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O euro, uma moeda "credível" para a Europa

Euro - 06-03-2007 - 10:11
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Intervenção do Nobel Joseph Stiglitz

Intervenção de Joseph Stiglitz, vencedor do Prémio Nobel de Economia em 2001

No dia 1 de Janeiro de 2007 a Eslovénia tornou-se o 13° país a aderir oficialmente ao euro. Na semana passada Malta juntou-se ao Chipre na candidatura à moeda única em 2008 e novos Estados-Membros demonstram interesse na adesão ao euro. "Área do euro – convergência ou divergência?" foi o tema do debate organizado quarta e quinta-feira pelo PE, em Bruxelas, que contou com a presença de eurodeputados, deputados nacionais e peritos em assuntos económicos e monetários.

"Mais tarde ou mais cedo, todos os Estados-Membros devem ter como objectivo aderir ao euro". São palavras do Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, que acrescentou que, "apesar de muitas pessoas terem pensado que era um projecto impossível, o euro é um sucesso".
 
A zona euro é a segunda maior economia mundial. Desde o seu nascimento foram criados doze milhões de postos de trabalho, um número substancialmente superior aos três milhões de postos criados nos mesmos países ao longo dos oito anos que precederam a entrada em vigor do euro. Em 2006, apesar do aumento dos preços do petróleo, o crescimento económico da zona euro atingiu 2,7%, o melhor resultado desde 2000, e o desemprego diminuiu para 7,5%, face aos 8,4% registados em 2005.
 
Jean-Claude Trichet, Presidente do Banco Central Europeu e responsável pela coordenação da política económica europeia, referiu-se ao euro como uma moeda "credível" mas referiu que a União Europeia deve completar o mercado único, designadamente na área dos serviços e na flexibilização da sua força de trabalho.
 
Referindo-se ao papel do Banco Central Europeu, o Presidente do PE sublinhou que "a sua política monetária independente é fundamental para o êxito da moeda única".
 
Igualmente presente no debate, o Prémio Nobel e professor de Economia da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz, congratulou o euro por ter permitido a construção de um espaço económico credível, mas assegurou que o crescimento económico da zona euro poderia ter sido maior se não tivesse sido dada tanta prioridade à redução da taxa de inflação.
 
Por seu lado, a presidente da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do PE, a eurodeputada francesa Pervenche Berès (Grupo Socialista), destacou a importância do trabalho conjunto desenvolvido pela Eurocâmara e pelos parlamentos nacionais e concluiu que "a existência de uma moeda única comum não é suficiente para evitar a divergência económica entre os Estados-Membros". Nesse sentido, sublinhou, os parlamentos nacionais e o Parlamento Europeu devem desenvolver uma cooperação económica mais próxima, que permita ultrapassar as divergências existentes.
 
REF.: 20070222STO03537