Voltar ao portal Europarl

Choisissez la langue de votre document :

  • bg - български
  • es - español
  • cs - čeština
  • da - dansk
  • de - Deutsch
  • et - eesti keel
  • el - ελληνικά
  • en - English
  • fr - français
  • ga - Gaeilge
  • hr - hrvatski
  • it - italiano
  • lv - latviešu valoda
  • lt - lietuvių kalba
  • hu - magyar
  • mt - Malti
  • nl - Nederlands
  • pl - polski
  • pt - português (seleccionado)
  • ro - română
  • sk - slovenčina
  • sl - slovenščina
  • fi - suomi
  • sv - svenska
 Index 
 Texto integral 
Debates
Quarta-feira, 3 de Abril de 2019 - Bruxelas Edição revista

Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (debate)
MPphoto
 

  Sofia Ribeiro (PPE). – Senhor Presidente, uma primeira palavra de agradecimento ao colega Mato que fez um extraordinário trabalho na defesa do setor das pescas em geral e dos interesses das regiões ultraperiféricas em particular.

Nós defendemos que a sustentabilidade das pescas tem de aliar a proteção das espécies com a proteção social dos agentes do setor, não sendo admissível que os pescadores tragam para casa apenas 5 euros após o seu dia de faina. Isso implica trabalhar a cadeia de valor, tornando-a mais equilibrada, com uma justa remuneração dos pescadores, o que só se consegue se conseguirmos potenciar o valor acrescentado do pescado numa lógica de qualidade e não através do aumento da quantidade daquilo que é pescado. E aqui o FEAMP desempenha um papel crucial, sendo que é importante a possibilidade de investimentos em embarcações, não com o objetivo de aumentarmos o esforço de pesca, mas de proporcionarmos aos pescadores e aos armadores condições de modernização, melhorias tecnológicas e inovação para que contribuam para a valorização do que pescam, bem como para melhores condições de segurança.

Quero reforçar o seguinte: a pesca artesanal e sustentável não pode ser a pesca dos pobres, bem pelo contrário, tem que ser valorizada pelos consumidores e adequadamente remunerada. É por isso que a proposta de investimento que apresentamos é ainda mais importante para as regiões ultraperiféricas, que se destacam pela sustentabilidade ambiental da sua pesca, o que, aliado aos problemas de afastamento, clima difícil, dificuldade de acesso aos mercados identificados no Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, justifica, tal como o seu artigo 349.º dispõe, medidas específicas para estas regiões, o que neste caso se traduz no restabelecimento do POSEI pescas, por mim insistentemente defendido durante esta legislatura e cuja perda do seu carácter autónomo se revelou catastrófica no início do presente Quadro Financeiro Plurianual.

Apelo à Comissão para que reveja este ponto fundamental para os pescadores das regiões ultraperiféricas, como é o caso dos Açores, região de onde venho.

 
Última actualização: 26 de Junho de 2019Advertência jurídica