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A instalação de sistemas de assistência ao condutor deveria ser obrigatória em todos os novos automóveis, defendem os eurodeputados.

Todos os anos, morrem nas estradas europeias mais de 25 000 pessoas. Cerca de 90% dos acidentes devem-se a erros humanos.

“Seja como condutores, peões ou ciclistas, todos cometemos erros. E nesses casos, os sistemas de assistência automática são como copilotos silenciosos,” explica o relator da proposta Dieter-Lebrecht Koch (PPE, Alemanha) aprovada pelos eurodeputados, em sessão plenária a 14 de novembro de 2017, que defende a instalação de sistemas de assistência ao condutor nos novos automóveis.

Sistemas de assistência aos condutores

Sistemas que detetam peões e ciclistas, que avisam quando o carro se afasta da faixa de rodagem ou travam automaticamente para evitar uma colisão, ajudam os condutores a reagirem melhor a uma situação perigosa e podem salvar vidas. Apesar da sua presença ser comum nos automóveis de gama alta, três em cada quatro dos novos automóveis não se encontram equipados com estes sistemas e a principal razão para a sua ausência reside no custo adicional.

Para assegurar que a segurança rodoviária não é feita à custa do dinheiro dos cidadãos, os eurodeputados defendem que só devem ser obrigatória a instalação de sistemas de assistência já existentes no mercado com benefícios comprovados, como os sistemas de travagem de emergência automática ou para a deteção de ciclistas.

“Todos deveriam poder comprar um automóvel assim. Através de uma implementação generalizada o preço da implementação destes programas de assistência vai tornar-se mais baixo. Assim, o preço destes automóveis não vai disparar; serão apenas um pouco mais caros,” explica Dieter-Lebrecht Koch.

Os eurodeputados convidam ainda a Comissão Europeia a avaliar a possibilidade de baixar o limite de alcoolemia permitido em toda a UE para 0% para os novos condutores nos dois primeiros anos e condutores profissionais.