Nuno MELO
  • Nuno
    MELO
  • Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos)
  • Membro
  • Portugal Partido Popular
  • Data de nascimento: 18 de Março de 1966, Joane

Membro

  • AGRI Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural
  • PEST Comissão Especial sobre o Procedimento de Autorização da União para os Pesticidas
  • DMER Delegação para as relações com o Mercosul
  • DLAT Delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana

Membro suplente

  • ENVI Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar
  • LIBE Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos
  • TERR Comissão Especial sobre o Terrorismo
  • D-CN Delegação para as Relações com a República Popular da China

Últimas atividades

  REPORT on media pluralism and media freedom in the European Union

LIBE
12-04-2018 A8-0144/2018

Debate com o Primeiro-Ministro português, António Costa, sobre o futuro da Europa (debate)

14-03-2018 P8_CRE-PROV(2018)03-14(6)
  • (...) Vivendo do dinheiro dos outros, o socialismo encara o trabalho como servidão fiscal e transforma os proprietários em arrendatários do Estado.(...) Em primeiro lugar, assentemos num facto; em Portugal, "a carga fiscal atingiu o valor mais elevado dos últimos 22 anos". A avaliação não é especulativa. Foi medida pelo Conselho das Finanças Públicas na análise da Conta das Administrações Públicas 2017. Simultaneamente, espantemo-nos. O ministro das Finanças, Mário Centeno, acaba de confessar em entrevista que só aceitará diminuir a carga fiscal quando houver um excedente nas contas públicas. Para quem tenha um resquício de memória, que basta ser de curto prazo, justifica-se a pergunta: Quanto é que vale a palavra em política? O PS foi a votos, argumentando em campanha com um documento redigido por 10 supostos "sábios" - Uma Década para Portugal -, que em compromissos sobre fiscalidade teve à cabeça, como coordenador, precisamente Mário Centeno. E que dizia, visando a propósito o anterior Governo que resgatou Portugal, vinculado à austeridade que o PS negociara em Bruxelas? "Desde 2011 que a estratégia de ajustamento orçamental do Governo assentou no aumento de impostos. Este aumento de impostos (...) teve inevitavelmente consequências negativas sobre o crescimento e competitividade da economia portuguesa" (...). Ainda que a carga fiscal seja inferior à média da Zona Euro, Portugal tem uma fiscalidade incomportável para o seu grau de desenvolvimento". O que é que isto significa exatamente? Que depois da ruína das contas públicas em 2011, na Oposição o PS foi cínico, em campanha enganou e de novo no poder trai todos os compromissos que assumiu. O maior pecado apontado ao PSD e ao CDS no Governo - aumento de impostos -, converte-se na grande virtude invocada por António Costa quando pede uma vitória eleitoral para 2019. Pior. Como não bastasse impor a maior carga fiscal dos últimos 22 anos, o PS acaba de negociar com o PSD novos impostos europeus ou taxas - a diferença é semântica, porque o contribuinte paga -, sob pretexto do aumento do Orçamento da UE, que tinha obrigação de assegurar com uma gestão capaz do Orçamento do Estado. Debatendo esta semana em Estrasburgo sobre o tema, Carlos Zorrinho argumentou que "lançar e cobrar impostos é a essência da política". O dito, que chega a ser ridículo, quando não insultuoso, tem a virtude de revelar as coisas rigorosamente como são. Vivendo do dinheiro dos outros, o socialismo encara o trabalho como servidão fiscal e transforma os proprietários em arrendatários do Estado. Um Governo decente deveria representar o seu contrário. Quem se comporta assim, não merece vencer eleições.
    19/04/2018 08:07 - facebook

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