A UE no espaço: apoiar o Galileo, o Copernicus e outros programas espaciais 

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Comunicações, agricultura, controlo de desastres naturais ou salvar vidas no mar. Nenhuma destas atividades seria possível sem o trabalho da tecnologia espacial. Descubra-as na Infografia.

Lançamento do Sentinel-2B a bordo do foguetão Vega, a partir do Centro da Agência Espacial Europeia, localizado na Guiana Francesa.  

Os eurodeputados da Comissão da Indústria, Investigação e Energia (ITRE) aprovaram, a 21 de novembro, um projeto de relatório elaborado pelo deputado italiano do grupo PPE Massimiliano Salini sobre a criação do programa espacial da União e da Agência da União Europeia para o Programa Espacial. O documento foi, agora, aprovado na sessão plenária de 13 de dezembro, onde consta um orçamento proposto de 16 mil milhões de euros para o período 2021-2027 direcionado aos programas como o Galileo, o Copernicus e o Conhecimento da Situação do Espaço.

Embora a estratégia espacial da União Europeia (UE) abranja as atividades abaixo ilustradas, as repercussões para as empresas e para os cidadãos estão muito presentes na Terra. “Um setor de transportes moderno, seguro, competitivo, eficiente e sustentável está profundamente interligado com o setor espacial. O sistema de navegação e de observação da Terra está a melhorar o desempenho dos serviços de transporte que irão trazer muitos benefícios a nível global e europeu”, explicou Salini.

Um deles será, de acordo com o deputado, uma gestão mais eficiente do tráfego rodoviário e consequente redução das emissões de CO2 para enfrentar o problema das alterações climáticas. Mais: “um aumento do uso de drones melhorará a entrega e os serviços postais, um melhor rastreamento dos voos reduzirá os cancelamentos e o ruído”, acrescentou Massimiliano Salini.

Em que áreas está presente o Programa Espacial da União Europeia?  

A tecnologia espacial é indispensável para uma série de serviços importantes dos quais os europeus dependem e pode desempenhar um papel crucial na resolução eficaz de novos desafios, como as alterações climáticas, o controlo de fronteiras e a segurança dos cidadãos da União. No entanto, nenhum dos Estados-Membros tem a capacidade de alcançar, sozinho, as estrelas.

“O novo Programa Espacial aposta na Europa e visa fortalecer a sua liderança global nos domínios da observação da Terra, navegação e pesquisa tecnológica. Embora a Europa seja, atualmente, a segunda potência espacial no mundo, precisamos de promover uma cooperação cada vez maior, se quisermos manter-nos na liderança. Isso torna-se de extrema importância num contexto em que as potências espaciais tradicionais permanecem muito ativas e, ao mesmo tempo, novos atores que estão a entrar desafiam cada vez mais a competitividade do setor espacial europeu”, defendeu Salini.

O Parlamento Europeu deu a sua luz verde a 17 de Abril. O processo institucional fica concluído com a confirmação do Conselho.