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  • Roteiro UE 2025 baseado nos valores democráticos e num processo de decisão eficiente
  • Avançar na Defesa, Segurança, Energia, Digital, União Monetária e Mercado de Capitais
  • Igualdade de oportunidades para todos os cidadãos e reforço da competitividade da indústria
  • Criação de agências da UE sobre direitos dos trabalhadores, cibersegurança e antiterrorismo

Juncker proferiu hoje no PE o discurso sobre o estado da União 

A maioria dos líderes dos grupos políticos saudou a visão ambiciosa do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para uma Europa forte e unida.

Os eurodeputados discutiram os planos para a defesa, a segurança, a migração legal, o comércio internacional, a equidade social, o reforço da capacidade orçamental da UE e a democratização do processo de decisão europeu, num debate de três horas sobre o estado da União.

Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu (PE), deu as boas-vindas ao presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, ao colégio de comissários e à presidência estónia do Conselho, recordando as expectativas dos cidadãos europeus em relação ao reforço da cooperação na UE em matéria de migração, terrorismo, crescimento económico e direitos sociais.

Clique nos links em cada nome para ver os vídeos das intervenções

A estabilidade orçamental, as taxas de emprego e a contínua recuperação económica abrem uma janela de oportunidades para uma reforma ambiciosa da UE, baseada na liberdade, na igualdade de direitos e no Estado de direito, disse Juncker.

O presidente da Comissão anunciou planos para a criação de um Ministro Europeu das Finanças, para a migração legal, a cibersegurança, os direitos dos trabalhadores, o comércio internacional e a União da Defesa, que deverão ser discutidos e decididos antes do final deste mandato.

Juncker disse que a Europa funcionaria melhor se se juntasse a presidência da Comissão Europeia com a do Conselho Europeu. O presidente único deveria ser escolhido tendo em conta os resultados das próximas eleições europeias, em junho de 2019.

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O discurso de Juncker está disponível aqui

Líderes dos grupos políticos

Manfred Weber (PPE, DE) saudou a visão de Juncker para aprofundar a integração europeia, referindo as preocupações dos cidadãos em relação à globalização. O eurodeputado defendeu uma “economia social de mercado” e o reforço dos “controlos nas fronteiras para travar a migração irregular”. Disse ainda que a Turquia não pode ser acolhida como membro da UE e que é necessária uma União Europeia da Defesa.

Gianni Pittella (S&D, IT) propôs medidas para obrigar as multinacionais que fogem ao fisco a pagar o que devem, para combater a exploração dos trabalhadores e para a criação de uma garantia infantil. O eurodeputado pediu a abertura de vias para a migração legal, visto que fechar as vias ilegais não é suficiente.

Syed Kamall (ECR, UK) afirmou que, para proteger os cidadãos, “a Europa não pode ser protecionista”, defendendo a criação de mais oportunidades em vez de mais regulação. “Os planos da UE para o crescimento não criam emprego. São as empresas que criam emprego”, frisou.

Foi um discurso “repleto de ambição para 2019”, disse Guy Verhofstadt (ALDE, BE) sobre a intervenção de Juncker. O eurodeputado felicitou-se pelo esbater da onda populista na Áustria, na Holanda e na França, salientando que a maioria dos cidadãos europeus quer mais ação por parte da UE.

Patrick Le Hyaric (CEUE/EVN, FR) defendeu que o Plano Juncker deve ser transformado num grande fundo social e ambiental. Chegou a hora de construir uma UE que combine humanismo social e progresso ecológico, com uma diretiva justa sobre o destacamento dos trabalhadores, salários mínimos, proteção das pensões, erradicação da pobreza e igualdade de géneros, defendeu.

Philippe Lamberts (Verdes/ALE, BE) disse que é preciso reconciliar os cidadãos europeus com a própria ideia de União Europeia. O eurodeputado considera que a União deve centrar-se na redução das desigualdades, na redução do impacto ecológico e na reorientação da política comercial.

“Não aprendeu nada com o Brexit”, disse Nigel Farage (EFDD, UK) a Juncker, criticando as propostas do presidente da Comissão para aprofundar a integração europeia “sem a aprovação dos cidadãos”. O eurodeputado acrescentou que a atitude da Comissão Europeia face à Polónia e à Hungria fazem lembrar o antigo regime soviético.

Harald Vilimsky (ENF, AT) rejeitou a ideia de expansão da zona euro e da União da Defesa, assim como a livre circulação de trabalhadores na UE e a entrada de migrantes africanos e árabes.

Intervenção da presidência estónia do Conselho

Intervenção final de Juncker