PROPOSTA DE RESOLUÇÃO
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24.1.2017
PE598.439v01-00
 
B8-0128/2017

apresentada nos termos do artigo 133.º do Regimento


sobre o comprometimento das instituições europeias com o Islão radical


Marie-Christine Arnautu

Proposta de resolução do Parlamento Europeu sobre o comprometimento das instituições europeias com o Islão radical  
B8-0128/2017

O Parlamento Europeu,

–  Tendo em conta o artigo 133.º do seu Regimento,

A.  Considerando que a Federação das Organizações Islâmicas da Europa (FIOE(1)) é membro do Fórum das Juventudes Muçulmanas Europeias e Organizações Estudantis (FEMYSO(2));

B  Considerando que a FIOE, na origem da União das Organizações Islâmicas de França, criou o Conselho Europeu para a Fatwa e Pesquisa (CEFR), dirigida por Youssef Al Qaradawi(3), e responsável por intervir junto das autoridades europeias no sentido de adaptar a aplicação da Sharia ao contexto local;

C.  Considerando que o FEMYSO é uma emanação da Irmandade Muçulmana(4);

D.  Considerando que o FEMYSO é uma organização reconhecida e financiada pela União Europeia(5) e que foi ouvida pelo Parlamento Europeu;

E.  Considerando que o FEMYSO, a FIOE e o CEFR são porta-vozes do radicalismo islâmico nas instituições europeias e nos governos nacionais, sob pretexto da luta contra a islamofobia e da adaptação do Islão aos costumes ocidentais;

1.  Solicita à Comissão Europeia que ponha termo a qualquer ligação com essas organizações.

(1)

FIOE = Federation of Islamic Organizations in Europe.

(2)

FEMYSO = Forum of European Muslim Youth and Student Organisations.

(3)

Teólogo ligado à Irmandade Muçulmana e conhecido pelas suas ligações ao terrorismo islâmico.

(4)

Organização considerada terrorista por vários países e cujo lema é «Alá é o nosso objetivo, o profeta é o nosso líder, o Alcorão é a nossa lei, a Jihad é o nosso caminho, morrer no caminho de Alá é a nossa maior esperança».

(5)

Em 2015, o FEMYSO recebeu 28 000 euros das instituições europeias para cobrir custos anuais de atividades inscritas no registo de transparência estimadas em menos de 10 000 euros.

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