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Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2011

Finalistas do Prémio Sakharov 2011: activistas dos direitos humanos

 
 
Os três finalistas do Prémio Sakharov 2011 © www.flickr.com/radiosvaboda e ©BELGA   Os três finalistas do Prémio Sakharov 2011 © www.flickr.com/radiosvaboda e ©BELGA

Um grupo de representantes da Primavera árabe, o bielorrusso Dzmitry Bandarenka e a Comunidade Pacífica colombiana San José de Apartadó são os três finalistas da edição deste ano do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento. O vencedor será escolhido pelos líderes dos grupos políticos e anunciado no dia 27 de Outubro. O Prémio de 50.000 euros será entregue no dia 14 de Dezembro, durante a sessão plenária, em Estrasburgo.


Movimento da Primavera árabe

Nomeado por quatro grupos políticos do Parlamento Europeu (Partido Popular Europeu, Socialistas e Democratas, Democratas e Liberais e Verdes/ALE), o movimento é representado por activistas do mundo árabe. Na declaração de nomeação, os membros justificaram a sua opção com o seguinte texto: "A Primavera árabe simboliza todos os que defendem a dignidade, a democracia e os direitos fundamentais no mundo árabe. A atribuição do Prémio Sakharov aos cinco nomeados que têm contribuído para alterações políticas radicais nos seus países – Mohamed Bouazizi (Tunísia), Asmaa Mahfouz (Egipto), Ahmed al-Zubair Ahmed al-Sanusi (Líbia), e Razan Zeitouneh e Ali Farzat (Síria) – iria reforçar a solidariedade e o firme apoio do Parlamento Europeu na sua luta pela liberdade, pela democracia e pelo fim dos regimes autoritários".


Dzmitry Bandarenka

Nomeado por membros do Grupo dos Conservadores e Reformistas, Bandarenka é um

activista civil bielorrusso e membro da associação bielorrussa de jornalistas. Foi um dos fundadores da iniciativa civil para a transição democrática Carta'97 e coordenador da campanha civil da Bielorrússia que defende a adesão do país à União Europeia.


Comunidade pacífica San José de Apartadó

Nomeação apoiada pelo Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde: "Esta comunidade de camponeses colombianos é um símbolo internacionalmente reconhecido de coragem, resiliência e dedicação aos valores da paz e da justiça, num ambiente de brutalidade e destruição. Num país devassado por décadas de guerra civil e conflitos, esta comunidade luta pela liberdade dos cidadãos e rejeita qualquer ligação a qualquer dos grupos armados".