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O PE no Facebook: Cidadãos descrevem os seus maiores desafios profissionais

Educação 18-03-2011 - 11:27
 
  • "Sem pais ricos nem demasiada sorte, a solução é trabalhar, trabalhar, trabalhar e nunca desistir"
  • "Deixei a Roménia com o meu filho, uma mala e 200 euros no bolso"
 
©BELGA/EUREKA   ©BELGA/EUREKA

Esta semana, a comissão parlamentar do Emprego e Assuntos Sociais aprovou um relatório sobre cooperação europeia no domínio do ensino e da formação profissional. O perfil do Parlamento Europeu no Facebook lançou o debate e pediu aos cidadãos que relatassem as suas experiências profissionais, os principais desafios que tiveram de enfrentar e as adaptações que se viram obrigados a fazer. Este artigo reúne algumas dessas histórias.


O relatório parlamentar, elaborado pela eurodeputada alemã Nadja Hirsch (Democratas e Liberais), refere que a aprendizagem ao longo da vida é a única forma de garantir um lugar no mercado de trabalho, tendo em consideração a situação económica e demográfica actual, que exige "trabalhadores flexíveis, com mobilidade e experiência internacional".


Nesse sentido, os deputados ao Parlamento Europeu instam os Estados-Membros a garantir um nível elevado de formação, orientada para a criatividade e a inovação, e mais adequada às necessidades e competências específicas de cada pessoa. Por outro lado, referem, as entidades patronais também devem oferecer aos seus trabalhadores oportunidades de actualização profissional.


Além disso, o financiamento da educação ao longo da vida deve ser simplificado e melhorado, através do recurso aos fundos existentes actualmente – o Programa Aprendizagem ao Longo da Vida e Programa Erasmus para Jovens Empreendedores.


Versatilidade

Tendo em consideração as histórias relatadas pelos participantes no debate, os problemas apresentados no texto parlamentar correspondem à realidade, designadamente no que se refere à actualização das qualificações profissionais para conseguir corresponder às necessidades do mercado de trabalho.


Wendy trabalhou como museólogo antes de se mudar da América do Norte para a Europa, onde inicialmente não conseguiu arranjar emprego. "Percebi que o meu campo de conhecimento era muito diferente e tive de me requalificar profissionalmente", explicou.


Por outro lado, houve uma mudança de paradigma e hoje em dia é praticamente impossível pensar em fazer o mesmo trabalho toda a vida. Klaus já teve várias profissões: técnico, prestador de cuidados de saúde, fisioterapeuta. Diana deixou o seu trabalho como secretária para se alistar no exército, para concluir que "é tão aborrecido como o anterior".


Mobilidade

Por vezes, a mobilidade é a resposta. Foi o caso de Tijana, que se fartou de procurar trabalho no seu país. "A principal mudança foi deixar a Croácia e o meu trabalho não remunerado e viajar para o Reino Unido para estudar e arranjar trabalho junto de jovens adultos com síndrome de Asperger", explicou.


Angela teve uma experiência semelhante. "Há oito anos era professora. Deixei a Roménia com o meu filho, uma mala e 200 euros no bolso. Vim para a Bélgica, trabalhei arduamente, fiz alguns estudos de gestão, aprendi francês, inglês, neerlandês e espanhol. Foi muito difícil, mas consegui".


O reconhecimento dos diplomas para os que viajam dentro da UE é um dos problemas frequentemente apontados.


Luke teve problemas quando se mudou para o Reino Unido, porque "a palavra 'licenciatura' não tem o mesmo significado em todos os países europeus".


Quando uma licenciatura não é suficiente

Ter uma boa educação ajuda mas nem sempre é suficiente. Muitos dos cidadãos que participaram no debate relataram problemas idênticos enquanto procuravam emprego, depois de terem frequentado a universidade e obtido uma licenciatura.


Berta ficou desempregada "com uma licenciatura conferida por uma universidade internacional e conhecimento de diversas línguas europeias – mas sem conseguir encontrar emprego na Suécia".


Por vezes é necessário reduzir as expectativas antes de conseguir encontrar o emprego que corresponde inteiramente às nossas expectativas.


Tereza trabalhou na caixa de um supermercado antes de terminar os seus estudos de engenharia. "Encontrei o meu primeiro emprego. Sem pais ricos nem demasiada sorte, a solução é trabalhar, trabalhar, trabalhar e nunca desistir".


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