Processo : 2016/0023(COD)
Ciclo de vida em sessão
Ciclo relativo ao documento : A8-0313/2016

Textos apresentados :

A8-0313/2016

Debates :

PV 13/03/2017 - 11
CRE 13/03/2017 - 11

Votação :

PV 14/03/2017 - 6.2
CRE 14/03/2017 - 6.2
Declarações de voto

Textos aprovados :

P8_TA(2017)0066

RELATÓRIO     ***I
PDF 913kWORD 125k
20.10.2016
PE 584.224v02-00 A8-0313/2016

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008

(COM(2016)0039 – C8-0021/2016 – 2016/0023(COD))

Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar

Relator: Stefan Eck

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU

sobre a proposta de regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008

(COM(2016)0039 – C8-0021/2016 – 2016/0023(COD))

(Processo legislativo ordinário: primeira leitura)

O Parlamento Europeu,

–  Tendo em conta a proposta da Comissão ao Parlamento e ao Conselho (COM(2016)0039),

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 2, o artigo 192.º, n.º 1, e o artigo 207.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nos termos dos quais a proposta lhe foi apresentada pela Comissão (C8-0021/2016),

–  Tendo em conta o parecer da Comissão dos Assuntos Jurídicos sobre a base jurídica proposta,

–  Tendo em conta o artigo 294.º, n.º 3, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

–  Tendo em conta o parecer do Comité Económico e Social Europeu, de 25 de maio de 2016(1),

–  Após consultar o Comité das Regiões,

–  Tendo em conta os artigos 59.º e 39.º do seu Regimento,

–  Tendo em conta o relatório da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar e o parecer da Comissão do Comércio Internacional (A8-0313/2016),

1.  Aprova a posição em primeira leitura que se segue;

2.  Requer à Comissão que lhe submeta de novo a sua proposta, se pretender alterá-la substancialmente ou substituí-la por um outro texto;

3.  Encarrega o seu Presidente de transmitir a posição do Parlamento ao Conselho e à Comissão, bem como aos parlamentos nacionais.

Alteração    1

Proposta de regulamento

Citação 1

Texto da Comissão

Alteração

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 192.º, n.º 1, e o artigo 207.º,

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nomeadamente o artigo 192.º, n.º 1,

Alteração    2

Proposta de regulamento

Considerando 1

Texto da Comissão

Alteração

(1)  O mercúrio é uma substância altamente tóxica que representa uma ameaça grave, a nível mundial, para a saúde humana - nomeadamente devido à presença de metilmercúrio no peixe e nos mariscos -, para os ecossistemas e para a vida selvagem. Devido à natureza transfronteiriça da poluição pelo mercúrio, entre 40 % e 80 % do total da deposição de mercúrio na União tem origem no exterior da União, justificando, por isso, uma ação a nível local, regional, nacional e internacional.

(1)  O mercúrio é uma substância altamente tóxica que representa uma ameaça grave, a nível mundial, para a saúde humana - nomeadamente devido à presença de metilmercúrio no peixe e nos mariscos -, para os ecossistemas e para a vida selvagem. A exposição ao mercúrio em níveis elevados pode causar danos ao cérebro, ao coração, aos rins, aos pulmões e ao sistema imunitário de pessoas de todas as idades. Elevados níveis de metilmercúrio na corrente sanguínea de fetos e crianças podem causar danos ao sistema nervoso em desenvolvimento, diminuindo a capacidade de raciocínio e de aprendizagem das crianças e reduzindo potencialmente o seu QI. O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluem o mercúrio entre os «dez produtos químicos que suscitam maior preocupação a nível da saúde pública». É necessário, por conseguinte, introduzir medidas sobre o mercúrio e as condições da sua utilização.

Justificação

Vide US EPA 2014 e http://www.who.int/ipcs/assessment/public_health/chemicals_phc/en/

Alteração    3

Proposta de regulamento

Considerando 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(1-A)  A utilização do mercúrio nos processos de produção deve ser gradualmente eliminada, devendo, para o efeito, ser dados incentivos para a investigação de substâncias alternativas ao mercúrio, que sejam inócuas ou, em qualquer caso, menos perigosas para o ambiente e a saúde.

Alteração    4

Proposta de regulamento

Considerando 1-B (novo)

 

Texto da Comissão

Alteração

 

(1-B)  Devido à natureza transfronteiriça da poluição pelo mercúrio, entre 40 % e 80 % dos depósitos totais de mercúrio na União têm origem no exterior da União, enquanto 70 % dos sítios contaminados com mercúrio se concentram nas regiões industriais da Europa e da América do Norte; e, por conseguinte, é necessário tomar medidas a nível local, regional, nacional e internacional.

Alteração    5

Proposta de regulamento

Considerando 2

Texto da Comissão

Alteração

(2)  A maioria das emissões de mercúrio e dos respetivos riscos de exposição resultam de atividades antropogénicas como a mineração primária e o processamento do de mercúrio, a utilização de mercúrio em produtos, em processos industriais e na mineração aurífera artesanal e em pequena escala, as emissões de mercúrio provenientes, nomeadamente, da combustão de carvão e a gestão dos resíduos de mercúrio.

(2)  A maioria das emissões de mercúrio e dos respetivos riscos de exposição resultam de atividades antropogénicas como a mineração primária e o processamento de mercúrio, a utilização de mercúrio em produtos, em processos industriais e na mineração aurífera artesanal e em pequena escala, os sítios contaminados, as emissões de mercúrio provenientes, nomeadamente, da combustão de carvão e a gestão dos resíduos de mercúrio. A queima de combustíveis fósseis em centrais e caldeiras industriais, juntamente com o aquecimento doméstico, é responsável por quase metade das emissões mundiais de mercúrio. Por conseguinte, a transição para a produção de energias renováveis, juntamente com a adoção de medidas para aumentar a eficiência energética devem ser aceleradas, por forma a reduzir substancialmente a libertação de mercúrio na atmosfera.

Alteração    6

Proposta de regulamento

Considerando 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(3-A)  O Registo Europeu das Emissões e Transferências de Poluentes (E-PRTR), criado pelo Regulamento (CE) n.º 166/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho1-A, tem como objetivo facultar às autoridades competentes, aos decisores políticos, aos cientistas e ao público em geral uma base de dados coerente e à escala da União Europeia sobre as emissões e as transferências do setor industrial, que abranja também o mercúrio. Os utilizadores têm acesso a informação sobre as emissões e transferências das instalações industriais situadas na sua proximidade ou no seu país, que podem ser comparadas com outras instalações em toda a União. Esse acesso aos dados pode assegurar uma participação real dos cidadãos nos assuntos ambientais. O E-PRTR contribui para uma maior transparência, devendo esta ferramenta já existente de rastreio dos poluentes ser alargada aos fluxos de resíduos de mercúrio, de forma a minimizar o risco de fraude e melhorar o controlo das transferências de mercúrio nos resíduos.

 

__________________

 

1-A Regulamento (CE) n.º 166/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de janeiro de 2006, relativo à criação do Registo Europeu das Emissões e Transferências de Poluentes e que altera as Diretivas 91/689/CEE e 96/61/CE do Conselho (JO L 33 de 4.2.2006, p. 1).

Justificação

A utilização do E-PRTR irá minimizar o risco de fraude e contribuirá para a visão global que esperamos obter com a nosso pedido de um inventário à escala da União Europeia.

Alteração    7

Proposta de regulamento

Considerando 5

Texto da Comissão

Alteração

(5)  Nos últimos 10 anos, registaram-se na União progressos significativos no domínio da gestão do mercúrio, na sequência da adoção da Estratégia e de uma vasta gama de medidas respeitantes às emissões, à oferta, à procura e à utilização de mercúrio, bem como à gestão dos excedentes e das existências de mercúrio.

(5)  Nos últimos 10 anos, registaram-se na União progressos significativos no domínio da gestão do mercúrio, na sequência da adoção da Estratégia e de uma vasta gama de medidas respeitantes às emissões, à oferta, à procura e à utilização de mercúrio, bem como à gestão dos excedentes e das existências de mercúrio. No entanto, são necessárias medidas adicionais, dado que atualmente se estima que a procura de mercúrio por parte do mercado seja de 260-400 toneladas métricas por ano e, mesmo após o prazo previsto para a eliminação do uso de mercúrio na indústria do cloro e álcalis, em 2017, calcula-se que a procura de mercúrio no período de 2025-2030 seja de 40-220 toneladas métricas por ano. É necessário, por conseguinte, dar especial atenção à aplicação plena do presente regulamento, em conformidade com as regras aplicáveis.

Justificação

Vide documento de trabalho dos serviços da Comissão (SWD), avaliação de impacto que acompanha a presente proposta, 2016 final, p. 26/ 186.

Alteração    8

Proposta de regulamento

Considerando 6

Texto da Comissão

Alteração

(6)  A estratégia estabelece que a negociação e a conclusão de um instrumento internacional juridicamente vinculativo devem ser prioritárias, uma vez que a ação da União não pode, por si só, garantir a proteção eficaz dos cidadãos desta contra os efeitos negativos do mercúrio para a saúde.

(6)  Para além da estratégia, que estabelece que a negociação e a conclusão de um instrumento internacional juridicamente vinculativo devem ser prioritárias, a União deve procurar distinguir-se entre os seus parceiros mundiais como um exemplo de excelência, a fim de garantir uma proteção verdadeiramente eficaz dos seus cidadãos contra os efeitos negativos do mercúrio para a saúde, sendo um exemplo de práticas de excelência para todas as Partes na Convenção de Minamata sobre o Mercúrio.

Alteração    9

Proposta de regulamento

Considerando 6-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(6-A)  Com vista a refletir o atual conhecimento científico sobre os riscos associados ao metilmercúrio, a Comissão deve avaliar as atuais doses consideradas não prejudiciais para a saúde e estabelecer novos valores de referência do mercúrio não prejudiciais para a saúde, quando proceder ao reexame do presente regulamento.

Alteração    10

Proposta de regulamento

Considerando 8

Texto da Comissão

Alteração

(8)  A rápida ratificação da Convenção pela União e os seus Estados-Membros incentivarão os principais utilizadores e emissores de mercúrio a nível mundial que são signatários da Convenção a ratificá-la e aplicá-la.

(8)  A rápida ratificação da Convenção pela União e os seus Estados-Membros incentivarão os principais utilizadores e emissores de mercúrio a nível mundial que são signatários da Convenção a ratificá-la e aplicá-la. A adoção de outras medidas pela União, indo além do exigido pela Convenção, indicaria o caminho a seguir, como no caso do Regulamento (CE) n.º 1102/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho1-A, para a promoção de produtos e processos sem recurso a mercúrio.

 

_____________________

 

1-A  Regulamento (CE) n.º 1102/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2008, sobre a proibição da exportação de mercúrio metálico e de determinados compostos e misturas de mercúrio e o armazenamento seguro de mercúrio metálico (JO L 304 de 14.11.2008, p. 75).

Alteração    11

Proposta de regulamento

Considerando 9

Texto da Comissão

Alteração

(9)  Dado que o direito da UE contém já muitas das obrigações da Convenção, o presente regulamento deve estabelecer apenas disposições que complementem o acervo da União e que sejam necessárias para assegurar o seu pleno alinhamento com a Convenção e, por conseguinte, para permitir que a União e os seus Estados-Membros a ratifiquem e apliquem.

(9)  Dado que o direito da UE contém já muitas das obrigações da Convenção, o presente regulamento deve estabelecer prioritariamente disposições que complementem o acervo da União e que sejam necessárias para assegurar o seu pleno alinhamento com a Convenção e, por conseguinte, para permitir que a União e os seus Estados-Membros a ratifiquem e apliquem. O presente regulamento deve igualmente estabelecer novas disposições que vão além da Convenção, em consonância com a Estratégia e a legislação da União em matéria de ambiente e proteção da saúde humana, em particular no domínio dos resíduos.

Justificação

O novo regulamento não deve limitar-se a adaptar a legislação da União à Convenção. Em muitos aspetos propostos pela Convenção, a União tem condições para avançar mais rapidamente, estabelecendo assim as bases sobre as quais a Convenção pode, no futuro, evoluir.

Alteração    12

Proposta de regulamento

Considerando 9-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(9-A)  Nos termos da Convenção, os Estados-Membros são considerados países desenvolvidos, e a União é não só avançada na sua legislação como também possui tecnologias alternativas disponíveis; por conseguinte, a União deve adotar o máximo de opções e medidas propostas e previstas pela Convenção, com vista a definir uma orientação ambiciosa para todas as Partes na Convenção.

Alteração  13

Proposta de regulamento

Considerando 9-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(9-B)    Devem poder ser adotadas medidas suplementares a nível da União, com um nível de ambição superior ao da Convenção, desde que permitam reduzir os efeitos nocivos do mercúrio de forma eficiente e eficaz, em conformidade com os últimos avanços científicos. A título de exemplo, a União deve encorajar a utilização do mercúrio reciclado para fins industriais.

Justificação

Para reduzir a produção de mercúrio em todo o mundo e para transmitir um sinal positivo, convém encorajar a reciclagem e a utilização de mercúrio reciclado na União.

Alteração    14

Proposta de regulamento

Considerando 10

Texto da Comissão

Alteração

(10)  A proibição de exportação de mercúrio estabelecida no Regulamento (CE) n.º 1102/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho39 deve ser complementada por restrições à importação de mercúrio consoante a origem, a utilização prevista e o local de origem deste. As autoridades nacionais designadas em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho40 devem desempenhar as funções administrativas relacionadas com a aplicação das referidas restrições.

(10)  A proibição de exportação de mercúrio estabelecida no Regulamento (CE) n.º 1102/2008 deve ser complementada por uma proibição da importação de mercúrio para fins diferentes da sua eliminação enquanto resíduo. Esta derrogação para o mercúrio importado para fins de eliminação enquanto resíduo deve ser aplicável até 31 de dezembro de 2027. Entretanto, a Comissão, em colaboração com os Estados-Membros e os atores relevantes, deve promover e favorecer o reforço das capacidades dos países terceiros no domínio do tratamento de mercúrio. As autoridades nacionais designadas em conformidade com o Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho40 devem desempenhar as funções administrativas relacionadas com a aplicação das referidas medidas de proibição.

__________________

__________________

39  Regulamento (CE) n.º 1102/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2008, sobre a proibição da exportação de mercúrio metálico e de determinados compostos e misturas de mercúrio e o armazenamento seguro de mercúrio metálico (JO L 304 de 14.11.2008, p. 75).

 

40  Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativo à exportação e importação de produtos químicos perigosos (JO L 201 de 27.7.2012, p. 60).

40  Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativo à exportação e importação de produtos químicos perigosos (JO L 201 de 27.7.2012, p. 60).

Alteração    15

Proposta de regulamento

Considerando 11

Texto da Comissão

Alteração

(11)  Deve proibir-se a exportação, a importação e o fabrico de vários produtos com mercúrio adicionado que representam uma quota significativa da utilização de mercúrio e de compostos de mercúrio na União e a nível mundial.

(11)  A exportação, a importação e o fabrico de vários produtos com mercúrio adicionado que não respeitem os limites estabelecidos pela legislação da União devem ser gradualmente extintos, tendo como objetivo último, a curto prazo proibir todos os produtos que contêm mercúrio adicionado intencionalmente; entretanto, a continuação da sua utilização deve ser rigorosamente acompanhada e respeitar as condições previstas nos artigos 3.º e 4.º do presente regulamento.

Alteração    16

Proposta de regulamento

Considerando 12

Texto da Comissão

Alteração

(12)  O presente regulamento deve, pois, ter uma dupla base jurídica, designadamente os artigos 192.º, n.º 1, e 207.º do TFUE, dado que visa proteger o ambiente e a saúde humana e assegurar a uniformidade no que diz respeito aos seus aspetos comerciais, através da proibição da exportação e da importação e da imposição de restrições ao mercúrio, aos compostos de mercúrio e aos produtos que contêm mercúrio adicionado.

Suprimido

Alteração    17

Proposta de regulamento

Considerando 12-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(12-A)  Para reduzir a importação de mercúrio e o armazenamento de resíduos de mercúrio estabilizados ou parcialmente estabilizados, a utilização de mercúrio proveniente de reciclagem deve ser incentivada, sempre que possível.

Alteração    18

Proposta de regulamento

Considerando 13-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(13-A)  Em conformidade com o artigo 193.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), o presente regulamento não pode impedir os Estados-Membros de manterem ou introduzirem medidas de proteção mais rigorosas, desde que essas medidas sejam compatíveis com os Tratados e sejam notificadas à Comissão.

Alteração    19

Proposta de regulamento

Considerando 13-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(13-B)   O presente regulamento visa proteger a saúde humana. Por conseguinte, ele não pode impedir a exportação, a importação e o fabrico de produtos médicos homeopáticos, desde que estes proporcionem benefícios significativos para a saúde e não existam substâncias ativas sem mercúrio disponíveis em alternativa. Os medicamentos antroposóficos descritos numa farmacopeia oficial e preparados segundo um método homeopático devem ser equiparados, para efeitos do presente regulamento, a medicamentos homeopáticos.

Alteração    20

Proposta de regulamento

Considerando 14

Texto da Comissão

Alteração

(14)  Na ausência de processos de produção adequados sem recurso a mercúrio, importa estabelecer condições operacionais para a produção de metóxido ou etóxido de sódio ou de potássio que impliquem a utilização de mercúrio.

(14)  A produção de alcoolatos com a utilização de mercúrio como elétrodo deve ser gradualmente eliminada e substituída o mais rapidamente possível por processos de produção viáveis sem recurso a mercúrio. Na ausência de processos de produção adequados de metóxido ou etóxido de potássio sem recurso a mercúrio, o prazo para a sua eliminação gradual deve ser mais longo. Para que a indústria possa fazer os seus investimentos com a antecedência suficiente, importa fixar o mais rapidamente possível uma data para a proibição do recurso ao mercúrio na produção de metóxido ou etóxido de sódio ou de potássio.

Alteração    21

Proposta de regulamento

Considerando 15

Texto da Comissão

Alteração

(15)  O fabrico e a colocação no mercado de novos produtos com mercúrio adicionado e a adoção de novos processos de fabrico à base de mercúrio aumentaria a utilização de mercúrio e de compostos de mercúrio, bem como as emissões de mercúrio na União. Estas novas atividades devem, por conseguinte, ser proibidas, a menos que uma avaliação demonstre que as utilizações em causa proporcionariam benefícios significativos para o ambiente e a saúde e que não existem produtos alternativos sem mercúrio, técnica e economicamente viáveis, que proporcionem tais benefícios.

(15)   O fabrico e a colocação no mercado de novos produtos com mercúrio adicionado e a adoção de novos processos de fabrico à base de mercúrio aumentaria a utilização de mercúrio e de compostos de mercúrio, bem como as emissões de mercúrio na União. Estas novas atividades devem, por conseguinte, ser proibidas, a menos que uma avaliação dos riscos e benefícios demonstre que as utilizações em causa proporcionariam benefícios líquidos significativos para o ambiente e a saúde e que não existem produtos alternativos sem mercúrio, tecnicamente viáveis, que proporcionem tais benefícios.

Alteração    22

Proposta de regulamento

Considerando 16

Texto da Comissão

Alteração

(16)  A utilização de mercúrio e de compostos de mercúrio na mineração aurífera artesanal e em pequena escala representa uma quota significativa da utilização e das emissões de mercúrio a nível mundial, devendo, por isso, ser regulamentada.

(16)  A utilização de mercúrio e de compostos de mercúrio na mineração aurífera artesanal e em pequena escala representa uma quota significativa da utilização e das emissões de mercúrio a nível mundial, com efeitos negativos quer para as comunidades locais quer a nível mundial, devendo, por isso, ser eliminada na União e regulamentada a nível internacional. Estima-se que a mineração aurífera em pequena escala seja praticada em 77 países. A mineração em pequena escala representa entre 20 e 30 % da totalidade da mineração aurífera a nível mundial. No quadro da Convenção, a União deve incentivar todas as outras Partes a cooperarem, com o objetivo de acompanhar atentamente, através da elaboração de relatórios exatos e rigorosos sobre as atividades de exportação e importação, o comércio de excedentes de mercúrio destinados a serem utilizados para a mineração aurífera artesanal e em pequena escala, e de proceder ao rastreio do transporte de mercúrio nos resíduos.

Alteração    23

Proposta de regulamento

Considerando 16-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(16-A)  É essencial que os resíduos de mercúrio sejam rastreáveis, de modo a garantir o seu tratamento e eliminação adequados e impedir a sua utilização ilegal. Um sistema eficaz de rastreabilidade ao longo da cadeia de gestão dos resíduos de mercúrio deve, pois, ser estabelecido a nível da União.

Alteração    24

Proposta de regulamento

Considerando 16-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(16-B)  Os Estados-Membros e a União devem procurar reduzir o impacto das atividades de mineração aurífera artesanal e em pequena escala que utilizam mercúrio sobre o homem e o ambiente Ao desenvolverem soluções políticas para esta questão, a União e os Estados-Membros devem ter em conta o papel da pobreza como causa das atividades de mineração aurífera artesanal e em pequena escala. Os Estados-Membros devem, por conseguinte, ter como objetivo desenvolver alternativas económicas para as atividades de mineração aurífera artesanal e em pequena escala. Além disso, a União deve empenhar-se firmemente na cooperação e na prestação de assistência técnica às outras Partes na Convenção.

Alteração    25

Proposta de regulamento

Considerando 16-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(16-C)  Ao desenvolverem soluções políticas para o problema da utilização de mercúrio na mineração aurífera artesanal e em pequena escala, os Estados‑Membros devem ter como objetivo, em paralelo com a sua atenção aos fatores económicos e sociais, proteger as comunidades das estruturas criminosas envolvidas na mineração aurífera artesanal e em pequena escala e desenvolver soluções para combater as atividades de mineração ilegal em geral.

Alteração    26

Proposta de regulamento

Considerando 16-D (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(16-D)  Os Estados-Membros que têm atividades de mineração aurífera artesanal e em pequena escala nas quais é utilizado mercúrio no seu território, devem elaborar um plano de ação nacional, como é também obrigatório nos termos do artigo 7.º, n.º 3, da Convenção.

Alteração    27

Proposta de regulamento

Considerando 16-E (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(16-E)  Por forma a chamar a atenção para o problema da utilização de mercúrio na mineração aurífera artesanal e em pequena escala e permitir que os consumidores tomem as suas decisões com conhecimento de causa, ao adquirirem produtos de ouro, a União deve tomar as medidas necessárias com vista a promover, junto das outras Partes na Convenção, a criação de um sistema de rotulagem de ouro extraído sem recurso à utilização de mercúrio.

Alteração    28

Proposta de regulamento

Considerando 16-F (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(16-F)   A utilização e o transporte de mercúrio envolvem riscos para a saúde e o ambiente. A fim de efetuar o rastreio da utilização de mercúrio nas atividades de mineração aurífera artesanal e em pequena escala, a Comissão deve incentivar as Partes na Convenção a criar um mecanismo de rastreio a nível mundial. A Comissão deve utilizar o E‑PRTR como modelo para este novo mecanismo de rastreio, no que se refere ao seu desempenho e eficácia.

Alteração    29

Proposta de regulamento

Considerando 17

Texto da Comissão

Alteração

(17) A utilização de amálgamas dentárias na forma de cápsulas e a execução de separadores de amálgama deve ser tornada obrigatória para proteger os dentistas e os doentes da exposição ao mercúrio, bem como para garantir que os resíduos de mercúrio resultantes não são libertados para o ambiente, mas recolhidos e sujeitos a uma boa gestão de resíduos. Dada a dimensão das empresas do setor da medicina dentária afetadas por esta alteração, importa fixar um prazo suficiente para se adaptarem à nova disposição.

(17)  Até à eliminação completa do uso de mercúrio em medicina dentária, a utilização de amálgamas dentárias na forma de cápsulas e a execução de separadores de amálgama, que são já correntes na União, com um nível mínimo de eficiência de retenção, deve ser tornada obrigatória para proteger os dentistas e os doentes da exposição ao mercúrio, bem como para garantir que os resíduos de mercúrio resultantes não são, em nenhuma circunstância, libertados para o ambiente, mas recolhidos e sujeitos a uma boa gestão de resíduos nos termos da lei. Para assegurar a eficácia dos separadores de amálgama, devem ser garantidos requisitos mínimos a nível da União em matéria do desempenho do equipamento e da gestão efetuada pelos dentistas dos resíduos de amálgamas, bem como no que respeita à formação dos dentistas. A fim de proteger os dentistas, os doentes e o ambiente da exposição ao mercúrio, a utilização de amálgamas dentárias deve ser gradualmente eliminada na União, como acontece já em vários países europeus.

Alteração    30

Proposta de regulamento

Considerando 17-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(17-A)  A informação e a educação sobre a saúde buco-dentária são a maneira mais eficaz de prevenir as cáries e a deterioração dentárias e, consequentemente, de reduzir o recurso a restaurações dentárias, como a amálgama dentária. Os Estados-Membros devem promover a saúde buco-dentária, por exemplo estabelecendo objetivos nacionais.

Alteração    31

Proposta de regulamento

Considerando 17-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(17-B)   As Partes na Convenção comprometeram-se a tomar medidas com vista a encorajar as organizações profissionais e as escolas de medicina dentária a educarem e formarem os profissionais e estudantes de medicina dentária na utilização de alternativas de restauração dentária sem mercúrio e a promoverem as boas práticas de gestão; estas medidas devem ser tidas em conta aquando da avaliação da Diretiva 2005/36/CE do Parlamento Europeu e do Conselho1-A.

 

__________________

 

1-A Diretiva 2005/36/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 7 de setembro de 2005, relativa ao reconhecimento das qualificações profissionais (JO L 255 de 30.9.2005, p. 22).

Alteração    32

Proposta de regulamento

Considerando 17-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(17-C)  Os Estados-Membros devem ser convidados a apoiar a formação de estudantes e dentistas na utilização de alternativas isentas de mercúrio, em particular para grupos de pessoas vulneráveis como as grávidas e as crianças, e a incentivar a investigação e inovação no domínio da saúde buco-dentária, a fim de melhorar o conhecimento sobre os materiais e as técnicas de restauração existentes e desenvolver novos materiais.

Justificação

A investigação sobre os materiais de restauração deveria ser encorajada, nomeadamente no que diz respeito aos novos materiais, sobre os quais os conhecimentos ainda são limitados, não permitindo uma análise completa dos riscos. Esta medida faz parte das recomendações da Convenção.

Alteração    33

Proposta de regulamento

Considerando 18

 

Texto da Comissão

Alteração

(18)   A maioria dos critérios estabelecidos na Diretiva 1999/31/CE do Conselho41 para o armazenamento temporário de resíduos de mercúrio deve aplicar-se ao armazenamento permanente de resíduos de mercúrio em instalações de armazenagem subterrânea. A aplicabilidade de alguns destes critérios deve depender das características específicas de cada instalação de armazenamento subterrâneo, definidas pelas autoridades competentes dos Estados-Membros responsáveis pela aplicação da Diretiva 1999/31/CE.

(18)  Devido às propriedades perigosas do mercúrio, ao seu elevado valor de mercado e ao seu volume compacto, que o tornam muito atrativo para uma aquisição no mercado negro, os critérios para o seu armazenamento temporário devem ser diferentes dos critérios para a sua eliminação permanente. A fim de assegurar a sua eliminação segura a longo prazo, a eliminação permanente de mercúrio metálico deve ser proibida, devendo ser transformado em sulfureto de mercúrio na sua forma mais irreversível, antes da sua eliminação permanente. Se após a conversão do mercúrio em sulfureto de mercúrio, os resíduos de mercúrio forem tão seguros como após a solidificação, não é necessário nenhum outro tratamento ulterior. Tal garante também a sua não disponibilidade enquanto produto primário. Até 2017, as previsões apontam para que sejam geradas mais de 6000 toneladas métricas de resíduos de mercúrio metálico na União, sobretudo em resultado do desmantelamento obrigatório das células de mercúrio na indústria do cloro e álcalis, em conformidade com a Decisão de Execução 2013/732/UE da Comissão41-A. Tendo em conta a limitada capacidade disponível para a transformação dos resíduos de mercúrio líquido, o armazenamento temporário de resíduos de mercúrio líquido deve ser permitido ao abrigo do presente regulamento, por um período suficiente para garantir a transformação de todos os resíduos gerados, mas apenas em instalações de superfície.

__________________

__________________

41 Diretiva 1999/31/CE do Conselho, de 26 de abril de 1999, relativa à deposição de resíduos em aterros (JO L 182 de 16.7.1999, p. 1).

 

 

41-A Decisão de Execução 2013/732/UE da Comissão, de 9 de dezembro de 2013, que estabelece as conclusões sobre as melhores técnicas disponíveis (MTD) para a produção de cloro e álcalis nos termos da Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho relativa às emissões industriais (JO L 332 de 11.12.2013, p. 34).

Alteração  34

Proposta de regulamento

Considerando 18-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(18-A)  A eliminação permanente de mercúrio metálico considerado resíduo sem tratamento prévio deve ser excluída, em razão dos riscos associados a tal eliminação, visto tratar-se de uma substância extremamente perigosa no estado líquido. Antes da eliminação permanente dos resíduos de mercúrio, devem ser efetuadas as operações relevantes para os converter em sulfureto de mercúrio e solidificar os resíduos, a fim de reduzir estes riscos, em conformidade com o disposto no artigo 6.º da Diretiva 1999/31/CE. A eliminação permanente de resíduos de mercúrio deve ser permitida apenas após a sua conversão em sulfureto de mercúrio e a solidificação dos resíduos.

Justificação

O mercúrio metálico apresenta-se no estado líquido, o que implica riscos acrescidos na sua gestão como resíduo em comparação com o estado sólido. A Diretiva 1999/31/CE proíbe a deposição de resíduos líquidos em aterros. Por analogia e devido à sua perigosidade, o mesmo deve aplicar-se aos resíduos de mercúrio. A fim de minimizar os riscos, o armazenamento permanente deve ser permitido apenas quando os resíduos de mercúrio tenham sido previamente submetidos a tratamento de estabilização e solidificação.

Alteração    35

Proposta de regulamento

Considerando 18-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(18-B)  Os sítios contaminados contribuem para a remobilização, reemissão e libertação de mercúrio para o ar, o solo e a água. Na ausência de informação completa sobre os sítios contaminados abandonados, é necessário proceder à elaboração de um inventário, assim como de diretrizes para a gestão de todos os sítios contaminados na União. Para permitir esse procedimento, o poder de adotar atos nos termos do artigo 290.º do TFUE deve ser delegado na Comissão, no que diz respeito à definição de métodos e abordagens para uma gestão ecologicamente sustentável e para a remediação dos sítios contaminados por mercúrio ou por compostos de mercúrio, em conformidade com o princípio do poluidor-pagador, sempre que possível.

Alteração    36

Proposta de regulamento

Considerando 18-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(18-C)  Deve ser proibido qualquer tipo de incineração de resíduos de mercúrio, dado que tal é incompatível com a gestão ambientalmente correta dos resíduos de mercúrio.

Alteração    37

Proposta de regulamento

Considerando 19-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

(19-A)  A fim de permitir a adaptação à inovação e ao progresso tecnológico mais recentes, o poder de adotar atos nos termos do artigo 290.º do TFUE deve ser delegado na Comissão, no que diz respeito à proibição ou autorização de novos produtos e processos com recurso a mercúrio.

Alteração    38

Proposta de regulamento

Considerando 20

Texto da Comissão

Alteração

(20)  A fim de assegurar condições uniformes para a aplicação do presente regulamento no que respeita à proibição ou autorização de novos produtos e processos que utilizem mercúrio, bem como às obrigações em matéria de apresentação de relatórios, devem ser atribuídas competências de execução à Comissão. Essas competências devem ser exercidas em conformidade com o disposto no Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho42.

Suprimido

__________________

 

42 Regulamento (UE) n.º 182/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de fevereiro de 2011, que estabelece as regras e os princípios gerais relativos aos mecanismos de controlo pelos Estados-Membros do exercício das competências de execução pela Comissão (JO L 55 de 28.2.2011, p. 13).

 

Alteração    39

Proposta de regulamento

Artigo 1 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

O presente regulamento estabelece medidas e condições relativas ao comércio, ao fabrico, à utilização e à armazenagem provisória de mercúrio, compostos e misturas de mercúrio, produtos com mercúrio adicionado e à gestão dos resíduos de mercúrio.

O presente regulamento estabelece medidas e condições relativas ao comércio, ao fabrico, à utilização e à armazenagem de mercúrio, compostos e misturas de mercúrio, produtos com mercúrio adicionado e à gestão dos resíduos de mercúrio, de forma a assegurar um elevado nível de proteção da saúde humana e animal e do ambiente contra o mercúrio. Quando adequado, os Estados‑Membros podem aplicar requisitos mais rigorosos do que os estabelecidos no presente regulamento.

Alteração  40

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  «composto de mercúrio», qualquer substância constituída por átomos de mercúrio e por um ou mais átomos de outros elementos químicos, que possa ser separada em diferentes componentes apenas por meio de reações químicas;

Alteração    41

Proposta de regulamento

Artigo 2 – parágrafo 1 – ponto 6-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

6-A.  «armazenamento temporário», o armazenamento de mercúrio ou de compostos de mercúrio definidos como resíduos, por um período limitado, antes de serem convertidos em sulfureto de mercúrio, com a melhor tecnologia disponível, e solidificados, e antes da sua eliminação permanente;

Alteração    42

Proposta de regulamento

Artigo 3 – n.º 1 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

O disposto no primeiro parágrafo não se aplica à exportação dos compostos de mercúrio constantes do anexo I que se destinem a investigação à escala laboratorial.

O disposto no primeiro parágrafo não se aplica à exportação dos compostos de mercúrio constantes do anexo I que se destinem a investigação à escala laboratorial nem quando estes compostos são utilizados como substâncias ativas para o fabrico de medicamentos homeopáticos, na aceção do artigo 1.º, n.º 5, da Diretiva 2001/83/CE do Parlamento Europeu e do Conselho1-A.

 

__________________

 

1-A Diretiva 2001/83/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de novembro de 2001, que estabelece um código comunitário relativo aos medicamentos para uso humano (JO L 311 de 28.11.2001, p. 67).

Alteração    43

Proposta de regulamento

Artigo 4 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  É proibida a importação de mercúrio e de misturas constantes do anexo I para utilizações diversas da eliminação como resíduos.

1.  É proibida a importação de mercúrio e de compostos e misturas de mercúrio constantes do anexo I.

 

O primeiro parágrafo não é aplicável à importação de compostos de mercúrio constantes do anexo I, quando estes compostos são utilizados como substâncias ativas para o fabrico de medicamentos homeopáticos, na aceção do artigo 1.º, n.º 5, da Diretiva 2001/83/CE.

Em derrogação ao disposto no primeiro parágrafo, a importação é permitida em qualquer dos seguintes casos:

Em derrogação ao disposto no primeiro parágrafo, a importação de mercúrio e de compostos e misturas de mercúrio constantes do anexo I para a sua eliminação como resíduos é autorizada até 31 de dezembro de 2027. A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 17.º, com vista a alterar o presente regulamento, prorrogando a presente derrogação, tendo em conta as conclusões do relatório referido no n.º 5.

  o país de exportação é Parte na Convenção e o mercúrio exportado não provém da mineração primária de mercúrio, nos termos do artigo 3.º, n.os 3 e 4, da Convenção;

A Comissão, em colaboração com os Estados-Membros e os atores relevantes, deve promover e favorecer o desenvolvimento, a transferência, a difusão e o acesso a tecnologias alternativas modernas, ambientalmente corretas pelos países em desenvolvimento que são Partes na Convenção, em particular os países menos desenvolvidos. A Comissão deve identificar os meios técnicos e financeiros necessários para contribuir para o reforço das capacidades e a transferência de assistência técnica e tecnologia, em cumprimento das obrigações decorrentes da Convenção, em relação a todos os domínios e fases do tratamento do mercúrio, incluindo a sua eliminação como resíduo.

  o país de exportação não é Parte na Convenção e certificou que o mercúrio não provém da mineração primária de mercúrio nem da indústria do cloro e álcalis, e o Estado-Membro importador não emitiu uma autorização de importação por escrito.

Até 1 de janeiro de 2026, a Comissão deve apresentar um relatório de execução e viabilidade que avalie o reforço das capacidades e a assistência técnica levados a cabo pela União, pelos seus Estados-Membros e pelos atores relevantes em favor dos países terceiros e que avalie se a situação nas várias regiões permite o tratamento do mercúrio como resíduo numa base regional.

 

Em derrogação ao disposto no primeiro parágrafo, a importação de mercúrio reciclado para a União é permitida até ... [três anos após a data de entrada em vigor do presente regulamento].

 

Até... [18 meses após a data de entrada em vigor do presente regulamento], a Comissão deve apresentar um relatório ao Parlamento Europeu e ao Conselho sobre a utilização de mercúrio reciclado na União, a disponibilidade de mercúrio reciclado e as estimativas relativas à procura futura de mercúrio reciclado, com base nas tendências e nas obrigações decorrentes do presente regulamento, acompanhado, se for caso disso, de uma proposta legislativa com vista a prolongar a derrogação de importação de mercúrio reciclado.

 

A importação de mercúrio reciclado será autorizada apenas quando o país exportador for Parte na Convenção e o operador económico fornecer uma certificação sobre o ciclo de vida do mercúrio reciclado e a reciclagem tiver ocorrido numa instalação de reciclagem licenciada, em conformidade com as normas da União.

Alteração    44

Proposta de regulamento

Artigo 5 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Sem prejuízo de requisitos mais estritos estabelecidos noutros atos legislativos da União, é proibida, a partir de 1 de janeiro de 2021, a exportação, a importação e o fabrico na União de produtos com mercúrio adicionado constantes do anexo II.

1.  Sem prejuízo de requisitos mais estritos estabelecidos noutros atos legislativos da União, é proibida a exportação, a importação e o fabrico na União de produtos com mercúrio adicionado constantes do anexo II, a partir das datas nele fixadas.

Alteração    45

Proposta de regulamento

Artigo 5 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  A Comissão deve estabelecer, até 1 de janeiro de 2018, uma lista de todos os produtos com mercúrio adicionado importados, exportados ou fabricados na União não constantes do anexo II.

Alteração    46

Proposta de regulamento

Artigo 5 – n.º 2 – travessão 2

Texto da Comissão

Alteração

–   produtos para investigação, calibração de instrumentos e utilização como padrões de referência.

–  produtos para investigação, para utilização como padrões de referência.

Alteração    47

Proposta de regulamento

Artigo 5 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.   Com base na lista elaborada nos termos do n.º 1-A, a Comissão fica habilitada a adotar atos delegados nos termos do artigo 17.º, para alterar o anexo II, com o objetivo de proibir o fabrico, a importação e a exportação de produtos com mercúrio adicionado, até 1 de janeiro de 2020.

Alteração    48

Proposta de regulamento

Artigo 5 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  A Comissão deve proceder a uma avaliação por peritos da utilização de mercúrio no fabrico de vacinas, como mencionado nas conclusões do Conselho de 24 de junho de 2005 e na resolução do Parlamento Europeu de 14 de março de 2006, com vista a restringir esta utilização e, sempre que adequado e caso existam alternativas seguras, proibi-la totalmente, e apoiar a investigação sobre opções viáveis para a administração futura de vacinas em apresentação multidose isentas de tiomersal nos países em desenvolvimento.

Alteração    49

Proposta de regulamento

Artigo 7 – n.º 3 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados, em conformidade com o artigo 17.º, tendo em vista o estabelecimento de requisitos técnicos para a armazenagem provisória ambientalmente correta do mercúrio e dos compostos de mercúrio adotados pela Conferência das Partes da Convenção, sempre que a União aprove a decisão em causa.

A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados, em conformidade com o artigo 17.º, para completar o presente regulamento, tendo em vista o estabelecimento de requisitos técnicos para a armazenagem provisória ambientalmente correta do mercúrio e dos compostos de mercúrio adotados pela Conferência das Partes da Convenção.

Alteração    50

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1.  Até ... [um ano após a data de entrada em vigor do presente regulamento], os operadores económicos devem notificar às autoridades competentes todos os seus produtos e processos de fabrico existentes à data que contêm ou utilizam mercúrio e/ou compostos de mercúrio, incluindo os dados sobre as quantidades de mercúrio e/ou compostos de mercúrio utilizadas no total e por produto durante o ano precedente.

Alteração    51

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  É proibida a produção e a colocação no mercado de produtos com mercúrio adicionado que não tenham nenhuma utilização conhecida antes de 1 de janeiro de 2018.

1.  É proibida a produção e a colocação no mercado de produtos com mercúrio adicionado que não tenham sido notificados às autoridades competentes até ... [um ano após a data de entrada em vigor do presente regulamento].

Alteração    52

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  São proibidos os processos de fabrico inexistentes antes de 1 de janeiro de 2018 que impliquem a utilização de mercúrio e/ou de compostos de mercúrio.

2.  São proibidos os processos de fabrico que impliquem a utilização de mercúrio e/ou de compostos de mercúrio, que não tenham sido notificados às autoridades competentes até ... [um ano após a data de entrada em vigor do presente regulamento].

Este número não se aplica a processos que produzam e/ou utilizem produtos com mercúrio adicionado diversos dos referidos no n.º 1.

 

Alteração    53

Proposta de regulamento

Artigo 11 – n.º 3 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

3.  Em derrogação ao disposto nos n.os 1 e 2, se um operador pretender fabricar e/ou colocar no mercado um novo produto com mercúrio adicionado ou um novo processo de fabrico, deve notificar as autoridades competentes do Estado-Membro em causa e comunicar-lhes os seguintes elementos:

3.  Em derrogação ao disposto nos n.os 1 e 2, e apenas se um novo produto com mercúrio adicionado ou um novo processo de fabrico proporcionar benefícios líquidos significativos para o ambiente e a saúde e não existirem alternativas sem mercúrio, tecnicamente viáveis, que proporcionem tais benefícios, caso um operador pretenda fabricar e/ou colocar no mercado um novo produto com mercúrio adicionado ou um novo processo de fabrico, deve notificar as autoridades competentes do Estado-Membro em causa e comunicar-lhes os seguintes elementos:

Alteração    54

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 3 – travessão -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

–  provas da inexistência de alternativas sem mercúrio, tecnicamente viáveis, que proporcionem benefícios líquidos significativos para o ambiente e a saúde;

Alteração    55

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 3 – travessão 2

Texto da Comissão

Alteração

–  uma avaliação dos seus riscos para o ambiente e a saúde;

–  uma avaliação dos seus riscos e benefícios para o ambiente e a saúde;

Alteração    56

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 3 – travessão 3

Texto da Comissão

Alteração

–  uma explicação detalhada do modo de fabrico ou de utilização do produto ou de aplicação do processo de forma a proporcionar um elevado nível de proteção do ambiente e da saúde humana.

–  uma explicação detalhada do modo de fabrico ou de utilização do produto e da sua eliminação como resíduo, após a utilização, ou de aplicação do processo de forma a proporcionar um elevado nível de proteção do ambiente e da saúde humana.

Alteração    57

Proposta de regulamento

Artigo 8 – n.º 4

Texto da Comissão

Alteração

4.  Após a notificação do Estado‑Membro em causa, a Comissão deve verificar, nomeadamente, se foi demonstrado que o novo produto com mercúrio adicionado ou o novo processo de fabrico proporcionaria benefícios significativos para o ambiente e a saúde e que não existem produtos alternativos sem mercúrio, técnica e economicamente viáveis, que proporcionem tais benefícios.

4.  Após a notificação do Estado‑Membro em causa, a Comissão deve verificar, nomeadamente, se foi demonstrado que o novo produto com mercúrio adicionado ou o novo processo de fabrico proporcionaria benefícios líquidos significativos para o ambiente e a saúde e que não existem produtos alternativos sem mercúrio, tecnicamente viáveis, que proporcionem tais benefícios.

A Comissão adota, por meio de atos de execução, decisões de autorização dos novos produtos com mercúrio adicionado ou dos novos processos de fabrico.

A Comissão adota atos delegados nos termos do artigo 17.º, para completar o presente regulamento, com vista à autorização dos novos produtos com mercúrio adicionado ou dos novos processos de fabrico.

Esses atos de execução devem ser adotados de acordo com o processo de exame referido no artigo 18.º, n.º 2.

 

Alteração    58

Proposta de regulamento

Artigo 9

Texto da Comissão

Alteração

Os Estados-Membros em cujo território se realizem atividades significativas de mineração e transformação aurífera artesanal e em pequena escala devem:

Os Estados-Membros em cujo território se realizem atividades de mineração e transformação aurífera artesanal e em pequena escala com recurso a mercúrio ou compostos de mercúrio devem:

-  tomar medidas para reduzir e, se possível, eliminar a utilização e as emissões de mercúrio e de compostos de mercúrio resultantes dessas atividades;

-  eliminar a utilização e as emissões de mercúrio e de compostos de mercúrio resultantes dessas atividades;

-  elaborar e aplicar um plano nacional em conformidade com o anexo IV.

-  elaborar e aplicar um plano nacional em conformidade com o anexo IV.

 

A Comissão deve incentivar as Partes na Convenção a criarem um mecanismo de rastreio a nível mundial, para permitir o rastreio da utilização de mercúrio no âmbito da mineração aurífera artesanal e em pequena escala.

 

A Comissão deve promover junto das Partes na Convenção a criação e aplicação de um sistema de rotulagem que sensibilize os consumidores, a nível mundial, para a disponibilidade de ouro extraído sem recurso a mercúrio.

Alteração    59

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  A partir de 1 de janeiro de 2019, as amálgamas dentárias só podem ser utilizadas sob a forma de cápsula.

1.  A partir de … [um ano após a data de entrada em vigor do presente regulamento], as amálgamas dentárias só podem ser utilizadas sob a forma de cápsula com pré-dosagem.

Alteração    60

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.   A partir de … [um ano após a entrada em vigor do presente regulamento], é proibida a utilização de amálgamas dentárias sob toda e qualquer forma no tratamento de mulheres grávidas ou lactantes ou no tratamento de dentes de leite em qualquer indivíduo.

Alteração    61

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 1-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-B.  A utilização de amálgamas dentárias será gradualmente eliminada até 31 de dezembro de 2022.

Alteração    62

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  A partir de 1 de janeiro de 2019, os consultórios dentários devem estar equipados com separadores de amálgamas para a retenção e a recolha de partículas de amálgamas. Esses separadores devem ser alvo da manutenção necessária para assegurar um nível de retenção elevado.

2.  A partir de … [um ano após a entrada em vigor do presente regulamento], os consultórios dentários devem estar equipados com separadores de amálgamas para a retenção e a recolha de todas as partículas de amálgamas, incluindo as contidas na água usada. Esses separadores devem ser alvo da manutenção necessária para assegurar um nível de retenção elevado e contínuo de, pelo menos, 95 % das partículas de amálgamas.

Alteração    63

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Em derrogação do disposto no n.º 1-B, a utilização de amálgamas dentárias continuará a ser autorizada para necessidades médicas específicas e apenas se for estritamente necessária, por razões de saúde relacionadas com o doente, e se não existir nenhuma outra alternativa satisfatória.

Alteração    64

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  Sem prejuízo do disposto nos n.os 1 a 2-A, os Estados-Membros podem impor restrições ulteriores à utilização de amálgamas dentárias, em conformidade com o artigo 193.º do TFUE.

Alteração    65

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 2-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-C.   Até ... [dois anos após a data de entrada em vigor do presente regulamento], os Estados-Membros devem definir a forma como tencionam aplicar a eliminação progressiva das amálgamas dentárias nos termos dos n.os 1-A e 1-B, devendo igualmente fixar objetivos nacionais de saúde oral e comunicar à Comissão o modo como tencionam aplicar tal eliminação progressiva e estes objetivos.

Alteração  66

Proposta de regulamento

Artigo 10 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Os dentistas são responsáveis pelo acondicionamento e pela eliminação dos seus resíduos e devem certificar-se de que estas etapas sejam realizadas de maneira ambientalmente correta. Os dentistas devem certificar-se de que os prestadores de serviços que recolhem os seus resíduos respeitam as regras aplicáveis.

Alteração    67

Proposta de regulamento

Capítulo IV – título

Texto da Comissão

Alteração

Armazenagem e eliminação de resíduos de mercúrio

Armazenagem e eliminação de resíduos de mercúrio e sítios contaminados

Alteração    68

Proposta de regulamento

Artigo 11 – n.º 1 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

Sem prejuízo da Decisão 2000/532/EC da Comissão44, são considerados resíduos e eliminados de acordo com o disposto na Diretiva 2008/98/CE, sem pôr em perigo a saúde humana ou o ambiente:

São considerados resíduos e eliminados de acordo com o disposto na Diretiva 2008/98/CE, sem pôr em perigo a saúde humana ou o ambiente:

__________________

 

44 Decisão 2000/532/CE da Comissão, de 3 de maio de 2000, que substitui a Decisão 94/3/CE, que estabelece uma lista de resíduos em conformidade com a alínea a) do artigo 1.º da Diretiva 75/442/CEE do Conselho relativa aos resíduos, e a Decisão 94/904/CE do Conselho, que estabelece uma lista de resíduos perigosos em conformidade com o n.º 4 do artigo 1.º da Diretiva 91/689/CEE do Conselho relativa aos resíduos perigosos (JO L 226 de 6.9.2000, p. 3).

 

Alteração    69

Proposta de regulamento

Artigo 12 – título

Texto da Comissão

Alteração

Comunicação de resíduos de mercúrio provenientes de fontes importantes

Comunicação de resíduos de mercúrio

Justificação

O critério para a comunicação não será a dimensão da fonte, mas o volume das emissões e libertações. A transferência de resíduos também deve ser incluída, assim como a transferência de resíduos de sítios contaminados.

Alteração    70

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  As empresas com atividade nos setores referidos no artigo 11.º, alíneas a), b) e c), devem enviar anualmente, até 31 de maio, às autoridades competentes dos Estados-Membros em causa dados relativos à quantidade total de resíduos de mercúrio armazenados em cada instalação e enviados para instalações específicas de armazenagem temporária ou permanente, bem como à localização e aos dados de contacto dessas instalações.

1.  As empresas com atividade nos setores referidos no artigo 11.º, alíneas a), b) e c), devem enviar anualmente, até 31 de maio, às autoridades competentes dos Estados-Membros em causa dados relativos à quantidade total, e ao teor de mercúrio, dos resíduos de mercúrio armazenados em cada instalação e enviados para instalações específicas de armazenagem temporária, instalações de conversão e solidificação e instalações de eliminação definitiva, bem como à localização e aos dados de contacto dessas instalações.

Alteração    71

Proposta de regulamento

Artigo 12 – n.º 3-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

3-A.  Até 30 de junho de 2018, a Comissão deve adotar atos delegados, em conformidade com o artigo 17.º, para completar o presente regulamento através da criação de um mecanismo de rastreio, a fim de registar a informação relativa às transferências de resíduos a partir dos sítios contaminados. Quando o limiar do teor total de mercúrio e compostos de mercúrio nos resíduos produzidos for superior a 5 kg por ano, o operador de descontaminação ou a autoridade de gestão dos sítios contaminados deve utilizar este mecanismo de rastreio e comunicar anualmente a quantidade de resíduos de mercúrio e o seu teor de mercúrio;

Alteração    72

Proposta de regulamento

Artigo 12-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 12.º-A

 

Sítios contaminados

 

1.  Até … [um ano após a data de entrada em vigor do presente regulamento], os Estados-Membros devem identificar os sítios contaminados por mercúrio ou compostos de mercúrio existentes no seu território e comunicar a lista desses sítios à Comissão e identificar a natureza da contaminação.

 

2.  Até 30 de junho de 2018, a Comissão deve adotar atos delegados, em conformidade com o artigo 17.º, para completar o presente regulamento através do estabelecimento de métodos e abordagens com vista à uma gestão ecologicamente sustentável e à remediação dos sítios contaminados por mercúrio ou compostos de mercúrio, que devem incluir:

 

(a)  o envolvimento do público;

 

(b)  a avaliação do risco para a saúde humana e o ambiente;

 

(c)  medidas de descontaminação, tendo em conta as diferentes abordagens nacionais em relação à descontaminação;

 

(d)  a avaliação de resultados.

 

3.  Até 1 de janeiro de 2020, os Estados-Membros devem aprovar e apresentar à Comissão as suas estratégias nacionais para a descontaminação dos sítios identificados no seu território. Estas estratégias podem ser integradas em estratégias nacionais de descontaminação que abranjam várias substâncias.

 

4.  Até ... [18 meses após a data de entrada em vigor do presente regulamento], a Comissão deve elaborar um inventário dos sítios contaminados por mercúrio ou compostos de mercúrio e, até 1 de junho de 2021, as estratégias nacionais devem também ser incluídas neste inventário. Esta informação deve ser disponível publicamente, incluindo na Internet. A Comissão deve acompanhar a aplicação das estratégias nacionais.

Alteração    73

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º -1 (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1.  Os resíduos de mercúrio devem ser objeto de eliminação permanente – de forma ambientalmente correta, segundo as diretrizes técnicas da Convenção de Basileia – e de acordo com as seguintes condições:

 

(a)  Antes da sua eliminação, os resíduos de mercúrio são convertidos em sulfureto de mercúrio, com recurso à melhor tecnologia disponível, e solidificados; e

 

(b)  Os resíduos de mercúrio são eliminados em minas de sal licenciadas, adaptadas para a eliminação de resíduos de mercúrio, ou em formações subterrâneas profundas de rocha dura que proporcionem um nível de segurança e confinamento equivalente ou superior ao das minas de sal. Os resíduos de mercúrio foram colocados em lotes de eliminação e colocados numa câmara de armazenagem para eliminação que é selada e não permanece aberta por mais de seis meses; ou

 

 

 

(c)  Os resíduos de mercúrio são depostos em instalações licenciadas à superfície ou subsuperficiais, concebidas e equipadas para a eliminação permanente de resíduos de mercúrio e que proporcionem um nível de segurança e confinamento equivalente ou superior ao das minas de sal; e

 

(d)  Os requisitos específicos para a armazenagem temporária de resíduos de mercúrio estabelecidos nos primeiro, terceiro, quinto e sexto travessões da secção 8 do anexo I e no anexo II da Diretiva 1999/31/CE1-A do Conselho são igualmente aplicáveis às instalações de eliminação permanente de sulfureto de mercúrio solidificado; e

 

(e)  Os requisitos específicos para a armazenagem temporária de resíduos de mercúrio estabelecidos nos segundo e quarto travessões da secção 8 do anexo I e na secção 6 do anexo III da Diretiva 1999/31/CE são aplicáveis às instalações de eliminação permanente de sulfureto de mercúrio solidificado, se tal for considerado adequado pelas autoridades dos Estados-Membros responsáveis pela aplicação da referida diretiva.

 

_________________

 

1-A Diretiva 1999/31/CE do Conselho, de 26 de abril de 1999, relativa à deposição de resíduos em aterros (JO L 182 de 16.7.1999, p. 1).

Alteração    74

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º -1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-1-A.  Até 31 de dezembro de 2018, a Comissão deve elaborar um relatório de avaliação da segurança das várias alternativas para a eliminação permanente de resíduos de mercúrio, incluindo a eliminação à superfície, subsuperficial e subterrânea. Este relatório deve ter em conta os riscos e benefícios de todas as opções. Com base nas conclusões do relatório, a Comissão deve identificar e apresentar critérios em matéria de eliminação permanente dos resíduos de mercúrio. Até 31 de dezembro de 2019, a Comissão deve, se necessário, apresentar propostas legislativas com vista a introduzir estes critérios nos anexos da Diretiva 1999/31/CE e a alterar o presente regulamento.

Alteração    75

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 1

Texto da Comissão

Alteração

1.  Em derrogação ao disposto no artigo 5.º, n.º 3, alínea a), da Diretiva 1999/31/CE, os resíduos de mercúrio podem ser armazenados de uma das seguintes formas:

1.  Em derrogação do disposto no n.º-1 e no artigo 5.º, n.º 3, alínea a), da Diretiva 1999/31/CE, os resíduos de mercúrio podem ser armazenados temporariamente no estado líquido, até à conversão em sulfureto de mercúrio e a sua passagem ao estado sólido, por um período não superior a três anos, após a passagem à condição de resíduos, sem prejuízo dos requisitos específicos relativos à armazenagem temporária de resíduos de mercúrio previstos nos anexos I, II e III da referida diretiva, desde que esta armazenagem:

(a)  temporariamente, por mais de um ano, ou permanentemente, em minas de sal adaptadas para a eliminação de mercúrio, ou em formações subterrâneas profundas de rocha dura que proporcionem um nível de segurança e de confinamento equivalentes ao das minas de sal;

(a)  Ocorra apenas em instalações licenciadas de superfície, concebidas e equipadas para a armazenagem temporária de resíduos de mercúrio, situadas na proximidade do último utilizador do mercúrio ou do operador económico que converterá os resíduos de mercúrio em sulfureto de mercúrio e os solidificará; e

(b)  temporariamente, em instalações à superfície concebidas e equipadas para a armazenagem temporária de mercúrio.

(b)  Seja acompanhado de um plano, incluindo um calendário, para a conversão em sulfureto de mercúrio, a solidificação e a eliminação permanente dos resíduos de mercúrio.

Alteração    76

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2

Texto da Comissão

Alteração

2.  Os requisitos específicos para a armazenagem temporária de resíduos de mercúrio estabelecidos nos anexos I, II e III da Diretiva 1999/31/CE são aplicáveis às instalações de armazenagem permanente referidas no n1, alínea a), do presente artigo, nas seguintes condições estabelecidas nos anexos da diretiva supracitada:

2.  Os operadores das instalações de armazenagem temporária ou de conversão em sulfureto de mercúrio e solidificação de resíduos de mercúrio devem, em conformidade com o requisito de manutenção de registos previsto no artigo 35da Diretiva 2008/98/CE, manter um registo que contenha as seguintes informações:

(a)  São aplicáveis o anexo I, secção 8 (primeiro, terceiro e quinto travessões) e o anexo II da Diretiva 1999/31/EC;

(a)  Para cada remessa de resíduos de mercúrio recebida:

 

(i)  a origem e a quantidade de resíduos de mercúrio recebidos;

 

(ii)  o nome e os dados de contacto do fornecedor e do proprietário dos resíduos temporariamente armazenados;

(b)  O anexo I, secção 8 (segundo, quarto e sexto travessões) e o anexo III, secção 6, da Diretiva 1999/31/EC são apenas aplicáveis se tal for considerado adequado pelas autoridades dos Estados-Membros responsáveis pela aplicação da diretiva.

(b)  Para cada remessa de resíduos de mercúrio convertidos que saem da instalação:

 

(i)  a quantidade de resíduos de mercúrio convertidos em sulfureto de mercúrio e solidificados e o seu teor de mercúrio;

 

(ii)  o destino e as operações de eliminação previstas para os resíduos de mercúrio convertidos em sulfureto de mercúrio e solidificados;

 

(iii)  o certificado fornecido pelo operador que procede à eliminação permanente dos resíduos de mercúrio convertidos em sulfureto de mercúrio e solidificados, a que se refere o n.º 2-A;

 

(c)  Para cada remessa de resíduos que saem da instalação de armazenagem temporária:

 

(i)  a quantidade de resíduos de mercúrio e o seu teor de mercúrio,

 

(ii)  o destino e a operação de eliminação prevista dos resíduos de mercúrio,

 

(iii)  o certificado fornecido pelo operador que procede à armazenagem temporária dos resíduos de mercúrio;

 

(d)  A quantidade de resíduos de mercúrio armazenados na instalação no final de cada mês.

 

O operador da instalação deve transmitir o registo à autoridade designada pelo Estado-Membro em causa, até 31 de janeiro de cada ano.

Alteração    77

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-A.  Uma vez concluída a operação de eliminação, os operadores da instalação responsável pela eliminação permanente dos resíduos de mercúrio devem emitir um certificado que estipule que a remessa de resíduos de mercúrio foi integralmente eliminada de forma permanente, em conformidade com os requisitos específicos relativos à eliminação permanente de resíduos de mercúrio previstos no presente regulamento e na Diretiva 1999/31/CE. Este certificado deve incluir informações sobre o local de eliminação.

Alteração    78

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-B.  É proibido qualquer tipo de incineração ou coincineração de resíduos de mercúrio.

Alteração    79

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2-C (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-C.  Os Estados-Membros em cujo território estejam estabelecidas empresas que disponibilizam a tecnologia de conversão, devem promover a utilização da conversão de resíduos de mercúrio líquido em sulfureto de mercúrio nos países terceiros.

Alteração    80

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2-D (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-D.  Até 1 de janeiro de 2019, a Comissão deve criar um mecanismo que assegure a rastreabilidade dos resíduos de mercúrio ao longo de toda a cadeia e que abranja todas as partes envolvidas, em conformidade com o presente regulamento e a legislação da União aplicável.

 

Este mecanismo deve registar as entradas e saídas de resíduos de mercúrio referentes a cada parte envolvida na cadeia, em particular os produtores de resíduos, os operadores de recolha de resíduos, os operadores de armazenamento temporário, os operadores de instalações de conversão e os operadores de eliminação permanente. Este mecanismo deve indicar a quantidade de resíduos de mercúrio detidos por cada pessoa ou entidade, em todas as etapas da cadeia.

Alteração    81

Proposta de regulamento

Artigo 13 – n.º 2-E (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

2-E.  A Comissão deve apresentar um relatório ao Parlamento Europeu e ao Conselho, antes de 1 de janeiro de 2019, sobre a questão de saber se o prazo estabelecido no n.º 1 para o armazenamento temporário de resíduos de mercúrio deve ser alterado. A Comissão deve, se for caso disso, acompanhar este relatório de uma proposta legislativa.

Alteração    82

Proposta de regulamento

Artigo 14 – parágrafo 1

Texto da Comissão

Alteração

Os Estados-Membros devem estabelecer o regime de sanções aplicável às infrações ao disposto no presente regulamento e tomar todas as medidas necessárias para assegurar a aplicação desse regime. As sanções devem ser efetivas, proporcionadas e dissuasivas. Os Estados-Membros devem notificar essas disposições à Comissão até [xxx], devendo também notificar sem demora qualquer alteração subsequente das mesmas.

Os Estados-Membros devem estabelecer o regime de sanções aplicável às infrações ao presente regulamento e tomar todas as medidas necessárias para assegurar a aplicação desse regime. As sanções devem ser efetivas, proporcionadas e dissuasivas. Até à data de aplicação do presente regulamento, os Estados-Membros devem notificar a Comissão dessas regras e dessas medidas, devendo também notificá‑la sem demora de qualquer alteração subsequente das mesmas.

Justificação

O crime ambiental é um problema grave e crescente que é necessário enfrentar a nível europeu. Os crimes ambientais têm muitas vezes um cariz transfronteiriço. Na UE, os crimes ambientais abrangem atos que violam a legislação ambiental e que causam danos ou riscos significativos para o ambiente e a saúde humana. As áreas mais conhecidas de crime ambiental incluem a emissão ou descarga ilegal de substâncias para a atmosfera, água ou solo ou o despejo de resíduos. O nível de sanções aplicadas a crimes ambientais específicos difere bastante entre os Estados-Membros, bem como entre diretivas e regulamentos.

Alteração    83

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1 – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

(b)  informações necessárias ao cumprimento pela União e pelos Estados‑Membros da obrigação estabelecida no artigo 21.º da Convenção de Minamata;

(b)  informações necessárias ao cumprimento pela União e pelos Estados‑Membros da obrigação estabelecida nos artigos 8.º, 9.º e 21.º da Convenção;

Alteração    84

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1 – alínea c)

Texto da Comissão

Alteração

(c)  um resumo das informações coligidas em conformidade com o artigo 12.º;

(c)  um resumo das informações coligidas em conformidade com o artigo 12.º e o artigo 13.º, n.º 2;

Alteração    85

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1 – alínea d)

Texto da Comissão

Alteração

(d)  uma lista pormenorizada das existências de mercúrio localizadas no seu território que excedem 50 toneladas métricas e, se os Estados-Membros tiverem conhecimento, uma lista das fontes de aprovisionamento de mercúrio que produzam anualmente existências de mercúrio superiores a 10 toneladas métricas.

(d)  uma lista das existências e sítios de mercúrio, compostos de mercúrio ou resíduos de mercúrio localizados no seu território que excedem cumulativamente 50 toneladas métricas, assim como a quantidade de mercúrio, compostos de mercúrio e resíduos de mercúrio existentes em cada sítio;

Alteração    86

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1 – alínea d-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(d-A)  uma lista das fontes de aprovisionamento de mercúrio que produzam anualmente existências de mercúrio superiores a 10 toneladas métricas.

Alteração    87

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 1-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

1-A.  Os Estados-Membros devem informar a Comissão, através de um registo público da União, sobre as quantidades e a localização dos resíduos de mercúrio eliminados, e as garantias de que estes foram geridos de forma ambientalmente correta.

 

Qualquer transferência de mercúrio e de compostos de mercúrio entre instalações industriais situadas num Estado-Membro deve ser registada por este Estado‑Membro e comunicada à Comissão.

Alteração    88

Proposta de regulamento

Artigo 15 – n.º 2 – parágrafo 3

Texto da Comissão

Alteração

A Comissão adotará, por meio de atos de execução, decisões com o objetivo de estabelecer um modelo para os referidos questionários e disponibilizar aos Estados-Membros um instrumento de comunicação eletrónica.

A Comissão adotará, por meio de atos de execução, decisões com o objetivo de estabelecer um modelo para os referidos questionários, a fim de disponibilizar aos Estados-Membros um instrumento de comunicação eletrónica.

Alteração    89

Proposta de regulamento

Artigo 15-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 15.º-A

 

Relatórios da Comissão e reexame

 

A Comissão deve avaliar a conformidade do presente regulamento e da Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho1-A com os artigos 8.º e 9.º da Convenção e as disposições da Convenção relativas à utilização das melhores técnicas disponíveis e das melhores práticas ambientais para o controlo das libertações de mercúrio pelas fontes relevantes de mercúrio, como a versão revista dos Documentos de Referência sobre as Melhores Técnicas Disponíveis.

 

Esta avaliação deve ser comunicada ao Parlamento Europeu e ao Conselho, o mais tardar, um mês antes da primeira Conferência das Partes na Convenção e, o mais tardar, em 7 de janeiro de 2019, em conformidade com o artigo 73.º, n.º 1, da Diretiva 2010/75/UE.

 

No prazo de um ano a contar da primeira Conferência das Partes na Convenção, a Comissão deve reavaliar se a legislação da União está em conformidade com as disposições adotadas na primeira Conferência das Partes, nos termos dos artigos 8.º e 9.º, bem como com a versão revista dos Documentos de Referência da Conferência sobre as Melhores Técnicas Disponíveis.

 

A Comissão deve apresentar um relatório ao Parlamento Europeu e ao Conselho sobre as suas conclusões relativas a estas avaliações, acompanhado, se for caso disso, de uma proposta legislativa.

 

O mais tardar em 31 de dezembro de 2025, a Comissão deve proceder a um reexame do presente regulamento, nomeadamente em função dos desenvolvimentos ocorridos em relação à Convenção e da aplicação do presente regulamento. Se for caso disso, este reexame deve ser acompanhado de uma proposta legislativa com vista a alterar o presente regulamento. Este reexame deve analisar a possibilidade de incluir medidas destinadas a reduzir a utilização de mercúrio nas atividades industriais e eliminar a sua utilização o mais rapidamente possível e, em qualquer caso, no prazo de dez anos a contar da entrada em vigor da Convenção.

 

____________________

 

1-A Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010, relativa às emissões industriais (prevenção e controlo integrados da poluição) (JO L 334 de 17.12.2010, p. 17).

Alteração    90

Proposta de regulamento

Artigo 15-B (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

Artigo 15.º-B

 

Crematórios

 

Até 1 de julho de 2018, a Comissão deve apresentar ao Parlamento Europeu e ao Conselho um relatório sobre as emissões de mercúrio provenientes de crematórios, acompanhado, se for caso disso, de uma proposta legislativa com vista a reduzir significativamente estas emissões.

Justificação

Os crematórios são uma fonte importante de emissões de mercúrio para o ambiente. A Comissão deve avaliar a situação e elaborar uma proposta legislativa com vista a reduzir as emissões de forma significativa, até 1 de julho de 2018.

Alteração    91

Proposta de regulamento

Artigo 20 – parágrafo 2

Texto da Comissão

Alteração

O presente regulamento é aplicável a partir de 1de janeiro de 2018.

O presente regulamento é aplicável a partir da data da sua entrada em vigor.

Justificação

As novas obrigações dos Estados-Membros relacionadas com o presente regulamento são muito limitadas e todas as extinções faseadas têm o seu prazo fixado numa data futura realista. Não há razão para que a data de aplicação não seja a data de entrada em vigor.

Alteração    92

Proposta de regulamento

Anexo I – ponto 1

Texto da Comissão

Alteração

Compostos de mercúrio

Compostos de mercúrio

Cloreto de mercúrio (I) (Hg2Cl2, n.º CAS 10112-91-1)

Cloreto de mercúrio (I) (Hg2Cl2, n.º CAS 10112-91-1)

Óxido de mercúrio (II) (HgO, n.º CAS 21908-53-2)

Óxido de mercúrio (II) (HgO, n.º CAS 21908-53-2)

Minério de cinábrio

Minério de cinábrio

 

Nitrato de mercúrio (II) (Hg(NO3)2, n.º CAS 10045-94-0)

 

Sulfureto de mercúrio (HgS, n.º CAS 1344-48-5)

 

Sulfato de mercúrio (II) (HgSO4, n.º CAS 7783-35-9)

Alteração    93

Proposta de regulamento

Anexo II – Parte A

Produtos com mercúrio adicionado

Data a partir da qual a exportação, a importação e o fabrico de produtos com mercúrio adicionado serão proibidos

1.  Pilhas ou acumuladores, incorporados ou não em aparelhos, que contenham um teor ponderal de mercúrio superior a 0,0005 %.

31 de dezembro de 2020

2.  Equipamentos elétricos e eletrónicos, incluindo lâmpadas, comutadores e relés, que excedam os valores-limite relevantes para o mercúrio estabelecidos nos anexos II, III e IV da Diretiva 2011/65/UE do Parlamento Europeu e do Conselho0-A.

31 de dezembro de 2020

Suprimido

 

Suprimido

 

Suprimido

 

Suprimido

 

7.  Produtos cosméticos com mercúrio e com compostos de mercúrio, com exceção dos casos especiais incluídos no anexo V, ponto 17, do Regulamento (CE) n.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho1.

31 de dezembro de 2020

8.  Pesticidas, biocidas e antisséticos tópicos.

31 de dezembro de 2020

9.  Dispositivos de medição não eletrónicos abaixo mencionados:

31 de dezembro de 2020

(a)  Barómetros;

 

(b)  Higrómetros;

(c)  Manómetros;

(d)  Termómetros e outras aplicações termométricas não elétricas;

(e)  Esfigmomanómetros;

(e-A)  Extensómetros a utilizar com pletismógrafos;

 

(e-B)  Picnómetros de mercúrio;

(e-C)  Dispositivos de medição com mercúrio para determinação do ponto de amolecimento.

A presente rubrica não abrange os seguintes aparelhos de medição:

(a)  Instrumentos de medição não eletrónicos instalados em equipamentos de grandes dimensões ou utilizados para medições de alta precisão, se não existirem alternativas sem recurso a mercúrio;

(b)  Instrumentos de medição com mais de 50 anos em 3 de outubro de 2007;

(c)  Instrumentos de medição destinados a serem mostrados em exposições públicas para fins culturais e históricos.

Alteração    94

Proposta de regulamento

Anexo III – parte I – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

(a)  A partir de 1 de janeiro de 2019: produção de acetaldeído

(a)  A partir de 1 de janeiro de 2018: caso o mercúrio seja utilizado como catalisador,

Alteração    95

Proposta de regulamento

Anexo III – parte I – alínea b)

Texto da Comissão

Alteração

(b)  A partir de 1 de janeiro de 2019: produção de cloreto de vinilo monómero

(b)  A partir de quatro anos após a data de entrada em vigor do presente regulamento: caso o mercúrio seja usado como elétrodo

Alteração    96

Proposta de regulamento

Anexo III – parte 1 – alínea b-A) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(b-A)  Em derrogação da alínea a) da parte I, a produção de cloreto de vinilo monómero é permitida por um período de três anos a contar de ... [data de entrada em vigor do presente regulamento].

Alteração    97

Proposta de regulamento

Anexo III – parte 1 – alínea b-B) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(b-B)  Em derrogação da alínea b) da parte I, a produção de metóxido ou etóxido de potássio é permitida por um período de quatro anos a contar de ... [data de entrada em vigor do presente regulamento].

 

A Comissão fica habilitada a adotar atos delegados em conformidade com o artigo 17.º, para alterar o presente regulamento, de modo a prolongar esta derrogação por um período máximo de 10 anos a contar de ... [data de entrada em vigor do presente regulamento], se não existirem técnicas alternativas adequadas.

Alteração    98

Proposta de regulamento

Anexo III – parte 1 – alínea b-C) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(b-C)  Em derrogação da alínea a) da parte I, a partir de 10 de outubro de 2017: poliuretano que utilize catalisadores que contenham mercúrio

Alteração    99

Proposta de regulamento

Anexo III – parte 1 – alínea b-D) (nova)

Texto da Comissão

Alteração

 

(b-D)  Em derrogação da alínea b) da parte I, a partir de 11 de dezembro de 2017: para a produção de cloro e álcalis em que o mercúrio seja utilizado como elétrodo.

Alteração    100

Proposta de regulamento

Anexo III – ponto 2 – parte introdutória

Texto da Comissão

Alteração

A produção de metóxido ou etóxido de sódio ou de potássio devem ser efetuadas em conformidade com os seguintes requisitos:

A produção de metóxido ou etóxido de sódio ou de potássio devem ser efetuadas em conformidade com a alínea b) da parte I e os seguintes requisitos:

Alteração    101

Proposta de regulamento

Anexo III – parte 2 – travessão 2-A (novo)

Texto da Comissão

Alteração

 

-  Apoio à investigação e desenvolvimento no domínio dos processos sem recurso a mercúrio; e

Alteração    102

Proposta de regulamento

Anexo IV – alínea a)

Texto da Comissão

Alteração

(a)  Objetivos nacionais, nomeadamente de redução;

(a)  Objetivos nacionais, nomeadamente de redução, que assegurem uma total eliminação da utilização de mercúrio e compostos de mercúrio;

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

O mercúrio é um dos 10 maiores poluentes do mundo

As provas científicas demonstram de forma incontestável a toxicidade aguda do mercúrio, sendo um elemento que não pode ser destruído ou desaparecer. Com os seus imensos impactos debilitantes sobre a saúde, o mercúrio é um dos 10 maiores poluentes do mundo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), «não existem limites seguros no que diz respeito ao mercúrio». Assim, as emissões de mercúrio são o tipo de problema que exige respostas ambiciosas e determinantes. Mas, mesmo com ações fortes por parte dos governos, devido às suas propriedades bioacumulativas, seriam necessárias décadas para reduzir a poluição provocada pelo mercúrio no ambiente a nível mundial.

Desde a revolução industrial, a quantidade de mercúrio perto da superfície de muitos dos oceanos do mundo triplicou como resultado das atividades humanas poluentes. Sendo tóxico para os seres humanos e a vida marinha, o mercúrio acumula-se nos nossos corpos ao longo do tempo, à medida que nos expomos às suas fontes. As emissões de mercúrio, que não têm sabor nem cheiro, contaminam as águas e acumulam-se nos peixes.

O mercúrio pode dispersar-se amplamente no mundo quando é eliminado para a água e a atmosfera, pelo que até partes do planeta distantes de fontes industriais podem rapidamente deparar-se com elevados níveis deste material tóxico.

A exposição ao mercúrio é um problema de saúde generalizado

A exposição ao mercúrio é um problema de saúde generalizado e pode ter efeitos tóxicos sobre os sistemas nervoso, digestivo e imunitário, bem como sobre os pulmões, os rins, a pele e os olhos. Até mesmo pequenas quantidades de mercúrio podem interferir com o sistema nervoso. Nos últimos 20 anos, o mercúrio tem sido identificado como um perigo ambiental associado à doença de Alzheimer, à esclerose múltipla e a lesões nos rins e no cérebro.

No ambiente, o mercúrio pode alterar-se num composto mais complexo e perigoso designado metilmercúrio. O Comité Científico da AESA estimou, no seu parecer de 2015(2), quantas porções de peixe/marisco seriam necessárias por semana para se atingir a dose semanal admissível (DST) de metilmercúrio, que se definiu na ingestão de 1,3 μg/kg bw/semana. Calculando que as porções são relatadas como estando abaixo de 100 g, a AESA concluiu que os grupos etários que excedem a DST em menor número de porções são as crianças até aos 10 anos de idade e, em alguns casos, de outras crianças e adolescentes, mulheres em idade fértil, adultos e idosos, a DST era atingida após menos e em aproximadamente uma porção por semana. No outro lado do Atlântico, nos Estados Unidos da América, 84 por cento do peixe examinado não era seguro para consumo em mais do que uma refeição (de 170g) por mês, nos termos da regulamentação dos EUA. Similarmente, mais de 82 por cento das pessoas analisadas continham níveis de mercúrio que excediam os valores atualmente aconselhados para a saúde. Mais de 13 % do peixe examinado a nível mundial não seria recomendado para venda comercial pela OMS e a Comissão Europeia.(3)

O metilmercúrio atravessa tanto a barreira placentária como a barreira sangue-cérebro, podendo, por isso, inibir o desenvolvimento mental mesmo antes do nascimento. Subsequentemente, à medida que o cérebro continua a desenvolver-se, mesmo após o nascimento, os bebés e crianças expostos com regularidade ao metilmercúrio acima da DST também devem ser considerados em risco de sofrer os efeitos neurotóxicos do metilmercúrio.

A Convenção de Minamata e a posição da UE

É, portanto, óbvia a necessidade urgente de ratificar a Convenção de Minamata sobre o mercúrio, juridicamente vinculativa, que irá regulamentar a oferta, a comercialização e a utilização desta substância, para além de outros aspetos. Nos termos desta Convenção, os governos serão incentivados a tomar medidas para gerir os impactos para a saúde decorrentes da exposição ao mercúrio.

O objetivo geral da cooperação internacional, ao abrigo do processo de Minamata, consiste em proteger a saúde humana e o ambiente a nível mundial da libertação de mercúrio e seus compostos, diminuindo e, em última instância, eliminando as libertações mundiais provocadas pelo homem para a atmosfera, água e solo.

O Regulamento (UE) n.º 1102/2008 abriu caminho a este acordo internacional e o presente regulamento modificativo deve continuar a segui-lo. A UE é uma das Parte dos países desenvolvidos, pelo que, de acordo com o relator, a ação implementada pela UE e os seus Estados-Membros não se limitará à aplicação das obrigações de Minamata a todos os países signatários. Em muitos casos, a UE já transpôs as suas obrigações para o seu direito; é uma das regiões onde existem tecnologias alternativas e, em conformidade com a legislação da UE, devem aplicar-se as melhores técnicas disponíveis em diferentes processos. Além disso, a UE está numa posição muito mais privilegiada para exportar boas práticas, tecnologia, know-how, produtos isentos de mercúrio e, especialmente, a mensagem de que o uso de mercúrio é prejudicial para o ser humano, os animais e o ambiente.

Alternativas possíveis para limitar a exposição generalizada ao mercúrio

O mercúrio é usado, nomeadamente, em equipamento de controlo, produtos, processos industriais, na saúde oral em amálgamas dentárias e em atividades de mineração e transformação aurífera artesanal e em pequena escala. O mercúrio pode ser produzido através da reciclagem de materiais residuais; por vezes, é gerado como um produto secundário, a par da produção de outros materiais, como o zinco ou o estanho, ou existe como contaminante de adubos. Por fim, mas não menos importante, o mercúrio pode ser libertado ou emitido para a atmosfera através de sítios contaminados, já não usados, mas que são ainda uma grande fonte de poluição, se não forem descontaminados.

Desde a entrada em vigor do Regulamento (UE) n.º 1102/2008, que a procura anual de mercúrio caiu na União, mas ainda se estima em aproximadamente 400 toneladas. Tendo em consideração as propriedades bioacumulativas do mercúrio, o facto de que «não existem limites seguros no que diz respeito ao mercúrio», que o uso mundial de mercúrio ainda se mantém elevado em cerca de 3 600 toneladas por ano e que a poluição não tem fronteiras, existe definitivamente espaço para melhorias.

Foi neste espírito que o relator elaborou as suas propostas, esperando que o Parlamento dê à Comissão um mandato de negociação mais forte para empreender uma ação subsequente mais ambiciosa nas futuras negociações internacionais.

Neste contexto, o relator considera que é da maior importância que a UE aja com determinação e, por conseguinte, propõe com as suas alterações o seguinte:

A)  Alargamento do âmbito da proibição de exportação de mercúrio, aditando todos os produtos incluídos na Convenção de Minamata e interditando a exportação de produtos com mercúrio adicionado, cuja comercialização não é permitida na UE. É contra o espírito da Convenção que a UE exporte produtos que não são permitidos no seu território para países que não possuem nem a tecnologia nem as capacidades de tratar os seus resíduos. Os casos da Índia e da China, que adotaram recentemente os padrões e os limites da UE, são indicativos da importância do papel que a UE pode desempenhar;

B)  Eliminação da utilização de mercúrio na medicina dentária, inicialmente através da sua proibição em tratamentos prestados a mulheres grávidas e crianças e, após o período de eliminação gradual, autorização das amálgamas dentárias apenas em casos específicos, muito restritos;

C)  Proibição da utilização industrial do mercúrio como catalisador ou elétrodo, especialmente porque já existem tecnologias sem recurso a mercúrio, usadas na UE e em outras artes do mundo. O seu uso seria um incentivo para a indústria inovar e exportar o seu paradigma a longo prazo;

D)  Identificação e limpeza dos sítios contaminados, por parte dos Estados-Membros. É fundamental que, em primeiro lugar, os sítios contaminados sejam identificados e tratados de uma forma segura para o ambiente, a fim de deter a poluição da natureza, da fauna e da flora, bem como a exposição de populações que, muitas vezes, já sofrem as consequências económicas do encerramento destas indústrias;

E)  Reforço, por parte da UE, das normas aplicáveis ao tratamento seguro para o ambiente de resíduos de mercúrio. A Europa possui a tecnologia para tratar o mercúrio da melhor forma possível e com menos riscos que se conhece até à data, ou seja, através da solidificação. Espera-se que, muito em breve, entre no mercado uma tecnologia que permitirá que a técnica de solidificação passe de instalação para instalação e chegue às fontes de mercúrio. O mercúrio líquido deixará de ser transportado através de longas distâncias, limitando deste modo eventuais riscos, por exemplo, para o ambiente e para os funcionários, da entrada no mercado negro, de algum possível acidente, etc. Através da aplicação de requisitos de gestão de resíduos mais rigorosos, a UE velará, com a maior brevidade possível, por que o mercúrio não volte a entrar no mercado ou a poluir o ambiente devido a qualquer pequeno acidente. Simultaneamente, tal incentivará a inovação na UE e a transferência de conhecimentos para países terceiros, que se encontrem em posição menos vantajosa em termos de inovação tecnológica;

F)  Proibição de quaisquer novos processos de fabrico com mercúrio e produtos com mercúrio adicionado, com efeitos retroativos, de forma a não criar lacunas para produtos e processos que não existiam durante as negociações de Minamata e à data da proposta da Comissão, não estando, por isso, regulamentados;

G)  Criação de um sistema abrangente de monitorização e de comunicação no que se refere ao mercúrio, já que a obrigação de apresentação de relatórios apenas se aplica, atualmente, a valores muito elevados e não inclui as transferências de resíduos, o que, com o fim da produção de cloro e álcalis à base de mercúrio, contribuiria em grande medida para a ausência de dados;

H)  Incentivo e implementação a nível da UE da utilização de todos os produtos alternativos sem mercúrio e das melhores técnicas disponíveis para processos e gestão de resíduos;

I)  Adoção das medidas necessárias, por parte dos Estados-Membros e da Comissão, para sensibilizar a opinião pública e aumentar a transparência nas utilizações, transferências e libertações de mercúrio.

O mundo precisa que a Europa continue a desempenhar um papel de liderança no processo de Minamata, através da total exploração do potencial da Convenção e do completo respeito de compromissos anteriormente assumidos ao abrigo da legislação da UE já existente relativa ao mercúrio. O relator considera que qualquer abordagem minimalista face a Minamata seria contraproducente, assim como contrária ao interesse público. O relator gostaria que o PE defendesse um ambiente mais saudável, uma alimentação mais segura e uma saúde melhor para todos os cidadãos.

PARECER DA COMISSÃO DOS ASSUNTOS JURÍDICOS SOBRE A BASE JURÍDICA

Ex.mo Senhor Deputado Giovanni La Via

Presidente

Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar

BRUXELAS

Assunto:  Parecer sobre a base jurídica da proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008 (COM(2016) 39 – 2016/0023(COD))

Ex.mo Senhor Presidente,

Por carta de 30 de agosto de 2016, solicitou a Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar à Comissão dos Assuntos Jurídicos, ao abrigo do disposto no artigo 39.º, n.º 2, do Regimento, que esta emitisse parecer sobre a pertinência da base jurídica da proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008(4). A proposta inicial tem por base o artigo 192.º, n.º 1, do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE), relativo à política da União no domínio do ambiente, e o artigo 207.º do TFUE, relativo à política comercial comum. No entanto, o relator apresentou uma alteração que visa modificar a base jurídica exclusivamente para o artigo 192.º, n.º 1, do TFUE.

I – Contexto

A União e 26 Estados-Membros assinaram a nova Convenção Internacional sobre o Mercúrio(5), negociada sob os auspícios do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA), designada «Convenção de Minamata». Todos os Estados-Membros estão empenhados em ratificar a Convenção. A Convenção abrange a totalidade do ciclo do mercúrio, da mineração primária até à gestão dos resíduos de mercúrio, com o objetivo de proteger a saúde humana e o ambiente das emissões antropogénicas de mercúrio e compostos de mercúrio para a atmosfera, a água e o solo. Grande parte do teor da Convenção de Minamata está já contemplado na legislação da União, especificamente no Regulamento (CE) n.º 1102/2008(6), que estabelece a proibição da exportação de mercúrio e de vários compostos de mercúrio; no Regulamento (UE) n.º 649/2012(7), que estabelece um sistema de notificação aplicável, nomeadamente, às importações de mercúrio; e nos Regulamentos (CE) n.os 396/2005(8), 1907/2006(9) e 1223/2009(10) e nas Diretivas 2006/66/CE(11) e 2011/65/UE(12), que abordam a colocação no mercado da União de diversos produtos com mercúrio adicionado e fixam teores máximos de mercúrio. Por fim, as Diretivas 2010/75/UE(13), 2012/18/UE(14), 2008/98/CE(15) e 1999/31/CE(16) têm por objetivo controlar, reduzir e, sempre que existam alternativas sem mercúrio, eliminar as fontes pontuais e as emissões difusas de mercúrio, compostos de mercúrio e resíduos de mercúrio para o ambiente.

Nos termos da proposta da Comissão, as obrigações decorrentes da Convenção que ainda não tenham sido transpostas para o direito da UE devem ser integradas num único ato legislativo. Deste modo, o Regulamento (CE) n.º 1102/2008 deve constituir a base para tal, dado tratar-se do único ato legislativo da União que diz respeito especificamente ao mercúrio. No entanto, dada a natureza e a extensão das necessárias alterações ao Regulamento (CE) n.º 1102/2008, bem como a necessidade de reforçar a coerência e a clareza jurídica, este ato deve revogar e substituir o referido regulamento, mantendo as suas obrigações substantivas sempre que necessário.

II – Artigos pertinentes do Tratado

O artigo 192.º, n.º 1, do TFUE, na parte III intitulada «As políticas e ações internas da União», em conjugação com o artigo 207.º do TFUE, na parte V intitulada «A ação externa da União», são apresentados como base jurídica na proposta da Comissão e têm a seguinte redação (sublinhado nosso):

Artigo 192.º

(ex-artigo 175.º TCE)

1. O Parlamento Europeu e o Conselho, deliberando de acordo com o processo legislativo ordinário e após consulta ao Comité Económico e Social e ao Comité das Regiões, adotarão as ações a empreender pela União para realizar os objetivos previstos no artigo 191.º.

[...]

Artigo 207.º

(ex-artigo 133.º TCE)

1. A política comercial comum assenta em princípios uniformes, designadamente no que diz respeito às modificações pautais, à celebração de acordos pautais e comerciais sobre comércio de mercadorias e serviços, e aos aspetos comerciais da propriedade intelectual, ao investimento estrangeiro direto, à uniformização das medidas de liberalização, à política de exportação, bem como às medidas de defesa comercial, tais como as medidas a tomar em caso de dumping e de subsídios. A política comercial comum é conduzida de acordo com os princípios e objetivos da ação externa da União.

2. O Parlamento Europeu e o Conselho, por meio de regulamentos adotados de acordo com o processo legislativo ordinário, estabelecem as medidas que definem o quadro em que é executada a política comercial comum.

[...]

O artigo 191.º do TFUE tem a seguinte redação (sublinhado nosso):

Artigo 191.º

(ex-artigo 174.º TCE)

1. A política da União no domínio do ambiente contribuirá para a prossecução dos seguintes objetivos:

a preservação, a proteção e a melhoria da qualidade do ambiente,

a proteção da saúde das pessoas,

a utilização prudente e racional dos recursos naturais,

a promoção, no plano internacional, de medidas destinadas a enfrentar os problemas regionais ou mundiais do ambiente, e designadamente a combater as alterações climáticas.

[...]

4. A União e os Estados-Membros cooperarão, no âmbito das respetivas atribuições, com os países terceiros e as organizações internacionais competentes. As formas de cooperação da União poderão ser objeto de acordos entre esta e as partes terceiras interessadas.

O disposto no parágrafo anterior não prejudica a capacidade dos Estados‑Membros para negociar nas instâncias internacionais e celebrar acordos internacionais.

III – A base jurídica proposta

A Comissão propõe o artigo 192.º, n.º 1, e o artigo 207.º do TFUE como a base jurídica adequada para o Regulamento relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008. Tal como confirmado na exposição de motivos da proposta, a Comissão considera que as semelhanças entre o Regulamento (CE) n.º 1102/2008 e a proposta em questão justificam o recurso à mesma dupla base jurídica(17).

Neste contexto, importa recordar que a sessão plenária do Parlamento, na primeira leitura da proposta de Regulamento (CE) n.º 1102/2008, decidiu – na sequência de uma recomendação da Comissão dos Assuntos Jurídicos – que a base jurídica adequada consistia apenas no artigo 175.º, n.º 1, do TCE (atual artigo 192.º, n.º 1, do TFUE), uma vez que o objetivo fundamental da proposta era proteger a saúde humana e o ambiente e não promover considerações de política comercial(18).

O Tribunal de Justiça analisou em várias ocasiões matérias relacionadas com a escolha da base jurídica e o âmbito de aplicação do artigo 192.º, n.º 1, e do artigo 207.º do TFUE, respetivamente(19). Além disso, segundo jurisprudência constante do Tribunal de Justiça (ênfase nossa)(20):

«a determinação da base jurídica de um ato deve ser feita tendo em atenção a sua finalidade e o seu conteúdo próprios, e não à luz da base jurídica adotada para outros atos comunitários que se revistam, eventualmente, de características semelhantes».

Seguindo este princípio, a base jurídica adequada para a proposta da Comissão em apreço deve ser analisada independentemente da base jurídica utilizada para a adoção do Regulamento (CE) n.º 1102/2008.

IV – Jurisprudência sobre a base jurídica

Tradicionalmente, o Tribunal de Justiça tem encarado a questão da base jurídica adequada como uma matéria de importância constitucional, garantindo o cumprimento do princípio da atribuição de competências (artigo 5.º do TUE) e determinando a natureza e o âmbito da competência da União. De acordo com a jurisprudência constante do Tribunal de Justiça, «a escolha da base jurídica de um ato comunitário deve assentar em elementos objetivos suscetíveis de controlo jurisdicional, entre os quais figuram, nomeadamente, a finalidade e o conteúdo do ato»(21). A escolha de uma base jurídica incorreta pode, portanto, justificar a anulação do ato em causa. Neste contexto, a pretensão duma instituição de participar de forma mais intensa na adoção de um determinado ato, as circunstâncias da adoção do ato ou o trabalho efetuado a outro título no domínio de ação em que o ato se insere não têm qualquer influência na identificação da base jurídica correta(22).

Se o exame desse ato demonstrar que este persegue uma dupla finalidade ou que tem duas componentes, e se uma destas for identificável como principal ou preponderante, sendo a outra apenas acessória, o ato deverá ter por fundamento uma base jurídica única, a exigida pela finalidade ou componente principal ou preponderante(23). Todavia, quando o ato tem diversos objetivos ou componentes em simultâneo, que são indissociáveis, sem que um seja secundário ou indireto em relação ao(s) outro(s), esse ato tem de ter por base as várias bases jurídicas correspondentes(24), se os procedimentos previstos para as respetivas bases jurídicas não forem incompatíveis com o direito do Parlamento Europeu e não o colocarem em causa(25).

V – Finalidade e conteúdo do ato proposto

A finalidade da proposta em apreço, tal como referido pela Comissão na exposição de motivos e nos considerandos 7 e 9, é garantir o pleno alinhamento do direito da União com a Convenção de Minamata através da integração num único ato legislativo de todas as obrigações decorrentes da Convenção que ainda não foram transpostas para o direito da UE(26).

Neste contexto, o considerando 1 da proposta da Comissão reitera que «[o] mercúrio é uma substância altamente tóxica que representa uma ameaça grave, a nível mundial, para a saúde humana»; o considerando 3 recorda o sétimo Programa de Ação em matéria de Ambiente, que fixa o objetivo a longo prazo de um ambiente não tóxico e a minimização dos efeitos adversos significativos dos produtos químicos para a saúde humana e para o ambiente até 2020(27). O considerando 6 faz referência à Estratégia Comunitária sobre o Mercúrio(28), que prevê a negociação e a conclusão de um instrumento internacional juridicamente vinculativo, uma vez que a ação da União não pode, por si só, garantir a proteção eficaz dos cidadãos desta contra os efeitos negativos do mercúrio para a saúde. Por último, nos termos do considerando 24, o objetivo deste regulamento é assegurar um elevado nível de proteção da saúde humana e do ambiente relativamente ao mercúrio, através da proibição da importação e da exportação de mercúrio e de produtos com mercúrio adicionado, de restrições à utilização de mercúrio em processos de fabrico, em produtos, na mineração aurífera artesanal e em pequena escala e em amálgamas dentárias, bem como no estabelecimento de obrigações aplicáveis aos resíduos de mercúrio.

O artigo 1.º da proposta define o objeto do regulamento como sendo o estabelecimento de medidas e condições relativas ao comércio, ao fabrico, à utilização e à armazenagem provisória de mercúrio e à gestão dos resíduos de mercúrio. O artigo 2.º contém definições, incluindo os termos «exportação» e «importação». O artigo 3.º introduz restrições à exportação do mercúrio e dos compostos de mercúrio, enquanto o artigo 6.º introduz restrições à importação. Nos termos do artigo 5.º, a exportação, a importação e o fabrico na União de produtos com mercúrio adicionado constantes do anexo II é proibida a partir de 1 janeiro de 2021, enquanto o artigo 6.º introduz a possibilidade de a Comissão adotar atos de execução para efeitos da aplicação dos artigos 3.º e 4.º. Os artigos 7.º a 10.º estabelecem restrições à utilização e à armazenagem de mercúrio, incluindo atividades industriais, novos processos de fabrico, mineração aurífera artesanal e em pequena escala e amálgamas dentárias. Por último, os artigos 11.º a 13.º contêm disposições sobre a armazenagem e a eliminação de resíduos de mercúrio.

VI – Determinação da base jurídica adequada

Tendo em consideração que a finalidade principal da proposta em apreço é o pleno alinhamento do direito da União com a Convenção de Minamata, o propósito da própria Convenção é essencial para determinar se a proposta persegue simultaneamente os dois objetivos de proteção do ambiente e restrição do comércio ou se um deles é apenas acessório.

No que diz respeito à finalidade e ao conteúdo da Convenção de Minamata, o artigo 1.º dispõe que «[a] presente convenção tem por objetivo proteger a saúde humana e o ambiente das emissões e descargas antropogénicas de mercúrio e compostos de mercúrio». Neste contexto, o preâmbulo refere que as medidas estabelecidas para alcançar esse objetivo «incluem medidas para controlar a oferta e o comércio de mercúrio, incluindo a fixação de limites relativos a determinadas fontes específicas de mercúrio, como a mineração primária e o controlo de produtos com mercúrio adicionado e processos de fabrico nos quais o mercúrio ou os componentes de mercúrio são utilizados, bem como mineração aurífera artesanal e em pequena escala»(29).

Apesar de a Convenção de Minamata prever restrições à exportação e importação de mercúrio, a sua preocupação principal é a proteção da saúde e do ambiente. Este facto é confirmado também pela escolha do artigo 192.º, n.º 1, do TFUE como a única base jurídica para a proposta de decisão do Conselho relativa à celebração da Convenção de Minamata sobre o Mercúrio, apresentada pela Comissão(30). Nos termos do parecer do Serviço Jurídico(31):

«Tendo em conta que a) a proposta visa implementar determinadas obrigações ao abrigo da Convenção de Minamata, b) o objetivo ambiental desta é evidente no respetivo preâmbulo e c) outra proposta da Comissão apresentada para decisão do Conselho relativa à celebração da Convenção de Minamata tem por base o artigo 192.º, n.º 1, do TFUE, o regulamento proposto deve a priori também assentar na mesma base jurídica por motivos de coerência.»(32)

Neste contexto, pode argumentar-se que, apesar da existência de vários artigos da proposta relativos a restrições ao comércio, considerando o objetivo global da proposta de regulamento, bem como os diversos considerandos que o enquadram no âmbito mais alargado da política da União para o ambiente – como exemplificado no sétimo Programa de Ação em matéria de Ambiente e na Estratégia Comunitária sobre o Mercúrio – a componente ambiental da proposta é claramente percetível e preponderante. Como se refere no parecer do Serviço Jurídico (sublinhado nosso)(33):

«[M]esmo as disposições relativas à exportação e importação não visam verdadeiramente promover, simplificar ou regular as trocas comerciais ou definir as características dos materiais e produtos que lhes permitem circular livremente no âmbito das trocas comerciais com países terceiros. Pelo contrário, as proibições e restrições são estabelecidas por forma a garantir a proteção do ambiente.(34) Nesta perspetiva, as restrições ao comércio servem claramente o objetivo de cariz ambiental da proposta. Consequentemente, a componente ambiental afigura-se preponderante e define o centro de gravidade da proposta.»

VII – Conclusão e recomendação

Tendo em conta o que precede, uma vez que a proposta da Comissão – embora inclua restrições à importação e exportação – persegue como objetivo principal a proteção do ambiente e da saúde humana, o artigo 192.º, n.º 1, do TFUE constitui a única base jurídica válida e adequada para a proposta.

Assim, na sua reunião de 26 de setembro de 2016, a Comissão dos Assuntos Jurídicos decidiu por unanimidade, com 22 votos a favor(35), recomendar à Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar que altere a base jurídica da proposta de Regulamento do Parlamento Europeu e do Conselho relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008 exclusivamente para o artigo 192.º, n.º 1, do TFUE.

Aproveito a oportunidade para reiterar a V. Ex.ª os protestos da minha elevada consideração.

Pavel Svoboda

PROCESSO DA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

Título

Regulamento relativo ao mercúrio e que revoga o Regulamento (CE) n.º 1102/2008

Referências

COM(2016)0039 – C8-0021/2016 – 2016/0023(COD)

Data de apresentação ao PE

2.2.2016

 

 

 

Comissão competente quanto ao fundo

       Data de comunicação em sessão

ENVI

4.2.2016

 

 

 

Comissões encarregadas de emitir parecer

       Data de comunicação em sessão

INTA

4.2.2016

ITRE

4.2.2016

JURI

4.2.2016

 

Comissões que não emitiram parecer

       Data da decisão

INTA

13.7.2016

ITRE

23.2.2016

JURI

15.3.2016

 

Relatores

       Data de designação

Stefan Eck

10.3.2016

 

 

 

Contestação da base jurídica

       Data do parecer JURI

JURI

26.9.2016

 

 

 

Exame em comissão

12.7.2016

 

 

 

Data de aprovação

13.10.2016

 

 

 

Resultado da votação final

+:

–:

0:

55

9

1

Deputados presentes no momento da votação final

Marco Affronte, Margrete Auken, Pilar Ayuso, Zoltán Balczó, Catherine Bearder, Ivo Belet, Nessa Childers, Birgit Collin-Langen, Mireille D’Ornano, Miriam Dalli, Angélique Delahaye, Stefan Eck, Bas Eickhout, Eleonora Evi, José Inácio Faria, Karl-Heinz Florenz, Francesc Gambús, Elisabetta Gardini, Gerben-Jan Gerbrandy, Jens Gieseke, Julie Girling, Sylvie Goddyn, Françoise Grossetête, Anneli Jäätteenmäki, Jean-François Jalkh, Josu Juaristi Abaunz, Karin Kadenbach, Kateřina Konečná, Giovanni La Via, Peter Liese, Norbert Lins, Susanne Melior, Miroslav Mikolášik, Massimo Paolucci, Bolesław G. Piecha, Frédérique Ries, Michèle Rivasi, Daciana Octavia Sârbu, Annie Schreijer-Pierik, Davor Škrlec, Renate Sommer, Dubravka Šuica, Tibor Szanyi, Claudiu Ciprian Tănăsescu, Jadwiga Wiśniewska, Damiano Zoffoli

Suplentes presentes no momento da votação final

Guillaume Balas, Paul Brannen, Nicola Caputo, Michel Dantin, Mark Demesmaeker, Luke Ming Flanagan, Elena Gentile, Martin Häusling, Krzysztof Hetman, Gesine Meissner, James Nicholson, Marijana Petir, Gabriele Preuß, Christel Schaldemose, Jasenko Selimovic, Mihai Ţurcanu

Suplentes (art. 200.º, n.º 2) presentes no momento da votação final

Nicola Danti, Anna Hedh, Marco Zullo

Data de entrega

20.10.2016

(1)

  JO C 303 de 19.8.2016, p. 122.

(2)

EFSA Journal 2015; 13(1):3982.

(3)

Global Mercury Hotspots («Focos de concentração de mercúrio a nível mundial»), estudo conduzido pelo Instituto de Investigação da Biodiversidade e o IPEN; Janeiro de 2013.

(4)

COM(2016) 39 final.

(5)

Portugal e a Estónia não assinaram a Convenção de Minamata.

(6)

Regulamento (CE) n.º 1102/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2008, sobre a proibição da exportação de mercúrio metálico e de determinados compostos e misturas de mercúrio e o armazenamento seguro de mercúrio metálico (JO L 304 de 14.11.2008, p. 75).

(7)

Regulamento (UE) n.º 649/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativo à exportação e importação de produtos químicos perigosos (JO L 201 de 27.7.2012, p. 60).

(8)

Regulamento (CE) n.º 396/2005 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de fevereiro de 2005, relativo aos limites máximos de resíduos de pesticidas no interior e à superfície dos géneros alimentícios e dos alimentos para animais, de origem vegetal ou animal, e que altera a Diretiva 91/414/CEE do Conselho (JO L 70 de 16.3.2005, p. 1).

(9)

Regulamento (CE) n.º 1907/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de dezembro de 2006, relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição de produtos químicos (REACH), que cria a Agência Europeia dos Produtos Químicos, que altera a Diretiva 1999/45/CE e revoga o Regulamento (CEE) n.º 793/93 do Conselho e o Regulamento (CE) n.º 1488/94 da Comissão, bem como a Diretiva 76/769/CEE do Conselho e as Diretivas 91/155/CEE, 93/67/CEE, 93/105/CE e 2000/21/CE da Comissão (JO L 396 de 30.12.2006, p. 1).

(10)

Regulamento (CE) n.º 1223/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de novembro de 2009, relativo aos produtos cosméticos (JO L 342 de 22.12.2009, p. 59).

(11)

Diretiva 2006/66/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de setembro de 2006, relativa a pilhas e acumuladores e respetivos resíduos e que revoga a Diretiva 91/157/CEE (JO L 266 de 26.9.2006, p. 1).

(12)

Diretiva 2011/65/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 8 de junho de 2011, relativa à restrição do uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos elétricos e eletrónicos (JO L 174 de 1.7.2011, p. 88).

(13)

Diretiva 2010/75/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de novembro de 2010, relativa às emissões industriais (JO L 334 de 17.12.2010, p. 17).

(14)

Diretiva 2012/18/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de julho de 2012, relativa ao controlo dos perigos associados a acidentes graves que envolvem substâncias perigosas, que altera e subsequentemente revoga a Diretiva 96/82/CE do Conselho (JO L 197 de 24.7.2012, p. 1).

(15)

Diretiva 2008/98/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de novembro de 2008, relativa aos resíduos e que revoga certas diretivas (JO L 312 de 22.11.2008, p. 3).

(16)

Diretiva 1999/31/CE do Conselho, de 26 de abril de 1999, relativa à deposição de resíduos em aterros (JO L 182 de 16.7.1999, p. 1).

(17)

COM(2016) 39 final, p. 10.

(18)

Relatório da sessão plenária A6-0227/2007, p. 41.

(19)

Ver, nomeadamente, o parecer 2/00 EU:C:2001:664, bem como os processos C-281/01, Comissão/Conselho, EU:C:2002:761; C-94/03, Comissão/Conselho, EU:C:2006:2; C-178/03, Comissão/Parlamento e Conselho, EU:C:2006:4; e C-411/06, Comissão/Parlamento e Conselho, EU:C:2009:518.

(20)

Processo C-178/03, Comissão/Parlamento e Conselho, EU:C:2006:4, ponto 55.

(21)

Processo C-45/86, Comissão/ Conselho (Preferências pautais generalizadas) [1987], Colet. 1439, n.º 5; Processo C-411/06, Comissão/ Parlamento e Conselho [2009], Colet. I-7585.

(22)

Processo C-269/97, Comissão/Conselho [2000], Colet. I-2257, n.º 44.

(23)

Processo C-137/12, Comissão/Conselho, EU:C:2013:675, n.º 53; C-490/10, Parlamento/Conselho EU:C:2012:525, n.º 45; C-155/07, Parlamento/Conselho [2008], Colet. I-08103, n.º 34.

(24)

Processo C-211/01, Comissão/Conselho [2003], Colet. I-08913, n.º 40; Processo C-178/03, Comissão/Parlamento Europeu e Conselho [2006], Colet. I-107, n.os 43-56.

(25)

Processo C-300/89, Comissão/Conselho («Dióxido de titânio») [1991], Colet. I-2867, n.os 17-25; Processo C‑268/94, Portugal/Conselho [1996], Colet. I-6177.

(26)

A Convenção de Minamata foi celebrada sob os auspícios do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, http://www.mercuryconvention.org/.

(27)

JO L 354 de 28.12.2013, p. 171.

(28)

COM(2010) 723 final.

(29)

Ibidem, p. 4.

(30)

COM(2016) 42 final, p. 4.

(31)

SJ-0393/16, p. 4.

(32)

Cf. argumentação semelhante no processo C-411/06, Comissão/Parlamento e Conselho, EU:C:2009:518, n.º 66.

(33)

SJ-0393/16, p. 4-5.

(34)

Cf. processo C-411/06, Comissão/Parlamento e Conselho, EU:C:2009:518, números 69 a 72.

(35)

Encontravam-se presentes no momento da votação final: Jean-Marie Cavada (presidente em exercício, relator), Mady Delvaux (vice-presidente), Axel Voss (vice-presidente), Joëlle Bergeron, Marie-Christine Boutonnet, Daniel Buda, Sergio Gaetano Cofferati, Pascal Durand, Angel Dzhambazki, Kostas Chrysogonos, Rosa Estaràs Ferragut, Sajjad Karim, Sylvia-Yvonne Kaufmann, Dietmar Köster, Gilles Lebreton, António Marinho e Pinto, Stefano Maullu, Emil Radev, Evelyn Regner, Virginie Rozière, József Szájer, Tadeusz Zwiefka.

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