A luta real e virtual contra "o califado" 

 
 

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Cerca de 5000 europeus viajaram para zonas de conflito para se juntarem a grupos terroristas. O regresso destes “combatentes estrangeiros” coloca em causa a segurança da UE. Neste momento, os membros do Parlamento Europeu estão a trabalhar num relatório que pretende criminalizar atos preparatórios para ataques terroristas e aumentar o controlo das entradas e saídas de cidadãos europeus da UE. Assista ao vídeo para saber o que está a ser feito pelo Parlamento no combate ao terrorismo.

No vídeo, a eurodeputada responsável pelo relatório sobre a diretiva do combate ao terrorismo, Monika Hohlmeier (PPE, Alemanha) e o coordenador da Luta Antiterrorista da União Europeia, Gilles De Kerchove, explicam o problema e de que forma deve ser enfrentado.


Prevenir a radicalização: um passo contra o terrorismo

 

O Parlamento Europeu está a trabalhar num projeto que tem como objetivo melhorar o processo de desradicalização. Para a eurodeputada alemã, Monika Hohlmeier este “é um passo muito importante na agenda de prevenção do terrorismo”. Os eurodeputados adotaram em novembro de 2015 uma resolução para prevenir a radicalização nas prisões e na Internet através da educação e da inclusão social.


Reduzir a propaganda do Daesh na Internet

 

Estima-se que cerca de 100 000 tweets sejam publicados pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) todos os dias. Por isso, o coordenador da Luta Antiterrorista da União Europeia, Gilles de Kerchove, sustenta que é necessário tomar medidas para “reduzir a presença do califado no mundo virtual”. Neste momento a Europol já analisa os conteúdos partilhados nas plataformas de redes sociais, a fim de notificar os casos mais alarmantes.


Os combatentes estrangeiros

 

Já existe legislação na União Europeia para criminalizar alguns atos terroristas, mas as novas regras pretendem ir mais longe, abrangendo os “atos preparatórios” de um ataque como um crime em toda a Europa. Receber formação dentro ou fora da Europa, viajar para territórios terceiros e financiar atividades terroristas, são alguns dos exemplos que as novas regras pretendem incluir. A Comissão parlamentar das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos vai votar no relatório na segunda-feira, 4 de Julho.


Existe uma ainda uma proposta que pretende detetar cidadãos europeus, que estejam de regresso de zonas de conflito para organizar ataques terroristas em solo europeu. Esta proposta prevê o controlo obrigatória das saídas e entradas dos cidadãos europeus na UE. Prevê ainda a verificação das bases de dados nacionais relacionadas com documentos perdidos ou roubados em todas as fronteiras externas terrestres, aéreas ou marítimas. A proposta recebeu a luz verde dos eurodeputados da Comissão das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos a 21 de junho. O próximo passo será a negociação de um acordo entre o Parlamento e os governos dos Estados-Membros da UE.


Para os próximos meses

 

Os eurodeputados estão a trabalhar no processo de aquisição e posse de armas.