Comunicado de imprensa
 

Parlamento Europeu desvenda estratégia de comunicação para as eleições 2009

Instituições - 17-03-2009 - 18:57
Geral
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As principais linhas da campanha de comunicação do Parlamento Europeu para as eleições europeias de Junho foram hoje divulgadas aos jornalistas dos 27 Estados-Membros. A estratégia do PE centra-se na "possibilidade de escolha" e não no mero "apelo ao dever cívico dos cidadãos". A mensagem principal é a de que a UE tem pela frente escolhas políticas fundamentais que irão afectar o quotidiano de todos os cidadãos europeus – e, através do seu voto, os cidadãos influenciam essas escolhas.

Esta é a primeira campanha pan-europeia, assente na mesma identidade visual e mensagem para todos os países que vão a votos, salientaram os Vice-Presidentes do PE, Alejo Vidal-Quadras e Mechtild Rothe.
 
A campanha irá utilizar vários suportes e instrumentos, adaptados posteriormente a cada Estado-Membro, que enfatizam as possibilidades de escolha dos cidadãos sobre assuntos-chave das políticas da UE:
 
  • cartazes temáticos (energia, combustível/alterações climáticas, alimentos/ agricultura, igualdade de oportunidades, fronteiras/imigração, estandardização, segurança, protecção do consumidor, orçamento e mercados);
  • estruturas tridimensionais de rua, que complementam a campanha de cartazes, dedicadas à energia, fronteiras/imigração, protecção do consumidor e segurança;
  • Choice Box - uma "sala" multimédia colocada nas ruas dos Estados-Membros onde os cidadãos podem expressar (e filmar) a sua opinião. Uma selecção destes vídeos vai ser difundida em ecrãs gigantes colocados em Bruxelas, na EuroparlTV e no YouTube;
  • spots audiovisuais (para televisão e rádio)
  • o site dedicado às eleições www.elections2009.eu, lançado em Janeiro.
  • utilização de media online e redes sociais, incluindo o MySpace, Facebook, Flickr e EU Tube.
 
O Vice-Presidente do PE, Alejo Vidal-Quadras (PPE/DE, ES) afirmou, durante o lançamento da campanha de comunicação: "A única mensagem da campanha é sobre escolha. A campanha não foi preparada para apelar ao dever cívico dos cidadãos, mas para realçar que existem escolhas políticas fundamentais na UE que terão impacto na vida das pessoas, que essas escolhas são decididas ao nível europeu – com o Parlamento a ter um papel de liderança sobre a escolha política que é feita –, e que os cidadãos podem influenciar essas escolhas ao votarem nos candidatos que reflictam as suas preferências políticas".
 
Vidal-Quadras acrescentou que a campanha é institucional e não partidária, centrada no conceito de "escolha", mas que "não favorece nenhuma escolha em particular". "Foi deliberadamente planeada para apelar a todo o leque de opiniões políticas, desde as posições fortemente integracionistas até àquelas mais preocupadas com a preservação da soberania dos Estados-Membros", disse.
 
A Vice-Presidente Mechtild Rothe afirmou, por seu lado: "O principal é falar a língua que as pessoas falam. Não só em termos de língua oficial, mas também em termos de sentimentos, diferenças políticas e culturais de um Estado-Membro para outro". Rothe acrescentou: "vamos comunicar claramente que o Parlamento Europeu é importante para os cidadãos e que as suas vozes contam na União Europeia. Cada eleitor tem uma escolha a fazer: A escolha é sua".
 
REF.: 20090317IPR52051