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Atrizes Mia Erika Sparrok e Lene Cecilia Sparrok 

O vencedor do Prémio Lux 2017 é “Sámi Blood”, uma coprodução entre a Suécia, a Noruega e a Dinamarca, anunciou hoje o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani.

Numa cerimónia realizada no hemiciclo de Estrasburgo, o presidente do Parlamento Europeu felicitou o vencedor da 11.ª edição do Prémio Lux e os outros dois finalistas, afirmando que este prémio “está na vanguarda da promoção do cinema que é MADE IN EUROPE, da nossa indústria criativa e da nossa diversidade cultural e linguística”.

 

“A sétima arte nasceu aqui na Europa. O cinema é motor da cultura, de valores e do diálogo. Esta edição abre caminho a um 2018 de sucesso, o Ano Europeu do Património Cultural. O património cultural não é apenas composto por literatura e arte. É feito também das histórias que contamos e dos filmes a que assistimos”, disse Tajani.

 

Sámi Blood”, da realizadora sueca Amanda Kernell, conta a história de uma jovem sami que sonha com uma vida diferente e abandona a sua comunidade, enfrentando atitudes racistas relativamente à sua identidade.

 

Os outros filmes finalistas eram “BPM (Batimentos por minuto)” (França), de Robin Campillo, e “Western” (Alemanha, Bulgária, Áustria), de Valeska Grisebach.

 

O Parlamento Europeu financia a legendagem dos filmes finalistas do Prémio Lux nas 24 línguas oficiais da UE. O filme vencedor, escolhido pelos eurodeputados, é também adaptado para as pessoas com incapacidades visuais ou auditivas.

 

O Prémio Lux foi criado pelo Parlamento Europeu em 2007 para promover a produção cinematográfica europeia, fomentando a distribuição de filmes europeus na UE e estimulando o debate em torno de temas atuais. Todos os anos, são nomeados três finalistas entre os filmes europeus cujo conteúdo verse a atualidade da integração europeia e temáticas controversas.

 

O vencedor do ano passado foi o filme “Toni Erdmann”, uma coprodução entre a Alemanha, a Áustria e a Roménia.

 

Entre os 30 filmes finalistas do Prémio Lux de Cinema do Parlamento Europeu, Portugal marcou presença com “Belle Tourjours”, de Manoel de Oliveira, e com “Tabu”, de Miguel Gomes. No ano passado, “Cartas da Guerra”, de Ivo Ferreira, esteve entre os 10 filmes da seleção inicial.