A Comissão Europeia lançou, no final de Junho, um «Registo dos representantes de interesses na Comissão» e solicitou às associações de consumidores que se nele se inscrevessem.
1. Como pode a Comissão explicar este pedido, quando essas associações não «representam interesses», tendo sim por objectivo primeiro aconselhar, informar e defender os seus associados?
2. Será que a Comissão não estabelece qualquer diferença entre os verdadeiros representantes de grupos de interesses (lobbyists) profissionais, incumbidos de influenciar as legislações em preparação e de conseguir que estas beneficiem financeira e comercialmente os seus patrões, e organizações não-governamentais (ONG) ao serviço dos cidadãos?
3. Pode a Comissão esclarecer quais seriam as vantagens concretas de as associações de consumidores constarem desse registo?
4. Até 18 de Setembro de 2008 só se tinham registado 338 representantes de interesses. Considera a Comissão que se trata de um êxito ou que a mensagem deveria ser mais clara?