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A interpretação no Parlamento Europeu: de e para as 23 línguas oficiais

Outros Artigo - Instituições22-02-2012 - 17:15
 
Intérpretes em trabalho   Intérpretes em trabalho

"A língua faz parte da nossa identidade e é importante que os deputados ao Parlamento Europeu falem a sua língua materna e defendam o seu eleitorado da melhor forma possível, falando com os cidadãos numa língua que os mesmos compreendam. O nosso trabalho é fazer este milagre acontecer todos os dias", refere Olga Cosmidou, diretora-geral da interpretação do Parlamento Europeu.


Os intérpretes trabalham em tempo real e têm de ouvir e falar ao mesmo tempo.


"São como os acrobatas num circo porque trabalham sem rede e depois de falarem não podem voltar atrás. Daí a importância dos conhecimentos que têm sobre aquilo que falam".


"A velocidade é um dos piores inimigos dos intérpretes", acrescenta Cosmidou, mas "é um trabalho muito interessante, no qual é fundamental saber controlar a adrenalina e conseguir antecipar aquilo que o deputado vai dizer".


Os intérpretes trabalham em turnos máximos de 3,5 horas por dia. Preparam o trabalho com a leitura de documentos e imprensa relevantes em diversas línguas, para se manterem atualizados em termos informativos e terminológicos.


Existem 506 combinações linguísticas possíveis (23*22 línguas) e por vezes utiliza-se uma língua pivot ou intermediária.


Ao contrário dos outros funcionários do Parlamento Europeu, os intérpretes não têm gabinetes com computador e telefone, mas sim portáteis e telefones móveis que lhes permitem estar acessíveis em caso de alteração ao horário ou local de uma reunião, uma vez que não pode haver atrasos.


"Os intérpretes são como peixes num aquário: ninguém sabe exatamente quem são", refere Cosmidou. Trata-se de "uma profissão com assento na linha da frente da história" porque os intérpretes testemunham negociações importantes e estão presentes durante a assinatura de documentos históricos.


Quer ser intérprete?

Para ser intérprete são necessários dois anos de especialização em interpretação e para trabalhar no Parlamento Europeu é necessário ser aprovado num concurso. "Mas isso não chega", esclarece Cosmidou, "é preciso ter características especiais: gostar de comunicar, ser extrovertido e ter muita curiosidade".

REF. : 20120220STO38575
Atualizado em: ( 13-04-2012 - 14:19)