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Eleições na República Democrática do Congo

Relações externas - 07-11-2006 - 15:29
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Eu voto e tu?

Eu voto e tu?

A delegação de eurodeputados que se deslocou à República Democrática do Congo para observar a segunda volta das eleições presidenciais acredita que este processo será um marco decisivo para o país, depois de décadas de ditadura e de uma guerra civil devastadora. De acordo com o eurodeputado alemão Jürgen Schröeder, que liderou a delegação do PE, "tudo decorreu muito melhor" do que previsto. Os resultados definitivos serão anunciados pelo Supremo Tribunal de Justiça até ao dia 30 de Novembro.

O objectivo da delegação composta por 9 eurodeputados foi "colaborar para que o povo congolês exercesse livremente o seu direito de voto", tal como sucedeu na primeira volta das eleições presidenciais e nas eleições legislativas de 30 de Julho. O eurodeputado alemão Jürgen Schröeder elogiou a "dignidade e a determinação" do povo congolês durante as eleições, bem como os 50.000 observadores nacionais e a missão de observadores enviada pela UE à República Democrática do Congo.
 
A "guerra mundial africana"
A República Democrática do Congo viveu uma guerra civil devastadora, na qual chegaram a estar envolvidos nove países africanos e 20 grupos armados. Esta guerra foi responsável por quatro milhões de mortos, terminou oficialmente em 2003 e foi descrita como "a guerra mundial africana". De acordo com a missão das Nações Unidas no país, todos os dias continuam a morrer mil pessoas em consequência do conflito. Uma das causas do caos que se verifica no país reside no contraste entre a sua riqueza natural e a pobreza em que vivem 80% dos 56 milhões de congoleses. Uma dificuldade acrescida consiste na sua diversidade étnica e na vasta extensão do território, equivalente à área abrangida pela Europa de Leste. Apesar das dimensões do país, apenas 480 km das estradas são asfaltadas.
 
A participação do Parlamento Europeu e da UE
Para ajudar o país a recuperar da situação difícil em que se encontra, a UE financiou a maior parte do processo eleitoral com 250 milhões de euros e enviou uma força militar, a EUROFOR, para garantir a paz e a estabilidade na região, que permanecerá no terreno juntamente com os 17.000 membros das forças de paz das Nações Unidas. O PE colaborará com o governo que vencer as eleições, através de diversas iniciativas, entre as quais o aumento dos fundos destinados a fortalecer a cooperação com os países em desenvolvimento.
 
O primeiro passo na transição para a democracia
As eleições são apenas o primeiro passo na transição do país para a democracia. Javier Solana, Alto Representante da União Europeia para a Politica Externa e Segurança Comum, felicitou o povo congolês pelo seu "compromisso com a paz e com a democracia" e incitou os políticos do país a respeitarem os resultados das eleições. Os resultados definitivos das eleições na República Democrática do Congo serão anunciados pelo Supremo Tribunal de Justiça até ao próximo dia 30 de Novembro.
 
REF.: 20061107STO12379