Index 
 Anterior 
 Seguinte 
 Texto integral 
Processo : 2007/0012(CNS)
Ciclo de vida em sessão
Ciclo relativo ao documento : A6-0183/2007

Textos apresentados :

A6-0183/2007

Debates :

PV 06/06/2007 - 22
CRE 06/06/2007 - 22

Votação :

PV 07/06/2007 - 5.14
CRE 07/06/2007 - 5.14
Declarações de voto

Textos aprovados :

P6_TA(2007)0232

Relato integral dos debates
Quarta-feira, 6 de Junho de 2007 - Bruxelas Edição JO

22. Previsão de receitas e despesas do Parlamento Europeu para 2008 (debate)
Ata
MPphoto
 
 

  Presidente. Segue-se na ordem do dia a discussão conjunta do relatório (A6-0202/2007) do deputado Itälä, em nome da Comissão dos Orçamentos sobre a previsão de receitas e despesas do Parlamento Europeu para o exercício de 2008.

 
  
MPphoto
 
 

  Ville Itälä (PPE-DE), relator. – (FI) Senhor Presidente, desejo começar por agradecer a todos os coordenadores, ao relator-sombra e aos representantes dos diferentes grupos os excelentes níveis de cooperação que demonstraram e o desejo de alcançar compromissos. Isto esteve patente quando votámos pela última vez as orientações orçamentais neste plenário. Reunimos uma ampla maioria em todas as áreas importantes relativas às questões gerais.

Gostaria, no entanto, de começar por dizer que espero que o Presidente transmita as minhas observações à Mesa do Parlamento sobre o andamento deste processo. Em meu entender, não se seguiu a via esperada, porque aconteceu que quando a Comissão dos Orçamentos estava a votar as orientações, a Mesa do Parlamento procedia, simultaneamente, à votação da previsão de receitas e despesas, que é o objecto do debate de hoje. Poderia facilmente inferir-se que a Mesa não tem em consideração a posição da Comissão dos Orçamentos, porque não esperou pelo seu voto. Isto tem de ser alterado no futuro. Temos de trabalhar numa colaboração mais estreita e ter em conta o que os outros organismos estão a fazer.

No que diz respeito ao conteúdo do orçamento, existe aqui um importante princípio básico, já aprovado em relação às orientações, no sentido de o orçamento para 2008 permanecer ao nível do de 2007. A isto, como é óbvio, temos de acrescentar a inflação e deduzir o custo de todos os projectos de construção de edifícios, que será, de qualquer das formas, uma opção menos onerosa do que a do arrendamento a longo prazo.

Tudo indica, no entanto, que nesta área se prosseguem vários projectos, o que constitui novas rubricas de despesa. Quando na proposta se menciona "necessidades justificadas", isso não significa certamente que basta que um projecto seja conveniente e agradável: tem de ser efectivamente necessário para a actividade desta Câmara e do ponto de vista dos contribuintes.

O ano de 2008 é o último ano em que este Parlamento pode mostrar aos contribuintes que podemos de facto poupar e operar de forma responsável ao elaborar o orçamento. Podemos mostrar que não empreendemos nenhum projecto novo, salvo se este for efectivamente necessário. Agora que não há alargamentos nem novas línguas, estes projectos devem permanecer num nível mínimo. No entanto, é da máxima importância podermos mostrar aos contribuintes que a nossa instituição é uma instituição responsável. Os cidadãos da Europa e as empresas europeias devem reflectir sobre para onde vai o seu dinheiro e devem contar todos os cêntimos e euros. O Parlamento deve dar o exemplo. Não pode actuar de outra forma. Caso contrário, comprometer-se-á a credibilidade e será depois bastante mais difícil conseguir actuar de forma diferente e haverá um nível bastante menor de confiança no Parlamento. É agora que devemos ganhar a confiança e actuar responsavelmente.

Um exemplo do tipo de correcção que devemos fazer e de um tipo de projecto em que podemos investir se precisarmos é o ajustamento relativo às traduções. É preciso assegurar que as comissões recebam as traduções atempadamente e dou o meu apoio à proposta do Grupo Socialista no Parlamento Europeu. Esperemos que receba o maior apoio possível.

Gostaria, por último, de me referir à política de informação. Preparei uma proposta que prevê que os deputados ao Parlamento possam utilizar recursos em convites a pequenos órgãos de comunicação social locais, que não têm fundos que lhes permitam financiar a sua deslocação até aqui. Trata-se de uma forma de chegar o mais perto possível dos cidadãos. Sei por experiência que estes jornalistas desejam falar com os deputados ao Parlamento e escrever artigos sobre o que pensam os deputados sobre as questões e como justificam o sentido do seu voto. Neste contexto, apresentei uma proposta nesse sentido para considerar recorrer especificamente aos pequenos meios de comunicação social locais, e espero que haja um consenso ainda maior sobre esta questão do que aquele que existe actualmente entre os grupos.

 
  
MPphoto
 
 

  Monica Maria Iacob-Ridzi, în numele grupului PPE-DE. – În primul rând, aş dori să-l felicit pe domnul Itälä pentru acest raport privind bugetul instituţiei noastre pe 2008.

Parlamentul ia astăzi decizii care afectează aproape 500 de milioane de cetăţeni. Codecizia a devenit regulă generală astfel că, până la 80% din legile adoptate în statele membre reprezintă acte votate în acest for. Responsabilitatea Parlamentului faţă de cetăţeni este mai mare ca niciodată. În consecinţă, toată munca desfăşurată în Parlament trebuie să fie la înălţimea acestei responsabilităţi.

Raportul subliniază că prima din priorităţile pentru 2008 este asigurarea de servicii eficiente pentru membri, în vederea unui proces legislativ eficient. Datorită recomandărilor acestui raport, vom avea traduceri în toate limbile din cele 20 de comisii ale Parlamentului. Mai mult, munca noastră va fi comunicată mai bine printr-un post de televiziune propriu şi va fi creat un program prin care jurnalişti din presa locală şi regională vor putea veni în Parlament pentru a duce informaţia europeană în comunităţile lor. Însă, cea mai importantă resursă a Parlamentului rămân oamenii care lucrează aici. În acest sens, am depus un amendament la raport care vizează tocmai personalul acestei instituţii şi mai exact numărul insuficient de angajaţi din statul pe care-l reprezint.

În urma aderării României şi Bulgariei, Secretariatul general al Parlamentului şi mai mult, practic a decis că un număr egal de agenţi permanenţi, şi anume 113 pentru fiecare din cele două ţări, ar fi necesar în serviciul instituţiei. Aceasta este o problemă pentru că, procentual, mai puţini tineri români pot obţine un post în Parlamentul European deoarece populaţia României este de aproape trei ori mai mare decât cea a Bulgariei. În acelaşi timp, europarlamentarii români de două ori mai mulţi decât cei bulgari, pot conta pe serviciile tehnice ale unui personal insuficient, fapt ce poate afecta eficienţa muncii noastre. O anume proporţionalitate a fost întotdeauna respectată în Instituţiile europene. Parlamentul a ţinut cont în trecut de considerente precum mărimea delegaţiei sau a populaţiei statelor membre, iar Oficiul de personal al Uniunii Europene, EPSO, a scos la concurs anul acesta un număr semnificativ mai mare de posturi pentru cetăţenii români, şi anume 440 faţă de 275. Stimaţi colegi, amendamentul meu doreşte corectarea acestei situaţii anormale, Parlamentul fiind singura instituţie în care această discriminare persistă contrar spiritului democratic ce-i este caracteristic.

 
  
MPphoto
 
 

  Vladimír Maňka, em nome do Grupo PSE.(SK) Gostaria de felicitar o relator pelo seu relatório, bem como de agradecer a excelente colaboração.

A Comissão dos Orçamentos ouviu especialistas no domínio do marketing no mês passado e estes concordaram que a chamada “Web TV” constitui uma excelente ferramenta de informação para os cidadãos da União Europeia. Por isso, é necessário concluir o projecto o mais rapidamente possível. Na comissão, concordámos que é necessário envolver meios de comunicação social locais de menor dimensão nas actividades do Parlamento Europeu. Isto aumentará a noção que os cidadãos da União Europeia têm do trabalho do Parlamento Europeu.

No entanto, há divergências entre nós no que diz respeito à forma como estes meios de comunicação social deveriam ser envolvidos. Uma escola de pensamento sugere que os fundos deveriam ser atribuídos a cada deputado para que todos possam convidar jornalistas que trabalham para os meios de comunicação social locais a vir ao Parlamento Europeu. O meu grupo político não está disposto a apoiar este tipo de colaboração. Por isso, em nome dos deputados do Grupo Socialista no Parlamento Europeu, estamos a apresentar uma alteração que propõe a adopção de regras de jogo claras para reger a comunicação com os media locais e regionais. A ideia consiste, por um lado, em trazer a Bruxelas e Estrasburgo o maior número possível de jornalistas locais e, por outro lado, em garantir que o nosso procedimento seja claro e transparente.

Caros colegas, os senhores desejam, certamente, que o vosso trabalho seja eficaz. Querem estar em posição de mostrar aos vossos eleitores que utilizam os fundos disponíveis de forma tão eficiente quanto possível. Contudo, o que acontece frequentemente é que documentos decisivos que são fornecidos aos deputados para tomarem decisões na comissão só estão disponíveis numa ou em duas línguas. A necessidade eventual de convocar uma outra reunião extraordinária da comissão por causa disso tem um impacto negativo para todo o processo, tornando-o ineficiente. Senhoras e Senhores Deputados, face ao exposto, acredito que apoiarão esta alteração, cujo objectivo é evitar estas insuficiências, bem como um aumento desnecessário dos custos.

 
  
MPphoto
 
 

  Anne E. Jensen, em nome do Grupo ALDE. (DA) Senhor Presidente, o Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa apoia o princípio orientador que o senhor deputado Itälä fixou para o Orçamento do Parlamento para 2008, a saber, que o orçamento seja mantido no nível de 2007, acrescido do valor da inflação. Não deverá ser mais elevado sem que haja motivos específicos para esse aumento. Isso porque 2008 é, evidentemente, um ano de consolidação depois dos alargamentos e das dotações suplementares em consequência dos mesmos. É agora tempo de rever a situação e de nos mantermos constantemente atentos às oportunidades que se coloquem para definir as prioridades da nossa administração e para a tornar mais eficaz. Existem, evidentemente novas necessidades. Há aspectos que podemos melhorar. É o caso da tradução e da interpretação, pois nem sempre é possível aos deputados dispor dos serviços de que precisam, e é também o caso das necessidades de assistência profissional no trabalho legislativo, que estão também a aumentar. Para além disso, o Parlamento Europeu deverá desenvolver instrumentos de comunicação mais eficazes, como a Web TV, para facilitar o acompanhamento do trabalho do Parlamento.

Como princípio orientador, as verbas destinadas a estas melhorias deverão provir do quadro orçamental referido. No entanto, a Mesa decidiu agora fixar as previsões orçamentais em 1,49 mil milhões de euros, o que corresponde a 20% das despesas administrativas da UE. Este é obviamente o montante que estamos a fixar como limite superior do orçamento. Ao mesmo tempo, foram previstas reservas no valor de 55 milhões de euros para a política de edifícios e as novas prioridades políticas, sendo destinados 10 milhões de euros para a campanha eleitoral para 2009 e uns bons 14 milhões de euros para imprevistos. Porém, a Presidência do Parlamento não dá a conhecer mais pormenores sobre o tipo de projectos que tem em mente. No Grupo ALDE, sempre apoiámos a política de edifícios. É positivo que o Parlamento tenha adquirido os edifícios na altura mais vantajosa, em vez de continuar a alugá-los. Apoiamos também a campanha pré-eleitoral, mas não consideramos razoável que se apresente um orçamento contendo somas tão avultadas, sem explicação. O orçamento deverá reflectir as necessidades reais e apresentar uma visão clara e transparente da economia ao longo dos próximos anos. Assim, o senhor deputado Itälä tem ainda trabalho pela frente, e desejo-lhe sorte nas negociações de um orçamento mais realista. O Parlamento deverá assumir a liderança e apresentar um nível de disciplina orçamental que seja pelo menos igual ao que esperamos e exigimos das outras Instituições.

 
  
MPphoto
 
 

  Petre Popeangă, în numele grupului ITS. – Apreciez în mod deosebit raportul privind estimarea bugetului de venituri şi cheltuieli pentru exerciţiul financiar 2008 elaborat de Ville Itälä cu un înalt profesionalism, îl susţin şi o să recomand colegilor din grup votarea acestuia.

Separat de aceste consideraţii de ordin general, dar fără a le exclude, o să menţionez câteva aprecieri de natură particulară care nu fac decât să accentueze caracterul consistent al raportului.

Pornind de la ideea că bugetul pentru anul 2008 ar trebui să fie un buget pentru contribuabilul european, am apreciat preocuparea raportorului faţă de necesitatea ca acesta, contribuabilul, să fie informat cât mai în detaliu asupra tuturor activităţilor Parlamentului şi, în special, asupra viitoarelor alegeri europene. În acest sens, deosebit de oportună mi se pare propunerea raportorului privind elaborarea unui program special de informare, al cărui principal destinatar şi beneficiar să fie format, în special, prin structurile media locale de mai mică anvergură. De asemenea, consider că propunerea raportorului privind aprobarea unor surse financiare care să permită realizarea unor întâlniri directe cu ziariştii locali în Parlament este deosebit de valoroasă şi o susţin fără rezerve, deoarece apreciez că este unul dintre cele mai eficiente mijloace de a face cunoscute, direct şi în deplină transparenţă, toate activităţile acestuia.

Din lipsă de timp, o să mă limitez la a mai menţiona un singur aspect din raport şi anume acela al multilingvismului. Sunt întru totul de acord cu raportorul că acestui deosebit de important domeniu trebuie să i se acorde o atenţie particulară, având în vedere posibilele efecte datorate interpretării eronate a textelor ca urmare a unor traduceri mai puţin exacte a acestora. Tot în acest sens, consider că, în special reprezentanţilor noilor state membre trebuie să li se asigure un suport lingvistic corespunzător proporţional cu numărul acestora din diferitele structuri unionale.

 
  
MPphoto
 
 

  Sergej Kozlík (NI).(SK) O Parlamento Europeu não fica, certamente, barato. Os custos totais – que ultrapassam 1 427 milhões de euros – são bastante consideráveis e é imperioso que todas as rubricas e afectações orçamentais sejam justificadas claramente.

No entanto, neste aspecto, a previsão de receitas e despesas do Parlamento Europeu para o exercício de 2008 inclui um número razoável de incógnitas, sendo, por isso, como comprar nabos em saco. Penso que, neste relatório, o relator identificou correctamente alguns dos pontos problemáticos; por isso, não se pode senão concordar que o nível das transferências globais de "remanescentes" foi bastante elevado.

Em 2005, as transferências globais de “remanescentes” ascenderam a 124 milhões de euros, enquanto em 2006, ascenderam a mais de 105 milhões de euros, o que representa aproximadamente 10% da totalidade de afectações orçamentais. O apelo que o Parlamento fez aos organismos administrativos para calcularem melhor as afectações necessárias no âmbito de grupos de despesa é, por isso, certamente, apropriado. Também apoio sinceramente a ideia de desenvolver um programa específico para melhorar o conhecimento das actividades do Parlamento Europeu, envolvendo meios de comunicação social pequenos e locais no sistema. Estes meios de comunicação social não são tablóides e podem informar correctamente os cidadãos sobre as decisões tomadas pelas Instituições europeias, incluindo o Parlamento Europeu.

 
  
MPphoto
 
 

  Ingeborg Gräβle (PPE-DE).(DE) Senhor Presidente, para quem estamos a fazer, realmente, este debate e a quem nos dirigimos? Estou decepcionada por ver que estamos a falar aqui entre nós sobre coisas que já debatemos há muito tempo. Com que direito estamos aqui, sem um interlocutor que nos oiça? Se a Comissão tivesse tomado a liberdade de discutir o seu orçamento na ausência do Comissário responsável, falaríamos de outra maneira. Eu, pessoalmente, estou muito decepcionada com a forma como tanto a administração do Parlamento como a Mesa estão a tratar aqui a Comissão dos Orçamentos e os seus membros.

Permitam-me que passe para a mensagem central no que diz respeito ao orçamento no Parlamento Europeu. Qual é a mensagem decisiva que temos de transmitir aos nossos eleitores? Deve ser que estamos completamente empenhados na nossa missão de legislar para a Europa de forma tão boa e eficaz quanto nos for possível e com os custos mais baixos para o contribuinte que for exequível. Os deputados ao Parlamento necessitam de melhores condições de trabalho para o cumprimento de tal missão. Elas devem estar no cerne das nossas deliberações. As aparências são uma coisa muito boa, mas o conteúdo das nossas políticas continua a ser mais importante do que a sua apresentação e embalagem. Contudo, para que o conteúdo seja robusto, necessitamos de um serviço de investigação adequado, que nos permita produzir legislação que seja melhor.

A preparação das eleições europeias requer não só uma campanha administrativa mas também mais possibilidade para os deputados empregarem pessoal. Tal exige uma certa flexibilidade. Como é que o Parlamento Europeu implementou o Regulamento Financeiro reformado e menos burocrático que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2007? Tenho a sensação de que nunca tivemos tanta papelada nesta Câmara. E nunca houve tanta falta de clareza. O Estatuto dos Deputados do Parlamento Europeu e o fundo de pensões continuam por concluir. O que desejo da administração do Parlamento é uma solução satisfatória para estas questões pendentes, e não planos pomposos para cimeiras interparlamentares ou para museus. Aguardo ansiosamente a chegada da chamada Web TV para ver se ela mostra quão poucos deputados participam aqui no trabalho do Parlamento.

 
  
MPphoto
 
 

  Paulo Casaca (PSE). – Gostaria de começar por fazer minhas as palavras da nossa colega Ingeborg Gräßle e dizer ao Senhor Presidente que não pode voltar a acontecer termos um debate sobre o orçamento do Parlamento sem termos ninguém que represente a estrutura do próprio Parlamento aqui presente a ouvir-nos. É uma falta absolutamente indesculpável, que eu espero não volte a repetir-se.

Gostaria também de dizer que estou preocupado com a forma como está a ser gerido o sector da tradução. Não posso compreender que pessoas que trabalham regularmente, há nove ou dez anos, sejam informadas de que vão deixar de ter o seu trabalho apenas por que não receberam a proposta de contrato que costumam receber regularmente todos os meses de Dezembro. Isto não é uma forma de tratar ninguém e em desacordo com todos os princípios da Europa social. Gostaria de dizer que este tipo de procedimento não é aceitável e solicito ao Senhor Presidente que faça o favor de transmitir esta mensagem ao Senhor Secretário-Geral.

 
  
MPphoto
 
 

  Nathalie Griesbeck (ALDE). - (FR) Senhor Presidente, gostaria de agradecer ao nosso colega o seu relatório, relativamente ao qual, no entanto, estou absolutamente de acordo com as observações proferidas pela deputada Anne Jensen.

Gostaria de me debruçar, esta noite, sobre um único dos pontos fundamentais, em minha opinião, salientados neste relatório: o que se refere à política de informação, a qual permite comunicar eficazmente com os 500 milhões de cidadãos que agora somos. A este respeito, também eu quero dizer que apoio a cem por cento a dotação prevista para favorecer a nova política centrada nos meios de comunicação social locais. Dito isto, caros colegas, temos de desencadear uma nova forma de debate público europeu que transcenda as fronteiras nacionais e que se imponha por toda a Europa; para isso, temos de concretizar três grandes projectos.

Em primeiro lugar, o canal de televisão por Internet do Parlamento Europeu tem de tornar-se rapidamente uma realidade que nos aproxime dos nossos concidadãos e que imprima mais transparência ao nosso trabalho. Em segundo lugar, temos de utilizar todos os novos modos de comunicação. Por exemplo, organizo amanhã um fórum de discussão na Internet a partir de Bruxelas com os alunos de liceus de Dijon no âmbito de um projecto franco-alemão. Em terceiro lugar gostaria de dizer em jeito de crítica que a criação do centro de visitantes de Bruxelas não deve camuflar a penúria de infra-estruturas de acolhimento dos grupos de visitantes durante as sessões plenárias organizados na sede do Parlamento em Estrasburgo, questão que tem de ser pensada.

 
  
MPphoto
 
 

  Hans-Peter Martin (NI).(DE) Senhor Presidente, também eu lamento o facto de se prestar tão pouca atenção àquilo que está aqui sobre a mesa, mas, provavelmente, por razões diferentes das da maioria dos senhores deputados. Na realidade, os senhores deputados deveriam regozijar-se por existirem tão poucas pessoas cientes daquilo que está a ser servido, aqui, mais uma vez. Estou convencido de que não existe nenhum outro lugar no mundo no qual as pessoas recebam recompensas tão elevadas por um rendimento tão baixo como aqui, no Parlamento Europeu, quer sejam deputados, quer funcionários.

Se olharem mais de perto para as rubricas de esbanjamento, verão um aumento de 60% em despesas imprevistas e um aumento exponencial na rubrica de trabalhos de arranjo de instalações, que passou de 17 milhões para 27 milhões, sobretudo, para honorários de arquitectos e engenheiros. Estou convencido de que o relator, que está a acenar a cabeça, concordando comigo, está a tentar, honestamente, controlar esta despesa, mas os grandes grupos políticos e a maioria nesta Câmara não lhe permitirão fazê-lo, pura e simplesmente.

Não sei de onde os senhores deputados são oriundos, nem se conseguirei, um dia, reacender os sentimentos com que talvez tenham entrado inicialmente na política, aquele idealismo que eu nunca poria em causa em ninguém. Mas o que estamos aqui a fazer com mil e quinhentos milhões de euros? Todos nós sabemos, certamente, que nos bastaria metade dessa quantia. Contudo, não há vontade de poupar dinheiro, mas apenas de o desperdiçar. Depois, temos a senhora deputada Gräβle a dizer que deveria haver mais pessoal. A pessoa que é, provavelmente, o único crítico severo de tal desregramento nem sequer tem um assistente. Digo-vos que se os cidadãos soubessem realmente o que se está a passar aqui, não descreveriam isto como um parlamento democrático, mas sim como um antro de despotismo e de desperdício.

 
  
MPphoto
 
 

  Paul Rübig (PPE-DE).(DE) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, creio que este debate parlamentar é muito útil. O que é facto é que aqueles que têm responsabilidade estão aqui presentes. Penso que é importante ser senhor na sua própria casa e isto significa ter condições de trabalho adequadas.

Quando penso que os documentos de sessão que nos dão, aqui, no Parlamento, têm de ser levados para o Hemiciclo em formato de papel, tenho de concluir que os nossos métodos de trabalho não estão actualizados. Escusado será dizer que deveríamos dispor do equipamento informático necessário e do acesso à Internet aqui, nos nossos lugares de trabalho, para podermos fazer o nosso trabalho de forma correcta e meticulosa também aqui, no Hemiciclo.

Faltam outras instalações na Câmara, como, por exemplo, salas de reuniões apropriadas. Quando recebemos actualmente grupos de eleitores nossos e tentamos manter debates efectivos com eles, não temos, de facto, o tipo de condições de que necessitamos para acomodar sete, oito, nove ou dez pessoas. Uma das nossas tarefas, aqui, consiste em proceder à melhoria necessária das nossas condições de trabalho.

Também seria útil se o público pudesse ver como cada um dos deputados desta Câmara actua aqui. Não faria mal que tivéssemos, agora, uma transmissão através da Web TV e que recebêssemos no dia seguinte os números relativos a audiências dos diversos debates que tivemos. Ficaria muito claro que os cidadãos europeus se interessam realmente por aquilo que acontece aqui no Parlamento.

É por esta mesma razão que também é importante dirigir-se a um grupo mais vasto de jornalistas. Estimo muitíssimo os nossos correspondentes em Bruxelas, mas é necessário fazer muito mais, incluindo contribuir para programas de educação e formação de jornalistas na Europa, a fim de estimular uma compreensão e avaliação mais objectivas da União Europeia.

 
  
MPphoto
 
 

  Szabolcs Fazakas (PSE). - (HU) Recentemente o Parlamento Europeu, para grande satisfação de todos nós, tem vindo a desempenhar um papel cada vez mais importante na cooperação entre as instituições europeias e, o que é mais, tem vindo a ganhar um reconhecimento ainda maior aos olhos da opinião pública europeia. Tal deve-se não só ao nosso trabalho legislativo bem fundado política e profissionalmente, mas sobretudo à nossa bem sucedida política de informação.

Contudo, para que a nossa política de informação - que, para além da Web TV, inclui a recepção de grupos de visitantes, a realização de exposições e a manutenção de gabinetes de informação nos Estados-Membros - tenha o resultado desejado, temos de apoiar essas políticas com os meios apropriados, ou seja, com meios orçamentais.

Enquanto Questor responsável por este pelouro e, por outro lado, enquanto membro da Comissão dos Orçamentos, espero que o Parlamento Europeu seja capaz de tomar uma posição unida sobre esta questão do financiamento, garantindo assim a concretização bem sucedida desta política, que é extremamente importante não só para o Parlamento Europeu mas também para a opinião pública europeia.

 
  
MPphoto
 
 

  Mairead McGuinness (PPE-DE). – (EN) Senhor Presidente, gostaria de agradecer ao relator pelo seu trabalho. Espero que os colegas tenham ouvido o seu primeiro comentário, expressando o seu desagrado com a Mesa por esta se encontrar numa fase mais avançada do que nós. Penso que esse facto foi notado. Poderíamos apreciar que estivessem à nossa frente noutros casos em que não estão, mas neste ponto não deviam estar numa fase mais avançada do que o Parlamento.

Gostaria, especificamente, de abordar a questão da política da informação, pois, para usar uma frase conhecida, “Eu já passei por aí”, ou seja, já fiz parte daqueles jornalistas que vinham ao Parlamento. Faríamos bem em analisar a razão por que as coisas não correram bem no passado, de modo a termos a certeza de que não gastamos dinheiro a cometer os mesmos erros no presente. Estou de acordo em que os jornalistas nacionais sejam trazidos ao Parlamento, mas todas as notícias têm repercussão local do mesmo modo que toda a política, e os deputados deste Parlamento têm uma gigantesca tarefa para converter todos os enormes documentos apresentados em histórias reais que afectam pessoas reais. Se não somos capazes de o fazer, não deveríamos trazer jornalistas para Bruxelas. No entanto, deveríamos tentar e fazê-lo no próximo ano.

 
  
MPphoto
 
 

  Silvia-Adriana Ţicău (PSE). – Dat fiind faptul că România şi Bulgaria sunt cele mai noi membre ale Uniunii Europene, consider că este important ca posturile aferente acestor ţări să fie ocupate prin concurs cât mai curând şi, de asemenea, că este necesar să existe un buget pentru informarea jurnaliştilor specializaţi din mass-media naţională cu privire la rolul si atribuţiile Parlamentului European.

Un rol important îl au birourile de informare ale Parlamentului, care trebuie să aibă resursele financiare necesare pentru a prezenta şi promova Parlamentul European la nivel naţional. Parlamentul European în 2008 trebuie să asigure o mai bună legiferare şi comunicare către public a beneficiilor aduse de politica comunitară. Din păcate, pentru mulţi cetăţeni ai statelor membre, Bruxelles înseamnă mai multă birocraţie, iar acţiunile în beneficiul cetăţenilor sunt mai puţin cunoscute. Avem datoria să schimbăm această percepţie. Bugetul Parlamentului European pentru 2008 trebuie să asigure servicii de traducere pentru toate întâlnirile oficiale, în toate limbile naţionale ale participanţilor, precum şi resursele necesare pentru o politică de informare şi comunicare eficientă - mă refer în special la modernizarea sistemelor informatice, la finanţarea programului Web TV şi a centrului audio-vizual. Felicit raportorul.

 
  
MPphoto
 
 

  Presidente. Está encerrado o debate.

A votação terá lugar na quinta-feira.

 
Aviso legal - Política de privacidade