20 anos do euro: Parlamento assinala aniversário da moeda única 

 
 

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Lançado há 20 anos, o euro trouxe benefícios tangíveis a pessoas e empresas em toda a UE. A cerimónia no hemiciclo do Parlamento em Estrasburgo, a 15 de janeiro, marcou o acontecimento.

Desde o início do ano que o Parlamento Europeu, em Bruxelas, se encontra iluminado com projeções do euro para assinalar a data.  

O euro foi introduzido no início de 1999, primeiro em formato eletrónico na banca e pagamentos, e três anos depois sob a forma de notas e moedas.

A moeda comum tornou mais fácil para as pessoas comparar os preços além-fronteiras, fazer compras e viajar, e fazer economias em uma moeda estável. Abriu, também, mais oportunidades para as empresas, pois os custos e a incerteza de lidar com as taxas de câmbio oscilantes desapareceram.

O euro é, atualmente, a moeda oficial em 19 países da União Europeia (UE). Desempenha, igualmente, um importante papel internacional: em 2017, foi utilizado em 36% dos pagamentos internacionais, perdendo apenas para o dólar dos EUA (que foi utilizado em 40% dos pagamentos).

Um inquérito do Eurobarómetro, em novembro de 2018, mostrou um nível recorde de apoio à moeda única na zona euro. A maioria dos inquiridos (74%) afirmaram achar que o euro é bom para a UE e 64% disseram que o euro era bom para seu próprio país.

O euro é central para a União Económica e Monetária na União e as instituições da UE têm trabalhado para reforçar a coordenação neste domínio na sequência da crise financeira iniciada em 2008. As medidas tomadas incluem a introdução do Semestre Europeu, um ciclo anual de revisão dos planos económicos e orçamentais dos países da UE, o lançamento da supervisão única dos maiores bancos da zona euro pelo Banco Central Europeu (BCE) e uma abordagem comum para a liquidação dos bancos em falência.

Por ocasião do aniversário, o presidente do Parlamento Europeu (PE), Antonio Tajani, disse: “O euro é hoje mais popular do que nunca: três em cada quatro cidadãos acreditam que é bom para a nossa economia. Para que os europeus beneficiem plenamente dos empregos, do crescimento e da solidariedade que a moeda única deve trazer, temos de completar a nossa união Económica e Monetária através de uma verdadeira união financeira, fiscal e política. Isto permitirá também à Europa proteger melhor os seus cidadãos de potenciais crises futuras”.

Durante a cerimónia no plenário para comemorar 20 anos do euro, os líderes da UE do passado e do presente prestaram homenagem à moeda única. 

O evento no plenário
Ao discursar na cerimónia em pleno hemiciclo do Parlamento Europeu em Estrasburgo a 15 de janeiro e que assinalou os 20 anos do euro, o presidente do PE, Antonio Tajani, disse: “O euro tornou o nosso mercado único mais transparente e competitivo, facilitando as transações, os movimentos, o comércio e o turismo”.

“O euro não pode ser um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar uma economia social de mercado com o objetivo de trazer prosperidade e trabalho a todos os cidadãos europeus”, acrescentou Tajani, solicitando novas reformas para completar a união do mercado de capitais, a união bancária e construir uma união fiscal.

O presidente do BCE, Mario Draghi, disse que o euro produziu duas décadas de estabilidade dos preços, permitindo às empresas investir e criar empregos. “Garantir a prosperidade económica e a estabilidade a longo prazo é um desafio partilhado que é melhor quando enfrentado coletivamente. Juntos, somos mais fortes juntos”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o ex-presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, e o presidente da comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento, Roberto Gualtieri, foram os outros oradores da cerimónia em Estrasburgo.

O Parlamento realiza igualmente uma exposição sobre o euro nas suas instalações em Estrasburgo, durante a sessão plenária. Projeções de luz do euro decoram o edifício do Parlamento em Bruxelas desde o início do ano.

Estados-Membros da zona euro 
  • 1999 – Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal 
  • 2001 – Grécia 
  • 2007 – Eslovénia 
  • 2008 – Chipre e Malta 
  • 2009 – Eslováquia 
  • 2011 – Estónia 
  • 2014 – Letónia 
  • 2015 – Lituânia