ANEXO (Respostas escritas) - PERGUNTAS AO CONSELHO (Estas respostas são da exclusiva responsabilidade da Presidência em exercício do Conselho da União Europeia)
Depois de, em 2006, terem declarado "guerra" aos monumentos antifascistas, as autoridades da Estónia avançam agora com julgamentos contra antifascistas tais como o condecorado "herói da URSS" de 89 anos Arnold Meri, bem como contra quatro jovens membros da organização social que, em 2006, se opôs à retirada do monumento antifascista do centro da Tallin. Estes últimos denunciaram ter sido mal tratados depois da sua detenção e uma testemunha de acusação reconheceu perante o tribunal que as suas deposições iniciais foram obtidas sob a violência das forças de segurança da Estónia.
Qual a posição do Conselho face a estas acções provocatórias e sem precedentes das autoridades da Estónia? Que medidas irá tomar para por fim a este flagrante anticomunismo e anti sovietismo que conduz à legitimação dos nazis e à perseguição dos antifascistas?
A presente resposta, que foi elaborada pela Presidência e não vincula o Conselho nem os Estados-Membros, não foi apresentada oralmente durante o período de perguntas dirigidas ao Conselho da sessão do Parlamento Europeu de Junho de 2008, em Estrasburgo.
O Conselho sempre afirmou que os direitos humanos têm primazia. Está empenhado em prevenir e erradicar todas as formas de tratamento discriminatório e degradante e assim continuará no futuro.
Contudo, considera que os incidentes que o senhor deputado refere são da competência dos Estados-Membros. O Conselho não pode intervir num caso que está a ser tratado pelas autoridades judiciais de um Estado-Membro, nem pode levar a cabo uma investigação relativa à manutenção da ordem pública pelas autoridades de um Estado-Membro.
A Presidência acredita que a Estónia irá lidar com esta questão de acordo com os mais elevados padrões em matéria de direitos humanos.