, a elaboração e aplicação de ferramentas, métodos e indicadores estatísticos comuns para avaliar os progressos e a evolução das políticas;

c)  Elaboração, monitorização e avaliação de políticas e procedimentos, designadamente sobre o desenvolvimento, a recolha, a análise, a divulgação de dados qualitativos e quantitativos e estatísticas sobre migração e proteção internacional, e a elaboração e aplicação de ferramentas, métodos e indicadores estatísticos comuns para avaliar os progressos e a evolução das políticas;

Alteração    190

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Serviços de assistência e apoio coerentes com a situação e as necessidades da pessoa em causa, em especial entre os grupos mais vulneráveis;

e)  Serviços de assistência e apoio sensíveis às questões de género coerentes com a situação e as necessidades da pessoa em causa, em especial entre as pessoas mais vulneráveis;

Alteração    191

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea e-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

e-A)  Proteção efetiva das crianças no contexto da migração, incluindo a realização de avaliações do interesse superior da criança antes de serem tomadas decisões, e aplicação de todas as medidas enunciadas na Comunicação da Comissão, de 12 de abril de 2017, relativa à proteção das crianças no contexto da migração, tais como a disponibilização de alojamento adequado e a nomeação atempada de tutores para todos os menores não acompanhados, a realização de contribuições para a Rede Europeia dos Organismos de Tutela, bem como o desenvolvimento, a monitorização e a avaliação das políticas e procedimentos relativos à proteção das crianças, incluindo um mecanismo para assegurar o respeito pelos direitos da criança;

Alteração    192

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Ações destinadas a melhorar o conhecimento das políticas de asilo, integração, migração legal e regresso entre as partes interessadas e o público em geral.

f)  Ações destinadas a melhorar o conhecimento das políticas de asilo, integração, migração legal e regresso, com especial atenção para os grupos mais vulneráveis, nomeadamente os menores, entre as partes interessadas e o público em geral.

Alteração    193

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

2.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea a), o Fundo apoiará, em especial, as seguintes medidas:

2.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea a), o Fundo apoiará as seguintes medidas:

Alteração    194

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Ajuda material, incluindo a assistência na fronteira;

a)  Ajuda material, incluindo a assistência na fronteira, instalações adequadas para crianças e que tenham em conta as questões de género, serviços de emergência prestados pelas autoridades locais, educação, formação, serviços de apoio, assistência e representação jurídicas, bem como cuidados de saúde e psicológicos;

Alteração    195

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Realização dos procedimentos de asilo;

b)  Realização dos procedimentos de asilo, incluindo a localização das famílias e a garantia de acesso a serviços de assistência e representação jurídicas e de interpretação aos requerentes de asilo em todas as fases do processo;

Alteração    196

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Identificação dos requerentes com necessidades a nível dos procedimentos ou de acolhimento especiais;

c)  Identificação dos requerentes com necessidades a nível dos procedimentos ou de acolhimento especiais, incluindo a identificação precoce de vítimas de tráfico de seres humanos, de menores e de outras pessoas vulneráveis, como vítimas de tortura e de violência com base no género, e o encaminhamento para serviços especializados;

Alteração    197

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Prestação às vítimas de violência, incluindo violência com base no género, e tortura de serviços psicossociais e de reabilitação qualificados;

Alteração    198

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Criação ou melhoria das infraestruturas dos alojamentos de acolhimento, incluindo a eventual utilização conjunta das referidas instalações por mais de um Estado-Membro;

d)  Criação ou melhoria das infraestruturas dos alojamentos de acolhimento, como o alojamento em pequenas unidades e as infraestruturas de pequena dimensão que respondam às necessidades das famílias com menores, nomeadamente o alojamento e as infraestruturas assegurados pelas autoridades locais e regionais e incluindo a eventual utilização conjunta das referidas instalações por mais de um Estado-Membro;

Alteração    199

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  Oferta de formas alternativas de cuidados integrados nos sistemas nacionais de proteção de menores em vigor e resposta às necessidades de todas as crianças, em conformidade com as normas internacionais;

Alteração    200

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Reforço da capacidade dos Estados-Membros para recolher, analisar e divulgar informações sobre o país de origem;

e)  Reforço da capacidade dos Estados-Membros para recolher, analisar e partilhar entre si informações sobre o país de origem;

Alteração    201

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Ações relacionadas com a realização de procedimentos tendo em vista a aplicação do Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários] ou de programas nacionais de reinstalação que sejam compatíveis com o referido quadro da UE;

f)  Ações relacionadas com a realização de procedimentos tendo em vista a aplicação dos programas nacionais de reinstalação ou de admissão por motivos humanitários, conforme previsto no presente regulamento;

Alteração    202

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  Transferência de beneficiários de proteção internacional;

g)  Transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional;

Alteração    203

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea h)

Texto da Comissão

Alteração

h)  Reforço das capacidades dos países terceiros para melhorar a proteção de pessoas com este tipo de necessidade;

h)  Reforço das capacidades dos países terceiros para melhorar a proteção de pessoas com este tipo de necessidade, nomeadamente através do apoio ao desenvolvimento de mecanismos sólidos de proteção infantil nos países terceiros, garantindo que as crianças sejam protegidas da violência, dos abusos e da negligência e tenham acesso à educação e aos cuidados de saúde em todas as zonas;

Alteração    204

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – alínea i)

Texto da Comissão

Alteração

i)  Estabelecer, desenvolver e melhorar alternativas efetivas à privação de liberdade, em especial no que diz respeito aos menores não acompanhados e às famílias.

i)  Estabelecer, desenvolver e melhorar alternativas efetivas à privação de liberdade e à colocação numa instituição, em especial no que diz respeito aos menores não acompanhados e às crianças com família, em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.

Alteração    205

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

3.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea b), o Fundo apoiará, em especial, as seguintes medidas:

3.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea b), o Fundo apoiará as seguintes medidas:

Alteração    206

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Desenvolvimento de sistemas de mobilidade em direção à União, designadamente sistemas de migração circular ou temporária, incluindo formação para melhorar a empregabilidade;

b)  Desenvolvimento de sistemas de mobilidade em direção à União, nomeadamente, mas não exclusivamente, sistemas de migração circular ou temporária, incluindo formação profissional e de outro tipo para melhorar a empregabilidade;

Alteração    207

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Avaliação das competências e qualificações adquiridas num país terceiro, bem como a sua transparência e compatibilidade com as de um Estado-Membro;

d)  Avaliação e reconhecimento das competências e qualificações, incluindo a experiência profissional, adquiridas num país terceiro, bem como a sua transparência e compatibilidade com as de um Estado-Membro, e a elaboração de normas de avaliação comuns;

Alteração    208

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Assistência no contexto dos pedidos de reagrupamento familiar na aceção da Diretiva 2003/86/CE do Conselho6;

e)  Assistência no contexto dos pedidos de reagrupamento familiar para assegurar uma aplicação harmonizada da Diretiva 2003/86/CE do Conselho6;

__________________

__________________

6 Diretiva 2003/86/CE do Conselho, de 22 de setembro de 2003, relativa ao direito ao reagrupamento familiar (JO L 251 de 3.10.2003, p. 12-18).

6 Diretiva 2003/86/CE do Conselho, de 22 de setembro de 2003, relativa ao direito ao reagrupamento familiar (JO L 251 de 3.10.2003, p. 12-18).

Alteração    209

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea f)

Texto da Comissão

Alteração

f)  Assistência em relação a uma alteração do estatuto para os nacionais de países terceiros que já residem legalmente num Estado-Membro, em especial em relação à aquisição do estatuto de residente legal como definido a nível da União;

f)  Assistência, incluindo assistência e representação jurídicas, em relação a uma alteração do estatuto para os nacionais de países terceiros que já residem legalmente num Estado-Membro, em especial em relação à aquisição do estatuto de residente legal como definido a nível da União;

Alteração    210

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea f-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

f-A)  Assistência ligada ao exercício dos direitos dos nacionais de países terceiros legalmente residentes na União, nomeadamente no que respeita à mobilidade no interior da União e ao acesso ao emprego;

Alteração    211

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  Medidas de integração inicial, nomeadamente apoio personalizado de acordo com as necessidades dos nacionais de países terceiros e programas de integração centrados na educação, cursos de línguas e outras ofertas de formação, como cursos de orientação cívica e orientação profissional;

Suprimido

Alteração    212

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea h)

Texto da Comissão

Alteração

h)  Ações de promoção da igualdade no acesso e prestação de serviços públicos e privados aos nacionais de países terceiros, incluindo a sua adaptação às necessidades do grupo-alvo;

Suprimido

Alteração    213

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea i)

Texto da Comissão

Alteração

i)  Cooperação entre organismos governamentais e não governamentais de forma integrada, em especial através de centros coordenados de apoio à integração, designadamente os balcões únicos;

Suprimido

Alteração    214

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea j)

Texto da Comissão

Alteração

j)  Ações que possibilitem e apoiem a incorporação dos nacionais de países terceiros na sociedade de acolhimento e a sua participação ativa nessa sociedade, bem como ações que fomentem a sua aceitação por essa mesma sociedade;

Suprimido

Alteração    215

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea k)

Texto da Comissão

Alteração

k)  Promoção dos intercâmbios e do diálogo entre nacionais de países terceiros, a sociedade de acolhimento e as autoridades públicas, em especial através da consulta dos nacionais de países terceiros e do diálogo intercultural e interreligioso.

Suprimido

Alteração    216

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea c), o Fundo apoiará, em especial, as seguintes medidas:

 

a) Medidas de integração, nomeadamente apoio personalizado de acordo com as necessidades dos nacionais de países terceiros, e programas de integração centrados na educação inclusiva e nos cuidados, na língua, no aconselhamento, na formação profissional e noutros tipos de formação, como cursos de orientação cívica e orientação profissional;

 

b) Reforço das capacidades dos serviços de integração prestados pelas autoridades locais;

 

c) Ações de promoção da igualdade no acesso e prestação de serviços públicos e privados aos nacionais de países terceiros, incluindo o acesso à educação, aos cuidados de saúde e ao apoio psicossocial, bem como a sua adaptação às necessidades do grupo-alvo;

 

d) Cooperação entre organismos governamentais e não governamentais de forma integrada, em especial através de centros coordenados de apoio à integração, designadamente os balcões únicos;

 

e) Ações que possibilitem e apoiem a incorporação dos nacionais de países terceiros na sociedade de acolhimento e a sua participação ativa nessa sociedade, bem como ações que fomentem a sua aceitação por essa mesma sociedade;

 

f) Promoção dos intercâmbios e do diálogo entre nacionais de países terceiros, a sociedade de acolhimento e as autoridades públicas, em especial através da consulta dos nacionais de países terceiros e do diálogo intercultural e interreligioso.

Alteração    217

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

4.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea c), o Fundo apoiará, em especial, as seguintes medidas:

4.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea c-A), o Fundo apoiará as seguintes medidas:

Alteração    218

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Infraestruturas de acolhimento ou de detenção, incluindo a eventual utilização conjunta das referidas instalações por mais de um Estado-Membro;

a)  Melhoria das infraestruturas de acolhimento aberto e melhoria das infraestruturas de detenção já existentes, incluindo a eventual utilização conjunta das referidas instalações por mais de um Estado-Membro;

Alteração    219

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Introdução, desenvolvimento e melhoria de medidas efetivas alternativas à privação de liberdade, em especial no que diz respeito aos menores não acompanhados e às famílias;

b)  Introdução, desenvolvimento, aplicação e melhoria de medidas efetivas alternativas à privação de liberdade, com base na gestão de processos na comunidade, em especial no que diz respeito aos menores não acompanhados e às famílias;

Alteração    220

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea b-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

b-A)  Identificação e acolhimento das vítimas do tráfico de seres humanos, em conformidade com a Diretiva 2011/36/UE e a Diretiva 2004/81/CE do Conselho1-A;

 

___________________

 

1-A Diretiva 2004/81/CE do Conselho, de 29 de abril de 2004, relativa ao título de residência concedido aos nacionais de países terceiros que sejam vítimas do tráfico de seres humanos ou objeto de uma ação de auxílio à imigração ilegal, e que cooperem com as autoridades competentes (JO L 261 de 6.8.2004, p. 19).

Alteração    221

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Mecanismos para lutar contra os incentivos à migração irregular, incluindo o emprego de migrantes em situação irregular, através de inspeções eficazes e adequadas baseadas numa avaliação de riscos, na formação do pessoal, na criação e aplicação de mecanismos através dos quais os migrantes em situação irregular possam reclamar os seus salários e apresentar queixas contra os seus empregadores, ou campanhas de informação e sensibilização, para dar conhecimento aos empregadores e aos migrantes em situação irregular dos seus direitos e obrigações nos termos da Diretiva 2009/52/CE53;

d)  Mecanismos para reduzir os incentivos à migração irregular, incluindo o emprego de migrantes em situação irregular, através de inspeções eficazes e adequadas baseadas numa avaliação de riscos, na formação do pessoal, na criação e aplicação de mecanismos através dos quais os migrantes em situação irregular possam reclamar os seus salários e apresentar queixas contra os seus empregadores, ou campanhas de informação e sensibilização, para dar conhecimento aos empregadores e aos migrantes em situação irregular dos seus direitos e obrigações nos termos da Diretiva 2009/52/CE53;

__________________

__________________

53 Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 168 de 30.6.2009, p. 24-32).

53 Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 168 de 30.6.2009, p. 24-32).

Alteração    222

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea g)

Texto da Comissão

Alteração

g)  Assistência aos regressos, em especial a assistência ao regresso voluntário, bem como informações sobre programas de regresso voluntário assistido;

g)  Assistência aos regressos, em especial a assistência ao regresso voluntário, bem como informações sobre programas de regresso voluntário assistido, inclusive através do fornecimento de orientações específicas para procedimentos de regresso visando crianças e da garantia de que esses procedimentos decorram no respeito dos direitos da criança;

Alteração    223

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea j)

Texto da Comissão

Alteração

j)  Instalações e serviços em países terceiros que assegurem um acolhimento e alojamento temporário adequados à chegada, igualmente para os menores não acompanhados e outros grupos vulneráveis, em consonância com as normas internacionais;

j)  Instalações e serviços de apoio em países terceiros que assegurem um acolhimento e alojamento temporário adequados à chegada e uma transição rápida para um alojamento na comunidade;

Alteração    224

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea k)

Texto da Comissão

Alteração

k)  Cooperação com países terceiros no domínio da luta contra a migração irregular e do regresso e readmissão efetivos, em especial no quadro da aplicação de acordos e outras disposições em matéria de readmissão;

k)  Cooperação com países terceiros no domínio da luta contra a migração irregular e do regresso e readmissão efetivos, em especial no quadro da aplicação de acordos de readmissão;

Alteração    225

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea l)

Texto da Comissão

Alteração

l)  Medidas orientadas para melhorar a sensibilização para as vias legais de imigração e os riscos da imigração ilegal;

l)  Medidas orientadas para melhorar a sensibilização para as vias legais de imigração e os riscos da migração irregular;

Alteração    226

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea m)

Texto da Comissão

Alteração

m)  Apoiar ações nos países terceiros, por exemplo, em matéria de infraestruturas, equipamentos e outras medidas, desde que contribuam para melhorar a eficácia da cooperação entre os países terceiros e a União e os seus Estados-Membros em matéria de regresso e readmissão.

Suprimido

Alteração    227

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  No âmbito do objetivo específico referido no artigo 3.º, n.º 2, alínea c-B), o Fundo apoiará as seguintes medidas:

 

a) A execução das transferências de requerentes ou beneficiários de proteção internacional de um Estado-Membro para outro, incluindo as medidas referidas no artigo 17.º-B do presente regulamento;

 

b) Apoio operacional, sob a forma de destacamento de pessoal ou de assistência financeira, prestado por um Estado-Membro a outro Estado-Membro afetado por desafios no domínio da migração;

 

c) Ações relacionadas com a realização de procedimentos tendo em vista a aplicação dos programas nacionais de reinstalação ou regimes de admissão por motivos humanitários.

Alteração    228

Proposta de regulamento

Anexo IV – travessão 1

Texto da Comissão

Alteração

–  Medidas de integração executadas pelas autoridades locais e regionais e organizações da sociedade civil;

–  Medidas de integração executadas pelas autoridades locais e regionais e organizações da sociedade civil, incluindo organizações de refugiados e migrantes;

Alteração    229

Proposta de regulamento

Anexo IV – travessão 2

Texto da Comissão

Alteração

–  Ações destinadas a desenvolver e aplicar alternativas eficazes à privação de liberdade;

–  Ações destinadas a desenvolver e aplicar alternativas eficazes à privação de liberdade e à colocação numa instituição;

Alteração    230

Proposta de regulamento

Anexo IV – travessão 4

Texto da Comissão

Alteração

–  Medidas destinadas às pessoas vulneráveis e aos requerentes de proteção internacional com necessidades especiais em matéria de acolhimento e/ou de procedimentos, incluindo medidas que visam assegurar a proteção eficaz de menores migrantes, em especial dos menores não acompanhados.

(Não se aplica à versão portuguesa.)

Alteração    231

Proposta de regulamento

Anexo V – parte -1 (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1.  Todos os indicadores de desempenho principais a seguir enumerados devem ser repartidos por sexo e idade.

Alteração    232

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 1 – ponto 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  Número de pessoas admitidas através de regimes de admissão por motivos humanitários;

Alteração    233

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 1 – ponto 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Número de requerentes de proteção internacional transferidos de um Estado-Membro para outro com o apoio do Fundo;

Alteração    234

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 1 – ponto 3-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-B.  Número de beneficiários de proteção internacional transferidos de um Estado-Membro para outro com o apoio do Fundo;

Alteração    235

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 1-A (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Objetivo específico 1-A: Apoiar a migração legal para os Estados-Membros:

 

1. Número de cartões azuis emitidos com o apoio do Fundo.

 

2. Número de pessoas transferidas dentro de uma empresa que obtiveram este estatuto com o apoio do Fundo.

 

3. Número de requerentes de reagrupamento familiar que efetivamente se reuniram à família com o apoio do Fundo.

 

4. Número de nacionais de países terceiros que obtiveram autorizações de residência de longa duração com o apoio do Fundo.

Alteração    236

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 2 – objetivo específico 2

Texto da Comissão

Alteração

Objetivo específico 2: Apoiar a migração legal para os Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros:

Objetivo específico 2: Contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros:

Alteração    237

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 2 – ponto 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo que indicam que as medidas foram benéficas para a sua integração inicial, em comparação com o número total de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo.

2.  Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo.

Alteração    238

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 2 – ponto 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo e que posteriormente obtiveram um emprego.

Alteração    239

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 2 – ponto 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo e que obtiveram o reconhecimento das suas qualificações ou um diploma num dos Estados-Membros.

Alteração    240

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 3 – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Número de regressos na sequência de uma decisão de saída do território, em comparação com o número de nacionais de países terceiros objeto desse tipo de decisão.

1.  Número de regressos financiados pelo Fundo na sequência de uma decisão de saída do território, em comparação com o número de nacionais de países terceiros objeto desse tipo de decisão.

Alteração    241

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 3-A (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Objetivo específico 3-A: Assegurar a solidariedade e a partilha equitativa de responsabilidades:

 

1. Número de transferências de requerentes de proteção internacional efetuadas nos termos do artigo 17.º-B do Fundo.

 

1-A. Número de transferências de beneficiários de proteção internacional efetuadas nos termos do artigo 17.º-B do Fundo.

 

2. Número de trabalhadores destacados ou montante do apoio financeiro disponibilizado aos Estados-Membros afetados por desafios no domínio da migração.

 

3. Número de pessoas reinstaladas ou admitidas através de regimes de admissão por motivos humanitários com o apoio do Fundo.

Alteração    242

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte -1 (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1  Todos os indicadores de desempenho principais a seguir enumerados devem ser repartidos por sexo e idade.

Alteração    243

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 1-A (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Objetivo específico 1-A: Apoiar a migração legal para os Estados-Membros:

 

1. Número de cartões azuis emitidos com o apoio do Fundo.

 

2. Número de pessoas transferidas dentro de uma empresa que obtiveram este estatuto com o apoio do Fundo.

 

3. Número de requerentes de reagrupamento familiar que efetivamente se reuniram à família com o apoio do Fundo.

 

4. Número de nacionais de países terceiros que obtiveram autorizações de residência de longa duração com o apoio do Fundo.

Alteração    244

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 2 – objetivo específico 2

Texto da Comissão

Alteração

Objetivo específico 2: Apoiar a migração legal para os Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros:

Objetivo específico 2: Contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros:

Alteração    245

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 2 – ponto 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo e que posteriormente obtiveram um emprego.

Alteração    246

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 2 – ponto 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo e que posteriormente obtiveram um diploma num dos Estados-Membros.

Alteração    247

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 2 – ponto 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

4-A.  Número de nacionais de países terceiros que concluíram com êxito o ensino primário, secundário ou superior no Estado-Membro, com o apoio do Fundo.

Alteração    248

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 3 – ponto 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Número de pessoas retornadas que receberam, antes ou depois do regresso, assistência à reintegração cofinanciada pelo Fundo, em comparação com o número total de regressos apoiados pelo Fundo.

4.  Número de pessoas retornadas que receberam, antes ou depois do regresso, assistência à reintegração cofinanciada pelo Fundo, em comparação com o número total de regressos apoiados pelo Fundo.

 

a) Pessoas que regressaram voluntariamente;

 

b) Pessoas que foram objeto de um afastamento;

Alteração    249

Proposta de regulamento

Anexo VIII – parte 3-A (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

Objetivo específico 3-A: Assegurar a solidariedade e a partilha equitativa de responsabilidades:

 

1. Número de transferências de requerentes de proteção internacional efetuadas nos termos do artigo 17.º-B do Fundo.

 

Número de transferências de beneficiários de proteção internacional efetuadas nos termos do artigo 17.º-B do Fundo.

 

2. Número de trabalhadores destacados ou montante do apoio financeiro disponibilizado aos Estados-Membros afetados por desafios no domínio da migração.

 

3. Número de pessoas reinstaladas com o apoio do Fundo.


EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Numa altura em que o asilo e a migração estão no topo da agenda política, é indispensável reafirmar o empenho da UE no seu acervo em matéria de asilo e de imigração. Esta é uma das principais razões pelas quais a relatora acolhe favoravelmente a proposta relativa a um Fundo para o Asilo e a Migração, que sucederá ao atual Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e que continuará a prestar apoio financeiro à aplicação do acervo em matéria de asilo e migração.

A dimensão dos fluxos migratórios para a UE em 2015 pôs em evidência falhas graves no sistema de asilo da União Europeia. Até à data, os Estados-Membros situados na primeira linha continuam a deparar-se com problemas, uma vez que os princípios da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades não têm uma aplicação prática em toda a União Europeia.

A relatora considera que a União Europeia, no seu conjunto, deve tentar utilizar este Fundo para superar os diferentes desafios com que se vê confrontada a diferentes níveis: reforma do Sistema Europeu Comum de Asilo, aplicação de uma política de regresso mais sustentável e mais eficaz, criação de vias legais de migração e promoção da integração dos refugiados nas nossas sociedades.   

A relatora congratula-se com o facto de a Comissão Europeia propor, para o próximo período financeiro plurianual, um orçamento de 10,4 mil milhões de euros para superar os desafios em matéria de asilo, migração e integração na Europa. Considera, pois, que cada um destes domínios de ação deve ser mencionado na designação do Fundo.

A relatora é de opinião que um Fundo dedicado às políticas de asilo, migração e integração na União Europeia deve centrar-se exatamente nessas políticas. Deve ser dado o apoio necessário aos Estados-Membros para que levem a cabo as suas ações e medidas destinadas a atenuar as pressões migratórias e cumpram as suas obrigações legais. Neste contexto, a relatora considera que a introdução de percentagens mínimas deverá ajudar a garantir que todos os Estados-Membros cumpram as suas obrigações em relação a cada um dos diferentes objetivos do Fundo.

No âmbito do Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração proposto, os Estados-Membros devem cumprir as suas obrigações de reforçar e desenvolver todos os aspetos do Sistema Europeu Comum de Asilo, criar canais de migração legal, promover a integração de nacionais de países terceiros, assegurar regressos efetivos e sustentáveis e dar sentido ao conceito de solidariedade e partilha equitativa de responsabilidades.

Os programas de reinstalação e de recolocação são dois mecanismos que permitem dar provas de verdadeira solidariedade para com os Estados-Membros situados na primeira linha e para com as pessoas que necessitam de proteção. Estes mecanismos funcionarão melhor se todos os Estados-Membros participarem e respeitarem os compromissos que assumiram.

Além disso, a relatora considera que não existem suficientes vias seguras para a Europa que ofereçam às pessoas que necessitam de proteção uma alternativa viável às perigosas viagens ilegais. A relatora exorta, neste contexto, os Estados-Membros a estudarem as possibilidades existentes, especialmente as que permitem dar uma resposta aos desafios comuns colocados pelas necessidades económicas e sociais.

As pessoas que chegam à Europa devem receber uma assistência e um acolhimento adequados e ter acesso a procedimentos de asilo equitativos e eficazes, nomeadamente as que têm necessidades específicas, como as crianças não acompanhadas e separadas e as pessoas que sobreviveram a violências sexuais e de género. A relatora considera igualmente, neste contexto, que é necessária mais solidariedade na UE para assegurar a proteção destas pessoas, nomeadamente através de um reagrupamento familiar e de uma recolocação eficazes e céleres.

Para uma integração satisfatória dos migrantes e refugiados, as ações e medidas levadas a cabo ao abrigo dos programas de trabalho e do instrumento temático devem prever a participação ativa das autoridades locais e regionais, que são frequentemente as que estão em contacto diário com a realidade no terreno. A relatora considera que os municípios e as regiões devem estar bem equipados para garantir a todos a inclusão e a dignidade, nomeadamente através da educação, da formação linguística, de cursos de orientação cívica e de outras ações destinadas a promover a igualdade e a inclusão social.

A relatora reconhece que um plano de ação abrangente de apoio a soluções a longo prazo requer uma estreita cooperação com os países terceiros. Tendo em conta as propostas relativas à cooperação com países terceiros, é importante reiterar que este Fundo é o único instrumento para o asilo e a migração existente na União e que as ações realizadas em países terceiros ou com estes relacionadas não devem ser financiadas essencialmente a partir deste Fundo. Além disso, a relatora considera prudente sublinhar que todas as ações – realizadas na União ou em países terceiros – devem respeitar o acervo da União em matéria de asilo e imigração, as obrigações internacionais e os direitos e princípios consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

O Fundo deve ser suficientemente flexível para responder às diferentes necessidades dos Estados-Membros, que variam consideravelmente de um Estado-Membro para outro. No entanto, a relatora considera que esta flexibilidade, que permite atribuir e reafetar fundos rapidamente, deve ser acompanhada de medidas que assegurem uma repartição equitativa dos recursos entre os objetivos e um elevado grau de transparência no que diz respeito às despesas da União.

Por último, a relatora insiste em que o Parlamento Europeu, na sua qualidade de colegislador e devido ao seu dever de pedir contas à Comissão, deve ter acesso às informações de que necessita sobre a utilização do Fundo, nomeadamente no que diz respeito aos indicadores de desempenho, se necessário, às avaliações intercalares e retrospetivas e aos relatórios anuais sobre o desempenho.


ANEXO: LISTA DAS ENTIDADES OU PESSOAS SINGULARES DE QUEM A RELATORA RECEBEU CONTRIBUTOS

A seguinte lista é apresentada a título meramente facultativo, sob a responsabilidade exclusiva da relatora. A relatora recebeu das seguintes entidades ou pessoas singulares contribuições aquando da preparação do presente relatório, até à sua aprovação em comissão:

Entidade e/ou pessoa singular

ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados)

FRA (Agência dos Direitos Fundamentais)

ECRE (Conselho Europeu para os Refugiados e Exilados)

OIM (Organização Internacional para as Migrações)

OIT (Organização Internacional do Trabalho)

ONG «Save the Children»

Rede «Eurochild»

Iniciativa «EU Alliance for Investing in Children»

UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância)

PICUM (Plataforma de cooperação internacional em matéria de migrantes sem documentos)

CMRE (Conselho dos Municípios e Regiões da Europa)

Eurocidades

Comité das Regiões


PARECER DA COMISSÃO DOS ASSUNTOS JURÍDICOS SOBRE A BASE JURÍDICA

Exmo. Senhor Claude Moraes

Presidente

Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos

BRUXELAS

Assunto:  Parecer sobre a base jurídica da proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que cria o Fundo para o Asilo e a Migração (FAM) (COM(2018)0471 – C8‑0271/2018 – 2018/0248(COD))

Senhor Presidente,

Por carta de 24 de janeiro de 2019 solicitou V. Ex.ª à Comissão dos Assuntos Jurídicos que emitisse um parecer, nos termos do artigo 39.º do Regimento, sobre a adequação do aditamento do artigo 80.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE) à base jurídica da proposta da Comissão em epígrafe.

A comissão procedeu à análise da supracitada questão na sua reunião de 18 de fevereiro de 2019.

I – Contexto

A proposta tem por objetivo criar o Fundo para o Asilo e a Migração (FAM) como o fundo sucessor do atual Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração(1), com o objetivo principal de prestar apoio à gestão eficaz da migração pelos Estados-Membros. O Fundo destina-se a garantir que a União continuará a honrar as suas obrigações em relação às pessoas com necessidade de proteção internacional, facilitará o regresso das pessoas que não têm direito de permanecer no seu território e favorecerá soluções que permitem substituir os fluxos migratórios irregulares e descontrolados por vias de entrada seguras e bem geridas.

O principal desafio que a proposta visa resolver é a necessidade de uma maior flexibilidade na gestão do Fundo, em comparação com o atual período de programação, criando novos mecanismos para atribuição de financiamentos a uma gestão partilhada, direta e indireta.

A proposta baseia-se nos artigos 78.º, n.º 2, e 79.º, n.ºs 2 e 4, do TFUE sobre as políticas relativas aos controlos nas fronteiras, ao asilo e à imigração. Foram apresentadas várias alterações na Comissão LIBE que visam acrescentar à base jurídica o artigo 80.º do TFUE sobre o princípio da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros, inclusive no que respeita às implicações financeiras.

O relatório da Comissão LIBE tem a sua adoção prevista para 19 de fevereiro de 2019, tendo em vista a adoção de uma posição em primeira leitura em sessão plenária antes das eleições. Por conseguinte, não serão realizadas quaisquer negociações interinstitucionais sobre este dossiê até depois das eleições.

II – Artigos pertinentes do Tratado

A base jurídica da proposta da Comissão é o n.º 2 do artigo 78.º do TFUE e o artigo 79.º, n.ºs 2 e 4, do TFUE, que se encontram no capítulo sobre políticas em matéria de controlos de fronteiras, asilo e imigração, ao abrigo do título sobre o espaço de liberdade, segurança e justiça.

O artigo 78.º tem a seguinte redação (sublinhado nosso):

Artigo 78.°

(ex-artigos 63.º, n.ºs 1 e 2, e 64.º, n.º 2, do TCE)

1.  A União desenvolve uma política comum em matéria de asilo, de proteção subsidiária e de proteção temporária, destinada a conceder um estatuto adequado a qualquer nacional de um país terceiro que necessite de proteção internacional e a garantir a observância do princípio da não repulsão. Esta política deve estar em conformidade com a Convenção de Genebra, de 28 de julho de 1951, e o Protocolo, de 31 de janeiro de 1967, relativos ao Estatuto dos Refugiados, e com os outros tratados pertinentes.

2.  Para efeitos do n.º 1, o Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, adotam as medidas relativas a um sistema europeu comum de asilo que inclua:

(a)   Um estatuto uniforme de asilo para os nacionais de países terceiros, válido em toda a União;

(b)   Um estatuto uniforme de proteção subsidiária para os nacionais de países terceiros que, sem obterem o asilo europeu, careçam de proteção internacional;

(c)   Um sistema comum que vise, em caso de afluxo maciço, a proteção temporária das pessoas deslocadas;

(d)   Procedimentos comuns em matéria de concessão e retirada do estatuto uniforme de asilo ou de proteção subsidiária;

(e)   Critérios e mecanismos de determinação do Estado-Membro responsável pela análise de um pedido de asilo ou de proteção subsidiária;

(f)   Normas relativas às condições de acolhimento dos requerentes de asilo ou de proteção subsidiária;

(g)   A parceria e a cooperação com países terceiros, para a gestão dos fluxos de requerentes de asilo ou de proteção subsidiária ou temporária.

3. No caso de um ou mais Estados-Membros serem confrontados com uma situação de emergência, caracterizada por um súbito fluxo de nacionais de países terceiros, o Conselho, sob proposta da Comissão, pode adotar medidas provisórias a favor desse ou desses Estados-Membros. O Conselho delibera após consulta do Parlamento Europeu.

O artigo 79.º do TFUE tem a seguinte redação (sublinhado nosso):

Artigo 79.°

(ex-artigo 63.º, n.ºs 3 e 4, do TCE)

1.   A União desenvolve uma política comum de imigração destinada a garantir, em todas as fases, uma gestão eficaz dos fluxos migratórios, um tratamento equitativo dos nacionais de países terceiros que residam legalmente nos Estados-Membros, bem como a prevenção da imigração ilegal e do tráfico de seres humanos e o reforço do combate a estes fenómenos.

2.  Para efeitos do n.º 1, o Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, adotam medidas nos seguintes domínios:

(a)   Condições de entrada e de residência, bem como normas relativas à emissão, pelos Estados-Membros, de vistos e de títulos de residência de longa duração, inclusive para efeitos de reagrupamento familiar;

(b)   Definição dos direitos dos nacionais de países terceiros que residam legalmente num Estado-Membro, incluindo as condições que regem a liberdade de circulação e de permanência nos outros Estados-Membros;

(c)   Imigração clandestina e residência ilegal, incluindo o afastamento e o repatriamento de residentes em situação ilegal;

(d)   Combate ao tráfico de seres humanos, em especial de mulheres e de crianças.

3. A União pode celebrar com países terceiros acordos destinados à readmissão, nos países de origem ou de proveniência, de nacionais de países terceiros que não preencham ou tenham deixado de preencher as condições de entrada, de presença ou de residência no território de um dos Estados-Membros.

4. O Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário, podem estabelecer medidas para incentivar e apoiar a ação dos Estados-Membros destinada a fomentar a integração dos nacionais de países terceiros que residam legalmente no seu território, excluindo-se qualquer harmonização das disposições legislativas e regulamentares dos Estados-Membros.

5. O presente artigo não afeta o direito de os Estados-Membros determinarem os volumes de admissão de nacionais de países terceiros, provenientes de países terceiros, no respetivo território, para aí procurarem trabalho, assalariado ou não assalariado.

O artigo 80.º do TFUE, que se propõe ser aditado à base jurídica da proposta e que se encontra no mesmo título e capítulo que os artigos 78.º e 79.º do TFUE, tem a seguinte redação (sublinhado nosso):

Artigo 80.°

(novo artigo introduzido pelo Tratado de Lisboa)

As políticas da União referidas no presente capítulo e a sua execução são regidas pelo princípio da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros, inclusive no plano financeiro. Sempre que necessário, os atos da União adotados por força do presente capítulo conterão medidas adequadas para a aplicação desse princípio.

III – Jurisprudência sobre a base jurídica

De acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça, «a escolha da base jurídica de um ato comunitário deve assentar em elementos objetivos suscetíveis de fiscalização jurisdicional, entre os quais figuram, nomeadamente, a finalidade e o conteúdo do ato»(2). A escolha de uma base jurídica incorreta pode, por conseguinte, justificar a anulação do ato em causa.

No que diz respeito às bases múltiplas, é necessário determinar se a proposta:

1.  Tem finalidades ou componentes múltiplas, sendo uma delas identificável como principal ou predominante e as restantes como meramente acessórias; ou

2.  Prossegue simultaneamente diversos objetivos ou apresenta várias componentes indissociavelmente ligadas, não sendo nenhuma delas secundária e indireta em relação à outra.

De acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça, no primeiro caso o ato deverá assentar numa base jurídica única, a saber, a exigida pela finalidade ou pela componente principal ou preponderante, devendo, no segundo caso, basear-se nas diferentes bases jurídicas correspondentes.(3)

IV. Finalidade e conteúdo do regulamento proposto

O principal objetivo da proposta é apoiar uma gestão eficiente da migração pelo Estados-Membros garantindo que a União continuará a honrar as suas obrigações em relação às pessoas com necessidade de proteção internacional, facilitará o regresso das pessoas que não têm direito de permanecer no seu território e favorecerá soluções que permitem substituir os fluxos migratórios irregulares e descontrolados por vias de entrada seguras e bem geridas. O principal desafio que a proposta visa resolver é a necessidade de uma maior flexibilidade na gestão do Fundo, em comparação com o atual período de programação, criando novos mecanismos para atribuição de financiamentos a uma gestão partilhada, direta e indireta.

A proposta consiste em 61 considerandos, 35 artigos e 8 anexos.

Os considerandos 1 a 9 apresentam o contexto político e legislativo e o contexto da proposta, incluindo a Agenda Europeia da Migração de maio de 2015 e o Conselho Europeu de 19 de outubro de 2017, que sublinham a capacidade da União para unir esforços nacionais e europeus no sentido de abordar a questão da migração e trabalhar em conjunto de forma eficaz, em conformidade com os princípios da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades, e reafirmam a necessidade de prosseguir uma abordagem abrangente, pragmática e resoluta em relação à gestão da migração que vise restabelecer o controlo das fronteiras externas e reduzir o número de chegadas irregulares e de mortes no mar. Estas medidas devem basear-se numa utilização flexível e coordenada de todos os instrumentos disponíveis da União e dos Estados-Membros. A crise migratória sublinhou, além disso, a necessidade de reformar o Sistema Europeu Comum de Asilo e de complementar e reforçar as atividades realizadas pela Agência da União Europeia para o Asilo (AUEA).

O considerando 10 prevê que o FAM deve apoiar os esforços envidados pela União e pelos Estados-Membros para reforçar a capacidade destes últimos de desenvolver, acompanhar e avaliar as suas políticas em matéria de asilo à luz das obrigações que lhes impõe o direito vigente da União.

Os considerandos 11 a 30 definem pormenorizadamente os domínios e os objetivos das medidas a tomar.

O considerando 31 prevê que o financiamento a partir do orçamento da União deve centrar-se nas atividades em que a intervenção da União possa gerar valor acrescentado em comparação com a ação empreendida apenas pelos Estados-Membros. O apoio financeiro prestado ao abrigo do presente regulamento deve contribuir, em particular, para reforçar as capacidades nacionais e da União nos domínios do asilo e da migração.

Os considerandos 32 a 40 estabelecem as disposições relativas ao modo como os fundos e os recursos devem ser atribuídos e os custos reembolsados.

O considerando 41 prevê que, para complementar a aplicação do objetivo geral do FAM a nível nacional através dos programas dos Estados-Membros, o Fundo deve também conceder apoio a ações a nível da União. Essas ações devem servir objetivos gerais estratégicos no âmbito da intervenção do FAM.

O considerando 42 indica que deve ser possível prestar ajuda de emergência em conformidade com o quadro estabelecido no regulamento.

Os considerandos 43 a 48 estabelecem a relação, em termos práticos, do FAM com outros fundos e instrumentos na mesma área disciplinar.

Os considerandos 49 a 55 estabelecem os métodos de execução, as disposições relativas aos países e territórios ultramarinos e às regiões ultraperiféricas, os requisitos de monitorização e a relação com a ação climática.

Os considerandos 56 a 66 estabelecem disposições relativas à atribuição de poderes delegados e de competências de execução, à subsidiariedade e proporcionalidade e ao estatuto do Reino Unido, da Irlanda e da Dinamarca.

O artigo 3.º estabelece que o objetivo da política do FAM é contribuir para uma gestão eficiente dos fluxos migratórios, em conformidade com o acervo da UE pertinente e no respeito dos compromissos da União em matéria de direitos fundamentais, com os objetivos específicos de reforçar e desenvolver todos os aspetos do Sistema Europeu Comum de Asilo, apoiar a migração legal para os Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros, para a luta contra a migração irregular e assegurar a eficácia do regresso e da readmissão em países terceiros.

Os artigos 1.º a 6.º comportam disposições gerais. O artigo 6.º especifica as entidades que podem ser elegíveis para receber fundos e apoio: Estados-Membros, países terceiros ao abrigo de condições específicas e qualquer entidade jurídica criada ao abrigo do direito da União ou qualquer organização internacional.

Os artigos 7.º a 31.º estabelecem o quadro financeiro e de execução do FAM, que se divide em secções relativas ao apoio e execução em regime de gestão partilhada, direta e indireta, em conformidade com o Regulamento Financeiro. Incluem igualmente disposições em matéria de monitorização, apresentação de relatórios e avaliação. O artigo 9.º estabelece que o financiamento a partir do instrumento temático deve ser utilizado em relação às suas componentes no apoio aos Estados-Membros que contribuem para os esforços de solidariedade e de partilha das responsabilidades. O artigo 17.º prevê uma contribuição fixa por cada requerente no que respeita à recolocação dos requerentes de proteção internacional e aos beneficiários.

Os artigos 32.º-35.º incluem disposições transitórias e finais.

Os anexos I-VIII estabelecem critérios de atribuição de financiamento aos programas em regime de gestão partilhada, medidas de execução, âmbito de aplicação do apoio, ações elegíveis para um cofinanciamento mais elevado, indicadores de desempenho principais, tipos de intervenção, ações elegíveis para apoio operacional e indicadores de desempenho e de resultados.

No projeto de relatório da Comissão LIBE sugere-se o aditamento do artigo 80.º do TFUE à base jurídica (ver alteração 2), tendo esse aditamento também sido sugerido por alterações de vários relatores-sombra na Comissão LIBE (ver alterações 161-163).

Várias alterações na Comissão LIBE procuram igualmente acrescentar o seguinte objetivo do FAM no artigo 3.º (ver alterações 46, 322, 323 e 325):

Garantir a solidariedade e a partilha de responsabilidades entre os Estados-Membros, em particular em relação aos mais afetados pelos fluxos de migrantes e de requerentes de asilo, inclusive através de uma cooperação prática.

Além disso, várias alterações da Comissão LIBE sobre as medidas de execução afins nos anexos fazem referência à recolocação e à solidariedade (ver alterações 137, 568 e 569).

V – Determinação da base jurídica adequada

Importa, em primeiro lugar, salientar que o PE já propôs que o artigo 80.º do TFUE fosse acrescentado à base jurídica durante o processo legislativo para o atual Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração(4). O Serviço Jurídico foi, por conseguinte, convidado a emitir um parecer jurídico sobre esse aditamento, que concluiu que era adequado acrescentar a segunda frase do artigo 80.º do TFUE como base jurídica comum para as medidas específicas em matéria de recolocação(5). Embora este regulamento tenha acabado por ser adotado sem incluir o artigo 80.º do TFUE, na sua resolução de 26 de março de 2016 sobre a situação no Mediterrâneo e a necessidade de uma abordagem holística da UE em relação à migração, o PE afirmou, no primeiro parágrafo da resolução(6):

1. Realça que a solidariedade deve ser o princípio em que assenta a ação da União em matéria de migração; observa que o princípio da solidariedade, tal como previsto no artigo 80.º do TFUE, abrange as políticas de asilo, imigração e controlo das fronteiras; considera que o artigo 80.º constitui uma base jurídica, em articulação com os artigos 77.º a 79.º do TFUE, para a aplicação do princípio da solidariedade nesses domínios;

A posição do PE, confirmada pela votação em sessão plenária sobre a resolução acima referida, é, por conseguinte, de que o artigo 80.º do TFUE pode e deve ser utilizado como base jurídica conjuntamente com as bases jurídicas indicadas pela Comissão para a presente proposta.

Além disso, o Serviço Jurídico afirma, no seu parecer jurídico de 2013 em que analisa a base jurídica do atual Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, que a inclusão do artigo 80.º no Tratado tem origem numa recomendação da Convenção Europeia e que a segunda frase desse artigo foi redigida com a intenção de criar uma base jurídica cujo objetivo é consubstanciar, em políticas pormenorizadas, o princípio da solidariedade. A segunda frase do artigo 80.º do TFUE, de uma forma semelhante à cláusula de flexibilidade do artigo 352.º, faculta à União uma base jurídica para adoção de medidas adequadas para colmatar uma lacuna nos casos em que os Tratados não preveem expressamente ou implicitamente os poderes necessários para alcançar os objetivos da União, sendo objetivo específico neste caso alcançar a solidariedade e a partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros(7).

Dado que o atual Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração tem por base o artigo 78.º, n.º 2, e o artigo 79.º, n.ºs 2 e 4, do TFUE — sobre medidas relativas a um sistema europeu comum de asilo, uma política comum de imigração e medidas para a promoção da integração de nacionais de países terceiros, respetivamente —, e dado que o regulamento prossegue simultaneamente esses objetivos com componentes que se encontram ligados de forma indissociável, sem que um seja secundário e indireto em relação ao outro, esses artigos devem fazer parte da base jurídica da proposta.

A questão que se coloca é, então, a de saber se o artigo 80.º do TFUE também deve fazer parte da base jurídica, conjuntamente com o artigo 78.º, n.º 2, e o artigo 79.º, n.ºs 2 e 4, do TFUE.

O principal objetivo da proposta, segundo a Comissão, é prestar apoio para uma gestão eficiente da migração pelos Estados-Membros, dando resposta à necessidade de uma maior flexibilidade na sua gestão, em comparação com o atual período de programação, mediante a criação de novos mecanismos para atribuição de financiamentos a uma gestão partilhada, direta e indireta. Além disso, a proposta inclui ainda disposições sobre o apoio financeiro aos Estados-Membros que contribuem para os esforços de solidariedade e responsabilidade (artigo 9.º) e para os contributos fixos por requerente no que diz respeito à recolocação dos requerentes de proteção internacional e dos beneficiários (artigo 17.º). A proposta da Comissão já inclui, por esta razão, disposições sobre a solidariedade e a partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros, incluindo as suas implicações financeiras.

Tal como acima referido, o projeto de relatório da Comissão LIBE e as alterações apresentadas no seio da Comissão LIBE dão ainda mais ênfase ao aditamento, no artigo 3.º, do objetivo de assegurar a solidariedade e a partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros, em especial no que respeita aos mais afetados pelos fluxos migratórios e pelos requerentes de asilo, e mediante a inclusão nos anexos de medidas conexas de execução.

Tal como concluiu o Serviço Jurídico, uma vez que as disposições acima referidas relativas à solidariedade e à recolocação preveem claramente o financiamento de medidas específicas destinadas a pôr em prática o princípio da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades, a referência ao artigo 80.º do TFUE contribuiria para garantir a clareza e a segurança jurídica no que diz respeito à inclusão no ato das medidas específicas em causa, ao sublinhar o seu objetivo(8).

O artigo 80.º do TFUE estabelece que os atos da União adotados por força do capítulo relativo às políticas em matéria de controlos de fronteiras, asilo e imigração (artigos 77.º a 80.º do TFUE) incluem, sempre que necessário, medidas adequadas para a aplicação do princípio da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros, inclusive no plano financeiro. Tal como acima referido, a presente proposta da Comissão, que constitui uma proposta de alteração, inclui disposições sobre essas medidas. Uma vez que o regulamento proposto prossegue simultaneamente tais objetivos, que se encontram ligados de forma indissociável e sem que se assumam como secundários ou indiretos em relação aos objetivos e aos componentes relacionados com o artigo 78.º, n.º 2, e com o artigo 79.º, n.ºs 2 e 4, do TFUE, deve assentar também no artigo 80.º do TFUE.

VI – Conclusão e recomendação

À luz da análise que precede, o artigo 80.º do TFUE poderia ser aditado aos artigos 78.º, n.º 2, e 79.º, n.ºs 2 e 4, do TFUE para constituir a base jurídica da proposta.

Assim, na sua reunião de 18 de fevereiro de 2019, a Comissão dos Assuntos Jurídicos decidiu, por 11 votos a favor, 6 votos contra e 0 abstenções(9), recomendar que a Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos acrescente, por conseguinte, à base jurídica o artigo 80.º do TFUE como base jurídica adicional no relatório sobre este processo.

Aproveito a oportunidade para reiterar a V. Ex.ª os protestos da minha elevada consideração.

Pavel Svoboda

(1)

Regulamento (UE) n.° 516/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, que cria o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração, que altera a Decisão 2008/381/CE do Conselho e que revoga as Decisões n.° 573/2007/CE e n.° 575/2007/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e a Decisão 2007/435/CE do Conselho (JO L 150 de 20.5.2014, p. 168).

(2)

Processo C-45/86, Comissão/ Conselho (Preferências pautais generalizadas) [1987] Colet.1439, ponto 5; Processo C-440/05, Comissão/Conselho [2007] Colet. I-9097; Processo C-411/06, Comissão/Parlamento e Conselho [2009] Colet. I-7585.

(3)

Ver Processo C-411/06 supracitado, pontos 46-47.

(4)

Ver nota de rodapé 1.

(5)

Ver Parecer do Serviço Jurídico do PE de 2013, SJ-0139/13, anexo I.

(6)

Textos Aprovados, P8_TA(2016)0102.

(7)

Ver Parecer do Serviço Jurídico do PE de 2013, SJ-0139/13, n.ºs 27 e 41.

(8)

Ver Parecer do Serviço Jurídico do PE de 2019, SJ-0088/19, n.º 13.

(9)

Encontravam-se presentes no momento da votação final: Pavel Svoboda (presidente), Jean‑Marie Cavada, Mady Delvaux (vice-presidentes), Gilles Lebreton (relator de parecer), Max Andersson, Joëlle Bergeron, Kostas Chrysogonos, Jytte Guteland, Heidi Hautala, Sajjad Karim, Sylvia‑Yvonne Kaufmann, António Marinho e Pinto, Julia Reda, Evelyn Regner, Axel Voss, Tiemo Wölken e Tadeusz Zwiefka.


PARECER da Comissão do Desenvolvimento (20.12.2018)

dirigido à Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que cria o Fundo para o Asilo e a Migração

(COM(2018)0471 – C8-0271/2018 – 2018/0248(COD))

Relatora de parecer: Elly Schlein

JUSTIFICAÇÃO SUCINTA

A Comissão apresentou ao Parlamento Europeu e ao Conselho uma proposta que cria o Fundo para o Asilo e a Migração, no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2021-2027. O fundo apoiará a gestão eficiente da migração pelos Estados-Membros da UE, com uma dotação de 10,4 mil milhões de euros.

A crise migratória revelou a necessidade de uma abordagem europeia comum assente na solidariedade e na partilha equitativa de responsabilidades. A relatora regozija-se, por conseguinte, com o aumento do orçamento disponível para a migração e o asilo, que constitui um passo essencial para a criação na UE de um sistema de acolhimento e asilo forte, equitativo e eficaz.

Não obstante, a relatora considera que a proposta, na sua versão atual, coloca uma ênfase excessiva no aumento das taxas de regresso. Com efeito, os critérios propostos para a atribuição de financiamento aos programas nacionais em regime de gestão partilhada preveem que 40 % desse financiamento seja atribuído em função dos indicadores relacionados com a luta contra a migração irregular e a emissão de decisões de regresso, em detrimento de ações nos domínios do asilo, da migração legal e da integração. Tal criará incentivos para que os Estados-Membros emitam e executem decisões de regresso, sem terem em conta os riscos para os repatriados e os possíveis impactos nos países de origem.

As medidas tomadas pela Comissão tendo em vista a elaboração de uma política de migração robusta da UE devem ser acolhidas favoravelmente. No entanto, a relatora considera que o Parlamento Europeu e o Conselho devem incluir na proposta as garantias necessárias para os repatriados e os países de origem. As decisões de regresso não podem ser tomadas sem que seja realizada uma avaliação abrangente e cuidada da situação nos países de origem e da capacidade de absorção a nível local. É fundamental medir o possível impacto dos repatriados na estabilidade dos países de origem, uma vez que os regressos podem contribuir para os conflitos, os atritos e a fragilidade.

Além disso, o Parlamento e o Conselho devem velar por que as relações da UE com os países terceiros não estejam subordinadas à cooperação no domínio do regresso e da readmissão. A cooperação com os países terceiros deve basear-se no interesse mútuo e numa abordagem abrangente, em vez de se basear apenas nos interesses e prioridades da UE no domínio da migração. Uma abordagem restrita centrada na gestão da migração poderá comprometer a cooperação da UE com os países terceiros.

ALTERAÇÕES

A Comissão do Desenvolvimento insta a Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos, competente quanto à matéria de fundo, a ter em conta as seguintes alterações:

Alteração    1

Proposta de regulamento

Considerando 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-A)  O Fundo deve respeitar plenamente os direitos humanos, a Agenda 2030, o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento, tal como estabelecido no artigo 208.º do TFUE, e os compromissos assumidos a nível internacional em matéria de migração e asilo, nomeadamente o Pacto Global sobre Refugiados e o Pacto Global para Migrações Seguras, Ordeiras e Regulares (PGM).

Alteração    2

Proposta de regulamento

Considerando 4-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-B)  A gestão do Fundo numa perspetiva de desenvolvimento deve ter em conta as várias causas profundas da migração, como os conflitos, a pobreza, a falta de capacidade agrícola, a educação e as desigualdades.

Alteração    3

Proposta de regulamento

Considerando 4-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(4-C)  A cooperação para o desenvolvimento com países terceiros deve, nomeadamente, ser uma parte importante dos acordos de readmissão para estimular o mercado de trabalho e criar oportunidades de emprego nos países de regresso, a fim de reduzir os incentivos que possam levar os migrantes repatriados a atravessar novamente as fronteiras europeias.

Alteração    4

Proposta de regulamento

Considerando 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  O Fundo deve apoiar a gestão eficiente dos fluxos migratórios, promovendo, nomeadamente, medidas comuns no domínio do asilo, incluindo os esforços dos Estados-Membros para acolher pessoas necessitadas de proteção internacional mediante a reinstalação e a transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional entre Estados-Membros, apoiando estratégias de integração e uma política de migração legal mais eficaz, por forma a assegurar a competitividade a longo prazo da União e o futuro do seu modelo social e reduzir os incentivos à migração ilegal através de uma política de regresso e readmissão sustentável. O Fundo deve prestar apoio ao fortalecimento da cooperação com países terceiros, a fim de melhorar a gestão dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional, assim como vias legais de migração, e lutar contra a migração ilegal, assegurando um regresso sustentável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

(7)  O Fundo deve apoiar a promoção de medidas comuns no domínio do asilo, incluindo os esforços dos Estados-Membros para acolher pessoas mediante a reinstalação e a transferência entre Estados-Membros, bem como estratégias de integração, acolhimento e inclusão e uma política de migração legal mais eficaz, combater a migração irregular e aplicar uma política de regresso e readmissão sustentável. O Fundo deve prestar apoio ao fortalecimento da cooperação com países terceiros, a fim de melhorar a gestão dos fluxos e a criação de vias legais de migração, lutar contra a migração irregular e combater o tráfico de migrantes, assegurando um regresso sustentável e uma readmissão efetiva nos países terceiros. A cooperação com países terceiros deve basear-se verdadeiramente no interesse mútuo.

Alteração    5

Proposta de regulamento

Considerando 8

Texto da Comissão

Alteração

(8)  A crise migratória evidenciou a necessidade de reformar o Sistema Europeu Comum de Asilo com vista a garantir procedimentos de asilo eficientes, prevenir os movimentos secundários, criar condições de acolhimento uniformes e adequadas para os requerentes de proteção internacional, bem como normas uniformes para a concessão de proteção internacional e de direitos e benefícios adequados para os beneficiários de proteção internacional. Ao mesmo tempo, a reforma tornou-se necessária a fim de aplicar um sistema mais equitativo e eficaz para determinar a responsabilidade dos Estados-Membros pelos requerentes de proteção internacional, bem como um quadro da União para os esforços de reinstalação dos Estados-Membros. É, por conseguinte, oportuno que o Fundo preste maior apoio aos esforços dos Estados-Membros para aplicar plena e corretamente o Sistema Europeu Comum de Asilo reformulado.

(8)  É oportuno apoiar e melhorar os esforços dos Estados-Membros no sentido de aplicarem plena e corretamente o acervo da União em matéria de asilo, nomeadamente para garantir condições de acolhimento adequadas para as pessoas deslocadas, os requerentes e os beneficiários de proteção internacional, para assegurar a correta determinação do seu estatuto, para aplicar procedimentos de asilo equitativos e eficazes e para promover boas práticas no domínio do asilo, de forma a proteger os direitos das pessoas que necessitam de proteção internacional e permitir o funcionamento eficaz dos sistemas de asilo dos Estados-Membros. O Fundo deve, por conseguinte, prestar maior apoio aos esforços dos Estados-Membros para aplicar plena e corretamente o Sistema Europeu Comum de Asilo reformulado.

Alteração    6

Proposta de regulamento

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  O Fundo deve igualmente complementar e reforçar as atividades realizadas pela Agência da União Europeia para o Asilo, criada pelo Regulamento (UE) ../.. [Regulamento que cria a Agência para o Asilo]14 com vista a facilitar e melhorar o funcionamento do Sistema Europeu Comum de Asilo mediante a coordenação e o fortalecimento da cooperação prática e do intercâmbio de informações entre os Estados-Membros, promovendo o direito e as normas operacionais da União em matéria de asilo, a fim de assegurar um elevado grau de uniformidade baseado em normas de proteção elevadas nos procedimentos de proteção internacional, em condições de acolhimento e avaliação das necessidades a nível da União, possibilitando uma repartição sustentável e equitativa dos pedidos de proteção internacional, facilitando a convergência na avaliação destes pedidos em toda a União, apoiando os esforços de reinstalação dos Estados-Membros e prestando assistência operacional e técnica aos Estados-Membros na gestão dos seus sistemas de asilo e de acolhimento, em particular àqueles cujos sistemas estejam sujeitos a uma pressão desproporcionada.

(9)  O Fundo deve igualmente complementar e reforçar as atividades realizadas pela Agência da União Europeia para o Asilo, criada pelo Regulamento (UE) ../.. [Regulamento que cria a Agência para o Asilo]14 com vista a facilitar e melhorar o funcionamento do Sistema Europeu Comum de Asilo mediante a coordenação e o fortalecimento da cooperação prática e do intercâmbio de informações entre os Estados-Membros, promovendo o direito e as normas operacionais da União em matéria de asilo, a fim de assegurar o respeito pelos direitos humanos e um elevado grau de uniformidade baseado em normas de proteção elevadas nos procedimentos de proteção internacional, em condições de acolhimento e avaliação das necessidades a nível da União, possibilitando uma repartição sustentável e equitativa dos pedidos de proteção internacional, procurando sempre, em última instância, defender da melhor forma possível os interesses do requerente e facilitando a convergência na avaliação destes pedidos em toda a União, apoiando os esforços de reinstalação dos Estados-Membros e prestando assistência operacional e técnica aos Estados-Membros na gestão dos seus sistemas de asilo e de acolhimento, em particular àqueles cujos sistemas estejam sujeitos a uma pressão desproporcionada.

Alteração    7

Proposta de regulamento

Considerando 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  O Fundo deve apoiar os esforços da União e dos Estados-Membros para reforçar a capacidade destes últimos de desenvolver, acompanhar e avaliar as suas políticas em matéria de asilo à luz das obrigações que lhes impõe ao direito vigente da União.

(10)  O Fundo deve apoiar os esforços da União e dos Estados-Membros para reforçar a capacidade destes últimos de desenvolver, acompanhar e avaliar as suas políticas em matéria de asilo à luz das obrigações que lhes impõe o direito vigente da União e o direito internacional com base numa abordagem integral relativa ao respeito pelos direitos humanos.

Alteração    8

Proposta de regulamento

Considerando 11

Texto da Comissão

Alteração

(11)  As parcerias e a cooperação com países terceiros são uma componente essencial da política de asilo da União para garantir a gestão adequada dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional. Com o objetivo de substituir as entradas ilegais e inseguras por entradas legais e seguras de nacionais de países terceiros ou apátridas que necessitem de proteção internacional no território dos Estados-Membros, bem como manifestar solidariedade com países situados em regiões para as quais ou nas quais um grande número de pessoas necessitadas de proteção nacional tenham sido deslocadas ajudando a aliviar a pressão sobre esses países, contribuir para a concretização dos objetivos da política de migração da União através do reforço da influência da União em relação a países terceiros e de contribuir efetivamente para iniciativas globais de reinstalação falando a uma só voz nas instâncias internacionais e com os países terceiros, é conveniente que o Fundo proporcione incentivos financeiros à execução do Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários].

(11)  As parcerias e a cooperação com países terceiros são uma componente essencial das políticas de asilo e migração da União para garantir que as pessoas não se vejam obrigadas a abandonar os seus países de origem e para assegurar a gestão adequada dos fluxos migratórios, inclusive quando se trate de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional. Com o objetivo de substituir as entradas ilegais e inseguras por entradas legais e seguras de nacionais de países terceiros ou apátridas, incluindo os que necessitem de proteção internacional no território dos Estados-Membros, bem como manifestar solidariedade com países situados em regiões para as quais ou nas quais um grande número de pessoas necessitadas de proteção nacional tenham sido deslocadas ajudando a aliviar a pressão sobre esses países, e de contribuir efetivamente para iniciativas globais de reinstalação falando a uma só voz nas instâncias internacionais e com os países terceiros, é conveniente que o Fundo proporcione incentivos financeiros à execução do Quadro da União de Reinstalação [e de Admissão por Motivos Humanitários] e de outras iniciativas humanitárias análogas adotadas pelos Estados-Membros a título individual ou em conjunto.

Alteração    9

Proposta de regulamento

Considerando 12

Texto da Comissão

Alteração

(12)  Tendo em conta os elevados níveis de fluxos migratórios para a União nos últimos anos e a importância de assegurar a coesão das nossas sociedades, é crucial apoiar as políticas dos Estados-Membros em matéria de integração inicial dos nacionais de países terceiros legalmente residentes, incluindo nos domínios prioritários identificados no plano de ação sobre a integração de nacionais de países terceiros adotado pela Comissão em 2016.

(12)  Tendo em conta a importância de assegurar a coesão das nossas sociedades, é crucial apoiar as políticas dos Estados-Membros em matéria de acolhimento, integração e inclusão iniciais dos nacionais de países terceiros legalmente residentes, incluindo nos domínios prioritários identificados no plano de ação sobre a integração de nacionais de países terceiros adotado pela Comissão em 2016.

Alteração    10

Proposta de regulamento

Considerando 13

Texto da Comissão

Alteração

(13)  Por forma a aumentar a eficiência, alcançar o máximo valor acrescentado para a União e garantir a coerência da resposta da União para fomentar a integração de nacionais de países terceiros, as ações financiadas pelo Fundo devem ser específicas e complementares das ações financiadas pelo novo Fundo Social Europeu (FSE+) e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). As medidas financiadas no âmbito do presente Fundo destinam-se a apoiar medidas adaptadas às necessidades dos nacionais de países terceiros, que são geralmente aplicadas na fase inicial da integração, e ações horizontais de apoio às capacidades dos Estados-Membros no domínio da integração, enquanto as intervenções a favor dos nacionais de países terceiros com impacto a mais longo prazo devem ser financiadas pelo FEDER e pelo FSE+.

(13)  Para melhorar e reforçar o processo de integração nas sociedades europeias, o Fundo deverá facilitar a migração legal para a União em função das necessidades económicas e sociais dos Estados-Membros e antecipar a preparação do processo de integração ainda no país de origem dos nacionais de países terceiros que se desloquem para a União. As ações em países terceiros devem ser plenamente coerentes com o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento e com os compromissos para a realização dos objetivos de desenvolvimento sustentável.

Alteração    11

Proposta de regulamento

Considerando 13-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(13-A)  As medidas de integração deverão ainda incluir os beneficiários de proteção internacional, assegurando assim uma abordagem global da integração e levando em conta as especificidades desse grupo-alvo. Caso as medidas de integração sejam combinadas com o acolhimento, as ações deverão, se adequado, permitir também que sejam incluídos os requerentes de asilo.

Alteração    12

Proposta de regulamento

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  Neste contexto, as autoridades dos Estados-Membros responsáveis pela execução do Fundo devem cooperar e estabelecer mecanismos de coordenação com as autoridades identificadas pelos Estados-Membros para fins de gestão das intervenções do FSE+ e do FEDER e, sempre que necessário, com as respetivas autoridades de gestão e com as autoridades de gestão de outros fundos da UE que contribuam para a integração de nacionais de países terceiros.

(14)  Para ser eficiente e atingir o máximo valor acrescentado, o Fundo deverá adotar uma abordagem mais direcionada, apoiando estratégias coerentes concebidas especificamente para promover a integração de nacionais de países terceiros a nível nacional, local e/ou regional, sempre que adequado. Essas estratégias deverão ser executadas principalmente pelas autoridades locais ou regionais e por intervenientes não estatais, sem, no entanto, excluir as autoridades nacionais, especialmente caso a organização administrativa específica do Estado-Membro assim o exija ou caso as ações de acolhimento, integração e inclusão num Estado-Membro constituam uma competência partilhada do Estado e de um órgão ou órgãos descentralizados da administração. As organizações encarregadas da execução deverão escolher, de entre uma variedade de medidas disponíveis, as medidas mais adequadas à sua situação particular.

Alteração    13

Proposta de regulamento

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  Uma política de regresso eficiente constitui parte integrante da abordagem global da migração adotada pela União e os seus Estados-Membros. O Fundo deve apoiar e incentivar os esforços dos Estados-Membros destinados à aplicação eficaz e ao desenvolvimento mais aprofundado de normas comuns relativas ao regresso, em particular as definidas na Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho15, bem como de uma abordagem integrada e coordenada da gestão do regresso. Para assegurar políticas de regresso sustentáveis, o Fundo deve igualmente apoiar medidas conexas em países terceiros, tais como a reintegração dos repatriados.

(20)  Uma política de regresso eficiente constitui parte integrante da abordagem global da migração adotada pela União e os seus Estados-Membros. O Fundo deve apoiar e incentivar os esforços dos Estados-Membros destinados à aplicação eficaz e ao desenvolvimento mais aprofundado de normas comuns relativas ao regresso, com destaque para os regressos voluntários, em particular as definidas na Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho15, bem como de uma abordagem integrada e coordenada da gestão do regresso. O Fundo deve igualmente apoiar medidas conexas em países terceiros para facilitar e garantir o regresso e a readmissão seguros e dignos, bem como a reintegração sustentável, tal como consagrado no PGM.

__________________

__________________

15 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

15 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados-Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

Alteração    14

Proposta de regulamento

Considerando 21

Texto da Comissão

Alteração

(21)  Os Estados-Membros devem ser encorajados a darem preferência ao regresso voluntário. A fim de favorecer o regresso voluntário, é conveniente que os Estados-Membros possam criar incentivos, designadamente um tratamento preferencial sob a forma de uma ajuda reforçada ao regresso. Este tipo de regresso voluntário corresponde ao interesse tanto dessas pessoas objeto do regresso como das autoridades, em termos da respetiva relação custo-eficácia.

(21)  Os Estados-Membros devem ser encorajados a darem preferência ao regresso voluntário. A fim de favorecer o regresso voluntário, é conveniente que os Estados-Membros possam criar incentivos, designadamente um tratamento preferencial sob a forma de uma ajuda reforçada ao regresso, mediante formação profissional na Europa que ajude os repatriados a regressarem ao mercado de trabalho dos seus países de origem. Este tipo de regresso voluntário corresponde ao interesse tanto dessas pessoas objeto do regresso como das autoridades, em termos da respetiva relação custo-eficácia.

Alteração    15

Proposta de regulamento

Considerando 23

Texto da Comissão

Alteração

(23)  A existência de medidas específicas de apoio aos repatriados nos Estados-Membros e nos países de regresso podem melhorar as condições de regresso e reforçar a sua reintegração.

(23)  A existência de medidas específicas de apoio aos repatriados, com particular destaque para as suas necessidades de caráter humanitário e ao nível da proteção, nos Estados-Membros e nos países de regresso podem melhorar as condições de regresso e reforçar a sua reintegração. Há que prestar especial atenção aos grupos vulneráveis. As decisões de regresso devem ter por base uma avaliação abrangente e cuidada da situação no país de origem, que incida inclusivamente na capacidade de absorção a nível local. As medidas e ações específicas de apoio aos países de origem e, em particular, às pessoas vulneráveis contribuem para garantir a sustentabilidade, a segurança e a eficácia dos regressos. Estas medidas devem ser aplicadas com a participação ativa das autoridades locais, da sociedade civil e das diásporas.

Alteração    16

Proposta de regulamento

Considerando 24

Texto da Comissão

Alteração

(24)  Os acordos de readmissão e outras disposições constituem uma parte integrante da política europeia de regresso e um instrumento essencial para a gestão eficaz dos fluxos migratórios, na medida em que facilitam o rápido regresso dos migrantes em situação irregular. Esses acordos e disposições são um elemento importante no quadro do diálogo e da cooperação com os países terceiros de origem e de trânsito dos migrantes em situação irregular, pelo que a sua aplicação nos países terceiros deve ser apoiada no interesse de políticas de regresso efetivas a nível nacional e da União.

(24)  Os acordos de readmissão e outras disposições constituem uma parte integrante da política europeia de regresso e um instrumento essencial para a gestão eficaz dos fluxos migratórios, na medida em que facilitam o rápido regresso dos migrantes em situação irregular. Esses acordos e disposições são um elemento importante no quadro da cooperação e do diálogo político com os países terceiros de origem e de trânsito dos migrantes em situação irregular, pelo que a sua aplicação nos países terceiros deve ser apoiada no interesse de políticas de regresso efetivas a nível nacional e da União.

Alteração    17

Proposta de regulamento

Considerando 25

Texto da Comissão

Alteração

(25)  Além de apoiar o regresso das pessoas, tal como previsto no presente regulamento, o Fundo deve também apoiar outras medidas destinadas a combater a migração irregular, reduzir os incentivos à migração ilegal ou evitar o incumprimento das normas vigentes relativas à migração legal, salvaguardando assim a integridade dos sistemas de imigração dos Estados-Membros.

(25)  Além de apoiar a integração de nacionais de países terceiros ou apátridas nos Estados-Membros, o Fundo deve também apoiar outras medidas destinadas a combater o tráfico de migrantes e a encorajar e facilitar o estabelecimento de normas relativas à migração legal, salvaguardando assim a integridade dos sistemas de imigração dos países de origem, no pleno respeito do princípio da coerência para o desenvolvimento sustentável.

Alteração    18

Proposta de regulamento

Considerando 26

Texto da Comissão

Alteração

(26)  O emprego de migrantes irregulares cria um fator de atração para a migração ilegal e prejudica o desenvolvimento de uma política de mobilidade laboral baseada em regimes de migração legal. O Fundo deve apoiar, portanto, os Estados-Membros, direta ou indiretamente, na aplicação da Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho16, que proíbe o emprego de nacionais de países terceiros em situação irregular e prevê sanções contra os empregadores que violem essa proibição.

(26)  O Fundo deve apoiar os Estados-Membros, direta ou indiretamente, na aplicação da Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, que proíbe o emprego de nacionais de países terceiros em situação irregular e prevê sanções contra os empregadores que violem essa proibição. Também inclui elementos de proteção, como o direito dos nacionais de países terceiros empregados de forma irregular a apresentar queixa e a reclamar os seus salários. O Fundo deve apoiar a aplicação destes elementos de proteção, uma vez que ainda não foram suficientemente aplicados, como referido na Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho, de 22 de maio de 2014, sobre a aplicação da Diretiva 2009/52/CE, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas

mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular.

_________________

_________________

16 Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 168 de 30.6.2009, p. 24).

16 Diretiva 2009/52/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de junho de 2009, que estabelece normas mínimas sobre sanções e medidas contra os empregadores de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 168 de 30.6.2009, p. 24).

 

Alteração    19

Proposta de regulamento

Considerando 26-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(26-A)  Os Estados-Membros devem apoiar os pedidos da sociedade civil e das associações de trabalhadores, nomeadamente, no que respeita à criação de uma rede europeia de trabalhadores e trabalhadoras do acolhimento, que coloque em contacto todos os trabalhadores da Europa que atuam no domínio da migração, para promover um acolhimento digno e uma abordagem relativa à migração baseada nos direitos humanos e no intercâmbio de boas práticas em matéria de acolhimento e oportunidades de emprego para os migrantes.

Alteração    20

Proposta de regulamento

Considerando 30

Texto da Comissão

Alteração

(30)  As medidas aplicadas em países terceiros ou com estes relacionadas e apoiadas pelo Fundo devem complementar outras ações fora da União, apoiadas por instrumentos de financiamento externo da União. Em particular, aquando da execução dessas ações, deve procurar manter-se a total coerência com os princípios e objetivos gerais da ação externa e da política externa da União relativas ao país ou região em causa, bem como com os compromissos internacionais da União. No que se refere à dimensão externa, o Fundo deve orientar o apoio para o reforço da cooperação com países terceiros e dos aspetos principais da gestão da migração em domínios de interesse para a política de migração da União.

(30)  As medidas aplicadas ao abrigo do Fundo e relacionadas com países terceiros devem ser plenamente coerentes com os princípios e objetivos gerais da ação externa, da política externa e da política de desenvolvimento da União relativas ao país ou região em causa, bem como com os compromissos internacionais da União. A cooperação com países terceiros não deve ter por objetivo apoiar as ações diretamente orientadas para o desenvolvimento e não deve comprometer o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento.

Alteração    21

Proposta de regulamento

Considerando 35

Texto da Comissão

Alteração

(35)  Os referidos montantes iniciais devem constituir uma base para os investimentos de longo prazo dos Estados-Membros. A fim de ter em conta a evolução dos fluxos migratórios e dar resposta às necessidades de gestão dos sistemas de asilo e acolhimento e de integração de nacionais de países terceiros legalmente residentes, assim como lutar contra a migração ilegal por meio de uma política de regresso eficiente e responsável, é conveniente atribuir um montante adicional aos Estados-Membros numa fase intermédia, tendo em consideração as taxas de absorção. Este montante basear-se-á nos mais recentes dados estatísticos disponíveis, conforme definido no anexo I, a fim de refletir as mudanças ocorridas na situação de base dos Estados-Membros.

(35)  Os referidos montantes iniciais devem constituir uma base para os investimentos de longo prazo dos Estados-Membros. A fim de ter em conta a evolução dos fluxos migratórios e dar resposta às necessidades de gestão dos sistemas de asilo e acolhimento e de integração de nacionais de países terceiros, assim como lutar contra o tráfico de migrantes e aplicar uma política de regresso eficiente, sustentável e que respeite os direitos, é conveniente atribuir um montante adicional aos Estados-Membros numa fase intermédia, tendo em consideração as taxas de absorção. Este montante basear-se-á nos mais recentes dados estatísticos disponíveis, conforme definido no anexo I, a fim de refletir as mudanças ocorridas na situação de base dos Estados-Membros.

Alteração    22

Proposta de regulamento

Considerando 41

Texto da Comissão

Alteração

(41)  Para complementar a aplicação do objetivo geral do presente Fundo a nível nacional, através dos programas dos Estados-Membros, o Fundo deve também conceder apoio a ações a nível da União. Tais ações devem destinar-se a fins estratégicos gerais, no âmbito da intervenção do Fundo, relacionados com a análise das políticas e inovação, a aprendizagem mútua e as parcerias transnacionais e o ensaio de novas iniciativas e ações em toda a União.

(41)  Para complementar a aplicação do objetivo geral do presente Fundo a nível nacional, através dos programas dos Estados-Membros, o Fundo deve também conceder apoio a ações a nível da União. Tais ações devem destinar-se a fins estratégicos gerais, no âmbito da intervenção do Fundo, relacionados com a análise das políticas e inovação, a aprendizagem mútua e as parcerias transnacionais, o trabalho desenvolvido pelas comunidades da diáspora e o papel mediador que podem desempenhar neste contexto, e o ensaio de novas iniciativas e ações em toda a União.

Alteração    23

Proposta de regulamento

Considerando 42

Texto da Comissão

Alteração

(42)  A fim de fortalecer a capacidade da União de responder imediatamente a uma forte pressão migratória imprevista ou desproporcionada sobre um ou mais Estados-Membros, caracterizada por um afluxo importante ou desproporcionado de nacionais de países terceiros, que sujeita a capacidade de acolhimento e de detenção a solicitações significativas e urgentes, bem como os sistemas e procedimentos de asilo e de gestão migratória desses Estados-Membros, e a fortes pressões migratórias em países terceiros causadas pelas evoluções políticas ou por conflitos, deve ser possível prestar ajuda de emergência em conformidade com o quadro estabelecido no presente regulamento.

(42)  A fim de fortalecer a capacidade da União de responder imediatamente a uma forte pressão migratória imprevista ou desproporcionada sobre um ou mais Estados-Membros, caracterizada por um afluxo importante ou desproporcionado de nacionais de países terceiros, que sujeita a capacidade de acolhimento e de detenção a solicitações significativas e urgentes, bem como os sistemas e procedimentos de asilo e de gestão migratória desses Estados-Membros, e a fortes pressões migratórias em países terceiros causadas pelas evoluções políticas ou por conflitos, deve ser sempre possível prestar ajuda de emergência a ações que visem assegurar o respeito pelos direitos humanos dos migrantes e o cumprimento por parte dos Estados-Membros dos seus compromissos internacionais, nomeadamente, no que respeita ao asilo e à concessão do estatuto de refugiado, em conformidade com o quadro estabelecido no presente regulamento.

Alteração    24

Proposta de regulamento

Considerando 53-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(53-A)  As organizações da sociedade civil, as autoridades locais e regionais e os parlamentos nacionais dos Estados-Membros e dos países terceiros devem ser consultados aquando do processo de programação, execução e avaliação dos programas financiados por este Fundo.

Alteração    25

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O Fundo tem por objetivo geral contribuir para uma gestão eficaz dos fluxos migratórios, em conformidade com o acervo da UE pertinente e no respeito dos compromissos da União em matéria de direitos fundamentais.

1.  O Fundo tem por objetivo geral contribuir para uma gestão eficaz dos fluxos migratórios, em conformidade com o acervo da UE pertinente e no respeito dos compromissos da União em matéria de direitos fundamentais, em particular o direito ao asilo, consagrado na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, e o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento.

Alteração    26

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  Apoiar a migração legal para os Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros;

b)  Apoiar a criação de vias legais e seguras de acesso aos Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros, incluindo os requerentes de asilo e os beneficiários de proteção internacional, e para o reforço da proteção dos direitos humanos dos migrantes;

Alteração    27

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular através da criação de vias legais de migração, combater o tráfico de seres humanos e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros, tanto para os repatriados como para os países de origem.

Alteração    28

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros, tanto para os repatriados como para os países de origem.

Alteração    29

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

c-A)  Aumentar a solidariedade e a partilha de responsabilidades entre os Estados-Membros, em especial a favor dos mais afetados pelos fluxos de migrantes e de requerentes de asilo, inclusive através da cooperação prática.

Alteração    30

Proposta de regulamento

Artigo 5 – parágrafo 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

O Fundo deve ser aberto à participação de países terceiros, em conformidade com as condições estabelecidas num acordo específico, que preveja a participação do país terceiro no Fundo para o Asilo e a Migração, desde que o acordo:

O Fundo deve ser aberto à participação de países terceiros que não violem os direitos fundamentais dos migrantes no âmbito das atividades realizadas no domínio da migração legal, do regresso e da readmissão, em conformidade com as condições estabelecidas num acordo específico, o qual deverá ser divulgado ao público, que preveja a participação do país terceiro no Fundo para o Asilo e a Migração, desde que o acordo:

Alteração    31

Proposta de regulamento

Artigo 5 – parágrafo 1 – travessão 4-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

  Preveja um mecanismo de recurso para as pessoas que considerem que os seus direitos fundamentais foram violados.

Alteração    32

Proposta de regulamento

Artigo 7 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  A Comissão e os Estados-Membros devem assegurar que as ações relacionadas com países terceiros sejam levadas a cabo em conformidade com outras ações executadas através dos instrumentos da União, respeitem o princípio da coerência das políticas para o desenvolvimento, sejam centradas em medidas não orientadas para o desenvolvimento e respeitem plenamente os direitos humanos e o direito internacional.

Alteração    33

Proposta de regulamento

Artigo 9 – n.º 6

Texto da Comissão

Alteração

6.  O instrumento temático apoia, em especial, as ações abrangidas pela medida de execução 2.b do anexo II que são executadas pelas autoridades locais e regionais ou pelas organizações da sociedade civil.

6.  O instrumento temático apoia, em especial, as ações abrangidas pela medida de execução 2.b do anexo II que são executadas pelas autoridades locais e regionais ou pelas organizações da sociedade civil, em particular as comunidades da diáspora.

Alteração    34

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Cada Estado-Membro deve assegurar que as prioridades constantes do seu programa são compatíveis com as prioridades da União e dão resposta aos desafios no domínio da gestão da migração, e que respeitam plenamente o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas. Na definição das prioridades dos seus programas, os Estados-Membros devem assegurar que as medidas de execução indicadas no anexo II são tratadas de forma adequada.

1.  Cada Estado-Membro deve assegurar que as prioridades constantes do seu programa são compatíveis com as prioridades da União e dão resposta aos desafios no domínio da gestão da migração, do asilo e do acolhimento, e que respeitam plenamente o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas. Na definição das prioridades dos seus programas, os Estados-Membros devem assegurar que as medidas de execução indicadas no anexo II são tratadas de forma adequada.

Alteração    35

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Comissão deve assegurar que a Agência da União Europeia para o Asilo a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira são associadas desde o início ao processo de elaboração dos programas, no que diz respeito aos seus domínios de competência. A Comissão deve consultar a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a Agência da União Europeia para o Asilo sobre os projetos de programas, a fim de assegurar a coerência e a complementaridade entre as ações das Agências e as ações dos Estados-Membros.

2.  A Comissão deve assegurar que a Agência da União Europeia para o Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira são associadas desde o início ao processo de elaboração dos programas, no que diz respeito aos seus domínios de competência. A Comissão deve consultar a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a Agência da União Europeia para o Asilo sobre os projetos de programas, a fim de assegurar a coerência e a complementaridade entre as ações das Agências e as ações dos Estados-Membros.

Alteração    36

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A Comissão deve assegurar que a Agência da União Europeia para o Asilo a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira são associadas desde o início ao processo de elaboração dos programas, no que diz respeito aos seus domínios de competência. A Comissão deve consultar a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a Agência da União Europeia para o Asilo sobre os projetos de programas, a fim de assegurar a coerência e a complementaridade entre as ações das Agências e as ações dos Estados-Membros.

2.  A Comissão deve assegurar que a Agência da União Europeia para o Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira são associadas desde o início ao processo de elaboração dos programas, no que diz respeito aos seus domínios de competência. A Comissão deve consultar a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira e a Agência da União Europeia para o Asilo sobre os projetos de programas, a fim de assegurar a coerência e a complementaridade entre as ações das Agências e as ações dos Estados-Membros.

Alteração    37

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  A Comissão pode associar a Agência da União Europeia para o Asilo e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira às tarefas de acompanhamento e avaliação previstas na secção 5 se adequado, em especial para assegurar que as ações realizadas com o apoio do Fundo respeitam o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas.

3.  A Comissão pode associar a Agência da União Europeia para o Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira às tarefas de acompanhamento e avaliação previstas na secção 5 se adequado, em especial para assegurar que as ações realizadas com o apoio do Fundo respeitam o acervo da União pertinente e as prioridades da União acordadas.

Alteração    38

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Na sequência de um exercício de monitorização realizado em conformidade com o Regulamento (UE) [ ../..] [Regulamento relativo à criação da Agência da União Europeia para o Asilo], ou da adoção de recomendações em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento, o Estado-Membro em causa deve analisar, em conjunto com a Comissão e, se for caso disso, com a Agência da União Europeia para o Asilo e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o seguimento a dar às conclusões do relatório, nomeadamente às eventuais deficiências ou problemas de capacidade e de preparação, devendo dar execução às recomendações através do seu programa.

4.  Na sequência de um exercício de monitorização realizado em conformidade com o Regulamento (UE) [ ../..] [Regulamento relativo à criação da Agência da União Europeia para o Asilo], ou da adoção de recomendações em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento, o Estado-Membro em causa deve analisar, em conjunto com a Comissão e, se for caso disso, com a Agência da União Europeia para o Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, o seguimento a dar às conclusões do relatório, nomeadamente às eventuais deficiências ou problemas de capacidade e de preparação, devendo dar execução às recomendações através do seu programa.

Alteração    39

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 3

Texto da Comissão

Alteração

3.  Os Estados-Membros que utilizem o apoio operacional devem respeitar o acervo da União em matéria de asilo e regresso.

3.  Os Estados-Membros que utilizem o apoio operacional devem respeitar o acervo da União em matéria de asilo e regresso, bem como de direitos fundamentais.

Alteração    40

Proposta de regulamento

Artigo 18 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Os Estados-Membros devem justificar no programa e no relatório anual de desempenho a que se refere o artigo 30.º, o recurso ao apoio operacional para realizar os objetivos do presente regulamento. Antes da aprovação do programa, a Comissão deve avaliar, em conjunto com a Agência da União Europeia para o Asilo e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, em conformidade com o artigo 13.º, a situação de referência dos Estados-Membros que manifestaram a intenção de recorrer ao apoio operacional. A Comissão deve ter em conta as informações comunicadas por esses Estados-Membros e, se aplicável, as informações disponíveis no quadro dos exercícios de monitorização, realizados em conformidade com o Regulamento (UE) .../... [Regulamento relativo à criação da Agência da União Europeia para o Asilo] e com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento.

4.  Os Estados-Membros devem justificar no programa e no relatório anual de desempenho a que se refere o artigo 30.º, o recurso ao apoio operacional para realizar os objetivos do presente regulamento. Antes da aprovação do programa, a Comissão deve avaliar, em conjunto com a Agência da União Europeia para o Asilo, a Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia e a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, em conformidade com o artigo 13.º, a situação de referência dos Estados-Membros que manifestaram a intenção de recorrer ao apoio operacional. A Comissão deve ter em conta as informações comunicadas por esses Estados-Membros e, se aplicável, as informações disponíveis no quadro dos exercícios de monitorização, realizados em conformidade com o Regulamento (UE) .../... [Regulamento relativo à criação da Agência da União Europeia para o Asilo] e com o Regulamento (UE) n.º 1053/2013, que estejam abrangidas pelo âmbito de aplicação do presente regulamento.

Alteração    41

Proposta de regulamento

Artigo 26 – n.º 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Pressão migratória importante em países terceiros, incluindo nos países onde pessoas com necessidade proteção possam estar bloqueadas devido a desenvolvimento ou conflitos políticos, nomeadamente quando tal pressão possa ter impacto sobre o fluxo migratório em direção à UE.

c)  Pressão migratória importante em países terceiros, incluindo nos países onde pessoas com necessidade proteção possam estar bloqueadas devido a desenvolvimento ou conflitos políticos.

Alteração    42

Proposta de regulamento

Artigo 29 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A Comissão deve realizar uma avaliação intercalar e uma avaliação retrospetiva do presente regulamento, incluindo das ações executadas no âmbito do Fundo.

1.  A Comissão deve realizar uma avaliação intercalar e uma avaliação retrospetiva do presente regulamento, inclusive das ações executadas no âmbito do Fundo, assim como a avaliação do impacto dos regressos nos países terceiros e do respeito pelos direitos fundamentais dos migrantes.

Alteração    43

Proposta de regulamento

Artigo 29 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A avaliação intercalar e a avaliação retrospetiva devem ser efetuadas atempadamente para poderem ser tidas em conta no processo de tomada de decisão.

2.  A avaliação intercalar e a avaliação retrospetiva devem ser efetuadas atempadamente para poderem ser tidas em conta no processo de tomada de decisão, e o resultado da avaliação deve ser tornado público e acessível.

Alteração    44

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 2 – alínea h-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

h-A)  A forma como foi garantido o respeito pelos direitos fundamentais dos migrantes na execução do Fundo.

Alteração    45

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 1 – alínea b) – travessão 1

Texto da Comissão

Alteração

–  30 % para o asilo;

–  40 % para o asilo;

Alteração    46

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 1 – alínea b) – travessão 2

Texto da Comissão

Alteração

–  30 % para a migração legal e a integração;

–  40 % para a migração legal, a integração e a inclusão;

Alteração    47

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 1 – alínea b) – travessão 3

Texto da Comissão

Alteração

–  40 % para a luta contra a migração irregular, incluindo os regressos.

–  20 % para a luta contra a migração irregular, incluindo os regressos.

Alteração    48

Proposta de regulamento

Anexo II – ponto 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Reforçar a solidariedade e a cooperação com os países terceiros afetados pelos fluxos migratórios, designadamente através da reinstalação e de outras vias legais para obtenção de proteção na União, bem como as parcerias e a cooperação com países terceiros para efeitos da gestão da migração.

d)  Reforçar a solidariedade, a cooperação e o intercâmbio de boas práticas com os países terceiros afetados pelos fluxos migratórios, designadamente através da reinstalação e de outras vias legais para obtenção de proteção na União, bem como as parcerias e a cooperação com países terceiros para efeitos da gestão da migração.

Alteração    49

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 3 – alínea k)

Texto da Comissão

Alteração

k)  Promoção dos intercâmbios e do diálogo entre nacionais de países terceiros, a sociedade de acolhimento e as autoridades públicas, em especial através da consulta dos nacionais de países terceiros e do diálogo intercultural e inter-religioso.

k)  Promoção dos intercâmbios e do diálogo, em particular com a ajuda das comunidades da diáspora, entre nacionais de países terceiros, a sociedade de acolhimento e as autoridades públicas, em especial através da consulta dos nacionais de países terceiros e do diálogo intercultural e inter-religioso.

Alteração    50

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Infraestruturas de acolhimento ou de detenção, incluindo a eventual utilização conjunta das referidas instalações por mais de um Estado-Membro;

a)  Infraestruturas de acolhimento, incluindo a eventual utilização conjunta das referidas instalações por mais de um Estado-Membro;

Alteração    51

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

d)  Mecanismos para lutar contra os incentivos à migração irregular, incluindo o emprego de migrantes em situação irregular, através de inspeções eficazes e adequadas baseadas numa avaliação de riscos, na formação do pessoal, na criação e aplicação de mecanismos através dos quais os migrantes em situação irregular possam reclamar os seus salários e apresentar queixas contra os seus empregadores, ou campanhas de informação e sensibilização, para dar conhecimento aos empregadores e aos migrantes em situação irregular dos seus direitos e obrigações nos termos da Diretiva 2009/52/CE;

d)  Mecanismos para lutar contra a migração irregular, incluindo o emprego de migrantes em situação irregular, através de inspeções eficazes e adequadas baseadas numa avaliação de riscos, na formação do pessoal, na criação e aplicação de mecanismos através dos quais os migrantes em situação irregular possam reclamar os seus salários e apresentar queixas contra os seus empregadores, ou campanhas de informação e sensibilização, para dar conhecimento aos empregadores e aos migrantes em situação irregular dos seus direitos e obrigações nos termos da Diretiva 2009/52/CE;

Alteração    52

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

d-A)  Avaliação da situação e da estabilidade dos países de origem, bem como da capacidade de absorção a nível local;

Alteração    53

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Preparação dos regressos, incluindo medidas conducentes à emissão de decisões de regresso, à identificação dos nacionais países terceiros, à emissão de documentos de viagem e à localização da família;

e)  Preparação dos regressos, incluindo medidas conducentes à emissão de decisões de regresso, à identificação dos nacionais de países terceiros, à emissão de documentos de viagem, à localização da família e à possibilidade de receber formação profissional na Europa para promover a reintegração no país de origem;

Alteração    54

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea h)

Texto da Comissão

Alteração

h)  Operações de afastamento, incluindo medidas conexas, em conformidade com as normas estabelecidas na legislação da União, excetuando-se a utilização de equipamento coercivo;

h)  Operações de afastamento, incluindo medidas conexas, no pleno respeito dos direitos humanos e em conformidade com as normas estabelecidas na legislação da União, excetuando-se a utilização de equipamento coercivo;

Alteração    55

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea i)

Texto da Comissão

Alteração

i)  Medidas de apoio ao regresso e à reintegração duradoura das pessoas retornadas;

i)  Medidas de apoio, com uma abordagem a longo prazo, ao regresso e à reintegração duradoura das pessoas repatriadas, incluindo atividades de desenvolvimento de competências;

Alteração    56

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea j)

Texto da Comissão

Alteração

j)  Instalações e serviços em países terceiros que assegurem um acolhimento e alojamento temporário adequados à chegada, igualmente para os menores não acompanhados e outros grupos vulneráveis, em consonância com as normas internacionais;

j)  Apoio a países terceiros para assegurar um acolhimento e alojamento temporário adequados à chegada, em consonância com as normas internacionais;

Alteração    57

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea k)

Texto da Comissão

Alteração

k)  Cooperação com países terceiros no domínio da luta contra a migração irregular e do regresso e readmissão efetivos, em especial no quadro da aplicação de acordos e outras disposições em matéria de readmissão;

Suprimido

Alteração    58

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea m)

Texto da Comissão

Alteração

m)  Apoiar ações nos países terceiros, por exemplo, em matéria de infraestruturas, equipamentos e outras medidas, desde que contribuam para melhorar a eficácia da cooperação entre os países terceiros e a União e os seus Estados-Membros em matéria de regresso e readmissão.

m)  Apoiar ações nos países terceiros, desde que contribuam para melhorar a eficácia da cooperação entre os países terceiros e a União e os seus Estados-Membros em matéria de regresso e readmissão.

Alteração    59

Proposta de regulamento

Anexo IV – travessão 1

Texto da Comissão

Alteração

–  Medidas de integração executadas pelas autoridades locais e regionais e organizações da sociedade civil;

–  Medidas de integração executadas pelas autoridades locais e regionais e organizações da sociedade civil, incluindo as comunidades da diáspora;

Alteração    60

Proposta de regulamento

Anexo V – parte 2

Texto da Comissão

Alteração

Objetivo específico 2:  Apoiar a migração legal para os Estados-Membros, nomeadamente contribuir para a integração dos nacionais de países terceiros;

Suprimido

1. Número de pessoas que participaram em medidas prévias à saída financiadas pelo Fundo.

 

2. Número de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo que indicam que as medidas foram benéficas para a sua integração inicial, em comparação com o número total de pessoas que participaram em medidas de integração financiadas pelo Fundo.

 

PROCESSO DA COMISSÃO ENCARREGADA DE EMITIR PARECER

Título

Criação do Fundo para o Asilo e a Migração

Referências

COM(2018)0471 – C8-0271/2018 – 2018/0248(COD)

Comissão competente quanto ao fundo

       Data de comunicação em sessão

LIBE

2.7.2018

 

 

 

Parecer emitido por

       Data de comunicação em sessão

DEVE

2.7.2018

Relator(a) de parecer

       Data de designação

Elly Schlein

18.7.2018

Exame em comissão

29.8.2018

8.10.2018

 

 

Data de aprovação

13.12.2018

 

 

 

Resultado da votação final

+:

–:

0:

15

3

0

Deputados presentes no momento da votação final

Ignazio Corrao, Doru-Claudian Frunzulică, Enrique Guerrero Salom, Maria Heubuch, Teresa Jiménez-Becerril Barrio, Linda McAvan, Norbert Neuser, Maurice Ponga, Jean-Luc Schaffhauser, Elly Schlein, Bogusław Sonik, Eleni Theocharous, Mirja Vehkaperä, Joachim Zeller

Suplentes presentes no momento da votação final

Frank Engel, Ádám Kósa

VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO ENCARREGADA DE EMITIR PARECER

15

+

ALDE

Mirja Vehkaperä

ECR

Eleni Theocharous

EFDD

Ignazio Corrao

PPE

Frank Engel, Teresa Jiménez-Becerril Barrio, Maurice Ponga, Bogusław Sonik, Joachim Zeller

S&D

Doru-Claudian Frunzulică, Enrique Guerrero Salom, Linda McAvan, Norbert Neuser, Elly Schlein

VERTS/ALE

Maria Heubuch, Tilly Metz

3

-

ENF

Jean-Luc Schaffhauser

GUE/NGL

Miguel Urbán Crespo

PPE

Ádám Kósa

0

0

 

 

Legenda dos símbolos utilizados:

+  :  votos a favor

-  :  votos contra

0  :  abstenções


PARECER da Comissão dos Orçamentos (21.11.2018)

dirigido à Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho que cria o Fundo para o Asilo e a Migração (FAM)

(COM(2018)0471 – C8‑0271/2018 – 2018/0248(COD))

Relatora de parecer: Karine Gloanec Maurin

JUSTIFICAÇÃO SUCINTA

O objetivo geral do Fundo para o Asilo e a Migração (FAM) e do quadro financeiro plurianual consiste em prestar apoio técnico e financeiro aos Estados-Membros tendo em vista assegurar uma gestão sustentável dos desafios relacionados com o asilo, a migração e as fronteiras externas.

O artigo 80.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia estabelece expressamente que essas políticas comuns se baseiam em dois princípios: da solidariedade e da partilha equitativa de responsabilidades entre os Estados-Membros.

O Fundo para o Asilo e a Migração, que visa concretizar essa abordagem global, deve ser financiado através de uma dotação substancial durante o período 2021-2027, a fim de facilitar a sua implantação de uma forma justa, eficaz e diligente.

ALTERAÇÕES

A Comissão dos Orçamentos insta a Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos, competente quanto à matéria de fundo, a ter em conta as seguintes alterações:

Alteração    1

Proposta de regulamento

Título

Texto da Comissão

Alteração

Proposta de

Proposta de

REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

que cria o Fundo para o Asilo e a Migração

que cria o Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração

Justificação

Alteração horizontal que se aplica à totalidade do texto em apreço. A integração é uma parte essencial do Fundo e deve refletir-se também na designação.

Alteração    2

Proposta de regulamento

Considerando 7

Texto da Comissão

Alteração

(7)  O Fundo deve apoiar a gestão eficiente dos fluxos migratórios, promovendo, nomeadamente, medidas comuns no domínio do asilo, incluindo os esforços dos Estados-Membros para acolher pessoas necessitadas de proteção internacional mediante a reinstalação e a transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional entre Estados‑Membros, apoiando estratégias de integração e uma política de migração legal mais eficaz, por forma a assegurar a competitividade a longo prazo da União e o futuro do seu modelo social e reduzir os incentivos à migração ilegal através de uma política de regresso e readmissão sustentável. O Fundo deve prestar apoio ao fortalecimento da cooperação com países terceiros, a fim de melhorar a gestão dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional, assim como vias legais de migração, e lutar contra a migração ilegal, assegurando um regresso sustentável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

(7)  O Fundo deve apoiar a gestão eficiente dos fluxos migratórios, promovendo, nomeadamente, medidas comuns no domínio do asilo, incluindo os esforços dos Estados-Membros para acolher pessoas necessitadas de proteção internacional mediante a reinstalação e a transferência de requerentes e beneficiários de proteção internacional entre Estados‑Membros, apoiando estratégias de integração e uma política de migração legal mais eficaz, por forma a assegurar a competitividade a longo prazo da União e o futuro do seu modelo social e reduzir os incentivos à migração ilegal através de uma política de regresso e readmissão sustentável. O Fundo deve prestar apoio ao fortalecimento da cooperação com países terceiros, a fim de melhorar a gestão dos fluxos de pessoas que requerem asilo ou outras formas de proteção internacional, assim como vias legais de migração, e lutar contra a migração ilegal, assegurando um regresso sustentável e uma readmissão efetiva nos países terceiros, tanto em casos de regresso voluntário como forçado.

Alteração    3

Proposta de regulamento

Considerando 17

Texto da Comissão

Alteração

(17)  Tendo em conta o papel crucial que cabe às autoridades locais e regionais e às organizações da sociedade civil no domínio da integração, e com vista a facilitar o acesso destas entidades a financiamento ao nível da União, o Fundo deve facilitar a execução de ações em matéria de integração pelas autoridades locais e regionais e pelas organizações da sociedade civil, incluindo através do instrumento temático e de uma taxa de cofinanciamento mais elevada para estas ações.

(17)  Tendo em conta o papel crucial que cabe às autoridades locais e regionais e às organizações da sociedade civil no domínio da integração, e com vista a melhorar e agilizar o acesso destas entidades a financiamento ao nível da União, o Fundo deve facilitar a execução de ações em matéria de integração pelas autoridades locais e regionais e pelas organizações da sociedade civil, incluindo através do instrumento temático e de uma taxa de cofinanciamento mais elevada para estas ações.

Alteração    4

Proposta de regulamento

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  Uma política de regresso eficiente constitui parte integrante da abordagem global da migração adotada pela União e os seus Estados-Membros. O Fundo deve apoiar e incentivar os esforços dos Estados-Membros destinados à aplicação eficaz e ao desenvolvimento mais aprofundado de normas comuns relativas ao regresso, em particular as definidas na Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho15, bem como de uma abordagem integrada e coordenada da gestão do regresso. Para assegurar políticas de regresso sustentáveis, o Fundo deve igualmente apoiar medidas conexas em países terceiros, tais como a reintegração dos repatriados.

(20)  Uma política de regresso eficiente constitui parte integrante da abordagem global da migração adotada pela União e os seus Estados-Membros. O Fundo deve apoiar e incentivar os esforços dos Estados-Membros destinados à aplicação eficaz e ao desenvolvimento mais aprofundado de normas comuns relativas ao regresso, em particular as definidas na Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho15, bem como de uma abordagem integrada e coordenada da gestão do regresso. Para assegurar políticas de regresso sustentáveis, tanto em casos de regresso voluntário como forçado, o Fundo deve igualmente apoiar medidas conexas em países terceiros, tais como a reintegração dos repatriados.

_________________

_________________

15 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados‑Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

15 Diretiva 2008/115/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de dezembro de 2008, relativa a normas e procedimentos comuns nos Estados‑Membros para o regresso de nacionais de países terceiros em situação irregular (JO L 348 de 24.12.2008, p. 98).

Alteração    5

Proposta de regulamento

Considerando 22

Texto da Comissão

Alteração

(22)  Não obstante, o regresso voluntário e o regresso forçado estão interligados, tendo efeitos vantajosos mútuos, de modo que os Estados-Membros devem ser incentivados a reforçar a complementaridade das duas formas de regresso. A possibilidade de proceder a afastamentos constitui um elemento importante que contribui para a integridade dos sistemas de asilo e de migração legal. O Fundo deve, por conseguinte, apoiar as ações desenvolvidas pelos Estados‑Membros tendo em vista facilitar e realizar afastamentos em conformidade com as normas estabelecidas no direito da União, se aplicável, e no pleno respeito dos direitos fundamentais e da dignidade das pessoas objeto deste tipo de medida.

(22)  Não obstante, o regresso voluntário e o regresso forçado estão interligados, tendo efeitos vantajosos mútuos, de modo que os Estados-Membros devem ser incentivados a reforçar a complementaridade das duas formas de regresso. A possibilidade de proceder a afastamentos constitui um elemento importante que contribui para a integridade dos sistemas de asilo e de migração legal. O Fundo deve, por conseguinte, apoiar as ações desenvolvidas pelos Estados‑Membros tendo em vista facilitar e realizar afastamentos e regressos forçados em conformidade com as normas estabelecidas no direito da União, se aplicável, e no pleno respeito dos direitos fundamentais e da dignidade das pessoas objeto deste tipo de medida.

Alteração    6

Proposta de regulamento

Considerando 25

Texto da Comissão

Alteração

(25)  Além de apoiar o regresso das pessoas, tal como previsto no presente regulamento, o Fundo deve também apoiar outras medidas destinadas a combater a migração irregular, reduzir os incentivos à migração ilegal ou evitar o incumprimento das normas vigentes relativas à migração legal, salvaguardando assim a integridade dos sistemas de imigração dos Estados‑Membros.

(25)  Além de apoiar o regresso das pessoas, tanto em casos de regresso voluntário como forçado, tal como previsto no presente regulamento, o Fundo deve também apoiar outras medidas destinadas a combater a migração irregular, reduzir os incentivos à migração ilegal ou evitar o incumprimento das normas vigentes relativas à migração legal, salvaguardando assim a integridade dos sistemas de imigração dos Estados‑Membros.

Alteração    7

Proposta de regulamento

Considerando 33

Texto da Comissão

Alteração

(33)  O Fundo deve refletir a necessidade de uma crescente flexibilidade e simplificação, respeitando simultaneamente os requisitos em termos de previsibilidade, e assegurando uma distribuição equitativa e transparente dos recursos para satisfazer os objetivos gerais e específicos estabelecidos no presente regulamento.

(33)  O Fundo deve refletir a necessidade de uma crescente transparência, flexibilidade e simplificação, respeitando simultaneamente os requisitos em termos de previsibilidade, e assegurando uma distribuição equitativa e transparente dos recursos para satisfazer os objetivos gerais e específicos estabelecidos no presente regulamento.

Alteração    8

Proposta de regulamento

Considerando 40

Texto da Comissão

Alteração

(40)  O Fundo deve contribuir para suportar os custos operacionais relacionados com o asilo e o regresso, permitindo que os Estados-Membros mantenham capacidades que são cruciais para prestar esse serviço à União no seu conjunto. Esse apoio consiste no reembolso integral de custos específicos relacionados com os objetivos do Fundo e deve fazer parte integrante dos programas dos Estados-Membros.

(40)  O Fundo deve contribuir para suportar os custos operacionais relacionados com o asilo e o regresso, tanto em casos de regresso voluntário como forçado, permitindo que os Estados‑Membros mantenham capacidades que são cruciais para prestar esse serviço à União no seu conjunto. Esse apoio consiste no reembolso integral de custos específicos relacionados com os objetivos do Fundo e deve fazer parte integrante dos programas dos Estados-Membros.

Alteração    9

Proposta de regulamento

Considerando 55

Texto da Comissão

Alteração

(55)  Refletindo a importância de combater as alterações climáticas em consonância com os compromissos da União de aplicar o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o presente Fundo contribuirá para integrar as ações climáticas e para atingir um objetivo global de utilizar 25 % das despesas orçamentais da UE para apoiar os objetivos em matéria de clima. Serão identificadas ações relevantes durante a elaboração e execução do Fundo, que serão reavaliadas no contexto das avaliações e processos de revisão relevantes.

(55)  Refletindo a importância de combater as alterações climáticas em consonância com os compromissos da União de aplicar o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o presente Fundo contribuirá para integrar as ações climáticas e para atingir um objetivo global de utilizar 25 % das despesas orçamentais da UE para apoiar os objetivos em matéria de clima ao longo do QFP 2021-2027, e uma meta anual de 30 % o mais rapidamente possível, e o mais tardar até 2027. Serão identificadas ações relevantes durante a elaboração e execução do Fundo, que serão reavaliadas no contexto das avaliações e processos de revisão relevantes.

Alteração    10

Proposta de regulamento

Considerando 57

Texto da Comissão

Alteração

(57)  A fim de assegurar condições uniformes de execução do presente regulamento, devem ser conferidas competências de execução à Comissão. Essas competências devem ser exercidas nos termos do Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho29. O procedimento de exame deve ser aplicado aos atos de execução que imponham obrigações comuns aos Estados-Membros, em especial no que diz respeito à apresentação de relatórios à Comissão, enquanto o procedimento consultivo deve ser aplicado para a adoção de atos de execução relativos às modalidades de prestação de informações à Comissão no âmbito da programação e da apresentação de relatórios, dada a sua natureza puramente técnica.

(57)  A fim de assegurar condições uniformes de execução do presente regulamento, devem ser conferidas competências de execução à Comissão. Os atos delegados apresentados pela Comissão devem permitir garantir ao Conselho e ao Parlamento que existe uma plena transparência sobre as despesas dos fundos europeus. Essas competências devem ser exercidas nos termos do Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho29. O procedimento de exame deve ser aplicado aos atos de execução que imponham obrigações comuns aos Estados-Membros, em especial no que diz respeito à apresentação de relatórios à Comissão, enquanto o procedimento consultivo deve ser aplicado para a adoção de atos de execução relativos às modalidades de prestação de informações à Comissão no âmbito da programação e da apresentação de relatórios, dada a sua natureza puramente técnica.

_________________

_________________

29 Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de fevereiro de 2011, que estabelece as regras e os princípios gerais relativos aos mecanismos de controlo pelos Estados‑Membros do exercício das competências de execução pela Comissão (JO L 55 de 28.2.2011, p. 13).

29 Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de fevereiro de 2011, que estabelece as regras e os princípios gerais relativos aos mecanismos de controlo pelos Estados‑Membros do exercício das competências de execução pela Comissão (JO L 55 de 28.2.2011, p. 13).

Alteração    11

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 2 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros.

c)  Contribuir para lutar contra a migração irregular e garantir um regresso durável e uma readmissão efetiva nos países terceiros, tanto em casos de regresso voluntário como forçado.

Alteração    12

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  O enquadramento financeiro para a execução do Fundo para o período compreendido entre 2021 e 2027 é de 10 415 000 000 EUR, a preços correntes.

1.  O enquadramento financeiro para a execução do Fundo para o período compreendido entre 2021 e 2027 é de 9 204 957 000 EUR, a preços de 2018 (10 415 000 000 EUR a preços correntes).

Alteração 13

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 2 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  6 249 000 000 EUR são atribuídos aos programas executados em regime de gestão partilhada;

a)  5 522 974 200 EUR a preços de 2018 (6 249 000 000 EUR a preços correntes) são atribuídos aos programas executados em regime de gestão partilhada;

Alteração    14

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 2 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

b)  4 166 000 000 EUR são atribuídos ao instrumento temático.

b)  3 681 982 000 EUR a preços de 2018 (4 166 000 000 EUR a preços correntes) são atribuídos ao instrumento temático.

Alteração    15

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A contribuição do orçamento da União não pode exceder 75 % do total das despesas elegíveis de um projeto.

1.  A contribuição do orçamento da União não pode exceder 80 % do total das despesas elegíveis de um projeto. Os Estados-Membros são incentivados a disponibilizarem verbas ajustadas às atividades apoiadas pelo Fundo.

Alteração    16

Proposta de regulamento

Artigo 27 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Uma ação que recebeu uma contribuição ao abrigo do Fundo pode receber igualmente uma contribuição de qualquer outro programa da União, incluindo de fundos em regime de gestão partilhada, desde que as contribuições não cubram os mesmos custos. As regras de cada programa da União que contribua para a ação são aplicáveis à respetiva contribuição. O financiamento cumulativo não pode exceder os custos totais elegíveis da ação e o apoio dos diferentes programas da União pode ser calculado proporcionalmente, em conformidade com os documentos que definem as condições para o apoio.

1.  Uma ação que recebeu uma contribuição ao abrigo do Fundo pode receber igualmente uma contribuição de qualquer outro programa da União, incluindo de fundos em regime de gestão partilhada, desde que as contribuições não cubram os mesmos custos. Os programas apresentados pela Comissão interagem ente si e complementam-se, e devem ser elaborados com o grau necessário de transparência para evitar qualquer duplicação. As regras de cada programa da União que contribua para a ação são aplicáveis à respetiva contribuição. O financiamento cumulativo não pode exceder os custos totais elegíveis da ação e o apoio dos diferentes programas da União pode ser calculado proporcionalmente, em conformidade com os documentos que definem as condições para o apoio.

Alteração    17

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Até 15 de fevereiro de 2023, e até à mesma data de cada ano subsequente até 2031 inclusive, os Estados-Membros apresentam à Comissão um relatório anual sobre o desempenho referido no artigo 36.°, n.° 6 do Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns]. O relatório a apresentar em 2023 abrange a execução do programa durante o período até 30 de junho de 2022.

1.  Até 15 de fevereiro de 2023, e até à mesma data de cada ano subsequente até 2031 inclusive, os Estados-Membros apresentam à Comissão um relatório anual sobre o desempenho referido no artigo 36.°, n.° 6 do Regulamento (UE) …/2021 [Regulamento Disposições Comuns]. O relatório a apresentar em 2023 abrange a execução do programa durante o período até 30 de junho de 2022. Os Estados‑Membros publicarão esses relatórios no sítio web específico da autoridade de gestão, tal como estipulado no artigo 44.º do Regulamento Disposições Comuns. A Comissão deve disponibilizar relatórios anuais de desempenho numa página web específica.

Alteração    18

Proposta de regulamento

Artigo 30 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  A Comissão apresenta anualmente ao Parlamento Europeu um relatório sobre a utilização ou não utilização dos recursos financeiros, bem como sobre o sucesso, o fracasso e o valor acrescentado europeu das medidas financiadas.

Alteração    19

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 1 – alínea b) – travessão 3

Texto da Comissão

Alteração

–  40% para a luta contra a migração irregular, incluindo os regressos.

–  40% para a luta contra a migração irregular, incluindo os regressos, tanto em casos de regresso voluntário como forçado.

Alteração    20

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 4 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

4.  Em matéria de luta contra a migração irregular, incluindo os regressos, os seguintes critérios terão em conta e serão ponderados da seguinte forma:

4.  Em matéria de luta contra a migração irregular, incluindo os regressos voluntários e forçados, serão tidos em conta os critérios que se seguem, ponderados da seguinte forma:

Alteração    21

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 1 – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

a)  Elaboração e desenvolvimento de estratégias nacionais em matéria de asilo, migração legal, integração, regresso e migração irregular;

a)  Elaboração e desenvolvimento de estratégias nacionais em matéria de asilo, migração legal, integração, regresso voluntário e forçado e migração irregular;

Alteração    22

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea e)

Texto da Comissão

Alteração

e)  Preparação dos regressos, incluindo medidas conducentes à emissão de decisões de regresso, à identificação dos nacionais países terceiros, à emissão de documentos de viagem e à localização da família;

e)  Preparação dos regressos voluntários e forçados, incluindo medidas conducentes à emissão de decisões de regresso, à identificação dos nacionais de países terceiros, à emissão de documentos de viagem e à localização da família;

Alteração    23

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 4 – alínea k)

Texto da Comissão

Alteração

k)  Cooperação com países terceiros no domínio da luta contra a migração irregular e do regresso e readmissão efetivos, em especial no quadro da aplicação de acordos e outras disposições em matéria de readmissão;

k)  Cooperação com países terceiros no domínio da luta contra a migração irregular e do regresso e readmissão efetivos, tanto em casos de regresso voluntário como forçado, em especial no quadro da aplicação de acordos e outras disposições em matéria de readmissão;

PROCESSO DA COMISSÃO ENCARREGADA DE EMITIR PARECER

Título

Criação do Fundo para o Asilo e a Migração

Referências

COM(2018)0471 – C8-0271/2018 – 2018/0248(COD)

Comissão competente quanto ao fundo

       Data de comunicação em sessão

LIBE

2.7.2018

 

 

 

Parecer emitido por

       Data de comunicação em sessão

BUDG

2.7.2018

Relatora

       Data de designação

Karine Gloanec Maurin

28.6.2018

Exame em comissão

24.9.2018

25.9.2018

 

 

Data de aprovação

21.11.2018

 

 

 

Resultado da votação final

+:

–:

0:

25

5

0

Deputados presentes no momento da votação final

Jean Arthuis, Richard Ashworth, Lefteris Christoforou, Gérard Deprez, Manuel dos Santos, André Elissen, José Manuel Fernandes, Eider Gardiazabal Rubial, Jens Geier, Monika Hohlmeier, John Howarth, Bernd Kölmel, Zbigniew Kuźmiuk, Vladimír Maňka, Siegfried Mureşan, Jan Olbrycht, Urmas Paet, Răzvan Popa, Paul Rübig, Petri Sarvamaa, Jordi Solé, Patricija Šulin, Eleftherios Synadinos, Indrek Tarand, Inese Vaidere, Daniele Viotti, Tiemo Wölken, Stanisław Żółtek

Suplentes presentes no momento da votação final

Karine Gloanec Maurin, Tomáš Zdechovský

VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

25

+

ALDE

Jean Arthuis, Gérard Deprez, Urmas Paet

PPE

Richard Ashworth, Lefteris Christoforou, José Manuel Fernandes, Monika Hohlmeier, Siegfried Mureşan, Jan Olbrycht, Paul Rübig, Petri Sarvamaa, Patricija Šulin, Inese Vaidere, Tomáš Zdechovský

S&D

Eider Gardiazabal Rubial, Jens Geier, Karine Gloanec Maurin, John Howarth, Vladimír Maňka, Răzvan Popa, Daniele Viotti, Tiemo Wölken, Manuel dos Santos

VERTS/ALE

Jordi Solé, Indrek Tarand

5

-

ECR

Zbigniew Kuźmiuk, Bernd Kölmel

ENF

André Elissen, Stanisław Żółtek

NI

Eleftherios Synadinos

0

0

Legenda dos símbolos utilizados:

+  :  votos a favor

-  :  votos contra

0  :  abstenções


PROCESSO DA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

Título

Criação do Fundo para o Asilo e a Migração

Referências

COM(2018)0471 – C8-0271/2018 – 2018/0248(COD)

Data de apresentação ao PE

13.6.2018

 

 

 

Comissão competente quanto ao fundo

       Data de comunicação em sessão

LIBE

2.7.2018

 

 

 

Comissões encarregadas de emitir parecer

       Data de comunicação em sessão

AFET

2.7.2018

DEVE

2.7.2018

BUDG

2.7.2018

 

Relatores

       Data de designação

Miriam Dalli

9.7.2018

 

 

 

Contestação da base jurídica

       Data do parecer JURI

JURI

18.2.2019

 

 

 

Exame em comissão

27.11.2018

19.2.2019

 

 

Data de aprovação

19.2.2019

 

 

 

Resultado da votação final

+:

–:

0:

31

23

1

Deputados presentes no momento da votação final

Asim Ademov, Malin Björk, Michał Boni, Caterina Chinnici, Agustín Díaz de Mera García Consuegra, Tanja Fajon, Laura Ferrara, Romeo Franz, Kinga Gál, Ana Gomes, Nathalie Griesbeck, Sylvie Guillaume, Monika Hohlmeier, Sophia in ‘t Veld, Barbara Kudrycka, Juan Fernando López Aguilar, Monica Macovei, Roberta Metsola, Claude Moraes, Péter Niedermüller, Ivari Padar, Judith Sargentini, Giancarlo Scottà, Birgit Sippel, Branislav Škripek, Csaba Sógor, Sergei Stanishev, Helga Stevens, Traian Ungureanu, Bodil Valero, Marie-Christine Vergiat, Josef Weidenholzer, Cecilia Wikström, Kristina Winberg, Tomáš Zdechovský, Auke Zijlstra

Suplentes presentes no momento da votação final

Carlos Coelho, Pál Csáky, Miriam Dalli, Gérard Deprez, Anna Hedh, Marek Jurek, Ska Keller, Jeroen Lenaers, Innocenzo Leontini, Nuno Melo, Emilian Pavel, Morten Helveg Petersen, Emil Radev, Barbara Spinelli, Jaromír Štětina

Suplentes (art. 200.º, n.º 2) presentes no momento da votação final

Eleonora Evi, Iris Hoffmann, Sabine Lösing, Rainer Wieland

Data de entrega

27.2.2019


VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

31

+

ALDE

Gérard Deprez, Nathalie Griesbeck, Sophia in 't Veld, Morten Helveg Petersen, Cecilia Wikström

EFDD

Eleonora Evi, Laura Ferrara

GUE/NGL

Malin Björk, Sabine Lösing, Barbara Spinelli, Marie-Christine Vergiat

PPE

Roberta Metsola

S&D

Caterina Chinnici, Miriam Dalli, Tanja Fajon, Ana Gomes, Sylvie Guillaume, Anna Hedh, Iris Hoffmann, Juan Fernando López Aguilar, Claude Moraes, Péter Niedermüller, Ivari Padar, Emilian Pavel, Birgit Sippel, Sergei Stanishev, Josef Weidenholzer

VERTS/ALE

Romeo Franz, Ska Keller, Judith Sargentini, Bodil Valero

23

-

ECR

Marek Jurek, Innocenzo Leontini, Monica Macovei, Branislav Škripek, Helga Stevens, Kristina Winberg

ENF

Giancarlo Scottà, Auke Zijlstra

PPE

Asim Ademov, Michał Boni, Pál Csáky, Agustín Díaz de Mera García Consuegra, Kinga Gál, Monika Hohlmeier, Barbara Kudrycka, Jeroen Lenaers, Nuno Melo, Emil Radev, Csaba Sógor, Jaromír Štětina, Traian Ungureanu, Rainer Wieland, Tomáš Zdechovský

1

0

PPE

Carlos Coelho

Legenda dos símbolos utilizados:

+  :  votos a favor

-  :  votos contra

0  :  abstenções

Última actualização: 8 de Março de 2019Advertência jurídica