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Debates
Terça-feira, 3 de Julho de 2018 - Estrasburgo Edição revista

Crise migratória e situação humanitária na Venezuela e nas suas fronteiras (debate)
MPphoto
 

  Fernando Ruas (PPE). – Senhora Presidente, Senhor Comissário, à difícil crise política, social e económica que a Venezuela vive junta-se agora uma crise migratória sem precedentes, que tem abalado o equilíbrio regional, separado famílias, trazido a institucionalização de muitas crianças cujos pais imigraram e feito disparar os pedidos de asilo.

De acordo com o recente relatório do ACNUR, em 2017, a Venezuela ocupou o quarto lugar na lista de pedidos de asilo do mundo, sendo apenas superada pelo Iraque, o Afeganistão e a Síria, ou seja, países que têm sido palco de guerras, sofrido intervenções militares e onde atuam violentos grupos extremistas.

A migração forçada é, infelizmente, uma situação que persiste, que nos preocupa pelos efeitos nefastos que trará à Venezuela. Tudo devido à teimosia de um regime que insiste em atropelar as mais básicas regras democráticas e o respeito pelos direitos humanos, e ao qual faço um apelo ao diálogo com a oposição.

De facto, as recentes eleições presidenciais, que ocorreram nas circunstâncias em que todos conhecemos, ficaram marcadas pela mais alta taxa de abstenção nas últimas décadas.

Uma palavra para a Comissão, para o Conselho e para a ONU, pelo acompanhamento próximo, pelas sanções e pelo envio de apoio humanitário e financeiro para a Venezuela e os países vizinhos.

Também os governos e a administração dos países recetores de migrantes, nomeadamente o Brasil e a Colômbia, pelos seus notórios esforços em ajudar as largas centenas de pessoas que todos os dias chegam às suas fronteiras e que justificam os apoios pecuniários a esses países vizinhos.

Termino congratulando este Parlamento, pelo seu papel de denúncia destas situações, na busca de factos e no apoio possível aos migrantes, sendo o mais recente exemplo a visita às fronteiras do Brasil e da Colômbia promovida pelo Presidente Tajani.

Envio ainda uma palavra de solidariedade para a forte comunidade emigrante expatriada de cidadãos europeus que vivem e trabalham na Venezuela, entre as quais, a significativa comunidade portuguesa.

 
Última actualização: 15 de Outubro de 2018Advertência jurídica