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O presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, debateu hoje com os eurodeptuados as propostas sobre o futuro orçamento de longo prazo da UE 

A maioria dos eurodeputados apoiou os planos da Comissão de aumentar as contribuições para o orçamento da UE pós-2020 e de introduzir novas fontes de financiamento. Mas faltou-lhe ambição.

“Na sua apresentação, a Comissão Europeia realçou a importância de um orçamento político. O princípio do valor acrescentado europeu foi sublinhado. É também importante que a relevância dos recursos próprios, um ponto-chave nas resoluções do PE, tenha sido destacada. Mais fundos para o Erasmus+, a investigação, PMEs e alterações climáticas são positivos. Gostaríamos de ter visto um orçamento de 1,3% do RNB. Faremos tudo para defender as nossas posições, dadas as reduções propostas para a agricultura e a coesão”, disse o presidente do PE, Antonio Tajani.

Grande parte dos eurodeputados considerou que as propostas da Comissão Europeia vão no sentido certo, saudando o financiamento de novas prioridades como a investigação, a gestão das fronteiras e da migração, o apoio aos jovens, a defesa e a segurança, apesar de serem menos ambiciosas do que as do PE. Vários parlamentares também se congratularam com a ligação entre o financiamento da UE e o Estado de direito.

Clique nos links para ver os vídeos das intervenções

 

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia

 

Günther Oettinger, comissário europeu com a pasta do Orçamento

 

Intervenções de Antonio Tajani e Jean-Claude Juncker

 

Manfred Weber (PPE, DE)

 

Udo Bullmann (S&D, DE)

 

Bernd Kölmel (ECR, DE)

 

Guy Verhofstadt (ALDE, BE)

 

Ska Keller (Verdes/ALE, DE)

 

Liadh Ni Riada (CEUE/EVN, IE)

 

Patrick O'Flynn (EFDD, UK)

 

Marco Zanni (ENF, IT)

Próximos passos

O quadro financeiro plurianual (QFP) da UE terá de ser acordado por unanimidade pelos Estados-Membros e aprovado pelo PE para poder entrar em vigor.

Os eurodeputados manifestaram a sua disponibilidade para encetar imediatamente um diálogo com a Comissão e o Conselho sobre o QFP, com vista a facilitar as negociações e a permitir a conclusão de um acordo antes das eleições europeias de 2019.