Parlamento Europeu presta tributo à democracia e à "primavera árabe" 

 
 

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©BELGA 

A Tunísia foi o primeiro país a revoltar-se e a exigir a realização de eleições democráticas, seguindo-se uma série de nações norte africanas e árabes. Os últimos acontecimentos e os desafios colocados à "primavera árabe", designação dada ao movimento democrático que se espalhou na região ao longo de 2011, demonstram que a democracia é um processo em constante evolução e nunca deve ser dada como garantida.

O Parlamento Europeu prestou homenagem a todos os que recusam governos não democráticos, atribuindo o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2011 a cinco activistas da "primavera árabe".


Redes sociais: divulgar a palavra no mundo inteiro

As redes sociais Facebook, Twitter e Youtube desempenharam um papel sem precedentes nestes movimentos, uma vez que em muitos casos eram os únicos meios disponíveis para divulgar o que se estava a passar. "As redes sociais foram um meio de comunicação alternativo para nós e foi assim que conseguimos informar as pessoas sobre o que se estava a passar e revelar a verdadeira faceta do regime de Mubarak. Anunciámos as manifestações e as pessoas aderiram. As redes sociais foram fundamentais para que conseguíssemos alcançar uma massa crítica", sublinhou uma das laureadas com o Prémio Sakharov 2011, a egípcia Asmaa Mahfouz, cujos vídeos, mensagens no Twitter e no Facebook ajudaram a derrubar o regime de Mubarak.



Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2011

"Ao fazer uma retrospectiva do que se passou este ano, assistimos à revolução de Jasmim na Tunísia, ao derrube de um ditador e à realização de eleições livres no país", relembrou o Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, durante a cerimónia de entrega do Prémio. No entanto, sublinhou, "a resposta às manifestações na Síria tem sido dada com balas, tanques, detenções arbitrárias e torturas. Os últimos dados disponíveis indicam mais de 5.000 mortos, entre os quais 300 crianças. Os momentos históricos também nos relembram as nossas responsabilidades, incluindo a necessidade de apoiar uma sociedade civil emergente, jovem e enérgica".