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Relações entre a UE e as potências emergentes: a caminho de um novo sistema de governação global

Relações externas 07-02-2012 - 17:04
 
 
E-D: Manmohan Singh (Índia), Dimitry Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China), Dilma Rousseff (Brasil) e Jacob Zuma (África do Sul)  ©BELGA/ITAR-TASS/D.Astakhov   E-D: Manmohan Singh (Índia), Dimitry Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China), Dilma Rousseff (Brasil) e Jacob Zuma (África do Sul) ©BELGA/ITAR-TASS/D.Astakhov

O rápido crescimento económico registado por diversos países emergentes está a transformá-los em atores cada vez mais importantes na cena mundial. A China deverá ser a maior economia mundial antes de 2020 e a Índia poderá ser a economia com crescimento mais rápido até 2050.


Numa resolução aprovada no dia 2 de fevereiro, o Parlamento Europeu apela a uma relação mais próxima com os designados BRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - e outros países emergentes, que permita desenvolver um sistema inclusivo de governação global baseado no diálogo, na parceria e nos valores universais.


Uma ameaça para a União Europeia?

Para o eurodeputado polaco Jacek Saryusz-Wolski (Partido Popular Europeu), autor do texto aprovado em plenário, tanto os países desenvolvidos como os países em desenvolvimento têm interesse em trabalhar conjuntamente para garantir a estabilidade global e fazer face aos riscos de segurança que se colocam ao desenvolvimento económico global.


O Parlamento Europeu não acredita num jogo de soma zero: a expansão das potências emergentes não irá reduzir a influência da União Europeia no plano mundial.


Pelo contrário, trata-se de uma oportunidade de "desenvolver economias de escala através de parcerias com BRICS a nível individual, maximizar os seus interesses e o seu papel nas diversas regiões e contribuir para a consolidação de uma ordem multipolar com um equilíbrio político e económico entre economias consolidadas e emergentes", lê-se na resolução.


Os BRICS não são todos iguais

Os designados BRICS são substancialmente diferentes entre si, em termos políticos, económicos e sociais. Daí a necessidade de uma abordagem individual. De acordo com o texto, deve ser dada prioridade aos países que partilham e respeitam os valores democráticos, e defendem uma economia de mercado social. A cooperação multilateral permanece válida, sendo o G20 considerado um fórum útil na construção de consensos e nas tomadas de decisões inclusivas.

REF. : 20120203STO37171