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Melhor proteção das crianças, mais luta contra o terrorismo e tornar o sistema mais rápido são algumas alterações ao Sistema Schengen que o eurodeputado Carlos Coelho (PPE) quer introduzir.

Carlos Coelho explicou as novas regras de Schengen 

O relator da reforma de Schengen encontrou-se em Lisboa com jornalistas especialistas na matéria e foi perentório em relação ao que pretende do “novo” SIS: “Numa altura em que está na moda entre os radicais de esquerda e de direita fragilizar a União Europeia, reforçar o SIS e Schengen é a maior resposta a esta gente”, afirmou.

 

Entre as propostas do deputado, cujo relatório foi a votos na Comissão das Liberdade Cívicas do PE a 6 de novembro, está a criação de alertas para proteger melhor as crianças em caso de rapto ou se risco, cuja informação no SIS passa a ser obrigatória. Coelho quer também tornar obrigatório o registo de crianças desparecidas de campos de refugiados.

 

O combate ao terrorismo também está na mira do eurodeputado português, que defende a criação obrigatória de alertas sempre que estejam em causa atividades terroristas, seja para recusa de entrada no espaço Schengen, seja para detenção no âmbito de uma investigação criminal.

 

A concretização dos dados biométricos, o envolvimento da Europol, uma maior rapidez na resposta em caso de alerta, a obrigação de introduzir no SIS todas as decisões de retorno sobre o nacional de um país terceiro que não tenha direito a permanecer no nosso território ou a responsabilização dos Estados-membros no funcionamento do sistema são outras propostas que Carlos Coelho quer ver consagradas no novo SIS.

 

Criado há 15 anos, o SIS é uma base de dados que liga todos os Estados Schengen (26) e assegura que todas as autoridades de fronteira dispõem da mesma informação ao mesmo tempo, funcionando 365 dias por ano e 24 horas por dia.