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Debates
Quarta-feira, 13 de Março de 2019 - Estrasburgo Edição revista

Situação na Nicarágua (debate)
MPphoto
 

  Francisco Assis (S&D). – Senhor Presidente, Senhor Comissário, eu faço parte de uma geração que, na sua adolescência, acompanhou com grande entusiasmo e grande esperança a revolução sandinista na Nicarágua. Bem me recordo que todos os dias esperávamos novas notícias provenientes daquele país e bem me recordo dos dias em que comemorámos, com grande júbilo, a queda do ditador Somoza e a vitória dos revolucionários sandinistas. E, contudo, esse regime falhou com o seu povo, não esteve à altura das suas responsabilidades históricas. E como costuma acontecer com os regimes que degeneram, recorre agora à desinformação, à intimidação e à invenção de inimigos externos que sirvam de bode expiatório para os seus próprios falhanços.

À semelhança do regime bolivariano, na Venezuela, o regime sandinista tornou-se uma distorção grosseira dos valores democráticos e dos valores fundadores da esquerda democrática. Em vez da igualdade, a pobreza. Em vez da liberdade, a repressão da sociedade civil e a perseguição dos adversários políticos. Justamente em nome dos valores da esquerda democrática, sendo eu aqui um socialista, nós devemos condenar com toda a veemência o que se passa hoje, na Nicarágua. E esta resolução faz precisamente isso. É uma moção dura e informada, não escamoteia nenhuma das flagrantes violações dos direitos humanos e do Estado direito que hoje ocorrem naquele país. Pede claramente sanções contra membros do Governo e apela à suspensão da participação da Nicarágua no acordo da associação UE-América Central.

E tudo isto em nome de uma palavra: democracia. Foi em nome dessa palavra que em tempos se fez uma revolução democrática e hoje bem podemos dizer que essa revolução foi uma revolução traída nos últimos anos.

 
Última actualização: 26 de Junho de 2019Advertência jurídica