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Jornadas Europeias para Jovens Jornalistas 2008

Instituições - 27-10-2008 - 12:38
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Entre os dias 15 e 17 de Outubro, 200 jovens jornalistas de toda a União Europeia participaram na segunda edição das Jornadas Europeias para Jovens Jornalistas, organizadas pelo Parlamento Europeu. O encontro incluiu debates sobre questões da actualidade e a produção de diversos trabalhos jornalísticos sobre o aumento do preço dos alimentos, as políticas de imigração, as eleições europeias de Junho de 2009 e a liberdade de expressão, entre outros temas.

Os 200 jovens jornalistas dos 27 Estados-Membros da União Europeia que participaram na segunda edição das Jornadas Europeias para Jovens Jornalistas foram seleccionados a partir de um grupo inicial de mais de 1.700 candidatos.
 
Durante o encontro, que contou com a participação de peritos e deputados ao Parlamento Europeu, foram debatidos diversas questões da actualidade e possíveis formas de as resolver no futuro.
 
Conceber o futuro da comunicação social europeia
"Precisamos do vosso espírito crítico, da vossa dedicação e do vosso entusiasmo", afirmou o Presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pöttering, durante o discurso de boas-vindas aos 200 jovens jornalistas participantes no encontro.
 
Durante o encontro, Francesa Ratti, Directora-Geral de Comunicação do Parlamento Europeu, sublinhou que a União Europeia" tem necessidade de comunicar de uma forma "simples, directa e transparente" com os seus cidadãos.
 
Políticos e jornalistas: "não jogamos na mesma equipa"
Durante o seu discurso de boas-vindas, o eurodeputado Alejo Vidal-Quadras (Grupo do Partido Popular Europeu e dos Democratas Europeus) pediu aos eurodeputados e jornalistas que se encontrem com "respeito mútuo", mantendo sempre a devida distância, uma vez que "não nos devemos esquecer que não jogamos na mesma equipa".
 
Jornalismo não se deve limitar a "reproduzir mensagens de políticos e lobistas"
Wilfried Rütten, Director do Centro Europeu de Jornalismo, falou das recentes alterações verificadas na comunicação social mundial – designadamente através dos blogues – e afirmou que os jornalistas não se devem limitar a "reproduzir mensagens de políticos e lobistas".
 
Ultrapassar as barreiras nacionalistas e proteccionistas
De acordo com o eurodeputado austríaco Othmar Karas (Grupo do Partido Popular Europeu e dos Democratas Europeus), o nacionalismo, o proteccionismo e o populismo já não fazem sentido na Europa e Karas sonha com o dia em que a fragmentação da Europa, tal como é entendida por muitas pessoas, "seja ultrapassada".
 
Para a eurodeputada italiana Monica Frassoni (Grupo dos Verdes/ALE), o desafio mais importante para a União Europeia é assegurar "o melhor bem-estar ao maior número possível de pessoas".
 
"É preciso deixar o passado para trás e não pensar mais na Segunda Guerra Mundial" afirmou, por seu lado, o eurodeputado espanhol Ignasi Guardans Cambó (Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa), para quem é importante que a Europa dê ao mundo "aquilo que o mundo espera de nós".
 
"Sinto-me em casa"
Muitos dos jovens participantes referiram que a questão das nacionalidades está praticamente extinta, uma vez que se sentem, acima de tudo, europeus.
 
"O multiculturalismo é uma palavra famosa, mas não me agrada muito. Aqui, sinto-me europeia. Sinto-me em casa", afirmou a jovem participante polaca Anna Morawiec.
 
A jovem eslovaca Dominika Peterova partilha a mesma opinião. "Somos todos iguais. Não interessa de onde vimos".
 
REF.: 20081027STO40637

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