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20° aniversário do Prémio Sakharov: a união faz a força

Direitos do Homem - 04-11-2008 - 14:38
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As Mães da Praça de Maio, Prémio Sakharov 1992

As Mães da Praça de Maio

Quando se luta contra a repressão e a perseguição, unir forças pode ser útil. Muitos activistas dos direitos humanos concluíram que a criação de um grupo ou associação os tornava mais fortes. A voz soa mais alto e a luta recebe maior apoio.

As Mães da Praça de Maio
Imagine que uma ditadura repressiva rapta o seu filho e que durante vários anos não recebe quaisquer informações sobre o seu paradeiro. Foi o que sucedeu a 14 mães argentinas. Em 1977, reuniram‑se na Praça de Maio, em Buenos Aires, e decidiram dirigir um apelo ao então Presidente argentino – assim nasceu o movimento que dá pelo nome de Mães da Praça de Maio.
 
Há três décadas que estas mães tentam encontrar os seus filhos. Com o passar do tempo, o movimento evoluiu para uma luta por um sistema judicial independente, por mudanças políticas e pela paz. As mães reúnem‑se na Praça de Maio todas as quintas‑feiras à tarde e circulam durante meia hora com a cabeça coberta por lenços brancos como símbolo de paz. O Parlamento Europeu premiou a sua coragem e determinação em 1992.
 
Mulheres de branco
O branco é também uma cor simbólica para o movimento cubano "Mulheres de branco". Este grupo de mães e filhas protesta de forma pacífica contra a detenção dos seus maridos e filhos, que se encontram presos por terem criticado a falta de liberdade política no país.
 
As suas primeiras iniciativas tiveram lugar em 2003, após a detenção de cerca de 80 dissidentes. Começaram por escrever cartas ao Governo e, mais tarde, decidiram sair para a rua. Todos os domingos é possível vê‑las em cerimónias religiosas em Havana, após as quais desfilam pelas ruas para apelar à libertação dos seus familiares. Vestindo‑se de branco como símbolo da paz e da inocência, as "Mulheres de branco" estão empenhadas na defesa dos direitos humanos e criticam a falta de liberdade política no seu país. As "Mulheres de branco" receberam o Prémio Sakharov em 2005.
 
¡Basta Ya!
A maioria dos cidadãos da UE vive em paz. No entanto, quem nasceu no Norte de Espanha não tem essa sorte. As pessoas que vivem no País Basco são vítimas de ataques terroristas desde a década de 1960. Desafiando os terroristas, a associação ¡Basta Ya! é composta por cidadãos e grupos de cidadãos que mobilizam outras pessoas para a luta contra o terrorismo. Esta associação também apoia as vítimas de ataques terroristas. A ¡Basta Ya! recebeu o Prémio Sakharov em 2000.
 
REF.: 20081103STO41193