Relatório - A8-0451/2018Relatório
A8-0451/2018

    RELATÓRIO sobre a proposta de decisão do Conselho que autoriza a Áustria, Chipre, a Croácia, a Dinamarca, o Luxemburgo, Portugal, a Roménia e o Reino Unido a aceitar, no interesse da União Europeia, a adesão da República Dominicana à Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças

    10.12.2018 - (COM(2018)0526 – C8-0376/2018 – 2018/0276(NLE)) - *

    Comissão dos Assuntos Jurídicos
    Relatora: Mary Honeyball

    Processo : 2018/0276(NLE)
    Ciclo de vida em sessão
    Ciclo relativo ao documento :  
    A8-0451/2018
    Textos apresentados :
    A8-0451/2018
    Debates :
    Textos aprovados :

    PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU

    sobre a proposta de decisão do Conselho que autoriza a Áustria, Chipre, a Croácia, a Dinamarca, o Luxemburgo, Portugal, a Roménia e o Reino Unido a aceitar, no interesse da União Europeia, a adesão da República Dominicana à Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças

    (COM(2018)0526 – C8-0376/2018 – 2018/0276(NLE))

    (Consulta)

    O Parlamento Europeu,

    –  Tendo em conta a proposta de decisão do Conselho (COM(2018)0526),

    –  Tendo em conta o artigo 38.º, quarto parágrafo, da Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças,

    –  Tendo em conta o artigo 81.º, n.º 3, e o artigo 218.º, n.º 6, segundo parágrafo, alínea b), do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, nos termos dos quais foi consultado pelo Conselho (C8-0376/2018),

    –  Tendo em conta o parecer do Tribunal de Justiça[1] sobre a competência externa exclusiva da União Europeia no que se refere à declaração de aceitação de adesão à Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças,

    –  Tendo em conta o artigo 78.º-C e o artigo 108.º, n.º 8, do seu Regimento,

    –  Tendo em conta o relatório da Comissão dos Assuntos Jurídicos (A8-0451/2018),

    1.  Aprova a autorização para que a Áustria, Chipre, a Croácia, o Luxemburgo, Portugal, a Roménia e o Reino Unido aceitem, no interesse da União Europeia, a adesão da República Dominicana à Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças;

    2.  Encarrega o seu Presidente de transmitir a posição do Parlamento ao Conselho, à Comissão, aos governos e parlamentos dos Estados-Membros e à Secretaria Permanente da Conferência da Haia de Direito Internacional Privado.

    • [1]  Parecer 1/13 do Tribunal de Justiça de 14 de outubro de 2014, ECLI:EU:C:2014:2303.

    EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

    A Convenção de Haia, de 25 de outubro de 1980, sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças é um instrumento de importância vital e foi ratificada por todos os Estados-Membros da UE.

    Esta Convenção estabelece um sistema de cooperação entre as Estados contratantes que visa encontrar uma solução para casos de rapto internacional de crianças.

    Este tipo de situações ocorre com muita frequência quando um casal se separa. Se os pais forem originários de Estados diferentes, existe a tentação de explorar a falta de cooperação entre esses mesmos Estados para obter a custódia dos menores. São bastante frequentes os casos de raptos internacionais de crianças noticiados pela imprensa que ocorrem na sequência de separações e divórcios.

    Nestes casos, o principal problema reside nas tendências nacionalistas dos sistemas jurídicos de cada Estado. É comum que os órgãos jurisdicionais dos respetivos países em questão se declarem ambos competentes e que os tribunais concedam a custódia do menor ao progenitor nacional do Estado que representam.

    A Convenção visa solucionar este tipo de situações à escala internacional, ao estabelecer que os casos são julgados pelos tribunais competentes e de acordo com a legislação aplicável do Estado de residência do menor. A Convenção estabelece igualmente um sistema que assegura o regresso imediato dos menores raptados.

    Atualmente, esta questão é da exclusiva competência externa da União Europeia, como confirma o parecer 1/13 emitido pelo Tribunal de Justiça. Os Estados-Membros deixam de atuar sozinhos. O problema é que a Convenção não prevê a intervenção independente de organizações internacionais.

    A República Dominicana depositou o instrumento de adesão à Convenção de 1980 em 11 de agosto de 2004. A Convenção entrou em vigor no país em 1 de novembro de 2004.

    A Convenção de 1980 já está em vigor entre a República Dominicana e 20 Estados-Membros da UE. A Áustria, Chipre, a Croácia, a Dinamarca, o Luxemburgo, Portugal, a Roménia e o Reino Unido ainda não aceitaram a adesão da República Dominicana à Convenção.

    Uma vez que a União Europeia dispõe de competência externa exclusiva em matéria de rapto internacional de crianças, a decisão quanto à aceitação da adesão da República Dominicana à Convenção de 1980 deve ser tomada através de uma decisão do Conselho. Assim sendo, a Áustria deve efetuar uma declaração em que aceita a adesão da República Dominicana no interesse da União Europeia.

    A aceitação por parte de Áustria, Chipre, Croácia, Dinamarca, Luxemburgo, Portugal, Roménia e Reino Unido, no interesse da União Europeia, tornará a Convenção de 1980 aplicável entre a República Dominicana e todos os Estados-Membros da UE, com exceção da Dinamarca.

    A adesão da República Dominicana à Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças é de saudar. Por conseguinte, a relatora propõe que o Parlamento aprove a proposta sem alterações, a fim de assegurar que a proteção dos menores em questão se estenda a todo o território da União Europeia.

    PROCESSO DA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

    Título

    Decisão do Conselho que autoriza a Áustria, Chipre, a Croácia, a Dinamarca, o Luxemburgo, Portugal, a Roménia e o Reino Unido a aceitar, no interesse da União Europeia, a adesão da República Dominicana à Convenção da Haia de 1980 sobre os Aspetos Civis do Rapto Internacional de Crianças

    Referências

    COM(2018)0526 – C8-0376/2018 – 2018/0276(NLE)

    Data de consulta / pedido de aprovação

    20.7.2018

     

     

     

    Comissão competente quanto ao fundo

           Data de comunicação em sessão

    JURI

    10.9.2018

     

     

     

    Relatores

           Data de designação

    Mary Honeyball

    24.9.2018

     

     

     

    Exame em comissão

    20.11.2018

     

     

     

    Data de aprovação

    6.12.2018

     

     

     

    Resultado da votação final

    +:

    –:

    0:

    22

    0

    0

    Deputados presentes no momento da votação final

    Joëlle Bergeron, Jean-Marie Cavada, Mady Delvaux, Rosa Estaràs Ferragut, Mary Honeyball, Julia Reda, Evelyn Regner, Pavel Svoboda, József Szájer, Axel Voss

    Suplentes presentes no momento da votação final

    Geoffroy Didier, Pascal Durand, Angel Dzhambazki, Ana Miranda, Jens Rohde, Virginie Rozière, Tiemo Wölken

    Suplentes (art. 200.º, n.º 2) presentes no momento da votação final

    Lucy Anderson, Georges Bach, Kostadinka Kuneva, Jeroen Lenaers, Philippe Loiseau

    Data de entrega

    10.12.2018

    VOTAÇÃO NOMINAL FINAL NA COMISSÃO COMPETENTE QUANTO À MATÉRIA DE FUNDO

    22

    +

    ALDE

    Jean-Marie Cavada, Jens Rohde

    ECR

    Angel Dzhambazki

    EFDD

    Joëlle Bergeron

    ENF

    Philippe Loiseau

    GUE/NGL

    Kostadinka Kuneva

    PPE

    Georges Bach, Geoffroy Didier, Rosa Estaràs Ferragut, Jeroen Lenaers, Pavel Svoboda, József Szájer, Axel Voss

    S&D

    Lucy Anderson, Mady Delvaux, Mary Honeyball, Evelyn Regner, Virginie Rozière, Tiemo Wölken

    VERTS/ALE

    Pascal Durand, Ana Miranda, Julia Reda

    0

    -

     

     

    0

    0

     

     

    Legenda dos símbolos utilizados:

    +  :  votos a favor

    -  :  votos contra

    0  :  abstenções

    Última actualização: 18 de Janeiro de 2019
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