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Time is ticking! But you can still apply for our competition and win a trip to Strasbourg to interview president Martin Schulz. Just click @...(read more) Facebook No dia 6 de fevereiro, a Comissão Europeia apresentou a sua estratégia para os consumidores durante o período 2014-2020, na comissão parlamentar do mercado interno e proteção dos consumidores. Reforço dos direitos dos consumidores, mais financiamento europeu para os Centros Europeus de Consumidores, um sistema de resolução de litígios em linha e a renovação de instrumentos de educação sobre o consumo são alguns dos principais objetivos definidos.
Quais são os novos desafios para a política dos consumidores para o período 2014-2020?
RR: Um dos desafios é a crise e com a crise o aumento do número de consumidores vulneráveis - os mais pobres e os mais idosos. De salientar também o envelhecimento demográfico e a questão do mercado único eletrónico, incluído noutros projetos mas excluído do programa "Consumidores". Por outro lado, a mundialização torna necessário reforçar a proteção dos consumidores e o controlo da qualidade e do respeito pelas normas existentes, uma vez que muitos dos produtos consumidos têm origem em países terceiros.
Quem são os principais destinatários dos novos instrumentos de educação e de formação sobre o consumo?
RR: O nosso grupo-alvo são os consumidores mas também é necessário incluir as empresas, em particular as pequenas e médias empresas, que por vezes não respeitam os direitos dos consumidores, ainda que sem intenção expressa. A Comissão Europeia privilegia os jovens mas penso que esta educação deve ser dada ao longo da vida. Se analisarmos o desenvolvimento do mercado digital, facilmente compreendemos que é necessário ministrar formação às pessoas mais idosas.
Quais são as suas propostas de melhoria do texto da Comissão Europeia?
RR: Gostaria de acrescentar algo que não parece prioritário no programa da Comissão: os sítios em linha que permitem fazer a comparação entre o preço e a qualidade. Também não existe uma proposta da Comissão Europeia em relação aos consumidores mais vulneráveis, o que considero lamentável, porque é necessário melhorar a situação a esse nível. O envelhecimento demográfico também não é abordado, apesar de ser importante considerar esse fator no domínio do consumo e da proteção dos consumidores.
Qual será o futuro da resolução alternativa de conflitos e de recursos coletivos na União Europeia?
RR: O programa "Consumidores" inclui a Resolução de Conflitos em Linha, mas não inclui a Resolução Alternativa de Conflitos. O Acto para o Mercado Único inclui, entre os seus objetivos, o segundo instrumento, mas não prevê os recursos coletivos, com os quais concordo e em relação aos quais se tem falado muito mas feito nada. É necessário inventar, na EU, recursos coletivos que não sejam como os americanos, que enriquecem os advogados.