Elisa FERREIRA
  • Elisa
    FERREIRA
  • Group of the Progressive Alliance of Socialists and Democrats in the European Parliament
  • Member
  • Portugal Partido Socialista
  • Born on 17 October 1955, Porto

Member

  • ECON Committee on Economic and Monetary Affairs
  • DLAT Delegation to the Euro-Latin American Parliamentary Assembly

Substitute

  • IMCO Committee on the Internal Market and Consumer Protection
  • D-CL Delegation to the EU-Chile Joint Parliamentary Committee
  • D-RU Delegation to the EU-Russia Parliamentary Cooperation Committee
  • 22 de Julho de 2014: Pergunta de Elisa Ferreira e resposta do ministro das finanças de Itália, Pier Carlo Padoan, durante o debate da comissão parlamentar dos assuntos económicos e monetários do Parlamento Europeu com a nova presidência italiana da UE: Elisa Ferreira: Obrigada por estar connosco e desejo as maiores felicidades à presidência italiana. Gostava de voltar aos três pontos que mencionou. Integração mais forte, reformas estruturais, e investimento, crescimento e emprego, para chamar a sua atenção para a necessidade de especificar o que queremos dizer na Europa com estes termos. Tem-se falado de estratégia de crescimento e emprego, mas não há crescimento, de todo. Temos falado de reformas estruturais mas em termos práticos é só ajustamento do mercado de trabalho. Por isso a minha pergunta é como é que podemos melhorar o nosso desempenho económico em particular na zona euro. Penso que há uma oportunidade agora porque é uma nova presidência que parece estar iluminada com uma nova esperança de enfrentar a substância destas questões, mas também porque não podemos continuar neste caminho porque os desequilíbrios dentro da zona euro em particular, mas também na Europa, estão a tornar-se excessivamente críticos, os aspectos sociais estão a tornar-se excessivamente dramáticos e estamos à beira da deflação e com um sério problema (...). É por isso que olhamos para a presidência italiana com muita esperança mas para que esta esperança se materialize precisamos de propostas mais concretas. Em que é que podemos pensar? Estamos a falar do abrandamento do processo de ajustamento (orçamental) se não funcionar? Do abrandamento do processo de ajustamento se houver um abrandamento da economia de um estado membro? Ou se o desemprego for demasiado elevado? Estamos a falar da eliminação do cálculo do défice (orçamental) das contribuições nacionais para os projectos apoiados pelos fundos estruturais? Estamos a falar de eliminar do cálculo do défice do investimento relacionado directamente com a estratégia 2020? Estamos a falar de algum tipo de programa de investimento real em toda a Europa de forma a não tratarmos apenas do lado da oferta mas para criarmos também algum tipo de procura para as empresas europeias? Do que é que estamos a falar em termos de reformas estruturais? Só de reformas do mercado de trabalho ou de reformas da administração pública, do sistema financeiro, do sistema fiscal? Peço-lhe que materialize as suas propostas porque estamos aqui interessados em debater consigo e em organizar uma mudança na forma como temos enfrentado os nossos problemas. Obrigada. Resposta do ministro italiano, Pier Carlo Padoan: Muito obrigado pelas suas simpáticas palavras e pelas suas perguntas exaustivas que requerem respostas longas, o que não posso fazer em apenas alguns minutos. Deixe-me abordar dois pontos que são muito específicos na sua declaração. Primeiro, na agenda das reformas estruturais, o que tenho em mente é uma agenda muito rica e específica para cada país. Em muitos países será uma reforma do mercado de trabalho. Certamente que em Itália, direi na minha qualidade de ministro das finanças, que será extremamente importante. Noutros países menos. Mas há também outras reformas que são extremamente importantes. Mencionaria a administração pública ou a reforma do sistema judicial, o que pode parecer estranho, mas não é, são reformas que eu costumo identificar como as reformas necessárias para que as outras reformas funcionem. Se a administração pública não funcionar, se os sistemas de litigação e as estruturas judiciais foram demasiado lentos, haverá uma perda de riqueza que tem sido documentada em muitos estudos empíricos. Também mencionou outro pilar: o investimento. Certamente que precisamos tanto de reformas como de mais investimento. O investimento é um apoio de curto prazo à procura, o que facilita os resultados permitidos pelas reformas no curto prazo. Mas também é uma melhoria da capacidade produtiva a longo prazo, e é o veículo a partir do qual a inovação entra nas estruturas económicas. Por isso precisamos de encontrar formas de apoiar o investimento. Eu tenho-me focalizado especialmente nas medidas financeiras para o investimento, tanto privadas como públicas. Como disse, é preciso olhar para a interacção entre as reformas estruturais e o investimento para ver os resultados. Mas terei o maior prazer em continuar esta conversa mais tarde. (tradução não oficial de inglês)
    22/07/2014 12:59 - facebook

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