Показалец 
 Назад 
 Напред 
 Пълен текст 
Етапи на разглеждане в заседание
Етапи на разглеждане на документите :

Внесени текстове :

B6-0426/2007

Разисквания :

PV 24/10/2007 - 5
CRE 24/10/2007 - 5
PV 13/11/2007 - 25

Гласувания :

Приети текстове :


Разисквания
сряда, 24 октомври 2007 г. - Страсбург Редактирана версия

5. Среща на върха ЕС-Русия (разискване)
PV
MPphoto
 
 

  El Presidente. En el punto siguiente del orden del día figuran las Declaraciones del Consejo y de la Comisión sobre la Cumbre UE-Rusia.

 
  
MPphoto
 
 

  Manuel Lobo Antunes, Presidente em exercício do Conselho. Senhor Presidente, Senhora Comissária, Senhores Deputados, como é do vosso conhecimento a 20ª Cimeira entre a União Europeia e a Rússia terá lugar no final desta semana, mais precisamente na próxima sexta-feira, na localidade portuguesa de Mafra. Será, do nosso ponto de vista, uma boa oportunidade para os dirigentes, quer da Rússia, quer da União Europeia, fazerem um balanço das nossas relações.

No nosso entendimento, as relações entre a União Europeia e a Rússia evoluem bem, de uma maneira geral, e são certamente muito melhores do que o retrato que delas, por vezes, faz a imprensa internacional. A Rússia é um parceiro-chave para a União e levamos muito a sério a nossa relação. A Cimeira abordará a situação na União e na Rússia. Pela nossa parte informaremos sobre os desenvolvimentos registados na União Europeia e, em especial, sobre os progressos realizados na redacção do novo Tratado Reformador, que acabámos de aprovar em Lisboa, e sobre o pacote de medidas de liberalização da energia que foi proposto pela Comissão e aprovado no passado dia 9 de Setembro.

Quanto aos espaços comuns passaremos em revista a evolução verificada na implementação dos roteiros, que continua a ser amplamente positiva, embora haja que impulsionar algumas áreas. Em determinados sectores importantes o Conselho Permanente de Parceria tem contribuído para que se alcance este objectivo. Também o CPP Cultura, que se realizará nas vésperas da Cimeira, contribuirá para intensificar a nossa cooperação cultural.

Em termos das prioridades para a Cimeira, pretendemos chegar a acordo sobre o lançamento do mecanismo de alerta precoce no sector da energia, sobre o qual se chegou a acordo de princípio na última Cimeira realizada em Samara. Dada a interdependência entre a União Europeia e a Rússia no domínio da energia é essencial aumentar a confiança e reforçar a cooperação mútua. Por conseguinte, salientaremos os objectivos e os princípios por que se rege a União no que respeita à nossa parceria no domínio da energia, designadamente a reciprocidade, a transparência, a abertura e a criação de um quadro jurídico e regulamentar que seja eficaz. Na nossa opinião, os princípios do Tratado da Carta da Energia e o texto sobre a segurança energética a nível mundial aprovado pelo G8 em São Petersburgo, deverão constar do novo acordo UE-Rússia que será juridicamente vinculativo e que substituirá o actual APC.

Na área do investimento, congratulamo-nos com a institucionalização do diálogo previsto no roteiro do espaço económico comum. Atribuímos grande importância a que sejam criadas condições transparentes, não discriminatórias e previsíveis para que as empresas da União invistam na Rússia, tendo em conta a lei sobre os investimentos estratégicos que está a ser analisada na Duma. Instaremos igualmente a Rússia a evitar o recurso selectivo a políticas de acompanhamento, como o ambiente ou a fiscalidade, para dificultar os investimentos existentes ou criar obstáculos dissimulados aos novos investimentos. A adesão da Rússia à OMC constitui, para nós, uma prioridade, pelo que pretendemos igualmente abordar este tema na Cimeira. Julgo que a Comissão poderá dizer mais alguma coisa sobre este assunto.

Gostaria apenas de salientar que a Cimeira servirá também para pressionar, no sentido de obter progressos, se não tiver sido encontrada uma solução satisfatória para as principais questões pendentes, como os direitos de exportação da madeira em toros ou as taxas ferroviárias discriminatórias.

Estamos cientes de que a Cimeira se realiza numa altura em que se estão a aproximar, na Rússia, as eleições, quer para a Presidência, quer para a Duma. No processo eleitoral, a liberdade de expressão, incluindo a liberdade de imprensa e a liberdade de reunião, será de importância capital e um verdadeiro teste à legitimidade democrática da Rússia. O ODIHR deverá ser autorizado a observar as eleições para a Duma sem restrições. Enquanto membro da OSCE e do Conselho da Europa, a Rússia tem uma responsabilidade particular no que respeita à preservação dos valores que são comuns a todos nós. É de lamentar que algumas questões tenham ensombrado as relações entre a União Europeia e a Rússia dado que a nossa interdependência está a crescer e não a diminuir.

A Rússia e a União necessitam de trabalhar em conjunto para superar diferenças, uma vez que não há realmente alternativa à nossa cooperação. Infelizmente, o início das negociações sobre um novo acordo entre a União e a Rússia continua num impasse. As proibições impostas pela Rússia às importações de carne e de produtos vegetais polacos continua a constituir um grande obstáculo ao arranque das negociações. A Comissão manifestou disponibilidade para prosseguir os contactos no sentido de encontrar uma solução que seja mutuamente aceitável. Infelizmente, a situação complicou-se ainda mais com a decisão tomada pelas autoridades veterinárias russas, no final do mês passado, de proibir a importação de carne produzida por 36 empresas da União.

A questão da interrupção do aprovisionamento de petróleo com destino à Lituânia através do oleoduto Druzhba constitui igualmente um ponto de discórdia que impede o início das negociações sobre um novo acordo entre a União e a Rússia. Passou mais de um ano sem que a Rússia tivesse prestado qualquer informação oficial sobre a fuga no oleoduto ou sobre as perspectivas de renovação do abastecimento. Importa, pois, encontrar uma solução satisfatória que crie a confiança necessária para continuar a desenvolver a parceria entre a União e a Rússia no domínio da energia.

Apesar do início das negociações estar actualmente estagnado não há que dramatizar excessivamente a situação. Na verdade, acordámos com a Rússia, em 2006, que o APC continuaria em vigor, evitando, desta forma, qualquer vazio jurídico nas nossas relações com a Rússia.

Por fim, iremos com certeza suscitar os temas mais importantes da actual agenda internacional, em particular o Kosovo e o Irão, e sublinharemos quão essencial é a cooperação concreta com a Rússia na nossa vizinhança comum, de modo a podermos abordar problemas de interesse e preocupação também comuns, nomeadamente os chamados conflitos congelados.

 
  
MPphoto
 
 

  Benita Ferrero-Waldner, Member of the Commission. Mr President, Russia is not only a close neighbour, for us it is a strategic partner. If we look to trade and investment we see they are booming, and we also see, as our President has said, that interdependence is growing. But we also know that Russia is a key partner in tackling regional conflicts and global challenges – also mentioned here – and that much remains to be done to develop the full potential of our relationship.

The upcoming summit on Friday is the next occasion to assess the state of our relationship. While several of the outstanding issues will not be solved, we will make progress on some others and thus will also prepare the ground for future work at this moment of transition.

We know it is a critical period for Russia, a few months ahead of the crucial parliamentary and presidential elections, and we also know that the European Union has repeatedly expressed its concerns on the implementation of democratic principles and human rights commitments in Russia. We, the European Union, are watching developments very closely – the forthcoming elections will be an important test in that regard – and we expect Russia will make a sensible choice and invite the OSCE observers to monitor the elections.

We shall also take the opportunity to raise our concerns on human rights issues, such as the limitations on press freedom, the attacks on journalists, the pressure on NGOs and also the situation in the northern Caucasus.

I had the occasion to discuss the forthcoming summit with the President’s key advisor, the special envoy Mr Yastrzhembsky, when I was in Kaliningrad on 11 and 12 October. Let me start with a few good examples, but then say where we will not make progress.

I believe that Russia is about to announce a major financial contribution to several EU-led cross-border cooperation programmes. This will be very welcome since cooperation across our developing borders is an important feature following the 2004 enlargement. And Kaliningrad is, of course, a very special case, due to its unique geographic location.

This requires, as we have always found, special arrangements to facilitate cross-border cooperation and local border traffic. Russia’s financial contribution, however, would also be very timely, considering the very serious traffic congestion on borders between the Member States and Russia in Kaliningrad and at border crossing points with several Member States elsewhere.

Lines of trucks of up to 50 km on the EU side of the border are clearly not acceptable. We need to implement the measures and therefore we have agreed with Russia to reduce the bottlenecks. We are just launching a pilot project in the Commission, exchanging customs information and financing modernisation of border infrastructure. For its part, Russia must streamline its procedures at the borders. In principle it is ready to do so but it takes a certain amount of time.

Our President has already mentioned energy. I would just like to add that we should be able to announce an agreement on the early warning mechanism to deal with problems in supply before they come to crisis point. Our President has spoken about energy culture and also investments so I need not add anything here. I just would like to complement it by saying that investment and business relations will also be discussed at an industrialists’ round table in Lisbon, with the participation of Günter Verheugen and Andris Piebalgs, starting tomorrow, Thursday. This round table will then report its conclusions to the summit on Friday. I think this is a good contribution to what is really a growing business relationship.

Russia is a key economic actor and, on WTO, I would like to add that we will help Russia’s efforts. You know we have always been committed to Russia’s WTO accession. We also think it is very important to have a level playing field, and that is why we will place so much emphasis on the completion of Russia’s accession to the WTO. The summit will give a new impetus to this complex process, which is at a critical stage.

We shall be signing a new agreement on steel on the margins of the summit, thus increasing the quantities which Russia may export to the European Union. Another sign of positive elements in EU-Russia cooperation is the fact that the memorandum of understanding between the European Monitoring Centre on Drugs and Drug Addiction and the Russia Federal Drug Control Service is going to be signed on the margins of the summit.

On a less positive note, I would like to inform you that, although there was a clear Russian commitment in Samara in May to finally sign our agreement on the Siberian overflights, in time for the next summit in Mafra, prospects for this happening seem to be very slim. We want to turn the page on this long-standing dispute. A positive move by Russia would then allow us also to go ahead with the aviation summit, planned to take place in Moscow in November, to identify the enormous potential for cooperation in this sector.

As regards international issues, Kosovo will certainly be one of the most important and we need to consider jointly with Russia how to bring this question to a solution, based on the ongoing efforts of the Troika. We must avoid a renewed conflict in the Balkans.

We will also discuss other important international issues such as the Middle East prior to the Annapolis Conference; Iran, following President Putin’s recent visit to Tehran and Afghanistan; Burma/Myanmar; and the situation with regard to the frozen conflicts particularly in Georgia and Moldova.

We would like to work with Russia in a constructive spirit in the search for solutions for these vexed issues. Therefore, what we have to do is continue our ongoing work and never lose sight of our long-term projects.

 
  
MPphoto
 
 

  José Ignacio Salafranca Sánchez-Neyra, en nombre del Grupo PPE-DE. – Señor Presidente, esperemos, como recordaba la prensa, que el otoño portugués sea más cálido que la primavera rusa, refiriéndose a la Cumbre de Samara.

Yo creo que hay que seguir trabajando, como decía la Comisaria, por construir esa asociación estratégica con Rusia, pero el clima va a depender más de la temperatura de Rusia que de la Unión Europea. Un poco a la luz de lo que decía la Comisaria, sobre todo a la luz del nuevo papel que quiere jugar Rusia en la escena internacional y, especialmente, en lo que se refiere a la seguridad en el abastecimiento energético.

Pero hay una serie de premisas sobre las que hay que construir esta relación, señor Presidente. La primera es que cualquier decisión o cualquier acto contra un Estado miembro tiene que ser tomado como una decisión o un acto contra el conjunto de la Unión Europea.

En segundo lugar, señor Presidente, la Unión Europea tiene un compromiso indeclinable e inderogable con la causa de los derechos humanos, y tiene que ser muy firme en la defensa de estos postulados. En este sentido creo que hay que felicitarse de la decisión del Gobierno ruso de autorizar y dar finalmente los visados al Grupo de los Verdes para que se puedan reunir en Moscú.

Y, efectivamente, yo creo que constituye también un motivo de preocupación la declaración que se ha hecho, sobre la reciente cumbre de países ribereños del mar Caspio, de constituir una especie de frente amplio para, de alguna manera, hacer frente a las amenazas regionales e internacionales y a algunas posiciones en las Naciones Unidas.

Termino, señor Presidente. Defiendan, señora Comisaria, señor Presidente en ejercicio, con pragmatismo los intereses de la Unión Europea, construyan esa asociación, pero no olviden que hay que poner las cifras al servicio de los ideales, y recuerdo lo que decía un reciente —excelente, por cierto— artículo en el Economist en el que se recordaba que, en la Cumbre de Wiesbaden, el señor Putin le dijo a la Canciller Federal, señora Merkel, que en ese lugar Dostoievski había perdido a la ruleta.

Yo espero que en Portugal la Unión Europea tenga más suerte que el escritor ruso en Wiesbaden.

 
  
MPphoto
 
 

  Jan Marinus Wiersma, namens de PSE-Fractie. – Voorzitter, in de aanloop naar de komende top blijft ook voor mijn fractie het centrale uitgangspunt dat Rusland en de Europese Unie een aantal grote gezamenlijke belangen delen. En ondanks de vele meningsverschillen moet de Europese Unie daarvan tijdens de komende top blijven uitgaan. Rusland en Europa hebben elkaar nodig voor de aanpak van problemen in Europa, maar vooral ook voor grote internationale vraagstukken. Een duurzame veiligheid in Europa is alleen mogelijk in samenwerking met Rusland.

Wij, mijn fractie en ik, hebben daarom altijd het strategisch partnerschap met Rusland gesteund. De top wacht een zware agenda, en de commissaris en de vertegenwoordiger van het voorzitterschap hebben daar al over gesproken. We hopen dat toch op een gegeven moment weer beweging komt in de kwestie van het onderhandelingsmandaat voor het nieuwe partnerschaps- en samenwerkingsakkoord. We hopen dat een nieuwe Poolse regering beter zal kunnen samenwerken met Moskou en daardoor wellicht ruimte kan scheppen voor voortgang.

De energierelatie is van groot belang en ook wij vinden dat wederkerigheid het uitgangspunt moet zijn, maar we moeten wel beseffen dat we hier ook te maken hebben met een vorm van onderlinge onafhankelijkheid die we samen beter moeten proberen te managen. Wij willen ook meer samenwerking in het Zwarte-Zeegebied. We hopen ook dat op de top kwesties als Transnistrië en Georgië aan de orde komen.

Er is al iets gezegd over de staat van de democratie in Rusland, en die mag natuurlijk niet onbesproken blijven. Ook wij maken ons zorgen over de aanloop naar de doema-verkiezingen. Ook wij willen dat die campagnes vrij en eerlijk zijn, dat alle partijen gelijke kansen hebben. Vandaar dat het ook zo belangrijk is dat in Moskou wordt aangedrongen op de kwestie van de waarnemers. Niet alleen waarnemers op de verkiezingsdag zelf, maar ook waarnemers tijdens de campagne in de aanloop naar de verkiezingen. We weten allemaal hoe belangrijk het is om een goed oordeel over de verkiezingen te kunnen vormen; een land dat streeft naar het voorzitterschap van de Parlementaire Vergadering van de Raad van Europa moet toch ook in staat en bereid zijn samen te werken met de OVSE, als het gaat om de waarneming van de verkiezingen.

Tenslotte, en ik herhaal eigenlijk wat ik in het begin gezegd heb, moeten we kritisch blijven als het om Rusland gaat; kritisch als het gaat om mensenrechten en democratie, maar we moeten niet onnodig polariseren, want het uitgangspunt moet blijven: nabuurschap, samenwerking en samen proberen de zaken in Europa aan te pakken en niet zaken voortdurend op de spits drijven.

 
  
MPphoto
 
 

  Graham Watson, on behalf of the ALDE Group. – Mr President, May’s summit in Samara exposed the cracks in our strategic partnership with Russia – on energy, on Kosovo and on human rights. Those fissures have become fault lines that are now so deep and so wide that we are hard pressed to say how meaningful ‘partnership’ based on common values can be pursued.

By Mr Putin’s own admission, ‘Russia will not soon become, if it ever becomes, a country where liberal values have deep historical roots’.

How long can we go on ignoring the growing evidence? Not that Russians refuse the cultural trappings of the West, because President Putin has spoken time and again of his country’s place at the cultural heart of Europe. No, this vehemence, this denial, is directed primarily against what President Barroso calls Europe’s ‘sacred values’ – values like freedom, democracy and the rule of law, which are conspicuously absent in Russia today.

Mr Salafranca Sánchez-Neyra was right. From the Council and the Commission we have heard too much Realpolitik and not enough Moralpolitik. Our relationship with Russia is strategic, certainly, but it cannot be described as a partnership.

We need a pragmatic approach, cooperating where we can on issues of mutual concern, like border crossings, energy supply, and joining the WTO – although yesterday’s announcement on price controls on foodstuffs suggests a return to the economic policies of the past.

Some progress can be made with Russia, but without the fanfare, followed by frustration, which marks too many EU-Russia summits.

A bit more honesty is needed, too, as Russia comes up to two major elections. If human cloning were better developed, President Putin would probably run for both President and Prime Minister following the Kaczyńskis’ example in Poland! For a country which overturned oligarchy back in 1917, it is quite incredible that a new autocracy is gaining ground, and we should not cut down our criticisms for fear of endangering a partnership which exists but on paper.

Only when an independent judiciary, freedom of expression and democracy exist as more than sound bites and when journalists, opposition parties, and NGOs can operate without fear of retribution, can Europe stand in solidarity with Russia.

It is for that reason that my Group sought a resolution to close this debate, and over 300 MEPs backed our calls. We must be prepared to put on paper what we say in public and refute those who say this House is nothing but a glorified talking shop.

The Reform Treaty promises Parliament a real say on external action for the first time. So let us raise our game to meet the challenge and deliver at the summit a message that President Putin cannot ignore.

 
  
MPphoto
 
 

  Konrad Szymański, w imieniu grupy UEN. – Wczorajsza decyzja przewodniczących PPE-DE i europejskich socjalistów by nie przyjmować rezolucji przed szczytem Unia - Rosja pokazuje, że wciąż mamy problem z Rosją. To wielki błąd. Nie takiego motoru francusko - niemieckiego oczekujemy w naszej części Europy.

Nasza rezolucja z dnia 2 maja, która poprzedziła szczyt w Samarze była bardzo pomocna. Mam nadzieję, że nasze milczenie dzisiaj nie oznacza próby wycofania się z jasno zakreślonej, wymagającej polityki wobec Rosji. Jeśli linia z Samary będzie podważona, Rosja umocni się w przekonaniu, że integracja, a szczególnie rozszerzenie z roku 2004 to fakty, które można pomijać lub lekceważyć. Politycy, którzy dziś w imię pseudorealizmu próbują zamykać oczy na podążanie Rosji w kierunku dyktatury godzą się na finlandyzację, dyskryminację Europy Środkowej i w konsekwencji osłabienie Unii Europejskiej jako partnera globalnego.

 
  
MPphoto
 
 

  Bart Staes, namens de Verts/ALE-Fractie. – Voorzitter, collega's, commissaris, minister. Minister, u zei in uw inleiding dat de betrekkingen met Rusland goed zijn, in elk geval beter dan wat de internationale pers daarover schrijft. Minister, leeft u op Mars? Leeft u op Venus? Durft u de Russen te zeggen waar het op aankomt, of is voor u de Europese Unie finaal? Geld en platte commercie, is dat voor u belangrijker dan democratie en mensenrechten?

Laat ons zeggen zoals het is: Rusland glijdt af naar een regelrechte dictatuur met een sterke leider. Een sterke leider die geen tegenspraak duldt en, daar waar hij dat nodig acht, zijn geheime politietroepen van de FSB inzet. Een leider die onder geen beding macht wil afstaan en allerlei kunstgrepen gebruikt om na de parlementsverkiezingen van december en de presidentsverkiezingen van maart toch de touwtjes in handen te houden. Rusland, minister, evolueert naar een gesloten samenleving waar het heersende regime het liefst geen pottenkijkers duldt.

Ik wil me niet beperken tot theoretische beschouwingen. De realiteit is dat de mensenrechten in Rusland onder blijvende druk staan en dat de toestand van de democratie er lamentabel is. De realiteit is dat de vrije meningsuiting en de persvrijheid afglijden naar een strikte zelfcontrole. De recent aangenomen wet op het extremisme kan makkelijk gebruikt worden om onafhankelijke journalisten en politieke opponenten de mond te snoeren.

De realiteit is dat een sterke en onafhankelijke civiele samenleving door het Russische regime ongewenst is en dat de positie van NGO's zwaar onder druk ligt door een zeer restrictieve wetgeving. De realiteit is, minister, dat vrije verkiezingen er utopie zijn. Alleen wie geduld wordt door het regime mag meedoen. Zo wordt de coalitie "Een ander Rusland", verenigd rond Gary Kasparov, verhinderd straks deel te nemen aan de parlementsverkiezingen.

Tenslotte, minister, de toestand in Tsjetsjenië staat misschien niet meer in de politieke actualiteit, maar de realiteit is er nog altijd zeer verontrustend. Er wordt blijvend gemoord, mensen worden er illegaal opgepakt en afgeperst, er zijn nog steeds dagelijks kidnappingen, en martelpraktijken zijn een courante praktijk. Dat is de realiteit in Rusland, minister, en ik hoop dat u daarmee rekening zult houden als u eind deze week met de heer Poetin spreekt.

 
  
MPphoto
 
 

  Helmuth Markov, im Namen der GUE/NGL-Fraktion. – Herr Präsident! Stabilität und Entwicklung in Europa und in der Welt ist ohne eine vernünftige Zusammenarbeit zwischen der Europäischen Union und Russland nicht möglich. Was würde ich mir wünschen, im Gegensatz zu Samara? Wenn Sie wiederkommen, berichten Sie uns bitte: Sie haben eine gemeinsame Strategie mit Russland für die Lösung des Kosovo-Problems. Sie haben eine gemeinsame Strategie für den Friedensprozess im Nahen Osten. Sie vertreten eine gemeinsame Position zum Nuklearproblem im Iran, und es gibt eine gemeinsame Strategie zur Lösung des Transnistrien-Problems.

Es geht nicht nur um Energielieferungen. Lassen Sie uns Galileo vergessen! Die Industrie will es nicht, der Steuerzahler soll es bezahlen. Lassen Sie uns mit Russland gemeinsam vernünftige Energiepolitik mit neuen Technologien betreiben. Lassen Sie uns das Problem des visafreien Verkehrs mit Russland lösen. Warum sind wir dort noch immer nicht viele Schritte weitergegangen, nur für diese speziellen Gruppen? Ich glaube, es gibt eine ganze Menge.

Wie wird sich die Europäische Union zum Raketenschild stellen? Werden wir mit Russland gemeinsam sagen: Wir wollen keinen US-amerikanischen Raketenschild? Ich fände es wunderbar, wenn wir das erreichen könnten. Natürlich müssen wir Russland auch kritisieren und ihm sagen: Wenn ich in der Bundesrepublik Deutschland gegen die Antiterrorismuspläne von Herrn Schäuble und Herrn Jung auftrete, dann muss ich auch Russland sagen, dass ich dieses Antidiskriminierungsgesetz nicht will. Das ist vollkommen klar.

Wenn wir der Auffassung sind, dass die Lage in Tschetschenien in keiner Art und Weise den Menschenrechten entspricht, dann müssen wir das auch klar und deutlich sagen, und das dürfen wir eben dann auch nicht vergessen. Ich glaube, guten Partnern, wenn man ein vernünftiges Partnerschaftsabkommen hat, darf man dies sagen, muss man dies sagen. Wir brauchen Russland, Russland braucht uns, und wir werden gemeinsam vorankommen, wenn wir alle Fragen auf den Tisch legen und vor allem Lösungsvorschläge vorlegen.

 
  
MPphoto
 
 

  Jana Bobošíková (NI). – Dámy a pánové, pokud chceme obstát v globální realitě, je nutné, aby Unie jako silné uskupení a Rusko jako velmoc lépe integrovaly své ekonomiky.

Jen tak budou úspěšně čelit nevyhnutelným politickým tlakům, které mohou toto partnerství z rozumu rozdělovat. Nyní je realita taková, že pokud vyjmeme z obchodních vztahů energii, ruské vývozy do Unie jsou zhruba stejně velké jako do Maroka nebo do Argentiny. Proto podporuji výzvu komisaře pro obchod Mandelsona, který požádal Unii i Rusko, aby se přestali chovat, cituji: „jako dvě města, která spojuje jen úzká silnice a plynovod“.

Jsem přesvědčená, že oba partneři se musí zaměřit na vytvoření dlouhodobých, vzájemně výhodných hospodářských a obchodních vztahů a nepropadat krátkodobému politickému taktizování. Domnívám se, že je v zájmu občanů Unie, aby postupovala vůči Rusku jednotně, což se nyní neděje. Měli bychom tlačit na vytvoření stabilnějšího podnikatelského a politického klimatu v Rusku, které by zahrnovalo méně dovozních bariér a vytvořilo větší prostor pro investory právě z Evropské unie.

 
  
MPphoto
 
 

  Reino Paasilinna (PSE). – Arvoisa puhemies, arvoisat kollegat, on kaksi tapaa tarkastella EU:n Venäjän-suhteita. Me katsomme niitä ongelmien tai mahdollisuuksien kautta. Kuten tiedämme, kumpiakin on tällä hetkellä runsaasti.

Unionin johtajat ottivat viime viikolla Lissabonissa askeleen kohti yhtenäisempää ulkopolitiikkaa. Eikö Venäjän-politiikka voisi olla ensimmäinen näytön paikka molemmille osapuolille, siis myös Venäjälle? Kumppanuus- ja yhteistyösopimus pitäisi uusia, ja me tiedämme sen. Pohjoisen ulottuvuuden alueella on saatu jotakin aikaan Itämerta koskevissa asioissa, mutta meidän on siirryttävä uusille alueille. Tiekartatkin ovat olemassa, mutta tiellä on vähän kulkijoita.

Me olemme tukeneet Venäjän WTO-jäsenyyttä. Sopimus on syytä saada aikaan. Silloin komission jäsenen Ferrero-Waldnerin mainitsemat puutullit ja laiton rahastus rajoilla ehkä saataisiin kuriin. Me olemme energian kautta täysin sidoksissa toisiimme, mutta riippuvuus on molemminpuolista. Yksipuolinen vientikin on riippuvuutta, ei ainoastaan tuonti.

Mykkäkoulu Venäjän kanssa on siis syytä lopettaa. Valitettavasti tilanne on jatkunut pitkään, mutta tervehdin Puolan uutta johtajaa, joka halusi parantaa suhteita Venäjään, ja myös Saksaan. Venäjä tietysti on ongelmallisempi.

Neuvotteluissa on saatava aikaan tuloksia myös kansalaisoikeuksien alalla, eikä ainoastaan silloin, kun on kyse tavaroista. Kysyisinkin neuvostolta, että otetaanko puutullit esille huippukokouksessa? Entä Venäjän uusi lainsäädäntö eli käytäntö, jonka mukaan rikoksesta epäiltyä ei luovuteta kuulusteltavaksi siihen maahan, jossa rikos on tapahtunut? Kyseessä on erikoinen käytäntö. Toisin sanoen Venäjälle pääsee turvaan rikollinen, joka tekee rikoksen jossakin jäsenvaltiossa. Puuttuuko neuvosto kyseiseen asiaan huippukokouksessa?

 
  
MPphoto
 
 

  Annemie Neyts-Uyttebroeck (ALDE). – Commissaris, Voorzitter, collega's, uit dit ganse debat en ook uit de verklaringen van de Raad en de Commissie blijkt overvloedig hoe moeilijk het is om ten aanzien van Rusland het nodige respect voor dat grote en belangrijke land en dat grote en belangrijke volk te combineren met het uitdragen van onze fundamentele beginselen voor wat betreft de rechtsstaat, een functionerende democratie, vrije media en eerbiediging van de mensenrechten. Het vinden van een juiste balans is moeilijk, temeer daar president Poetin als geen ander de kunst verstaat om op elk meningsverschil en zelfs elk nuanceverschil tussen de lidstaten handig in te spelen.

Er is gezegd dat er binnenkort - en we weten dat over enkele weken - verkiezingen zijn in Rusland. In dit verband wil ik onderstrepen dat de voorwaarden die opgelegd worden aan partijen die niet in de doema vertegenwoordigd zijn, een democratie absoluut onwaardig zijn. Of het nu gaat over de hoogte van de deposit, het aantal vereiste handtekeningen, de controle daarop - denk wat er enkele maanden geleden in St. Petersburg is gebeurd - op geen enkel punt komt dat tegemoet aan onze en overigens overal ter wereld geldende voor eerlijke en vrije verkiezingen. Met andere woorden, dat ziet er dus absoluut niet goed uit.

Daarenboven komen er onrustwekkende berichten tot ons over pogingen om de contacten van studenten of deelnemers aan bezoekerprogramma's, angstvallig te controleren. Met andere woorden - en ik besluit Voorzitter - er is meer dan ooit eensgezindheid en waakzaamheid tussen de lidstaten geboden om alsnog een samenwerking mogelijk te maken.

 
  
MPphoto
 
 

  Inese Vaidere (UEN). – Godātie kolēģi! Krievija ir nozīmīgs partneris, taču tās politika raisa bažas. Krievijas ielās pagaidām nav uzstādītas Putina statujas, tomēr parādās personības kulta iezīmes. Valsts prezidenta kandidatūras pieteikšana parlamenta vēlēšanām ir neprasts precedents demokrātiskas valsts vēsturē, tāpat kā radikālās kustības ''Naši'' vadītāja izvirzīšana jaunatnes lietu ministra amatam un atteikums uzņemt Eiropas Parlamenta Cilvēktiesību apakškomitejas delegāciju. Bīstamas ir Krievijas manipulācijas ar tautiešiem ārzemēs. Pētījums Latvijā liecina, ka Krievijas atbalsts tautiešiem ir krasā pretrunā ar sabiedrības integrāciju. Baidos arī, ka to personu, kuras nesen Eiropas Parlamentā organizēja krievu forumu, politiskās darbības vēsture liek domāt per destruktīviem plāniem citās Eiropas valstīs. Mūsu pienākums ir vērsties pret šīm manipulācijām, jo Krievija pārbauda mūsu pacietības robežas. Attiecībā uz enerģētikas dialogu ir nepieciešams, lai Enerģētikas hartas principi un ratifikācija būtu jaunā nolīguma neatņemama sastāvdaļa par spīti Maskavas neapmierinātībai ar savstarpīguma klauzulu. Paldies!

 
  
MPphoto
 
 

  Hélène Flautre (Verts/ALE). – Madame la Présidente, chers collègues, soyons lucides! La décision que nous avons prise hier sera, elle est déjà interprétée par les autorités russes comme un grand succès: pas de résolution, pas de message. C'est une vraie récompense après le refus d'une délégation officielle "droits de l'homme" du Parlement européen. La société russe demeure plus que jamais otage d'une presse propagandiste et s'enferme dans un nationalisme dangereux.

Aujourd'hui, en Russie, la violence basée sur la peur fait loi en même temps que le racisme et la xénophobie font recette. Le mot "indépendant" n'a plus droit de cité. Défenseurs des droits de l'homme, journalistes ou opposants politiques "indépendants" sont étiquetés automatiquement "ennemis du régime". Adoptée en 2007, une loi leur est d'ailleurs officieusement consacrée. Sous couvert de lutte contre l'extrémisme, elle agit en fait pour donner aux autorités toute latitude dans ce combat inégal. Et comme nous l'expliquait hier Marie Mendras, cet état de violation permanente des droits de l'homme, finalement, ne mobilise pas les foules là-bas. Poutine a ainsi réussi son pari: persuader ses concitoyens qu'il existe une spécificité russe en matière de démocratie et des droits de l'homme.

Avec une telle conception, il n'y a rien d'étonnant à ce que la Russie soit encore le dernier État membre du Conseil de l'Europe à ne pas avoir ratifié le protocole 14. L'engagement de la Cour pour Poutine, c'est une aubaine, une bénédiction. Ça lui permet le non-suivi de l'application des arrêts, comme de laisser patienter les requêtes, notamment celles des torturés tchétchènes. Face à ce constat, il serait tout de même bien naïf de penser que le 2 décembre prochain verra se dérouler en Russie des élections libres et transparentes. Devant une telle parodie, est-ce qu'on n'est pas plutôt en droit de parler d'un plébiscite pour ou contre Vladimir Poutine? Sans modifier la constitution, il parviendra à garder entre ses mains le pouvoir politique, économique, financier, administratif, judiciaire, de sécurité.

À la veille du sommet UE-Russie, je vous appelle, Conseil et Commission, à inscrire les droits de l'homme au plus haut niveau politique. Il est impératif qu'ils occupent une place centrale, qu'il s'agisse de discuter du futur accord ou du Kosovo ou de l'énergie. C'est ce que nous demandent les démocrates russes, ils nous disent simplement: "Continuez à parler d'eux, continuez à dire la vérité". Nous, du moins, ce faisant, nous ne risquons pas notre peau.

 
  
  

VORSITZ: MECHTILD ROTHE
Vizepräsidentin

 
  
MPphoto
 
 

  Vladimír Remek (GUE/NGL). – Vážení přítomní, diskuse na téma vztahů Unie s Ruskem patří k našim nejčastějším debatám.

Pravidelně tu ale slyším stále stejná klišé, ať už motivovaná záměrem, nepochopením nebo neznalostí věci. Jenže my nemůžeme jednat s Ruskem jinak než jako s partnerem, ať se nám to líbí nebo ne. A pokud nebudeme hledat spíš společná slova a postupnými kroky nedosáhneme zlepšování vztahů, tak na to doplatí Unie víc než Rusko. To neznamená zavírat oči nad problémy, ale vnímat realitu a měřit stejným metrem.

To, že je dnes Rusko ekonomicky silnější a proto i sebevědomější je prostě fakt, to že hájí svoje zájmy je totéž, co dělají třeba Spojené státy a ostatně i my. Potřebujeme střízlivý přístup, i proto jsem rád, že jsme odložením rezoluce dali v EP volnější ruku našim zástupcům pro summit v Portugalsku.

Dnešní Rusko není Sovětský svaz to říkám nejen z vlastní dlouholeté zkušenosti práce v této zemi to pro zajímavost zároveň opakuji slova šéfky americké diplomacie.

 
  
MPphoto
 
 

  Ria Oomen-Ruijten (PPE-DE). – Voorzitter, dank aan het Raadsvoorzitterschap, dank aan de Commissievoorzitter. Ik zal het succes van de top straks niet afmeten aan de lengte van de gemeenschappelijke slotverklaring. Waar het mij om gaat - en ik hoop dat daarover ook de discussie plaatsvindt - is dat we exact invulling geven aan die thema's waarvan we weten dat we met elkaar oplossingen moeten vinden.

De betrekkingen EU-Rusland zijn ongelooflijk complex. Dat zal ook in deze verkiezingstijd niet veranderen. Maar we moeten wel erkennen dat er voor Rusland en de EU geen ander economisch en politiek alternatief is dan partnerschap. Voorzitter, voor dat partnerschap hebben we een mooie overeenkomst. Die bestaat nu tien jaar; hoe gaan we daar in de komende tijd creatief mee om? De top is ook van belang om uitleg te vragen over het begrip democratie en ik dank de Commissie voor wat zij op dat punt gaat doen.

Wat mij steeds opvalt, is dat in Rusland stabiliteit en democratie als tegenpolen gezien worden; in onze visie is dat natuurlijk niet zo en kan dat ook niet zo zijn. Toetreding van Rusland tot de WTO is van eminent belang voor ons allen.

 
  
MPphoto
 
 

  Hannes Swoboda (PSE). – Frau Präsidentin! Es ist nicht sehr sinnvoll, die Realpolitik gegenüber der Moralpolitik – wie Kollege Watson gesagt hat – auszuspielen. Wir brauchen beides: Wir brauchen eine realistische Einschätzung Russlands und einen klaren und festen Standpunkt, was die moralischen Fragen, also die ethischen Fragen, betrifft.

Viele von uns haben geglaubt, dass nach dem Zusammenbruch des Kommunismus Russland eigentlich von der Weltbühne verschwindet, und viele haben sich das gewünscht. Es ist nicht so gekommen, es ist vor allem auch nicht so gekommen, weil Russland sicherlich durch die steigenden Energiepreise höhere Einnahmen und eine erhöhte Kraft auch für weltpolitisches Auftreten hat. Das sollten und müssen wir zur Kenntnis nehmen, alles andere ist unrealistisch.

Was wir nicht einfach zur Kenntnis nehmen wollen, sind natürlich die negativen Entwicklungen, und sowohl die Ratspräsidentschaft als auch die Frau Kommissarin haben das deutlich gemacht. Wir wollen nicht einfach zur Kenntnis nehmen, dass es immer wieder Schritte zur Entdemokratisierung in Russland gibt, Schritte, die wir nicht akzeptieren können, die nichts mit der Fortentwicklung der Demokratie, sondern etwas mit der Rückentwicklung der Demokratie zu tun haben. Wir wollen nicht einfach zur Kenntnis nehmen, dass Russland leider nicht bereit ist, gegenüber seinen Nachbarn oder unseren gemeinsamen Nachbarn eine offene Partnerschaft einzugehen. Das wäre unser Interesse, und das sollen wir auch ganz klar und deutlich sagen: Wir wollen mit Russland gemeinsam diese Partnerschaft entwickeln, aber mit einem Russland, das die Selbständigkeit und Souveränität aller Nachbarn anerkennt.

Was wir nicht akzeptieren können ist, dass Russland einerseits als Mitglied zum Beispiel des Europarates oder der OSZE mit Recht Einfluss nehmen möchte, aber nicht andererseits die Verantwortung übernehmen möchte und sich zum Beispiel gegen Wahlbeobachtung wehrt. Wir sollten den Wahlen nicht prinzipiell misstrauen, aber ein Land wie Russland, das meint, dass seine Demokratie voll entwickelt ist, muss sich auch gefallen lassen, dass man das auch konkret überprüft. Wenn Russland im Europarat und in der OSZE eine große Rolle spielen will, dann fordern wir Russland auf, das auch zu demonstrieren, indem es Wahlbeobachter zulässt, damit klargestellt wird, dass die Wahlen transparent und fair ablaufen. Das ist das Interesse, das die Europäische Union gegenüber Russland klar zum Ausdruck bringen soll.

 
  
MPphoto
 
 

  Bronisław Geremek (ALDE). – Panie Przewodniczący Rady! Pani Komisarz! Myślę, że w debacie o relacjach między Rosją a Unią Europejską jest ważne postawić sobie pytanie: czego chce Rosja w stosunku do Unii Europejskiej? Czego oczekuje Unia Europejska od Rosji? Jeden z polityków rosyjskich powiedział, że Rosja w chwili obecnej musi postawić na politykę powstrzymania (containment policy). Jeżeli taką politykę powstrzymania Rosja będzie praktykować to oznacza to pewien rodzaj powrotu do zimnej wojny. Trzeba także zdawać sobie sprawę, przed czym miałaby powstrzymać? Powstrzymać przed wiatrem wolności, który idzie właśnie od strony Unii Europejskiej? To poważny problem. Z drugiej strony Unia Europejska powiada, że chce partnerstwa strategicznego z Rosją.

To bardzo wysoko postawione zadanie i trzeba wówczas sobie powiedzieć, że warunkiem niezbędnym ustanowienia pewnych stosunków partnerskich z Rosją jest wymóg państwa prawa. Państwo prawa oznacza niezależność sądów. To oznacza wolność mediów i wolność słowa, wolność gospodarczą. Oznacza to także, że przedsiębiorcy nie są wsadzani do więzień, a także państwo prawa w dziedzinie prawa międzynarodowego, co oznacza odmrożenie konfliktów na Kaukazie i w Mołdowie oraz postawienie sprawy Kosowa w duchu wspólnoty międzynarodowej.

 
  
MPphoto
 
 

  Hanna Foltyn-Kubicka (UEN). – Pani Przewodnicząca! Szczyt Unia - Rosja przypada na bardzo ważny moment w historii Rosji – koniec ery Władimira Putina. Ale czy prawdziwy koniec?

Wybory prezydenckie w Federacji Rosyjskiej nie przyniosą zmiany, władza pozostanie w rękach tego samego człowieka noszącego tym razem tytuł premiera. Jednym z deputowanych ma zostać domniemany zabójca Aleksandra Litwinienki – Andriej Ługowoj, który dzięki temu zyska immunitet. Rosyjskie władze otwarcie otaczają więc opieką człowieka, który prawdopodobnie popełnił ciężkie przestępstwo na terytorium Unii Europejskiej. Dają tym samym wyraźny sygnał, że tam gdzie chodzi o interesy Kremla kończy się wszelkie prawo i szacunek dla państw Unii.

Po wyborach nie zmieni się nic – Czeczeńcy nadal będą eksterminowani, prasa kneblowana, bogate złoża surowców naturalnych pozwolą Kremlowi dalej prowadzić brutalną politykę zagraniczną. Chciałabym, aby przedstawiciele Unii Europejskiej mieli to na uwadze podczas rozmów z delegacją rosyjską, tak samo jak to, że rozmowy nie są same w sobie żadną wartością, staną się one wówczas, gdy doprowadzą do realnych zmian w Federacji Rosyjskiej.

 
  
MPphoto
 
 

  Christopher Beazley (PPE-DE). – Madam President, I would ask the President-in-Office of the Council and the Commissioner to provide this House with assurances, as was requested yesterday, that the views expressed by it will be put directly to President Putin and to his advisers at Mafra on Friday.

We have heard about the three guiding principles, which President Barroso describes as sacred principles, of solidarity, reciprocity and the rule of law. Being Portuguese, the President-in-Office will know that my own country, England, has one of the oldest of alliances with his country. We therefore understand what solidarity and mutual support means. If we forget, our mutual patron saint, São Jorge, is there to remind us.

An attack on one Member State or on one Member State’s diplomats, or cyber attacks on one Member State, are an attack on the whole of the EU. It is surely appropriate that President Putin be reminded that this solidarity and reciprocity are essential to us. We cannot accept the concept of sovereign democracy if it means, on the one hand, that Russia accedes to international organisations – Commissioner, you have referred to the WTO – promising to abide by undertakings, and then fails to meet those undertakings. That has to be underlined.

Tomorrow, Mikhail Khodorkovsky comes to the end of his four-year prison sentence in Siberia. According to Russian law, that sentence should have been served in Moscow. It might be appropriate to remind President Putin that the rule of law is a two-way thing, as far as our relationship is concerned. Mr Khodorkovsky will not be freed, as new charges have been raised.

You might ask what relevance this has to the EU. The answer is that many EU shareholders are concerned that commercial and legal commitments are not being followed through.

Finally, President-in-Office, we are not condemned to cooperation, and cannot have a partnership without mutual respect and mutual understanding. We are trying very hard from our side to ensure that. We need assurances from President Putin that he understands our guiding principles.

 
  
MPphoto
 
 

  Libor Rouček (PSE). – Dámy a pánové, já plně souhlasím s výrokem ministra Antunese, že vztahy mezi EU a Ruskem jsou mnohem pevnější a silnější, než by se mohlo na první pohled zdát.

S Ruskem nás pojí společný zájem na strategickém partnerství. Obýváme koneckonců společný kontinent, s Ruskem nás pojí vzájemná hospodářská závislost, bez vzájemné spolupráce nevyřešíme žádný vážný mezinárodní problém. Ať se jedná o globální oteplování, nešíření zbraní hromadného ničení, konflikt na Blízkém východě, v Kosovu apod. Jinými slovy, silné, všestranné a vyvážené sousedské vztahy mezi Unií a Ruskem mají zásadní význam pro stabilitu, bezpečnost a prosperitu celé Evropy.

Při pěstování a posilování těchto vztahů bychom však neměli zapomínat na základní hodnoty, na kterých je Evropská unie postavena, tzn. na základní hodnoty lidských a občanských práv, demokracie a právního státu. Já jsem přesvědčen, že tyto hodnoty je nutno připomínat našim ruským kolegům právě nyní v souvislosti s nadcházejícími volbami v Rusku.

Na nadcházejícím summitu v Mafře by Unie měla našim ruským partnerům připomínat také zásady transparentnosti a reciprocity v hospodářských vztazích. Ano, evropské trhy by měly zůstat otevřeny pro ruské firmy. Stejně plně otevřeny by však měly být i trhy ruské pro firmy evropské, a to včetně trhů a firem energetických.

 
  
MPphoto
 
 

  Γεώργιος Παπαστάμκος (PPE-DE). – Κυρία Πρόεδρε, η μετάβαση σε μια νέα στρατηγική εταιρικής σχέσης μεταξύ Ένωσης και Ρωσίας δεν είναι εύκολο εγχείρημα. Επιβαρύνεται από αλλεπάλληλα περιστατικά αποκλίσεων, τα οποία ενίοτε αγγίζουν τα όρια της έντασης. Η δραματοποίησή τους επιτρέπει την αναβίωση δουλειών του παρελθόντος, καθιστά το παρόν αμφίβολο και ανακόπτει τη δημιουργική φυγή προς τα εμπρός.

Την εταιρική σχέση Ένωσης-Ρωσίας συνοδεύουν εύλογα ερωτήματα. Συμφιλιώθηκε η Ρωσία με την πραγματικότητα της διευρυμένης Ένωσης; Αφομοίωσε η Ένωση τους κραδασμούς της διεύρυνσης προς Ανατολάς; Αισθάνονται τα νέα κράτη μέλη ότι συμμετέχουν σε ένα αποτελεσματικό ευρωπαϊκό σύστημα ασφαλείας; Πώς αντιδρά η Ένωση στην προσπάθεια της Ρωσίας να επαναπροσδιορίσει και να ενδυναμώσει το νέο της ρόλο στο διεθνές πεδίο δυνάμεων; Θα εμμείνουν τα δύο μέρη σε ένα κλίμα δυσπιστίας και σιωπηλής διπλωματίας ή θα επιδιώξουν κοινά σχέδια δράσης;

Κυρίες και κύριοι συνάδελφοι, κατά τη γνώμη μου, τομεακές και μόνον προσεγγίσεις δεν αποτελούν την καλύτερη δυνατή επιλογή. Ο διακηρυγμένος στόχος των 4 κοινών χώρων, πρέπει να παραμείνει πολιτικά δεσμευτικός, όπως επίσης πολιτικά δεσμευτικός πρέπει να παραμείνει και ο στόχος της ένταξης της Ρωσίας στον ΠΟΕ. Ως εκ τούτου, απαιτούνται ευρείες και στέρεες δομές εταιρικής συνεργασίας στον οικονομικό χώρο, στο χώρο της ελευθερίας, ασφάλειας και δικαιοσύνης, στην εξωτερική ασφάλεια, καθώς και στην έρευνα, την εκπαίδευση και τον πολιτισμό. Το σύνδρομο της "Ρωσοφοβίας" δεν αρμόζει την Ένωση της δημοκρατίας, του κράτους δικαίου και των θεμελιωδών ελευθεριών. Κατανοώ τις ευαισθησίες σε μερίδα πολιτών των νέων κρατών μελών, όμως η προβολή παρελθοντικών εμπειριών μπορεί να θέσει εν αμφιβόλω την προοπτική διαφανούς πολιτικής συνεργασίας και αυστηρής θεσμικής διασύνδεσης.

Κύριε Πρόεδρε του Συμβουλίου, κυρία Επίτροπε, αποτελεί αμοιβαίο συμφέρον για την Ένωση και τη Ρωσία να αναδείξουν κοινούς πολιτικούς και οικονομικούς στόχους που θα υπηρετούν τη δημοκρατική αρχή, θα υπηρετούν την ειρήνη, τη σταθερότητα και την ασφάλεια.

 
  
MPphoto
 
 

  Józef Pinior (PSE). – Pani Przewodnicząca! Pani Komisarz! Panie ministrze! Przede wszystkim pragnę podkreślić wagę strategicznego partnerstwa pomiędzy Unią Europejską a Rosją oraz wyrazić przyjazne uczucia w stosunku do społeczeństwa Federacji Rosyjskiej, do wszystkich narodów Rosji, a także wyrazy uznania dla tempa rozwoju gospodarczego i osiągnięć w przezwyciężaniu kryzysu społecznego. Prawdziwe strategiczne partnerstwo wymaga jednak powagi i szczerości we wzajemnych relacjach. W Unii Europejskiej z niepokojem obserwujemy tworzący się wokół prezydenta Putina nowy system władzy, który grozi trwałym osłabieniem demokracji liberalnej w samej Rosji oraz sprzyja neoimperialnym pokusom rosyjskiej polityki zagranicznej. Amnesty International zwraca uwagę w informacji przygotowanej na szczyt Unia Europejska - Rosja na naruszanie praw człowieka w tym kraju. Informacja wymienia gwałcenie praw człowieka przez władze państwowe na północnym Kaukazie, przede wszystkim w Czeczeni oraz Inguszeti, na pogarszanie sytuacji w dziedzinie wolności wypowiedzi i stowarzyszeń, na zabójstwa dziennikarzy oraz na wzrost przemocy na tle rasistowskim.

Prezydencja portugalska powinna poruszyć kwestie przedstawione przez Amnesty International na szczycie w Maprze 26 października bieżącego roku. Społeczeństwo obywatelskie w Rosji, dziennikarze i działacze praw człowieka muszą widzieć w Unii Europejskiej gwaranta praw, sojusznika Rosji demokratycznej, liberalnej i otwartej na świat.

 
  
MPphoto
 
 

  Elmar Brok, (PPE-DE). Frau Präsidentin, Herr Ratspräsident, Frau Kommissarin, Kolleginnen und Kollegen! Ich hoffe, dass der EU-Russland-Gipfel dazu führt, dass man auch einen Augenblick innehält und dass wir einmal unsere gemeinsamen Interessen definieren, die es zweifellos gibt. Interessen, die wirtschaftlicher Art sind, die sicherheitspolitischer Art sind, die in Fragen wie Nahost und Iran, Bekämpfung des Terrors und so weiter gegeben sind und bei denen wir sehen müssen, dass wir unsere Ziele nicht erreichen können, ohne dass Russland im Boot ist. Aber Russland muss auch verstehen, dass es, wenn es dies nicht tut, gegen seine eigenen Interessen verstößt.

Wenn ich mir die demografische Entwicklung Russlands ansehe und die Weiten Sibiriens und dass da Länder mit vielen Einwohnern sind, dann würde ich mir auf der russischen Seite nicht Bedrohung aus Europa vorstellen, sondern langfristig von woanders her. Ich glaube, hier gibt es ein hohes Maß an Übereinstimmung, wo wir etwas tun müssen.

Wir haben von Seiten des so genannten Westens, auch der Amerikaner, Russland nicht wirklich ernst genommen, als es darnieder lag, wodurch es jetzt wieder ins imperiale Gehabe fällt, auch was die Entwicklung in Russland selbst angeht, was Menschenrechte und Pressefreiheit betrifft, mit wieder zu vernehmenden Äußerungen, die nicht akzeptabel sind, die mit der Unabhängigkeit der Nachbarstaaten zu tun haben. Es kann nicht sein, dass aus near abroad Ansprüche erhoben werden, dass man sich gegenüber einem Land so oder so zu verhalten habe. Jedes einzelne Land hat das Recht auf eigene, souveräne Entscheidungen, wohin der Weg geht. Dies muss Russland akzeptieren. Es kann nicht zu alten Vorstellungen zurückkommen und die Energie als eine Waffe einsetzen, was noch weniger akzeptabel ist.

Wir können dies nur überwinden, wenn wir auch mit der Interessenanalyse wieder beginnen. Ich hoffe, dass dies, wenn in Russland die Wahlen vorbei sind, wieder möglich wird, und dass dies auch dazu führt, dass man nicht in Russland eine falsche wirtschaftliche Entwicklung verfolgt. Mit viel Geld aus dem Öl- und Gasgeschäft baut man die alten Kombinate der Großindustrie im Bereich Flugzeug- und Schiffbau und ähnlichem wieder auf. Wenn das einmal schlechter geht, werden sie dasselbe Desaster haben wie bisher, weil sie nicht eine vernünftige mittelständische breite Wirtschaftsstruktur aufbauen, mit all den Konsequenzen, die damit verbunden sind. Auch dürfte in unserem Interesse sein, dass hier innerhalb Russlands nicht neue Vakua entstehen, wenn das mit dem Ölpreis einmal nicht mehr so stimmen sollte.

 
  
MPphoto
 
 

  Ana Maria Gomes (PSE). – A cimeira podia servir para esclarecer as ambiguidades que continuam a afectar as relações entre a União Europeia e Moscovo. Mas o Ministro Luís Amado já teve o cuidado de baixar a fasquia explicando que não é uma agenda ambiciosa a da Presidência para a Cimeira de Mafra.

Em recente entrevista à LUSA, o seu homólogo Lavrov queixou-se da doença de crescimento da União Europeia aludindo à atitude pouco construtiva de alguns membros. Mas aquilo que envenena as nossas relações é a morte lenta da democracia, dos direitos humanos e da imprensa livre e do Estado de Direito na Rússia e a impunidade com que antigos membros das forças de segurança definem a Agenda da Federação Russa. Isto perturba as opiniões públicas europeia e reflecte-se no nosso relacionamento. A doença de crescimento da União Europeia, a desunião, está a ser tratada e o Tratado Reformador é um potente remédio. Mas para a deriva autocrática da Rússia de Putin não há ainda, lamentavelmente, cura à vista e se o Conselho da União Europeia continuar a fazer vista grossa, ela ainda ficará mais longe.

 
  
MPphoto
 
 

  Roberta Alma Anastase (PPE-DE). – Summit-ul de la Mafra, din 26 octombrie 2007, se va desfăşura în pragul unor evenimente de importanţă majoră pentru viitorul relaţiilor dintre Uniunea Europeană şi Rusia. Aş menţiona doar câteva dintre ele: expirarea acordului de parteneriat şi cooperare dintre Uniunea Europeană şi Rusia, organizarea alegerilor parlamentare în decembrie 2007 şi a celor prezidenţiale în martie 2008 în Rusia. Acest context oferă posibilitatea nu numai de a îndemna Rusia spre un dialog deschis şi franc cu Uniunea Europeană, dar şi de a face un bilanţ rece al ultimilor 10 ani de cooperare.

Alăturându-mă intervenţiilor precedente ale colegilor mei, aş dori să-mi focalizez discursul pe rolul important pe care Rusia ar trebui să-l joace în zona de vecinătate comună şi în regiunea Mării Negre. Bilanţul ultimilor 10 ani ne demonstrează că în această regiune persistă conflictele îngheţate, iar relaţiile economice şi politice ale Rusiei atât cu ţările din zonă, cât şi cu vecinii săi, actuali membri ai Uniunii Europene, nu sunt mereu bazate pe reciprocitate, încredere şi principiul bunelor relaţii. Iar dacă vorbim de conflicte îngheţate, un exemplu în acest sens, recent şi binecunoscut tuturor, îl reprezintă condiţiile în care au fost eliberaţi prizonierii politici Andrei Ivanţoc şi Tudor Popa, ei fiind o dovadă a faptului că există instabilitate în zonă, că există o zonă de insecuritate care afectează întreaga regiune. În consecinţă, summit-ul de la Mafra trebuie să abordeze şi aceste tematici, reamintind obiectivul fundamental pe care Uniunea Europeană şi l-a asumat - anume acela de a crea un veritabil spaţiu de democraţie, stabilitate şi prosperitate în regiunea Mării Negre şi a vecinătăţii comune.

În acest context, poziţia şi implicarea constructivă a Rusiei în această direcţie, în conformitate cu standardele şi obligaţiile sale internaţionale, trebuie să fie o tematică mereu prezentă în dialogul Uniunii Europene cu această ţară. Un parteneriat cu adevărat strategic şi o relaţie aprofundată şi avantajoasă presupune responsabilitate crescândă şi un angajament ferm din partea ambelor părţi.

 
  
MPphoto
 
 

  Katrin Saks (PSE). – Eile avati parlamendis Ungari nukkude näitus. Mulle tuletas see meelde, kuidas meie siin kojas vahel hääletame, tõstes tuimalt käsi. Kas ka meist on saanud marionetid?

On kuulda, et eesistujamaa ettepanekul tehti koridorikokkuleppeid, et lükata edasi Vene-teemaline resolutsioon, et see näiliselt ei häiriks Euroopa Liidu - Venemaa tippkohtumise atmosfääri. Skandaalne, et me nii kuulekalt loobume oma seisukoha avaldamisest.

See on parim näide sellest, kuidas Euroopa pole aru saanud Venemaaga suhtlemisel, et probleem pole detailides, vaid meie enda käitumises. Varem oli Euroopa Parlament seisnud selliste olukordade tekkimise vastu, aga täna tundub mulle, et hirm, mis halvab järjest enam Vene ühiskonda, on hakanud mõjutama ka meid.

Miks me teeme korduvalt Venemaale erandeid? Kas usume endiselt oma põhimõtetesse või laseme peale suruda mõtteviisi, et Venemaa on midagi nii erilist, et mitte ainult liinid, vaid ka partnerlussuhted peavad olema Vene moodi. Selline käitumine on hukatuslik mõlemale – nii Euroopa Liidule kui ka Venemaale endale.

 
  
MPphoto
 
 

  Tunne Kelam (PPE-DE). – Madam President, I think it is high time to face realities. Mr Watson has said that there are cracks in the present cooperation mechanism which are developing towards becoming fissures. The Partnership and Cooperation Agreement declares that we share the same values. However, some years ago, Chris Patten wrote that he does not believe that we really share the same values at this point. The traditional feature of Russian state policies is pretending – building Potemkin villages – and Mr Putin is still pretending to have democracy while having almost completed building up the authoritarian highly nationalist state.

We also pretend that the coming elections will be crucial. I doubt it, because everything has been prepared to manipulate these elections and to obtain results in accordance with Mr Putin’s wishes, including artificial opposition parties and the creation of phoney NGOs. If we now agree to play along with this game of pretending, pretending we believe in this sort of democracy, we are going to take co-responsibility for what is going to happen in Russia and for the fate of ordinary Russians who deserve better than this fake democracy.

I strongly disagree, therefore, with the Council statement that there is no alternative to cooperation. Democracy is based upon creating and having alternatives and we also have to commit ourselves to strongly defending human rights. We have to balance our relations and we have to signal that we are prepared to stop our cooperation if Russia does not answer with reciprocity and openness.

 
  
MPphoto
 
 

  Manuel Lobo Antunes, Presidente em exercício do Conselho. Senhora Presidente, Senhora Comissária, Senhores Deputados, eu ouvi com muita atenção todas as intervenções que aqui foram feitas a propósito da próxima cimeira entre a União Europeia e a Rússia e, em geral, das relações entre a União Europeia e a Rússia e também sobre a situação interna, segundo a vossa perspectiva, da Rússia e devo-vos dizer que, naturalmente, como é meu dever, tomei desses pontos de vista aqui expressos a devida atenção e a devida nota.

Há um ponto que eu julgo que é comum a todos os comentários que aqui foram produzidos e a todas as análises que aqui foram reflectidas. É que efectivamente a Rússia é um parceiro estratégico para a União Europeia. Que a União Europeia necessita da Rússia como a Rússia necessita da União Europeia. E é na base desta constatação, que eu julgo que é uma constatação absolutamente indesmentível, que temos que construir uma relação que seja uma relação naturalmente mutuamente benéfica, mas também que seja uma relação sólida e firme, assente em valores e em princípios absolutamente partilhados.

Foi aqui falado de solidariedade, falou-se aqui de direitos humanos, falou-se aqui de reciprocidade. Pois, nem mais, a União Europeia tem naturalmente que se apresentar perante a Rússia firme na sua solidariedade interna. O problema de um Estado-Membro – eu sempre o tenho dito – é um problema de todos e essa solidariedade não pode, em qualquer caso, ser posta em causa.

Direitos humanos, todos sabemos que na base da nossa União está certamente o respeito pelas regras do Estado democrático, pelos direitos humanos. São valores e princípios para nós inalienáveis e são valores e princípios que, em qualquer circunstância, devem conduzir o nosso relacionamento com países terceiros.

Reciprocidade com certeza. Nós temos naturalmente que dar. Mas quando damos, temos também o direito de receber. E, se neste momento há linhas de fractura, como o Senhor Deputado aqui referiu, eu julgo que só teremos a ganhar, União Europeia e Rússia, se efectivamente, fizermos todo o possível no quadro de referências que aqui vos referi, um quadro de solidariedade, um quadro de reciprocidade, um quadro de respeito pelos direitos humanos.

A União Europeia tem certamente todo o interesse em que essas fracturas sejam eliminadas. É para isso que vamos trabalhar. Vamos trabalhar naturalmente conscientes das dificuldades, dos objectivos, mas também vamos trabalhar com determinação porque estamos conscientes de que o estado de coisas não serve a União e é naturalmente nosso dever trabalhar no interesse da União Europeia e vamos fazê-lo com franqueza, com transparência, falando olhos nos olhos, como o devemos sempre fazer com parceiros que consideramos estratégicos.

Será certamente um diálogo intenso e um diálogo importante. Falaremos de economia, falaremos de comércio, falaremos de direitos humanos e falaremos obviamente da situação política internacional e da situação política regional. Esperamos - e é para isso que vos digo que iremos trabalhar - que, não obstante as dificuldades, não obstante os problemas, não obstante as diferenças, possamos depois de tudo isto, na sexta-feira, depois desta cimeira, apesar de tudo poder informar que algum progresso nas relações foi obtido e que, apesar das dificuldades, conseguimos atingir os nossos objectivos.

 
  
MPphoto
 
 

  Benita Ferrero-Waldner, Mitglied der Kommission. Frau Präsidentin, verehrte Damen und Herren Abgeordnete! Lassen Sie mich ein paar Dinge herausgreifen. Die Diskussion hat vor allem eines gezeigt: das wirklich große Spannungsverhältnis, das heute da ist.

Ich bin nach wie vor der Meinung, dass Russland ein strategischer Partner ist. Ich habe aber auch gesagt, es ist natürlich ein Nachbarland, und daher ist es besonders wichtig, dass wir die Fragen, die Graham Watson, Christopher Beazley und andere angesprochen haben, hier ganz besonders ernst nehmen. Und wir nehmen sie ernst.

Erinnern Sie sich nur an den letzten Gipfel in Samara. Hier hat Angela Merkel, die Ratspräsidentin, ganz klar – und nicht nur in der Sitzung, sondern auch vor den Medien – die Dinge auf den Tisch gelegt. Das heißt, glauben Sie nicht, dass uns diese Werte nicht wichtig sind. Wir wissen, dass sehr besorgniserregende Entwicklungen im Bereich der Medienfreiheit, im Bereich der Unabhängigkeit der Justiz, im Bereich der Frage der Fairness auch für die Wahlen bestehen.

Alles das, was hier angesprochen wurde, ist natürlich richtig. Aber ich möchte Ihnen auch sagen, dass die Intervention von Elmar Brok hier eigentlich ein bisschen das beschreibt, was ich selbst sehe, nämlich dass wir unsere Interessen klar definieren müssen. Hier sind natürlich auf der einen Seite ganz wesentliche sicherheitspolitische Interessen vorhanden und auf der anderen Seite die menschenrechtlichen demokratiepolitischen Interessen.

Ferner sind selbstverständlich auch die drei großen Prinzipien anzusprechen, die Herr Beazley genannt hat: Solidarität, Reziprozität und Rechtsstaatlichkeit. Natürlich sind die verschiedenen Ausformungen gegeben. Man kann nichts dagegen sagen – Sie haben vollkommen Recht, Herr Beazley –, aber ich kann Ihnen versichern, dass die auch auf den Tisch gelegt werden.

Ich weiß, dass Kommissionspräsident Barroso hier sehr klar diese Dinge ansprechen wird, vor allem auch, was zum Beispiel die Energiefragen betrifft. Sie wissen, dass die Kommission ja auch gerade erst ein Paket verabschiedet hat, das in diese Richtung geht. Wir wollen hier klare Spielregeln, die von allen im Sinne einer echten Gegenseitigkeit eingehalten werden.

Das gesagt habend, möchte ich aber auch an eines erinnern: Wir werden umso stärker sein, je mehr wir in der Europäischen Union bereit sind, wirklich mit einer Stimme zu sprechen. Wie wir alle wissen, gelingt uns das nicht immer. Aber je stärker Russland wird, desto mehr sollten wir mit einer Stimme sprechen. Wir haben diese Energieabhängigkeit, aber wir können unsere Interessen nur dann wirklich verteidigen, wenn wir klar und stark sind.

Vielleicht haben wir in der Vergangenheit nicht darauf geachtet, und als Russland in einer sozusagen schwächeren wirtschaftlichen Position war, haben wir es wahrscheinlich nicht genug unterstützt. Aber heute müssen wir eine Haltung einnehmen, die auf Gegenseitigkeit beruht, und einen echten partnerschaftlichen Ansatz suchen, der aber auch beinhaltet, dass wir von Russland eine Anerkennung dessen bekommen, was uns wesentlich ist.

 
  
MPphoto
 
 

  Die Präsidentin. Zum Abschluss der Aussprache wurden gemäß Artikel 103 Absatz 2 der Geschäftsordnung sechs Entschließungsanträge(1) eingereicht.

Die Aussprache ist geschlossen.

Die Abstimmung findet während der nächsten Plenartagung statt.

Schriftliche Erklärungen (Artikel 142)

 
  
MPphoto
 
 

  András Gyürk (PPE-DE), írásban. Az EU-Oroszország csúcstalálkozó kapcsán szeretném felhívni a figyelmet pár energiapolitikai vonatkozású tényezőre. Nem túlzás azt állítanunk, hogy az orosz energiaiparban ma nem érvényesülnek a piacgazdaság szabályai. Oroszország nem tekinti magáénak a külföldi befektetések védelmére és a diszkrimináció-mentes kereskedelemre vonatkozó elveket. Miközben bebocsátást kér az európai energiaszektorba, saját piacát nem nyitja meg a külföldiek előtt. Az elmúlt évek energetikai vonatkozású ügyei kapcsán azt is látnunk kell, hogy Moszkva számos esetben politikai nyomásgyakorlásra használta energiaexportját. Mindez együtt jár az uniós tagállamok megosztására irányuló törekvésekkel.

A közös európai energiapolitika kialakításakor figyelembe kell vennünk, hogy Oroszország már ma sem tudja saját forrásból fedezni földgázfogyasztását és exportját. Ezért szükségletei nem kis hányadát Közép-Ázsiából szerzi be. A készletek csökkenése azt eredményezheti, hogy Moszkva a jövőben mindinkább politikai alapon tesz majd eleget a megrendeléseknek.

Fontosnak tartjuk, hogy a szabad verseny elve érvényesüljön az EU külkapcsolataiban is. Egyértelművé kell tennünk, hogy elfogadhatatlannak tartjuk az energiaforrásokra irányuló monopolista törekvéseket. A stabil energiaellátás biztosítása alapvető közösségi érdek. Meggyőződésünk, hogy a tagországokat is egyre nagyobb mértékben érintő nyomásgyakorlás ellen csak egy egységes, a közösségi szolidaritás elvét szem előtt tartó Európai Unió léphet fel sikerrel.

Európa energiaellátása ma nem képzelhető el Oroszország nélkül. Ugyanakkor ez a különleges kapcsolat csak a kölcsönösségen alapulhat.

 
  
MPphoto
 
 

  Richard Seeber (PPE-DE), schriftlich. Gestern und heute verbinden die EU und Russland eine gemeinsame Geschichte, starke wirtschaftliche und politische Kontakte sowie gemeinsame Traditionen. Die enge Zusammenarbeit hat sich durch die fortschreitende Globalisierung und den steigenden Bedarf der europäischen Staaten an fossilen Energieträgern weiter vertieft. Um die Versorgung im Energiebereich auch in Zukunft zu gewährleisten, setzten die EU-Mitgliedstaaten bereits seit den 90er Jahren auf eine verstärkte Kooperation in diesem Sektor.

Ein zentrales Instrument stellt in diesem Zusammenhang die Energiecharta dar. Dieser Vertrag dient einerseits dazu, das energiewirtschaftliche Potenzial osteuropäischer Länder fortzuentwickeln und andererseits die Energieversorgung der EU-Mitgliedstaaten weiterhin sicherzustellen. Die fehlende Ratifizierung der Energiecharta von Seiten Russlands ist im Lichte zunehmender Vermischung außenpolitischer und außenwirtschaftlicher Interessen mit Fragen der Energieversorgung besorgniserregend. In diesem Sinne dürfen die in der Grundrechtecharta niedergelegten Rechte auch in den Außenbeziehungen der EU nie zur Disposition stehen.

Wirtschaftliche Drohgebärden können im Lichte der starken wirtschaftlichen Interdependenz zwischen der EU und Russland niemals ein sinnvolles Mittel zur Erreichung außenpolitischer Ziele darstellen und sind daher abzulehnen. Ich fordere sowohl die Kommission als auch den Rat auf, sich russischen Versuchen zur Erlangung einseitiger Vorteile auf den europäischen Energiemärkten zu verweigern. Die volle Gegenseitigkeit bei der Marktöffnung und der Schutz der Investitionen müssen gewährleistet werden.

 
  
  

(Die Sitzung wird um 11.40 Uhr wegen der Verleihung des Lux-Preises unterbrochen und um 12.00 Uhr wieder aufgenommen.)

 
  
  

PRÉSIDENCE DE M. GÉRARD ONESTA
Vice-président

 
  
MPphoto
 
 

  Martin Schulz, im namen der PSE-Fraktion. – Herr Präsident! Ich habe eine Bitte an den Präsidenten des Hauses, nicht an Sie als amtierenden Präsidenten, sondern an den Präsidenten der Kammer.

Ich habe eine Bitte im Namen meiner Fraktion vorzutragen. Aber ich denke, ich trage diese Bitte im Namen aller demokratischen Fraktionen dieses Hauses vor. Es handelt sich nach meiner Einschätzung und nach der Einschätzung meiner Kolleginnen und Kollegen um einen so schwerwiegenden Vorgang, den ich Ihnen jetzt hier vortragen möchte, dass ich den Präsidenten Pöttering bitte, gegenüber den Personen, die ich hier nenne, aktiv zu werden.

In den letzten beiden Tagen ist es in Budapest zu schwerwiegenden Ausschreitungen gekommen. Das ist nichts Ungewöhnliches – Demonstrationen in europäischen Hauptstädten sind normal, auch gewalttätige Demonstrationen. Dagegen kann man sicherlich etwas haben, aber sie sind nicht zu verhindern. Aber das, was in den letzten Tagen in Budapest geschehen ist, ist eine neue Qualität. Ich möchte Ihnen sagen, warum.

Man kann über Ministerpräsident Gyurcsány denken wie man will. Man kann für ihn sein, man kann gegen ihn sein. Was nicht erlaubt ist, meine Damen und Herren …

(Heftige Unruhe im Saal.)

Man kann für Ministerpräsident Gyurcsány sein, oder man kann gegen ihn sein. Was nicht erlaubt ist, meine Damen und Herren – und ich verweise darauf, dass Sie genau hinschauen sollten, wer jetzt schon schreit –, was nicht erlaubt ist, ist, dass ein Ministerpräsident in dieser Europäischen Union bei Demonstrationen als „dreckiger Jude“ beschimpft wird. Das ist eine Qualität, die neu ist, aber sie ist eine Qualität der Faschisten, auf dieser Seite des Hauses.

(Anhaltender Beifall)

Ich wäre Ihnen dankbar, Herr Präsident, wenn Sie Herrn Pöttering bitten würden, die überwältigende Zustimmung des Hauses zu dem Tadel gegenüber diesen Leuten zum Ausdruck zu bringen.

(Die Versammlung erhebt sich und spendet dem Redner Beifall.)

 
  
MPphoto
 
 

  Le Président. – Merci beaucoup. Je pense que le message a été entendu mais il sera bien évidemment transmis.

 
  
MPphoto
 
 

  Graham Watson (ALDE). – Mr President, I rise on a completely different matter. I should just like to express, on behalf of many in my Group and I am sure of many others, our thanks to you for organising this presentation of the LUX Prize. It is the kind of thing we have not done as a Parliament before. It is the kind of thing we should do, and, as a former Swedish Prime Minister once said, ‘politicians would do well to go the cinema more often’.

(Applause)

 
  
MPphoto
 
 

  Le Président. – Merci, je suis très sensible à vos remarques.

Chers collègues, j'ai le plaisir de vous rappeler que nous célébrons aujourd'hui le 62e anniversaire de l'Organisation des Nations unies. Vous avez dû recevoir ces jours-ci, par courrier, une copie du message du Secrétaire général de l'ONU à cette occasion.

Je souhaite également vous informer du lancement officiel, aujourd'hui, au Parlement européen à Strasbourg, du rapport annuel sur la coopération entre l'Union européenne et l'ONU en matière de gestion des crises, de développement et de promotion de la démocratie et des libertés fondamentales. Ce geste témoigne de l'importance des relations entre nos institutions, de notre engagement commun en faveur du multilatéral et de l'intérêt que nous avons à œuvrer ensemble pour la paix et le bien-être de nos concitoyens.

 
  

(1)Siehe Protokoll.

Последно осъвременяване: 8 ноември 2007 г.Правна информация