apresentada na sequência de declarações do Conselho e da Comissão
nos termos do nº 2 do artigo 103º do Regimento
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por Hans-Gert Poettering e Elmar Brok, em nome do Grupo PPE-DE,
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Martin Schulz, em nome do Grupo PSE,
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Graham Watson, Annemie Neyts-Uyttebroeck e Jan Jerzy Kułakowski, em nome do Grupo ALDE,
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Daniel Marc Cohn-Bendit e Monica Frassoni, em nome do Grupo Verts/ALE,
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Jens-Peter Bonde, em nome do Grupo IND/DEM,
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Brian Crowley e Cristiana Muscardini, em nome do Grupo UEN
sobre o 60º Aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial, em 8 de Maio de 1945
Resolução do Parlamento Europeu sobre o 60º Aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial, em 8 de Maio de 1945
B6‑0290/2005/rev. 1
O Parlamento Europeu,
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Tendo em conta o nº 2 do artigo 103º do seu Regimento,
A.
Comemorando o aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial na Europa, em 8 de Maio de 1945, em consequência da capitulação da Alemanha nazi,
B.
Comemorando e lamentando todas as vítimas da tirania nazi,
C.
Comemorando, em particular, todas as vítimas do holocausto,
D.
Comemorando e lamentando todas as vítimas da guerra, de todos os lados, como uma tragédia europeia comum,
E.
Manifestando a sua gratidão a todos os que contribuíram para a libertação do nacional‑socialismo, um sistema inumano e tirânico, simbolizada por esse dia 8 de Maio de 1945,
F.
Prestando especial tributo a todas as forças aliadas que sacrificaram as suas vidas e às nações, nomeadamente os Estados Unidos, o Reino Unido, a União Soviética e outros Estados aliados, que participaram na guerra contra o nazismo e o fascismo, e manifestando a sua gratidão às nações que apoiaram fortemente o restabelecimento da liberdade e da democracia na maioria da parte ocidental do nosso continente,
G.
Recordando que, para algumas nações, o fim da 2ª Guerra Mundial implicou a renovação da tirania infligida pela União Soviética estalinista,
H.
Consciente da amplitude do sofrimento, da injustiça e da degradação social, política e económica das nações cativas situadas na parte oriental do que se tornou a cortina de ferro,
I.
Reconhecendo o sucesso das nações da Europa Central e Oriental no estabelecimento do Estado de direito e do respeito pelos direitos humanos, na sequência das suas revoluções democráticas, derrubando os regimes comunistas e libertando‑se a si próprias,
J.
Considerando que o sucesso do processo de integração europeia e da aliança transatlântica, assim como a paz e prosperidade que estas permitem, constitui uma resposta inevitável às lições extraídas dos infortúnios e erros passados,
1.
Salienta a importância de manter viva a memória do passado, na medida em que não pode haver reconciliação sem verdade e lembrança; salienta, simultaneamente, que só uma Europa forte pode oferecer uma solução para ultrapassar as atrocidades do passado;
2.
Manifesta o seu respeito e presta o seu tributo a todos quantos lutaram contra a tirania e, nomeadamente, aos que dela foram vítimas;
3.
Reitera o seu empenhamento por uma Europa pacífica e próspera, baseada nos valores do respeito pela dignidade humana, a liberdade, a democracia, a igualdade, o Estado de direito e os direitos humanos;
4.
Afirma a sua posição unida contra todos os regimes totalitários, qualquer que seja o seu fundamento ideológico;
5.
Congratula-se com esta primeira oportunidade para comemorar este aniversário com os membros eleitos de todos os 25 Estados‑Membros da União Europeia enquanto expressão de uma união cada vez mais estreita entre as nossas nações e cidadãos, que têm ultrapassado as divisões entre agressores e vítimas e entre vencedores e vencidos, e enquanto oportunidade para partilhar e combinar as nossas experiências sobre o caminho para uma verdadeira memória comum europeia;
6.
Congratula-se com o facto de os Estados e povos da Europa Central e Oriental poderem doravante fruir de liberdade e do direito a decidirem sobre os seus destinos, após tantas décadas sob dominação ou ocupação soviética ou de outras ditaduras comunistas; congratula‑se com a unificação alemã e com o facto de dez dos Estados da Europa Central e Oriental terem aderido ou virem a aderir em breve à União Europeia;
7.
Salienta que o processo de integração europeia contribuiu para depor quase todas as ditaduras do pós‑guerra no continente europeu, tanto nos países da Europa Central e Oriental, como em Espanha, em Portugal e na Grécia;
8.
Declara que o processo de integração europeia e o desenvolvimento futuro da União Europeia, enquanto modelo de paz, são o resultado da decisão livre de povos que decidem sobre os seus próprios destinos e um futuro partilhado;
9.
Declara que nenhum país tem o direito de decidir sobre o destino de outros países, como enunciado nos Acordos de Helsínquia;
10.
Solicita a todos os países que abram os arquivos de que dispõem sobre a 2ª Guerra Mundial;
11.
Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Comissão, aos parlamentos dos Estados-Membros, aos governos e parlamentos dos países candidatos, aos governos e parlamentos dos países associados à União Europeia, aos governos e parlamentos dos Membros do Conselho da Europa e ao Congresso dos Estados Unidos da América.