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Ponto de vista nacional - Comunicado de imprensa
 

Dia da Mulher: "Prevenção" é palavra de ordem para combater violência contra a Mulher

Direitos da mulher/Igualdade de oportunidades - Portugal - 17-03-2010 - 16:57
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O Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal organizou um almoço/debate a 5 de Março, em Lisboa, sobre o Dia da Mulher, este ano dedicado à violência contra a Mulher, que contou com a presença da Secretária de Estado para a Igualdade, de duas eurodeputadas, de associações de apoio à Mulher, polícia e jornalistas.

O encontro começou com o visionamento de um filme sobre violência doméstica, com casos reais passados em Portugal, e de uma série de campanhas nacionais e europeias contra este fenómeno.
 
Para Elza Pais, secretária de Estado para a Igualdade, "o combate à violência doméstica é hoje uma realidade", por isso, desde 2000 que o Governo português tem vindo a trabalhar numa rede nacional de abrigos para mulheres (vítimas de violência) e respectivos filhos".
 
Este apoio, segundo a governante, engloba também as forças policiais [GNR e PSP], onde se implementaram salas de apoio à vítima, para além de toda a formação/informação aos agentes que actuam nesta área.
 
No que se refere aos magistrados, apostou-se numa maior sensibilização no tratamento dos casos, não só de violência doméstica como de todo o tipo de violência.
 
Ao mesmo tempo, a eurodeputada Edite Estrela (S&D) defendeu a criação de um Observatório para a Igualdade de Género, bem como de um número único europeu de apoio às vítimas.
 
E salientou os custos deste fenómeno: "para os que têm uma visão economicista, os custos da violência doméstica para os cofres europeus rondam os 16 milhões de euros, o que equivale a 33€ / ano / europeu".
 
Ana Gomes (S&D) lembrou que "o papel dos Media é fundamental" no tratamento desta questão, assim como "a sensibilização é crucial para a educação e prevenção".
 
Da parte das associações envolvidas neste almoço/debate, Ana Sofia Fernandes [Plataforma Portuguesa para o Direito das Mulheres] considerou que o diálogo fundamentado é "essencial". E, embora aplauda a iniciativa de se criar um Observatório, entende que "seria importante trabalhar no entendimento de uma directiva porque deveria haver um conceito único, direccionado para todos os países europeus".
 
Margarida Martins [Associação de Mulheres Contra a Violência] referiu que "existe algum pudor face às campanhas que são realizadas" e quando se trata de denunciar "as vítimas, as famílias e os amigos colocam-se em risco". É, por isso, "fundamental que as escolas tenham um papel mais assertivo nestas questões".
 
Para Sandra Casaca, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, "este é o momento em que não se pode aliviar o trabalho desenvolvido", alertando para a necessidade de "as atenções serem redobradas para que as evoluções dos últimos anos não caiam no esquecimento".
 
Por sua vez, Elisabete Brasil [UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta] encara as questões da violência de género como "complexas e transversais". Estas "não devem ser esquecidas porque delas depende o papel da mulher na sociedade", afirmou.
 
REF.: 20100311IPR70411