Accesso directo à navegação principal (Premir "enter")
Acesso aos conteúdos da página (clicar sobre "Entrar")
Accesso directo a lista de outros sítios Web (Premir "enter")

Debate sobre o Conselho Europeu: prioridade para o crescimento e o emprego

Outros Artigo - Conselho Europeu / Instituições02-02-2012 - 11:13
  • Parlamento Europeu, Bruxelas
  • 1 de fevereiro de 2012
 
Parlamento Europeu, Bruxelas, 2 de fevereiro de 2012   Parlamento Europeu, Bruxelas, 2 de fevereiro de 2012

O emprego e o relançamento da economia são fundamentais para o futuro da União Europeia. Esta foi a principal mensagem do debate sobre os resultados do Conselho Europeu de 30 de janeiro, que contou com a participação de Durão Barroso e Van Rompuy. O pacto fiscal foi acusado por muitos intervenientes de não ser a solução adequada para ultrapassar a crise.


Herman Van Rompy, Presidente do Conselho Europeu: "Ao longo dos últimos dois anos tomámos decisões difíceis e por vezes penosas, porque eram necessárias. Começamos agora a perceber que valeram a pena". Para resolver a crise, Van Rompuy afirmou que a estabilidade financeira não é suficiente e que é "fundamental fazer mais em matéria de crescimento económico e emprego". As prioridades apontadas pelo Presidente do Conselho Europeu foram a criação de emprego, sobretudo entre os jovens, ajudar as pequenas e médias empresas a ter acesso ao crédito e o mercado único.


Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: "Ao apresentar propostas concretas para mitigar o desemprego entre os jovens e financiar as pequenas e médias empresas, a Comissão Europeia alargou o âmbito de atuação aos temas que mais preocupam os cidadãos europeus: emprego e crescimento sustentável". De acordo com Durão Barroso, é fundamental aproveitar o potencial do mercado único, 'a joia da coroa' da União Europeia.


Joseph Daul (Grupo do Partido Popular Europeu, França) referiu-se ao pacto fiscal como uma urgência a implementar com a maior brevidade possível, nos termos definidos pelo Parlamento Europeu. Daul sublinhou também que, para ultrapassar a crise, a União Europeia necessita de uma economia mais competitiva, através de um mercado interno eficaz.


Hannes Swoboda (Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, Áustria) criticou o pacto fiscal, considerando-o errado em termos de objetivo". Swoboda criticou o facto de os países com défices elevados serem punidos mas os países com elevados níveis de desemprego entre os jovens não o serem. A eurodeputada socialista criticou a posição do governo alemão e afirmou que o papel de liderança da Alemanha deve ser o de "unir a Europa e não o de a dividir".


Guy Verhofstadt (Aliança dos Democratas e Liberais, Bélgica) afirmou que o Conselho Europeu não passou de "palavras feitas" e sublinhou que aquilo de que necessitamos agora são "atos". Verhofstadt referiu que foi investido um trilião de euros dos contribuintes na crise, sem que os resultados necessários fossem alcançados porque "adotamos sempre meias medidas". "Precisamos de uma solução estrutural para a crise e a mutualização da dívida", acrescentou.


Rebecca Harms (Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia, Alamenha): criticou os resultados do Conselho Europeu, dizendo sentir-se envergonhada com os mesmos. "Esta charada de Conselhos Europeus mais não faz do que dececionar os cidadãos e atirar-lhes areia para os olhos". Harms perguntou a Van Rompuy onde está o dinheiro prometido para a criação de emprego e crescimento. "Precisamos de investimento em infraestruturas de transportes e energia".


Martin Callanan (Conservadores e Reformistas Europeus, Reino Unido) afirmou que mesmo que o pacto fiscal seja adotado, tudo ficará na mesma. "O meu grupo continuará determinado na agenda de criação de um mercado único digital". Por outro lado, referiu, "o Parlamento Europeu não pode acelerar a economia nem criar empregos porque nós, eurocratas e eurodeputados não podemos criar empregos nenhuns".


Lothar Bisky (Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde, Alemanha) definiu as disposições do pacto fiscal como "injustas e não democráticas" e afirmou que o pacto apenas servirá para exacerbar a situação financeira da Europa e fazer com que os países endividados "percam a sua soberania fiscal". Bisky apelou a uma reviravolta europeia e a "um pacto de crescimento e emprego sustentáveis".


Nigel Farage (Europa da Liberdade e Democracia): "Aquilo que assistimos na Grécia é a diplomacia com a pistola apontada. A Grécia não é uma empresa subsidiária em dificuldades à qual o chefe de serviço se desloca para controlar. A Grécia tem um desemprego entre os jovens de cerca e 50% porque está na zona euro". Virando-se para Barroso, afirmou: "A seguir é Portugal".

REF. : 20120201STO36782