Dia Internacional dos Roma: a maior minoria étnica na Europa 

 
 

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A comunidade cigana enfrenta vários problemas na Europa: racismo, discriminação, baixas habilitações literárias e falta de alojamento condigno. © BELGA/AFP/A.KISBENEDEK 

O Dia Internacional dos Roma celebra-se a 8 de abril. A comunidade cigana, a maior minoria étnica na Europa, é frequentemente vítima de discriminação e exclusão social. Os eurodeputados debateram a 25 de março, a situação atual e o reconhecimento europeu do genocídio do povo cigano na II Guerra Mundial. Estima-se que vivam 10 milhões de ciganos na Europa, seis milhões dos quais na UE.

A comunidade cigana enfrenta vários problemas na Europa: racismo, discriminação, baixas habilitações literárias e falta de alojamento condigno.


“O povo cigano está sob ameaça em muitos Estados-Membros. As agressões físicas são frequentes. O discurso contra os ciganos é comum na internet e até pode ser encontrado no discurso político dominante,” afirma o eurodeputado cigano Damian Draghici (S&D, Roménia).


Em dezembro de 2013 o PE adotou uma resolução sobre os progressos realizados na execução das estratégias nacionais de integração dos ciganos.


De acordo com a eurodeputada cigana Soraya Post (S&D, Suécia) a estratégia tem sido dominada pela política social, faltando um aspeto fundamental da situação dos ciganos na Europa. "O racismo contra os Roma existe em todos os Estados-Membros e em todos os níveis da sociedade. Até lidarmos com o discurso anti-cigano, não vamos ser capazes de mudar a situação dos Roma na UE com iniciativas de outras áreas políticas", afirmou.


Os eurodeputados também debateram o reconhecimento do Dia em Memória das Vítimas do Genocídio dos Roma na II Guerra Mundial. A resolução será votada na sessão plenária de abril em Bruxelas. A 2 de agosto de 1944, 2 897 ciganos foram assassinados nas câmaras de gás do campo de concentração nazi em Auschwitz. O Parlamento Europeu quer prestar a sua homenagem “às centenas de milhares de ciganos que morreram às mãos dos grupos fascistas em toda a Europa, há sete ou oito décadas,” explica Draghici.


Este artigo foi publicado originalmente a 25 de março.