Os finalistas do Prémio Sakharov 2018 

 
 

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Oleg Sentsov, as 11 ONGs que salvam as vidas de migrantes no Mar Mediterrâneo e Nasser Zefzafi são os finalistas do Prémio Sakharov de 2018. O laureado é anunciado a 25 de outubro.

Foram anunciados os três finalistas do Prémio Sakharov 2018. 

Os finalistas da edição deste ano do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento do Parlamento Europeu foram selecionados a 9 de outubro, pelos eurodeputados das comissões dos assuntos externos e de desenvolvimento. O galardoado será eleito a 25 de outubro pelo Presidente do Parlamento Antonio Tajani e pelos líderes dos grupos políticos.

Os finalistas do Prémio Sakharov deste ano são:

Oleg Sentsov (Ucrânia)

Oleg Sentsov é um cineasta ucraniano, condenado a 20 anos de prisão por “planear atos terroristas” contra o domínio “de facto” russo na Crimeia. Sentsov esteve em greve de fome entre meados de maio deste ano até 6 de outubro, data em que decidiu terminar essa forma de protesto por ameaça de ser alimentado à força.

ONGs que protegem os direitos humanos e salvam vidas de migrantes no Mar Mediterrâneo

Desde 2015, estas organizações não-governamentais de toda a União Europeia lançaram operações de busca e salvamento no Mediterrâneo para tentar salvar as vidas de refugiados que lutam para chegar à costa europeia.

Nasser Zefzafi (Marrocos)

Nasser Zefzafi é líder do Hirak, um movimento de protesto em massa na região de Rif, em Marrocos, luta contra a corrupção, a opressão e o abuso de poder. Foi preso em maio de 2017 e condenado a 20 anos de prisão por “conspiração contra a segurança do Estado”.

Os próximos passos

O laureado deste ano será escolhido a 25 de outubro pelo Presidente Antonio Tajani e pelos líderes dos grupos políticos do PE. O prémio, composto por um certificado e 50 mil euros, será atribuído numa cerimónia no Parlamento, em Estrasburgo, no dia 12 de dezembro.

Sobre o Prémio Sakharov

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é uma homenagem ao físico soviético e dissidente político Andrei Sakharov e é atribuído todos os anos pelo Parlamento Europeu. Criado em 1988, recompensa personalidades ou entidades que se esforçam por defender os direitos humanos e as liberdades fundamentais. Este ano o Prémio assinala o seu 30º aniversário.

Na edição do ano passado, o Prémio foi atribuído à Oposição Democrática na Venezuela.