Resgates a bancos: pequenos depositantes não podem pagar a fatura exigem eurodeputados 

 
 

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As regras aprovadas em comissão parlamentar, a 20 de maio, prevêem que os donos dos bancos (os seus accionistas) devem enfrentar o primeiro golpe. ©Belga/Zumapress/A.Vafeiadakis 

Os depósitos abaixo dos 100 000 euros não podem ser utilizados para resgatar bancos em risco de falência, defenderam os eurodeputados da comissão dos assuntos económicos e monetários do Parlamento Europeu, esta segunda-feira. De acordo com o relatório aprovado, devem ser os accionistas, os titulares de obrigações ou, em último caso, os grandes depositantes, a enfrentar as perdas.

Um banco encontra-se em risco quando o seu passivo (o dinheiro que deve) é superior aos seus ativos (o dinheiro que possui ou que lhe devem). Os bancos funcionam emprestando dinheiro que, por sua vez, foi disponibilizado pelos depositantes e pelos obrigacionistas. No entanto, se muitos dos empréstimos concedidos não forem cumpridos, os bancos não conseguem pagar os juros aos seus depositantes e aos titulares de obrigações, precisando de ajuda externa para sobreviver. Mas as opiniões variam sobre como os custos destes resgates devem ser partilhados.


As regras aprovadas em comissão parlamentar, a 20 de maio, prevêem que os donos dos bancos (os seus accionistas) devem enfrentar o primeiro golpe, o capital que providenciaram através das suas ações devem absorver parte ou a totalidade das suas perdas. Se tal não for suficiente, os obrigacionistas serão chamados a enfrentar as perdas, e como último recurso, o mesmo poderá acontecer aos depositantes com valores acima dos 100 000 euros no banco. Os depositantes com menos de 100 000 euros estão excluídos de sofrer perdas uma vez que os seus depósitos estão protegidos sistema de garantia de depósitos.


Na maioria dos casos é provável que o dinheiro dos contribuintes continue a ser utilizado para apoiar os bancos em dificuldades. De acordo com a proposta, os Estados poderiam emitir garantias ou adquirir uma participação parcial ou total do banco. Cada país da União Europeia deverá ainda criar o seu próprio fundo de resolução de crises bancárias, financiado pelos próprios bancos.