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"Não há meia liberdade": Buzek sobre os prisioneiros políticos cubanos

Direitos do Homem - 20-09-2010 - 10:47
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"O Parlamento Europeu exorta uma vez mais à libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros políticos e de consciência em Cuba", declarou o Presidente do PE, Jerzy Buzek, após uma reunião com quatro ex-prisioneiros políticos cubanos, em 14 de Setembro. "Não há meia liberdade. A liberdade não pode ser concedida em pequenas doses: o povo cubano deve desfrutar dos seus direitos humanos básicos, liberdades e solidariedade no seu próprio país, não no exílio."

Antonio Díaz Sánchez, Ricardo González Alfonso, Normando Hernández e Alejandro Gonzáles Raga, prisioneiros políticos recentemente libertados, estiveram no PE em 13-14 de Setembro para se encontrarem com o Presidente e relatar à Subcomissão dos Direitos do Homem o tempo que passaram na prisão. Instaram a UE a manter a actual linha política relativamente a Cuba, por não haver indícios de uma verdadeira mudança política e ainda haver centenas de prisioneiros atrás das grades.
 
"Libertar alguns prisioneiros e, depois, mandá-los para o exílio só em parte é uma medida positiva. Ainda há 115 prisioneiros políticos atrás das grades em Cuba", afirmou a presidente da comissão, Heidi Hautala.
 

Cuba

  • População: 11,2 milhões
  • Capital: Havana
  • Língua oficial: espanhol
  • Esperança de vida: 77 anos (homens), 81 anos (mulheres)
  • 1868: Independência da Espanha
  • Desde 1959, Cuba é um Estado comunista de partido único liderado por Fidel Castro; o seu irmão Raúl assumiu o poder em Fevereiro de 2008
  • Desde 1961: sob o embargo económico dos Estados‑Unidos
  • Em 2008, Cuba foi o segundo país do mundo com mais jornalistas presos, depois da China
Condições prisionais "horríveis"
 
Os dissidentes relataram aos deputados as "horríveis" condições prisionais: baratas, ratos, inexistência de água potável, visitas de familiares restritas e, mesmo, tortura. "Algumas pessoas morreram por falta de assistência médica," afirmou Normando Hernández.

González Alfonso afirmou: "O meu julgamento durou meio dia e não houve lugar a recurso".
 
O PE e Cuba
 
Em Março, o PE aprovou uma resolução sobre os prisioneiros políticos em Cuba na sequência da morte de Orlando Zapata, que protestara contra os abusos cometidos pelo governo, e apelou à libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros políticos e de consciência.
 
REF.: 20100910STO81935