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A intervenção de Helle Thorning-Schmidt centrou-se nas prioridades da sua presidência, nomeadamente a disciplina orçamental, mas também o crescimento e o emprego, as políticas ambientais, a segurança dos cidadãos e o fortalecimento da voz da Europa no mundo. "A saída da crise passa por mais Europa, não menos", sublinhou.
O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, alertou que, se a rota traçada em Outubro não é implementada, "as nossas expetativas de crescimento não serão alcançadas".
Intervenção dos grupos políticos
Joseph Daul (PPE, FR) disse a Thorning-Schmidt: "É necessário que esta seja uma presidência política" porque "os tempos em que vivemos exigem que os atores europeus não apenas construam pontes, mas sejam atores comprometidos que se façam ouvir".
"Somos vítimas dos mercados financeiros e das agências de rating, que decidem mais sobre a Europa do que nós próprios", afirmou Hannes Swoboda (S&D, AT). O novo líder dos socialistas criticou as negociações sobre o novo acordo intergovernamental para reforçar a união económica, citando o Financial Times para o descrever como "uma distração irrelevante".
"O que a Standard & Poor's afirmou é, em certa medida, verdade", disse Guy Verhofstadt (ALDE, BE), pedindo aos líderes europeus que leiam os seus relatórios. A solução é, "como todos sabem, as obrigações de estabilidade ou as euro-obrigações, escolham vocês o nome".
Rebecca Harms (Verdes/ALE, DE) apoiou a primeira-ministra dinamarquesa pela sua "visão crítica" do acordo intergovernamental, que exclui o Parlamento Europeu e os parlamentos nacionais. Apoiou também o compromisso da presidência com políticas mais verdes e pediu, no que respeita às euro-obrigações, que esta "aja de imediato".
Martin Callanan (ECR, UK) agradeceu à primeira-ministra pela sua "avaliação sensata" de que "uma taxa aplicada às transações financeiras iria prejudicar a economia europeia". O eurodeputado pediu à presidência que rejeite a harmonização do imposto sobre as sociedades e que impulsione o crescimento e o mercado interno.
Søren Søndergaard (CEUE/EVN, DK) disse que o programa da presidência parece "ter sido escrito por Merkozy". "Não a mais cortes impostos pela UE", clamou, acrescentando que "são necessários empregos e uma melhoria no bem-estar geral".
O também dinamarquês Morten Messerschmidt (EFD) afirmou que a primeira-ministra, tal como a UE, "não conta com o apoio popular", pedindo a Thorning-Schmidt que "venha a Bruxelas e a Estrasburgo", o que minimizaria "os prejuízos causados ao seu povo".