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Eurobarómetro: Maioria dos portugueses diz que pertença à UE é benéfica para o país

Mais de três quartos dos portugueses (78%) considera que o país beneficiou com o facto de ser membro da União Europeia, revela um Eurobarómetro publicado esta manhã pelo Parlamento Europeu.

A pertença de Portugal ao clube europeu é tida como positiva pela maioria dos cidadãos lusos (65%), acima da média europeia (60%), representando um aumento de cinco pontos em relação à última sondagem de opinião, efetuada em setembro e outubro de 2017.

 

Os portugueses estão também entre os cidadãos europeus que têm uma opinião mais positiva sobre o Parlamento Europeu (PE), indica o novo Eurobarómetro, publicado a um ano das próximas eleições europeias, que se realizam de 23 a 26 de maio de 2019.

 

Opinião sobre o PE e importância das eleições europeias

 

Em sete Estados-Membros da União Europeia (UE), entre os quais Portugal, a maior parte dos inquiridos revelou ter uma imagem positiva do PE (45% em Portugal, em quarta posição, depois dos irlandeses, búlgaros e malteses). No nosso país, 40% dos questionados tem uma opinião neutra sobre a instituição e 12% uma visão negativa. Uma larga maioria (64%) gostaria que a assembleia europeia desempenhasse um papel mais importante.

 

Entre as razões para votarem nas eleições para o Parlamento Europeu, os portugueses apontam em primeiro lugar o seu dever de cidadãos (52%), seguindo-se a vontade de participar na escolha do próximo presidente da Comissão Europeia (37%). O apoio ao governo nacional vem em terceiro lugar, com 33%. A principal razão para não votarem é a desconfiança no sistema político (59%).

 

De acordo com o Eurobarómetro, 41% dos portugueses considera ser “muito importante” votar nas próximas eleições europeias (a média da UE é de 49%), 36% considera ser de importância média e 22% de pouca importância.

 

No estudo de opinião realizado no mês de abril, 47% dos entrevistados disse estar interessado nas eleições europeias, enquanto 52% revelou não ter interesse nestas eleições. Quanto à probabilidade de irem às urnas em maio do próximo ano, 14% disse ser extremamente provável, 20% muito provável, 16% moderadamente provável e 49% pouco provável. Nas eleições europeias de 2014, em Portugal a taxa de participação foi de 33,67% (abaixo da média europeia de 42,54%).

 

Assuntos que mais interessam aos portugueses

 

O combate ao desemprego dos jovens (61% dos inquiridos), a proteção social (52%) e a economia e o crescimento (51%) são os três temas prioritários que os cidadãos portugueses desejam ver discutidos durante a campanha eleitoral das eleições europeias de 2019.

 

UE está a ir no rumo certo, segundo grande parte dos inquiridos

 

Os cidadãos lusos são os que mais acreditam que atualmente as coisas na UE estão a ir na direção certa (em quinto lugar com 46%, depois dos irlandeses, lituanos, romenos e búlgaros), sendo os gregos os mais céticos. Estes dados representam um aumento de quatro pontos em relação ao Eurobarómetro anterior.

 

Os dados revelam, no entanto, que 51% dos portugueses que participaram neste estudo de opinião considera que a sua voz não tem peso na UE (a média europeia é de 46%), tendo 43% uma opinião diferente.

 

O Eurobarómetro foi realizado entre 11 e 22 de abril de 2018 através de entrevistas presenciais com 27.601 cidadãos dos 28 Estados-Membros da UE, dos quais 1.093 portugueses.

 

Resultados a nível europeu: Apoio recorde à UE, apesar do contexto do Brexit

 

O novo Eurobarómetro do Parlamento Europeu, que vai ser divulgado esta manhã pelo presidente da instituição, Antonio Tajani, confirma o apoio crescente dos cidadãos à UE.

 

O estudo de opinião revela que, em média, 60% dos cidadãos acredita que pertencer à UE é positivo, tendo mais de dois terços afirmado que o seu país beneficiou da adesão. Trata-se do resultado mais elevado desde 1983.

 

Interesse pelas eleições europeias

 

Cerca de um terço dos inquiridos já conhece a data das próximas eleições europeias e 50% demonstrou interesse nas mesmas. Em geral, o processo dos candidatos principais (“Spitzenkandidaten”), em que os partidos políticos europeus apresentam os seus candidatos ao cargo de presidente da Comissão Europeia antes das eleições, é visto como um desenvolvimento positivo na democracia europeia.

 

Cerca de metade dos inquiridos afirma que o processo dos “Spitzenkandidaten” tornará mais provável a sua ida às urnas. Perto de três terços quer que este seja acompanhado de um verdadeiro debate sobre assuntos europeus e o futuro da UE.

 

Temas prioritários

 

Quando questionados sobre os temas que gostariam de ver debatidos nas campanhas eleitorais em todo o continente, 49% dos europeus destaca a luta contra o terrorismo como a principal prioridade, seguida do desemprego dos jovens (48%), imigração (45%) e economia e crescimento (42%). Cerca de um terço dos inquiridos cita o combate às alterações climáticas e a proteção do ambiente (35%) como o tema prioritário, sendo a promoção dos direitos humanos e da democracia e a proteção social dos cidadãos europeus escolhidos por 32% dos entrevistados.

 

Satisfação com a democracia e surgimento de novos partidos

 

A maioria dos inquiridos continua satisfeita com a forma como a democracia funciona no seu país (55%) e na UE (46%). O surgimento de partidos de protesto não é visto per se como uma ameaça à democracia por metade dos entrevistados. Para a maioria (56%) estes novos partidos políticos podem tornar-se num motor de mudança, embora 70% dos cidadãos considere que só por serem contra algo não significa que melhorem alguma coisa.

Mais informação

 

Os dados referentes a Portugal podem ser consultados nos documentos em anexo.

 

O Eurobarómetro pode ser consultado aqui