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União para o Mediterrâneo: reforçar parlamentos da primavera árabe

Relações externas - 26-03-2012 - 14:45
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Reforçar as estruturas democráticas recém-eleitas na sequência da primavera árabe deve ser uma prioridade da Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo, defendeu o Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz , durante a primeira sessão plenária que reuniu deputados ao Parlamento Europeu e deputados nacionais dos parlamentos recém-eleitos.

A União para o Mediterrâneo é constituída pelos 27 Estados-Membros da União Europeia, Albânia, Argélia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Egito, Israel, Jordânia, Mauritânia, Mónaco, Montenegro, Marrocos, Autoridade Palestiniana, Síria, Tunísia e Turquia.


Durante o encontro, os participantes debateram a situação na Síria e possíveis formas de a ultrapassar pela via diplomática, o processo de paz no Médio Oriente, o apoio económico e político às democracias emergentes, e a eventual criação de um banco de Investimento Euro-Mediterrânico.


A Assembleia votou 10 resoluções sobre temas como o papel das mulheres nos processos de democratização, os desequilíbrios no desenvolvimento territorial, a gestão de resíduos e a criação de uma universidade euro-mediterrânica.


No final da reunião, o Presidente do Parlamento Europeu assumiu a presidência rotativa da assembleia, funções que exercerá durante um ano. "Os esforços desta Assembleia devem centrar-se no reforço do papel dos membros e parlamentos recém-eleitos, afirmou Schulz.

 
REF.: 20120322STO41643