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Orçamento da UE para 2012

Eurodeputados reagem ao Orçamento da UE para 2012

 
Aprovação do Orçamento para 2012, Parlamento Europeu, Bruxelas, 1 de Dezembro de 2011   Aprovação do Orçamento para 2012, Parlamento Europeu, Bruxelas, 1 de Dezembro de 2011

No dia 1 de Dezembro e após vários meses de negociações, o Presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, assinou o Orçamento da União Europeia para 2012, cujo montante será de 129,1 mil milhões de euros em pagamentos e 147,2 mil milhões de euros em autorizações. Terminada a votação em plenário, seis eurodeputados de grupos políticos diferentes responderam a duas perguntas sobre o Orçamento aprovado.


Na sua opinião, a que linhas orçamentais deveria ter sido dada prioridade no Orçamento para 2012?


José Manuel Fernandes (PPE, Portugal): "Acredito que o montante destinado aos pagamentos deveria ser mais elevado, porque o actual Quadro Financeiro Plurianual termina em 2013 e os pagamentos relativos aos programas da UE são tradicionalmente mais elevados quando se aproxima o termo do ciclo orçamental. Prevejo a necessidade de fazer alterações para conseguir fazer face às despesas relacionadas com as políticas de coesão, designadamente o Fundo de Coesão, o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e o Fundo Social Europeu.


Eider Rubial Gardiazábal (S&D, Espanha): "O auxílio aos países em desenvolvimento está sub-financiado para fazer face às necessidades mais urgentes: Palestina, apoio às democracias emergentes do Norte de África, o financiamento da Estratégia UE2020. Também é necessário mais dinheiro para programas como People, Aprendizagem ao Longo da Vida, Erasmus-Mundus e EURES.


Alexander Alvaro (ADLE, Alemanha): "Conseguimos alocar alguns dos fundos a programas europeus que promovem o crescimento e a competitividade, em linha com a Estratégia UE2020. O verdadeiro valor acrescentado com o qual a UE pode contribuir nestes tempos difíceis consiste na promoção da investigação e da inovação".


Daniel Cohn-Bendit (Verdes/ALE, França): "Necessitamos de uma reestruturação do orçamento com 'recursos próprios' para não dependermos apenas das contribuições dos Estados-Membros e necessitamos de um orçamento que permita uma estratégia de investimento ecológico a nível europeu".


Miguel Portas (GCEUE/ENV, Portugal): "Apresentámos propostas concretas de redistribuição dos recursos - que são agora mobilizados para multinacionais - para apoiar as pequenas e médias empresas e as regiões mais necessitadas da Europa. Apoiamos os programas de integração dos migrantes e uma política anti-repatriamento. Os governos da União Europeia estão a impor um orçamento mínimo para um mínimo de Europa ".


Claudio Morganti (ELD, Itália): "Enquanto grupo, aprovamos um Orçamento da UE que não seja demasiado oneroso para os cidadãos. Em termos gerais, estamos bastante satisfeitos porque num momento tão difícil como o actual não podemos exigir mais. Estamos satisfeitos porque tanto as PME como a agricultura receberam os fundos de que necessitavam e nós apoiamos firmemente os compromissos assumidos em matéria de investigação e inovação. No entanto, lamentamos o reduzido montante atribuído à agência Frontex.


Em que áreas deveriam ter sido efectuados mais cortes orçamentais?


José Manuel Fernandes (PPE, Portugal): "Não era possível efectuar mais cortes. Este Orçamento resulta de um esforço concertado por todas as instituições em matéria de custos administrativos e operacionais ".


Eider Rubial Gardiazábal (S&D, Espanha): "O parlamento aprovou alguns cortes, sobretudo no que se refere a despesas administrativas que diminuíram em termos reais mas o Orçamento da UE é, essencialmente, um orçamento de investimento. Efectuar cortes demasiado severos corresponde a contrair as economias dos Estados-membros e os socialistas europeus são contra essa forma de reagir à crise actual".


Alexander Alvaro (ADDE, Alemanha): "Tendo em conta a necessidade de um Orçamento limitado e equilibrado, a inteligência orçamental é da maior importância. Ter mais dinheiro não significa necessariamente gastar esse dinheiro de forma inteligente. O Parlamento Europeu conseguiu poupar cerca de 74 milhões de euros através de cortes, reorganização interna e redistribuição. Poderíamos poupar muito mais se acabássemos com este circo mensal que são as viagens entre Bruxelas e Estrasburgo.


Claudio Morganti (ELD, Itália): "Concordamos com os cortes a nível administrativo, ainda que pudessem ter sido efectuados outros cortes consideráveis, designadamente reduzindo para apenas um os actuais três locais de trabalho do Parlamento Europeu.


Miguel Portas (GUE/NGL, Portugal): "As autorizações relativas a investigação militar e de segurança e a programas como o Frontex. É incompreensível e inaceitável. O mesmo se aplica a diversos programas da UE que apoiam a exportação de produtos de base que são desastrosos para as economias dos países em desenvolvimento. Por último, poderiam ter sido feitos cortes e melhorias em matéria de transparência ao nível das despesas administrativas das instituições europeias.