Accesso directo à navegação principal (Premir "enter")
Acesso aos conteúdos da página (clicar sobre "Entrar")
Accesso directo a lista de outros sítios Web (Premir "enter")

Chefe da delegação da UE para o Egito: é necessária uma verdadeira parceria

Consumidores 10-02-2012 - 17:31
 
 
James Moran   James Moran

James Moran, o novo chefe da delegação da UE para as relações com o Egito está empenhado em desenvolver uma verdadeira parceria com o país, para conseguir ultrapassar os preconceitos existentes de parte a parte. Moran esteve no Parlamento Europeu no dia 6 de fevereiro, onde debateu com os membros da comissão dos assuntos externos os desafios que se colocam ao Egito e o futuro papel da UE no terreno.


Uma situação complexa mas promissora

De acordo com Moran, a situação que se vive atualmente no Egipto é "complexa e dinâmica mas promissora".


"Nem a União Europeia nem a comunidade internacional estiveram no terreno como observadores durante as eleições, mas de acordo com todos os dados disponíveis e apesar de não terem sido perfeitas, decorreram muito bem e os resultados são basicamente credíveis", acrescentou.


"Os resultados não foram do agrado de todos, mas essa é a natureza da democracia", referiu. A principal tarefa agora é encontrar uma forma de envolver todos os parceiros no novo mundo político egípcio.


Por outro lado, referiu, é necessário ter em atenção as preocupações existentes quanto ao respeito dos direitos humanos, ao papel dos militares e à situação económica e social do país.


Paciência é a palavra-chave

Referindo-se ao futuro do Egito, Moran sublinhou que as alterações decorrentes dos acontecimentos na Praça Tahrir deram origem a "muitas expectativas e frustrações", tanto no Egito como junto da comunidade internacional.


"A verdade é que não é de um momento para o outro que se faz uma transição destas, sobretudo se tivermos em consideração que durante os últimos sessenta anos, tanto o tipo de política como de governo no Egito foi muito diferente do que aquele a que aspiram neste momento".


Paciência parece ser também aquilo de que a União Europeia necessita nas suas relações com o Egito.


"Um dos problemas é o facto de ainda não sabermos com quem nos vamos comprometer a longo prazo e não o saberemos durante os próximos meses".


Estratégia da União Europeia

Apesar das incertezas existentes, alguns elementos da estratégia da EU são claros: "a União Europeia é o maior parceiro comercial do Egito e o maior prestador de auxílio. Temos o maior interesse em trabalhar com eles e em apoiar a estabilidade e a democracia no país", acrescentou Morgan.

REF. : 20120203STO37181