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Debates
Quinta-feira, 4 de Julho de 2019 - Estrasburgo Edição provisória

Conclusões da reunião do Conselho Europeu de 20 e 21 de junho de 2019 (debate)
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  João Ferreira (GUE/NGL), por escrito. – O processo de escolha dos ocupantes dos cargos de topo nas instituições da UE traduz, em primeiro lugar, uma afirmação de poder por parte do directório de potências que sempre determinou o rumo da UE, nomeadamente do eixo franco-alemão, hegemonizado pela Alemanha. Um directório que decide e impõe. Na sequência dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu, que evidenciaram uma erosão eleitoral dos partidos da direita e da social-democracia, membros respectivamente do PPE e do S&D, tornou-se necessário reconfigurar o denominado “Consenso de Bruxelas”, passando este a incluir com outro protagonismo os chamados “liberais”, agora formalmente necessários à formação das maiorias necessárias para impor a continuidade das políticas vigentes. O compromisso alcançado confirma o embuste dos chamados “candidatos a Presidente da Comissão Europeia”, manobra de manipulação política que procurou dar uma aparência democrática a um processo antidemocrático na sua essência, dando ao mesmo tempo cobertura aos esforços de aprofundamento do carácter federalista das instituições da UE e do próprio processo de integração capitalista. A percepção pública generalizadamente negativa face a este processo pode levar os seus protagonistas a contemporizações, ajustes e alterações pontuais ou mesmo uma ou outra cambalhota no consenso agora alcançado. Mas a intenção é clara: para lá dos personagens do momento, insistir nas mesmas políticas.

 
Última actualização: 12 de Julho de 2019Advertência jurídica